Em relatório a ser apresentado na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo na manhã desta terça-feira pelo primeiro-ministro Li Keqiang, sob o impacto da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, o governo da China reduz a meta de crescimento econômico para uma faixa de 6% a 6,5%, noticiou o jornal inglês Financial Times.
Aumenta o temor do mercado de que a segunda maior economia do mundo esteja em curva descendente. Em 2019, a China cresceu 6,6%, o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções impostas depois do Massacre na Praça da Paz Celestial.
A meta de inflação foi fixada em 3% e o déficit fiscal previsto é de 2,8% do produto interno bruto, 0,2 ponto percentual acima do ano passado.
"Levando em conta todos os fatores, a arrecadação de impostos encara uma situação sombria em 2019. Vai haver grande pressão para manter o equilíbrio orçamentário", admite o relatório do Ministério da Fazenda.
O próprio primeiro-ministro Li Keqiang acrescentou ao relatório: "Vamos enfrentar tarefas pesadas, muitos desafios e grandes demandas."
As autoridades chineses querem manter o crescimento econômico, que legitima a ditadura do Partido Comunista, o que impede reformas fundamentais. Há uma abundância de capital que acaba sendo investido em estatais que de outra forma estariam condenadas.
No ano passado, o governo Donald Trump impôs sobretaxas sobre importações chinesas no valor de US$ 250 bilhões por ano. Os objetivos são reduzir o déficit comercial, a manipulação cambial, a pirataria industrial e os subsídios concedidos pelo governo da China a suas empresas. Há expectativa de um acordo a ser anunciado em breve.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 4 de março de 2019
China reduz meta de crescimento econômico para 2019
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sábado, 19 de maio de 2018
China rejeita exigência dos EUA para redução do saldo comercial
Depois do início de negociações para evitar uma guerra comercial catastrófica para a economia mundial, os Estados Unidos e a China divulgaram hoje um comunicado conjunto declarando que os chineses vão "aumentar significativamente" as compras de produtos e serviços americanos. O conflito está adiado, mas a China não se comprometeu com a redução de US$ 200 bilhões exigida pelo governo Donald Trump.
A declaração saiu no fim de uma negociação de alto nível, com a participação do vice-primeiro-ministro chinês Liu He. O diálogo vai continuar. Trump quer a diminuição do saldo comercial chinês, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões.
Para pressionar a segunda maior economia do mundo, Trump ameaçou impor tarifas de importação sobre produtos chineses num total de US$ 150 bilhões, além de restrição de investimentos em setores estratégicos. A China prometeu reciprocidade e planejou impor tarifas, especialmente sobre produtos agrícolas de estados onde o presidente americano ganhou a eleição em 2016.
Desde o fim da Guerra Fria, os EUA eram a única superpotência econômica e militar. O extraordinário desenvolvimento chinês criou um rival capaz de superá-los. Entre outras questões, as tarifas e restrições de Trump visam a dificultar o desenvolvimento tecnológico da China, necessário para equilibrar o poderio militar das duas superpotências do século 21.
Ao entrar na Organização Mundial do Comércio OMC), em 2001, com o apoio dos EUA, a China deslanchou seu potencial econômico, ampliando o acesso ao mercado internacional e a seu mercado interno, de 1,25 bilhão na época e de 1,4 milhão de pessoas hoje.
Na realidade, a China volta a ocupar a posição de maior potência econômica e militar da Ásia, o antigo Império do Centro, que começou a desabar com a derrota para o Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60). O Projeto Maddison de Estatísticas Históricas da Universidade de Groningen, na Holanda, estima que a China fosse responsável por um terço da economia mundial 200 anos atrás.
O imperialismo ocidental e a industrialização da Europa e da América do Norte tiraram a China de sua posição de preeminência. Um objetivo central da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, que chegou ao poder em 1949, era acabar com a humilhação histórica a que o país foi submetido pelas potências ocidentais.
Com as reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping, em 1978, depois da caótica Revolução Cultural (1966-76) do maoísmo, a China cresceu durante 30 anos a taxas em torno de 10%, no mais rápido e extraordinário desenvolvimento econômico da história, para retomar seu lugar.
A declaração saiu no fim de uma negociação de alto nível, com a participação do vice-primeiro-ministro chinês Liu He. O diálogo vai continuar. Trump quer a diminuição do saldo comercial chinês, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões.
