Um juiz da França instaurou hoje um processo contra ex-presidente Nicolas Sarkozy e outras 13 pessoas por esconder US$ 20 milhões em gastos da sua campanha à reeleição, em 2012, noticiou a imprensa francesa.
Sarkozy rejeita a denúncia de que seu partido conspirou com a empresa de relações públicas Bygmalion para manipular as cifras e desrespeitar o limite legal de despesas numa campanha presidencial.
Na época, o partido Os Republicanos, de centro-direita, se chamava União por um Movimento Popular (UMP).
O ex-presidente tentou concorrer à eleição presidencial deste ano, mas ficou em terceiro lugar na eleição primária do partido. O vencedor foi o ex-primeiro-ministro François Fillon, que está sendo pressionado a desistir depois que o jornal semanal Canard Enchaîné revelou que sua mulher e seus filhos foram funcionários-fantasmas.
Este escândalo abala ainda mais a imagem dos partidos tradicionais e favorece a campanha da neofascista Marine Le Pen, que promete convocar um plebiscito para tirar a França da União Europeia e conta com o apoio dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
Extremamente impopular, o presidente socialista François Hollande decidiu não disputar a reeleição. Seu ex-primeiro-ministro Manuel Valls perdeu a eleição primária do PS para o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, da ala mais esquerdista do partido. Sem argumentos para defender o atual governo, o candidato socialista parece condenado à derrota.
Quem desponta como alternativa à extrema direita é o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, um ex-funcionário do mercado financeiro com uma visão econômica liberal. Sem chances de conquistar a candidatura socialista, Macron criou seu próprio movimento, Em Marcha, para levar adiante seu projeto. Sem um partido por trás, sua candidatura foi desprezada inicialmente.
No momento, as pesquisas apontam a vitória de Marine Le Pen no primeiro turno e sua derrota no segundo, seja qual for o rival. Com o escândalo envolvendo Fillon, que já liderou as pesquisas, Macron subiu para o segundo lugar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Ex-presidente Sarkozy será julgado por financiamento ilegal de campanha
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Procuradoria de Paris denuncia Sarkozy e mais 13 partidários
Em denúncia à Justiça da França, a Procuradoria de Paris acusa o ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-12), pré-candidato à eleição presidencial de 2017, de ter "pleno conhecimento do financiamento ilegal de sua campanha [de 2012] porque ficou demonstrado que ele deu, com conhecimento de causa, instruções para aumentar as despesas".
O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, protestou dizendo que é um "desrespeito ao Código de Processo Penal". Outros 13 partidários do ex-presidente também foram acusados formalmente no caso Bygmalion, nome da agência de propaganda envolvida na fraude.
A campanha de Sarkozy foi denunciada por criar um esquema de notas falsas para mascarar o estouro do limite das despesas de campanha autorizadas pela legislação eleitoral francesa, de 22,5 milhões de euros para campanhas presidenciais. Ele perdeu a eleição para o atual presidente, o socialista François Hollande.
É improvável que o caso seja julgado antes da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio. O primeiro teste para Sarkozy será a eleição primária do partido Os Republicanos, fundado por ele mesmo para substituir à União por um Movimento Popular (UMP). É um partido de centro-direita, herdeiro do gaullismo, das ideias do general Charles de Gaulle, presidente da França Livre no exílio durante a ocupação nazista (1940-44), chefiou a reconstrução do pós-guerra e foi o principal líder do país na segunda metade do século 20.
Treze candidatos disputam a primária republica em 20 e 27 de novembro de 2016. Os favoritos são o próprio Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.
O advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, protestou dizendo que é um "desrespeito ao Código de Processo Penal". Outros 13 partidários do ex-presidente também foram acusados formalmente no caso Bygmalion, nome da agência de propaganda envolvida na fraude.
A campanha de Sarkozy foi denunciada por criar um esquema de notas falsas para mascarar o estouro do limite das despesas de campanha autorizadas pela legislação eleitoral francesa, de 22,5 milhões de euros para campanhas presidenciais. Ele perdeu a eleição para o atual presidente, o socialista François Hollande.
É improvável que o caso seja julgado antes da eleição presidencial, marcada para 23 de abril e 7 de maio. O primeiro teste para Sarkozy será a eleição primária do partido Os Republicanos, fundado por ele mesmo para substituir à União por um Movimento Popular (UMP). É um partido de centro-direita, herdeiro do gaullismo, das ideias do general Charles de Gaulle, presidente da França Livre no exílio durante a ocupação nazista (1940-44), chefiou a reconstrução do pós-guerra e foi o principal líder do país na segunda metade do século 20.
Treze candidatos disputam a primária republica em 20 e 27 de novembro de 2016. Os favoritos são o próprio Sarkozy e o ex-primeiro-ministro Alain Juppé.
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terça-feira, 5 de maio de 2015
França aprova lei controvertida de combate ao terrorismo
Por 438 votos a 86, com 46 abstenções, a Assembleia Nacional da França aprovou hoje o projeto da nova Lei da Informação, que dá amplos poderes aos serviços secretos para vigiar e espionar a vida dos cidadãos em nome do combate ao terrorismo, noticiou o jornal francês Le Monde.
Apesar dos protestos dos movimentos de defesa dos direitos civis, a maioria dos deputados do governante Partido Socialista e da União por um Movimento Popular (UMP), o maior partido de oposição, de centro-direita, votou a favor.
É a institucionalização da vigilância, do Estado como o Grande Irmão, personagem de George Orwell no livro 1984, quando governos todo-poderosos controlavam cada minuto da vida dos cidadãos comuns, o que inspirou o programa de TV Big Brother.
