Em relatório a ser apresentado na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo na manhã desta terça-feira pelo primeiro-ministro Li Keqiang, sob o impacto da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, o governo da China reduz a meta de crescimento econômico para uma faixa de 6% a 6,5%, noticiou o jornal inglês Financial Times.
Aumenta o temor do mercado de que a segunda maior economia do mundo esteja em curva descendente. Em 2019, a China cresceu 6,6%, o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções impostas depois do Massacre na Praça da Paz Celestial.
A meta de inflação foi fixada em 3% e o déficit fiscal previsto é de 2,8% do produto interno bruto, 0,2 ponto percentual acima do ano passado.
"Levando em conta todos os fatores, a arrecadação de impostos encara uma situação sombria em 2019. Vai haver grande pressão para manter o equilíbrio orçamentário", admite o relatório do Ministério da Fazenda.
O próprio primeiro-ministro Li Keqiang acrescentou ao relatório: "Vamos enfrentar tarefas pesadas, muitos desafios e grandes demandas."
As autoridades chineses querem manter o crescimento econômico, que legitima a ditadura do Partido Comunista, o que impede reformas fundamentais. Há uma abundância de capital que acaba sendo investido em estatais que de outra forma estariam condenadas.
No ano passado, o governo Donald Trump impôs sobretaxas sobre importações chinesas no valor de US$ 250 bilhões por ano. Os objetivos são reduzir o déficit comercial, a manipulação cambial, a pirataria industrial e os subsídios concedidos pelo governo da China a suas empresas. Há expectativa de um acordo a ser anunciado em breve.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 4 de março de 2019
China reduz meta de crescimento econômico para 2019
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Xi Jinping apresenta nova liderança do Partido Comunista da China
No encerramento do 19º Congresso do Partido Comunista da China, o cada vez mais poderoso secretário-geral do Comitê Central e presidente do país, Xi Jinping, apresentou há pouco os outros seis membros do Comitê Permanente do Politburo, o núcleo central do poder. Se eles são conhecidos popularmente como os sete imperadores, talvez na realidade agora a China tenha um só.
Durante o congresso do PC, Xi foi comparado a Mao Tsé-tung, o fundador da República Popular da China em 1º de outubro de 1949, e seu pensamento foi entronizado na Constituição. É "o socialismo com características chinesas para uma nova era".
Xi e o primeiro-ministro Li Keqiang foram reeleitos como líder e vice-líder. Os outros membros do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista da China são novos.
Não foi apontado um sucessor para Xi, mais um sinal de que pode ficar além de seus dois mandatos, uma praxe introduzida em 1992, depois do Massacre na Praça da Paz Celestial, pelo então líder supremo Deng Xiaoping, que mandava por trás do trono como presidente da Comissão Militar Central.
"A liderança coletiva dentro do partido existe agora só no nome e, na realidade, está morta", declarou Wu Qiang, comentarista político e ex-professor da Universidade Nova China, em Beijim. "Isto abre caminho para ele acumular mais poder nos próximos anos e ficar além de 2022".
Entre os novos membros, Li Zhansu, de 67 anos, chefe de gabinete, amigo pessoal de longa data e assessor direto de Xi. Será o terceiro ha hierarquia do partido.
Vice-primeiro-ministro, considerado reformista em economia, Wang Yang, de 62 anos, ganhou prestígio como chefe do partido na província de Guangdong (Cantão), a mais próspera da China. Quarto na hierarquia, é o responsável pelas negociações de comércio exterior com os Estados Unidos.
Outro que trabalha há muito tempo com Xi é Wang Huning, de 62 anos, o quinto na hierarquia. Ex-professor convertido em ideólogo do partido, co-autor de relatórios e discursos do dirigente máximo, dirige há 15 anos o Escritório Central de Pesquisas Políticas.
Sexto na hierarquia do PC chinês é Zhao Leji, de 60 anos, foi diretor do departamento de organização do partido, que tem hoje um número recorde de 89 milhões de membros. Como secretário do Comitê Central de Inspeção e Disciplina do partido, ele vai liderar a campanha anticorrupção usada por Xi para assumir o controle absoluto do PC. É um aliado-chave do novo imperador.
O ex-prefeito de Xangai Han Zheng, de 63 anos, conquistou prestígio ao transformar a maior cidade chinesa na capital econômica e financeira do país. Ligado ao ex-presidente Jiang Zemin, é o 7º na hierarquia do PC.
