O Banco Central da China flexibilizou um pouco o controle sobre a cotação da moeda nacional, o iuã, dobrando sua margem de flutuação diária para mais ou menos 2% a partir de uma cotação-base fixada pela autoridade monetária no início do dia. A medida entra em vigor em 17 de março de 2014.
A maior flexibilidade vai "melhorar a eficiência e aumentar o papel decisivo do mercado na alocação de recursos", declarou um porta-voz do banco central chinês.
Com o primeiro calote de bônus de empresas privadas e uma grande volume de dívidas incobráveis em poder dos bancos estatais, este será um ano de testes importantes para ver se o Banco Central da China comunista consegue enfrentar as crises do sistema capitalista.
Até agora, como na Grande Recessão mundial de 2008-9, a solução foi gastar um monte de dinheiro, no caso, US$ 600 bilhões de um programa de estímulo aprovado em novembro de 2008. No caso de dívidas podres e excesso de capacidade instalada, não basta jogar dinheiro novo em cima de negócios ruins.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 15 de março de 2014
segunda-feira, 16 de abril de 2012
China amplia banda de flutuação do iuã
Sob intensa pressão de seus maiores parceiros comerciais - União Europeia, Estados Unidos e Japão - para deixar sua moeda flutuar livremente, a China anunciou hoje a ampliação do limite da margem de flutuação diária do iuã em relação ao dólar de 0,5% para 1%.
Há décadas, a China adota políticas de desvalorização competitiva. Mantém a moeda fraca para melhorar o preço de suas exportações no mercado internacional. Essa foi uma das bases do desenvolvimento chinês das últimas três décadas, o mais extraordinário da história da humanidade, e uma das causas da crise da Ásia, em 1997, que acabou contaminando todos os mercados emergentes, a Rússia e a América Latina, especialmente Brasil e Argentina, mas poupou a China.
Como o anúncio do Banco Popular da China foi feito em inglês, os analistas entendem que o principal alvo foi o mercado internacional, informou a TV pública britânica BBC.
O Tesouro dos EUA elogiou a medida, dizendo que "uma flutuação que permita que o câmbio reflita as forças do mercado pode contribuir para o reequilíbrio da economia mundial, o que seria positivo para a China, os EUA e a economia mundial".
Há décadas, a China adota políticas de desvalorização competitiva. Mantém a moeda fraca para melhorar o preço de suas exportações no mercado internacional. Essa foi uma das bases do desenvolvimento chinês das últimas três décadas, o mais extraordinário da história da humanidade, e uma das causas da crise da Ásia, em 1997, que acabou contaminando todos os mercados emergentes, a Rússia e a América Latina, especialmente Brasil e Argentina, mas poupou a China.
Como o anúncio do Banco Popular da China foi feito em inglês, os analistas entendem que o principal alvo foi o mercado internacional, informou a TV pública britânica BBC.
O Tesouro dos EUA elogiou a medida, dizendo que "uma flutuação que permita que o câmbio reflita as forças do mercado pode contribuir para o reequilíbrio da economia mundial, o que seria positivo para a China, os EUA e a economia mundial".
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Moeda da China atinge cotação recorde
A moeda chinesa foi cotada ontem a 6,3198 por dólar, depois de chegar durante o dia a um recorde de 6,3160. A expectativa é que termine o ano em torno de 6,30 iuãs por dólar, numa valorização de 4% em relação à moeda dos Estados Unidos.
Para 2012, a expectativa é de uma valorização de 3%, com a maior parte da alta prevista para o segundo semestre, já que as autoridades chinesas vão tentar manter o iuã estável enquanto aguardam os desdobramentos da crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Para 2012, a expectativa é de uma valorização de 3%, com a maior parte da alta prevista para o segundo semestre, já que as autoridades chinesas vão tentar manter o iuã estável enquanto aguardam os desdobramentos da crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
China adverte EUA para risco de guerra comercial
A China ameaçou hoje deflagrar uma guerra
comercial, se o Congresso dos Estados Unidos aprovar um projeto de lei em
discussão no Senado para sobretaxar as importações de países que manipulem o
câmbio.