Os serviços secretos franceses estão autorizados a inspecionar a vida dos cidadãos não só para defender "a independência nacional e a integridade territorial" e "a prevenção do terrorismo", mas também em nome "dos grandes interesses da política externa", "da prevenção a atentados contra a forma republicana das instituições" e da "criminalidade e da delinquência organizada". É um mandato amplo e genérico demais para não dar margem a abusos.
Para controlar os serviços de informações, será criada a Comissão Nacional de Controle das Técnicas de Informação, formada por seis magistrados do Conselho de Estado e do Superior Tribunal de Justiça, três deputados e três senadores do governo e da oposição e um técnico. Ela substitui a Comissão Nacional de Controle de Interceptações de Segurança.
Com a exceção dos casos de "urgência absoluta", a comissão deverá ser avisada de toda grande operação focada em alvos específicos. Se autorizados, os agentes poderão instalar câmeras, equipamentos de espionagem em computadores e antenas para interceptar comunicações por telefone sem autorização judicial.
Outra crítica ao projeto é que as conversas de pessoas que não sejam alvo das investigações também serão ouvidas. O governo alega estar mais interessado nos metadados. Se for constatado um padrão de comunicações regulares entre suspeitos, só então haveria acesso ao conteúdo das telecomunicações.
A lei também cria um arquivo nacional judiciários dos autores de infrações enquadradas como terrorismo. Esses dados devem ser mantidos por 20 anos. O projeto ainda precisa passar pelo Senado e pela Corte Constitucional, o supremo tribunal da França, antes de virar lei.
O projeto já está sendo comparado à Lei Patriótica, aprovada nos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, com sérios prejuízos às liberdades civis. Se os atentados de 7 a 9 de janeiro de 2015, a começar pela chacina no jornal Charlie Hebdo, foram o 11 de setembro da França, o país tem agora sua lei para vigir os cidadãos como se todos fossem suspeitos.
Apesar dos protestos dos movimentos de defesa dos direitos civis, a maioria dos deputados do governante Partido Socialista e da União por um Movimento Popular (UMP), o maior partido de oposição, de centro-direita, votou a favor.
É a institucionalização da vigilância, do Estado como o Grande Irmão, personagem de George Orwell no livro 1984, quando governos todo-poderosos controlavam cada minuto da vida dos cidadãos comuns, o que inspirou o programa de TV Big Brother.
Os serviços secretos franceses estão autorizados a inspecionar a vida dos cidadãos não só para defender "a independência nacional e a integridade territorial" e "a prevenção do terrorismo", mas também em nome "dos grandes interesses da política externa", "da prevenção a atentados contra a forma republicana das instituições" e da "criminalidade e da delinquência organizada". É um mandato amplo e genérico demais para não dar margem a abusos.
Para controlar os serviços de informações, será criada a Comissão Nacional de Controle das Técnicas de Informação, formada por seis magistrados do Conselho de Estado e do Superior Tribunal de Justiça, três deputados e três senadores do governo e da oposição e um técnico. Ela substitui a Comissão Nacional de Controle de Interceptações de Segurança.
Com a exceção dos casos de "urgência absoluta", a comissão deverá ser avisada de toda grande operação focada em alvos específicos. Se autorizados, os agentes poderão instalar câmeras, equipamentos de espionagem em computadores e antenas para interceptar comunicações por telefone sem autorização judicial.
Outra crítica ao projeto é que as conversas de pessoas que não sejam alvo das investigações também serão ouvidas. O governo alega estar mais interessado nos metadados. Se for constatado um padrão de comunicações regulares entre suspeitos, só então haveria acesso ao conteúdo das telecomunicações.
A lei também cria um arquivo nacional judiciários dos autores de infrações enquadradas como terrorismo. Esses dados devem ser mantidos por 20 anos. O projeto ainda precisa passar pelo Senado e pela Corte Constitucional, o supremo tribunal da França, antes de virar lei.
O projeto já está sendo comparado à Lei Patriótica, aprovada nos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, com sérios prejuízos às liberdades civis. Se os atentados de 7 a 9 de janeiro de 2015, a começar pela chacina no jornal Charlie Hebdo, foram o 11 de setembro da França, o país tem agora sua lei para vigir os cidadãos como se todos fossem suspeitos.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Mulheres presidem só 10% dos departamentos da França
Cerca de metade dos eleitos nas eleições departamentais dos últimos dois domingos na França é de mulheres, mas só 10 dos 101 departamentos serão presididos por elas, informa o jornal francês Le Monde. Os presidentes foram eleitos hoje.
As eleições marcaram o triunfo da União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados de centro, e uma grande derrota do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teve apenas 16% dos votos no segundo.
Sarkozy já se apresenta como pré-candidato à eleição presidencial de 2017, mas terá de disputar a indicação com os ex-primeiros-ministro Alain Juppé e François Fillon.
O PS tenta atrair os verdes e ecologistas para o governo a fim de formar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno em 2017, evitando a ascensão da extrema direita.
A neofascista Frente Nacional, que esperava sair dessas eleições como o maior partido da França, teve 26% dos votos no primeiro turno, mas não assumiu o controle de nenhum departamento.
As eleições marcaram o triunfo da União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados de centro, e uma grande derrota do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teve apenas 16% dos votos no segundo.
Sarkozy já se apresenta como pré-candidato à eleição presidencial de 2017, mas terá de disputar a indicação com os ex-primeiros-ministro Alain Juppé e François Fillon.
O PS tenta atrair os verdes e ecologistas para o governo a fim de formar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno em 2017, evitando a ascensão da extrema direita.
