Em acordo com o Palácio do Eliseu, o Conselho Nacional do Partido Socialista convocou hoje a realização de uma eleição primária da coalizão Bela Aliança para escolher o candidato à eleição presidencial de 2017. Para o jornal Le Monde, é uma "manobra tática" feita sob medida para legitimar a candidatura à reeleição do presidente François Hollande.
Com apenas 14% de popularidade, Hollande teria assim uma oportunidade de entrar logo na campanha. A Frente de Esquerda já relançou Jean-Luc Mélenchon para tentar galvanizar as forças de esquerda anti-Hollande e anti-PS.
Ao fazer o anúncio, o primeiro-secretário do PS, Jean-Christophe Cambadélis, observou que comunistas e parte dos verdes se recusaram a participar de uma eleição prévia com o presidente da República. A coligação governista Bela Aliança reúne socialistas, o Partido Radical de Esquerda e a União dos Democratas e Ecologistas.
As candidaturas devem ser oficializadas de 1º a 15 de dezembro de 2016. A eleição primária será realizada em dois turnos, em 22 e 29 de janeiro de 2017.
A eleição presidencial está marcada para 23 de abril e 7 de maio. No momento, as pesquisas indicam que o PS ficaria fora do segundo turno, como aconteceu em 21 de abril de 2002, quando o líder da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, superou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno com o então presidente Jacques Chirac.
Agora, a neofascista Marina Le Pen, filha de Jean-Marie, iria para o segundo turno contra o candidato do partido Os Republicanos, de centro-direita, onde os favoritos são o ex-primeiro-ministro Alain Juppé e o ex-presidente Nicolas Sarkozy. Se a líder da Frente Nacional chegar na frente, será mais um choque na política francesa.
Na última pesquisa sobre a eleição primária republicana, marcada para 20 e 27 de novembro de 2016, publicada pela revista Paris Match, Sarkozy liderava com 54% contra 28% para Juppé, 9% para o ex-primeiro-ministro François Fillon e 7% para Bruno Le Maire.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Frente de Esquerda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frente de Esquerda. Mostrar todas as postagens
sábado, 18 de junho de 2016
Partido Socialista convoca eleição primária na França
Marcadores:
Alain Juppé,
Bela Aliança,
Eleição presidencial,
eleição primária,
França,
François Hollande,
Frente de Esquerda,
Frente Nacional,
Jean-Luc Mélenchon,
Jean-Marie Le Pen,
Nicolas Sarkozy,
PS
domingo, 22 de março de 2015
FN vai ao 2º turno em 52% das eleições departamentais na França
A ultradireitista Frente Nacional não é o maior partido político da França, como afirmou na campanha. Ficou em segundo lugar em total de votos no primeiro turno das eleições departamentais, realizado neste domingo. Mas foi primeira em 233 cantões e vai para o segundo turno, disputado no próximo domingo, em 1,1 mil ou 52% dos cantões que formam os 60 departamentos franceses.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Esquerda lidera pesquisa sobre eleições na França
A cinco dias do primeiro turno das eleições parlamentares na França, uma pesquisa aponta a vitória da esquerda, mas o Partido Socialista terá de formar uma coalizão para ter maioria na Assembleia Nacional.
No primeiro turno, neste domingo, a aliança de centro-direita liderada pela União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, ganharia com 34% dos votos contra 32,5% para a coligação chefiada pelo PS, indica a sondagem realizada pelo instituto Ipsos e a empresa Logica Business Consulting para a Radio France.
Se foram somados os 7% da Frente de Esquerda e os 6% dos Verdes, que devem apoiar os candidatos socialistas no segundo turno, a esquerda passa à frente com 45,5%. Já a coligação de centro-direita não deve fazer acordo com a Frente Nacional, de extrema direita, que deve receber 14% dos votos.
Assim, a nova Assembleia Nacional, de 577 cadeiras, deve ter uma bancada esquerdista de 303 a 357 deputados, enquanto a direita elegeria de 227 a 270 parlamentares. Na pesquisa anterior, realizada em 25 e 26 de maio, a esquerda liderava por 45% a 35%, noticia o jornal Le Monde.
As eleições parlamentares francesas são realizadas sob o sistema de voto distrital com dois turnos. O país e suas colônias ultramarinas são divididos em 577 distritos. Em cada um deles, é realizada uma eleição diferente, em dois turnos. Se ninguém obtiver maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados se enfrentam num segundo turno. Isso permite a formação de coalizões entre os dois turnos.
