O alarme antiaéreo voltou a soar hoje nas Colinas do Golã. Israel interceptou mais um foguete vindo da Síria. O número crescente de ataques e contra-ataques indica uma escala da intervenção militar israelense na Síria, onde tenta impedir que o Irã instale bases militares permanentes perto de suas fronteiras.
Depois da morte de militares iranianos em bombardeios israelenses a bases sírias, em 10 de maio, o Irã e a Síria lançaram um ataque retaliatório contra Israel com pelo menos 20 foguetes. Em resposta, o governo israelense lançou forte contra-ataque. O ministro da Defesa ultradireitista, Avigdor Lieberman, declarou que "quase toda a infraestrutura iraniana na Síria" foi alvejada.
Israel e o Irã travam assim uma guerra limitada no meio da guerra civil síria. Em fevereiro, o sistema de defesa antiaérea israelense abateu um drone armado iraniano vindo da Síria. Foi a primeira vez que o regime fundamentalista iraniano atacou Israel diretamente. Fazia isso através de aliados como a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas).
A Força Aérea de Israel contra-atacou a base de onde partiu o drone e lançou novos ataques a alvos iranianos. Em 29 de abril, um bombardeio a um quartel em Homs, no Centro da Síria, matou 26 militares sírios e iranianos. Em 8 de maio, foram pelo menos 15 mortes em ataques a bases situadas em Damasco e 42 no grande ataque da quinta-feira, 10 de maio.
Ao retirar os Estados Unidos do acordo nuclear negociado pelo Irã com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), de certa forma, o presidente Donald Trump endossou a política de confrontação com o Irã do primeiro-ministro linha-dura israelense, Benjamin Netanyahu.
O risco de uma guerra direta entre Israel e o Irã é de uma conflagração generalizada no Oriente Médio, já que o Irã tem forte presença entre os xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano, além de aliados extremistas sunitas como o Hamas.
Em caso de guerra, Israel poderia ter de lutar em três frentes, contra as forças iranianas na Síria, contra o Hamas na Faixa de Gaza, no Sul do país, e contra o Hesbolá no Norte, na fronteira com o Líbano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 17 de maio de 2018
segunda-feira, 28 de março de 2016
Israel desiste de indicar líder colono para embaixador no Brasil
Diante da oposição do governo brasileiro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desistiu da nomeação do líder colono Dani Dayan, nascido na Argentina, para embaixador de Israel no Brasil, informou hoje o jornal The Times of Israel. Ele será indicado novo cônsul geral israelense em Nova York.
Netanyahu, que acumula o cargo de ministro do Exterior, nomeou Dayan em 5 de agosto de 2015 sem fazer as consultas diplomáticas de praxe para saber se a indicação seria aceita. O governo Dilma Rousseff rejeitou a indicação porque Dayan presidiu o Conselho Yesha, um comitê que representa os colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Com a guinada para a direita da política israelense nos últimos anos, partidos representantes dos colonos querem anexar a Cisjordânia, negando-se a devolver o território que seria a principal parte de uma Palestina independente. Isso levou a uma total estagnação no processo de paz.
Como o Brasil reconheceu a independência da Palestina, o governo brasileiro entende que aceitar Dayan seria uma contradição para sua política externa. Ele faz parte do grupo que quer simplesmente anexar a Cisjordânia.
Em janeiro, o primeiro-ministro Netanyahu deixou clara a intenção de manter a indicação de Dayan, mas, em 17 de março, o Ministério de Exterior de Israel publicou edital anunciando que procurava embaixadores para o Brasil, a Eritreia e a Hungria. No mesmo dia, declarou que a nomeação de Dayan estava mantida.
Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio do Exército de Israel, Dayan revelou que em agosto manifestara a Netanyahu o interesse em Nova York e tratou a rejeição brasileira com uma declaração triunfalista: "Aqueles que não queriam um líder dos colonos na sua capital agora terão um líder dos colonos na capital do mundo."
Netanyahu, que acumula o cargo de ministro do Exterior, nomeou Dayan em 5 de agosto de 2015 sem fazer as consultas diplomáticas de praxe para saber se a indicação seria aceita. O governo Dilma Rousseff rejeitou a indicação porque Dayan presidiu o Conselho Yesha, um comitê que representa os colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Com a guinada para a direita da política israelense nos últimos anos, partidos representantes dos colonos querem anexar a Cisjordânia, negando-se a devolver o território que seria a principal parte de uma Palestina independente. Isso levou a uma total estagnação no processo de paz.
Como o Brasil reconheceu a independência da Palestina, o governo brasileiro entende que aceitar Dayan seria uma contradição para sua política externa. Ele faz parte do grupo que quer simplesmente anexar a Cisjordânia.
Em janeiro, o primeiro-ministro Netanyahu deixou clara a intenção de manter a indicação de Dayan, mas, em 17 de março, o Ministério de Exterior de Israel publicou edital anunciando que procurava embaixadores para o Brasil, a Eritreia e a Hungria. No mesmo dia, declarou que a nomeação de Dayan estava mantida.
Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio do Exército de Israel, Dayan revelou que em agosto manifestara a Netanyahu o interesse em Nova York e tratou a rejeição brasileira com uma declaração triunfalista: "Aqueles que não queriam um líder dos colonos na sua capital agora terão um líder dos colonos na capital do mundo."
domingo, 2 de agosto de 2015
Jovem esfaqueada em parada gay morre em Jerusalém
Três dias depois de ser esfaqueda por um judeu ortodoxo durante a Parada do Orgulho Gay em Jerusalém, Shira Banki, de 16 anos, morreu na tarde deste domingo, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz. Outras cinco pessoas saíram feridas do ataque.
A polícia identificou o suspeito como Yishai Schlissel, que havia atacado a parada gay em 2005 e foi solto recentemente, depois de passar dez anos na cadeia.
Shira era uma estudante secundarista. Participava da parada gay em apoio a amigos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Tanto o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu quanto o líder da oposição, Isaac Herzog, condenaram o ataque.
A polícia identificou o suspeito como Yishai Schlissel, que havia atacado a parada gay em 2005 e foi solto recentemente, depois de passar dez anos na cadeia.
Shira era uma estudante secundarista. Participava da parada gay em apoio a amigos gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Tanto o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu quanto o líder da oposição, Isaac Herzog, condenaram o ataque.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Irã e União Europeia anunciam acordo nuclear
Depois de oito dias de negociações intensivas, o ministro do Exterior do Irã, Mohamed Javad Zarif, e a comissária de Relações Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, anunciaram há pouco um acordo preliminar para desarmar o programa nuclear iraniano, impedindo o país de fazer a bomba atômica, informa a televisão pública britânica BBC.
"Decidimos tomar medidas para garantir a todos que o nosso programa nuclear é totalmente pacífico", declarou o chanceler iraniano. "Nenhuma das nossas instalações nucleares será fechada. O povo iraniano não aceitaria isso."
A "capacidade de enriquecer urânio e os estoques iranianos" serão limitados e as sanções serão suspensas assim que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar o cumprimento do acordo, declarou Mogherini, ex-ministra do Exterior da Itália. Se o Irã violar o acordo, as sanções voltariam a ser impostas
Um acordo definitivo deve ser negociado até 30 de junho de 2015.
O sucesso das negociações já tinha sido festejado pelo presidente do Irã, Hassan Rouhani, um aiatolá moderado que se elegeu no primeiro turno da eleição de junho de 2013 com a promessa de melhorar as relações com os Estados Unidos para acabar com as sanções internacionais que pesam sobre a economia iraniana. Mas quem manda de fato no país, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, ainda não falou.
A república islâmica sempre negou estar desenvolvendo armas nucleares. Afirma estar negociando para aliviar as sanções econômicas ao país e insiste no direito de uso pacífico da energia atômica.
Quem não gostou do acordo foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há um mês tentou convencer o Congresso dos EUA de que este acordo, em vez de impedir, abre caminho para o Irã fazer a bomba atômica: "Qualquer acordo precisa reduzir significativamente a capacidade nuclear do Irã e parar com seu terrorismo e suas agressões", escreveu o líder israelense no Twitter.
"Decidimos tomar medidas para garantir a todos que o nosso programa nuclear é totalmente pacífico", declarou o chanceler iraniano. "Nenhuma das nossas instalações nucleares será fechada. O povo iraniano não aceitaria isso."
A "capacidade de enriquecer urânio e os estoques iranianos" serão limitados e as sanções serão suspensas assim que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar o cumprimento do acordo, declarou Mogherini, ex-ministra do Exterior da Itália. Se o Irã violar o acordo, as sanções voltariam a ser impostas
Um acordo definitivo deve ser negociado até 30 de junho de 2015.
O sucesso das negociações já tinha sido festejado pelo presidente do Irã, Hassan Rouhani, um aiatolá moderado que se elegeu no primeiro turno da eleição de junho de 2013 com a promessa de melhorar as relações com os Estados Unidos para acabar com as sanções internacionais que pesam sobre a economia iraniana. Mas quem manda de fato no país, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, ainda não falou.
A república islâmica sempre negou estar desenvolvendo armas nucleares. Afirma estar negociando para aliviar as sanções econômicas ao país e insiste no direito de uso pacífico da energia atômica.
Quem não gostou do acordo foi o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há um mês tentou convencer o Congresso dos EUA de que este acordo, em vez de impedir, abre caminho para o Irã fazer a bomba atômica: "Qualquer acordo precisa reduzir significativamente a capacidade nuclear do Irã e parar com seu terrorismo e suas agressões", escreveu o líder israelense no Twitter.
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segunda-feira, 16 de março de 2015
Netanyahu: "Se eu for eleito, não haverá Estado palestino"
Num apelo desesperado para não perder as eleições de amanhã em Israel, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu enterrou definitivamente seu compromisso com a paz baseada em dois países, um israelense e outro palestino, convivendo lado a lado, informa o jornal liberal Haaretz.
As últimas pesquisas indicam uma vantagem de quatro deputados para a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, favorável às negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina e à criação de uma pátria para o povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
"Se eu for eleito, não haverá Estado palestino", declarou Netanyahu. Numa última tentativa de tirar votos do partido de ultradireita Casa Judaica, que defende a manutenção das colônias implantadas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, o chefe de governo de Israel abandonou a proposta de paz que prevê a criação de uma Palestina independente, feita em discurso na Universidade Bar-Ilan, em 2009.