Durante o congresso do PC, Xi foi comparado a Mao Tsé-tung, o fundador da República Popular da China em 1º de outubro de 1949, e seu pensamento foi entronizado na Constituição. É "o socialismo com características chinesas para uma nova era".
Xi e o primeiro-ministro Li Keqiang foram reeleitos como líder e vice-líder. Os outros membros do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista da China são novos.
Não foi apontado um sucessor para Xi, mais um sinal de que pode ficar além de seus dois mandatos, uma praxe introduzida em 1992, depois do Massacre na Praça da Paz Celestial, pelo então líder supremo Deng Xiaoping, que mandava por trás do trono como presidente da Comissão Militar Central.
"A liderança coletiva dentro do partido existe agora só no nome e, na realidade, está morta", declarou Wu Qiang, comentarista político e ex-professor da Universidade Nova China, em Beijim. "Isto abre caminho para ele acumular mais poder nos próximos anos e ficar além de 2022".
Entre os novos membros, Li Zhansu, de 67 anos, chefe de gabinete, amigo pessoal de longa data e assessor direto de Xi. Será o terceiro ha hierarquia do partido.
Vice-primeiro-ministro, considerado reformista em economia, Wang Yang, de 62 anos, ganhou prestígio como chefe do partido na província de Guangdong (Cantão), a mais próspera da China. Quarto na hierarquia, é o responsável pelas negociações de comércio exterior com os Estados Unidos.
Outro que trabalha há muito tempo com Xi é Wang Huning, de 62 anos, o quinto na hierarquia. Ex-professor convertido em ideólogo do partido, co-autor de relatórios e discursos do dirigente máximo, dirige há 15 anos o Escritório Central de Pesquisas Políticas.
Sexto na hierarquia do PC chinês é Zhao Leji, de 60 anos, foi diretor do departamento de organização do partido, que tem hoje um número recorde de 89 milhões de membros. Como secretário do Comitê Central de Inspeção e Disciplina do partido, ele vai liderar a campanha anticorrupção usada por Xi para assumir o controle absoluto do PC. É um aliado-chave do novo imperador.
O ex-prefeito de Xangai Han Zheng, de 63 anos, conquistou prestígio ao transformar a maior cidade chinesa na capital econômica e financeira do país. Ligado ao ex-presidente Jiang Zemin, é o 7º na hierarquia do PC.
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domingo, 5 de março de 2017
China reduz meta de crescimento para 6,5% ao ano
A República Popular da China reduziu sua meta de crescimento para 6,5% em 2017, depois deixá-la numa faixa de 6,5% a 7% no ano passado, anunciou hoje o primeiro-ministro Li Keqiang.
Na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, o chefe de governo fez uma prestação de contas e apresentou os planos para este ano. A economia chinesa cresceu oficialmente 6,7% em 2016, o menor ritmo em 26 anos, desde a crise deflagrada pelo massacre do movimento dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Li prometeu atacar o problema das "empresas-zumbis", na maioria dos casos estatais à beira da falência. Muitas produzem carvão e aço acima das necessidades do mercado. Nos últimos anos, tentativas de reformar o setor estatal para tornar o crescimento sustentável fracassaram por medo do desemprego e de agitação social.
Na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, o chefe de governo fez uma prestação de contas e apresentou os planos para este ano. A economia chinesa cresceu oficialmente 6,7% em 2016, o menor ritmo em 26 anos, desde a crise deflagrada pelo massacre do movimento dos estudantes na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Li prometeu atacar o problema das "empresas-zumbis", na maioria dos casos estatais à beira da falência. Muitas produzem carvão e aço acima das necessidades do mercado. Nos últimos anos, tentativas de reformar o setor estatal para tornar o crescimento sustentável fracassaram por medo do desemprego e de agitação social.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
China cresce em ritmo de 6,9% ao ano
Com a desaceleração da economia mundial e do comércio internacional, a economia da China registrou no terceiro trimestre de 2015 seu menor crescimento desde o primeiro trimestre de 2009, no auge da Grande Recessão. O governo chinês anunciou hoje uma expansão em ritmo de 6,9% ao ano.
