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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

 ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefiaria um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial e terminou a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos. Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". 

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson, que assumira depois do assassinato de John Kennedy, em 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

Sua esmagadora derrota ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis e o projeto Grande Sociedade, marcas da política social de Johnson. Mas sua pregação está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que levaria à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich, que empurraram o partido para a direita.

Como veterano líder do partido, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment no Escândalo de Watergate, o que levou à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968, em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos, conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinaram um acordo que viabiliza a retirada das forças americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de 58 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demorou a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Cometeu suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram aumentadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade política do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás faz o presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente não pode censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Alabama rejeita pedido de recontagem de votos de juiz pedófilo

O estado do Alabama certificou ontem a vitória do candidato democrata Doug Jones na eleição para preencher a vaga aberta no Senado dos Estados Unidos pela nomeação de Jeff Sessions como ministro da Justiça, rejeitando o pedido de recontagem dos votos feito pelo ex-desembargador Roy Moore, acusado de pedofilia durante a campanha eleitoral.

Com o escândalo, Moore perdeu por 22 mil votos e Jones conquistou a primeira vitória de um democrata para representar o Alabama no Senado desde 1992, numa grande derrota para o presidente Donald Trump, que se empenhou diretamente na campanha do pedófilo, ignorando as acusações de crimes sexuais contra menores.

Moore não aceitou o resultado e recorreu às autoridades eleitorais apresentando-se como vítima de "fraude eleitoral sistemática". Seus partidários acusaram o secretário de Estado do Alabama, John Merrill, do Partido Republicano de ignorar provas e destruí-las.

Em resposta, Merrill afirmou que o estado não guarda nenhum registro dos votos eletrônicos, mas guarda as cópias em papel para uma possível recontagem e desafiou qualquer pessoa a apontar indícios consistentes de fraude em qualquer eleição no Alabama.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Evangélico pedófilo aliado de Trump perde eleição no Alabama

O candidato democrata Doug Jones foi eleito para o Senado dos Estados Unidos pelo estado do Alabama, vencendo o ex-juiz evangélico Roy Moore, aliado do presidente Donald Trump, acusado pedofilia por várias mulheres durante a campanha eleitoral.

Foi a primeira vitória democrata para o Senado no Alabama desde 1972 e o senador eleito naquele ano aderiu ao Partido Republicano dois anos depois. A derrota reduz a maioria republicana no Senado para dois votos (51-49), dificultando a aprovação das propostas legislativas do governo Trump. O presidente apoiou outro candidato na eleição primária republicana, mas resolveu ficar com Moore, apesar das denúncias de crimes sexuais.

Como o resultado foi apertado, Moore recusou-se a reconhecer a derrota, argumentando que, quando a diferença é de 1%, os votos devem ser recontados. Na realidade, a lei do Alabama prevê a recontagem quando a diferença for de até 0,5% ou quando um candidato pedir e pagar.

Com 99% da apuração concluída, a diferença é de 1,5% dos votos apurados. A vantagem do democrata é menor do que os 22.783 votos, cerca de 1,7%, preenchidos à mão por republicanos que se recusaram a votar em Moore.

Quando Trump nomeou o então senador Jeff Sessions para secretário da Justiça, ninguém poderia imaginar que os republicanos perderiam uma eleição no estado, um dos mais pobres e conservadores dos EUA. Mas o candidato errado ganhou a eleição prévia e se negou a desistir quando foi desmoralizado.

Durante a campanha, uma mulher revelou ter sido molestada sexualmente por Moore quando ela tinha 14 anos e ele 32, em reportagem publicada no jornal The Washington Post. Várias outras mulheres fizeram acusações semelhantes.

O ex-desembargador, afastado duas vezes do Tribunal de Justiça do Alabama por querer colocar os Dez Mandamentos do cristianismo dentro da corte, negou tudo. Alegou se tratar de uma conspiração esquerdista para desmoralizá-lo.

Mesmo assim, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, outros dirigentes do Partido Republicano e até Ivanka Trump, filha do presidente, declararam que acreditavam nas mulheres. Eles não conseguiram convencer Trump a abandonar Moore, o que o pressionaria a desistir da candidatura.

