O deputado conservador Paul Ryan, candidato a vice-presidente em 2010, um dos líderes do movimento radical de direita Festa do Chá, foi eleito hoje presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Ryan recebeu 236 votos contra 184 para a deputada Nancy Pelosi, que presidiu a Câmara quando o Partido Democrata tinha maioria. Três democratas não votaram nela. Nove republicanos votaram no deputado Daniel Webster.
Ao aceitar a candidatura depois de alguma relutância, Ryan exigiu o fim das divisões da bancada do Partido Republicano, de 247 deputados, que infernizou a vida de John Boehner até ele decidir deixar a Presidência da Câmara.
Segundo homem na linha de sucessão do presidente, o presidente da Câmara é hoje o cargo mais importante ocupado pela oposição republicana.
O novo presidente da Câmara defende uma ampla reforma do sistema de impostos, é contra o programa para universalizar o acesso à saúde do governo Barack Obama e gostaria de revisar profundamente os programas federais de combate à pobreza. É casado, pai de três filhos e gosta de correr maratonas.
"Ele usa a palavra pobreza e faz com que todos pensem que é um cara legal", criticou a deputada democrata Marcia Fudge. "Sua posição é que o governo federal permite que as pessoas continuem na miséria. Então, quer acabar com todos os programas para que os pobres descobram outras saídas."
A Convenção da Liberdade na Câmara, um grupo de 40 radicais de direita, pressiona Ryan a dar mais poder ao baixo clero. Esse grupo derrubou Boehner e vetou a candidatura do líder da maioria republicana, deputado Kevin McCarthy. O novo presidente prometeu só levar à votação em plenário projetos que tenham maioria dentro da bancada republicana.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Presidente da Câmara dos EUA renuncia sob pressão da ultradireita
Sob pressão da ala mais radical da direita do Partido Republicano, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado John Boehner, anunciou hoje que vai deixar o cargo no fim de outubro. Seu provável sucessor é o atual líder da bancada majoritária, deputado Kevin McCarthy, informou o jornal The Washington Post.
Como presidente da Câmara, Boehner é o segundo substituto do presidente Barack Obama, depois do vice-presidente Joe Biden. É também o republicano que ocupa o cargo mais alto nos EUA. Isso o torna o principal líder da oposição.
Nesta posição, onde está há quase cinco anos, desde as primeiras eleições intermediárias do governo Obama, Boehner é alvo de uma pressão constante dos deputados ligados ao grupo radical de direita Festa do Chá. A ultradireita cobra uma confrontação constante em temas como aborto, imigração, gastos públicos e o programa de Obama para universalizar a cobertura de saúde.
Agora, quer forçar mais uma vez a paralisação dos serviços não essenciais do governo federal para negar dinheiro do orçamento para a organização não governamental Planned Parenthood, que, entre outras atividades, financia abortos.
A renúncia de Boehner mostra que o radicalismo da direita americana divide não apenas o Congresso, mas também o Partido Republicano. Hoje a ultradireita está festejando uma vitória na luta pelo controle do partido.
Ao empurrar o partido mais para a direita, contra as minorias, contra os migrantes, contra os latinos, majoritariamente branco, a favor do Estado mínimo, negando o aquecimento global e defendendo o uso da forças nas relações internacionais, a direita republicana o torna mais inelegível.
Como presidente da Câmara, Boehner é o segundo substituto do presidente Barack Obama, depois do vice-presidente Joe Biden. É também o republicano que ocupa o cargo mais alto nos EUA. Isso o torna o principal líder da oposição.
Nesta posição, onde está há quase cinco anos, desde as primeiras eleições intermediárias do governo Obama, Boehner é alvo de uma pressão constante dos deputados ligados ao grupo radical de direita Festa do Chá. A ultradireita cobra uma confrontação constante em temas como aborto, imigração, gastos públicos e o programa de Obama para universalizar a cobertura de saúde.
Agora, quer forçar mais uma vez a paralisação dos serviços não essenciais do governo federal para negar dinheiro do orçamento para a organização não governamental Planned Parenthood, que, entre outras atividades, financia abortos.
A renúncia de Boehner mostra que o radicalismo da direita americana divide não apenas o Congresso, mas também o Partido Republicano. Hoje a ultradireita está festejando uma vitória na luta pelo controle do partido.
Ao empurrar o partido mais para a direita, contra as minorias, contra os migrantes, contra os latinos, majoritariamente branco, a favor do Estado mínimo, negando o aquecimento global e defendendo o uso da forças nas relações internacionais, a direita republicana o torna mais inelegível.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Netanyahu tenta impedir acordo nuclear EUA-Irã
Na véspera de um discurso no Congresso dos Estados Unidos em que vai tentar minar o acordo nuclear entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o Irã, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alegou que faria qualquer coisa para garantir a segurança de Israel. Ele descreveu o acordo como uma "ameaça à sobrevivência de Israel".
Em discurso hoje no Comitê Americano-Israelense de Assuntos Públicos (AIPAC), o líder da direita em Israel negou estar colocando seu país em meio ao fogo cruzado da política interna dos EUA ao aceitar o convite do presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, líder da oposição ao governo Barack Obama, para falar no Capitólio.
O primeiro-ministro negou estar desrespeitando o presidente dos EUA, que não vai recebê-lo nesta viagem, mas a imprensa de Israel revelou que partiu dele a proposta do discurso, encampada por Boehner, que então fez o convite formal.
Seu objetivo é claro: pressionar a oposição republicana, que hoje tem maioria na Câmara e no Senado, a votar contra o acordo negociado por EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha, de um lado, e o Irã, do outro, para desarmar o programa nuclear iraniano e evitar que a república islâmica faça a bomba atômica. Muitos deputados e senadores americanos vão boicotar o discurso.
Ao mesmo tempo, Netanyahu faz campanha para as eleições israelenses de 17 de março de 2015, apresentando-se como o único líder capaz de garantir a segurança do país.
A direita e a maioria da opinião pública de Israel não acredita nas supostas boas intenções do Irã, que tenta se livrar das sanções econômicas internacionais contra o programa nuclear. Netanyahu está certo que o regime dos aiatolás quer apenas ganhar tempo para detonar uma bomba atômica e proclamar seu status nuclear.