Diante da reação de Beijim, o presidente da Câmara,
o deputado republicano John Boehner, considerou "extremamente perigoso
aprovar legislação no Congresso dos EUA forçando outros países a mexer no valor
de sua moeda", noticia a agência Reuters.
Num sinal que os EUA abandonaram sua postura imperial em relação a seu
maior concorrente estratégico, Boehner admitiu que, "embora tenha
preocupações com a maneira como a China administra o câmbio, não estou certo de
que esta seja a maneira correta de corrigir o problema".
sábado, 18 de junho de 2011
China cresceu por investimento e não exportação
Ao contrário do pensamento dominante, o extraordinário crescimento da China, de 10% ao ano na média nos últimos 32 anos, é resultado de programas de investimentos do regime comunista e não das exportações industriais do país, afirma o economista Albert Keidel, ex-subdiretor de setor de Ásia do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, hoje professor da Universidade Georgetown, em Washington.
Na contramão da maioria dos seus colegas, o professor Keidel não está preocupado com a inflação em alta na China e seu impacto sobre a economia mundial. Também não acredita que a moeda chinesa esteja subvalorizada.
"É muita jogada política", disse Keidel em conversa com jornalistas depois de falar no
seminário Brasil e China no Reordenamento das Relações Internacional, promovido pelo Instituto Brasil-China e a Fundação Alexandre Gusmão (Funag), no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. "Nenhum político consegue se eleger hoje nos EUA sem falar mal da China. Foi assim com o Japão nos anos 80."
Para justificar sua conclusão de que não foram as exportações que levaram a China ao maior crescimento da História, declarou que "basta comparar os picos do crescimento chinês com os planos de investimento e com a demanda externa".
A crise, na sua opinião, ajudou a China a realizar mais reformas: "Não houve uma volta do Estado. No final dos anos 90 e início dos 2000, a China vendeu a maioria das empresas estatais".
Com a crise, usou seu programa de incentivo de US$ 600 bilhões para "fazer investimentos públicos na infraestrutura do crescimento", em energia, transportes e telecomunicações. "A resposta é crise foi bem-sucedida. A inflação está alta, mas em termos históricos está num nível bem baixo. O grau de corrupção é aceitável para o nível de renda do país", acrescentou.
No comércio exterior, "o atrito com os EUA é inevitável porque os políticos americanos criticam a China hoje para se manter no poder. O diálogo econômico estratégico aprofundou o relacionamento, o saldo comercial chinês está diminuindo e o iuã se valorizando, mas nenhum político americano pode dizer que a China não é um problema".
Para o economista americano, "o desafio dos EUA é renovar os EUA, mas isso é politicamente impossível".
Em sua palestra, Keidel argumentou que, num mundo em que não será mais o país mais rico, "a segurança nacional dos Estados Unidos depende de instituições multilaterais".
Ele defendeu ainda uma reforma do sistema financeiro internacional que separe bancos comerciais de bancos de investimentos, regulamente os derivativos e outros produtos financeiros de alto risco, e reintroduza o controle dos fluxos de capital de curto prazo, como se fazia no início dos anos 70.
Na contramão da maioria dos seus colegas, o professor Keidel não está preocupado com a inflação em alta na China e seu impacto sobre a economia mundial. Também não acredita que a moeda chinesa esteja subvalorizada.
"É muita jogada política", disse Keidel em conversa com jornalistas depois de falar no
seminário Brasil e China no Reordenamento das Relações Internacional, promovido pelo Instituto Brasil-China e a Fundação Alexandre Gusmão (Funag), no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. "Nenhum político consegue se eleger hoje nos EUA sem falar mal da China. Foi assim com o Japão nos anos 80."
Para justificar sua conclusão de que não foram as exportações que levaram a China ao maior crescimento da História, declarou que "basta comparar os picos do crescimento chinês com os planos de investimento e com a demanda externa".
A crise, na sua opinião, ajudou a China a realizar mais reformas: "Não houve uma volta do Estado. No final dos anos 90 e início dos 2000, a China vendeu a maioria das empresas estatais".
Com a crise, usou seu programa de incentivo de US$ 600 bilhões para "fazer investimentos públicos na infraestrutura do crescimento", em energia, transportes e telecomunicações. "A resposta é crise foi bem-sucedida. A inflação está alta, mas em termos históricos está num nível bem baixo. O grau de corrupção é aceitável para o nível de renda do país", acrescentou.