Em entrevista a um sítio do magnata americano Sheldon Adelson, o líder do partido Likud acusou mais uma vez a esquerda de comprometer a segurança de Israel: "Acredito que qualquer um que se mude para estabelecer um Estado palestino e evacuar territórios está cedendo território para ataques de radicais islamitas contra Israel. A esquerda enterrou sua cabeça na areia e ignorou isso várias vezes, mas nós somos realistas e entendemos."
Se a União Sionista vencer amanhã, "vai se associar à comunidade internacional e suas propostas" como o congelamento das colônias na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor oriental (árabe) de Jerusalém, e o retorno de Israel às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Durante visita nesta segunda-feira ao assentamento de Bar Homa, no setor árabe de Jerusalém, Netanyahu afirmou que uma vitória da oposição, o "Hamastão B" incluiria a parte oriental da cidade: "Se Tzipi [Livni] e Bougie [Isaac Herzog] formarem um governo, o Hamastão B será estabelecido aqui."
O primeiro Hamastão seria a Faixa de Gaza, onde no ano passado Netanyahu travou mais uma guerra inútil sem conseguir destruir o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
As últimas pesquisas indicam uma vantagem de quatro deputados para a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, favorável às negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina e à criação de uma pátria para o povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
"Se eu for eleito, não haverá Estado palestino", declarou Netanyahu. Numa última tentativa de tirar votos do partido de ultradireita Casa Judaica, que defende a manutenção das colônias implantadas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, o chefe de governo de Israel abandonou a proposta de paz que prevê a criação de uma Palestina independente, feita em discurso na Universidade Bar-Ilan, em 2009.
Em entrevista a um sítio do magnata americano Sheldon Adelson, o líder do partido Likud acusou mais uma vez a esquerda de comprometer a segurança de Israel: "Acredito que qualquer um que se mude para estabelecer um Estado palestino e evacuar territórios está cedendo território para ataques de radicais islamitas contra Israel. A esquerda enterrou sua cabeça na areia e ignorou isso várias vezes, mas nós somos realistas e entendemos."
Se a União Sionista vencer amanhã, "vai se associar à comunidade internacional e suas propostas" como o congelamento das colônias na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor oriental (árabe) de Jerusalém, e o retorno de Israel às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Durante visita nesta segunda-feira ao assentamento de Bar Homa, no setor árabe de Jerusalém, Netanyahu afirmou que uma vitória da oposição, o "Hamastão B" incluiria a parte oriental da cidade: "Se Tzipi [Livni] e Bougie [Isaac Herzog] formarem um governo, o Hamastão B será estabelecido aqui."
O primeiro Hamastão seria a Faixa de Gaza, onde no ano passado Netanyahu travou mais uma guerra inútil sem conseguir destruir o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
sábado, 12 de julho de 2014
Hamas ameaça Telavive com barragem de foguetes
Com o total de palestinos mortos na Faixa de Gaza chegando a 127 e a determinação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de manter a ofensiva militar enquanto Israel for atacada por foguetes, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) ameaçou hoje lançar uma barragem de foguetes contra Telavive, a maior cidade israelense.
O governo linha-dura de Israel aproveitou os inaceitáveis sequestro e morte de três adolescentes israelenses para lançar uma operação punitiva contra o Hamas. É também uma tentativa de minar o acordo de reconciliação e o governo de união nacional palestinos, inviabilizando o processo de paz no Oriente Médio.
"O que está acontecendo em Gaza mostra que não podemos entregar a Cisjordânia", alegou Netanyahu. "Seriam 20 Gazas".
Em Ramalá, na Cisjordânia ocupada, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmou Abbas, declarou: "Não tenho parceiro para negociar a solução na base de dois Estados", Israel e a Palestina, um judaico e outro árabe, convivendo pacificamente lado a lado.
O governo linha-dura de Israel aproveitou os inaceitáveis sequestro e morte de três adolescentes israelenses para lançar uma operação punitiva contra o Hamas. É também uma tentativa de minar o acordo de reconciliação e o governo de união nacional palestinos, inviabilizando o processo de paz no Oriente Médio.
"O que está acontecendo em Gaza mostra que não podemos entregar a Cisjordânia", alegou Netanyahu. "Seriam 20 Gazas".
Em Ramalá, na Cisjordânia ocupada, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmou Abbas, declarou: "Não tenho parceiro para negociar a solução na base de dois Estados", Israel e a Palestina, um judaico e outro árabe, convivendo pacificamente lado a lado.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Obama diz a Israel que Irã não terá arma nuclear
Depois de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou: "Nós concordamos que é imperativo que o Irã não possua armas nucleares".
Na semana passada, depois da participação do novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, Obama falou com ele por telefone iniciando um diálogo direto em torno do programa nuclear do Irã. O país sofre fortes sanções internacionais por não parar de enriquecer urânio nem abrir suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Israel teme que as negociações sejam apenas uma estratégia iraniana para continuar desenvolvendo a bomba para apresentá-la como fato consumado. Rouhani tenta romper o isolamento diplomático, de sérias consequências para a economia do Irã.