Para pressionar a segunda maior economia do mundo, Trump ameaçou impor tarifas de importação sobre produtos chineses num total de US$ 150 bilhões, além de restrição de investimentos em setores estratégicos. A China prometeu reciprocidade e planejou impor tarifas, especialmente sobre produtos agrícolas de estados onde o presidente americano ganhou a eleição em 2016.
Desde o fim da Guerra Fria, os EUA eram a única superpotência econômica e militar. O extraordinário desenvolvimento chinês criou um rival capaz de superá-los. Entre outras questões, as tarifas e restrições de Trump visam a dificultar o desenvolvimento tecnológico da China, necessário para equilibrar o poderio militar das duas superpotências do século 21.
Ao entrar na Organização Mundial do Comércio OMC), em 2001, com o apoio dos EUA, a China deslanchou seu potencial econômico, ampliando o acesso ao mercado internacional e a seu mercado interno, de 1,25 bilhão na época e de 1,4 milhão de pessoas hoje.
Na realidade, a China volta a ocupar a posição de maior potência econômica e militar da Ásia, o antigo Império do Centro, que começou a desabar com a derrota para o Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60). O Projeto Maddison de Estatísticas Históricas da Universidade de Groningen, na Holanda, estima que a China fosse responsável por um terço da economia mundial 200 anos atrás.
O imperialismo ocidental e a industrialização da Europa e da América do Norte tiraram a China de sua posição de preeminência. Um objetivo central da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, que chegou ao poder em 1949, era acabar com a humilhação histórica a que o país foi submetido pelas potências ocidentais.
Com as reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping, em 1978, depois da caótica Revolução Cultural (1966-76) do maoísmo, a China cresceu durante 30 anos a taxas em torno de 10%, no mais rápido e extraordinário desenvolvimento econômico da história, para retomar seu lugar.
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sexta-feira, 4 de maio de 2018
EUA fazem exigências para evitar guerra comercial com a China
O governo Donald Trump apresentou hoje à China sua lista pesada de exigências para equilibrar o comércio entre os dois países e evitar uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo, a começar por uma redução de 200 bilhões no saldo comercial chinês, que em 2017 chegou a US$ 375 bilhões.
A delegação americana acusou a China de roubo de tecnologia e propriedade intelectual. Exigiu o fim dos subsídios ao setor industrial dentro do programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025), que visa a tornar o país líder em tecnologias de ponta, num desafio à liderança tecnológica e militar dos EUA.
Um dos grandes objetivos não declarados da guerra comercial que Trump ameaça travar com a China é impedir que o país, que deve ultrapassar a economia americana entre 2020 e 2030, se torne uma superpotência tecnológica e militar capaz de superar os EUA. Pode dificultar e atrasar, mas dificilmente vai conseguir.
Dentro desta disputa tecnológica, os EUA vão restringir o investimento chinês nos EUA em vários setores de tecnologia de ponta e não aceitam retaliações, que com certeza virão. Ao mesmo tempo, querem mais facilidades para as empresas americanas investirem na China de olho no cobiçado mercado chinês.
Os EUA também querem a abertura do mercado chinês, com a redução de tarifas e a eliminação de barreiras não tarifárias aos produtos e serviços americanos, a "reciprocidade" cobrada por Trump. Ainda exigem que a China retire a reclamação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) porque Washington não trata a China como uma economia de mercado.
Não existe a menor chance da China aceitar estas exigências. Dentro do estilo de negociação de Trump, os EUA apresentaram uma lista maximalista na esperança de barganhar. A bola está com a China para continuar o jogo.
A delegação americana acusou a China de roubo de tecnologia e propriedade intelectual. Exigiu o fim dos subsídios ao setor industrial dentro do programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025), que visa a tornar o país líder em tecnologias de ponta, num desafio à liderança tecnológica e militar dos EUA.
Um dos grandes objetivos não declarados da guerra comercial que Trump ameaça travar com a China é impedir que o país, que deve ultrapassar a economia americana entre 2020 e 2030, se torne uma superpotência tecnológica e militar capaz de superar os EUA. Pode dificultar e atrasar, mas dificilmente vai conseguir.