No primeiro turno, neste domingo, a aliança de centro-direita liderada pela União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, ganharia com 34% dos votos contra 32,5% para a coligação chefiada pelo PS, indica a sondagem realizada pelo instituto Ipsos e a empresa Logica Business Consulting para a Radio France.
Se foram somados os 7% da Frente de Esquerda e os 6% dos Verdes, que devem apoiar os candidatos socialistas no segundo turno, a esquerda passa à frente com 45,5%. Já a coligação de centro-direita não deve fazer acordo com a Frente Nacional, de extrema direita, que deve receber 14% dos votos.
Assim, a nova Assembleia Nacional, de 577 cadeiras, deve ter uma bancada esquerdista de 303 a 357 deputados, enquanto a direita elegeria de 227 a 270 parlamentares. Na pesquisa anterior, realizada em 25 e 26 de maio, a esquerda liderava por 45% a 35%, noticia o jornal Le Monde.
As eleições parlamentares francesas são realizadas sob o sistema de voto distrital com dois turnos. O país e suas colônias ultramarinas são divididos em 577 distritos. Em cada um deles, é realizada uma eleição diferente, em dois turnos. Se ninguém obtiver maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados se enfrentam num segundo turno. Isso permite a formação de coalizões entre os dois turnos.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Esquerda lidera sem ampla vantagem na França
A relação de forças favorece a esquerda nas eleições para a Assembleia Nacional da França em 10 e 17 de junho, mas não será uma vitória esmagadora, prevê uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos, que ouviu 962 eleitores franceses em 26 e 27 de maio.
Cerca de 35% pretendem votar na União por um Movimento Popular (UMP), partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy e seus aliados. O Partido Socialista e seus aliados teriam 31% dos votos, seguidos pela Frente Nacional, de extrema direita, com 15%; a Frente de Esquerda, com 8%; os Verdes, com 6% e a extrema esquerda, com 1,5%.
Na comparação bloco a bloco, a direita teria 50% contra 46,5% para a esquerda. Como a UMP se nega a fazer uma coalizão com a extrema direita e pode até apoiar a esquerda para barrar o acesso dos neofascistas ao parlamento, a vitória final deve ser da esquerda, reporta o jornal Le Monde.
Para obter maioria, o PS teria de fazer um acordo com a Frente de Esquerda e os Verdes, seus aliados naturais, que apoiaram François Hollande no segundo turno da eleição presidencial, em 6 de maio, deixando a ultraesquerda fora do governo.
Cerca de 35% pretendem votar na União por um Movimento Popular (UMP), partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy e seus aliados. O Partido Socialista e seus aliados teriam 31% dos votos, seguidos pela Frente Nacional, de extrema direita, com 15%; a Frente de Esquerda, com 8%; os Verdes, com 6% e a extrema esquerda, com 1,5%.
Na comparação bloco a bloco, a direita teria 50% contra 46,5% para a esquerda. Como a UMP se nega a fazer uma coalizão com a extrema direita e pode até apoiar a esquerda para barrar o acesso dos neofascistas ao parlamento, a vitória final deve ser da esquerda, reporta o jornal Le Monde.
Para obter maioria, o PS teria de fazer um acordo com a Frente de Esquerda e os Verdes, seus aliados naturais, que apoiaram François Hollande no segundo turno da eleição presidencial, em 6 de maio, deixando a ultraesquerda fora do governo.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
François Hollande toma posse em 15 de maio
O socialista François Hollande, primeiro socialista eleito presidente da França desde 1988, toma posse no próximo dia 15 de maio, noticiou hoje de manhã o jornal francês Le Monde, citando fontes do Palácio do Eliseu. Neste dia, deve nomear seu primeiro-ministro. A formação do ministério depende de um acordo mais amplo.
Em 10 e 17 de junho, haverá eleições parlamentares, que serão importantes porque uma vitória socialista dará ao presidente maioria na Assembleia Nacional, facilitando a implantação de suas propostas políticas. No segundo turno, Hollande ganhou em 333 dos 577 distritos, o que indica que tem chance de fazer maioria. Uma derrota da esquerda levaria a uma "coabitação" entre o presidente socialista e um parlamento dominado pela direita.