Na semana passada, depois da participação do novo presidente iraniano, Hassan Rouhani, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, Obama falou com ele por telefone iniciando um diálogo direto em torno do programa nuclear do Irã. O país sofre fortes sanções internacionais por não parar de enriquecer urânio nem abrir suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Israel teme que as negociações sejam apenas uma estratégia iraniana para continuar desenvolvendo a bomba para apresentá-la como fato consumado. Rouhani tenta romper o isolamento diplomático, de sérias consequências para a economia do Irã.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Direita só elege metade do Parlamento em Israel
Com 99% dos votos apurados, faltando apenas contar os de soldados e prisioneiros, as eleições parlamentares realizadas ontem em Israel resultaram num virtual empate entre direita e esquerda. Os partidos conservadores e religiosos terão 60 deputados na Knesset (Parlamento), enquanto o centro-esquerda e os partidos árabes terão a outra metade.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que pretende liderar o próximo governo apesar da perda de espaco, declarou que a prioridade deve ser a ameaça do programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
Confira o resultado no jornal liberal israelense Haaretz.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que pretende liderar o próximo governo apesar da perda de espaco, declarou que a prioridade deve ser a ameaça do programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.
Confira o resultado no jornal liberal israelense Haaretz.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Primeiro-ministro de Israel compara Irã a Al Caeda
Em discurso agora na Assembléia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comparou o Irã à rede terrorista Al Caeda, acusando-os de propagar uma ideologia assassina que na sua opinião lembra o nazismo. Ele previu que a república islâmica terá uma bomba atômica em menos de um ano, se não for ameaçada com um ultimato para parar de enriquecer urânio.
"A questão não é quando esse fanatismo será derrotado, é quantas pessoas serão mortas até lá", afirmou Netanyahu.
Para o líder direitista israelense, "o Irã com armas nucleares seria o mesmo que Al Caeda com armas nucleares. Quem acredita que seria possível conter um Irã com armas nucleares como foi possível conter a União Soviética comete um grande erro". Os soviéticos seriam racionais; os extremistas islâmicos, fanáticos irracionais.
"Dizer que um Irã com armas nucleares vai estabilizar o Oriente Médio é o mesmo que dizer que Al Caeda com armas nucleares seria capaz de garantir a paz no mundo", argumentou o primeiro-ministro de Israel.
Netanyahu acrescentou que há sete anos a sociedade internacional tenta negociar uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana através de negociações diplomáticas e da imposição de sanções, na sua opinião, sem sucesso. Nesse meio tempo, o Irã teria dobrado o número de centrífuga usadas para enriquecer urânio.
"A única maneira pacífica de evitar que o Irã tenha a bomba atômica é colocar uma linha vermelha", impondo um limite além do qual o país poderá ser alvo de uma ação militar, propôs o chefe de governo de Israel. "Linhas vermelhas não causam guerras, evitam guerras".
Enquanto acumula urânio enriquecido que pode virar carga de bomba atômica, o Irã pode desenvolver em meses o gatilho para armas atômicas. "A única maneira de evitar que o Irã faça a bomba é evitar que tenha urânio suficiente", declarou Netanyahu, mostrando um gráfico para alegar que 70% do processo já estão concluídos.
Esses dados, garantiu, foram tirados de relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e não de relatórios de serviços secretos que possam despertar suspeitas. "Estou convencido de que estabelecer uma linha vermelha seria a melhor solução. Diante de um ultimato, o Irã recuaria, dando mais tempo à diplomacia e às sanções", sustentou o primeiro-ministro.
"A questão não é quando esse fanatismo será derrotado, é quantas pessoas serão mortas até lá", afirmou Netanyahu.
Para o líder direitista israelense, "o Irã com armas nucleares seria o mesmo que Al Caeda com armas nucleares. Quem acredita que seria possível conter um Irã com armas nucleares como foi possível conter a União Soviética comete um grande erro". Os soviéticos seriam racionais; os extremistas islâmicos, fanáticos irracionais.
"Dizer que um Irã com armas nucleares vai estabilizar o Oriente Médio é o mesmo que dizer que Al Caeda com armas nucleares seria capaz de garantir a paz no mundo", argumentou o primeiro-ministro de Israel.
Netanyahu acrescentou que há sete anos a sociedade internacional tenta negociar uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana através de negociações diplomáticas e da imposição de sanções, na sua opinião, sem sucesso. Nesse meio tempo, o Irã teria dobrado o número de centrífuga usadas para enriquecer urânio.
"A única maneira pacífica de evitar que o Irã tenha a bomba atômica é colocar uma linha vermelha", impondo um limite além do qual o país poderá ser alvo de uma ação militar, propôs o chefe de governo de Israel. "Linhas vermelhas não causam guerras, evitam guerras".
Enquanto acumula urânio enriquecido que pode virar carga de bomba atômica, o Irã pode desenvolver em meses o gatilho para armas atômicas. "A única maneira de evitar que o Irã faça a bomba é evitar que tenha urânio suficiente", declarou Netanyahu, mostrando um gráfico para alegar que 70% do processo já estão concluídos.