A neofascista Frente Nacional, que esperava sair dessas eleições como o maior partido da França, teve 26% dos votos no primeiro turno, mas não assumiu o controle de nenhum departamento.
domingo, 29 de março de 2015
Direita republicana tem ampla vitória eleitoral na França
A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados foram os grandes vencedores do segundo turno das eleições departamentais, realizado hoje na França, derrotando não só o governo socialista mas também a ultradireitista Frente Nacional, que é fascista e contra a União Europeia.
Do controle dos conselhos gerais de 41 101 departamentos franceses, a direita republicana pulou para 67, enquanto a esquerda liderada pelo PS, do presidente François Hollande, caiu de 61 para 34 departamentos e a neofascista FN, que sonhava em ser o maior partido da França, não venceu em nenhum, informa o jornal francês Le Monde.
Em percentual de votação, a direita republicana recebeu hoje 45% dos votos válidos, as várias esquerdas, 32% e a FN, 23%. Entre as esquerda, desgastado pela crise econômica, o Partido Socialista ficou em 16%. A abstenção foi de 50,01%.
Mesmo sem ganhar, a FN passou de um para 60 conselheiros. Sua líder, Marine Le Pen, saudou o avanço como "um passo crucial do movimento patriótico rumo ao poder."
Seu partido ficou em segundo na votação geral no primeiro turno, com 26% do total, depois de levar 25% nas eleições do ano passado para o Parlamento Europeu. Isso garantiria sua presença no segundo turno de uma eleição presidencial, o que seu pai conseguiu em 2002 com apenas 17% dos votos.
Para o ex-presidente Sarkozy, candidatíssimo à próxima eleição presidencial, em 2017, "a transição está em marcha", mas o primeiro-ministro socialista Manuel Valls acredita que a derrota da esquerda é apenas uma "perturbação passageira".
A primeira mudança pós-eleitoral deve ser uma tentativa de atrair os verdes e os ecologistas para o governo.
Do controle dos conselhos gerais de 41 101 departamentos franceses, a direita republicana pulou para 67, enquanto a esquerda liderada pelo PS, do presidente François Hollande, caiu de 61 para 34 departamentos e a neofascista FN, que sonhava em ser o maior partido da França, não venceu em nenhum, informa o jornal francês Le Monde.
Em percentual de votação, a direita republicana recebeu hoje 45% dos votos válidos, as várias esquerdas, 32% e a FN, 23%. Entre as esquerda, desgastado pela crise econômica, o Partido Socialista ficou em 16%. A abstenção foi de 50,01%.
Mesmo sem ganhar, a FN passou de um para 60 conselheiros. Sua líder, Marine Le Pen, saudou o avanço como "um passo crucial do movimento patriótico rumo ao poder."
Seu partido ficou em segundo na votação geral no primeiro turno, com 26% do total, depois de levar 25% nas eleições do ano passado para o Parlamento Europeu. Isso garantiria sua presença no segundo turno de uma eleição presidencial, o que seu pai conseguiu em 2002 com apenas 17% dos votos.
Para o ex-presidente Sarkozy, candidatíssimo à próxima eleição presidencial, em 2017, "a transição está em marcha", mas o primeiro-ministro socialista Manuel Valls acredita que a derrota da esquerda é apenas uma "perturbação passageira".
A primeira mudança pós-eleitoral deve ser uma tentativa de atrair os verdes e os ecologistas para o governo.
domingo, 22 de março de 2015
FN vai ao 2º turno em 52% das eleições departamentais na França
A ultradireitista Frente Nacional não é o maior partido político da França, como afirmou na campanha. Ficou em segundo lugar em total de votos no primeiro turno das eleições departamentais, realizado neste domingo. Mas foi primeira em 233 cantões e vai para o segundo turno, disputado no próximo domingo, em 1,1 mil ou 52% dos cantões que formam os 60 departamentos franceses.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
"A direita na cabeça, a esquerda resiste e a FN em alta", resumiu a manchete do jornal francês Libération.
Por causa da crise econômica e do desgaste do governo socialista do presidente François Hollande, a direita obteve uma ampla vitória. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, ficou em primeiro com 30% dos votos.
Com 25,7%, superando o desempenho das eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, a FN se firma como uma grande força da política francesa, batendo o Partido Socialista, que teve 21,8% dos votos. A Frente de Esquerda recebeu 6,5% e os verdes foram votados por apenas 1,9% dos franceses. Esses números foram corrigidos ao longo da apuração.
Os resultados parciais deixaram a UMP em primeiro lugar em 41% dos cantões. Em segundo, está o PS, à frente em 27,5% dos cantões. A FN liderou em 14,5% dos cantões.
A abstenção foi de 49% em eleições que os franceses não entendem direito. Os departamentos estão entre os municípios e o governo central, mas não têm a autonomia dos estados do Brasil ou dos Estados Unidos. Dentro da reforma do Estado para cortar os gastos públicos, o governo socialista está propondo fusões para reduzir o número de cantos. Saboia e Alta Saboia seriam unidas num só.
Suas atribuições se concentram na área da ação social (ajuda a crianças, famílias, idosos e deficientes, proteção materno-infantil e planejamento familiar), saúde e prevenção, planejamento habitacional, planejamento de transportes intradepartamentais, transporte interurbano, transporte escolar fora das cidades, pequenos portos e aeroportos regionais, canais e vias navegáveis.
Desde 1986, os departamentos são responsáveis pela construção, reconstrução, ampliação, reforma, fornecimento de equipamentos e funcionamento dos colégios e alojamentos estudantis, as escolas técnicas e as instalações esportivas em escolas. Também têm competência nas áreas de energia, meio ambiente e telecomunicações.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Sarkozy aceita participar de eleição primária
Durante uma reunião política em Lambersart, o ex-presidente Nicolas Sarkozy aceitou, em princípio, participar de uma eleição primária para escolher o candidato de centro-direita à Presidência da França em 2017, informou há pouco o jornal francês Le Monde.
