Mostrando postagens com marcador Jiang Zemin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jiang Zemin. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

China afasta vice-ministro da Segurança do Estado por corrupção

Mais um tigre cai na campanha anticorrupção do secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, para consolidar o poder. O vice-ministro da Segurança do Estado, Ma Jian, foi afastado de um painel de assessores de alto nível depois que o Partido Comunista anunciou que ele está sendo investigado por corrupção.

Ma Jian é o mais alto funcionário enquadrado por corrupção desde a condenação do ex-ministro da Segurança Pública Zhou Yangkang, que foi membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, os na época nove imperadores, hoje sete, que mandam realmente na China.

O inquérito sobre suas atividades indica que deve haver uma ampla reforma do Ministério da Segurança do Estado, que reúne a polícia política e o serviço secreto. Ma seria o chefe das operações de contraespionagem.

Em Governing China (Governando a China), o professor americano Kenneth Lieberthal observa que a sociedade chinesa conseguiu criar há mais de 2 mil anos uma burocracia para governar o país, mas não conseguiu até hoje criar um sistema político capaz de administrar a transferência de poder em sua elite.

As últimas transições, de Jiang Zemin (1992-2002) para Hu Jintao (2002-12), e de Hu Jintao para Xi Jinping, foram pacíficas, mas há uma luta interna que vem à tona com os expurgos e processos de corrupção, sempre seletivos, já que o enriquecimento da cúpula chinesa além do razoável está amplamente documentado.

Xi Jinping prometeu ir atrás de todos os corruptos, "das moscas aos tigres". Pegou mais um.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acidente com Ferrari enfraqueceu Hu Jintao

Ao assumir a liderança do Partido Comunista, no mês passado, o vice-presidente Xi Jinping não só se encaminhou para ser o próximo presidente da China, a partir de março de 2013, por um período de cinco anos, com direito a uma releição. Também assumiu o comando da poderosa Comissão Militar Central, que controla o Exército Popular de Libertação.

Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping,  tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.

O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.

A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.

Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.

Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.

sábado, 8 de setembro de 2012

Crise política traz de volta velha guarda na China

A queda espetacular de Bo Xilai e a luta pela sucessão do atual grupo dirigente aumentaram o prestígio e a importância de líderes veteranos que foram convocados unir e pacificar o turbulento Partido Comunista da China.

Dez anos depois de passar o poder pacificamente ao atual presidente, Hu Jintao, na primeira transição tranquila do regime comunista chinês, o ex-líder Jiang Zemin, hoje com 86 anos, foi chamado para dar sua opinião sobre o caso de Bo Xilai, o dirigente do partido que resgatou canções e práticas maoístas do tempo da Revolução Cultural (1966-76).

Bo era visto como o maior expoente em ascensão da linha dura quando foi derrubado, em março e abril de 2011, por "graves violações disciplinares". Sua mulher foi condenada por assassinato, mas ele foi poupado até agora de um processo criminal.

Outro veterano, Qiao Shi, de 87, ex-rival de Jiang, também participou das deliberações sobre o futuro de Bo. Teria defendido uma punição mais severa a Bo Xilai, que sonhava em ascender no fim do ano ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PC, o órgão máximo do poder na China, formado pelos chamados nove imperadores que governo o país de fato.

Como o partido ainda não anunciou oficialmente o destino de Bo, acredita-se que ele se transformou em mais um peça da luta política interna do PC chinês. Jiang Zemin, que era próximo do pai de Bo, Bo Yibo, quer um tratamento brando.

A reemergência da velha guarda revela um problema adicional para os dirigentes chineses. Desde que a idade de 68 anos foi introduzida informalmente como limite para ocupar cargos na alta direção do PC, há no país uma série de dirigentes aposentados que usam seu tempo, seu poder e seus contatos para manter um papel ativo no jogo político, muitas vezes através de protegidos que ajudaram a promover.

Ao todo, há 12 antigos membros do Comitê Permanente vivos, 12 ex-imperadores, e imperadores não costumam se aposentar. A maioria participou de um encontro anual informal em Beidaihe, a praia onde a cúpula da ditadura chinesa costuma passar as férias de verão. Sete dos nove membros atuais do comitê também participaram.

O futuro de Bo Xilai certamente foi um dos temas centrais das discussões, dividindo o partido entre as facções de Jiang e de Hu. Na semana passada, um aliado de Hu, Ling Jihua, foi rebaixado depois de um acidente de carro com seu filho, que dirigia uma Ferrari onde foram encontradas duas mulheres seminuas, em mais um sinal dos abusos da elite no poder.

Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao gostaria de dar uma punição exemplar em Bo. Teriam recuado porque ele tem amigos poderosos, a começar por Jiang Zemin. Uma investigação mais profunda sobre as atividades de Bo poderia respingar em outros dirigentes do partido.