Trump entrou pessoalmente na campanha e insistiu que a eleição de um republicano era fundamental para manter a maioria do partido no Senado. Foi uma derrota pessoal.

Outro grande perdedor foi o ex-chefe de campanha e ex-estrategista de Trump na Casa Branca, Steve Bannon, um guru do ultranacionalismo e antiglobalismo da ultradireita, que apoiou Moore desde a primária.

Trump é acusado de abuso sexual por pelo menos dez mulheres. Anos atrás, nos bastidores de um programa de televisão, ele fez comentários revelados durante a campanha em que se gabava de apalpar os órgãos sexuais de mulheres que não reagiriam negativamente porque ele é rico e famoso.

Apesar do escândalo, Trump foi eleito. Com a onda de denúncias de crimes sexuais cometidos pelo produtor de cinema Harvey Weinstein, magnatas de Hollywood, jornalistas, chefs de cozinha e outras celebridades caíram do pedestal e estão sendo processados por assédio sexual.

Os políticos foram os últimos. Sob pressão das bancadas femininas, o senador Al Franken renunciou ao mandato na semana passada. E agora as mulheres que acusam Trump voltaram as manchetes e insistem que o presidente seja investigado por crimes sexuais.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Acusações de crime sexual derrubam candidatura ao Senado dos EUA

O líder do Partido Republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, pediu hoje ao juiz ultraconservador aposentado Roy Moore que retire sua candidatura ao Senado pelo estado do Alabama. Cinco mulheres o acusaram de as molestar sexualmente quando eram menores de idade.

Leigh Corfman tinha 14 anos e Moore 32, em 1979. Em reportagem publicada na semana passada pelo jornal The Washington Post, Corfman, hoje com 53 anos, revelou detalhes de como foi levada para uma casa no meio do mata, despida e submetida a abusos por um homem muito mais velho.

Moore nega as acusações, mas McConnell disse hoje sem hesitar: "Eu acredito na mulher." Outras três mulheres ouvidas na reportagem contaram ter sido abordadas por Moore com intenções libidinosas.

O candidato reagiu pelo Twitter: "A pessoa que tem de sair é o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell. Ele levou os conservadores ao fracasso e deve ser substituído."

Hoje, uma quinta mulher, Beverly Young Nelson, denunciou avanços sexuais de Moore quando ela era adolescente. Chorando, contou na televisão ter sido abusada sexualmente numa sala. Quando tentou fugir, ele trancou a porta e continuou o abuso. "Eu estava aterrorizada. Pensei que ela ia me estuprar. Em algum momento, desistiu."

Mais uma vez, o candidato manteve o tom da campanha e reivindicou a superioridade moral: "As forças do mal vão mentir, enganar, roubar - até mesmo infligir danos físicos - se acreditarem que vão silenciar cristãos conservadores como eu e você."

Mesmo que Moore desista, seu nome estará na cédula na eleição de 12 de dezembro, para preencher a vaga aberta com a nomeação do senador Jeff Sessions para ministro da Justiça do governo Donald Trump. Uma alternativa é Luther Strange, derrotado por Moore na eleição primária do partido.

O Alabama é um dos estados mais conservadores e pobres dos EUA, com grande população rural. Talvez o eleitorado mais à direita ainda prefira Moore a Doug Jones, um democrata a favor do aborto. Neste caso, ele poderia ser expulso do partido ou cassado por maioria de dois terços de seus colegas de Senado.

Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Alabama, Moore foi afastado porque insistia em manter uma cópia dos dez mandamentos em exposição na parede. Durante a eleição primária, contou com o apoio decidido dos eleitores evangélicos para superar os US$ 10 milhões gastos por aliados de McConnell.

O presidente Trump apoiou Strange, enquanto o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, fez campanha para Moore. Ideólogo do trumpismo, Bannon é ultranacionaislita, contra a globalização, contra a imigração e contra o livre comércio. Quer derrubar McConnell e pretende apresentar candidatos orientados por suas ideias nas eleições primárias republicanas para conquistar o coração do partido e pressioná-lo a seguir a agenda de Trump.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Trump culpa Congresso por problema nas relações com a Rússia

Em sua metralhadora giratória no Twitter, um dia depois de sancionar uma lei impondo novas sanções à Rússia, o presidente Donald Trump culpou o Congresso dos Estados Unidos pela deterioração nas relações entre os dois países.

Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.

"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Michael Gove é eliminado da disputa pela liderança conservadora

O último dos principais líderes da campanha para retirar o Reino Unido da União Europeia, o ministro da Justiça, Michael Gove, foi eliminado hoje da disputa pela liderança do Partido Conservador e da chefia do governo. A partir de 9 de setembro, o país terá sua segunda primeira-ministra, depois de Margaret Thatcher (1979-90).

Na segunda votação entre os 330 deputados da bancada conservadora da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, a favorita, a ministra do Interior, Theresa May, obteve 199 votos contra 84 para a ministra da Energia, Andrea Leadsom, e 46 votos para Gove. O último colocado é eliminado automaticamente.

Agora, Theresa May e Andrea Leadsom disputam os votos dos 150 mil filiados do partido. May tem a seu favor a longa experiência. Leadsom vai alegar que a rival não fez campanha pela saída da UE. A ministra do Interior, considerada eurocética, ficou ao lado do primeiro-ministro David Cameron por uma questão de lealdade. Isso pode ser decisivo.

Na derrota, Gove tentou ser magnânimo, depois de ser acusado de trair o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, o principal líder da campanha da Brexit (Britain exit, saída britânica): "Espero que nas próximas semanas possamos ter um debate sobre o futuro deste país, tendo em vista aqueles que mais necessitam do Estado."

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Theresa May sai na frente na disputa pela liderança conservadora

A ministra do Interior, Theresa May, confirmou seu favoritismo na primeira rodada de votação para escolha do novo líder do Partido Conservador, que será automaticamente o novo primeiro-ministro do Reino Unido. Ela conquistou a metade dos votos da bancada do partido na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Theresa May recebeu 165 votos contra 66 para a ministra da Energia, Andrea Leadsom, 48 para o ministro da Justiça, Michael Gove, 34 para o deputado Stephen Crabb e 16 para o ex-ministro da Defesa Liam Fox. O último colocado foi eliminado e decidiu apoiar Theresa. Crabb abandonou a disputa e também vai apoiar a favorita.

Quando restarem apenas dois candidatos, a votação será aberta para todos os filiados do partido. Como Gove está sendo visto como traidor do ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que liderou a campanha para deixar a União Europeia e era o favorito, é provável que o Reino Unido tenha sua segunda primeira-ministra, depois de Margaret Thatcher (1979-90).

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sadiq Khan é eleito primeiro prefeito muçulmano de Londres

O advogado Sadiq Khan, de 45 anos, foi eleito primeiro prefeito muçulmano da capital do Reino Unido e de um grande país do Ocidente, anunciou há pouco o Partido Trabalhista britânico. Ele derrotou o judeu conservador Zac Goldsmith e vai substituir o também conservador Boris Johnson.

No fim da contagem, Khan obteve 1.310.143 votos contra 994.614 votos para Goldsmith, acabando com um controle de oito anos do Partido Conservador sobre o governo municipal de Londres. O atual prefeito, Boris Johnson, sai para se dedicar à campanha para o país deixar a Uniao Europeia no referendo convocado para 23 de junho.

Filho de uma família paquistanesa, Sadiq Khan nasceu em Tooting, o bairro de Londres que representa na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

Seu pai era motorista de ônibus e a mãe costureira. Eram oito irmãos e uma irmã. A família dividia um apartamento público de três quartos num conjunto habitacional de subúrbio.

Sadiq frequentou escolas públicas, estudou direito e trabalhava defensor dos direitos humanos. A família manda dinheiro para parentes no Paquistão porque "vivemos neste país maravilhoso", disse Khan na campanha.

No discurso da vitória, o novo prefeito afirmou ter uma "ambição ardente" de que cada cidadão de Londres tenha as mesmas oportunidades que ele teve: "A oportunidade não só de sobreviver, mas de prosperar. A oportunidade de acreditar num futuro melhor para você e sua família."

Vereador de Tooting a partir de 1994, ele se elegeu para a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico em 2005. Foi ministro das Comunidades e dos Transportes no governo Gordon Brown.