Netanyahu exige que o Irã seja totalmente proibido de enriquecer urânio e abra suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica. A ditadura teocrática iraniana insiste no direito de enriquecer urânio para uso pacífico em usinas de geração de energia. Neste caso, a direita israelense acredita que só uma operação militar para destruir as instalações militares iranianas acabaria com a ameaça.
O prazo final para um acordo é 30 de junho de 2015, mas a expectativa é que as linhas gerais sejam acertadas até 31 de março.
Em discurso hoje no Comitê Americano-Israelense de Assuntos Públicos (AIPAC), o líder da direita em Israel negou estar colocando seu país em meio ao fogo cruzado da política interna dos EUA ao aceitar o convite do presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, líder da oposição ao governo Barack Obama, para falar no Capitólio.
O primeiro-ministro negou estar desrespeitando o presidente dos EUA, que não vai recebê-lo nesta viagem, mas a imprensa de Israel revelou que partiu dele a proposta do discurso, encampada por Boehner, que então fez o convite formal.
Seu objetivo é claro: pressionar a oposição republicana, que hoje tem maioria na Câmara e no Senado, a votar contra o acordo negociado por EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha, de um lado, e o Irã, do outro, para desarmar o programa nuclear iraniano e evitar que a república islâmica faça a bomba atômica. Muitos deputados e senadores americanos vão boicotar o discurso.
Ao mesmo tempo, Netanyahu faz campanha para as eleições israelenses de 17 de março de 2015, apresentando-se como o único líder capaz de garantir a segurança do país.
A direita e a maioria da opinião pública de Israel não acredita nas supostas boas intenções do Irã, que tenta se livrar das sanções econômicas internacionais contra o programa nuclear. Netanyahu está certo que o regime dos aiatolás quer apenas ganhar tempo para detonar uma bomba atômica e proclamar seu status nuclear.
Netanyahu exige que o Irã seja totalmente proibido de enriquecer urânio e abra suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica. A ditadura teocrática iraniana insiste no direito de enriquecer urânio para uso pacífico em usinas de geração de energia. Neste caso, a direita israelense acredita que só uma operação militar para destruir as instalações militares iranianas acabaria com a ameaça.
O prazo final para um acordo é 30 de junho de 2015, mas a expectativa é que as linhas gerais sejam acertadas até 31 de março.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Americanos são contra convite para Netanyahu discusar no Congresso
A maioria dos americanos entende que o presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o deputado oposicionista John Boehner, não deveria ter convidado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discursar no Congresso sem consultar a Casa Branca, indica uma pesquisa da rede de televisão CNN.
Cerca de 63% dos entrevistados são contra a manobra da liderança republicana. Só 33% aprovaram o convite.
Em 3 de março de 2015, duas semanas antes das eleições parlamentares israelenses, Netanyahu terá um palanque extraordinário para criticar as negociações entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o Irã, apresentando-se como o único chefe de governo capaz de enfrentar os desafios crescentes à segurança de Israel.
O cronograma das negociações prevê que se chegue a um acordo preliminar até 31 de março para desarmar o programa nuclear iraniano, impedindo-o de fabricar armas atômicas. Os EUA exigem que o regime dos aiatolás pare de enriquecer urânio e aceita inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Enquanto as negociações estiveram em andamento, o presidente Barack Obama promete vetar qualquer tentativa da oposição de impor novas sanções ao Irã.
A república islâmica insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos - e Israel duvida que sejam realmente pacíficos.
Cerca de 63% dos entrevistados são contra a manobra da liderança republicana. Só 33% aprovaram o convite.
Em 3 de março de 2015, duas semanas antes das eleições parlamentares israelenses, Netanyahu terá um palanque extraordinário para criticar as negociações entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o Irã, apresentando-se como o único chefe de governo capaz de enfrentar os desafios crescentes à segurança de Israel.
O cronograma das negociações prevê que se chegue a um acordo preliminar até 31 de março para desarmar o programa nuclear iraniano, impedindo-o de fabricar armas atômicas. Os EUA exigem que o regime dos aiatolás pare de enriquecer urânio e aceita inspeções irrestritas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Enquanto as negociações estiveram em andamento, o presidente Barack Obama promete vetar qualquer tentativa da oposição de impor novas sanções ao Irã.
A república islâmica insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos - e Israel duvida que sejam realmente pacíficos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Câmara dos EUA convida Netanyahu à revelia de Obama
No duelo político entre o presidente Barack Obama e o Congresso dominado pela oposição, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, convidou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discursar numa sessão conjunto no plenário do Capitólio sobre o terrorismo internacional e a ameaça do Irã em 11 de fevereiro de 2015.
Obama ameaçou vetar a imposição de novas sanções ao Irã enquanto os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas estiverem negociando o desarmamento do programa nuclear iraniano para evitar que o país faça a bomba atômica.
O chefe de governo linha-dura de Israel não acredita nas negociações. Acha que são apenas uma cortina de fumaça para o Irã continuar desenvolvendo armas nucleares. Quer manter as sanções até inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) comprovarem que o programa nuclear iraniano foi desmantelado.
Netanyahu não tem boas relações com o presidente Obama, que é contra a expansão das colônias israelenses nos territórios árabes ocupados e gostaria de ver maior interesse do governo israelense nas negociações de paz com os palestinos.
A antiga noção de que a política interna só vai até as fronteiras do país foi atropelada. O governo linha-dura de Israel é aliado da direita americana. A um mês das eleições em Israel, que palanque melhor quer Netanyahu do que o Congresso dos EUA.
Obama ameaçou vetar a imposição de novas sanções ao Irã enquanto os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas estiverem negociando o desarmamento do programa nuclear iraniano para evitar que o país faça a bomba atômica.
O chefe de governo linha-dura de Israel não acredita nas negociações. Acha que são apenas uma cortina de fumaça para o Irã continuar desenvolvendo armas nucleares. Quer manter as sanções até inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) comprovarem que o programa nuclear iraniano foi desmantelado.
Netanyahu não tem boas relações com o presidente Obama, que é contra a expansão das colônias israelenses nos territórios árabes ocupados e gostaria de ver maior interesse do governo israelense nas negociações de paz com os palestinos.