Dentro desta disputa tecnológica, os EUA vão restringir o investimento chinês nos EUA em vários setores de tecnologia de ponta e não aceitam retaliações, que com certeza virão. Ao mesmo tempo, querem mais facilidades para as empresas americanas investirem na China de olho no cobiçado mercado chinês.
Os EUA também querem a abertura do mercado chinês, com a redução de tarifas e a eliminação de barreiras não tarifárias aos produtos e serviços americanos, a "reciprocidade" cobrada por Trump. Ainda exigem que a China retire a reclamação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) porque Washington não trata a China como uma economia de mercado.
Não existe a menor chance da China aceitar estas exigências. Dentro do estilo de negociação de Trump, os EUA apresentaram uma lista maximalista na esperança de barganhar. A bola está com a China para continuar o jogo.
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terça-feira, 17 de abril de 2018
China cresceu em ritmo de 6,8% ao ano no primeiro trimestre de 2018
Apesar da ameaça de um conflito comercial com os Estados Unidos, a economia da China cresceu nos três primeiros meses deste ano num ritmo anual de 6,8%, acima da expectativa do governo. O investimento privado compensou uma queda de 20% no saldo comercial.
Além das ameaças protecionistas de Trump, o governo chinês tenta conter o endividamento público e os preços dos imóveis. Está decidido a enfrentar uma guerra comercial, se o presidente americano insistir num tarifaço contra produtos fabricados na China.
No ano passado, o produto interno bruto chinês cresceu 6,7%, ganhando impulso com o aumento das exportações no fim do ano. Com a queda no saldo comercial de bens, esperava-se uma expansão econômica menor.
Além das ameaças protecionistas de Trump, o governo chinês tenta conter o endividamento público e os preços dos imóveis. Está decidido a enfrentar uma guerra comercial, se o presidente americano insistir num tarifaço contra produtos fabricados na China.
No ano passado, o produto interno bruto chinês cresceu 6,7%, ganhando impulso com o aumento das exportações no fim do ano. Com a queda no saldo comercial de bens, esperava-se uma expansão econômica menor.
terça-feira, 8 de março de 2016
Exportações da China têm maior queda desde 2009
As exportações da China registraram em fevereiro de 2016 uma queda de 25,4% em dólares e de 20,6% em iuanes em relação a fevereiro do ano passado. Foi o maior queda desde 2009, no auge da crise financeira internacional deflagrada pela falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers em setembro de 2008, noticiou hoje em Hong Kong o jornal South China Morning Post.
Em média, as vendas externas de produtos fabricados com uso intensivo de mão de obra baixaram 12,4%, com as exportações de carros reduzida em 33,5%. As importações diminuíram 13,8%.
O saldo comercial teve uma queda forte, de US$ 63,29 bilhões em janeiro para US$ 32,59 bilhões em fevereiro.
Com a crise do modelo de desenvolvimento baseado em investimentos, mão de obra barata e exportações, o governo tenta reorientar a economia para o consumo, o mercado interno e produtos de maior valor agregado.
O discurso do primeiro-ministro Li Keqiang na abertura do Congresso Nacional do Povo na última sexta-feira foi interpretado como um recuo nas reformas e a volta da ênfase no crescimento. É impossível reduzir o excesso de capacidade instalada e estimular o crescimento ao mesmo tempo. O governo vai continuar injetando dinheiro e oferecendo crédito barato a estatais ineficientes. O crescimento é mais importante do que a reforma.
No Congresso, Li fixou a meta de crescimento para este ano em 6,5% a 7%. Não apresentou meta para o comércio exterior.
Em média, as vendas externas de produtos fabricados com uso intensivo de mão de obra baixaram 12,4%, com as exportações de carros reduzida em 33,5%. As importações diminuíram 13,8%.
O saldo comercial teve uma queda forte, de US$ 63,29 bilhões em janeiro para US$ 32,59 bilhões em fevereiro.
Com a crise do modelo de desenvolvimento baseado em investimentos, mão de obra barata e exportações, o governo tenta reorientar a economia para o consumo, o mercado interno e produtos de maior valor agregado.
O discurso do primeiro-ministro Li Keqiang na abertura do Congresso Nacional do Povo na última sexta-feira foi interpretado como um recuo nas reformas e a volta da ênfase no crescimento. É impossível reduzir o excesso de capacidade instalada e estimular o crescimento ao mesmo tempo. O governo vai continuar injetando dinheiro e oferecendo crédito barato a estatais ineficientes. O crescimento é mais importante do que a reforma.
