Cerca de metade dos eleitos nas eleições departamentais dos últimos dois domingos na França é de mulheres, mas só 10 dos 101 departamentos serão presididos por elas, informa o jornal francês Le Monde. Os presidentes foram eleitos hoje.
As eleições marcaram o triunfo da União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados de centro, e uma grande derrota do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teve apenas 16% dos votos no segundo.
Sarkozy já se apresenta como pré-candidato à eleição presidencial de 2017, mas terá de disputar a indicação com os ex-primeiros-ministro Alain Juppé e François Fillon.
O PS tenta atrair os verdes e ecologistas para o governo a fim de formar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno em 2017, evitando a ascensão da extrema direita.
A neofascista Frente Nacional, que esperava sair dessas eleições como o maior partido da França, teve 26% dos votos no primeiro turno, mas não assumiu o controle de nenhum departamento.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
domingo, 29 de março de 2015
Direita republicana tem ampla vitória eleitoral na França
A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados foram os grandes vencedores do segundo turno das eleições departamentais, realizado hoje na França, derrotando não só o governo socialista mas também a ultradireitista Frente Nacional, que é fascista e contra a União Europeia.
Do controle dos conselhos gerais de 41 101 departamentos franceses, a direita republicana pulou para 67, enquanto a esquerda liderada pelo PS, do presidente François Hollande, caiu de 61 para 34 departamentos e a neofascista FN, que sonhava em ser o maior partido da França, não venceu em nenhum, informa o jornal francês Le Monde.
Em percentual de votação, a direita republicana recebeu hoje 45% dos votos válidos, as várias esquerdas, 32% e a FN, 23%. Entre as esquerda, desgastado pela crise econômica, o Partido Socialista ficou em 16%. A abstenção foi de 50,01%.
Mesmo sem ganhar, a FN passou de um para 60 conselheiros. Sua líder, Marine Le Pen, saudou o avanço como "um passo crucial do movimento patriótico rumo ao poder."
Seu partido ficou em segundo na votação geral no primeiro turno, com 26% do total, depois de levar 25% nas eleições do ano passado para o Parlamento Europeu. Isso garantiria sua presença no segundo turno de uma eleição presidencial, o que seu pai conseguiu em 2002 com apenas 17% dos votos.
Para o ex-presidente Sarkozy, candidatíssimo à próxima eleição presidencial, em 2017, "a transição está em marcha", mas o primeiro-ministro socialista Manuel Valls acredita que a derrota da esquerda é apenas uma "perturbação passageira".
A primeira mudança pós-eleitoral deve ser uma tentativa de atrair os verdes e os ecologistas para o governo.
Do controle dos conselhos gerais de 41 101 departamentos franceses, a direita republicana pulou para 67, enquanto a esquerda liderada pelo PS, do presidente François Hollande, caiu de 61 para 34 departamentos e a neofascista FN, que sonhava em ser o maior partido da França, não venceu em nenhum, informa o jornal francês Le Monde.
Em percentual de votação, a direita republicana recebeu hoje 45% dos votos válidos, as várias esquerdas, 32% e a FN, 23%. Entre as esquerda, desgastado pela crise econômica, o Partido Socialista ficou em 16%. A abstenção foi de 50,01%.
Mesmo sem ganhar, a FN passou de um para 60 conselheiros. Sua líder, Marine Le Pen, saudou o avanço como "um passo crucial do movimento patriótico rumo ao poder."
Seu partido ficou em segundo na votação geral no primeiro turno, com 26% do total, depois de levar 25% nas eleições do ano passado para o Parlamento Europeu. Isso garantiria sua presença no segundo turno de uma eleição presidencial, o que seu pai conseguiu em 2002 com apenas 17% dos votos.
Para o ex-presidente Sarkozy, candidatíssimo à próxima eleição presidencial, em 2017, "a transição está em marcha", mas o primeiro-ministro socialista Manuel Valls acredita que a derrota da esquerda é apenas uma "perturbação passageira".
A primeira mudança pós-eleitoral deve ser uma tentativa de atrair os verdes e os ecologistas para o governo.
domingo, 22 de março de 2015
FN vai ao 2º turno em 52% das eleições departamentais na França
A ultradireitista Frente Nacional não é o maior partido político da França, como afirmou na campanha. Ficou em segundo lugar em total de votos no primeiro turno das eleições departamentais, realizado neste domingo. Mas foi primeira em 233 cantões e vai para o segundo turno, disputado no próximo domingo, em 1,1 mil ou 52% dos cantões que formam os 60 departamentos franceses.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
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