No comércio exterior, "o atrito com os EUA é inevitável porque os políticos americanos criticam a China hoje para se manter no poder. O diálogo econômico estratégico aprofundou o relacionamento, o saldo comercial chinês está diminuindo e o iuã se valorizando, mas nenhum político americano pode dizer que a China não é um problema".
Para o economista americano, "o desafio dos EUA é renovar os EUA, mas isso é politicamente impossível".
Em sua palestra, Keidel argumentou que, num mundo em que não será mais o país mais rico, "a segurança nacional dos Estados Unidos depende de instituições multilaterais".
Ele defendeu ainda uma reforma do sistema financeiro internacional que separe bancos comerciais de bancos de investimentos, regulamente os derivativos e outros produtos financeiros de alto risco, e reintroduza o controle dos fluxos de capital de curto prazo, como se fazia no início dos anos 70.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Saldo comercial da China tem forte alta
Com alta de 25% nas importações e de 23% nas exportações, o saldo comercial da China subiu em outubro para US$ 27,15 bilhões, 38% acima dos US$ 16,88 bilhões de setembro.
Isso vai aumentar a pressão dos Estados Unidos pela valorização do iuã. Cria o cenário para o duelo entre as duas maiores economias do mundo na reunião de cúpula do Grupo dos 20 que começa amanhã em Seul, na Coreia do Sul.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Merkel quer persuadir China a valorizar iuã
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, acredita que a China deve ser convencida pelos fatos e adotar “uma taxa de câmbio justa” para o iuã, em vez de ser atacada pela atual política cambial.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
China aconselha EUA a equilibrar contas públicas
Ao receber hoje em Beijim o secretário do Comércio americano, Gary Locke, a China aconselhou os EUA a equilibrar as contas públicas.
A China é a maior compradora de títulos da dívida pública dos Estados Unidos, parte importante de suas reservas cambiais, de US$ 2,4 trilhões. Perde, portanto, com a desvalorização do dólar.
Enquanto o governo americano pressiona a China a valorizar o iuã para combater o desequilíbrio no comércio entre os dois países, os chineses cobram um ajuste fiscal nos EUA.
No momento, a crise das dívidas públicas do euro dificulta a apreciação do iuã. Em 2005, diante da pressão internacional por causa de seu saldo comercial, a China decidiu deixar a moeda flutuar com base numa cesta de moedas que incluía o euro.
Em maio de 2008, diante da crise internacional, o governo chinês decidiu voltar a colar a cotação de sua moeda a 8,66 iuãs por dólar.
A China é a maior compradora de títulos da dívida pública dos Estados Unidos, parte importante de suas reservas cambiais, de US$ 2,4 trilhões. Perde, portanto, com a desvalorização do dólar.
Enquanto o governo americano pressiona a China a valorizar o iuã para combater o desequilíbrio no comércio entre os dois países, os chineses cobram um ajuste fiscal nos EUA.
No momento, a crise das dívidas públicas do euro dificulta a apreciação do iuã. Em 2005, diante da pressão internacional por causa de seu saldo comercial, a China decidiu deixar a moeda flutuar com base numa cesta de moedas que incluía o euro.
Em maio de 2008, diante da crise internacional, o governo chinês decidiu voltar a colar a cotação de sua moeda a 8,66 iuãs por dólar.
domingo, 25 de abril de 2010
Cotação do iuã visa estabilidade, diz ministro chinês
A decisão da China de valorizar ou não a moeda nacional será tomada tendo em vista a estabilidade econômica do país, afirmou o vice-ministro do Comércio, Fu Ziying.
Diante da ameaça da crise mundial, em junho de 2008, a China voltou a colar a cotação de sua moeda ao dólar a uma taxa de 6,88 iuãs por dólar. Com a recuperação mundial, está sendo pressionada a valorizar o iuã para refletir o sucesso de suas exportações.
Mas o vice-ministro advertiu: "A China vai examinar sua situação econômica e traçar seu próprio caminho. A crise mundial trouxe uma série de incertezas. Então, temos de colocar a estabilidade em primeiro lugar."