São aliados naturais do Partido Socialista neste processo os Verdes e a Frente de Esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, que teve 11% dos votos no primeiro turno e transferiu mais de 80% para Hollande no segundo turno. Nos regimes parlamentaristas europeus, as coligações costumam ser seladas com a assinatura de um programa comum de governo.
O PS e a Frente de Esquerda já negociam um aliança para o primeiro turno das eleições parlamentares, com o objetivo de bloquear o avanço da Frente Nacional, de extrema direita, em distritos eleitorais onde a chegada da esquerda ao segundo turno estiver ameaçada.
A União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente Nicolas Sarkozy, tenta transformar as eleições legislativas num terceiro turno da eleição presidencial. O objetivo não dar maioria a Hollande e quem sabe até conquistar o direito de indicar o chefe de governo.
Na história recente da França, isso aconteceu quando o conservador Jacques Chirac foi primeiro-ministro de 1986 a 1988, sob a presidência de François Mitterrand (1981-95), e o socialista Lionel Jospin chefiou o governo de 1997 a 2002, sob a presidência de Chirac (1995-2007).
Em 10 e 17 de junho, haverá eleições parlamentares, que serão importantes porque uma vitória socialista dará ao presidente maioria na Assembleia Nacional, facilitando a implantação de suas propostas políticas. No segundo turno, Hollande ganhou em 333 dos 577 distritos, o que indica que tem chance de fazer maioria. Uma derrota da esquerda levaria a uma "coabitação" entre o presidente socialista e um parlamento dominado pela direita.
São aliados naturais do Partido Socialista neste processo os Verdes e a Frente de Esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, que teve 11% dos votos no primeiro turno e transferiu mais de 80% para Hollande no segundo turno. Nos regimes parlamentaristas europeus, as coligações costumam ser seladas com a assinatura de um programa comum de governo.
O PS e a Frente de Esquerda já negociam um aliança para o primeiro turno das eleições parlamentares, com o objetivo de bloquear o avanço da Frente Nacional, de extrema direita, em distritos eleitorais onde a chegada da esquerda ao segundo turno estiver ameaçada.
A União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente Nicolas Sarkozy, tenta transformar as eleições legislativas num terceiro turno da eleição presidencial. O objetivo não dar maioria a Hollande e quem sabe até conquistar o direito de indicar o chefe de governo.
Na história recente da França, isso aconteceu quando o conservador Jacques Chirac foi primeiro-ministro de 1986 a 1988, sob a presidência de François Mitterrand (1981-95), e o socialista Lionel Jospin chefiou o governo de 1997 a 2002, sob a presidência de Chirac (1995-2007).
domingo, 22 de abril de 2012
Estimativas confirmam pesquisas na França: Hollande e Sarkozy disputam segundo turno em 6 de maio
O candidato socialista François Hollande ganhou o primeiro turno da eleição presidencial da França, com 28,4% dos votos, estimou agora há pouco a TV5 Monde, que transmite ao vivo. Ele disputa o segundo turno em 6 de maio de 2012 contra o presidente Nicolas Sarkozy, que teve 25,5%.
Outra projeção, divulgada pelo jornal Libération, dá 28,8% ao socialista e 27% ao presidente. É a primeira eleição desde 1958 em que o presidente em exercício não sai na frente no primeiro turno. Hollande conseguiu o segundo melhor resultado do Partido Socialista, informa o jornal Le Monde.
A grande surpresa foi Marine Le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita. Com 20% dos votos, ela supera a votação do pai, Jean-Marie Le Pen, que chegou ao segundo turno em 2002, com 17%. O ministro do Exterior, Alain Juppé, atribuiu essa votação à crise econômica.
Uma decepção foi Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, talvez o candidato que mais tenha empolgado nos comícios, com 11,7%. Alguns analistas chegaram a supor que ele disputaria o terceiro lugar com Marine Le Pen. Em mais um discurso inflamado, ele acaba de pedir a seu eleitorado que ajude a derrotar Sarkozy no segundo turno.
Com a desilusão e a crise de identidade dos franceses diante da crise econômica mundial, os dois principais candidatos extremistas chegaram a obter quase um terço dos votos.
O centrista François Bayrou, ex-ministro de Sarkozy também, decepcionou, com 8,5%. Ao reconhecer a derrota, a ecologista Eva Joly pediu a seu eleitorado de 2% para votar contra Sarkozy no segundo turno.