A antiga noção de que a política interna só vai até as fronteiras do país foi atropelada. O governo linha-dura de Israel é aliado da direita americana. A um mês das eleições em Israel, que palanque melhor quer Netanyahu do que o Congresso dos EUA.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
Câmara dos EUA autoriza processo contra Obama
Por 225-201, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, autorizou hoje seu presidente, deputado John Boehner, a processar o presidente Barack Obama por abuso de poder ao dar às empresas, sem a autorização do Congresso, mais um ano de prazo para começarem a oferecer seguro-saúde aos empregados ou pagar multa.
Toda a bancada democrata e cinco republicanos votaram contra. Ao encaminhar a votação, Boehner argumentou que o Congresso precisa exercer sua autoridade: "Esta não é uma questão entre republicanos e democratas. É defender a Constituição que juramos proteger."
A alegação é que o Executivo não tinha poder para alterar a lei da reforma da saúde, que o Partido Republicano promete revogar se obtiver maioria no Senado nas eleições intermediárias de de novembro de 2014.
Obama mudou a regulamentação da lei, ampliando o prazo as empresas se adaptarem para 2015 e, nas que tiverem entre 50 e 99 empregados, até 2016.
Se o processo de impeachment for em frente, será um tema central da campanha para as eleições de outubro. Atrás nas pesquisas por causa da impopularidade do governo Obama, os democratas vêm no radicalismo dos republicanos uma oportunidade para motivar seus eleitores, arrecadar mais dinheiro e revigorar a campanha.
Toda a bancada democrata e cinco republicanos votaram contra. Ao encaminhar a votação, Boehner argumentou que o Congresso precisa exercer sua autoridade: "Esta não é uma questão entre republicanos e democratas. É defender a Constituição que juramos proteger."
A alegação é que o Executivo não tinha poder para alterar a lei da reforma da saúde, que o Partido Republicano promete revogar se obtiver maioria no Senado nas eleições intermediárias de de novembro de 2014.
Obama mudou a regulamentação da lei, ampliando o prazo as empresas se adaptarem para 2015 e, nas que tiverem entre 50 e 99 empregados, até 2016.
Se o processo de impeachment for em frente, será um tema central da campanha para as eleições de outubro. Atrás nas pesquisas por causa da impopularidade do governo Obama, os democratas vêm no radicalismo dos republicanos uma oportunidade para motivar seus eleitores, arrecadar mais dinheiro e revigorar a campanha.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Comissão da Câmara autoriza processo contra Obama
Uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, dominada pela oposição republicana, aprovou hoje uma resolução autorizando seu presidente, deputado John Boehner, a processar o presidente Barack Obama por abuso de poder.
O plenário da Câmara deve votar a matéria na próxima semana.
A maioria dos analistas políticos e juristas considera o processo inútil. Faz parte da campanha eleitoral para as eleições intermediárias de novembro de 2014, quando o Partido Republicano espera explorar a impopularidade de Obama para manter o domínio sobre a Câmara e conquistar a maioria no Senado.
Se ficar em minoria nas duas casas do Congresso dos EUA, o presidente será literalmente um "pato manco", expressão usada pelos americanos para falar de políticos em fim de mandato.
O plenário da Câmara deve votar a matéria na próxima semana.
A maioria dos analistas políticos e juristas considera o processo inútil. Faz parte da campanha eleitoral para as eleições intermediárias de novembro de 2014, quando o Partido Republicano espera explorar a impopularidade de Obama para manter o domínio sobre a Câmara e conquistar a maioria no Senado.
Se ficar em minoria nas duas casas do Congresso dos EUA, o presidente será literalmente um "pato manco", expressão usada pelos americanos para falar de políticos em fim de mandato.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Obama suspende viagem à Ásia
Diante do impasse com o Congresso para aprovar o orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 e o fechamento parcial da máquina federal nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama cancelou hoje a viagem que faria à Ásia, que sempre apresentou como uma prioridade de seu governo.
Obama já havia suspendido as visitas à Malásia e às Filipinas. Agora, decidiu não ir a encontros de cúpula na Indonésia e em Brunei, deixando de comparecer à reunião anual dos líderes do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).
Em entrevista no fim da manhã de hoje, o principal líder oposicionista no Congresso, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, recuou de uma afirmação feita ontem por seus assessores que ele vai impedir um calote inédito da dívida pública dos EUA. Isso pode acontecer se a Câmara, dominada pelo Partido Republicano, não aprovar a elevação do teto da dívida até 17 de outubro de 2013.
Como é a maior arma que tem para pressionar a Casa Branca, Boehner negou responsabilidade pelo fechamento do governo e disse que não quer ver um calote sem declará-lo impossível.
Os líderes republicanos alegam que o presidente Obama se nega a negociar, mas insistem em vincular a aprovação do orçamento ao adiamento da reforma de saúde aprovada há três anos, quando o Partido Democrata tinha maioria nas duas casas do Congresso dos EUA.
Hoje a ultradireita republicana do movimento Festa do Chá, os teahadists - mistura de tea do chá em inglês com jihadistas, os extremistas muçulmanos - consideram-se no direito de destruir o programa de saúde de Obama, que visa a oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos pobres sem seguro de saúde.
Obama já havia suspendido as visitas à Malásia e às Filipinas. Agora, decidiu não ir a encontros de cúpula na Indonésia e em Brunei, deixando de comparecer à reunião anual dos líderes do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).
Em entrevista no fim da manhã de hoje, o principal líder oposicionista no Congresso, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, recuou de uma afirmação feita ontem por seus assessores que ele vai impedir um calote inédito da dívida pública dos EUA. Isso pode acontecer se a Câmara, dominada pelo Partido Republicano, não aprovar a elevação do teto da dívida até 17 de outubro de 2013.
Como é a maior arma que tem para pressionar a Casa Branca, Boehner negou responsabilidade pelo fechamento do governo e disse que não quer ver um calote sem declará-lo impossível.
Os líderes republicanos alegam que o presidente Obama se nega a negociar, mas insistem em vincular a aprovação do orçamento ao adiamento da reforma de saúde aprovada há três anos, quando o Partido Democrata tinha maioria nas duas casas do Congresso dos EUA.
