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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Câmara dos EUA aprova segundo impeachment de Donald Trump

 Objetivo do Partido Democrata é tornar o atual presidente inelegível

Por 232 a 197 votos, com o apoio de 10 deputados republicanos, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos denunciou hoje o presidente Donald Trump por crime de responsabilidade ao incitar à insurreição que levou à invasão do Congresso em 6 de janeiro, quando cinco pessoas morreram. 

Trump será o primeiro presidente julgado duas vezes em processos de impeachment. Como ele deixa o cargo daqui a uma semana, o Partido Democrata quer torná-lo inelegível para cargos federais por toda a vida.

Leia mais em Quarentena News e veja o comentário no meu canal no You Tube:

domingo, 20 de dezembro de 2020

Congresso dos EUA chega a acordo sobre pacote econômico

 Depois de meses de divergências, os líderes dos dois partidos representados no Congresso dos Estados Unidos chegaram um acordo para aprovar um pacote de US$ 900 bilhões (R$ 4,574 trilhões) de estímulo à recuperação da maior economia do mundo e fortalecer o sistema de saúde no momento mais crítico da pandemia do coronavírus de 2019.

A proposta inclui nova ajuda federal aos lares americanos, às pequenas empresas e aos serviços de saúde, e para financiar o governo até 30 de setembro, quando termina o atual ano fiscal.

"Finalmente, temos o consenso bipartidário que o país precisa", declarou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata, Nancy Pelosi, e o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, descreveram o plano como "um pacote que dá os fundos necessários urgentemente para salvar vidas e os meios de subsistência do povo americano quando a pandemia se acelera." Mas o consideram insuficiente. Prometam aprovar novos gastos para o futuro governo Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro.

O projeto é o segundo maior plano de alívio econômico da história dos EUA. Deve ser aprovado nesta segunda-feira.

Em março, o Congresso aprovou a Lei dos Cuidados, de US$ 2,2 trilhões (R$ 11,18 trilhões), para ajudar os cidadãos e as empresas a enfrentar a covid-19. Depois, os democratas aprovaram na Câmara gastos de mais US$ 2,4 trilhões (R$ 12,2 trilhões), mas a proposta empacou no Senado, onde os republicanos consideravam desnecessário mais estímulo.

Por causa desta resistência dos republicanos e do governo Donald Trump, a proposta exclui ajuda a estados e municípios, sobrecarregados com as despesas extras da pandemia. O presidente alegou que não daria dinheiro a governantes democratas. Com a derrota na eleição de 3 de novembro, que não aceitou, Trump manobra claramente para negar fundos ao governo Biden e no futuro acusar o presidente eleito de incompetência e de fazer um governo pior do que o seu.

Cada adulto e criança com renda anual de até US$ 75 mil (R$ 381 mil) vai receber uma ajuda direta de US$ 600 (R$ 3.049). O programa de proteção a pequenas empresas vai dar empréstimos de US$ 284 bilhões (R$ 1,443 trilhão), doações de US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) a pequenas empresas e US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) a cinemas, teatros e instituições culturais. Os desempregados vão receber US$ 300 (R$ 1.524) por semana de ajuda suplementar. Este benefício começa em 27 de dezembro e vai até 14 de março.

Outros US$ 25 bilhões (R$ 127 bilhões) serão destinados a inquilinos com dificuldade de pagar o aluguel, que não poderão ser despejados até 31 de janeiro, US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) a ajuda alimentar e US$ 45 bilhões (R$ 228,68 bilhões) para o setor transportes, inclusive US$ 15 bilhões (R$ 76,23 bilhões) para as companhias aéreas arcarem com os custos das folhas de pagamento. As escolas e universidades levam US$ 82 bilhões (R$ 416,7 bilhões).

O pacote aprovado em março dava uma ajuda suplementar de US$ 600 (R$ 3.049) por semana aos desempregados, mas acabou no fim de julho. Pelo menos 20,6 milhões de trabalhadores recebem algum tipo de auxílio-desemprego hoje nos EUA.

Mais US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) serão destinados à compra de vacinas para "tornar as vacinas disponíveis de graça para quem precisar", US$ 8 bilhões (R$ 40,65 bilhões) para a distribuição de vacinas e US$ 20 bilhões (R$ 101,6 bilhões) para ajudar os estados a realizar testes de covid-19.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

EUA aprovam segunda vacina para uso emergencial

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos Estados Unidos, aprovou hoje a segunda vacina para uso emergencial no pais contra a doença do coronavírus de 2019, que será aplicada a partir de segunda-feira. 

A empresa de biotecnologia Moderna, com sede em Boston, deve entregar 5,9 milhões de doses na próxima semana e 20 milhões até o fim do ano. Elas se somam a 25 milhões de doses do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemão BioNTech.