É cada vez mais improvável que a meta de crescimento de 7% neste ano seja atingida, se os dados do Birô Nacional de Estatísticas oficiais forem confiáveis, o que muito analistas duvidam. Se a economia estivesse mesmo perto da meta, não precisaria de tantos estímulos.
"De modo geral, é um grande desapontamento", lamentou Klaus Baader, economia do banco francês Société Générale. "O investimento caiu significativamente, apesar dos esforços do governo para estimular a economia. Parecem não ser suficientes." Ele prevê alta de 6,8% no último trimestre do ano.
O terceiro trimestre foi marcado por uma forte intervenção governamental para sustentar as bolsas de valores, que caíram 29% no período, e por uma série de desvalorizações inesperadas da moeda chinesa, o iuane, observou o jornal The New York Times. No primeiro e no segundo trimestres, a economia avançou em ritmo de 7% ao ano, abaixo dos 7,3% registrados em 2014.
Ao participar hoje de um evento para promover o empreendedorismo em Beijim, o primeiro-ministro Li Keqiang, principal responsável pela economia, alegou que, "embora sejam 6,9%, é uma taxa de crescimento de cerca de 7%".
Li afirmou que o mercado de trabalho está melhorando e que a inovação está ajudando a reestruturar a segunda maior economia do mundo, com uma geração de riqueza anual de mais de US$ 11 trilhões.
Li afirmou que o mercado de trabalho está melhorando e que a inovação está ajudando a reestruturar a segunda maior economia do mundo, com uma geração de riqueza anual de mais de US$ 11 trilhões.
Nos últimos sete anos, a China foi responsável por um terço do crescimento econômico mundial. Ao rebaixar neste mês de 3,3% para 3,1% sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2015, o Fundo Monetário Internacional (FMI) citou entre as razões a China, assim como a fraca recuperação na Europa e no Japão e a recessão em grandes emergentes como Rússia em Brasil.
A presidente do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, também citou a China para justificar a manutenção das taxas básicas de juros em praticamente zero.
Os grandes exportadores de produtos primários da América Latina, inclusive o Brasil, da África e do Oriente Médio sofrem diretamente com a desaceleração chinesa, que afeta o preço de suas exportações.
Diante da crise deflagrada apelo colapso do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, o regime comunista da China lançou um plano de estímulo de US$ 600 bilhões que manteve a bonança entre os emergentes e aqueceu o mercado imobiliário chinês.
Um dos problemas gerados foi uma bolha no mercado imobiliário que deve tirar 1,5 ponto percentual da taxa de crescimento do ano pelas previsões do banco suíço UBS. Os compradores de imóveis estão adiando o negócio à espera de uma queda maior nos preços. A alta no investimento imobiliário nos primeiros nove meses do ano foi de 2,6%, a menor desde 2009.
A produção industrial cresceu 5,7% nos últimos 12 meses, indicando o que talvez se torne o novo padrão normal para as taxas de crescimento da China. O investimento em capital fixo também ficou aquém da expectativa, em 10,3%, o menor índice em 15 anos. Há excesso de capacidade instalada e empresas endividadas.
As vendas no varejo tiveram alta de 10,9% num ano e o setor de serviços de 8,4%, garantindo o crescimento robusto.
Os economistas esperam uma nova queda na taxa básica de juros e uma redução na percentagem dos depósitos que os bancos são obrigados a deixar no Banco Popular da China como reserva, duas medidas destinadas a aumentar o investimento e o consumo.
Mais preocupado em consolidar sua liderança sobre o Partido Comunista, o presidente Xi Jinping pode até afastar o primeiro-ministro Li Keqiang, um protegido do antecessor de Xi, Hu Jintao, especula a revista inglesa The Economist.
O extraordinário crescimento chinês das últimas três décadas legitimou o poder absoluto do partido. Enquanto está enriquecendo, a população vai se revoltar. Quando a crise vier, o monopólio do PC será questionado além das academias. Toda crise econômica é uma crise política em potencial.
A presidente do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, também citou a China para justificar a manutenção das taxas básicas de juros em praticamente zero.
Os grandes exportadores de produtos primários da América Latina, inclusive o Brasil, da África e do Oriente Médio sofrem diretamente com a desaceleração chinesa, que afeta o preço de suas exportações.
