Em relatório a ser apresentado na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo na manhã desta terça-feira pelo primeiro-ministro Li Keqiang, sob o impacto da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, o governo da China reduz a meta de crescimento econômico para uma faixa de 6% a 6,5%, noticiou o jornal inglês Financial Times.
Aumenta o temor do mercado de que a segunda maior economia do mundo esteja em curva descendente. Em 2019, a China cresceu 6,6%, o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções impostas depois do Massacre na Praça da Paz Celestial.
A meta de inflação foi fixada em 3% e o déficit fiscal previsto é de 2,8% do produto interno bruto, 0,2 ponto percentual acima do ano passado.
"Levando em conta todos os fatores, a arrecadação de impostos encara uma situação sombria em 2019. Vai haver grande pressão para manter o equilíbrio orçamentário", admite o relatório do Ministério da Fazenda.
O próprio primeiro-ministro Li Keqiang acrescentou ao relatório: "Vamos enfrentar tarefas pesadas, muitos desafios e grandes demandas."
As autoridades chineses querem manter o crescimento econômico, que legitima a ditadura do Partido Comunista, o que impede reformas fundamentais. Há uma abundância de capital que acaba sendo investido em estatais que de outra forma estariam condenadas.
No ano passado, o governo Donald Trump impôs sobretaxas sobre importações chinesas no valor de US$ 250 bilhões por ano. Os objetivos são reduzir o déficit comercial, a manipulação cambial, a pirataria industrial e os subsídios concedidos pelo governo da China a suas empresas. Há expectativa de um acordo a ser anunciado em breve.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 4 de março de 2019
China reduz meta de crescimento econômico para 2019
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Maior do mundo, Apple enfrenta suicídios na China
No dia em que a empresa mais criativa do mundo, a Apple, tornou-se a maior do setor de informática, superando a rival Microsoft em valor de mercado, uma má notícia estragou a festa: sob intensa pressão, dez trabalhadores de uma fábrica que trabalha para a empresa se mataram na China.
Eles estariam sendo pressionados tanto a apresentar uma alta produtividade para atender às encomendas da empresa quanto para proteger os segredos industriais da Apple, especialmente do iPad, a prancheta de leitura eletrônica de livros, revistas e jornais que é o último grande lançamento da empresa.
Quando se chega numa loja na China, perguntam se você quer original ou cópia. Essas cópias são o resultado da pirataria industrial descarada praticada no país.
Para evitar o roubo de seus segregos, aparentemente a empresa submeteu seus empregados a um nível de estresse insuportával. Outros três tentaram o suicídio, mas fracassaram.
Eles estariam sendo pressionados tanto a apresentar uma alta produtividade para atender às encomendas da empresa quanto para proteger os segredos industriais da Apple, especialmente do iPad, a prancheta de leitura eletrônica de livros, revistas e jornais que é o último grande lançamento da empresa.
Quando se chega numa loja na China, perguntam se você quer original ou cópia. Essas cópias são o resultado da pirataria industrial descarada praticada no país.
Para evitar o roubo de seus segregos, aparentemente a empresa submeteu seus empregados a um nível de estresse insuportával. Outros três tentaram o suicídio, mas fracassaram.
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