No Congresso, Li fixou a meta de crescimento para este ano em 6,5% a 7%. Não apresentou meta para o comércio exterior.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Exportações da Alemanha tem maior queda desde 2009
As exportações de Alemanha sofreram em agosto de 2015 sua maior baixa desde o pico da Grande Recessão, em janeiro de 2009, revelou hoje o Destatis (Escritório Federal de Estatísticas), citado pela agência Reuters.
As vendas ao exterior caíram 5,2% para 97,7 bilhões (US$ 110 bilhões), enquanto as importações ficaram em 78,2 bilhões de euros, uma redução de 3,1%, a maior desde novembro de 2012. Na comparação anual, as exportações cresceram 5% e as importações 4%.
O declínio nas exportações agora foi atribuído ao grande número de feriados em agosto, mas a queda nas encomendas e na produção da indústria apontam um desaquecimento da procura por produtos alemães, em parte por causa da desaceleração do crescimento da China.
Desde uma pequena contração no segundo trimestre de 2014, a economia da Alemanha está crescendo. No segundo trimestre deste ano, a expansão foi de 0,4%. As previsões para 2015 são de avanço de 1,6% a 1,9%.
As vendas ao exterior caíram 5,2% para 97,7 bilhões (US$ 110 bilhões), enquanto as importações ficaram em 78,2 bilhões de euros, uma redução de 3,1%, a maior desde novembro de 2012. Na comparação anual, as exportações cresceram 5% e as importações 4%.
O declínio nas exportações agora foi atribuído ao grande número de feriados em agosto, mas a queda nas encomendas e na produção da indústria apontam um desaquecimento da procura por produtos alemães, em parte por causa da desaceleração do crescimento da China.
Desde uma pequena contração no segundo trimestre de 2014, a economia da Alemanha está crescendo. No segundo trimestre deste ano, a expansão foi de 0,4%. As previsões para 2015 são de avanço de 1,6% a 1,9%.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Mercado espera dados indicando desaceleração na China
Depois de ganhos importantes nas bolsas de valores da China, que subiu 40% desde setembro, o mercado financeiro da Ásia está atento nesta semana a dados sobre o comércio exterior, a inflação, a produção industrial e os investimentos em capital fixo no país em novembro.
Se for confirmada a desaceleração da economia, o Banco Popular da China deve adotar novas medidas de estímulo, antecipa a televisão americana CNBC, uma associação da rede NBC com o jornal The Wall St. Journal, especializada em noticiário econômico.
"Os dados de novembro devem mostrar a economia da China num ritmo abaixo do seu potencial, alimentando a expectativa de um novo alívio monetário", disseram em nota economistas da agência de classificação de risco Moody's. O Japão anunciou uma contração maior do que estimada inicialmente no terceiro trimestre de 2014 (veja abaixo).
As estatísticas do comércio exterior da China serão divulgadas hoje. "Esperamos uma queda no crescimento das exportações de 11,6% em outubro para 7,5% em novembro na comparação anual, e uma baixa no crescimento das importações de 4,6% para 3,5% ao ano", previu o Citibank.
Com essa desaceleração do crescimento, o saldo comercial diminuiu de US$ 45,5 bilhões, mas ainda registrou em novembro formidáveis US$ 43,1 bilhões.
A inflação no atacado deve crescer de 2,2% para 2,4% ao ano. Já o índice de preços ao consumidor deve ficar inalterado em 1,6% ao ano, dando margem de manobra ao banco central chinês para baixar ainda mais os juros depois do corte inesperado no mês passado.
Nas previsões da Moody's, o crescimento anual da produção industrial deve baixar de 7,7% em outubro para 7,6% em novembro. As fábricas de Beijim foram paradas durante uma semana para aliviar a poluição do ar durante a reunião de cúpula do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).
O avanço anual das vendas no varejo deve subir de 11,5% para 11,6%, enquanto a alta nos investimentos em capital fixo vai baixar de 15,9% para 15,7% ao ano, a menor em 13 anos na China.
Se for confirmada a desaceleração da economia, o Banco Popular da China deve adotar novas medidas de estímulo, antecipa a televisão americana CNBC, uma associação da rede NBC com o jornal The Wall St. Journal, especializada em noticiário econômico.