O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Alain Juppé, do mesmo partido, a União por um Movimento Popular, já manifestou a intenção de concorrer ao Palácio do Eliseu. Sarkozy era alvo de um inquérito judicial sobre abuso de poder e corrupção eleitoral foi arquivada ontem por um tribunal de Paris.
Com a popularidade do presidente socialista François Hollande em apenas 13%, a menor de um chefe de Estado da 5ª República, fundada em 1958, o candidato de centro-direita é desde já o favorito. E sempre existe o fantasma de Marine le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita, que venceu as eleições para o Parlamento Europeu com 25% dos votos em maio de 2014.
O ex-primeiro-ministro e ex-ministro das Relações Exteriores Alain Juppé, do mesmo partido, a União por um Movimento Popular, já manifestou a intenção de concorrer ao Palácio do Eliseu. Sarkozy era alvo de um inquérito judicial sobre abuso de poder e corrupção eleitoral foi arquivada ontem por um tribunal de Paris.
Com a popularidade do presidente socialista François Hollande em apenas 13%, a menor de um chefe de Estado da 5ª República, fundada em 1958, o candidato de centro-direita é desde já o favorito. E sempre existe o fantasma de Marine le Pen, da Frente Nacional, de extrema direita, que venceu as eleições para o Parlamento Europeu com 25% dos votos em maio de 2014.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Sarkozy é candidato a líder do partido gaulista
Em uma tentativa de relançar sua carreira política depois da derrota para François Hollande na eleição presidencial de 2007, o ex-presidentef Nicolas Sarkozy anunciou há pouco a intenção de se candidatar à presidência da União por um Movimento Popular (UMP), principal partido de centro-direita da França na linha política do presidente Charles de Gaulle, que refundou o país no pós-guerra.
Com a queda da popularidade de Hollande para apenas 13% do eleitorado, a menor de um presidente francês desde 1958, a UMP tem grandes expectativas de retomar o Palácio do Eliseu em 2017.
Com a queda da popularidade de Hollande para apenas 13% do eleitorado, a menor de um presidente francês desde 1958, a UMP tem grandes expectativas de retomar o Palácio do Eliseu em 2017.
domingo, 30 de março de 2014
Direita vence eleições municipais na França
A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, principal partido de oposição foi a grande vencedora do segundo turno das eleições municipais na França, realizado hoje, tomando mais de cem prefeituras do Partido Socialista, do presidente François Hollande.
A Frente Nacional, de extrema direita, conquistou onze prefeituras. Outro grupo de ultradireita, a Liga do Sul, ganhou mais três. Os socialistas mantiveram Paris.
Ao todo, a direita e a extrema direita ficaram com 572 prefeituras, contra 349 para o PS e seus aliados. Em 2008, a esquerda elegera 509 prefeitos contra 433 da direita. Não havia governos municipais de extrema direita.
Agora, a direita recebeu 45,9% dos votos, a esquerda 40,6% e a ultradireita 6,8%. A abstenção ficou em 34,8%
O partido do governo perdeu em 155 cidades de mais de 9 mil habitantes. Enquanto Anne Hidalgo se tornava a primeira mulher eleita para governar Paris, o PS perdia Toulouse, Saint-Etienne, Angers, Reims, Amien, Caen, Montpelier e Grenoble.
Em nome do governo, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault assumiu a responsabilidade pela derrota. Cabe ao presidente Hollande, com a popularidade baixa de apenas 19%, decidir seu futuro. Uma reforma ministerial é iminente.
As eleições municipais foram vistas como um referendo sobre o governo Hollande. É difícil para um socialista promover cortes de gastos públicos, equilibrar o orçamento, reduzir direitos sociais e fazer as reformas necessárias para recuperar a competitividade da França.
A economia francesa é mais engessada por impostos e gastos obrigatórios, provocando, por exemplo, uma fuga em massa de jovens empresários da França para o Reino Unido.
Com a crise e os resultados eleitoral, a UMP volta a se colocar como alternativa de poder na França. A dúvida é vai haver um renascimento do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Ele ainda é o direitista mais bem cotado nas pesquisas de opinião, à frente do atual líder do partido, Jean-François Copé, que sua eleição interna questionada pelo adversário, o ex-primeiro-ministro François Fillon.
Por ironia histórica, o presidente Hollande desmonta o que construiu como líder do PS: uma ampla rede de governos municipais socialistas. Mas talvez o resultado mais significativo destas eleições municipais francesas tenha sido a ascensão da Frente Nacional.
Cada vez mais a ultradireita, que herdou parte do voto operário que um dia foi do Partido Comunista Francês, se estabelece como um grande partido no panorama político do país.
A Frente Nacional, de extrema direita, conquistou onze prefeituras. Outro grupo de ultradireita, a Liga do Sul, ganhou mais três. Os socialistas mantiveram Paris.
Ao todo, a direita e a extrema direita ficaram com 572 prefeituras, contra 349 para o PS e seus aliados. Em 2008, a esquerda elegera 509 prefeitos contra 433 da direita. Não havia governos municipais de extrema direita.
Agora, a direita recebeu 45,9% dos votos, a esquerda 40,6% e a ultradireita 6,8%. A abstenção ficou em 34,8%
O partido do governo perdeu em 155 cidades de mais de 9 mil habitantes. Enquanto Anne Hidalgo se tornava a primeira mulher eleita para governar Paris, o PS perdia Toulouse, Saint-Etienne, Angers, Reims, Amien, Caen, Montpelier e Grenoble.