Esses dados, garantiu, foram tirados de relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e não de relatórios de serviços secretos que possam despertar suspeitas. "Estou convencido de que estabelecer uma linha vermelha seria a melhor solução. Diante de um ultimato, o Irã recuaria, dando mais tempo à diplomacia e às sanções", sustentou o primeiro-ministro.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Sarkozy não aguenta mais Netanyahu
Em conversa particular com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a recente reunião de cúpula do Grupo dos 20 em Cannes, na França, o presidente Nicolas Sarkozy teria dito que não suporta mais o primeiro-ministro de Israel: "Não posso nem ver mais Netanyahu. Ele é um mentiroso",
A notícia saiu no sítio francês Arret sur images, que descreve a conversa como informal. O comentário geral é que os presidentes da França e dos EUA tiveram um encontro melhor do que em ocasiões anteriores, quando tinham sérias divergências.
Em guerra com a oposição republicana radicalizada pelo movimento radical de direita Festa do Chá, Obama teve uma atuação discreta na reunião do G-20.
Sem condições de dar conselhos sobre como estimular o crescimento, gerar empregos e equilibrar o orçamento, e sem dinheiro para dar uma ajuda efetiva como no passado, quando os EUA eram uma potência hegemônica, Obama ficou na dele.
A notícia saiu no sítio francês Arret sur images, que descreve a conversa como informal. O comentário geral é que os presidentes da França e dos EUA tiveram um encontro melhor do que em ocasiões anteriores, quando tinham sérias divergências.
Em guerra com a oposição republicana radicalizada pelo movimento radical de direita Festa do Chá, Obama teve uma atuação discreta na reunião do G-20.
Sem condições de dar conselhos sobre como estimular o crescimento, gerar empregos e equilibrar o orçamento, e sem dinheiro para dar uma ajuda efetiva como no passado, quando os EUA eram uma potência hegemônica, Obama ficou na dele.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Possível ataque ao Irã divide governo de Israel
O governo de Israel está dividido no debate em torno de um possível bombardeio para tentar destruir o programa nuclear do Irã. Enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Ehud Barak, acreditam que o tempo está se esgotando para impedir que o regime fundamentalista iraniano faça a bomba atômica, o ministro de Assuntos Estratégicos, Moshe Yaalon, só admite atacar ao lado dos Estados Unidos.
Cerca de 80% dos israelenses temem a retaliação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), indica uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal liberal Haaretz.
Ontem, os militares israelenses testaram um míssil balístico, mas alegaram que estava programado muito antes do noticiário atual sobre um ataque ao Irã. Na semana passada, a Força Aérea de Israel treinou ataques a longa distância numa base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Itália.
Uma das vozes mais extremistas do governo, o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman, acusou o Irã de ser a maior ameaça à paz mundial.
O comandante do Estado Maior das Forças Armadas do Irã, general Hassan Firouzabadi, advertiu Israel e os Estados Unidas das sérias consequências que um bombardeio traria para os dois países, que seriam contra-atacados pelo Irã e seus aliados.
Cerca de 80% dos israelenses temem a retaliação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), indica uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal liberal Haaretz.
Ontem, os militares israelenses testaram um míssil balístico, mas alegaram que estava programado muito antes do noticiário atual sobre um ataque ao Irã. Na semana passada, a Força Aérea de Israel treinou ataques a longa distância numa base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Itália.
Uma das vozes mais extremistas do governo, o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman, acusou o Irã de ser a maior ameaça à paz mundial.
O comandante do Estado Maior das Forças Armadas do Irã, general Hassan Firouzabadi, advertiu Israel e os Estados Unidas das sérias consequências que um bombardeio traria para os dois países, que seriam contra-atacados pelo Irã e seus aliados.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Shalit deve voltar para casa em horas
Israel começou a libertar na mdrugada de hoje os primeiros dos mais de mil presos palestinos a serem trocados pelo sargento israelense Gilad Shalit, que deve voltar para casa em horas, depois de ficar mais de cinco anos em poder do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
A negociação recebe sérias críticas em Israel por causa do temor de que os palestinos soltos voltem a participar de ações armadas.
Politicamente, a vitória é do Hamas e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que adotam posturas radicais que entravam o processo de paz no Oriente Médio.
Por um lado, os radicais saem fortalecidos do episódio; por outro, mostram que é possível negociar e chegar a um acordo.
A negociação recebe sérias críticas em Israel por causa do temor de que os palestinos soltos voltem a participar de ações armadas.
Politicamente, a vitória é do Hamas e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que adotam posturas radicais que entravam o processo de paz no Oriente Médio.
Por um lado, os radicais saem fortalecidos do episódio; por outro, mostram que é possível negociar e chegar a um acordo.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Hamas anuncia acordo para soltar sargento israelense
A ala militar do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) confirmou agora há pouco ter feito um acordo para trocar o sargento israelense Gilad Shalit, capturado em 2006, por mil palestinos presos em Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião ministerial de emergência para examinar o que chamou de uma "proposta séria" do Hamas.
Confira no jornal liberal israelense Haaretz.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião ministerial de emergência para examinar o que chamou de uma "proposta séria" do Hamas.
Confira no jornal liberal israelense Haaretz.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Netanyahu afirma que "Israel sempre quis a paz"
NOVA YORK - Diante do reconhecimento da Palestina independente pela maioria dos países-membros das Nações Unidas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste em que a mão de Israel sempre esteve estendida para negociar a paz, como fez com o Egito e a Jordânia. Ele pediu uma reunião ainda hoje com os palestinos nas Nações Unidas para retomar as negociações.