"Os dados de novembro devem mostrar a economia da China num ritmo abaixo do seu potencial, alimentando a expectativa de um novo alívio monetário", disseram em nota economistas da agência de classificação de risco Moody's. O Japão anunciou uma contração maior do que estimada inicialmente no terceiro trimestre de 2014 (veja abaixo).
As estatísticas do comércio exterior da China serão divulgadas hoje. "Esperamos uma queda no crescimento das exportações de 11,6% em outubro para 7,5% em novembro na comparação anual, e uma baixa no crescimento das importações de 4,6% para 3,5% ao ano", previu o Citibank.
Com essa desaceleração do crescimento, o saldo comercial diminuiu de US$ 45,5 bilhões, mas ainda registrou em novembro formidáveis US$ 43,1 bilhões.
A inflação no atacado deve crescer de 2,2% para 2,4% ao ano. Já o índice de preços ao consumidor deve ficar inalterado em 1,6% ao ano, dando margem de manobra ao banco central chinês para baixar ainda mais os juros depois do corte inesperado no mês passado.
Nas previsões da Moody's, o crescimento anual da produção industrial deve baixar de 7,7% em outubro para 7,6% em novembro. As fábricas de Beijim foram paradas durante uma semana para aliviar a poluição do ar durante a reunião de cúpula do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).
O avanço anual das vendas no varejo deve subir de 11,5% para 11,6%, enquanto a alta nos investimentos em capital fixo vai baixar de 15,9% para 15,7% ao ano, a menor em 13 anos na China.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Exportação da China tem maior alta em 19 meses
As vendas de produtos chineses ao exterior avançaram 15,3% em setembro de 2014 em relação ao mesmo mês no ano passado, totalizando US$ 213 bilhões, enquanto as compras de outros países cresceram 7% para US$ 182,7 bilhões, noticiou hoje o jornal oficial Diário da China. Foram as maiores altas nas exportações desde março de 2013 e nas importações desde dezembro de 2013.
O saldo comercial foi de US$ 31 bilhões, o dobro de setembro de 2013, mas ficou bem abaixo dos US$ 49,8 bilhões de agosto deste ano.
A alta, tanto nas exportações quanto nas importações em setembro, indica uma aceleração da segunda maior economia do mundo, prestes a superar os Estados Unidos pelo critério de paridade do poder de compra.
De janeiro a setembro, o comércio exterior da China cresceu 3,3%, atingindo US$ 3,16 trilhões, com aumento de 5,1% nas exportações para US$ 1,7 trilhão e nas importações de 1,3% para US$ 1,46 trilhão. O saldo comercial subiu 37,8% em comparação com o mesmo período em 2013 para US$ 231,6 bilhões.
A União Europeia é a maior parceira comercial da China, com negócios de US$ 457 bilhões de janeiro a setembro de 2014, alta de 10,2%. Os EUA são o segundo maior parceiro, com trocas de US$ 403 bilhões no mesmo período, um avanço de 5,2%.
O saldo comercial foi de US$ 31 bilhões, o dobro de setembro de 2013, mas ficou bem abaixo dos US$ 49,8 bilhões de agosto deste ano.
A alta, tanto nas exportações quanto nas importações em setembro, indica uma aceleração da segunda maior economia do mundo, prestes a superar os Estados Unidos pelo critério de paridade do poder de compra.
De janeiro a setembro, o comércio exterior da China cresceu 3,3%, atingindo US$ 3,16 trilhões, com aumento de 5,1% nas exportações para US$ 1,7 trilhão e nas importações de 1,3% para US$ 1,46 trilhão. O saldo comercial subiu 37,8% em comparação com o mesmo período em 2013 para US$ 231,6 bilhões.
A União Europeia é a maior parceira comercial da China, com negócios de US$ 457 bilhões de janeiro a setembro de 2014, alta de 10,2%. Os EUA são o segundo maior parceiro, com trocas de US$ 403 bilhões no mesmo período, um avanço de 5,2%.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Brasil volta a ter saldo comercial com Portugal
O Brasil voltou a ter saldo comercial positivo no comércio com Portugal em maio, o que não acontecia desde setembro de 2013. Nos cinco primeiros meses do ano, o comércio bilateral cresceu 25%.
