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domingo, 23 de dezembro de 2018

Fechamento do governo dos EUA pode durar até o próximo ano

Sem acordo para alocar US$ 5 bilhões para a construção do muro desejado pelo presidente Donald Trump na fronteira com o México, o governo federal dos Estados Unidos está paralisado parcialmente desde sábado por falta de orçamento para atividades não essenciais. O impasse deve continuar até o próximo ano, quando a oposição democrata terá maioria na Câmara de Representantes.

O fechamento para o trabalho de nove departamentos (ministérios) e várias agências governamentais, inclusive as responsáveis por museus e parques nacionais. Cerca de 380 mil funcionários de atividades não essenciais não trabalham e ficam sem salários e outros 420 mil, de setores como portos e aeroportos, trabalham mas não recebem enquanto durar o impasse.

Em encontro com os líderes democratas na Câmara, deputada Nancy Pelosi, e no Senado, Charles Schumer, Trump deixou claro estar disposto a paralisar parcialmente o governo para barganhar verba para o muero. Durante a campanha prometeu que o México pagaria pelo muro.

Até mesmo comentaristas ultraconservadores como Ann Coulter e Rush Limbaugh criticaram a decisão do presidente pelo fechamento neste fim de ano caótico na Casa Branca, com as demissões do chefe da Casa Civil, general John Kelly, e do secretário da Defesa, general James Mattis, considerados os últimos adultos do governo, com autoridade e responsabilidade para conter os desatinos de um presidente sem limites.

Acuado pelos escândalos de corrupção, acusações de crimes como pagar pelo silêncio de duas ex-amantes e possíveis denúncias criminais contra um filho e o genro, Trump tenta mobilizar os elementos mais radicais de suas bases eleitorais para se apresentar como vítima quando a nova maioria democrata na Câmara começar a investigar as inúmeras suspeitas.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Câmara aprova reabertura do governo dos EUA

Por 285 a 144, a Câmara dos Representantes aprovou há poucos minutos um orçamento temporário para reabrir o governo federal dos Estados Unidos até 15 de janeiro e elevar o teto da dívida pública do país até 7 de fevereiro, adiando a crise fiscal para 2014.

A medida deve ser assinada em seguida pelo presidente Barack Obama. Os funcionários federais afastados temporariamente de atividades não essenciais voltam ao trabalho nesta quinta-feira. A agência de classificação de risco Standard & Poor's calculou o prejuízo para a economia em US$ 24 bilhões.

Sob pressão da ala mais radical do Partido Republicano, a Câmara se negava a aprovar o orçamento sem cortes na reforma da saúde pública do governo Barack Obama. O Partido Democrata não cedeu, considerando a chantagem inaceitável.

Nesta quinta-feira, a dívida pública dos EUA chega ao atual limite, de US$ 16,7 trilhões. Como o país gasta mais do que arrecada, sem autorização para tomar mais dinheiro emprestado vendendo títulos no mercado financeiro, o Tesouro não teria mais como pagar as dívidas do governo federal americano, que seria obrigado a dar calote pela primeira vez.

Senado aprova reabertura do governo dos EUA

Por 81 a 18, o Senado dos Estados Unidos aprovou há pouco o acordo entre os partidos Democrata e Republicano para autorizar o financiamento temporário do governo federal americano até 15 de janeiro e elevar o teto da dívida pública até 7 de fevereiro, adiando o problema para 2014.

A medida agora precisa passar pela Câmara, onde a oposição republicana tem maioria e a bancada do movimento radical de direita Festa do Chá fez obstrução até agora a qualquer acordo que não incluia cortes na reforma de saúde do governo Barack Obama.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Maioria dos EUA culpa republicanos por impasse

Para 53% dos americanos, o radicalismo do Partido Republicano é responsável pelo fechamento parcial do governo federal dos Estados Unidos desde o início do mês porque o Congresso e a Casa Branca não chegaram a um acordo sobre o orçamento da União para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013. Cerca de 31% culpam o presidente Barack Obama, indica uma pesquisa do jornal The Wall St, Journal e da rede de televisão NBC.

A pesquisa ouviu 800 pessoas. Oito em cada vez acham que o país está no caminho errado, a maior proporção desde a Grande Recessão de 2008-9.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Obama convidou partidos para diálogo na Casa Branca

O presidente Barack Obama convidou os líderes dos partidos no Congresso dos Estados Unidos para uma reunião ainda hoje na Casa Branca, informou o sítio de notícias americano Politico, citando como fonte um funcionário do Executivo.

Foram chamados o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner; a líder da minoria democrata na Câmara, deputada Nancy Pelosi; o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Obama vai pedir à Câmara que aprove uma medida para reabrir o governo federal dos EUA, cujas atividades não essenciais estão paralisadas desde 1º de outubro de 2013, início de um novo ano fiscal, por desacordo entre a Casa Branca e o Capitólio em torno do orçamento da União. Vai insistir ainda para que deputados e senadores elevem o teto da dívida pública do país para que o governo possa honrar os compromissos já aprovados pelo Congresso.

A Câmara, dominada pela oposição, continua hoje tentando passar leis autorizando gastos específicos, por exemplo, do Instituto Nacional de Saúde, depois de reportagens mostrando que crianças com câncer não puderam fazer tratamento. O Partido Democrata e a Casa Branca exigem o financiamento de todo o governo e não apenas de algumas agências escolhidas pela oposição.

Os republicanos querem aproveitar a oportunidade para bloquear o programa de saúde, maior conquista de política interna do primeiro governo Barack Obama, que obrigado todo americano a ter seguro-saúde e entrou em vigor ontem.

No primeiro dia, o sítio criado pelo governo para listar e comparar os planos de saúde recebeu 4,7 milhões de visitas. Cerca de 190 mil pessoas pediram informações por telefone.