Em nome do governo, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault assumiu a responsabilidade pela derrota. Cabe ao presidente Hollande, com a popularidade baixa de apenas 19%, decidir seu futuro. Uma reforma ministerial é iminente.
As eleições municipais foram vistas como um referendo sobre o governo Hollande. É difícil para um socialista promover cortes de gastos públicos, equilibrar o orçamento, reduzir direitos sociais e fazer as reformas necessárias para recuperar a competitividade da França.
A economia francesa é mais engessada por impostos e gastos obrigatórios, provocando, por exemplo, uma fuga em massa de jovens empresários da França para o Reino Unido.
Com a crise e os resultados eleitoral, a UMP volta a se colocar como alternativa de poder na França. A dúvida é vai haver um renascimento do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Ele ainda é o direitista mais bem cotado nas pesquisas de opinião, à frente do atual líder do partido, Jean-François Copé, que sua eleição interna questionada pelo adversário, o ex-primeiro-ministro François Fillon.
Por ironia histórica, o presidente Hollande desmonta o que construiu como líder do PS: uma ampla rede de governos municipais socialistas. Mas talvez o resultado mais significativo destas eleições municipais francesas tenha sido a ascensão da Frente Nacional.
Cada vez mais a ultradireita, que herdou parte do voto operário que um dia foi do Partido Comunista Francês, se estabelece como um grande partido no panorama político do país.
domingo, 23 de março de 2014
Ultradireita avança nas eleições na França
A Frente Nacional, neofascista, de extrema direita, obteve avanços sem precedentes hoje no primeiro turno das eleições municipais na França. Já ganhou uma prefeitura e vai disputar o segundo turno 229 cidades daqui a uma semana.
O Partido Socialista, do presidente François Hollande, foi o maior derrotado. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, partido neogaullista do ex-presidente Nicolas Sarkozy, reivindica a vitória na contagem geral dos votos. Mas é a ultradireita que cava um espaço permanente entre os grandes partidos políticos franceses.
Na soma total, os partidos de direita ficaram com 46,5% dos votos, a esquerda com 37,7% e a extrema esquerda com 4,65%, anunciou o ministro do Interior, Manuel Valls.
Duas mulheres disputam a prefeitura de Paris. A favorita é a socialista Anne Hidalgo. Nathalie Kosciusko-Morizet, da UMP, ganhou o primeiro turno com 34,8% contra 33,6% de Hidalgo, mas a socialista deve contar com o apoio de toda a esquerda no segundo turno.
Na cidade de Hénin-Beaumont, na região do Passo de Calais, a FN conquistou a prefeitura no primeiro turno, com 50,26%. Também ficou em primeiro lugar no primeiro turno em Perpignan, Avignon, Fréjus, Saint-Gilles, Forbach e Tarascon. E obteve votações expressivas em Estrasburgo, Lille, Lyon, Marselha, Mulhouse, Saint-Etienne, Nîmes e Reims.
A abstenção atingiu o recorde histórico de 38,5%. O porta-voz do PS, David Assouline, fez um apelo a todas as outras forças políticas para que se unam e impeçam os neofascistas de governar cidades importantes da França.
O segundo turno será realizado daqui a uma semana, em 30 de março de 2014.
O Partido Socialista, do presidente François Hollande, foi o maior derrotado. A União por um Movimento Popular (UMP), de centro-direita, partido neogaullista do ex-presidente Nicolas Sarkozy, reivindica a vitória na contagem geral dos votos. Mas é a ultradireita que cava um espaço permanente entre os grandes partidos políticos franceses.
Na soma total, os partidos de direita ficaram com 46,5% dos votos, a esquerda com 37,7% e a extrema esquerda com 4,65%, anunciou o ministro do Interior, Manuel Valls.
Duas mulheres disputam a prefeitura de Paris. A favorita é a socialista Anne Hidalgo. Nathalie Kosciusko-Morizet, da UMP, ganhou o primeiro turno com 34,8% contra 33,6% de Hidalgo, mas a socialista deve contar com o apoio de toda a esquerda no segundo turno.
Na cidade de Hénin-Beaumont, na região do Passo de Calais, a FN conquistou a prefeitura no primeiro turno, com 50,26%. Também ficou em primeiro lugar no primeiro turno em Perpignan, Avignon, Fréjus, Saint-Gilles, Forbach e Tarascon. E obteve votações expressivas em Estrasburgo, Lille, Lyon, Marselha, Mulhouse, Saint-Etienne, Nîmes e Reims.
A abstenção atingiu o recorde histórico de 38,5%. O porta-voz do PS, David Assouline, fez um apelo a todas as outras forças políticas para que se unam e impeçam os neofascistas de governar cidades importantes da França.
O segundo turno será realizado daqui a uma semana, em 30 de março de 2014.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Extrema direita vence eleição cantonal na França
O candidato Laurent Lopez, da Frente Nacional, neofascista, ganhou ontem a eleição cantonal de Brignole com 53,9% dos votos no segundo turno contra Catherine Delzers, da centro-direitista União por um Movimento Popular (UMP), que só recebeu 46,1% dos votos, apesar do apoio de todos os chamados "partidos republicanos", que costumam se unir para barrar o acesso da ultradireita ao poder.
Sob o comando de Marine Le Pen, filha de seu líder histórico Jean-Marie Le Pen, a Frente Nacional reformulou sua imagem para se apresentar como um partido moderno e arejado, disfarçado seu caráter racista, anti-imigrantes e antimuçulmano.
