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segunda-feira, 11 de março de 2024

Direita vence eleições marcadas por avanço da ultradireita em Portugal

A Aliança Democrática (AD), de centro-direita, venceu as eleições parlamentares antecipadas realizadas no domingo em Portugal com uma pequena vantagem sobre o Partido Socialista (PS), que governava o país há nove anos, mas a grande novidade foi o crescimento do partido Chega, de extrema direita, anti-imigrantes. Como o líder da AD se nega a fazer aliança com a ultradireita, uma Assembleia da República mais fragmentada aponta para um aumento da instabilidade política. 

Com 99% das urnas apuradas, a Aliança Democrática teve 29,49% dos votos e elegeu 79 deputados, dois a mais do que o Partido Socialista, que teve 28,66% dos votos. O Chega conquistou pouco mais de 18% dos votos. Quadruplicou a bancada de 12 para 48 deputados. A extrema direita passou a ser a terceira maior força política do país.

Nos próximos dias, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa deve convidar o líder da Aliança Democrática, Luís Montenegro, para formar o próximo governo. Sem a extrema direita, será impossível formar um governo com maioria na Assembleia da República, de 230 deputados, a não ser que direita e esquerda se unem numa grande coalizão para barrar o neofascismo.

Se não houver acordo, os portugueses terão de voltar às urnas em breve.

A ascensão do neofascismo é um fenômeno global alimentado pela crise da democracia em garantir o bem-estar das classes médias na era da globalização. Portugal é apenas um entre tantos exemplos.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Piñera é eleito presidente do Chile pela segunda vez

O bilionário conservador Sebastián Piñera será presidente do Chile mais uma vez. Ele venceu hoje o jornalista, professor e senador Alejandro Guillier no segundo turno da eleição presidencial e voltará a governar a partir de março o país, que presidiu de 2010 a 2014, informou o jornal conservador chileno El Mercurio.

Mais uma vez, as pesquisas de opinião erraram. No primeiro turno, davam 45% a Piñera, que teve pouco menos de 37% e 10% a 15% à terceira colocada, Beatriz Sánchez, que teve 20%, dando uma esperança a Guillier, reforçada pelas pesquisas que apontavam vantagem de apenas 2% para Piñera, dentro da margem de erro.

Com 99% das urnas apuradas, Piñera lidera com 3.768.839 votos (54,57%), contra 3.137.712 (45,43%) de Guillier. A abstenção ficou em 51,33%. O candidato derrotado e a atual presidente, Michelle Bachelet, cumprimentaram o presidente eleito por seu "triunfo impecável e maciço".

Pela segunda vez, Bachelet, do Partido Socialista, membro da aliança que derrotou a ditadura militar do general Augusto Pinochet (1973-90) passará a faixa presidencial a Piñera. Eles se revezam no poder desde 2006.

Nesta eleição, pela primeira vez, a ampla aliança de mais de dez partidos que derrubou Pinochet, liderada por democratas-cristãos e socialistas, a Convergência Democrática, mais tarde rebatizada como Nova Maioria, se dividiu, permitindo uma segunda vitória democrática da direita, sempre com Piñera. O bilionário ganhou em 13 das 15 regiões do Chile; em dez, por mais de cinco pontos percentuais.

No discurso da vitória, o presidente eleito convocou à unidade para transformar o Chile num "país desenvolvido, sem abusos nem discriminações arbitrárias."

Com uma população de cerca de 18 milhões de habitantes e um produto interno bruto de US$ 247 bilhões, 27 anos depois do fim da ditadura, o Chile tem a terceira maior renda média por pessoa da América Latina (US$ 13.576). De acordo com os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativos ao ano passado, fica atrás apenas do Uruguai e do Panamá.

O Chile tem o menor índice de homicídios da América Latina, 3,1 mortes para cada 100 mil habitantes por ano, seguido por Cuba (4,2) e Argentina (5,5). Esses dados são de 2010, quando a taxa no Brasil era 25,2.

sábado, 18 de novembro de 2017

Divisão da aliança anti-Pinochet ajuda direita a voltar ao poder no Chile

Com o fracasso do segundo governo Michelle Bachelet, assolado pela estagnação econômica e a corrupção, e a divisão da aliança de centro-esquerda que derrubou a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-90), o ex-presidente conservador Sebastián Piñera (2010-14) é o favorito na eleição presidencial deste domingo no Chile. Mas terá de disputar o segundo turno em 17 de dezembro.