Em 2013, Khan revelou a intenção se candidatar a prefeito. No ano passado, ganhou a eleição prévia do partido. É considerado um social-democrata da ala moderada do partido.

Na emoção da vitória, fez uma homenagem ao pai, o imigrante paquistanês Amanullah Khan: "Ele estaria tão orgulhoso de que a cidade que escolheu para ser sua casa agora escolheu um de seus filhos para ser prefeito."

Com 40% de seus habitantes nascidos no exterior, Londres é considerada hoje a cidade mais cosmopolita do mundo inteiro. Cerca de 12% dos londrinos são muçulmanos.

Se obteve uma grande vitória na capital nas eleições municipais de hoje, na Escócia, o Partido Trabalhista caiu para terceiro lugar, atrás do Partido Nacional Escocês e do Partido Conservador. Desde o plebiscito sobre a independência da Escócia, em 2014, o partido nacionalista, de centro-esquerda, tomou parte do eleitorado trabalhista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ex-candidato a vice-presidente é eleito presidente da Câmara nos EUA

O deputado conservador Paul Ryan, candidato a vice-presidente em 2010, um dos líderes do movimento radical de direita Festa do Chá, foi eleito hoje presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Ryan recebeu 236 votos contra 184 para a deputada Nancy Pelosi, que presidiu a Câmara quando o Partido Democrata tinha maioria. Três democratas não votaram nela. Nove republicanos votaram no deputado Daniel Webster.

Ao aceitar a candidatura depois de alguma relutância, Ryan exigiu o fim das divisões da bancada do Partido Republicano, de 247 deputados, que infernizou a vida de John Boehner até ele decidir deixar a Presidência da Câmara.

Segundo homem na linha de sucessão do presidente, o presidente da Câmara é hoje o cargo mais importante ocupado pela oposição republicana.

O novo presidente da Câmara defende uma ampla reforma do sistema de impostos, é contra o programa para universalizar o acesso à saúde do governo Barack Obama e gostaria de revisar profundamente os programas federais de combate à pobreza. É casado, pai de três filhos e gosta de correr maratonas.

"Ele usa a palavra pobreza e faz com que todos pensem que é um cara legal", criticou a deputada democrata Marcia Fudge. "Sua posição é que o governo federal permite que as pessoas continuem na miséria. Então, quer acabar com todos os programas para que os pobres descobram outras saídas."

A Convenção da Liberdade na Câmara, um grupo de 40 radicais de direita, pressiona Ryan a dar mais poder ao baixo clero. Esse grupo derrubou Boehner e vetou a candidatura do líder da maioria republicana, deputado Kevin McCarthy. O novo presidente prometeu só levar à votação em plenário projetos que tenham maioria dentro da bancada republicana.

sábado, 12 de setembro de 2015

Velha esquerda volta a liderar Partido Trabalhista britânico

Numa vitória prevista pelas pesquisas, mas totalmente inesperada quando a campanha começou, o deputado esquerdista Jeremy Corbyn foi eleito novo líder do Partido Trabalhista do Reino Unido. Ele é comparado a Michael Foot, que chefiou o partido de 1980 a 1983, na era Margaret Thatcher, levando-o muito para à esquerda a ponto de torná-lo inelegível.

Com 59,5% dos 422.664 votos de militantes trabalhistas, Corbyn obteve uma vitória esmagadora sobre os rivais Andy Burham (19%), Yvette Cooper (17%) e Liz Kendall (4,5%) no primeiro turno. O vice-líder Tom Watson foi escolhido depois de três rodadas de votação.

A eleição foi provocada pela derrota trabalhista sob a liderança de Ed Miliband nas eleições de 7 de maio, quando o Partido Conservador conquistou a maioria absoluta na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico pela primeira vez desde 1992.

"Eles estão fartos da desigualdade, da injustiça, da pobreza desnecessária. Todas essas questões despertaram um espírito de esperança e otimismo", declarou o novo líder no  discurso da vitória. "Meu primeiro ato como líder do partido será participar da manifestação de hoje à tarde em apoio aos refugiados."