Para dar o exemplo, o presidente Mike Pence, a presidente da Câmara dos Representantes, deputada Nancy Pelosi, e o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, tomaram a vacina diante das câmeras. O presidente eleito, Joe Biden, e sua vice-presidente, Kamala Harris, devem tomar em breve. O presidente Donald Trump prometia ser o primeiro da fila. Mentiu como de costume.

Com o contágio em alta em 40 dos 50 estados, os EUA registraram mais 249 mil casos novos em 24 horas. O total de casos confirmados se aproxima de 17,5 milhões e o de mortes está em 313.588. Cerca de 115 mil pacientes estão hospitalizados.

No Brasil, o número diário de mortes está em alta em 17 estados e no Distrito Federal. O total de mortes chegou a 185.687 e o de casos confirmados a 7,164 milhões. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores mais fanáticos fazem campanha contra as vacinas, o ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu a vacinação em massa como condição para a plena recuperação da economia.

Os recordes de mortes no mundo foram revisados para cima. Foram 13.697 mortes na quarta-feira e 738.663 casos novos na quinta-feira. Meu comentário:

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Ministra mais liberal da Suprema Corte dos EUA morre aos 87 anos

O presidente Donald Trump terá uma nova chance de nomear um juiz conservador para a Suprema Corte dos Estados Unidos, acabando com o frágil equilíbrio. Morreu aos 87 anos Ruth Bader Ginsburg, a ministra mais liberal do supremo tribunal americano.

Ícone feminista e liberal, foi a segunda mulher a assumir o cargo, nomeada pelo presidente Bill Clinton em 1993. Ginsburg perdeu uma longa batalha contra cânceres no fígado, pulmão, pâncreas e intestino grosso. Sua morte ameaça o direito ao aborto, garantido por uma decisão da Suprema Corte de 1973.

Quando morreu o ultraconservador Antonin Scalia, em fevereiro de 2016, de quem Ginsburg era grande amiga pessoal, apesar da divergência de ideias, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se negou a examinar a indicação do então presidente Barack Obama, Merrick Garland, alegando que estava no fim do mandato. 

Contra quase todas as expectativas, Trump derrotou Hillary Clinton e indicou dois ministros conservadores, Neil Gorsuch e Brett Kavanagh. Agora, é altamente improvável que McConnell adote a mesma posição. 

O último pedido da juíza Ginsburg foi que seu substituto só fosse indicado pelo próximo presidente. Só será atendida se alguns senadores republicanos resolverem honrar sua memória e bloquear uma nomeação ainda neste governo.

Pela Constituição dos EUA, cabe ao Senado aprovar a nomeação. No momento, o Partido Republicano tem uma maioria de 53 a 47. Como o vice-presidente acumula a Presidência do Senado, será necessário que quatro republicanos votem contra uma indicação de Trump. Se a votação empatar, o vice Mike Pence daria o voto de Minerva.

Com as nomeações de Gorsuch e Kavanagh, o presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, nomeado pelo presidente George W. Bush, passou a ser o fiel da balança, votando várias vezes com os ministros liberais em defesa do equilíbrio do tribunal, que tinha cinco ministros conservadores e quatro liberais. Um novo indicado por Trump mudaria esta divisão para 6-3. Roberts não conseguiria mais manter o equilíbrio entre as duas correntes.

Leia mais no jornal The New York Times e na revista Rolling Stone.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

PIB dos EUA cai 9,5% e Trump fala em adiar eleições

Diante de uma queda recorde de 9,5% produto interno bruto dos Estados Unidos no segundo trimestre, o presidente Donald Trump defendeu nesta quinta-feira o adiamento das eleições de 3 de novembro, alegando que a votação pelo correio pode levar a uma fraude maciça. 

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, afastou qualquer possibilidade de adiamento, lembrando que os Estados Unidos enfrentaram uma Guerra Civil e duas guerras mundiais sem alterar o calendário eleitoral. Pela Constituição americana, só o Congresso pode fazer isso. Trump busca desculpas para rejeitar o resultado das urnas.

Os EUA têm hoje mais de 4 milhões e meio de casos confirmados e 155 mil mortes. Até novembro, devem ser 230 mil mortes. Os casos novos voltaram a passar de 70 mil. O contágio está em alta em 30 dos 50 estados americanos. Nos últimos quatro dias, o total de mortes passou de mil. A média diária dos últimos sete dias está em mil e 56. A Flórida teve um recorde de 256 mortes num dia, o terceiro em 3 dias.

O mundo se aproxima de 17,5 milhões de casos, com mais de 676 mil mortes e quase 11 milhões de pacientes recuperados. No Brasil, nesta quinta-feira, foram notificados mais 58.271 casos e 1.189 mortes, elevando o total para 91.377 óbitos e 2,613 milhão de casos.