Pela primeira vez em 30 anos, a coalizão que acabou com a ditadura de Pinochet vai apresentar dois candidatos à Presidência do Chile. O melhor colocado dos dois em pesquisa do instituto Cadem, é Alejandro Guillier (23%), da Nova Maioria. Ele tem a metade das preferências de Piñera (45%), da aliança Vamos Chile, e está bem à frente da esquerdista Beatriz Sánchez (14%), da Frente Ampla.

Ao todo, oito candidatos concorrem à Presidência do Chile. Como o voto não é obrigatório desde 2012, a expectativa é que apenas 6 dos 14 milhões de eleitores chilenos compareçam às urnas amanhã.

Confira os perfis e os programas de cada candidato no jornal chileno La Tercera.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Presidente da Câmara dos EUA renuncia sob pressão da ultradireita

Sob pressão da ala mais radical da direita do Partido Republicano, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado John Boehner, anunciou hoje que vai deixar o cargo no fim de outubro. Seu provável sucessor é o atual líder da bancada majoritária, deputado Kevin McCarthy, informou o jornal The Washington Post.

Como presidente da Câmara, Boehner é o segundo substituto do presidente Barack Obama, depois do vice-presidente Joe Biden. É também o republicano que ocupa o cargo mais alto nos EUA. Isso o torna o principal líder da oposição.

Nesta posição, onde está há quase cinco anos, desde as primeiras eleições intermediárias do governo Obama, Boehner é alvo de uma pressão constante dos deputados ligados ao grupo radical de direita Festa do Chá. A ultradireita cobra uma confrontação constante em temas como aborto, imigração, gastos públicos e o programa de Obama para universalizar a cobertura de saúde.

Agora, quer forçar mais uma vez a paralisação dos serviços não essenciais do governo federal para negar dinheiro do orçamento para a organização não governamental Planned Parenthood, que, entre outras atividades, financia abortos.

A renúncia de Boehner mostra que o radicalismo da direita americana divide não apenas o Congresso, mas também o Partido Republicano. Hoje a ultradireita está festejando uma vitória na luta pelo controle do partido.

Ao empurrar o partido mais para a direita, contra as minorias, contra os migrantes, contra os latinos, majoritariamente branco, a favor do Estado mínimo, negando o aquecimento global e defendendo o uso da forças nas relações internacionais, a direita republicana o torna mais inelegível.

domingo, 20 de setembro de 2015

Direita reconhece derrota para Syriza nas eleições da Grécia

Com 33% a 35% dos votos, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições parlamentares realizadas hoje na Grécia. O líder do partido conservador Nova Democracia, Vangelis Meïmarakis, reconheceu a derrota 15 minutos atrás.

Apesar de uma grande abstenção de 40%, os gregos deram uma segunda chance ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, vencedor das eleições anteriores, em 25 de janeiro. A ND recebeu 28% dos votos e o partido neofascista Aurora Dourada, 7%.

A Syriza deve eleger cerca de 145 deputados. Vai precisar de uma coalizão para ter maioria no Parlamento da Grécia, de 300 cadeiras. Com 3,7% dos votos, o partido Gregos Independentes, parceiro menor da coligação de governo, deve eleger uns 10 deputados. Será suficiente.

No poder, Tsipras chegou a romper as negociações com os credores da dívida pública da Grécia e a convocar um plebiscito para legitimar a decisão. Quando voltou atrás, o partido se dividiu e o governo perdeu a maioria no Parlamento. Isso levou Tsipras a pedir demissão em agosto e à convocação de eleições antecipadas.

A Grécia enfrenta uma depressão que reduziu o produto interno bruto do país em 25% nos últimos seis anos e elevou o desemprego a 27% da população em idade de trabalhar. Tsipras se elegeu em janeiro como o candidato contra a austeridade fiscal. Foi obrigado a recuar para manter o país na união monetária europeia.

Com o novo acordo, a dívida pública grega subiu para 200% do PIB. O país precisa de uma renegociação que reduza o total da dívida, adverte o Fundo Monetário Internacional, mas os sócios da Grécia na Zona do Euro não querem arcar com o prejuízo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Partido antieuropeu entra no Parlamento Britânico

Pela primeira vez em 22 anos de história, o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, do inglês) conquistou uma cadeira na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico numa eleição legislativa parcial realizada apenas no distrito de Clacton, uma praia da costa leste da Inglaterra.