A marcha Refugiados são Bem-Vindos Aqui foi realizada hoje em Londres em protesto contra o governo conservador do primeiro-ministro David Cameron, que admitiu receber somente 20 mil refugiados nos próximos cinco anos. Como pelo menos 4 milhões de sírios fugiram do país por causa da guerra civil, os 160 mil que a União Europeia se propõem a acolher são poucos diante do total.

Sob pressão da direita conservadora e do eurocético Partido da Independência do Reino Unido, Cameron rejeita cotas para distribuir os refugiados de acordo na Europa com a população de cada país da UE.

Corbyn se define como socialista democrático. Desde 1983, é deputado da Câmara dos Comuns, eleito pelo distrito de Islington North, em Londres. Prometeu um partido "includente, mais engajado e mais democrático" para "moldar o futuro de todos neste país".

Político da esquerda tradicional, baseado em princípios, ao longo de sua carreira de deputado, votou mais de 500 vezes contra a orientação da liderança do Partido Trabalhista. Como líder, terá de convencer os rebeldes a convencer sua orientação.

A corrente do Neotrabalhismo liderada pelos ex-primeiros-ministros Tony Blair e Gordon Brown se opôs tenazmente à candidatura Corbyn, mas não teve força para deter sua avalanche. O ex-ministro e ex-diretor de comunicações do partido Peter Mandelson, adverte que Corbyn representa uma volta à velha esquerda capaz de destruir o partido.

Blair chegou à liderança do trabalhismo em 1994 e revogou a Cláusula 4 do estatuto do partido, que previa a estatização dos meios de produção. Ao enterrar o socialismo, levou o partido para o centro tentando aproximá-lo da comunidade de negócios e torná-lo mais aceitável pela classe média e mais elegível.

Em 1997, Blair encerrava um período de 18 anos de governos conservadores, a era de Margaret Thatcher, que em 1990 foi substituída por John Major. Blair ganhou três eleições, mas em 2005 estava desgastado pelo apoio à invasão do Iraque pelos Estados Unidos ordenada por George W. Bush em 2003.

Em 2007, Blair foi substituído por seu ministro das Finanças, Gordon Brown, atropelado pela crise financeira internacional de 2008.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sepp Blatter é reeleito presidente da FIFA em meio a escândalo

Apesar das denúncias de corrupção que pesam sobre a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo), o presidente da entidade, Joseph Blatter, foi reeleito hoje com a desistência do único desafiante, o príncipe jordaniano Ali ben Hussein.

Na primeira votação, Blatter, chefão da FIFA desde 1998, obteve 133 votos, menos do que os dois terços das 209 federações associadas. Sua vitória é mais uma página sombria na história do futebol mundial.

Há dois dias, sete dirigentes da FIFA foram presos em Genebra, na Suíça, a pedido do governo dos Estados Unidos, inclusive o ex-presidente da CBF José Maria Marin, sob a acusação de corrupção e fraude nas votações para escolha dos países organizadores das Copas do Mundo de 2010, 2018 e 2022 e na venda dos direitos de transmissão de torneios.

Na ocasião, a ministra da Justiça dos EUA, Loretta Lynch, prometeu "acabar com a corrupção no futebol mundial". Só lá o desvio de recursos para enriquecimento ilícito de dirigentes esportivos já comprovado chega a US$ 150 milhões, quase R$ 500 milhões.

Aqui no Brasil, a Polícia Federal abriu inquérito e o Senado deve criar uma Comissão Parlamento de Inquérito a pedido do agora senador Romário, marcando mais um gol de placa para a cartolagem. É uma oportunidade única para iniciar uma profunda reforma do futebol brasileiro e evitar novas humilhações como os 7-1 contra a Alemanha.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Okinawa elege governador contrário à base militar dos EUA

Um decidido oponente à presença militar dos Estados Unidos, Takeshi Onaga, ex-prefeito da cidade de Naha, foi eleito ontem governador da ilha de Okinawa, no Japão. O atual governador e candidato derrotado, Hirokazu Nakaima, admitia mudar a localização de uma base americana, mantendo-a na ilha.

O primeiro-ministro Shinzo Abe, que apoiou Nakaima, pode vetar qualquer decisão relativa à base americana, mas seria uma medida extremamente popular num momento de crise econômica. Abe pretende convocar eleições antecipadas para dezembro.