Diante da ameaça da crise mundial, em junho de 2008, a China voltou a colar a cotação de sua moeda ao dólar a uma taxa de 6,88 iuãs por dólar. Com a recuperação mundial, está sendo pressionada a valorizar o iuã para refletir o sucesso de suas exportações.
Mas o vice-ministro advertiu: "A China vai examinar sua situação econômica e traçar seu próprio caminho. A crise mundial trouxe uma série de incertezas. Então, temos de colocar a estabilidade em primeiro lugar."
quarta-feira, 7 de abril de 2010
China cresce a um ritmo de 12% ano
Economistas citados pelo jornal chinês Shanghai Daily prevêem que a China cresça num ritmo anual de 12% no primeiro trimestre de 2010, depois de avançar a uma taxa de 10,7% ao ano no fim de 2009.
O Banco Popular da China, o banco central do país, já anunciou que a recuperação está consolidada. A maior preocupação agora é evitar o superaquecimento da economia e a inflação.
Como os Estados Unidos adiaram a publicação de um relatório em que acusariam o governo chinês de "manipular o câmbio", as autoridades monetárias chinesas estariam examinando a possibilidade de usar a valorização do iuã como instrumento para aumentar o consumo interno e conter os preços no mercado interno. Por outro lado, há uma preocupação de não prejudicar as exportações.
Em 2005, diante da desvalorização do dólar, a China passou a cotar o iuã com base numa cesta de moedas fortes, que incluía o euro. Isso levou a uma valorização de até 20% na moeda chinesa.
Diante da crise mundial, em maio de 2008, o governo chinês voltou a atrelar o iuã ao dólar a uma cotação de 6,88 por dólar.
Como o dólar sofre com o impacto da crise sobre a economia dos Estados Unidos e a China, ao contrário, apresenta expressivos saldos comerciais e crescimento forte, seria natural a apreciação da moeda chinesa.
Isso não acontece porque o câmbio é controlado. Na prática, prejudica todos os países que importam produtos chineses, numa distorção do comércio que não se justifica.
A China não pode mais alegar que é um país em desenvolvimento ou economia emergente. Será ainda neste ano a segunda maior economia do mundo.
O Banco Popular da China, o banco central do país, já anunciou que a recuperação está consolidada. A maior preocupação agora é evitar o superaquecimento da economia e a inflação.
Como os Estados Unidos adiaram a publicação de um relatório em que acusariam o governo chinês de "manipular o câmbio", as autoridades monetárias chinesas estariam examinando a possibilidade de usar a valorização do iuã como instrumento para aumentar o consumo interno e conter os preços no mercado interno. Por outro lado, há uma preocupação de não prejudicar as exportações.
Em 2005, diante da desvalorização do dólar, a China passou a cotar o iuã com base numa cesta de moedas fortes, que incluía o euro. Isso levou a uma valorização de até 20% na moeda chinesa.
Diante da crise mundial, em maio de 2008, o governo chinês voltou a atrelar o iuã ao dólar a uma cotação de 6,88 por dólar.
Como o dólar sofre com o impacto da crise sobre a economia dos Estados Unidos e a China, ao contrário, apresenta expressivos saldos comerciais e crescimento forte, seria natural a apreciação da moeda chinesa.
Isso não acontece porque o câmbio é controlado. Na prática, prejudica todos os países que importam produtos chineses, numa distorção do comércio que não se justifica.
A China não pode mais alegar que é um país em desenvolvimento ou economia emergente. Será ainda neste ano a segunda maior economia do mundo.
segunda-feira, 8 de março de 2010
China pode abandonar paridade fixa com dólar
O Banco Popular da China deu os primeiros sinais de que pode abandonar a política de câmbio fixo em relação ao dólar, adotada em maio de 2008 para enfrentar a crise financeira internacional, revela hoje o jornal inglês Financial Times.
Em 2005, a China tinha adotado uma política de flutuação da moeda chinesa, o iuã, com base numa cesta de moedas que incluía o euro e o iene japonês. O objetivo era fazer o câmbio refletir melhor os saldos positivos do comércio exterior chinês.
