O último dos principais líderes da campanha para retirar o Reino Unido da União Europeia, o ministro da Justiça, Michael Gove, foi eliminado hoje da disputa pela liderança do Partido Conservador e da chefia do governo. A partir de 9 de setembro, o país terá sua segunda primeira-ministra, depois de Margaret Thatcher (1979-90).
Na segunda votação entre os 330 deputados da bancada conservadora da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, a favorita, a ministra do Interior, Theresa May, obteve 199 votos contra 84 para a ministra da Energia, Andrea Leadsom, e 46 votos para Gove. O último colocado é eliminado automaticamente.
Agora, Theresa May e Andrea Leadsom disputam os votos dos 150 mil filiados do partido. May tem a seu favor a longa experiência. Leadsom vai alegar que a rival não fez campanha pela saída da UE. A ministra do Interior, considerada eurocética, ficou ao lado do primeiro-ministro David Cameron por uma questão de lealdade. Isso pode ser decisivo.
Na derrota, Gove tentou ser magnânimo, depois de ser acusado de trair o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, o principal líder da campanha da Brexit (Britain exit, saída britânica): "Espero que nas próximas semanas possamos ter um debate sobre o futuro deste país, tendo em vista aqueles que mais necessitam do Estado."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 7 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Theresa May sai na frente na disputa pela liderança conservadora
A ministra do Interior, Theresa May, confirmou seu favoritismo na primeira rodada de votação para escolha do novo líder do Partido Conservador, que será automaticamente o novo primeiro-ministro do Reino Unido. Ela conquistou a metade dos votos da bancada do partido na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Theresa May recebeu 165 votos contra 66 para a ministra da Energia, Andrea Leadsom, 48 para o ministro da Justiça, Michael Gove, 34 para o deputado Stephen Crabb e 16 para o ex-ministro da Defesa Liam Fox. O último colocado foi eliminado e decidiu apoiar Theresa. Crabb abandonou a disputa e também vai apoiar a favorita.
Quando restarem apenas dois candidatos, a votação será aberta para todos os filiados do partido. Como Gove está sendo visto como traidor do ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que liderou a campanha para deixar a União Europeia e era o favorito, é provável que o Reino Unido tenha sua segunda primeira-ministra, depois de Margaret Thatcher (1979-90).
Theresa May recebeu 165 votos contra 66 para a ministra da Energia, Andrea Leadsom, 48 para o ministro da Justiça, Michael Gove, 34 para o deputado Stephen Crabb e 16 para o ex-ministro da Defesa Liam Fox. O último colocado foi eliminado e decidiu apoiar Theresa. Crabb abandonou a disputa e também vai apoiar a favorita.
Quando restarem apenas dois candidatos, a votação será aberta para todos os filiados do partido. Como Gove está sendo visto como traidor do ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que liderou a campanha para deixar a União Europeia e era o favorito, é provável que o Reino Unido tenha sua segunda primeira-ministra, depois de Margaret Thatcher (1979-90).
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Regime comunista do Laos anuncia mudança de liderança
O Partido Comunista do Laos, no poder desde 1975, anunciou hoje a composição do novo Comitê Central. Tanto o atual o presidente do país e secretário-geral do partido, Choummaly Sayasone, nestes cargos desde 2006, quanto o primeiro-ministro Thongsing Thammavong, estão fora. Isso indica uma mudança de liderança, informou a agência Reuters.
A expectativa é que o atual vice-presidente, Bounnhang Vorachit, seja o novo líder do partido, enquanto a presidente da Assembleia Nacional e ex-presidente do Banco Central, Pany Yathotu, é a favorita para chefiar o governo. A troca de liderança do PC a cada dez anos, a exemplo do que adotou a China, cria uma certa ordem na luta interna pelo poder.
Com o apoio da cada vez mais rica e poderosa vizinha China, o Laos, um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, investe na modernização da infraestrutura e na construção de barragens.
Nos últimos anos, o país se apresenta como um corredor entre a China e o Sudeste Asiático para aproveitar o desenvolvimento econômico dos vizinhos. A competição entre China, EUA, Índia e Japão por influência na região aumenta o poder de barganha do Laos, historicamente tratado como uma quase colônia ou zona de segurança, contribuindo para seu isolamento e subdesenvolvimento.
Cercado por montanhas e vizinhos poderosos como a China, o Vietnã, o Camboja, Mianmar e a Tailândia, desde que se tornou independente no século 14, foi objeto de invasões do Vietnã, a leste; do reino de Mianmar, ao norte; do Sião (hoje Tailândia), a oeste; e do colonialismo francês de 1893 a 1954. Sempre dependeu dos vizinhos para proteção, acesso ao mar e comércio.
Do fim da Indochina Francesa até o fim dos anos 1980s, o Vietnã foi essa potência regional. A partir de então, o governo de Vientiane tenta diversificar a economia e ter uma política externa mais independente.
A expectativa é que o atual vice-presidente, Bounnhang Vorachit, seja o novo líder do partido, enquanto a presidente da Assembleia Nacional e ex-presidente do Banco Central, Pany Yathotu, é a favorita para chefiar o governo. A troca de liderança do PC a cada dez anos, a exemplo do que adotou a China, cria uma certa ordem na luta interna pelo poder.
Com o apoio da cada vez mais rica e poderosa vizinha China, o Laos, um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, investe na modernização da infraestrutura e na construção de barragens.
Nos últimos anos, o país se apresenta como um corredor entre a China e o Sudeste Asiático para aproveitar o desenvolvimento econômico dos vizinhos. A competição entre China, EUA, Índia e Japão por influência na região aumenta o poder de barganha do Laos, historicamente tratado como uma quase colônia ou zona de segurança, contribuindo para seu isolamento e subdesenvolvimento.
Cercado por montanhas e vizinhos poderosos como a China, o Vietnã, o Camboja, Mianmar e a Tailândia, desde que se tornou independente no século 14, foi objeto de invasões do Vietnã, a leste; do reino de Mianmar, ao norte; do Sião (hoje Tailândia), a oeste; e do colonialismo francês de 1893 a 1954. Sempre dependeu dos vizinhos para proteção, acesso ao mar e comércio.
Do fim da Indochina Francesa até o fim dos anos 1980s, o Vietnã foi essa potência regional. A partir de então, o governo de Vientiane tenta diversificar a economia e ter uma política externa mais independente.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Sarkozy é candidato a líder do partido gaulista
Em uma tentativa de relançar sua carreira política depois da derrota para François Hollande na eleição presidencial de 2007, o ex-presidentef Nicolas Sarkozy anunciou há pouco a intenção de se candidatar à presidência da União por um Movimento Popular (UMP), principal partido de centro-direita da França na linha política do presidente Charles de Gaulle, que refundou o país no pós-guerra.
Com a queda da popularidade de Hollande para apenas 13% do eleitorado, a menor de um presidente francês desde 1958, a UMP tem grandes expectativas de retomar o Palácio do Eliseu em 2017.
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