Diante da crise deflagrada apelo colapso do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, o regime comunista da China lançou um plano de estímulo de US$ 600 bilhões que manteve a bonança entre os emergentes e aqueceu o mercado imobiliário chinês.
Um dos problemas gerados foi uma bolha no mercado imobiliário que deve tirar 1,5 ponto percentual da taxa de crescimento do ano pelas previsões do banco suíço UBS. Os compradores de imóveis estão adiando o negócio à espera de uma queda maior nos preços. A alta no investimento imobiliário nos primeiros nove meses do ano foi de 2,6%, a menor desde 2009.
A produção industrial cresceu 5,7% nos últimos 12 meses, indicando o que talvez se torne o novo padrão normal para as taxas de crescimento da China. O investimento em capital fixo também ficou aquém da expectativa, em 10,3%, o menor índice em 15 anos. Há excesso de capacidade instalada e empresas endividadas.
As vendas no varejo tiveram alta de 10,9% num ano e o setor de serviços de 8,4%, garantindo o crescimento robusto.
Os economistas esperam uma nova queda na taxa básica de juros e uma redução na percentagem dos depósitos que os bancos são obrigados a deixar no Banco Popular da China como reserva, duas medidas destinadas a aumentar o investimento e o consumo.
Mais preocupado em consolidar sua liderança sobre o Partido Comunista, o presidente Xi Jinping pode até afastar o primeiro-ministro Li Keqiang, um protegido do antecessor de Xi, Hu Jintao, especula a revista inglesa The Economist.
O extraordinário crescimento chinês das últimas três décadas legitimou o poder absoluto do partido. Enquanto está enriquecendo, a população vai se revoltar. Quando a crise vier, o monopólio do PC será questionado além das academias. Toda crise econômica é uma crise política em potencial.
terça-feira, 10 de março de 2015
Inflação sobe para 1,4% ao ano na China sem afastar risco de deflação
Os aumentos nos preços dos alimentos durante os feriados do Ano Novo Lunar pressionaram a inflação na China. Em fevereiro de 2015, o índice de preços ao consumidor (varejo) subiu para 1,4%, depois de registrar 0,8% em janeiro, uma ameaça de deflação na segunda maior economia do mundo.
Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.
A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.
Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.
Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".
O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.
No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.
Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.
A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.
Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.
Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".
O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.
No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
China reduz meta de crescimento para 7% em 2015
Ao fazer um balanço da economia da China na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro Li Keqiang anunciou nesta quinta-feira uma nova meta para o crescimento do país: 7% em 2015. No ano passado, a meta era 7,5%. O resultado oficial de 2014 ficou em 7,4%, a menor taxa em 24 anos.
"O desenvolvimento econômico da China entrou numa nova normalidade", declarou o primeiro-ministro Li. "Problemas estruturais, institucionais e sistêmicos se transformaram em 'tigres no caminho' travando o desenvolvimento. Sem fazer reformas profundas e ajustes econômicos estruturais, teremos dificuldades para manter um desenvolvimento sustentado saudával."
A economia chinesa, de US$ 9,88 trilhões no fim de 2014, pode ter superado os Estados Unidos no ano passado pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, tornando-se a maior do mundo.
Agora, enfrenta o desafio de se reorientar do mercado internacional para o consumo interno. Os sucessivos cortes de juros e a inflação de 1,6% ao ano são indicadores da desaceleração da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos.
Depois de décadas de crescimento acelerado, há outras preocupações no ar, a poluição causada por uma industrialização sem freios, ar puro, água limpa, melhores escolas e a previdência social.
Para traduzir seu crescimento poder econômico em poderio militar, o orçamento das Forças Armadas vai aumentar em 10,1% para US$ 145 bilhões, revelou o primeiro-ministro chinês. É o segundo maior do mundo, mas ainda é cerca de quatro vezes menor do que o orçamento militar dos EUA.
O presidente Xi Jinping promove uma onda de expurgos a pretexto de combater a corrupção, que está reestruturado os serviços secretos e agora investiga 14 generais do Exército Popular de Libertação. É uma manobra política para consolidar seu poder sobre o partido e as Forças Armadas.
Quando a crise econômica vier, e um dia virá, o poder absoluto do Partido Comunista será questionado.