Com a crise, as autoridades chinesas viram uma ameaça ao modelo exportador. A China foi o primeiro país a sair da crise, graças a um programa de estímulo de US$ 585 bilhões, mas o primeiro-ministro Wen Jiabao acaba de admitir perante o Congresso Nacional do Povo que as exportações caíram 16% em 2009.
Para o presidente do BC chinês, Zhao Xiaochuan, a paridade fixa fez "parte de um pacote de medidas especiais para enfrentar a crise financeira internacional. Mais cedo ou mais tarde, será abandonada".
Zhao não mencionou qualquer prazo. Em dezembro, o primeiro-ministro Wen rejeitou as pressões dos Estados Unidos, da Europa e de outros parceiros comerciais para que a China valorize sua moeda para equilibrar um pouco seu comércio exterior.
O regime comunista chinês temia não conseguir equilibrar a economia sem as exportações. Agora, também está preocupado com a inflação, a especulação financeira e a especulação imobiliária. Uma pequena valorização do iuã ajudaria a conter o crescimento de preços.
Por outro lado, o ministro do Comércio, Chen Deming, calcula que serão necessário dois a três anos para que as exportações chineses retomem o vigor anterior à crise.
Em 2005, a China tinha adotado uma política de flutuação da moeda chinesa, o iuã, com base numa cesta de moedas que incluía o euro e o iene japonês. O objetivo era fazer o câmbio refletir melhor os saldos positivos do comércio exterior chinês.
Com a crise, as autoridades chinesas viram uma ameaça ao modelo exportador. A China foi o primeiro país a sair da crise, graças a um programa de estímulo de US$ 585 bilhões, mas o primeiro-ministro Wen Jiabao acaba de admitir perante o Congresso Nacional do Povo que as exportações caíram 16% em 2009.
Para o presidente do BC chinês, Zhao Xiaochuan, a paridade fixa fez "parte de um pacote de medidas especiais para enfrentar a crise financeira internacional. Mais cedo ou mais tarde, será abandonada".
Zhao não mencionou qualquer prazo. Em dezembro, o primeiro-ministro Wen rejeitou as pressões dos Estados Unidos, da Europa e de outros parceiros comerciais para que a China valorize sua moeda para equilibrar um pouco seu comércio exterior.
O regime comunista chinês temia não conseguir equilibrar a economia sem as exportações. Agora, também está preocupado com a inflação, a especulação financeira e a especulação imobiliária. Uma pequena valorização do iuã ajudaria a conter o crescimento de preços.
Por outro lado, o ministro do Comércio, Chen Deming, calcula que serão necessário dois a três anos para que as exportações chineses retomem o vigor anterior à crise.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
EUA devem aumentar pressão sobre o iuã
A tensão entre Estados Unidos e China deve aumentar nos próximos meses e não por causa do encontro do presidente Barack Obama com o líder político e espiritual do Tibete, o Dalai Lama, amanhã, na Casa Branca.
Os EUA devem aumentar a pressão para que a China valorize sua moeda, mantida artificialmente baixa, apesar dos saldos comerciais e do formidável volume de reservas cambiais acumulado pelo país, de US$ 2,4 trilhões.
Os EUA devem aumentar a pressão para que a China valorize sua moeda, mantida artificialmente baixa, apesar dos saldos comerciais e do formidável volume de reservas cambiais acumulado pelo país, de US$ 2,4 trilhões.
domingo, 29 de novembro de 2009
UE também pressiona por valorização do iuã
Durante visita à China, uma delegação chefiada pelo presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, José Manuel Durão Barroso, manifestou descontentamento com o regime cambial rígido chinês, que vincula a cotação do real ao dólar. Mas não saiu animada quanto à possibilidade de valorização da moeda chinesa em curto prazo.
"Explicamos aos chineses que é difícil convencer nossa população de que a moeda do país que mais cresce no mundo está se desvalorizando", declarou o ex-presidente da CE e ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.
Em 2005, diante de forte pressão internacional, o regime comunista chinês decidiu que o iuã oscilaria com base na cotação de uma cesta de moeda e não apenas do dólar. O euro, que tem se apreciado em relação à moeda americana passou a ter mais peso.
