Enquanto o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viaja pela América Latina para articular a oposição à ditadura de Nicolás Maduro, o Conselho de Ministros da União Europeia anunciou ontem sanções contra nove novos altos funcionários da Venezuela, inclusive o congelamento de bens e a proibição de entrar em território comunitário.
Um dos alvos é a vice-presidente Delcy Eloína Rodríguez, que recentemente cedeu a presidente da Assembleia Nacional Constituinte a Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime chavista.
Pelo Twitter, Delcy Rodríguez repudiou as sanções: "Nenhuma ameaça, extorsão, medida arbitrária ou chantagem me desviarão do meu compromisso com a história de liberdade, dignidade e soberania que nos legou [o libertador Simón] Bolívar. Jamais o velho mundo imperial nem poder nenhum dobrará minha determinação como venezuelana de amar a terra onde nasci."
Em tom de ironia, a vice-presidente da Venezuela "autorizou" a comissária de Relações Exteriores da UE, Federica Mogherini, a dispor dos "supostos bens, que não existem, e os destine à crise migratória que geraram com suas políticas belicistas, racistas e xenófobas."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 26 de junho de 2018
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Irã e União Europeia anunciam acordo nuclear
Depois de oito dias de negociações intensivas, o ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif, e a comissária de Relações Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, anunciaram há pouco um acordo preliminar para desarmar o programa nuclear iraniano, impedindo o país de fazer a bomba atômica, informa a televisão pública britânica BBC.
"Decidimos tomar medidas para garantir a todos que o nosso programa nuclear é totalmente pacífico", declarou o chanceler iraniano. "Nenhuma das nossas instalações nucleares será fechada. O povo iraniano não aceitaria isso."
A "capacidade de enriquecer urânio e os estoques iranianos" serão limitados e as sanções serão suspensas assim que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar o cumprimento do acordo, declarou Mogherini, ex-ministra do Exterior da Itália. Se o Irã violar o acordo, as sanções voltariam a ser impostas
Um acordo definitivo deve ser negociado até 30 de junho de 2015.
O sucesso das negociações já tinha sido festejado pelo presidente do Irã, Hassan Rouhani, um aiatolá moderado que se elegeu no primeiro turno da eleição de junho de 2013 com a promessa de melhorar as relações com os Estados Unidos para acabar com as sanções internacionais que pesam sobre a economia iraniana. Mas quem manda de fato no país, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, ainda não falou.
A república islâmica sempre negou estar desenvolvendo armas nucleares. Afirma estar negociando para aliviar as sanções econômicas ao país e insiste no direito de uso pacífico da energia atômica.
Quem não gostou do acordo foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há um mês tentou convencer o Congresso dos EUA de que este acordo, em vez de impedir, abre caminho para o Irã fazer a bomba atômica: "Qualquer acordo precisa reduzir significativamente a capacidade nuclear do Irã e parar com seu terrorismo e suas agressões", escreveu o líder israelense no Twitter.
"Decidimos tomar medidas para garantir a todos que o nosso programa nuclear é totalmente pacífico", declarou o chanceler iraniano. "Nenhuma das nossas instalações nucleares será fechada. O povo iraniano não aceitaria isso."
A "capacidade de enriquecer urânio e os estoques iranianos" serão limitados e as sanções serão suspensas assim que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar o cumprimento do acordo, declarou Mogherini, ex-ministra do Exterior da Itália. Se o Irã violar o acordo, as sanções voltariam a ser impostas
Um acordo definitivo deve ser negociado até 30 de junho de 2015.
O sucesso das negociações já tinha sido festejado pelo presidente do Irã, Hassan Rouhani, um aiatolá moderado que se elegeu no primeiro turno da eleição de junho de 2013 com a promessa de melhorar as relações com os Estados Unidos para acabar com as sanções internacionais que pesam sobre a economia iraniana. Mas quem manda de fato no país, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, ainda não falou.
A república islâmica sempre negou estar desenvolvendo armas nucleares. Afirma estar negociando para aliviar as sanções econômicas ao país e insiste no direito de uso pacífico da energia atômica.
Quem não gostou do acordo foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há um mês tentou convencer o Congresso dos EUA de que este acordo, em vez de impedir, abre caminho para o Irã fazer a bomba atômica: "Qualquer acordo precisa reduzir significativamente a capacidade nuclear do Irã e parar com seu terrorismo e suas agressões", escreveu o líder israelense no Twitter.
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segunda-feira, 23 de março de 2015
UE negocia normalização das relações com Cuba
A comissária de Comércio Exterior da União Europeia, a ex-chanceler italiana Federica Mogherini, chegou hoje a Havana para discutir a normalização das relações com o regime comunista de Cuba.
A visita de dois dias é uma consequência da reaproximação entre os Estados Unidos e Cuba, anunciada em dezembro pelos presidente Barack Obama e Raúl Castro, que prometeram um reatamento das relações depois de mais de 50 anos.
A visita de dois dias é uma consequência da reaproximação entre os Estados Unidos e Cuba, anunciada em dezembro pelos presidente Barack Obama e Raúl Castro, que prometeram um reatamento das relações depois de mais de 50 anos.
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