"O desenvolvimento econômico da China entrou numa nova normalidade", declarou o primeiro-ministro Li. "Problemas estruturais, institucionais e sistêmicos se transformaram em 'tigres no caminho' travando o desenvolvimento. Sem fazer reformas profundas e ajustes econômicos estruturais, teremos dificuldades para manter um desenvolvimento sustentado saudával."
A economia chinesa, de US$ 9,88 trilhões no fim de 2014, pode ter superado os Estados Unidos no ano passado pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, tornando-se a maior do mundo.
Agora, enfrenta o desafio de se reorientar do mercado internacional para o consumo interno. Os sucessivos cortes de juros e a inflação de 1,6% ao ano são indicadores da desaceleração da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos.
Depois de décadas de crescimento acelerado, há outras preocupações no ar, a poluição causada por uma industrialização sem freios, ar puro, água limpa, melhores escolas e a previdência social.
Para traduzir seu crescimento poder econômico em poderio militar, o orçamento das Forças Armadas vai aumentar em 10,1% para US$ 145 bilhões, revelou o primeiro-ministro chinês. É o segundo maior do mundo, mas ainda é cerca de quatro vezes menor do que o orçamento militar dos EUA.
O presidente Xi Jinping promove uma onda de expurgos a pretexto de combater a corrupção, que está reestruturado os serviços secretos e agora investiga 14 generais do Exército Popular de Libertação. É uma manobra política para consolidar seu poder sobre o partido e as Forças Armadas.
Quando a crise econômica vier, e um dia virá, o poder absoluto do Partido Comunista será questionado.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
China cresce em ritmo anual de 7,3%
A economia da China avançou no terceiro trimestre de 2014 num ritmo de 7,3% ao ano, um pouco abaixo dos 7,5% do segundo trimestre, anunciaram hoje em Beijim as autoridades econômicas do país. É o menor índice de crescimento chinês desde o auge da crise financeira internacional, em 2009, mas é a inveja de todas as outras grandes economias.
Alguns analistas apontam contradições. A inflação, de 1,6% ao ano, é a menor em quase cinco anos, trazendo o fantasma da deflação. A venda de casas novas está diminuindo. Os preços dos produtos primários estão caindo. O investimento estrangeiro está se retraindo.
"O problema, a questão central que estamos encarando no momento é 'qual o verdadeiro estado da economia?'", observa Louis Kuijs, economista sênior do banco britânico Royal Bank of Scotland em Hong Kong, citado pelo jornal The New York Times. "É complicado porque as forças negativas aparecem com força na indústria, mas não no setor de serviços.
Em parte, a desaceleração está nos planos do regime comunista chinês de reduzir a dependência no crescimento baseado em crédito barato para mudar o foco da segunda maior economia do mundo, em vias de se tornar a primeira pelo critério de paridade do poder de compra, para o consumo.
No mês passado, o primeiro-ministro Li Keqiang orgulhou-se durante encontro do Fórum Econômico Mundial ao dizer que a China criou 10 milhões de empregos urbanos nos primeiros oito meses de 2014. Por isso, acrescentou, ele não preocuparia se o crescimento não atingir a meta de 7,5% prevista para este ano.
Alguns analistas apontam contradições. A inflação, de 1,6% ao ano, é a menor em quase cinco anos, trazendo o fantasma da deflação. A venda de casas novas está diminuindo. Os preços dos produtos primários estão caindo. O investimento estrangeiro está se retraindo.
"O problema, a questão central que estamos encarando no momento é 'qual o verdadeiro estado da economia?'", observa Louis Kuijs, economista sênior do banco britânico Royal Bank of Scotland em Hong Kong, citado pelo jornal The New York Times. "É complicado porque as forças negativas aparecem com força na indústria, mas não no setor de serviços.
Em parte, a desaceleração está nos planos do regime comunista chinês de reduzir a dependência no crescimento baseado em crédito barato para mudar o foco da segunda maior economia do mundo, em vias de se tornar a primeira pelo critério de paridade do poder de compra, para o consumo.
No mês passado, o primeiro-ministro Li Keqiang orgulhou-se durante encontro do Fórum Econômico Mundial ao dizer que a China criou 10 milhões de empregos urbanos nos primeiros oito meses de 2014. Por isso, acrescentou, ele não preocuparia se o crescimento não atingir a meta de 7,5% prevista para este ano.
terça-feira, 4 de março de 2014
China fixa meta de crescimento em 7,5%
A China fixou em 7,5% a meta de crescimento econômico para 2014, a mesma do ano passado, anunciou hoje o primeiro-ministro Li Keqiang em seu primeiro relatório ao Congresso Nacional do Povo. O orçamento militar será aumentado em 12,2% para US$ 132 bilhões.