Entre os outros nanicos, Nicolas Dupont-Aignan, do partido Primeiro a República, que sonhava em ser o primeiro entre os pequenos, teve 1,8%; Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista (NPA), herdeiro de Olivier Besancenot, 1,2%; a trotskista Nathalie Arthaud, 0,7%; e Jacques Cheminade, 0,2%.
As pesquisas sobre o segundo turno dão pelo menos 54% para Hollande e no máximo 46% para Sarkozy. O presidente tem duas semanas para virar o jogo.
Outra projeção, divulgada pelo jornal Libération, dá 28,8% ao socialista e 27% ao presidente. É a primeira eleição desde 1958 em que o presidente em exercício não sai na frente no primeiro turno. Hollande conseguiu o segundo melhor resultado do Partido Socialista, informa o jornal Le Monde.
A grande surpresa foi Marine Le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita. Com 20% dos votos, ela supera a votação do pai, Jean-Marie Le Pen, que chegou ao segundo turno em 2002, com 17%. O ministro do Exterior, Alain Juppé, atribuiu essa votação à crise econômica.
Uma decepção foi Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, talvez o candidato que mais tenha empolgado nos comícios, com 11,7%. Alguns analistas chegaram a supor que ele disputaria o terceiro lugar com Marine Le Pen. Em mais um discurso inflamado, ele acaba de pedir a seu eleitorado que ajude a derrotar Sarkozy no segundo turno.
Com a desilusão e a crise de identidade dos franceses diante da crise econômica mundial, os dois principais candidatos extremistas chegaram a obter quase um terço dos votos.
O centrista François Bayrou, ex-ministro de Sarkozy também, decepcionou, com 8,5%. Ao reconhecer a derrota, a ecologista Eva Joly pediu a seu eleitorado de 2% para votar contra Sarkozy no segundo turno.
Entre os outros nanicos, Nicolas Dupont-Aignan, do partido Primeiro a República, que sonhava em ser o primeiro entre os pequenos, teve 1,8%; Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista (NPA), herdeiro de Olivier Besancenot, 1,2%; a trotskista Nathalie Arthaud, 0,7%; e Jacques Cheminade, 0,2%.
As pesquisas sobre o segundo turno dão pelo menos 54% para Hollande e no máximo 46% para Sarkozy. O presidente tem duas semanas para virar o jogo.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Hollande amplia vantagem para primeiro turno
O candidato socialista François Hollande amplia sua vantagem sobre o presidente conservador Nicolas Sarkozy na última pesquisa antes do primeiro turno da eleição presidencial na França, a ser realizado neste domingo, 22 de abril de 2012. Pela sondagem do instituto Ipsos, Hollande terá 29% dos votos e Sarkozy, 25,5%.
Com o desgaste dos grandes partidos por causa da crise econômica, os candidatos extremistas devem receber 30% dos votos. À direita, Marine Le Pen, da Frente Nacional, deve ter 16%, enquanto Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, ficaria com 14%, e o centrista François Bayrou com 10%.
Nos últimos comícios, realizados ontem, os candidatos tentaram convencer os 11 milhões de indecisos. Como a expectativa é que Hollande e Sarkozy cheguem ao segundo turno sem surpresas, eles terão de disputar no segundo turno os votos dos extremistas, dos centristas e dos indecisos.
Até agora, todas as pesquisas dão vantagem a Hollande no segundo turno, marcado para 6 de maio. Ele recebeu nesta semana o apoio do ex-presidente Jacques Chirac e de outros políticos de centro-direita que estão abandonando a candidatura Sarkozy. Isso sugere um acordo para que um governo socialista não tome medidas radicais capazes de prejudicar a frágil engenharia montada para enfrentar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Sarkozy vai apelar, alegando que será ele ou o caos. Hollande já não fala em cobrar 75% de imposto de renda de quem ganha um milhão de euros ou mais por ano. Insiste em renegociar o pacto fiscal aprovado para sustentar o euro. Quer mecanismos para estimular o crescimento, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu o mesmo.
Com o desgaste dos grandes partidos por causa da crise econômica, os candidatos extremistas devem receber 30% dos votos. À direita, Marine Le Pen, da Frente Nacional, deve ter 16%, enquanto Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, ficaria com 14%, e o centrista François Bayrou com 10%.
