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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Obama convidou partidos para diálogo na Casa Branca

O presidente Barack Obama convidou os líderes dos partidos no Congresso dos Estados Unidos para uma reunião ainda hoje na Casa Branca, informou o sítio de notícias americano Politico, citando como fonte um funcionário do Executivo.

Foram chamados o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner; a líder da minoria democrata na Câmara, deputada Nancy Pelosi; o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Obama vai pedir à Câmara que aprove uma medida para reabrir o governo federal dos EUA, cujas atividades não essenciais estão paralisadas desde 1º de outubro de 2013, início de um novo ano fiscal, por desacordo entre a Casa Branca e o Capitólio em torno do orçamento da União. Vai insistir ainda para que deputados e senadores elevem o teto da dívida pública do país para que o governo possa honrar os compromissos já aprovados pelo Congresso.

A Câmara, dominada pela oposição, continua hoje tentando passar leis autorizando gastos específicos, por exemplo, do Instituto Nacional de Saúde, depois de reportagens mostrando que crianças com câncer não puderam fazer tratamento. O Partido Democrata e a Casa Branca exigem o financiamento de todo o governo e não apenas de algumas agências escolhidas pela oposição.

Os republicanos querem aproveitar a oportunidade para bloquear o programa de saúde, maior conquista de política interna do primeiro governo Barack Obama, que obrigado todo americano a ter seguro-saúde e entrou em vigor ontem.

No primeiro dia, o sítio criado pelo governo para listar e comparar os planos de saúde recebeu 4,7 milhões de visitas. Cerca de 190 mil pessoas pediram informações por telefone.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Obama recebe líderes do Congresso

Para evitar a paralisia do governo dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama recebe hoje na Casa Branca o presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, e o líder da bancada democrata no Senado, Harry Reid, informa o sítio de notícias na Internet Politico.com

Desde que reconquistaram a maioria na Câmara, encarregada de aprovar o orçamento, a oposição republicana insiste em fazer grandes cortes de gastos governamentais para conter uma dívida pública que já passa de US$ 14 trilhões. O déficit orçamentário para este ano fiscal, que termina em outubro, está previsto em US$ 1,3 trilhão e em US$ 1,1 trilhão para o próximo ano.

A bancada republicana insiste em cortar mais US$ 40 bilhões em gastos públicos. O governo Obama resiste, dizendo que um corte drástico pode matar a recuperação da economia e que a paralisação do governo vai abalar ainda mais a economia, diz o jornal The New York Times

Como a reeleição de Obama em 2012 depende da recuperação da economia e do mercado de trabalho, os republicanos não parecem muito preocupados com isso. Por oportunismo político, ignoram o papel do governo George W. Bush na pior crise econômica do país nos últimos 70 anos. Querem jogar tudo na conta de Obama, o presidente negro que até hoje não aceitam.

O presidente, por sua vez, resiste a aceitar a aprovação de orçamentos de emergência para duas semanas, alegando que os órgãos do governo federal dos EUA não podem planejar suas ações futuras nestas condições.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Bush muda equipe antes de anunciar nova estratégia dos EUA na Guerra do Iraque

O presidente George Walker Bush mudou na sexta-feira os comandantes militares americanos no Iraque, preparando o anúncio de sua nova estratégia, que deve enfrentar resistência da maioria democrata no Congresso ao propor um aumento de 20 mil soldados no contingente americano no país ocupado.

Bush começou a mudar sua equipe demitindo o secretário da Defesa Donald Rumsfeld um dia depois da vitória democrata nas eleições parlamentares de 7 de novembro, quando os democratas recuperaram a maioria na Câmara e no Senado.

Já havia indicado o diretor nacional de Inteligência e ex-embaixador no Iraque, John Negroponte, um veterano linha-dura da Guerra Fria na América Central, para subsecretário de Estado. O atual embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, deverá ser o representante dos EUA junto às Nações Unidas.

Hoje, o presidente nomeou o almirante William Fallon para substituir o general John Abizaid como chefe do Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas guerras no Afeganistão e no Iraque, e o general David Petraeus como comandante supremo no Iraque no lugar do general George Casey, que é contra o aumento do número de soldados.

A oposição também é contra. Os dois principais líderes do novo Congresso de maioria democrata, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder no Senado, Harry Reid, enviaram carta do presidente rejeitando o envio de mais soldados americanos para o Iraque e pedindo que seja estabelecido um cronograma para a retirada das tropas dos EUA: "Mandar mais tropas de combate só vai colocar em perigo mais americanos e sobrecarregar nossos militares até o limite de ruptura sem ganho estratégico".

O senador afro-americano Barack Obama, principal rival da ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton, disse ao presidente Bush na Casa Branca que enviar mais soldados americanos para o Iraque é "uma má idéia".

Outros dois senadores, John Lieberman, candidato a vice-presidente derrotado em 2000, e John McCain, veterano do Vietnã e pré-candidato republicano à Presidência dos EUA em 2008, defenderam o aumento do número de tropas.