Nas últimas pesquisas nacionais, a FN aparece com 25% das preferências. Diante do desgaste do Partido Socialista do presidente François Hollande e da luta interna da UMP para ver quem vai liderar a oposição - o ex-primeiro-ministro François Fillon, Jean-François Copé ou o ex-presidente Nicolas Sarkozy -, a Frente pode se tornar o maior partido da França.
Sob o comando de Marine Le Pen, filha de seu líder histórico Jean-Marie Le Pen, a Frente Nacional reformulou sua imagem para se apresentar como um partido moderno e arejado, disfarçado seu caráter racista, anti-imigrantes e antimuçulmano.
Nas últimas pesquisas nacionais, a FN aparece com 25% das preferências. Diante do desgaste do Partido Socialista do presidente François Hollande e da luta interna da UMP para ver quem vai liderar a oposição - o ex-primeiro-ministro François Fillon, Jean-François Copé ou o ex-presidente Nicolas Sarkozy -, a Frente pode se tornar o maior partido da França.
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Assembleia Nacional da França aprova casamento gay
Depois de 136 horas e 46 minutos de debates, por 331 a 225, a Assembleia Nacional da França aprovou hoje o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Faltava apenas ratificar as mudanças feitas no Senado. A França torna-se assim o nono país europeu e o 14º do mundo a legalizar o casamento gay.
Com o forte movimento de oposição, a direita esperava que o governo François Hollande abandonasse o projeto. Alguns deputados da União por um Movimento Popular (UMP), maior partido de centro-direita, já preparam um recurso à Justiça.
Agora, o casamento gay está legalmente autorizado nos seguintes países europeus: Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal e na Suécia. Portugal não admite a adoção de crianças por casais de homossexuais.
Com o forte movimento de oposição, a direita esperava que o governo François Hollande abandonasse o projeto. Alguns deputados da União por um Movimento Popular (UMP), maior partido de centro-direita, já preparam um recurso à Justiça.
Agora, o casamento gay está legalmente autorizado nos seguintes países europeus: Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal e na Suécia. Portugal não admite a adoção de crianças por casais de homossexuais.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ex-ministro do Orçamento da França tem conta na Suíça
O ex-ministro do Orçamento da França Jérôme Cahuzac, que está no centro do maior escândalo do governo François Hollande, denunciado criminalmente por sonegação e fraude fiscal, admitiu ontem depois de negar por quatro meses ter uma conta bancária na Suíça. Ele prometeu trazer os 600 mil euros da conta de volta para a França, mas foi expulso hoje do Partido Socialista.
Hollande declarou encarar "com grande seriedade" as acusações contra seu ex-ministro, que "cometeu uma imperdoável falha moral" ao "negar os fatos", e garantiu que Cahuzac não terá nenhum tipo de tratamento especial.
Para o presidente da direitista União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, as mentiras de Cahuzac "sinalizam o fim da esquerda moralista". Enquanto a ultradireitista Frente Nacional considera o escândalo uma "questão de Estado", a Frente de Esquerda pergunta "até onde vai a cadeia de mentiras".
Foi um dia sombrio para o governo, destacou o jornal Le Monde, talvez o pior em nove meses da presidência de Hollande.
Hollande declarou encarar "com grande seriedade" as acusações contra seu ex-ministro, que "cometeu uma imperdoável falha moral" ao "negar os fatos", e garantiu que Cahuzac não terá nenhum tipo de tratamento especial.
Para o presidente da direitista União por um Movimento Popular (UMP), Jean-François Copé, as mentiras de Cahuzac "sinalizam o fim da esquerda moralista". Enquanto a ultradireitista Frente Nacional considera o escândalo uma "questão de Estado", a Frente de Esquerda pergunta "até onde vai a cadeia de mentiras".
Foi um dia sombrio para o governo, destacou o jornal Le Monde, talvez o pior em nove meses da presidência de Hollande.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Frente Nacional não assusta 47% dos franceses
Para 47% dos franceses, o partido neofascista Frente Nacional "não representa uma ameaça para a democracia", indica uma pesquisa encomendada pelo jornal Le Monde e pela televisão Canal Plus. São oito pontos percentuais a mais do que em 2012.
Entre os simpatizantes da União por um Movimento Popular (UMP), o grande partido de centro-direita do ex-presidente Nicolas Sarkozy, 54% veem a líder da extrema direita, Marine Le Pen, como representante de "uma direita patriótica ligada aos valores tradicionais".
Com a decadência do comunismo, nas últimas décadas, a FN conquistou o eleitorado de trabalhadores desiludidos com a esquerda que passaram a ver nos imigrantes uma ameaça a seu emprego.
Em 2002, a esquerda estava descontente com as políticas liberais do então primeiro-ministro socialista, Lionel Jospin. Muitos esquerdistas votaram na extrema esquerda no primeiro turno. Isso tirou os socialistas do segundo turno, levando o líder histórico da extrema direita francesa, Jean-Marie Le Pen, para a votação final, com 17% dos votos.
No primeiro turno da eleição de François Hollande, em 22 de abril de 2012, Marine obteve 18% dos votos, superando a votação do pai. Ela trouxe um rosto e um ar mais respeitável à extrema direita. É aí que mora o perigo, na "banalização do mal", como advertiu a filósofa judia alemã Hannah Arendt em As Origens do Totalitarismo.
Entre os simpatizantes da União por um Movimento Popular (UMP), o grande partido de centro-direita do ex-presidente Nicolas Sarkozy, 54% veem a líder da extrema direita, Marine Le Pen, como representante de "uma direita patriótica ligada aos valores tradicionais".