As exportações brasileiras aumentaram, em maio de 2014, 37% em relação a abril e 151% na comparação com maio do ano passado. Somaram US$ 118 milhões. O total acumulado nos cinco primeiros meses de 2014 chegou a US$ 311 milhões, 20% acima do valor registrado no mesmo período em 2013.
Já as importações portuguesas caíram 27% de abril para maio de 2014 e tiveram alta de apenas 5% na comparação anual, somando US$ 92,1 milhões.
A corrente de comércio entre os dois países caiu de US$ 2,9 bilhões em 2011, ano em que Portugal foi obrigado a pedir ajuda aos sócios da União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional para refinanciar sua dívida pública, para US$ 2,6 bilhões em 2012 e US$ 1,94 bilhão em 2013.
Em 2014, há uma recuperação. Nos primeiros cinco meses, o comércio bilateral movimentou US$ 817 milhões, 25% a mais do que no mesmo período no ano passado.
Entre as exportações brasileiras, destacam-se petróleo (28%) e soja (21%). O gás natural passou a ser a principal exportação portuguesa com 16% do total, superando o azeite, com 15%. Outros produtos importados pelo Brasil incluem fornos industriais, equipamentos para aviões, bacalhau e pera.
As exportações brasileiras aumentaram, em maio de 2014, 37% em relação a abril e 151% na comparação com maio do ano passado. Somaram US$ 118 milhões. O total acumulado nos cinco primeiros meses de 2014 chegou a US$ 311 milhões, 20% acima do valor registrado no mesmo período em 2013.
Já as importações portuguesas caíram 27% de abril para maio de 2014 e tiveram alta de apenas 5% na comparação anual, somando US$ 92,1 milhões.
A corrente de comércio entre os dois países caiu de US$ 2,9 bilhões em 2011, ano em que Portugal foi obrigado a pedir ajuda aos sócios da União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional para refinanciar sua dívida pública, para US$ 2,6 bilhões em 2012 e US$ 1,94 bilhão em 2013.
Em 2014, há uma recuperação. Nos primeiros cinco meses, o comércio bilateral movimentou US$ 817 milhões, 25% a mais do que no mesmo período no ano passado.
Entre as exportações brasileiras, destacam-se petróleo (28%) e soja (21%). O gás natural passou a ser a principal exportação portuguesa com 16% do total, superando o azeite, com 15%. Outros produtos importados pelo Brasil incluem fornos industriais, equipamentos para aviões, bacalhau e pera.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Comércio exterior da China supera expectativa
As exportações da China avançaram 10,6% em janeiro de 2014 na comparação anual, batendo a expectativa pessimista dos economistas de que cresceria apenas 2%.
As importações aumentaram 10% em relação a janeiro de 2013, mais uma superando as previsões, que ficaram em torno de 3%. As importações de cobre, minério de ferro e petróleo bruto bateram recordes, o que é bom para o Brasil e a América Latina.
O saldo comercial ficou em US$ 31,9 bilhões, batendo os US$ 25,6 bilhões de dezembro e as previsões dos economistas, de US$ 23,7 bilhões, em média.
Segunda maior economia do mundo, a China é hoje o maior país exportador de bens e neste ano passará a ser também o maior importador, prevê o banco HSBC.
O crescimento chinês para 2014 é estimado em 7,4%, o menor em 14 anos. Neste ritmo, a China vai contribuir duas vezes mais para a demanda global do que os EUA.
As importações aumentaram 10% em relação a janeiro de 2013, mais uma superando as previsões, que ficaram em torno de 3%. As importações de cobre, minério de ferro e petróleo bruto bateram recordes, o que é bom para o Brasil e a América Latina.
O saldo comercial ficou em US$ 31,9 bilhões, batendo os US$ 25,6 bilhões de dezembro e as previsões dos economistas, de US$ 23,7 bilhões, em média.
Segunda maior economia do mundo, a China é hoje o maior país exportador de bens e neste ano passará a ser também o maior importador, prevê o banco HSBC.
O crescimento chinês para 2014 é estimado em 7,4%, o menor em 14 anos. Neste ritmo, a China vai contribuir duas vezes mais para a demanda global do que os EUA.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Alemanha teve saldo comercial recorde em 2013
A balança comercial da Alemanha teve em 2013 seu melhor resultado desde que as estatísticas do comércio exterior do país começaram a ser compiladas, em 1950: um saldo de 198,9 bilhões de euros (US$ 270,8 bilhões), cerca de R$ 645 bilhões, batendo o recorde anterior, de 195,3 bilhões de euros, registrado em 2007, antes do agravamento da crise internacional.
