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terça-feira, 3 de março de 2015

China investiga 14 altos oficiais do Exército Popular de Libertação

O Exército Popular de Libertação (ELP) está investigando por corrupção 14 altos oficiais militares, inclusive o filho de um ex-vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central (CMC), revelou hoje o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

Uma grande campanha anticorrupção é a maneira usada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, no poder desde 2012, para consolidar seu comando sobre o Exército e o partido. Xi prometeu "caçar as moscas e os tigres".

Depois do ex-ministro da Segurança do Estado Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PC, o seleto grupo que manda na China, e do chefe da espionagem interna, Ma Jian, o alvo agora é o filho do general da reserva Guo Boxiong.

Mas não é a a primeira vez. O ex-vice-presidente da CMC Xu Caihou está sendo investigado por corrupção há meses. Guo e Xu eram os dois vices, na comissão, do ex-presidente e ex-secretário-geral do PC Hu Jintao, o líder supremo do regime comunista antes de Xi.

A Comissão Militar Central é tão poderosa que hoje um líder chinês só tem pleno controle do poder quando acumula três cargos: presidente do país, secretário-geral do PC e presidente da CMC.

Durante o tempo em que foi o dirigente máximo da China, o todo-poderoso Deng Xiaoping (1978-1992), arquiteto das reformas que transformaram o país na segunda maior economia do mundo rumo ao topo, tinha como principal cargo oficial a presidência do CMC.

Xi foi escolhido líder do partido em novembro de 2012, tomou posse na presidência em março de 2013 e imediatamente virou presidente da CMC. Por isso, é considerado o dirigente chinês mais poderoso desde Deng.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Xi Jinping é eleito oficialmente presidente da China

Por 2.952 votos a um, o Congresso Nacional do Povo elegeu hoje oficialmente Xi Jinping, líder do Partido Comunista desde novembro de 2012, para presidente da China pelos próximos cinco anos. Como ele também foi nomeado presidente da Comissão Militar do Comitê Central, que controla as Forças Armadas, Xi acumula os três cargos mais importantes da China.

Seu antecessor, Hu Jintao, levou alguns anos para assumir o controle sobre Exército Popular de Libertação. Tentou reter o cargo durante a transição. Não conseguiu. Todo o poder foi transferido para Xi.

O vice-primeiro-ministro Le Keqiang, que seria o candidato de Hu à Presidência, foi nomeado primeiro-ministro em substituição a Wen Jiabao

A chefia da Comissão Militar Central era o único cargo do então dirigente máximo Deng Xiaoping (1978-92) na maior parte do tempo em que governou o país e realizou as reformas que transformaram a China na segunda maior economia do mundo, rumo ao topo.

Com 99,86% dos votos, o novo ditador chinês bate o sírio Bachar Assad, que obteve 97,62%. O campeão é o falecido ditador norte-coreano Kim Jong Il, com 99,98% dos votos em disputa.

Num sinal de mudança, o governo anunciou que a primeira-dama Peng Liyuan, uma cantora popular famosa no país, terá um papel proeminente nas viagens do presidente ao exterior para reforçar o poder suave da China.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acidente com Ferrari enfraqueceu Hu Jintao

Ao assumir a liderança do Partido Comunista, no mês passado, o vice-presidente Xi Jinping não só se encaminhou para ser o próximo presidente da China, a partir de março de 2013, por um período de cinco anos, com direito a uma releição. Também assumiu o comando da poderosa Comissão Militar Central, que controla o Exército Popular de Libertação.

Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping,  tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.

O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.

A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.

Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.

Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.