Com a decadência do comunismo, nas últimas décadas, a FN conquistou o eleitorado de trabalhadores desiludidos com a esquerda que passaram a ver nos imigrantes uma ameaça a seu emprego.
Em 2002, a esquerda estava descontente com as políticas liberais do então primeiro-ministro socialista, Lionel Jospin. Muitos esquerdistas votaram na extrema esquerda no primeiro turno. Isso tirou os socialistas do segundo turno, levando o líder histórico da extrema direita francesa, Jean-Marie Le Pen, para a votação final, com 17% dos votos.
No primeiro turno da eleição de François Hollande, em 22 de abril de 2012, Marine obteve 18% dos votos, superando a votação do pai. Ela trouxe um rosto e um ar mais respeitável à extrema direita. É aí que mora o perigo, na "banalização do mal", como advertiu a filósofa judia alemã Hannah Arendt em As Origens do Totalitarismo.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Fillon cria novo grupo parlamentar na França
O maior partido de centro-direita da França está à beira de implosão. Depois de perder uma eleição contestada pela liderança da União por um Movimento Popular, o ex-primeiro-ministro François Fillon anunciou hoje a formação de um novo grupo parlamentar na Assembleia Nacional da França, um primeiro passo para formar um novo partido.
Fillon e o novo líder da UMP, Jean-François Copé, devem se reunir com o ex-presidente Nicolas Sarkozy para tentar contornar o problema. Até agora, Sarkozy propunha a realização de uma segunda votação, mas a sugestão foi rejeitada por Copé.
Fillon e o novo líder da UMP, Jean-François Copé, devem se reunir com o ex-presidente Nicolas Sarkozy para tentar contornar o problema. Até agora, Sarkozy propunha a realização de uma segunda votação, mas a sugestão foi rejeitada por Copé.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Copé é declarado novo líder da UMP na França
Apesar dos protestos do ex-primeiro-ministro François Fillon, a comissão nacional de recursos da União por um Movimento Popular, principal partido de centro-direita da França, declarou Jean-François Copé como vencedor da eleição interna pela liderança com 955 votos de vantagem. Fillon ameaça recorrer à Justiça.
A guerra interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy está fazendo a alegria dos humoristas e das redes sociais na França, registra o jornal semanal Courrier International.
A guerra interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy está fazendo a alegria dos humoristas e das redes sociais na França, registra o jornal semanal Courrier International.
domingo, 25 de novembro de 2012
Fillon vai à Justiça para liderar centro-direita na França
Com o fim da tentativa de mediação do ex-primeiro-ministro Alain Juppé, o ex-primeiro-ministro François Fillon promete recorrer à Justiça para resolver o conflito criado pela eleição de Jean-Francois Copé para a presidência da União por um Movimento Popular (UMP), maior partido de direita da França.
Copé ganhou a eleição interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy por apenas 98 votos. Os partidários de Fillon rejeitaram o resultado, alegando que não foram contados votos dados no exterior, nas províncias ultramarinhas francesas.
"Constatando que suas posições não foram aceitas, o prefeito de Bordeaux considera que as condições para uma mediação não estão reunidas. Em consequência, ele considera sua missão concluída", diz a nota divulgada por Juppé, citada no jornal Le Monde.
A centro-direita francesa tem uma longa tradição de divisões internas causadas pelo conflito de seus líderes, como Valéry Giscard d'Estaing contra Jacques Chirac, Edouard Balladur contra Chirac, Nicolas Sarkozy contra Dominique de Villepin.
Quem ganha é o Partido Socialista, que ficou 14 anos no poder com François Mitterrand (1981-95) e inicia um novo quinquênio com o discreto e pouco carismático François Hollande, que se elegeu fundamentalmente como anti-Sarkozy.
Copé ganhou a eleição interna do partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy por apenas 98 votos. Os partidários de Fillon rejeitaram o resultado, alegando que não foram contados votos dados no exterior, nas províncias ultramarinhas francesas.
"Constatando que suas posições não foram aceitas, o prefeito de Bordeaux considera que as condições para uma mediação não estão reunidas. Em consequência, ele considera sua missão concluída", diz a nota divulgada por Juppé, citada no jornal Le Monde.
A centro-direita francesa tem uma longa tradição de divisões internas causadas pelo conflito de seus líderes, como Valéry Giscard d'Estaing contra Jacques Chirac, Edouard Balladur contra Chirac, Nicolas Sarkozy contra Dominique de Villepin.
Quem ganha é o Partido Socialista, que ficou 14 anos no poder com François Mitterrand (1981-95) e inicia um novo quinquênio com o discreto e pouco carismático François Hollande, que se elegeu fundamentalmente como anti-Sarkozy.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Centro-direita francesa se divide na eleição de líder
Com uma vantagem de apenas 98 votos e 50,03% do total, Jean-François Copé foi eleito ontem novo líder da União por um Movimento Popular (UMP), partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, derrotando o ex-primeiro-ministro François Fillon. Para unir o partido rachado ao meio, ofereceu a vice-presidência a Fillon, que contesta o resultado.
No domingo à noite, os dois candidatos cantaram a vitória. Com a vitória consumado, num gesto de conciliação, Copé disse que estendia a mão para o rival: "Já é tempo que a oposição republicana que encarnamos comece a trabalhar. É com este espírito que peço a Fillon que se junte a mim. Estou de mãos e braços abertos", reportou o jornal Le Monde.
Diante do avanço da neofascista Frente Nacional, que obteve 18% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial de 2012 depois de chegar ao segundo turno em 2002, alguns observadores temem o fim da UMP.
A adoção do discurso da extrema direita por Sarkozy na luta pela reeleição favorece os adversários. Na opinião do cientista político Dominique Reynié, isso ameaça implodir o partido.