No ano passado, a Alemanha exportou 0,2% a menos do que em 2012, no total de 1,093 trilhão de euros, enquanto as importações cresceram 1,2% para 895 bilhões de euros, informou ontem a agência oficial de estatísticas Destatis.
No ano passado, a Alemanha exportou 0,2% a menos do que em 2012, no total de 1,093 trilhão de euros, enquanto as importações cresceram 1,2% para 895 bilhões de euros, informou ontem a agência oficial de estatísticas Destatis.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Exportações e importações chinesas caem
Sob o impacto da prolongada crise internacional, o comércio exterior da China está em queda. Em junho de 2013, as exportações diminuíram 3,1% na comparação anual para US$ 174,32 bilhões, enquanto as importações registraram baixa de 0,7% em relação a junho do ano passado para US$ 147,19 bilhões.
Foi o pior resultado desde a crise financeira de 2008. O saldo comercial chinês recuou 14% para US$ 27,13 bilhões.
Com o desaquecimento da economia que mais cresceu no mundo nas últimas três décadas, a expectativa é de uma queda de 5% nos preços das commodities com reflexos para o Brasil, grande exportador de produtos primários para a China.
Foi o pior resultado desde a crise financeira de 2008. O saldo comercial chinês recuou 14% para US$ 27,13 bilhões.
Com o desaquecimento da economia que mais cresceu no mundo nas últimas três décadas, a expectativa é de uma queda de 5% nos preços das commodities com reflexos para o Brasil, grande exportador de produtos primários para a China.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Saldo comercial da Alemanha aumenta
Apesar da crise econômica mundial, a Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, registrou em novembro de 2012 um aumento de 8,3% em seu saldo comercial para 16,2 bilhões de euros, em comparação com 13,9 bilhões em novembro de 2011.
Tanto as vendas quanto as compras externas cresceram. As exportações avançcaram 8,5%, somando 94,9 bilhões de euros, enquanto as importações subiram 6,7%, chegando a 78,7 bilhões de euros.
Nos primeiros onze meses de 2011, a Alemanha exportou 976 bilhões de euros em produtos industrializados, informa o Escritório Federal de Estatísticas do país.
Tanto as vendas quanto as compras externas cresceram. As exportações avançcaram 8,5%, somando 94,9 bilhões de euros, enquanto as importações subiram 6,7%, chegando a 78,7 bilhões de euros.
Nos primeiros onze meses de 2011, a Alemanha exportou 976 bilhões de euros em produtos industrializados, informa o Escritório Federal de Estatísticas do país.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Saldo comercial do Japão supera expectativa
Com alta de 2,4% nas exportações em relação ao ano passado, o saldo comercial do Japão em setembro foi de 300 bilhões de ienes, cerca de US$ 3,9 bilhões, confirmando a recuperação da economia do país depois do terremoto e maremoto de 11 de março de 2011, informou hoje o Ministério das Finanças do país.
A expectativa era de um saldo de 200 bilhões de ienes, com alta de 1% nas exportações. Mesmo assim, o superávit comercial ficou 61,2% abaixo do registrado em setembro de 2010. Essa queda foi atribuída ao agravamento da crise internacional e à valorização da moeda japonesa.
A expectativa era de um saldo de 200 bilhões de ienes, com alta de 1% nas exportações. Mesmo assim, o superávit comercial ficou 61,2% abaixo do registrado em setembro de 2010. Essa queda foi atribuída ao agravamento da crise internacional e à valorização da moeda japonesa.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Comércio português com Brasil tem saldo recorde
As exportações de Portugal para o Brasil somaram US$ 72,9 milhões em setembro, enquanto as vendas brasileiras para a ex-colônia ficaram em US$ 45,7 milhões, deixando um saldo recorde favorável aos portugueses de US$ 27,2 milhões, informa o sítio de notícias Portugal Digital.
O saldo recorde foi atribuído à queda nas exportações brasileiras devida à crise da dívida pública de Portugal, já que as exportações portuguesas caíram 5,5% em relação a agosto e ficaram longe do recorde de US$ 97,3 milhões, atingido em março de 2011.
