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sábado, 19 de maio de 2018

China rejeita exigência dos EUA para redução do saldo comercial

Depois do início de negociações para evitar uma guerra comercial catastrófica para a economia mundial, os Estados Unidos e a China divulgaram hoje um comunicado conjunto declarando que os chineses vão "aumentar significativamente" as compras de produtos e serviços americanos. O conflito está adiado, mas a China não se comprometeu com a redução de US$ 200 bilhões exigida pelo governo Donald Trump.

A declaração saiu no fim de uma negociação de alto nível, com a participação do vice-primeiro-ministro chinês Liu He. O diálogo vai continuar. Trump quer a diminuição do saldo comercial chinês, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões.

Para pressionar a segunda maior economia do mundo, Trump ameaçou impor tarifas de importação sobre produtos chineses num total de US$ 150 bilhões, além de restrição de investimentos em setores estratégicos. A China prometeu reciprocidade e planejou impor tarifas, especialmente sobre produtos agrícolas de estados onde o presidente americano ganhou a eleição em 2016.

Desde o fim da Guerra Fria, os EUA eram a única superpotência econômica e militar. O extraordinário desenvolvimento chinês criou um rival capaz de superá-los. Entre outras questões, as tarifas e restrições de Trump visam a dificultar o desenvolvimento tecnológico da China, necessário para equilibrar o poderio militar das duas superpotências do século 21.

Ao entrar na Organização Mundial do Comércio OMC), em 2001, com o apoio dos EUA, a China deslanchou seu potencial econômico, ampliando o acesso ao mercado internacional e a seu mercado interno, de 1,25 bilhão na época e de 1,4 milhão de pessoas hoje.

Na realidade, a China volta a ocupar a posição de maior potência econômica e militar da Ásia, o antigo Império do Centro, que começou a desabar com a derrota para o Império Britânico nas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60). O Projeto Maddison de Estatísticas Históricas da Universidade de Groningen, na Holanda, estima que a China fosse responsável por um terço da economia mundial 200 anos atrás.

O imperialismo ocidental e a industrialização da Europa e da América do Norte tiraram a China de sua posição de preeminência. Um objetivo central da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, que chegou ao poder em 1949, era acabar com a humilhação histórica a que o país foi submetido pelas potências ocidentais.

Com as reformas econômicas lançadas por Deng Xiaoping, em 1978, depois da caótica Revolução Cultural (1966-76) do maoísmo, a China cresceu durante 30 anos a taxas em torno de 10%, no mais rápido e extraordinário desenvolvimento econômico da história, para retomar seu lugar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Painéis solares ameaçam relações UE-China

A União Europeia impôs tarifas de importação pesadas sobre painéis solares fabricados na China, anunciou hoje o comissário de comércio exterior, Karel de Gucht, ignorando apelos chineses para evitar um conflito comercial. De 6 de junho a 6 de agosto, a sobretaxa será de 11,8%, passando para 47,6% daí em diante, o que dá um prazo para negociar..

O primeiro-ministro Le Keqiang advertiu ontem o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, de que um conflito comercial em torno de painéis solares feitos na China ameaça as relações globais do país com a União Europeia.

No mês passado, a comissão, órgão executivo da UE, decidiu impor uma tarifa de importação de 47% sobre equipamentos chineses para produção de energia solar, alegando concorrência desleal. Mas a mais poderosa líder europeia, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, quer evitar um atrito maior.

Em conversa telefônica realizada ontem, Li argumentou que a sobretaxa vai afetar "grandes interesses econômicos chineses" e propôs negociações bilaterais para resolver o problema, revelou a agência oficial de notícias Nova China.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Obama acusa China de subsídio ilegal na OMC

Falar mal da China é obrigatório na campanha eleitoral nos Estados Unidos. Com o candidato republicano prometendo mais dureza com a superpotência em ascensão, o presidente Barack Obama resolveu acionar a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), acusando-a de subsidiar ilegalmente a produção de carros e autopeças.

A denúncia aponta subsídios ilegais no valor de US$ 1 bilhão no período de 2009 a 2011. Obama fez o anúncio durante a visita a Ohio, um dos estados-chaves para sua reeleição, onde responsabilizou o candidato oposicionista Mitt Romney por "exportar fábricas e empregos para a China".

O presidente tenta ganhar votos lembrando seu apoio à General Motors e à Chrysler, duas fabricantes de automóveis dos EUA que estavam falidas com a crise e foram salvas por seu governo, enquanto os republicanos preferiam deixar que quebrassem para não gastar dinheiro público.

Desde o início do ano, o governo Obama examina a possibilidade de iniciar um caso contra a China na OMC. Foi estimulado pelos sindicatos a fazer isso, especialmente os do setor automobilístico, informa o jornal The New York Times.

domingo, 8 de novembro de 2009

China sobretaxa importação dos EUA, UE e Coreia do Sul

Em mais um conflito comercial em meio à maior queda no comércio internacional das últimas décadas, a China aplicou tarifas antidumping de 5% a 35,4% às importações de ácido adípico dos Estados Unidos, da União Europeia e da Coreia do Sul, uma substância essencial à fabricação de nylon.

A medida foi anunciada hoje pelo Ministério do Comércio da China e entra em vigor nesta segunda-feira, 9 de novembro de 2009. O governo chinês acredita que a substância está sendo vendida abaixo do preço de custo, o que caracteriza o dumping.

É mais uma fricção entre as grandes potências. Na semana passada, os EUA e a China anunciaram um acordo para reduzir barreiras comerciais numa série de setores, como agricultura, alta tecnologia e turismo.

Mas, em setembro, o governo Barack Obama sobretaxou as importações de pneus chineses. A China retaliou aumentando as tarifas de importação de frango, automóveis e autopeças americanas.

No mês passado, o governo chinês aplicou tarifas antidumping de até 36% sobre importações de nylon dos EUA, da UE, da Rússia e de Taiwan.