A presença militar americana em Okinawa é rejeitada pelos moradores da ilha por causa de diversos crimes, inclusive estupros, envolvendo os soldados dos EUA, que não estão sujeitos à lei japonesa. Os EUA mantém uma base militar em Okinawa desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

China adverte para risco de "caos" em Hong Kong

Em editorial, o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista da China, acusou ontem o movimento pela democracia em Hong Kong de "blasfêmia" contra o Estado de Direito e advetiu para o risco de "caos" no território, que tem o status de região autônoma.

O texto, observa no jornal The New York Times o ex-correspondente Chris Buckley, expulso pelo regime comunista chinês no ano passado, manifesta claramente a posição irredutível do governo e do partido, que não admitem fazer qualquer concessão democrática.

Quando venceu o ultimato dado pela Federação dos Estudantes de Hong Kong e seu líder Joshua Wong, de apenas 17 anos, para a renúncia do governador Leung Chun-ying, este anunciou a abertura de um diálogo sobre questões constitucionais. Para os sinólogos, é uma tentativa de ganhar tempo na esperança de que o movimento se esvazie por fadiga.

A Lei Básica, uma espécie de Constituição de Hong Kong, prevê a realização de eleições diretas para governador em 2017. Em agosto, o regime comunista indicou que vetaria os candidatos contrários a seus interesses, deflagrando os protestos, os maiores na China desde o massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.

Para o Diário do Povo, o movimento pela democracia é "ilegal" e está "fomentando um levante", "atacando a tradição do Estado de Direito em Hong Kong, rompendo a ordem social e perturbando a vida da população. Como restaurar a ordem em Hong Kong e trazê-la de volta a um curso normal tornou-se uma grande preocupação para todos."

Sob o argumento de que "democracia e Estado de Direito são inseparáveis", o PC chinês nega legitimidade ao movimento dos estudantes pela democracia, liberdade e direitos individuais. O próximo passo, se os protestos não cederem, pode ser o uso da força.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Governo de Hong Kong vai dialogar com estudantes

Minutos antes do fim do ultimato dado pelos estudantes para sua renúncia, o governador da região semiautônoma de Hong Kong, Leung Chen-ying, anuncia neste momento a abertura de um diálogo com a Federação dos Estudantes, que lidera uma onda de protestos para garantir a eleição democrática do próximo chefe de governo, em 2017.

O governador pediu que os manifestantes se contenham, mantendo a paz e a tranquilidade durante os protestos. O diálogo será realizado pela secretária de governo, Carrie Lam, uma espécie de chefe da Casa Civil do governo de Hong Kong, que tem estatuto de "região administrativa especial" na China.

A Lei Básica, uma espécie de Constituição, adotada quando a ex-colônia britânica foi devolvida à China, em 1997, prevê a eleição direta do governador em 2017. O atual foi escolhido por um comitê eleitoral formado por 1,2 mil pessoas considerado subserviente a Beijim. Em agosto de 2014, o governo central chinês em Beijim deixou claro que pode vetar candidaturas para a eleição direta, o que deflagrou os protestos.

É a maior manifestação contra o regime comunista chinês desde o massacre do movimento pela democracia e liberdade na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 1989. A democracia em Hong Kong e a esperança de democracia na China estão em jogo.

Ninguém acredita que a ditadura militar chinesa tenha mudado de posição e vá fazer qualquer concessão democrática, embora tenha prometido manter o sistema capitalista em Hong Kong durante pelo menos 50 anos a partir da devolução.

Até o momento, a China deixou o problema a cargo do governo local, mas declarou que o movimento é "ilegal". Ao abrir diálogo com os estudantes, os analistas acreditam que o governador tente ganhar tempo, apostando no esvaziamento progressivo das manifestações, que paralisam o centro da cidade e perturbam a vida da população.

Se nenhum lado ceder, a violência será inevitável - e a China vai se impor. Segunda maior economia do mundo, maior parceiro comercial do Brasil, qualquer que seja a instabilidade na China vai afetar o mundo inteiro.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Líder estudantil exige renúncia do governador de Hong Kong

Um dos líderes do movimento pela democracia deu um ultimato hoje, exigindo a renúncia do governador do território autônomo de Hong Kong, Leung Chun-ying, até amanhã, sob pena de "ocupar diversos prédios públicos".