Quando a crise financeira mundial começou a se agravar, em julho de 2008, as autoridades chinesas voltaram a colar sua moeda nacional na cotação do dólar. Como a moeda americana perdeu valor com a crise da economia dos Estados Unidos, a moeda chinesa caiu junto, aumentando ainda mais a competitividade das exportações do país, que tem um grande saldo comercial.
A economia chinesa foi a primeira a se recuperar e sair da crise. Na verdade, nem entrou em recessão, sempre teve algum crescimento positivo. Mas isso se deve ao programa de estímulo de US$ 585 bilhões anunciado em 6 de novembro de 2009 porque as exportações não se recuperaram.
O comércio internacional deve cair cerca de 12% neste ano, na maior redução depois da Segunda Guerra Mundial. Como as exportações não se recuperaram, o governo chinês teme que a economia não se sustente sem o incentivo oficial e mantém a política cambial de subvalorizar a moeda.
Como é o desenvolvimento econômico e social que legitima a ditadura do Partido Comunista chinês na era pós-Guerra Fria, o regime não vai abrir espontaneamente mão do iuã fraco.
No próximo ano, com a retomada do crescimento em todos os continentes depois da pior recessão em 70 anos, há uma expectativa de que aumentem as denúncias de comércio desleal da China. Os EUA já sobretaxaram os pneus importados da China, motivo de protestos durante a visita do presidente Barack Obama a Beijim.
O Brasil tem interesse nesta briga. O real perdeu mais de 40% do valor diante do iuã e a China avança sobre o mercado latino-americano de produtos manufaturados, deslocando as exportações brasileiras, com sério risco de desindustrialização.
"Explicamos aos chineses que é difícil convencer nossa população de que a moeda do país que mais cresce no mundo está se desvalorizando", declarou o ex-presidente da CE e ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.
Em 2005, diante de forte pressão internacional, o regime comunista chinês decidiu que o iuã oscilaria com base na cotação de uma cesta de moeda e não apenas do dólar. O euro, que tem se apreciado em relação à moeda americana passou a ter mais peso.
Quando a crise financeira mundial começou a se agravar, em julho de 2008, as autoridades chinesas voltaram a colar sua moeda nacional na cotação do dólar. Como a moeda americana perdeu valor com a crise da economia dos Estados Unidos, a moeda chinesa caiu junto, aumentando ainda mais a competitividade das exportações do país, que tem um grande saldo comercial.
A economia chinesa foi a primeira a se recuperar e sair da crise. Na verdade, nem entrou em recessão, sempre teve algum crescimento positivo. Mas isso se deve ao programa de estímulo de US$ 585 bilhões anunciado em 6 de novembro de 2009 porque as exportações não se recuperaram.
O comércio internacional deve cair cerca de 12% neste ano, na maior redução depois da Segunda Guerra Mundial. Como as exportações não se recuperaram, o governo chinês teme que a economia não se sustente sem o incentivo oficial e mantém a política cambial de subvalorizar a moeda.
Como é o desenvolvimento econômico e social que legitima a ditadura do Partido Comunista chinês na era pós-Guerra Fria, o regime não vai abrir espontaneamente mão do iuã fraco.
No próximo ano, com a retomada do crescimento em todos os continentes depois da pior recessão em 70 anos, há uma expectativa de que aumentem as denúncias de comércio desleal da China. Os EUA já sobretaxaram os pneus importados da China, motivo de protestos durante a visita do presidente Barack Obama a Beijim.
O Brasil tem interesse nesta briga. O real perdeu mais de 40% do valor diante do iuã e a China avança sobre o mercado latino-americano de produtos manufaturados, deslocando as exportações brasileiras, com sério risco de desindustrialização.
terça-feira, 11 de março de 2008
Inflação chinesa sobe para 8,7% ao ano
A inflação na China passou de 7,1% para 8,7% ao ano de janeiro para fevereiro, o índice mais alto em quase 12 anos, desde maio de 1996. O grosso da alta de preços registrou-se nos alimentos. Sem eles, a inflação subiu de 1,5% para 1,6% ao ano.
"Há uma preocupação de que o crescimento de preços esteja saindo fora de controle", comentou Li Huiyong, analista da corretora Shenyin & Wanguo Securities, em Xangai. No ano passado, a inflação chinesa ficou em 4,8% ao ano.