O deputado Douglas Carswell, que provocou a eleição ao deixar o Partido Conservador para aderir ao UKIP, venceu com impressionantes 59,75% dos votos, 35 pontos percentuais à frente do candidato conservador Giles Watling.

"Devemos ser o partido de todos os britânicos", declarou Carswell ao festejar a vitória.

O UKIP, liderado por Nigel Farage, defende a saída do Reino Unido da União Europeia no plebiscito que o primeiro-ministro conservador David Cameron prometeu convocar para 2017, se for reeleito. Foi o mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu no Reino Unido, com 27,5%, à frente do Partido Trabalhista (25,4%) e do Partido Conservador (23,9%).

Também na França, a Frente Nacional, de extrema direita, venceu as eleições europeias, com 25%.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Eleições na Itália rumam para um impasse

A aliança de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, lidera a apuração das eleições para a Câmara na Itália, mas a direita chefiada por Silvio Berlusconi reagiu e nenhuma coligação deve ter maioria absoluta no Senado.

No momento, as projeções do jornal La Repubblica dão 29,2% para Bersani e aliados e 28,3% para o inacreditável Berlusconi, 26,4% para o movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, e 10,9% para  a aliança cívica do ex-primeiro-ministro Mario Monti.

Pela lei eleitoral italiana, a coalizão vencedora ganha um bônus para ter mais chance de chegar

Se esse resultado se confirmar, será difícil formar um governo estável. A Itália deve voltar às urnas em breve.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Direita só elege metade do Parlamento em Israel

Com 99% dos votos apurados, faltando apenas contar os de soldados e prisioneiros, as eleições parlamentares realizadas ontem em Israel resultaram num virtual empate entre direita e esquerda. Os partidos conservadores e religiosos terão 60 deputados na Knesset (Parlamento), enquanto o centro-esquerda e os partidos árabes terão a outra metade.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que pretende liderar o próximo governo apesar da perda de espaco, declarou que a prioridade deve ser a ameaça do programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas.

Confira o resultado no jornal liberal israelense Haaretz.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Boca de urna aponta resultado apertado em Israel

Ao contrário do previsto, as pesquisas de boca de urna indicam uma disputa apertada em Israel. Os partidos de direita teriam conquistado 61 cadeiras e a esquerda, 59. A coalizão Likud-Yisrael Beitenu, liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, elegeria 31 deputados. Ele fica no poder, mas sai enfraquecido. Talvez tenha de formar uma ampla coalizão com partidos favoráveis à paz com os palestinos.

Em seguida, ficou um novo partido centrista favorável ao processo de paz, Yesh Atid (Existe Futuro), com 19 deputados, seguido do Partido Trabalhista com 17 e do ultranacionalista Habayit Hayehudi (Lar Judaico), com 12. Os partidos religiosos ultraortodoxos devem eleger 18 deputados. Confira a apuração no jornal liberal israelense Haaretz.

De certa forma, o resultado significa uma rejeição das políticas de ultradireita de Netanyahu e de seu boicote sistemático ao processo de paz com os palestinos, um tema praticamente ausente da campanha. A esquerda concentrou suas críticas ao governo em problemas sociais como desemprego, desigualdade social, falta de moradia popular.

Mais fraco, o primeiro-ministro não recebeu carta branca para atacar o programa nuclear do Irã sozinho e quando quiser, uma decisão que pretendia tomar neste ano. A maioria do Estado-Maior  e dos serviços secretos israelenses não quer ir à guerra se os Estados Unidos não forem junto.

A nomeação do senador John Kerry para secretário de Estado do segundo governo Barack Obama indica a decisão de optar pela diplomacia, recorrendo ao uso da força apenas em última instância, em contraste com o neoconservadorismo dos governos George W. Bush.

Ontem, em seu discurso de posse, Obama descreveu uns EUA como um país de possibilidades ilimitadas quando se livrar das guerras e da crise econômica herdadas do governo anterior. Não tem a intenção de entrar em novas guerras, como mostrou na Líbia, na Síria e agora no Máli.