Em discurso na ONU neste momento, ele apresenta Israel como vítima de sucessivas condenações pela Assembleia Geral da organização, da resolução condenando sionismo como uma forma de racismo, em 1975, à denúncia do histórico acordo de paz como o Egito, em 1980.
Netanyahu afirmou que os regimes de Muamar Kadafi e de Saddam Hussein tiveram posições importantes na ONU e que o governo do Líbano, dominado pela milícia fundamentalista Hesbolá (Partido de Deus), preside o Conselho de Direitos Humanos.
"Como primeiro-ministro de Israel, não venho aqui pedir aplausos, mas falar a verdade. A verdade é que Israel quer a paz. Eu quero a paz, mas a paz deve ser ancorada na segurança. Não pode ser atingida por resolução, mas de negociações diretas", acrescentou, acusando os palestinos de quererem um Estado sem paz.
Depois de falar nas extraordinárias transformações do mundo desde o fim da Guerra Fria, Netanyahu apontou o novo inimigo: o extremismo dos fundamentalistas muçulmanos. Criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por apresentar os atentados de 11 de setembro de 2001 como "uma conspiração americana".
Em uma tentativa de inserir o conflito árabe-israelense na lógica da "guerra contra o terrorismo", ele comparou os atentados em Nova York, Londres, Madri e tantas outras cidades aos ataques de extremistas contra Israel. Afirmou em seguida que a grande ameaça é que os terroristas consigam armas nucleares e acusou o Irã de estar desenvolvendo a bomba atômica.
O líder israelense declarou que o fundamentalismo islâmico já controla a Faixa de Gaza e o Líbano, e quer destruir o acordo de paz entre Israel e o Egito: "Eles não são contra as polícias de Israel, são contra a existência de Israel".
Para justificar sua posição, declarou que Israel deu "as chaves de Gaza a Abbas, num gesto aplaudido internacionalmente, mas não conseguimos a paz. Com o apoio do Irã, o [Movimento de Resistência Islâmica] Hamas afastou a Autoridade Nacional Palestina".
"Israel está preparado para ter um Estado palestino na Cisjordânia, mas não uma nova Faixa de Gaza, e a ANP não está preparada para oferecer novas garantias de segurança", afirmou. "Queremos mantar o crocodilo do extremismo muçulmano à distância. Em negociações sérias, essas necessidades podem ser atendidas."
Sem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em um ponto Israel tem apenas 14 quilômetros de largura: "Com um inimigo armado pelo Irã, Israel seria indefensável. Por isso, a Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU fala não fala na retirada dos territórios ocupados na guerra de 1967, mas de territórios", uma antiga alegação da direita israelense de que essas áreas não estão definidas.
"Quando um acordo de paz for atingido, Israel não será o último país a reconhecer a independência palestina. Será o primeiro", prometeu o primeiro-ministro.
Ele denunciou a prisão do sargento Gilad Shalit pelo Hamas há cinco anos em território israelense como uma violação do direito internacional. Mas a guerra de conquista e a ocupação e colonização de territórios ocupados também violam a lei internacional.
Numa indicação de que não pretende retirar todas as colônias construídas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, repudiou a ideia de que um estado palestino não possa ter judeus. Insinuou ainda que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, não vai parar em Gaza e na Cisjordânia porque teria dito recentemente que Israel ocupa territórios palestinos há 63 anos: "Ele não falou em 1967".
Em seguida, afirmou que "o maior problema do conflito não é a colonização, é o não reconhecimento de Israel", negando validade às repetidas declarações da Organização para a Libertação da Palestina reconhecendo o inimigo histórico desde 1988.
Para explicar a política de expulsão sistemática de árabes do setor oriental de Jerusalém, o primeiro-ministro invocou milhares de anos de História, dizendo que "querem alegar que o Muro das Lamentações não é parte de Israel".
Netanyahu acusou Abbas de não responder a seus apelos para negociar. Os palestinos se recusam a negociar sem o congelamento da construção nos territórios ocupados, o que todos os governos de Israel fazem, ignorando as resoluções da ONU e o direito internacional.
"Estamos junto no mesmo edifício. Vamos nos encontrar hoje para retomar as negociações de paz aqui na ONU", concluiu o chefe do governo israelense.
Em discurso na ONU neste momento, ele apresenta Israel como vítima de sucessivas condenações pela Assembleia Geral da organização, da resolução condenando sionismo como uma forma de racismo, em 1975, à denúncia do histórico acordo de paz como o Egito, em 1980.
Netanyahu afirmou que os regimes de Muamar Kadafi e de Saddam Hussein tiveram posições importantes na ONU e que o governo do Líbano, dominado pela milícia fundamentalista Hesbolá (Partido de Deus), preside o Conselho de Direitos Humanos.
"Como primeiro-ministro de Israel, não venho aqui pedir aplausos, mas falar a verdade. A verdade é que Israel quer a paz. Eu quero a paz, mas a paz deve ser ancorada na segurança. Não pode ser atingida por resolução, mas de negociações diretas", acrescentou, acusando os palestinos de quererem um Estado sem paz.
Depois de falar nas extraordinárias transformações do mundo desde o fim da Guerra Fria, Netanyahu apontou o novo inimigo: o extremismo dos fundamentalistas muçulmanos. Criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por apresentar os atentados de 11 de setembro de 2001 como "uma conspiração americana".