O Escritório Nacional de Estatísticas culpa o inverno mais rigoroso dos últimos 50 anos e o aumento sazonal de preços provocado pelo feriado de celebração do Ano Novo Lunar. Esses dois fatores causaram uma alta de 23,2% nos preços dos alimentos em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano anteriores.
A carne de porco, principal fonte de proteína animal no país de 1,3 bilhão da habitantes, teve uma alta anual de 63,4%, enquanto os legumes e hortaliças subiram 46% e o óleo de cozinha, 41%.
"Isso significa maior aperto monetário à frente", declarou Gao Lingzhi, estrategista da corretora Great Wall Securities, em Xenzen. "O governo pode aumentar as taxas de juros e acelerar a desvalorização do iuã."
Leia mais no site da agência de notícias Bloomberg News.
"Há uma preocupação de que o crescimento de preços esteja saindo fora de controle", comentou Li Huiyong, analista da corretora Shenyin & Wanguo Securities, em Xangai. No ano passado, a inflação chinesa ficou em 4,8% ao ano.
O Escritório Nacional de Estatísticas culpa o inverno mais rigoroso dos últimos 50 anos e o aumento sazonal de preços provocado pelo feriado de celebração do Ano Novo Lunar. Esses dois fatores causaram uma alta de 23,2% nos preços dos alimentos em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano anteriores.
A carne de porco, principal fonte de proteína animal no país de 1,3 bilhão da habitantes, teve uma alta anual de 63,4%, enquanto os legumes e hortaliças subiram 46% e o óleo de cozinha, 41%.
"Isso significa maior aperto monetário à frente", declarou Gao Lingzhi, estrategista da corretora Great Wall Securities, em Xenzen. "O governo pode aumentar as taxas de juros e acelerar a desvalorização do iuã."
Leia mais no site da agência de notícias Bloomberg News.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
China aumenta juros e banda de flutuação do iuã
Numa tentativa de esfriar a economia e o mercado financeiro, o Banco Popular da China aumentou sua taxa básica de juros em 0,18 ponto percentual para 6,57% ao ano, a banda de flutuação da moeda e o percentual dos depósitos que os bancos devem manter como reserva. A nova taxa de juros vale a partir deste sábado.
A banda de flutuação da moeda chinesa em relação ao dólar passou de mais ou menos 0,3% para mais ou menos 0,5%. Embora o governo chinês diga que sua moeda flutua ao sabor do mercado, o iuã ainda está longe disso.
Desde que abandonou a paridade fixa em relação ao dólar, em julho de 2005, a moeda chinesa valorizou-se 7% em relação ao dólar. Sua cotação é de 7,6636 por dólar.
Como o regime comunista chinês manipula o câmbio, é cada vez maior a pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos para adotar medidas protecionistas contra as importações da China.
O Brasil também perde com esta manipulação do câmbio porque o real se valorizou muito nos últimos anos, enquanto os países asiáticos, que têm saldos comerciais maiores, lutam para manter sua competitividade através de uma taxa de câmbio subvalorizada.
Para estimular a poupança e esfriar as bolsas de valores, os depósitos a prazo fixo na China passam a render 3,06%, um aumento de 0,27 ponto percentual.
A banda de flutuação da moeda chinesa em relação ao dólar passou de mais ou menos 0,3% para mais ou menos 0,5%. Embora o governo chinês diga que sua moeda flutua ao sabor do mercado, o iuã ainda está longe disso.
Desde que abandonou a paridade fixa em relação ao dólar, em julho de 2005, a moeda chinesa valorizou-se 7% em relação ao dólar. Sua cotação é de 7,6636 por dólar.
Como o regime comunista chinês manipula o câmbio, é cada vez maior a pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos para adotar medidas protecionistas contra as importações da China.
O Brasil também perde com esta manipulação do câmbio porque o real se valorizou muito nos últimos anos, enquanto os países asiáticos, que têm saldos comerciais maiores, lutam para manter sua competitividade através de uma taxa de câmbio subvalorizada.
Para estimular a poupança e esfriar as bolsas de valores, os depósitos a prazo fixo na China passam a render 3,06%, um aumento de 0,27 ponto percentual.
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