Nos últimos comícios, realizados ontem, os candidatos tentaram convencer os 11 milhões de indecisos. Como a expectativa é que Hollande e Sarkozy cheguem ao segundo turno sem surpresas, eles terão de disputar no segundo turno os votos dos extremistas, dos centristas e dos indecisos.
Até agora, todas as pesquisas dão vantagem a Hollande no segundo turno, marcado para 6 de maio. Ele recebeu nesta semana o apoio do ex-presidente Jacques Chirac e de outros políticos de centro-direita que estão abandonando a candidatura Sarkozy. Isso sugere um acordo para que um governo socialista não tome medidas radicais capazes de prejudicar a frágil engenharia montada para enfrentar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Sarkozy vai apelar, alegando que será ele ou o caos. Hollande já não fala em cobrar 75% de imposto de renda de quem ganha um milhão de euros ou mais por ano. Insiste em renegociar o pacto fiscal aprovado para sustentar o euro. Quer mecanismos para estimular o crescimento, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu o mesmo.
Marcadores:
eleicão presidencial,
França,
François Bayrou,
Frente de Esquerda,
Frente Nacional,
Jean-Luc Mélenchon,
Partido Socialista,
Sarkozy
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Proposta da esquerda francesa custa 100 bi de euros
O programa de governo do candidato da Frente de Esquerda à Presidência da França, Jean-Luc Mélenchon, custaria 100 bilhões de euros (R$ 239 bilhões) ao país, estima o Instituto da Empresa, uma organização financiada pelo setor privado.
Mélenchon, que reuniu dezenas de milhares de pessoas num comício na Praça da Bastilha no mês passado, disputa o terceiro lugar com a candidata de extrema direita, Marine le Pen. Conseguiu unir a extrema esquerda, algo raríssimo na História da França.
Também é o responsável pela queda do socialista François Hollande, que ainda é o favorito para o segundo turno, mas foi superado pelo presidente Nicolas Sarkozy nas pesquisas sobre o primeiro turno.
Entre as propostas da Frente de Esquerda, que inclui o Partido Comunista Francês, estão aposentadoria com salário integral aos 60 anos, o que exigiria 27 bilhões de euros, e reembolso de 100% das despesas com saúde, com custo estimado entre 23 e 76 bilhões de euros por ano.
Para dobrar o investimento público em pesquisa, serão necessários mais 13,9 bilhões de euros. O ensino superior receberia mais 2,7 a 5,6 bilhões. A recontratação de professores demitidos custaria outros 2 bilhões.
Como a dívida pública francesa se aproxima de 90% do produto interno bruto, com tendência de alta, é difícil imaginar como financiar os sonhos da esquerda.
Por isso, ao lançar seu programa, o presidente Nicolas Sarkozy se apresentou hoje como o único candidato capaz de manter a estabilidade econômica e evitar que a França tenha o mesmo destino de alguns "amigos europeus", que não nomeou para não agravar ainda mais a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Mélenchon, que reuniu dezenas de milhares de pessoas num comício na Praça da Bastilha no mês passado, disputa o terceiro lugar com a candidata de extrema direita, Marine le Pen. Conseguiu unir a extrema esquerda, algo raríssimo na História da França.
Também é o responsável pela queda do socialista François Hollande, que ainda é o favorito para o segundo turno, mas foi superado pelo presidente Nicolas Sarkozy nas pesquisas sobre o primeiro turno.
Entre as propostas da Frente de Esquerda, que inclui o Partido Comunista Francês, estão aposentadoria com salário integral aos 60 anos, o que exigiria 27 bilhões de euros, e reembolso de 100% das despesas com saúde, com custo estimado entre 23 e 76 bilhões de euros por ano.
Para dobrar o investimento público em pesquisa, serão necessários mais 13,9 bilhões de euros. O ensino superior receberia mais 2,7 a 5,6 bilhões. A recontratação de professores demitidos custaria outros 2 bilhões.
Como a dívida pública francesa se aproxima de 90% do produto interno bruto, com tendência de alta, é difícil imaginar como financiar os sonhos da esquerda.
Por isso, ao lançar seu programa, o presidente Nicolas Sarkozy se apresentou hoje como o único candidato capaz de manter a estabilidade econômica e evitar que a França tenha o mesmo destino de alguns "amigos europeus", que não nomeou para não agravar ainda mais a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Assinar:
Postagens (Atom)