A média diária de mortes nos últimos sete dias ficou em mil e 24. A média de casos novos no país subiu 21% em duas semanas. Há três meses, a taxa de transmissão está acima de 1.

O México superou o Reino Unido e se tornou o terceiro país com o maior número de mortes pela pandemia, 46 mil em pouco mais de 416 mil casos.

No Oriente Médio, as autoridades temem um aumento do contágio durante a Festa do Sacrifício, em árabe, Eid al-Adha, que começou na noite da quinta-feira e vai até a segunda-feira, 3 de agosto.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, o FMI, Kristalina Georgieva pediu a manutenção dos programas de sustentação da economia.

Com a maior queda econômica trimestral da história, os EUA entraram oficialmente em recessão. A maior economia do mundo crescia desde o terceiro trimestre de 2009, quando superou a crise deflagrada pelo colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro de 2008. 

Durante a Grande Recessão, o PIB americano perdeu 4%. Agora, foram 9,5% no segundo trimestre, anulando o crescimento dos últimos cinco anos.

Com forte queda nas exportações, a Alemanha, quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, registrou baixa de 10,1 por cento no PIB do segundo trimestre. Já a França, sétima maior economia do mundo e terceira da Europa, encolheu 13,8 por cento no segundo trimestre, a pior queda depois da Segunda Guerra Mundial. Meu comentário:

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Acusações de crime sexual derrubam candidatura ao Senado dos EUA

O líder do Partido Republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, pediu hoje ao juiz ultraconservador aposentado Roy Moore que retire sua candidatura ao Senado pelo estado do Alabama. Cinco mulheres o acusaram de as molestar sexualmente quando eram menores de idade.

Leigh Corfman tinha 14 anos e Moore 32, em 1979. Em reportagem publicada na semana passada pelo jornal The Washington Post, Corfman, hoje com 53 anos, revelou detalhes de como foi levada para uma casa no meio do mata, despida e submetida a abusos por um homem muito mais velho.

Moore nega as acusações, mas McConnell disse hoje sem hesitar: "Eu acredito na mulher." Outras três mulheres ouvidas na reportagem contaram ter sido abordadas por Moore com intenções libidinosas.

O candidato reagiu pelo Twitter: "A pessoa que tem de sair é o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell. Ele levou os conservadores ao fracasso e deve ser substituído."

Hoje, uma quinta mulher, Beverly Young Nelson, denunciou avanços sexuais de Moore quando ela era adolescente. Chorando, contou na televisão ter sido abusada sexualmente numa sala. Quando tentou fugir, ele trancou a porta e continuou o abuso. "Eu estava aterrorizada. Pensei que ela ia me estuprar. Em algum momento, desistiu."

Mais uma vez, o candidato manteve o tom da campanha e reivindicou a superioridade moral: "As forças do mal vão mentir, enganar, roubar - até mesmo infligir danos físicos - se acreditarem que vão silenciar cristãos conservadores como eu e você."

Mesmo que Moore desista, seu nome estará na cédula na eleição de 12 de dezembro, para preencher a vaga aberta com a nomeação do senador Jeff Sessions para ministro da Justiça do governo Donald Trump. Uma alternativa é Luther Strange, derrotado por Moore na eleição primária do partido.

O Alabama é um dos estados mais conservadores e pobres dos EUA, com grande população rural. Talvez o eleitorado mais à direita ainda prefira Moore a Doug Jones, um democrata a favor do aborto. Neste caso, ele poderia ser expulso do partido ou cassado por maioria de dois terços de seus colegas de Senado.

Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Alabama, Moore foi afastado porque insistia em manter uma cópia dos dez mandamentos em exposição na parede. Durante a eleição primária, contou com o apoio decidido dos eleitores evangélicos para superar os US$ 10 milhões gastos por aliados de McConnell.

O presidente Trump apoiou Strange, enquanto o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, fez campanha para Moore. Ideólogo do trumpismo, Bannon é ultranacionaislita, contra a globalização, contra a imigração e contra o livre comércio. Quer derrubar McConnell e pretende apresentar candidatos orientados por suas ideias nas eleições primárias republicanas para conquistar o coração do partido e pressioná-lo a seguir a agenda de Trump.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Senado dos EUA derrota mais uma vez rejeição ao Obamacare

Por 51 a 49, com voto decisivo do senador John McCain, o Senado dos Estados Unidos rejeitou mais uma vez a proposta do Partido Republicano e do presidente Donald Trump para revogar a Lei de Cobertura de Saúde Acessível, a principal conquista de política interna do governo Barack Obama.