O eleitorado israelense marchou para o centro em busca da paz.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Maioria da direita israelense apoia Estado palestino

Dois terços dos israelenses apoiariam um acordo de paz que criasse um Estado palestino desmilitarizado com capital no setor árabe (oriental) de Jerusalém em troca da manutenção de algumas colônias na Cisjordânia. Até mesmo a maioria dos eleitores dos partidos direitistas Likud e Yisrael Beitenu seria a favor, indicam duas pesquisas de opinião citadas hoje pelo jornal liberal israelense Haaretz.

Pela proposta, os palestinos refugiados desde a criação do Estado de Israel, em 1948, só poderiam voltar para a Palestina. Os lugares históricos da Cidade Antiga de Jerusalém seriam administrados conjuntamente por palestinos, israelenses e as Nações Unidas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Republicano diz que filho de estupro é desígnio de Deus

Mais uma gafe de um republicano apoiado pelo movimento radical de direita Festa do Chá atinge dá munição ao presidente Barack Obama para caracterizar o ex-governador Mitt Romney como um extremista em questões sociais. Durante um debate ontem à noite, o candidato republicano ao Senado pelo estado de Indiana, Richard Mourdock, declarou ser contra o aborto de feto concebido durante estupro porque é um "desígnio de Deus".

A campanha de Romney imediatamente esclareceu que o governador rejeita esta posição, aceitando a interrupção da gravidez em casos de estupro, incesto ou risco de vida para a mãe: "O governador Romney discorda dos comentários de Richard Mourdock, que não refletem suas visões", declarou a porta-voz da campanha da oposição, Andrea Saul.

Enquanto os outros dois debatedores concordaram com essa visão, Mourdock alegou que só aceita o aborto em caso de risco para a mãe: "Travo uma luta comigo mesmo há muito tempo, mas acredito que a vida é um dom de Deus. Penso que mesmo quando a vida começa numa situação horrível como um estupro é algo que Deus queria que acontecesse".

Em maio, Mourdock venceu o senador moderado Richard Lugar, uma das estrelas do Congresso em política externa e defesa, com o apoio dos extremistas da Festa do Chá, noticia o jornal online The Huffington Post, o sítio jornalístico mais visitado dos EUA.

domingo, 17 de junho de 2012

Esquerda conquista maioria no parlamento na França

O Partido Socialista e seus aliados terão maioria absoluta na Assembleia Nacional da França.  De um total de 577 deputados, a bancada de esquerda terá de 312 a 326, indicam as pesquisas divulgadas assim que fecharam as urnas do segundo turno das eleições legislativas, às 20 horas desde domingo em Paris (15h em Brasília).

A direita deve ficar com 220 a 230 cadeiras. A Frente Nacional, de extrema direita, deve eleger pelo menos dois deputados, voltando ao parlamento, onde não tinha representantes desde os anos 80. Os Verdes e a Europa Ecologie devem ter 19 cadeiras.

Ícones do PS francês como ex-candidata a presidente Ségolène Royal, ex-mulher do presidente Franbçois Hollande, que foi alfinetada pela atual, Valérie Trierweiler, e o ex-ministro da Cultura, Jack Lang, foram derrotados.

Também ficaram fora da Assembleia Nacional a líder da extrema direita, Marine Le Pen, o candidato centrista à Presidência François Bayrou e a ex-ministra da Justiça Michelle Alliot-Marie, que caiu por ser amiga, tirar férias e pegar carona em jatinhos do ex-ditador da Tunísia Zinedine ben Ali, informa o jornal francês Le Monde.

domingo, 10 de junho de 2012

Esquerda vence 1º turno na França com 47%

Com cerca de 47% dos votos, os partidos de esquerda venceram o primeiro turno das eleições legislativas da França, realizada neste domingo, anunciou a televisão francesa TV5 Monde assim que a votação foi encerrada. Isso consolida o poder do presidente socialista François Hollande, eleito em 6 de maio com uma plataforma de vencer a crise com crescimento econômico.

Pelas pesquisas de boca de urna, os partidos de centro-direita receberam 34% da votação e a Frente Nacional, de extrema direita, 13,6%. A abstenção de 42,77% de um total de 46 milhões de eleitores inscritos foi um recorde para a 5ª República, fundada pelo general Charles de Gaulle em 1958 para substituir o parlamentarismo por um semipresidencialismo.

Os resultados são apresentados desta maneira porque as esquerdas devem se unir sob a liderança do Partido Socialista no segundo turno, no próximo domingo, enquanto os partidos de centro-direita podem fazer alianças à esquerda para barrar candidatos da Frente Nacional e evitar que a extrema direita tenha representantes na Assembleia Nacional da França.