Hoje a ultradireita republicana do movimento Festa do Chá, os teahadists - mistura de tea do chá em inglês com jihadistas, os extremistas muçulmanos - consideram-se no direito de destruir o programa de saúde de Obama, que visa a oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos pobres sem seguro de saúde.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Presidente da Câmara dos EUA não permitirá calote
Sob intensa pressão da ala mais radical do Partido Republicano a não fazer concessões ao presidente Barack Obama, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, John Boehner, avisou à bancada oposicionista que não vai permitir um calote da dívida pública federal, informaram há pouco os jornais The New York Times e The Washington Post.
Boehner alertou os radicais de que está disposto a aprovar a ampliação do limite de endividamento do país com votos de republicanos moderados e democratas.
O fechamento parcial da máquina pública federal dos EUA entrou hoje no terceiro dia, causando um prejuízo estimado só na capital, Washington, em US$ 200 milhões por dia. Mas o problema mais sério é a elevação do teto da dívida pública do país, hoje em US$ 16,7 trilhões, limite que deve ser atingido em 17 de outubro de 2013. Sem aumentar este limite, os EUA correm o risco de dar um calote inédito.
Boehner está sendo acusado, inclusive por um editorial do New York Times, de se render à chantagem do movimento radical de direita Festa do Chá, que insiste em derrubar o programa de saúde aprovado no primeiro governo Barack Obama para oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos que não têm seguro-saúde. Não quer ser responsabilizado também por um calote.
Os ultradireitistas não aceitam a obrigatoriedade de que todo cidadão americano tenha um plano de saúde privado, alegando ser uma medida de caráter socialista, e condicionaram a aprovação do orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 ao adiamento da entrada em vigor da reforma por mais um ano. Gostaria de fazer a mesma chantagem para ampliar o teto da dívida.
Boehner alertou os radicais de que está disposto a aprovar a ampliação do limite de endividamento do país com votos de republicanos moderados e democratas.
O fechamento parcial da máquina pública federal dos EUA entrou hoje no terceiro dia, causando um prejuízo estimado só na capital, Washington, em US$ 200 milhões por dia. Mas o problema mais sério é a elevação do teto da dívida pública do país, hoje em US$ 16,7 trilhões, limite que deve ser atingido em 17 de outubro de 2013. Sem aumentar este limite, os EUA correm o risco de dar um calote inédito.
Boehner está sendo acusado, inclusive por um editorial do New York Times, de se render à chantagem do movimento radical de direita Festa do Chá, que insiste em derrubar o programa de saúde aprovado no primeiro governo Barack Obama para oferecer cobertura para mais de 40 milhões de americanos que não têm seguro-saúde. Não quer ser responsabilizado também por um calote.
Os ultradireitistas não aceitam a obrigatoriedade de que todo cidadão americano tenha um plano de saúde privado, alegando ser uma medida de caráter socialista, e condicionaram a aprovação do orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2013 ao adiamento da entrada em vigor da reforma por mais um ano. Gostaria de fazer a mesma chantagem para ampliar o teto da dívida.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Obama convidou partidos para diálogo na Casa Branca
O presidente Barack Obama convidou os líderes dos partidos no Congresso dos Estados Unidos para uma reunião ainda hoje na Casa Branca, informou o sítio de notícias americano Politico, citando como fonte um funcionário do Executivo.
Foram chamados o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner; a líder da minoria democrata na Câmara, deputada Nancy Pelosi; o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.
Obama vai pedir à Câmara que aprove uma medida para reabrir o governo federal dos EUA, cujas atividades não essenciais estão paralisadas desde 1º de outubro de 2013, início de um novo ano fiscal, por desacordo entre a Casa Branca e o Capitólio em torno do orçamento da União. Vai insistir ainda para que deputados e senadores elevem o teto da dívida pública do país para que o governo possa honrar os compromissos já aprovados pelo Congresso.
A Câmara, dominada pela oposição, continua hoje tentando passar leis autorizando gastos específicos, por exemplo, do Instituto Nacional de Saúde, depois de reportagens mostrando que crianças com câncer não puderam fazer tratamento. O Partido Democrata e a Casa Branca exigem o financiamento de todo o governo e não apenas de algumas agências escolhidas pela oposição.
Os republicanos querem aproveitar a oportunidade para bloquear o programa de saúde, maior conquista de política interna do primeiro governo Barack Obama, que obrigado todo americano a ter seguro-saúde e entrou em vigor ontem.
No primeiro dia, o sítio criado pelo governo para listar e comparar os planos de saúde recebeu 4,7 milhões de visitas. Cerca de 190 mil pessoas pediram informações por telefone.
Foram chamados o presidente da Câmara, deputado republicano John Boehner; a líder da minoria democrata na Câmara, deputada Nancy Pelosi; o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid; e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell.
Obama vai pedir à Câmara que aprove uma medida para reabrir o governo federal dos EUA, cujas atividades não essenciais estão paralisadas desde 1º de outubro de 2013, início de um novo ano fiscal, por desacordo entre a Casa Branca e o Capitólio em torno do orçamento da União. Vai insistir ainda para que deputados e senadores elevem o teto da dívida pública do país para que o governo possa honrar os compromissos já aprovados pelo Congresso.
A Câmara, dominada pela oposição, continua hoje tentando passar leis autorizando gastos específicos, por exemplo, do Instituto Nacional de Saúde, depois de reportagens mostrando que crianças com câncer não puderam fazer tratamento. O Partido Democrata e a Casa Branca exigem o financiamento de todo o governo e não apenas de algumas agências escolhidas pela oposição.
Os republicanos querem aproveitar a oportunidade para bloquear o programa de saúde, maior conquista de política interna do primeiro governo Barack Obama, que obrigado todo americano a ter seguro-saúde e entrou em vigor ontem.
No primeiro dia, o sítio criado pelo governo para listar e comparar os planos de saúde recebeu 4,7 milhões de visitas. Cerca de 190 mil pessoas pediram informações por telefone.