"É hora de olhar para os colegas do outro lado do plenário e ouvir o que tem a dizer", admitiu o líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, reconhecendo a derrota e pedindo à bancada do Partido Democrata que apresente suas propostas para melhorar o sistema de saúde.

Estava em votação hoje a chamada "rejeição magrinha", limitada ao fim da obrigação de ter seguro-saúde, de empresas de certo porte financiarem a cobertura de seus funcionários e de planos de saúde não poderem excluir doenças preexistentes.

Se os planos de saúde puderem excluir doenças preexistentes, quem tiver essas doenças terá prêmios de seguro-saúde altíssimos e provavelmente deixará de ter cobertura. O programa de Obama visava a dar cobertura universal de saúde. A proposta rejeitada deixaria 15 milhões sem seguro-saúde em dez anos, alertou o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, um órgão bipartidário.

O projeto volta agora para uma comissão, onde poderá ser reescrito. "Vamos virar a página e trabalhar juntos para melhorar nosso sistema de saúde", diz agora o líder da minoria, senador Charles Schumer.

McCain deu o voto decisivo. Veterano da Guerra do Vietnã, onde ficou preso durante cinco anos e meio, ele foi candidato à Casa Branca derrotado por Obama em 2008 e enfrenta uma nova batalha contra um câncer de cérebro agressivo diagnosticado há pouco.

Durante a campanha, Trump o atacou pessoalmente, afirmando que "verdadeiros heróis não vão presos". Devem vir aí novos disparos no Twitter.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Senado rejeita proposta republicana para reformar sistema de saúde

Por 57 a 43 votos, o Senado dos Estados Unidos derrubou há pouco a proposta do Partido Republicano para revogar e substituir o programa de universalização da cobertura de saúde do governo Obama. O debate continua e novas votações devem ser realizadas ainda nesta semana.

Todos os senadores democratas e nove republicanos votaram contra o plano apresentado pelo líder da maioria, Mitch McConnell, o que dificulta a rejeição do programa de saúde de Obama.

O vice-presidente Mike Pence, que no sistema constitucional americano preside o Senado, deu o voto de minerva para que a questão fosse colocada em debate. Mais uma vez, é possível que o governo Donald Trump fracasse em sua tentativa de destruir o legado de Obama.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Obama convidou partidos para diálogo na Casa Branca

O presidente Barack Obama convidou os líderes dos partidos no Congresso dos Estados Unidos para uma reunião ainda hoje na Casa Branca, informou o sítio de notícias americano Politico, citando como fonte um funcionário do Executivo.

Foram chamados o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner; a líder da minoria democrata na Câmara, deputada Nancy Pelosi; o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Obama vai pedir à Câmara que aprove uma medida para reabrir o governo federal dos EUA, cujas atividades não essenciais estão paralisadas desde 1º de outubro de 2013, início de um novo ano fiscal, por desacordo entre a Casa Branca e o Capitólio em torno do orçamento da União. Vai insistir ainda para que deputados e senadores elevem o teto da dívida pública do país para que o governo possa honrar os compromissos já aprovados pelo Congresso.

A Câmara, dominada pela oposição, continua hoje tentando passar leis autorizando gastos específicos, por exemplo, do Instituto Nacional de Saúde, depois de reportagens mostrando que crianças com câncer não puderam fazer tratamento. O Partido Democrata e a Casa Branca exigem o financiamento de todo o governo e não apenas de algumas agências escolhidas pela oposição.

Os republicanos querem aproveitar a oportunidade para bloquear o programa de saúde, maior conquista de política interna do primeiro governo Barack Obama, que obrigado todo americano a ter seguro-saúde e entrou em vigor ontem.

No primeiro dia, o sítio criado pelo governo para listar e comparar os planos de saúde recebeu 4,7 milhões de visitas. Cerca de 190 mil pessoas pediram informações por telefone.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

EUA fazem último esforço para evitar "abismo fiscal"

Uma negociação de última hora entre o vice-presidente Joe Biden e o líder da oposição republicana no Senado, Mitch McConnell, tenta evitar que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", mas restam apenas mais oito horas deste pelo horário de Washington.

A proposta em discussão aumentaria impostos para casais com renda anual superior a US$ 450 mil e indivíduos com renda acima de US$ 400 mil anuais, prorrogaria o seguro-desemprego por mais um ano e elevaria o teto da dívida pública dos EUA, hoje em US$ 16,4 trilhões, limite atingido hoje, revela o jornal The Washington Post.

Se não houver acordo até a meia-noite, na quarta-feira, entram em vigor cortes automáticos de gastos públicos no valor de US$ 110 bilhões e expiram as reduções de impostos da era George W. Bush (2001-9). Com a queda de dinheiro em circulação, os EUA podem voltar à recessão.

O presidente Barack Obama declarou estar confiante.