Em uma tentativa de inserir o conflito árabe-israelense na lógica da "guerra contra o terrorismo", ele comparou os atentados em Nova York, Londres, Madri e tantas outras cidades aos ataques de extremistas contra Israel. Afirmou em seguida que a grande ameaça é que os terroristas consigam armas nucleares e acusou o Irã de estar desenvolvendo a bomba atômica.
O líder israelense declarou que o fundamentalismo islâmico já controla a Faixa de Gaza e o Líbano, e quer destruir o acordo de paz entre Israel e o Egito: "Eles não são contra as polícias de Israel, são contra a existência de Israel".
Para justificar sua posição, declarou que Israel deu "as chaves de Gaza a Abbas, num gesto aplaudido internacionalmente, mas não conseguimos a paz. Com o apoio do Irã, o [Movimento de Resistência Islâmica] Hamas afastou a Autoridade Nacional Palestina".
"Israel está preparado para ter um Estado palestino na Cisjordânia, mas não uma nova Faixa de Gaza, e a ANP não está preparada para oferecer novas garantias de segurança", afirmou. "Queremos mantar o crocodilo do extremismo muçulmano à distância. Em negociações sérias, essas necessidades podem ser atendidas."
Sem a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, em um ponto Israel tem apenas 14 quilômetros de largura: "Com um inimigo armado pelo Irã, Israel seria indefensável. Por isso, a Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU fala não fala na retirada dos territórios ocupados na guerra de 1967, mas de territórios", uma antiga alegação da direita israelense de que essas áreas não estão definidas.
"Quando um acordo de paz for atingido, Israel não será o último país a reconhecer a independência palestina. Será o primeiro", prometeu o primeiro-ministro.
Ele denunciou a prisão do sargento Gilad Shalit pelo Hamas há cinco anos em território israelense como uma violação do direito internacional. Mas a guerra de conquista e a ocupação e colonização de territórios ocupados também violam a lei internacional.
Numa indicação de que não pretende retirar todas as colônias construídas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, repudiou a ideia de que um estado palestino não possa ter judeus. Insinuou ainda que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, não vai parar em Gaza e na Cisjordânia porque teria dito recentemente que Israel ocupa territórios palestinos há 63 anos: "Ele não falou em 1967".
Em seguida, afirmou que "o maior problema do conflito não é a colonização, é o não reconhecimento de Israel", negando validade às repetidas declarações da Organização para a Libertação da Palestina reconhecendo o inimigo histórico desde 1988.
Para explicar a política de expulsão sistemática de árabes do setor oriental de Jerusalém, o primeiro-ministro invocou milhares de anos de História, dizendo que "querem alegar que o Muro das Lamentações não é parte de Israel".
Netanyahu acusou Abbas de não responder a seus apelos para negociar. Os palestinos se recusam a negociar sem o congelamento da construção nos territórios ocupados, o que todos os governos de Israel fazem, ignorando as resoluções da ONU e o direito internacional.
"Estamos junto no mesmo edifício. Vamos nos encontrar hoje para retomar as negociações de paz aqui na ONU", concluiu o chefe do governo israelense.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Israel agora aceita negociar com os palestinos
NOVA YORK - Diante da iminência de reconhecimento da independência da Palestina pela maioria dos países-membros das Nações Unidas durante a reunião da Assembleia Geral que se realiza nesta semana, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu retomar imediatamente as negociações sobre a paz no Oriente Médio.
A Autoridade Nacional Palestina suspendeu as negociações porque Israel não congelou a construção de novas moradias nos territórios árabes ocupados, especialmente no setor árabe de Jerusalém, onde a direita israelense tenta consolidar a ocupação.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, aceitou a proposta de paz lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em setembro do ano passado, mas Netanyahu rejeitou a hipótese de negociar com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isso seria reconhecer que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental de Jerusalém, são territórios ocupados.
A Autoridade Nacional Palestina suspendeu as negociações porque Israel não congelou a construção de novas moradias nos territórios árabes ocupados, especialmente no setor árabe de Jerusalém, onde a direita israelense tenta consolidar a ocupação.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, aceitou a proposta de paz lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em setembro do ano passado, mas Netanyahu rejeitou a hipótese de negociar com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isso seria reconhecer que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental de Jerusalém, são territórios ocupados.
domingo, 4 de setembro de 2011
450 mil fazem maior protesto até hoje em Israel
A Marcha do Milhão não chegou a tanto. Mas a
chamada primavera árabe chegou a
Israel.
Cerca de 450 mil pessoas participaram ontem à
noite, em várias cidades, da maior manifestação de massa da História de Israel,
para exigir do mais justiça social do governo conservador, informa o jornal
liberal israelense Haaretz.
O maior protesto reuniu 300 mil pessoas em Telavive.
“Sr. primeiro-ministro, os novos israelenses tem um sonho simples: tecer
a história de nossas vidas em Israel. Esperamos que o Sr. nos deixe viver neste
país”, declarou a presidente da União Nacional de Estudantes de Israel, Itzik
Shmuli, ao falar para a multidão reunida na Praça Habima no fim de uma marcha
de dois quilômetros.