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Presidente da Câmara apoia ataque dos EUA à Síria
Na saída de uma reunião na Casa Branca nesta terça-feira, o presidente da Câmara, deputado John Boehner, principal líder da oposição republicana no Congresso dos Estados Unidos, declarou apoio à decisão do presidente Barack Obama de bombardear a Síria para punir a ditadura de Bachar Assad por usar armas químicas na guerra civil do país.
O líder da maioria republicana na Câmara, deputado Eric Cantor, também vai "votar para dar ao presidente dos EUA a opção de usar a força militar contra a Síria". A líder da minoria democrata, deputada Nancy Pelosi, justificou o apoio alegando que o regime sírio violou as normas da sociedade civilizada e "só os EUA têm capacidade para parar Assad".
Obama anunciou a decisão na sexta-feira passada, mas pediu a aprovação do Congresso para dar legitimidade à ação depois que o Parlamento Britânico negou autorização ao primeiro-ministro David Cameron para participar do ataque. Como o Congresso dos EUA está em recesso e só volta na próxima segunda-feira, 9 de setembro de 2013, a Síria ganhou mais uma semana para se preparar.
A aprovação de Boehner e Cantor, e a ação decidida do senador John McCain, ex-veterano da Guerra do Vietnã que perdeu a eleição presidencial para Obama em 2008, são importantes para evitar que a ala mais isolacionista do Partido Republicano rejeite o ataque à Líbia. Na opinião de McCain, isto equivaleria a abdicar de ser uma grande potência.
McCain defende um ataque mais robusto para "degradar a capacidade ofensiva" da Síria.
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton também deu apoio a Obama para "uma resposta forte e focada contra o horrível uso de armas químicas pelo regime de Assad".
O líder da maioria republicana na Câmara, deputado Eric Cantor, também vai "votar para dar ao presidente dos EUA a opção de usar a força militar contra a Síria". A líder da minoria democrata, deputada Nancy Pelosi, justificou o apoio alegando que o regime sírio violou as normas da sociedade civilizada e "só os EUA têm capacidade para parar Assad".
Obama anunciou a decisão na sexta-feira passada, mas pediu a aprovação do Congresso para dar legitimidade à ação depois que o Parlamento Britânico negou autorização ao primeiro-ministro David Cameron para participar do ataque. Como o Congresso dos EUA está em recesso e só volta na próxima segunda-feira, 9 de setembro de 2013, a Síria ganhou mais uma semana para se preparar.
A aprovação de Boehner e Cantor, e a ação decidida do senador John McCain, ex-veterano da Guerra do Vietnã que perdeu a eleição presidencial para Obama em 2008, são importantes para evitar que a ala mais isolacionista do Partido Republicano rejeite o ataque à Líbia. Na opinião de McCain, isto equivaleria a abdicar de ser uma grande potência.
McCain defende um ataque mais robusto para "degradar a capacidade ofensiva" da Síria.
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton também deu apoio a Obama para "uma resposta forte e focada contra o horrível uso de armas químicas pelo regime de Assad".
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Republicanos desistem de aprovar alta de impostos
Como o presidente Barack Obama ameaçou vetar, a maioria republicana na Câmara dos Representantes decidiu nem colocar em votação uma proposta do presidente da Câmara, deputado John Boehner, autorizando aumentos de impostos para quem ganha US$ 1 milhão ou mais por ano de renda bruta para reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos.
Seria uma maneira de dizer ao eleitorado que os republicanos têm propostas alternativas às de Obama, que não se limitam a críticas destrutivas. Mas os dois lados recuaram.
Sob pressão da ala mais direitista do partido, Boehner retirou o projeto. Um acordo ficou mais distante. Os EUA se aproximam perigosamente do "abismo fiscal", uma combinação de aumentos de impostos com cortes de gastos públicos capaz de tirar de circulação US$ 600 bilhões.
Com a má notícia, hoje deve ser um dia de queda nas bolsas de valores do mundo inteiro.
Seria uma maneira de dizer ao eleitorado que os republicanos têm propostas alternativas às de Obama, que não se limitam a críticas destrutivas. Mas os dois lados recuaram.
Sob pressão da ala mais direitista do partido, Boehner retirou o projeto. Um acordo ficou mais distante. Os EUA se aproximam perigosamente do "abismo fiscal", uma combinação de aumentos de impostos com cortes de gastos públicos capaz de tirar de circulação US$ 600 bilhões.
Com a má notícia, hoje deve ser um dia de queda nas bolsas de valores do mundo inteiro.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Setor privado tem saldo de 118 mil empregos nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 118 mil empregos a mais do que fecharam no mês de novembro de 2012, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. É um pouco menos do que os 125 mil esperados, em média, pelos economistas.
Apesar da taxa de crescimento dos EUA no terceiro trimestre ter sido revisada para 2,7% ao ano, o Instituto de Pesquisa dos Ciclos Econômicos (ECRI, do inglês) acredita que a maior economia do mundo voltou à recessão, com quedas na produção, no consumo e na renda. O emprego seria o único indicar importante ainda em alta.
Com o desentendimento entre Casa Branca e o Congresso sobre os cortes orçamentários necessários para reduzir o trilionário déficit público federal, os EUA correm risco de cair no chamado "abismo fiscal". É uma mistura de fim dos cortes de impostos do governo George W. Bush (2001-9) com reduções obrigatórias nas despesas governamentais capaz de tirar US$ 600 bilhões de circulação.
Ontem, o presidente Barack Obama rejeitou a contraproposta do Partido Republicano, apresentada pelo presidente da Câmara, deputado John Boehner. Obama insiste em aumentar os impostos para os ricos, deixando expirar os cortes da era Bush, mas quer poupar a classe média.
Se os EUA caíram no "abismo fiscal" daqui a 27 dias, não será o fim do mundo, mas o declínio observado pelo ECRI vai se acentuar. A volta da recessão será inevitável.
A boa nova para Obama é que as pesquisas indicam que a maioria do eleitorado culpa a oposição republicana pelo impasse. A maioria não vê problemas em aumentar impostos para os ricos. Os republicanos alegam que os ricos são "criadores de empregos". Se tiverem de pagar mais impostos, a economia perderia.
O otimismo de Obama não se justifica.