O regime comunista chinês considera o protesto "ilegal". Até agora, confia na capacidade do governo local de controlá-lo. Mais de 20 pessoas foram presas em outras regiões para impedir a propagação do movimento pela democracia pelo resto da China.

Desde domingo, milhares de manifestantes ocuparam o centro da cidade, especialmente o distrito financeiro, para cobrar do governo central de Beijim o cumprimento da promessa de permitir a eleição direta do próximo governador, em 2017.

É a maior crise em Hong Kong desde que a ex-colônia britânica foi devolvida à China, em 1997. A mobilização lembra o movimento por democracia e liberdade na Praça da Paz Celestial, em Beijim, esmagado pelo Exército Popular de Libertação em junho de 1989, no episódio mais trágico da história do país depois da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

Atualmente, o governador é escolhido indiretamente por um comitê controlado pelo regime comunista. A partir de 2017, passará a ser eleito diretamente. Em agosto deste ano, o governo chinês revelou que os candidatos terão de ser aprovados por Beijim, o que provocou a revolta.

Hoje é a data nacional da República Popular da China, 65º aniversário da vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung. Sob pressão das autoridades chinesas, o governador parece apostar no esvaziamento da mobilização pela democracia em Hong Kong, que teria impacto sobre todo o país

Durante visita aos Estados Unidos, o ministro do Exterior da China, Wang Yi, advertiu que os protestos em Hong Kong são "uma questão interna". A seu lado, o secretário de Estado americano, John Kerry, apoiou o movimento pela democracia.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conclave para eleger novo papa começa em 12 de março

O Conclave do Sacro Colégio Cardinalício que vai eleger o substituto de Bento XVI vai começar na tarde de 12 de março de 2013, anunciou hoje o Vaticano.

Cento e quinze cardeais estão aptos a votar, sendo necessária uma maioria de dois terços. Os cardeais vão se isolar na Capela Sistina e votar quantas vezes forem necessárias.

No fim da apuração, os votos são destruídos. Se sair uma fumaça preta, é sinal de que ninguém obteve a maioria necessária. Quando sair a fumaça branca, a Igreja Católica terá um novo Sumo Pontífice.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Obama critica liberação de gastos em campanhas

No seu programa semanal de rádio transmitido via Internet, o presidente Barack Obama criticou hoje a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que acabou com limites para as contribuições de corporações a campanha eleitorais, considerando-a "devastadora".

A partir de agora, empresas e sindicatos podem financiar diretamente campanhas contra e a favor de candidatos. Antes, o dinheiro era entregue aos partidos, que faziam a distribuição.

Obama declarou que não consegue "pensar em nada mais devastador para o interesse público".

"Esta medida abre as comportas para que grupos de interesse gastem quantidade ilimitadas de dinheiro para influenciar nossa democracia", lamentou o presidente. "Dá aos lobistas novos instrumentos para gastar milhões em propaganda para convencer funcionários governamentais eleitos a votar de acordo com seus interesses e a puni-los se não votarem como eles querem."

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

McCain parte para o ataque contra Obama

Com uma postura muito mais agressiva, o senador John McCain acusou agora há pouco seu adversário na corrida à Casa Branca, o senador democrata Barack Obama, de fazer uma campanha baseada na luta de classes para "distribuir a riqueza" que conseguir tomar do povo americano com mais impostos.

No terceiro e último debate desta reta final da campanha para a eleição de 4 de novembro, realizado na Universidade Hofstra, em Hempstead, no estado de Nova Iorque, Obama foi mais racional e ponderado, acusando McCain de querer cortar impostos só para os ricos e de não coibir as agressões de seus partidários.

McCain saiu-se melhor na primeira meia hora do debate, que durou uma hora e meia, mas se mostrou raivoso e irritado a partir do momento em que o democrata questionou-o por causa dos ataques pessoais contra si. Na última meia hora, Obama foi melhor, além de parecer mais presidenciável.

Em pesquisa da rede de televisão americana CNN, 58% deram a vitória a Obama e apenas 31% a McCain, que perde assim a última grande chance de reverter a vantagem do candidato democrata.