Em 2013, a expansão superou ligeiramente a meta, ficando em 7,7%, mas os analistas consideram cada vez mais difícil manter altas taxas de crescimento à medida que a segunda maior economia do mundo deixa de ser emergente para se tornar madura.
Li prometeu ao parlamento "uma política monetária equilibrada" com meta de inflação de 3,5% ao ano nos preços ao consumidor, a mesma do ano passado. Em 2013, o índice ficou em 2,6%.
A expectativa oficial para este ano é de um aumento de 14,5% nas vendas no varejo e de 17,5% no investimento em capital fixo.
Em 2013, a expansão superou ligeiramente a meta, ficando em 7,7%, mas os analistas consideram cada vez mais difícil manter altas taxas de crescimento à medida que a segunda maior economia do mundo deixa de ser emergente para se tornar madura.
Li prometeu ao parlamento "uma política monetária equilibrada" com meta de inflação de 3,5% ao ano nos preços ao consumidor, a mesma do ano passado. Em 2013, o índice ficou em 2,6%.
A expectativa oficial para este ano é de um aumento de 14,5% nas vendas no varejo e de 17,5% no investimento em capital fixo.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
China pode mudar política do filho único
Depois de 35 anos, a China está prestes a mudar sua política de controle da natalidade, que só permite que cada casal tenha um filho e é muito impopular.
"A política do filho único pode ser relaxada no fim de 2013", disseram os economistas Ting Lu e Xiaojia Zhi, do Bank of America Merrill Lynch, em nota divulgada no último fim de semana. "Acreditamos que o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang, que são reformistas, vão aproveitar a oportunidade para abolir a política do filho único, mostrar sua determinação de promover mudanças e convencer o povo chinês de que têm um roteiro para reformas".
Quando a política foi introduzida por Deng Xiaoping, décadas depois de Mao Tsé-tung adotar políticas de aumento da população, cada casal só podia ter um filho. Agentes do partido e do governo controlavam até o ciclo menstrual das trabalhadoras em empresas estatais. Quem tivesse um segundo filho perdia os subsídios governamentais. Nas zonas rurais, para evitar o infanticídio de meninas, os casais podiam ter mais de um filho.
Com o extraordinário desenvolvimento das últimas três décadas e meia, muitos casais têm hoje dinheiro suficiente para sustentar mais de um filho sem depender do Estado. Quando o filho único morre, é uma tragédia para a família.
Além disso, o filho único às vezes tem de sustentar pai, mãe e avós das duas famílias. O mercado de trabalho caminha para um gargalo e a incipiente Previdência Social pode ficar sobrecarregada.
"A política do filho único pode ser relaxada no fim de 2013", disseram os economistas Ting Lu e Xiaojia Zhi, do Bank of America Merrill Lynch, em nota divulgada no último fim de semana. "Acreditamos que o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang, que são reformistas, vão aproveitar a oportunidade para abolir a política do filho único, mostrar sua determinação de promover mudanças e convencer o povo chinês de que têm um roteiro para reformas".
Quando a política foi introduzida por Deng Xiaoping, décadas depois de Mao Tsé-tung adotar políticas de aumento da população, cada casal só podia ter um filho. Agentes do partido e do governo controlavam até o ciclo menstrual das trabalhadoras em empresas estatais. Quem tivesse um segundo filho perdia os subsídios governamentais. Nas zonas rurais, para evitar o infanticídio de meninas, os casais podiam ter mais de um filho.
Com o extraordinário desenvolvimento das últimas três décadas e meia, muitos casais têm hoje dinheiro suficiente para sustentar mais de um filho sem depender do Estado. Quando o filho único morre, é uma tragédia para a família.
Além disso, o filho único às vezes tem de sustentar pai, mãe e avós das duas famílias. O mercado de trabalho caminha para um gargalo e a incipiente Previdência Social pode ficar sobrecarregada.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Painéis solares ameaçam relações UE-China
A União Europeia impôs tarifas de importação pesadas sobre painéis solares fabricados na China, anunciou hoje o comissário de comércio exterior, Karel de Gucht, ignorando apelos chineses para evitar um conflito comercial. De 6 de junho a 6 de agosto, a sobretaxa será de 11,8%, passando para 47,6% daí em diante, o que dá um prazo para negociar..