Apesar da taxa de crescimento dos EUA no terceiro trimestre ter sido revisada para 2,7% ao ano, o Instituto de Pesquisa dos Ciclos Econômicos (ECRI, do inglês) acredita que a maior economia do mundo voltou à recessão, com quedas na produção, no consumo e na renda. O emprego seria o único indicar importante ainda em alta.
Com o desentendimento entre Casa Branca e o Congresso sobre os cortes orçamentários necessários para reduzir o trilionário déficit público federal, os EUA correm risco de cair no chamado "abismo fiscal". É uma mistura de fim dos cortes de impostos do governo George W. Bush (2001-9) com reduções obrigatórias nas despesas governamentais capaz de tirar US$ 600 bilhões de circulação.
Ontem, o presidente Barack Obama rejeitou a contraproposta do Partido Republicano, apresentada pelo presidente da Câmara, deputado John Boehner. Obama insiste em aumentar os impostos para os ricos, deixando expirar os cortes da era Bush, mas quer poupar a classe média.
Se os EUA caíram no "abismo fiscal" daqui a 27 dias, não será o fim do mundo, mas o declínio observado pelo ECRI vai se acentuar. A volta da recessão será inevitável.
A boa nova para Obama é que as pesquisas indicam que a maioria do eleitorado culpa a oposição republicana pelo impasse. A maioria não vê problemas em aumentar impostos para os ricos. Os republicanos alegam que os ricos são "criadores de empregos". Se tiverem de pagar mais impostos, a economia perderia.
O otimismo de Obama não se justifica.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Obama chama oposição para discutir "abismo fiscal"
Ao convocar os líderes dos dois grandes partidos para discutir o "abismo" fiscal na próxima semana na Casa Branca, o presidente reeleito Barack Obama voltou a insistir em que qualquer acordo para reduzir o déficit público federal dos Estados Unidos precisa incluir aumentos de impostos para os ricos.
Em 2 de janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9). Se não houver acordo entre Executivo e Legislativo, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos. Podem sair de circulação US$ 600 bilhões. É o "abismo fiscal".
Os republicanos, que controlam a Câmara sob a liderança do deputado John Boehner, são contra aumentos de impostos, alegando que seriam contraproducentes em meio a uma crise econômica: "É o momento do presidente. Ele precisa liderar e propor um acordo capaz de ser aprovado".
A seguir, impôs uma condição: "Somos contra cortes de impostos para os ricos porque eles são, na maioria, donos de pequenas empresas. Isso vai custar 700 mil empregos, em prejuízo da nossa economia", afirmou o presidente da Câmara.
"Eu me recuso a aceitar qualquer acordo que não seja equilibrado. Não vou deixar aposentados, estudantes e a classe média pagarem sozinhos pelo ajuste fiscal", declarou o presidente, alegando que o orçamento não pode ser equilibrado simplesmente cortando gastos públicos.
Se o impasse dos últimos anos por não for resolvido por algum acordo, há o risco de que a frágil recuperação americana, com ritmo de crescimento de 2% ao ano, se transforme numa contração de 2%.
Em 2 de janeiro de 2013, expiram os cortes de impostos para os ricos da era George W. Bush (2001-9). Se não houver acordo entre Executivo e Legislativo, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos. Podem sair de circulação US$ 600 bilhões. É o "abismo fiscal".
Os republicanos, que controlam a Câmara sob a liderança do deputado John Boehner, são contra aumentos de impostos, alegando que seriam contraproducentes em meio a uma crise econômica: "É o momento do presidente. Ele precisa liderar e propor um acordo capaz de ser aprovado".
A seguir, impôs uma condição: "Somos contra cortes de impostos para os ricos porque eles são, na maioria, donos de pequenas empresas. Isso vai custar 700 mil empregos, em prejuízo da nossa economia", afirmou o presidente da Câmara.
"Eu me recuso a aceitar qualquer acordo que não seja equilibrado. Não vou deixar aposentados, estudantes e a classe média pagarem sozinhos pelo ajuste fiscal", declarou o presidente, alegando que o orçamento não pode ser equilibrado simplesmente cortando gastos públicos.
Se o impasse dos últimos anos por não for resolvido por algum acordo, há o risco de que a frágil recuperação americana, com ritmo de crescimento de 2% ao ano, se transforme numa contração de 2%.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
"Abismo fiscal" é primeiro desafio do reeleito Obama
A reeleição do presidente Barack Obama e a manutenção do status quo no Congresso antecipam mais impasses entre a Casa Branca e o Capitólio para tentar reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos, que passa de US$ 1 trilhão por ano há quatro anos. Mas a derrota numa eleição que a oposição considerava ganha por causa da crise econômica vai provocar um profundo exame de consciência no Partido Republicano.
O primeiro desafio do presidente reeleito será conseguir o que não conseguiu no primeiro mandato: chegar a um acordo com a oposição que inclua cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos para o país não cair no "abismo fiscal". Os republicanos preferem cortar programas sociais a aumentar o imposto de renda para os mais ricos.
Como não houve acordo, em janeiro de 2013, devem expirar os cortes de impostos da era George W. Bush e entram em vigor reduções automáticas nos gastos do governo. Isto ameaça tirar bruscamente US$ 600 bilhões de circulação da economia americana. A queda no produto interno bruto dos EUA poderia chegar a quatro pontos percentuais, do baixo crescimento anual de 2% para uma contração de 2% ao ano.
Obama ganhou do ex-governador Mitt Romney no voto popular e no Colégio Eleitoral que vai confirmar sua reeleição em 17 de dezembro de 2012, mas não foi uma vitória suficientemente expressiva para romper o impasse com a oposição, majoritária na Câmara.
Ao todo, o presidente recebeu 60.460.212 votos contra 57.674.292 para o adversário. Venceu em todos os chamados estados-pêndulo, que podem ir para qualquer lado. Conquistou 332 delegados contra 206 para Romney.
Em Ohio, o estado decisivo mais uma vez, a vitória do presidente se deve muito a ter salvado a General Motors e a Chrysler da falência. Vários republicanos se opuseram, inclusive Romney, alegando que o governo dos EUA não deve fabricar automóveis.