Ela advertiu que o movimento dos israelenses indignados não vai parar: “Os
novos israelenses não vão desistir. Vão exigir mudanças e não vão parar até as
soluções chegarem”.
A líder estudantil falou de uma nova geração que redescobre o ativismo
político do Chile à Europa e ao Oriente Médio: “Minha geração sempre se sentiu
como se cada um estivesse sozinho neste mundo, mas sentimos solidariedade.
Tentaram nos desqualificar como crianças idiotas ou como extremistas de
esquerda.”
Em Jerusalém, o protesto reuniu 50 mil pessoas.
Durante reunião ministerial neste domingo, o primeiro-ministro
direitista Benjamin Netanyahu afirmou que “o
governo tem o dever de corrigir as desigualdades sociais”.
Netanyahu pediu a seus ministros “um equilíbrio entre sensibilidade
social e responsabilidade econômica”.
Para as ruas, esse é um discurso vazio.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Knesset critica despreparo de Israel para declaração de independência da Palestina
O governo conservador do
primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "não preveniu o que poderia ser
prevenido e depois não se preparou adequadamente", critica um relatório da
Knesset, o Parlamento de Israel, referindo-se à declaração de independência da
Palestina, que deve ser feita ainda neste mês, durante a reunião anual da
Assembleia Geral das Nações Unidas.
Nos últimos meses, a
Comissão de Relações Exteriores do parlamento, presidida pelo ex-ministro
linha-dura Shaul Mofaz, ouviu uma grande quantidade de depoimentos sobre o
significado da declaração palestina, inclusive do primeiro-ministro, do
ministro da Defesa, do comandante das Forças de Defesa de Israel, e dos
comandantes dos serviços secretos militar, do Mossad e do Shin Bet.
A conclusão básica, noticia
hoje o jornal liberal Haaretz,
é que o reconhecimento internacional da independência da Palestina vai apoiar a
luta pelos direitos nacionais do povo palestino e reduzir a margem de manobra
de Israel, criando um problema de longo prazo para o país.
O maior risco é de uma
deterioração do conflito árabe-israelense com uma escalada em todo o Oriente
Médio, adverte o relatório, assinado apenas por Mofaz, porque Netanyahu
pressionou os outros membros da comissão.
Se o governo conservador tivesse
aceitado a proposta dos Estados Unidos para reiniciar negociações diretas com
os palestinos para chegar a um acordo de paz definitivo, observa o relatório, poderia
ter neutralizado a iniciativa palestina.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Netanyahu aceita negociar fronteiras de 1967
Em um avanço político significativo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está disposto a aceitar as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, como base das negociações de paz para a criação de um Estado nacional palestino independente, uma sugestão do presidente Barack Obama, informou a televisão israelense. As agências Associated Press e France Presse confirmaram a notícia.
Quando Obama fez a proposta, Netanyahu reagiu afirmando que aquelas fronteiras eram indefensáveis. O presidente americano deixou claro que seria apenas uma base de negociação, com trocas de territórios do mesmo tamanho para acomodar problemas demográficos ou estratégicos.
Uma rádio israelense disse que o primeiro-ministro mudou de posição depois de consultar seu assessor de segurança nacional, Yaacov Amidror.
A decisão é uma jogada diplomática para tentar neutralizar o reconhecimento de um Estado palestino independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza durante a próxima reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, com o apoio de 117 países, inclusive o Brasil.
Quando Obama fez a proposta, Netanyahu reagiu afirmando que aquelas fronteiras eram indefensáveis. O presidente americano deixou claro que seria apenas uma base de negociação, com trocas de territórios do mesmo tamanho para acomodar problemas demográficos ou estratégicos.
Uma rádio israelense disse que o primeiro-ministro mudou de posição depois de consultar seu assessor de segurança nacional, Yaacov Amidror.
A decisão é uma jogada diplomática para tentar neutralizar o reconhecimento de um Estado palestino independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza durante a próxima reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, com o apoio de 117 países, inclusive o Brasil.
domingo, 29 de maio de 2011
Maioria dos israelenses concorda com Obama
Cerca de 57% dos israelenses acreditam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deveria aceitar a proposta do presidente Barack Obama e iniciar negociações visando a um acordo de paz definitivo com os palestinos com base nas fronteiras de 4 de junho de 1967, anteriores à Guerra dos Seis Dias, indica uma pesquisa publicada hoje no jornal Maariv.
Netanyahu defende construções em Jerusalém
Em mais um desafio ao presidente Barack Obama, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou durante reunião ministerial neste domingo que o governo de Israel tem a obrigação de construir em Jerusalém porque é "o coração da nação israelense", revela o jornal liberal Haaretz.
Netanyahu disse a seus ministros ter conseguido o apoio do Congresso dos Estados Unidos, onde foi aplaudido de pé ao discursar na semana passada, depois de repetir que "Jerusalém nunca mais pode ser dividida. Deve ser a capital unificada de Israel".
Dias antes, Obama defendera a retomada das negociações de paz com os palestinos com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel ocupou a Península do Sinai, devolvida ao Egito em 1979; as Colinas do Golã, anexadas, que a Síria quer de volta; a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, inclusive o setor árabe de Jerusalém, territórios que devem formar o estado nacional palestino.
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