O saldo recorde foi atribuído à queda nas exportações brasileiras devida à crise da dívida pública de Portugal, já que as exportações portuguesas caíram 5,5% em relação a agosto e ficaram longe do recorde de US$ 97,3 milhões, atingido em março de 2011.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Saldo comercial da Alemanha cresceu em agosto
A balança comercial da Alemanha registrou um saldo positivo de 11,8 bilhões de euros em agosto de 2011, acima dos 9,2 bilhões de euros do mesmo mês no ano passado.
Na comparação anual, as exportações cresceram 14,6% e as importações, 12,6%, revelou hoje o órgão oficial de estatísticas do país, Destatis.
Na comparação anual, as exportações cresceram 14,6% e as importações, 12,6%, revelou hoje o órgão oficial de estatísticas do país, Destatis.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Déficit comercial dos EUA cai
O déficit comercial dos Estados Unidos caiu 13,1% em julho para US$ 44,8 bilhões, na maior baixa desde fevereiro de 2009, no auge da Grande Recessão.
As exportações subiram 3,6%, ajudadas pelo dólar barato, para um recorde de US$ 178 bilhões. Também foram recordes as vendas ao exterior de bens, de serviços, de bens de capital e de automóveis.
Já as importações diminuíram 0,2% para US$ 222,8 bilhões. As compras da China subiram 2,1% para US$ 35,1 bilhões, deixando o saldo negativo para os americanos no comércio bilateral em US$ 27 bilhões.
Se a queda no déficit é considerada um fator positivo, o número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentou em 2 mil na semana passada para um total de 414 mil.
Hoje, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, admitiu que a recessão de 2008-9 foi maior do que se imaginava e prometeu tomar as medidas necessários para a maior economia do mundo voltar a crescer, mas não anunciou nada específico.
Daqui a pouco, o presidente Barack Obama lança um plano de geração de empregos no valor de US$ 450 bilhões em cortes de impostos e investimentos, mas dificilmente terá o apoio da oposição republicana para qualquer proposta de aumento nos gastos públicos, por causa do elevado endividamento do país.
As exportações subiram 3,6%, ajudadas pelo dólar barato, para um recorde de US$ 178 bilhões. Também foram recordes as vendas ao exterior de bens, de serviços, de bens de capital e de automóveis.
Já as importações diminuíram 0,2% para US$ 222,8 bilhões. As compras da China subiram 2,1% para US$ 35,1 bilhões, deixando o saldo negativo para os americanos no comércio bilateral em US$ 27 bilhões.
Se a queda no déficit é considerada um fator positivo, o número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentou em 2 mil na semana passada para um total de 414 mil.
Hoje, o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, admitiu que a recessão de 2008-9 foi maior do que se imaginava e prometeu tomar as medidas necessários para a maior economia do mundo voltar a crescer, mas não anunciou nada específico.
Daqui a pouco, o presidente Barack Obama lança um plano de geração de empregos no valor de US$ 450 bilhões em cortes de impostos e investimentos, mas dificilmente terá o apoio da oposição republicana para qualquer proposta de aumento nos gastos públicos, por causa do elevado endividamento do país.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Déficit comercial dos EUA cai
O déficit comercial dos Estados Unidos caiu em setembro de US$ 46,5 bilhões para US$ 44 bilhões, com queda nas importações que reflete a fraqueza da recuperação econômica. Mas ainda é suficientemente grande para que os EUA pressionem a China a valorizar o iuã para refletir o crescimento e os expressivos saldos comerciais chineses.
Saldo comercial da China tem forte alta
Com alta de 25% nas importações e de 23% nas exportações, o saldo comercial da China subiu em outubro para US$ 27,15 bilhões, 38% acima dos US$ 16,88 bilhões de setembro.
Isso vai aumentar a pressão dos Estados Unidos pela valorização do iuã. Cria o cenário para o duelo entre as duas maiores economias do mundo na reunião de cúpula do Grupo dos 20 que começa amanhã em Seul, na Coreia do Sul.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Saldo comercial da China cai
O saldo comercial da China em setembro foi de US$ 16,88 bilhões, o menor desde abril, o que tende a fortalecer a resistência do governo às pressões para valorizar o iuã.
• As reservas cambiais chinesas em moedas fortes, as maiores do mundo, subiram em setembro para US$ 2,648 trilhões, com alta de 16,5% em um ano.
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