A falência da GM e da Chrysler provavelmente arrastaria também a Ford. Os EUA ficariam sem fábricas de automóveis, com a exceção das japonesas, europeias e sul-coreanas. Ohio, Michigan, Pensilvânia, Virgínia e Virgínia Ocidental são estados do chamado cinturão, centro de uma indústria siderúrgica que encolheu nas últimas décadas.
Sem a indústria automobilística, as fábricas de autopeças desapareceriam.
Depois de US$ 6 bilhões em despesas de campanha, dezenas de eleições primárias, quatro debates na televisão e mais anúncios do que qualquer pessoa possa assistir, observa o jornal The New York Times, os dois grandes partidos dos EUA ficaram no mesmo lugar. A correlação de forças em Washington não mudou.
O Partido Democrata manteve o controle do Senado, de 100 cadeiras, com maioria de 53, e a oposição republicana a maioria na Câmara com 234 cadeiras contra 192 democratas. Nove vagas ainda estão em disputa.
Como a Câmara representa ao povo, cabe aos deputados aprovar toda e qualquer despesa pública. O presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, declara estar aberto a acordos, mas acaba de rejeitar em entrevista coletiva qualquer possibilidade de aumentar as alíquotas de impostos para os mais ricos, alegando que isso prejudicaria a economia e reduziria o PIB dos EUA.
A Bolsa de Nova York fechou um dia com queda de 2,4% em 12.932,73 pontos, o menor nível em três meses, diante do impasse político que impede um ajuste das contas públicas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo caiu abaixo de US$ 85 por barril.
Se o presidente conseguiu a reeleição ao apresentar seu adversário como um representante das elites que trabalha para proteger os ricos, os republicanos da Câmara não entenderam por que o partido perdeu a Casa Branca mais uma vez e não aumentou sua representação no Senado. Por causa do radicalismo de direita.
Na oposição ao presidente negro, com claros tons racistas, oposição foi para a direita, ignorando questões que preocupam o américano médio. Ela nega o aquecimento global, rejeita o aborto e o casamento gay, exige mais gastos militares para garantir a supremacia americana e não aceita qualquer aumento de impostos.
O movimento Festa do Chá foi o grande derrotado ontem nos EUA. Quase todos os candidatos ao Senado com o apoio do grupo perderam, assim como Romney e seu vice, Paul Ryan, que não ganharam nem em seus próprios estados. Na Câmara, a maioria dos novos deputados republicanos eleitos em 2010 se reelegeu. Esta é a ala radical. Há quem acredite que no segundo mandato será mais equilibrada e aberta ao consenso
Mas, no primeiro momento, a derrota não arrefeceu o ânimo dos conservadores americanos. Nas redes sociais, o grito é: "A guerra continua".
O primeiro desafio do presidente reeleito será conseguir o que não conseguiu no primeiro mandato: chegar a um acordo com a oposição que inclua cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos para o país não cair no "abismo fiscal". Os republicanos preferem cortar programas sociais a aumentar o imposto de renda para os mais ricos.
Como não houve acordo, em janeiro de 2013, devem expirar os cortes de impostos da era George W. Bush e entram em vigor reduções automáticas nos gastos do governo. Isto ameaça tirar bruscamente US$ 600 bilhões de circulação da economia americana. A queda no produto interno bruto dos EUA poderia chegar a quatro pontos percentuais, do baixo crescimento anual de 2% para uma contração de 2% ao ano.
Obama ganhou do ex-governador Mitt Romney no voto popular e no Colégio Eleitoral que vai confirmar sua reeleição em 17 de dezembro de 2012, mas não foi uma vitória suficientemente expressiva para romper o impasse com a oposição, majoritária na Câmara.
Ao todo, o presidente recebeu 60.460.212 votos contra 57.674.292 para o adversário. Venceu em todos os chamados estados-pêndulo, que podem ir para qualquer lado. Conquistou 332 delegados contra 206 para Romney.
Em Ohio, o estado decisivo mais uma vez, a vitória do presidente se deve muito a ter salvado a General Motors e a Chrysler da falência. Vários republicanos se opuseram, inclusive Romney, alegando que o governo dos EUA não deve fabricar automóveis.
A falência da GM e da Chrysler provavelmente arrastaria também a Ford. Os EUA ficariam sem fábricas de automóveis, com a exceção das japonesas, europeias e sul-coreanas. Ohio, Michigan, Pensilvânia, Virgínia e Virgínia Ocidental são estados do chamado cinturão, centro de uma indústria siderúrgica que encolheu nas últimas décadas.
Sem a indústria automobilística, as fábricas de autopeças desapareceriam.
Depois de US$ 6 bilhões em despesas de campanha, dezenas de eleições primárias, quatro debates na televisão e mais anúncios do que qualquer pessoa possa assistir, observa o jornal The New York Times, os dois grandes partidos dos EUA ficaram no mesmo lugar. A correlação de forças em Washington não mudou.
O Partido Democrata manteve o controle do Senado, de 100 cadeiras, com maioria de 53, e a oposição republicana a maioria na Câmara com 234 cadeiras contra 192 democratas. Nove vagas ainda estão em disputa.
Como a Câmara representa ao povo, cabe aos deputados aprovar toda e qualquer despesa pública. O presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, declara estar aberto a acordos, mas acaba de rejeitar em entrevista coletiva qualquer possibilidade de aumentar as alíquotas de impostos para os mais ricos, alegando que isso prejudicaria a economia e reduziria o PIB dos EUA.
A Bolsa de Nova York fechou um dia com queda de 2,4% em 12.932,73 pontos, o menor nível em três meses, diante do impasse político que impede um ajuste das contas públicas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo caiu abaixo de US$ 85 por barril.
Se o presidente conseguiu a reeleição ao apresentar seu adversário como um representante das elites que trabalha para proteger os ricos, os republicanos da Câmara não entenderam por que o partido perdeu a Casa Branca mais uma vez e não aumentou sua representação no Senado. Por causa do radicalismo de direita.
Na oposição ao presidente negro, com claros tons racistas, oposição foi para a direita, ignorando questões que preocupam o américano médio. Ela nega o aquecimento global, rejeita o aborto e o casamento gay, exige mais gastos militares para garantir a supremacia americana e não aceita qualquer aumento de impostos.