O ex-ministro Jean-Louis Borloo, líder do partido centrista União de Democratas e Independentes (UDI), comentou que "a ilusão de um partido único que tenta reunir a direita sem complexos, a direita moderada e a centro-direita não se sustenta mais".
A UMP foi fundada em 2002 para garantir uma maioria parlamentar estável para o segundo governo Jacques Chirac (2002-7), que no primeiro mandato (1995-2002) fora obrigado a "coabitar" com o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, reagrupando as direitas centrista, gaulista e liberal.
No domingo à noite, os dois candidatos cantaram a vitória. Com a vitória consumado, num gesto de conciliação, Copé disse que estendia a mão para o rival: "Já é tempo que a oposição republicana que encarnamos comece a trabalhar. É com este espírito que peço a Fillon que se junte a mim. Estou de mãos e braços abertos", reportou o jornal Le Monde.
Diante do avanço da neofascista Frente Nacional, que obteve 18% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial de 2012 depois de chegar ao segundo turno em 2002, alguns observadores temem o fim da UMP.
A adoção do discurso da extrema direita por Sarkozy na luta pela reeleição favorece os adversários. Na opinião do cientista político Dominique Reynié, isso ameaça implodir o partido.
O ex-ministro Jean-Louis Borloo, líder do partido centrista União de Democratas e Independentes (UDI), comentou que "a ilusão de um partido único que tenta reunir a direita sem complexos, a direita moderada e a centro-direita não se sustenta mais".
A UMP foi fundada em 2002 para garantir uma maioria parlamentar estável para o segundo governo Jacques Chirac (2002-7), que no primeiro mandato (1995-2002) fora obrigado a "coabitar" com o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, reagrupando as direitas centrista, gaulista e liberal.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
UMP não fará alianças com esquerda e ultradireita
A União por um Movimento Popular (UMP), partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, declarou hoje que não vai apoiar candidatos nas disputas do segundo turno das eleições legislativas da França entre a esquerda e a Frente Nacional, de extrema direita.
Os resultados do primeiro turno, realizado ontem, com 47% dos votos para partidos de esquerda e 35% para os de centro-direita e 13,6% para a FN, indicam que o presidente socialista François Hollande, eleito em 6 de maio de 2012, terá maioria na futura Assembleia Nacional.
O segundo turno será realizado no próximo domingo, 17 de junho.
Os resultados do primeiro turno, realizado ontem, com 47% dos votos para partidos de esquerda e 35% para os de centro-direita e 13,6% para a FN, indicam que o presidente socialista François Hollande, eleito em 6 de maio de 2012, terá maioria na futura Assembleia Nacional.
O segundo turno será realizado no próximo domingo, 17 de junho.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Esquerda lidera pesquisa sobre eleições na França
A cinco dias do primeiro turno das eleições parlamentares na França, uma pesquisa aponta a vitória da esquerda, mas o Partido Socialista terá de formar uma coalizão para ter maioria na Assembleia Nacional.
No primeiro turno, neste domingo, a aliança de centro-direita liderada pela União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, ganharia com 34% dos votos contra 32,5% para a coligação chefiada pelo PS, indica a sondagem realizada pelo instituto Ipsos e a empresa Logica Business Consulting para a Radio France.
Se foram somados os 7% da Frente de Esquerda e os 6% dos Verdes, que devem apoiar os candidatos socialistas no segundo turno, a esquerda passa à frente com 45,5%. Já a coligação de centro-direita não deve fazer acordo com a Frente Nacional, de extrema direita, que deve receber 14% dos votos.
Assim, a nova Assembleia Nacional, de 577 cadeiras, deve ter uma bancada esquerdista de 303 a 357 deputados, enquanto a direita elegeria de 227 a 270 parlamentares. Na pesquisa anterior, realizada em 25 e 26 de maio, a esquerda liderava por 45% a 35%, noticia o jornal Le Monde.
As eleições parlamentares francesas são realizadas sob o sistema de voto distrital com dois turnos. O país e suas colônias ultramarinas são divididos em 577 distritos. Em cada um deles, é realizada uma eleição diferente, em dois turnos. Se ninguém obtiver maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados se enfrentam num segundo turno. Isso permite a formação de coalizões entre os dois turnos.
No primeiro turno, neste domingo, a aliança de centro-direita liderada pela União por um Movimento Popular (UMP), do ex-presidente Nicolas Sarkozy, ganharia com 34% dos votos contra 32,5% para a coligação chefiada pelo PS, indica a sondagem realizada pelo instituto Ipsos e a empresa Logica Business Consulting para a Radio France.
Se foram somados os 7% da Frente de Esquerda e os 6% dos Verdes, que devem apoiar os candidatos socialistas no segundo turno, a esquerda passa à frente com 45,5%. Já a coligação de centro-direita não deve fazer acordo com a Frente Nacional, de extrema direita, que deve receber 14% dos votos.
Assim, a nova Assembleia Nacional, de 577 cadeiras, deve ter uma bancada esquerdista de 303 a 357 deputados, enquanto a direita elegeria de 227 a 270 parlamentares. Na pesquisa anterior, realizada em 25 e 26 de maio, a esquerda liderava por 45% a 35%, noticia o jornal Le Monde.
As eleições parlamentares francesas são realizadas sob o sistema de voto distrital com dois turnos. O país e suas colônias ultramarinas são divididos em 577 distritos. Em cada um deles, é realizada uma eleição diferente, em dois turnos. Se ninguém obtiver maioria absoluta no primeiro turno, os dois mais votados se enfrentam num segundo turno. Isso permite a formação de coalizões entre os dois turnos.
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