No sistema eleitoral francês, de voto distrital em dois turnos, esses percentuais devem garantir maioria parlamentar para o presidente socialista François Hollande. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault foi reeleito no primeiro turno. Já o líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, foi derrotado pela líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, e não vai para o segundo turno.

As projeções do jornal Le Monde e da Rádio France dão à esquerda de 305 a 353 deputados na nova Assembleia Nacional, contra 227 a 266 para a centro-direita e de zero a duas cadeiras, no máximo, para a ultradireita. A maioria absoluta exige pelo menos 289 deputados.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Esquerda lidera pesquisa sobre eleições na França

A cinco dias do primeiro turno das eleições parlamentares na França, uma pesquisa aponta a vitória da esquerda, mas o Partido Socialista terá de formar uma coalizão para ter maioria na Assembleia Nacional.

No primeiro turno, neste domingo, a aliança de centro-direita liderada pela União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, ganharia com 34% dos votos contra 32,5% para a coligação chefiada pelo PS, indica a sondagem realizada pelo instituto Ipsos e a empresa Logica Business Consulting para a Radio France.

Se foram somados os 7% da Frente de Esquerda e os 6% dos Verdes, que devem apoiar os candidatos socialistas no segundo turno, a esquerda passa à frente com 45,5%. Já a coligação de centro-direita não deve fazer acordo com a Frente Nacional, de extrema direita, que deve receber 14% dos votos.

Assim, a nova Assembleia Nacional, de 577 cadeiras, deve ter uma bancada esquerdista de 303 a 357 deputados, enquanto a direita elegeria de 227 a 270 parlamentares. Na pesquisa anterior, realizada em 25 e 26 de maio, a esquerda liderava por 45% a 35%, noticia o jornal Le Monde.

As eleições parlamentares francesas são realizadas sob o sistema de voto distrital com dois turnos. O país e suas colônias ultramarinas são divididos em 577 distritos. Em cada um deles, é realizada uma eleição diferente, em dois turnos. Se ninguém obtiver maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados se enfrentam num segundo turno. Isso permite a formação de coalizões entre os dois turnos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Direita avança e pode fazer maioria em Portugal

O Partido Social Democrata (PSD), de centro-direita, aumentou sua vantagem sobre o Partido Socialista (PS) e pode formar um governo de maioria com o Partido Popular (PP) depois das eleições parlamentares do próximo domingo, 5 de junho de 2011, informa o jornal inglês Financial Times.

Em pesquisa encomendada pelo jornal Público, o PSD teve 37% das preferências contra 32,3% para o PS, enquanto o PP avançou de 1,4% para 12,7%. Na comparação com a pesquisa anterior, o PSD cresceu, 1,2 ponto e o PS caiu 2,2 pontos.

Enquanto o líder da oposição, Pedro Soares Coelho, já posa como primeiro-ministro, enquanto o dirigente socialista José Sócrates, primeiro-ministro interino, o acusa de querer governar “numa aliança com o FMI”.


O governo Sócrates caiu em abril, quando o PSD se negou a aprovar mais medidas de austeridade para conter a crise da dívida pública. 


Quem assumir deverá tomar as duríssimas medidas necessárias para honrar a dívida portuguesa, aumentada com a ajuda de emergência de 78 bilhões de euros negociada junto aos aliados da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Direita consegue maioria de dois terços na Hungria

O segundo turno das eleições parlamentares na Hungria confirmaram ontem uma esmagadora vitória do partido Fidesz, de direita, que acabou com oito anos de governos socialistas e vai governar com maioria de dois terços.


Seu líder, Viktor Orbán, será o próximo primeiro-ministro húngaro.


Foi a maior vitória eleitoral de um partido na Hungria pós-comunista, depois da abertura da cortina de ferro em 1989.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sebastián Piñera é eleito presidente do Chile

O multimilionário Sebastián Piñera tornou-se hoje o primeiro candidato de direita a vencer a eleição presidencial no Chile desde 1958.

Com mais de 99% dos votos apurados, Piñera lidera a contagem com 51,6% contra 48,4% do ex-presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle.


É a primeira derrota da coligação de centro-esquerda que derrotou a ditadura do general Augusto Pinochet, em 1988.