O movimento Festa do Chá foi o grande derrotado ontem nos EUA. Quase todos os candidatos ao Senado com o apoio do grupo perderam, assim como Romney e seu vice, Paul Ryan, que não ganharam nem em seus próprios estados. Na Câmara, a maioria dos novos deputados republicanos eleitos em 2010 se reelegeu. Esta é a ala radical. Há quem acredite que no segundo mandato será mais equilibrada e aberta ao consenso
Mas, no primeiro momento, a derrota não arrefeceu o ânimo dos conservadores americanos. Nas redes sociais, o grito é: "A guerra continua".
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
China adverte EUA para risco de guerra comercial
A China ameaçou hoje deflagrar uma guerra
comercial, se o Congresso dos Estados Unidos aprovar um projeto de lei em
discussão no Senado para sobretaxar as importações de países que manipulem o
câmbio.
Diante da reação de Beijim, o presidente da Câmara,
o deputado republicano John Boehner, considerou "extremamente perigoso
aprovar legislação no Congresso dos EUA forçando outros países a mexer no valor
de sua moeda", noticia a agência Reuters.
Num sinal que os EUA abandonaram sua postura imperial em relação a seu
maior concorrente estratégico, Boehner admitiu que, "embora tenha
preocupações com a maneira como a China administra o câmbio, não estou certo de
que esta seja a maneira correta de corrigir o problema".
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Câmara dos EUA aprova proposta republicana
Por 218 a 210, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou agora há pouco a proposta de seu presidente, o deputado republicano John Boehner, para elevar o teto da dívida pública do país em US$ 800 bilhões.
A medida não foi colocada em votação ontem porque Boehner não tinha o apoio necessário. Hoje, 22 deputados republicanos votaram contra a proposta. É o pessoal do movimento radical de direita Festa do Chá, que exige mais cortes de gastos governamentais.
A medida não foi colocada em votação ontem porque Boehner não tinha o apoio necessário. Hoje, 22 deputados republicanos votaram contra a proposta. É o pessoal do movimento radical de direita Festa do Chá, que exige mais cortes de gastos governamentais.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Câmara não vota mais dívida dos EUA nesta noite
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, deputado John Boehner, decidiu não colocar em votação nesta noite sua proposta para elevar o teto da dívida pública do país em US$ 800 bilhões em troca de cortes nos gastos governamentais.
Isso indica que Boehner, principal líder da oposição ao presidente Barack Obama, ainda não tem os 216 votos necessários para aprovar a matéria. Para conseguir o apoio que falta, o deputado terá de alterar a proposta.
Com o endurecimento das posições, é possível que a Câmara, de maioria republicana, e o Senado, de maioria democrata, aprovem projetos diferentes que teriam de ser compatibilizados na última hora.
A dívida pública dos EUA deve atingir o atual limite legal de US$ 14,3 bilhões em 2 de agosto de 2011. Se este teto não for elevado, o governo federal americano vai ficar sem dinheiro em casa. Pode calotear salários, pensões de aposentados e títulos da dívida pública.
Nunca, no passado, o Congresso exerceu tanta pressão sobre o presidente, negando-se a autorizar o aumento da dívida.
Em matéria de capa, a revista inglesa The Economist que circula hoje adverte para o risco de que a crise das dívidas públicas gere uma paralisia política e econômica nos Estados Unidos e na Europa, a exemplo que aconteceu com o Japão nas últimas duas décadas.
Isso indica que Boehner, principal líder da oposição ao presidente Barack Obama, ainda não tem os 216 votos necessários para aprovar a matéria. Para conseguir o apoio que falta, o deputado terá de alterar a proposta.
Com o endurecimento das posições, é possível que a Câmara, de maioria republicana, e o Senado, de maioria democrata, aprovem projetos diferentes que teriam de ser compatibilizados na última hora.
A dívida pública dos EUA deve atingir o atual limite legal de US$ 14,3 bilhões em 2 de agosto de 2011. Se este teto não for elevado, o governo federal americano vai ficar sem dinheiro em casa. Pode calotear salários, pensões de aposentados e títulos da dívida pública.
Nunca, no passado, o Congresso exerceu tanta pressão sobre o presidente, negando-se a autorizar o aumento da dívida.
Em matéria de capa, a revista inglesa The Economist que circula hoje adverte para o risco de que a crise das dívidas públicas gere uma paralisia política e econômica nos Estados Unidos e na Europa, a exemplo que aconteceu com o Japão nas últimas duas décadas.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Obama pressiona republicanos sobre dívida
LONDRES - Ao rejeitar um acordo de emergência para elevar o teto da dívida pública e evitar que o governo federal dos Estados Unidos fique sem condições de tomar novos impostos, o presidente Barack Obama pressiona a oposição republicana por um acordo amplo sobre o déficit orçamentário.
A dívida está chegando perto do limite de US$ 14,3 trilhões. Em 2 de agosto, o governo americano pode ter problemas para pagar suas contas e rolar sua dívida pública. Isso ameaça a nota de crédito do país. Os EUA podem ter de pagar juros maiores.
Ontem, o presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, afastou a possibilidade de um acordo de longo prazo para reduzir o déficit orçamentário, que pode chegar a US$ 1,5 trilhão.
A dívida está chegando perto do limite de US$ 14,3 trilhões. Em 2 de agosto, o governo americano pode ter problemas para pagar suas contas e rolar sua dívida pública. Isso ameaça a nota de crédito do país. Os EUA podem ter de pagar juros maiores.
Ontem, o presidente da Câmara, o deputado republicano John Boehner, afastou a possibilidade de um acordo de longo prazo para reduzir o déficit orçamentário, que pode chegar a US$ 1,5 trilhão.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Republicano quer cortar gastos em US$ 2 trilhões
O presidente da Câmara dos Estados Unidos, deputado republicano John Boehner, está exigindo da Casa Branca cortes de gastos de US$ 2 trilhões para autorizar o aumento da dívida pública do país, de US$ 14,28 trilhões.
Sem acordo, o governo Barack Obama não terá como se endividar mais para financiar os gastos públicos até o fim do ano, revela o jornal The Washington Post.
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