O primeiro-ministro Le Keqiang advertiu ontem o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, de que um conflito comercial em torno de painéis solares feitos na China ameaça as relações globais do país com a União Europeia.
No mês passado, a comissão, órgão executivo da UE, decidiu impor uma tarifa de importação de 47% sobre equipamentos chineses para produção de energia solar, alegando concorrência desleal. Mas a mais poderosa líder europeia, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, quer evitar um atrito maior.
Em conversa telefônica realizada ontem, Li argumentou que a sobretaxa vai afetar "grandes interesses econômicos chineses" e propôs negociações bilaterais para resolver o problema, revelou a agência oficial de notícias Nova China.
O primeiro-ministro Le Keqiang advertiu ontem o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, de que um conflito comercial em torno de painéis solares feitos na China ameaça as relações globais do país com a União Europeia.
No mês passado, a comissão, órgão executivo da UE, decidiu impor uma tarifa de importação de 47% sobre equipamentos chineses para produção de energia solar, alegando concorrência desleal. Mas a mais poderosa líder europeia, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, quer evitar um atrito maior.
Em conversa telefônica realizada ontem, Li argumentou que a sobretaxa vai afetar "grandes interesses econômicos chineses" e propôs negociações bilaterais para resolver o problema, revelou a agência oficial de notícias Nova China.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
China se desacelera para 7,7% ao ano
A economia da China voltou a se desacelerar no primeiro trimestre de 2013, crescendo num ritmo de 7,7% ao ano, depois de registrar 7,9% no último trimestre de 2012 e 7,8% no ano passado como um todo.
A maioria dos analistas esperava um crescimento maior, em torno de 8%, mas o número está dentro da meta oficial de uma expansão de 7,5% neste ano.
"Em geral, a economia chinesa teve um início de ano suave em 2013", comentou o novo primeiro-ministro, Li Keqiang, antes da divulgação dos dados. "Mas muitas incertezas, tanto internas quanto no exterior ainda persistem e tornam o panorama geral bem complicado."
Li assumiu em março, com o novo presidente Xi Jinping. Seria o favorito do ex-presidente Hu Jintao para novo líder do partido e chefe de Estado. Acabou ficando com a chefia do governo. Sua principal atribuição é administrar a segunda maior economia do mundo.
Uma das razões da contenção do consumo seria a campanha do governo para evitar os gastos supérfluos de altos funcionários públicos diante da série de denúncias de corrupção contra membros da cúpula do partido e do governo no ano passado.
A maioria dos analistas esperava um crescimento maior, em torno de 8%, mas o número está dentro da meta oficial de uma expansão de 7,5% neste ano.
"Em geral, a economia chinesa teve um início de ano suave em 2013", comentou o novo primeiro-ministro, Li Keqiang, antes da divulgação dos dados. "Mas muitas incertezas, tanto internas quanto no exterior ainda persistem e tornam o panorama geral bem complicado."
Li assumiu em março, com o novo presidente Xi Jinping. Seria o favorito do ex-presidente Hu Jintao para novo líder do partido e chefe de Estado. Acabou ficando com a chefia do governo. Sua principal atribuição é administrar a segunda maior economia do mundo.
Uma das razões da contenção do consumo seria a campanha do governo para evitar os gastos supérfluos de altos funcionários públicos diante da série de denúncias de corrupção contra membros da cúpula do partido e do governo no ano passado.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Acidente com Ferrari enfraqueceu Hu Jintao
Ao assumir a liderança do Partido Comunista, no mês passado, o vice-presidente Xi Jinping não só se encaminhou para ser o próximo presidente da China, a partir de março de 2013, por um período de cinco anos, com direito a uma releição. Também assumiu o comando da poderosa Comissão Militar Central, que controla o Exército Popular de Libertação.
Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping, tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.
O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.
A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.
Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.
Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.
Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping, tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.
O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.
A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.
Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.
Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Hu Jintao adverte PC chinês para risco da corrupção
Ao abrir o 18º Congresso do Partido Comunista, o presidente da China, Hu Jintao, advertiu que a corrupção é hoje a maior ameaça ao monopólio de poder do PC e pode levar ao "colapso do partido e do Estado". Mais de 2,2 mil delegados participam do encontro. Devem apenas confirmar o que foi decidido pela cúpula.
"Todos os que violarem a disciplina do partido e as leis do Estado devem ser rigorosamente punido", declarou o presidente, que deve passar o cargo em março do próximo ano.
Além da ex-estrela em ascensão da linha dura, Bo Xilai, que caiu em desgraça no início do ano e foi expurgado do partido e do parlamento depois que sua mulher foi condenada por homicídio, o jornal The New York Times denunciou o enriquecimento ilícito da família do primeiro-ministro Wen Jiabao.
Depois de dez anos, tanto Hu quanto Wen passam seus cargos de líder do partido e chefe de governo para Xi Jinping e Li Keqiang. Estes dois já são membros do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central, o grupo de nove imperadores que manda na segunda maior economia do mundo. Devem governar o país nos próximos dez anos.
Em março de 2013, Xi passa a ser também presidente da China. Para manter sua influência Hu tenta conservar a presidência da Comissão Militar do Comitê Central, que controla o Exército Popular de Libertação. Esse era o único cargo oficial do então dirigente máximo Deng Xiaoping depois do lançamento das reformas econômicas.
Sob Hu, a economia chinesa cresceu cinco vezes e passou a segunda maior do mundo, com produto interno bruto estimado em mais de US$ 7,8 trilhões no fim deste ano. Depois de décadas de crescimento médio de 10% ao ano, no último trimestre o ritmo caiu para 7,4% e tudo indica que o patamar tende a cair para este nível.
Outro desafio do futuro governo chinês será reorientar a economia para o mercado interno.
Como a escolha de Xi e Li está feita há muito tempo, a maior dúvida é quem será eleito para o Comitê Permanente, que pode ser reduzido para sete membro. Neste caso, seriam eleitos apenas cinco.
Tudo isto já está decidido pelos hierarcas do partido, como o ex-presidente Jiang Zemin, desde que o congresso do PC foi convocado. Os observadores estão atentos a Wang Yang, governador da província de Cantão, considerado um liberal e possivelmente reformista. Sua ascensão indicaria uma possibilidade maior de abertura política.
"Todos os que violarem a disciplina do partido e as leis do Estado devem ser rigorosamente punido", declarou o presidente, que deve passar o cargo em março do próximo ano.
Além da ex-estrela em ascensão da linha dura, Bo Xilai, que caiu em desgraça no início do ano e foi expurgado do partido e do parlamento depois que sua mulher foi condenada por homicídio, o jornal The New York Times denunciou o enriquecimento ilícito da família do primeiro-ministro Wen Jiabao.
Depois de dez anos, tanto Hu quanto Wen passam seus cargos de líder do partido e chefe de governo para Xi Jinping e Li Keqiang. Estes dois já são membros do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central, o grupo de nove imperadores que manda na segunda maior economia do mundo. Devem governar o país nos próximos dez anos.
Em março de 2013, Xi passa a ser também presidente da China. Para manter sua influência Hu tenta conservar a presidência da Comissão Militar do Comitê Central, que controla o Exército Popular de Libertação. Esse era o único cargo oficial do então dirigente máximo Deng Xiaoping depois do lançamento das reformas econômicas.
Sob Hu, a economia chinesa cresceu cinco vezes e passou a segunda maior do mundo, com produto interno bruto estimado em mais de US$ 7,8 trilhões no fim deste ano. Depois de décadas de crescimento médio de 10% ao ano, no último trimestre o ritmo caiu para 7,4% e tudo indica que o patamar tende a cair para este nível.
Outro desafio do futuro governo chinês será reorientar a economia para o mercado interno.
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| Wang Yang |
Como a escolha de Xi e Li está feita há muito tempo, a maior dúvida é quem será eleito para o Comitê Permanente, que pode ser reduzido para sete membro. Neste caso, seriam eleitos apenas cinco.
Tudo isto já está decidido pelos hierarcas do partido, como o ex-presidente Jiang Zemin, desde que o congresso do PC foi convocado. Os observadores estão atentos a Wang Yang, governador da província de Cantão, considerado um liberal e possivelmente reformista. Sua ascensão indicaria uma possibilidade maior de abertura política.
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