Por 219 a 22, a Assembleia Nacional do Iraque elegeu ontem Barham Salih como oitavo presidente da história do país. Adel Abdul Mahdi foi nomeado primeiro-ministro e encarregado de formar um governo. O Iraque não tem governo desde as eleições de maio.
Salih, um curdo de 58 anos, veterano da política iraquiana, próximo dos Estados Unidos e do Irã, prometeu "defender a unidade e a segurança do Iraque" no ato de posse. O cargo é cerimonial. Quem manda de fato é o primeiro-ministro. Para isso, precisa formar um governo.
No novo regime criado pelos Estados Unidos depois da intervenção militar para derrubar o ditador Saddam Hussein, em 2003, o presidente é curdo, o primeiro-ministro é xiita e o presidente do parlamento é sunita.
Pela primeira vez, os dois grandes partidos curdos, o Partido Democrático do Curdistão (PDK) e a União Patriótica do Curdistão (UPK), não chegaram a um acordo para apresentar um candidato único.
Foi "a nona crise política a atingir Bagdá desde as eleições de maio", observou o boletim de notícias Arab News.
O presidente era o candidato do UPK e Fuad Hussein do PDK. Hussein acabou desistindo. A votação foi realizada assim mesmo, resultando na vitória de Salih por 219 a 22 votos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de junho de 2015
Blatter renuncia à Presidência da FIFA
Em declaração feita há pouco em Zurique, na Suíça, em meio ao maior escândalo de corrupção da história do futebol, o presidente da Federação Internacional de Futebol Associativo (FIFA), Joseph Blatter, acabar de anunciar sua renúncia. Um congresso extraordinário deve eleger um novo presidente.
Neste momento o presidente da comissão que fez uma auditoria na FIFA, o italiano Domenico Scala, atribuiu a corrupção à "estrutura do comitê executivo" e acrescentou que "isto tem de mudar". A expectativa é que um novo presidente seja eleito entre dezembro de 2015 e março de 2016.
Entre as propostas de mudança, estará a limitação do número de mandatos que um presidente poderá cumprir. Blatter estava no cargo desde 1998, quando substituiu o brasileiro João Havelange, do qual era secretário-geral. Fica na presidência até a eleição do sucessor.
O escândalo estourou com a prisão na quarta-feira passada no hotel mais luxuoso de Zurique, a mais rica cidade da Suíça, de sete dirigentes da FIFA, inclusive do ex-presidente da CBF José Maria Marin. No mesmo dia, em Washington, a ministra da Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, manifestou a "determinação de acabar com a corrupção no futebol mundial".
Todos devem ser extraditados para os EUA, onde foram denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo bancos e empresas americanas. Os crimes estão relacionados à compra de votos para escolha de países-sedes de Copas do Mundo e propinas pagas em negociações de direitos de transmissão de eventos.
Dois dias depois, apesar da pressão da UEFA (União Europeia de Futebol Associativo) para renunciar, Blatter foi reeleito para um quinto mandato e tentou se desvincular de quaisquer irregularidades cometidas pelos dirigentes presos. O presidente da FIFA chegou a dizer que não tinha como "monitorar as atividades de todos".
Pairava no ar uma ameaça de que a UEFA pudesse romper com a FIFA, boicotar a próxima Copa do Mundo e passar a organizar suas competições independentemente. Uma carta ligando o secretário-geral da entidade, Jérôme Walcke, a uma propina de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) paga a um dirigente da região do Mar do Caribe para votar a favor da realização da Copa de 2010 na África do Sul levou a crise diretamente à diretoria presidida por Blatter.
Aqui no Brasil, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram inquéritos. Ontem, foi revelado que a PF indiciou o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que teria movimentado R$ 464 milhões em contas bancárias pessoais quando presidia o comitê organizador local da Copa de 2014. O senador Romário conseguiu as assinaturas necessárias para instaurar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a corrupção no futebol brasileiro.
Um dos casos em exame pela Justiça dos EUA é o contrato de patrocínio assinado em 1996 entre a empresa transnacional americana Nike e a CBF, pelo qual Teixeira teria recebido uma propina de US$ 15 milhões.
Internacionalmente é provável que as decisões de organizar a Copa de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar sejam questionadas.
Neste momento o presidente da comissão que fez uma auditoria na FIFA, o italiano Domenico Scala, atribuiu a corrupção à "estrutura do comitê executivo" e acrescentou que "isto tem de mudar". A expectativa é que um novo presidente seja eleito entre dezembro de 2015 e março de 2016.
Entre as propostas de mudança, estará a limitação do número de mandatos que um presidente poderá cumprir. Blatter estava no cargo desde 1998, quando substituiu o brasileiro João Havelange, do qual era secretário-geral. Fica na presidência até a eleição do sucessor.
O escândalo estourou com a prisão na quarta-feira passada no hotel mais luxuoso de Zurique, a mais rica cidade da Suíça, de sete dirigentes da FIFA, inclusive do ex-presidente da CBF José Maria Marin. No mesmo dia, em Washington, a ministra da Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, manifestou a "determinação de acabar com a corrupção no futebol mundial".
Todos devem ser extraditados para os EUA, onde foram denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo bancos e empresas americanas. Os crimes estão relacionados à compra de votos para escolha de países-sedes de Copas do Mundo e propinas pagas em negociações de direitos de transmissão de eventos.
Dois dias depois, apesar da pressão da UEFA (União Europeia de Futebol Associativo) para renunciar, Blatter foi reeleito para um quinto mandato e tentou se desvincular de quaisquer irregularidades cometidas pelos dirigentes presos. O presidente da FIFA chegou a dizer que não tinha como "monitorar as atividades de todos".
Pairava no ar uma ameaça de que a UEFA pudesse romper com a FIFA, boicotar a próxima Copa do Mundo e passar a organizar suas competições independentemente. Uma carta ligando o secretário-geral da entidade, Jérôme Walcke, a uma propina de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) paga a um dirigente da região do Mar do Caribe para votar a favor da realização da Copa de 2010 na África do Sul levou a crise diretamente à diretoria presidida por Blatter.
Aqui no Brasil, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram inquéritos. Ontem, foi revelado que a PF indiciou o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que teria movimentado R$ 464 milhões em contas bancárias pessoais quando presidia o comitê organizador local da Copa de 2014. O senador Romário conseguiu as assinaturas necessárias para instaurar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a corrupção no futebol brasileiro.
Um dos casos em exame pela Justiça dos EUA é o contrato de patrocínio assinado em 1996 entre a empresa transnacional americana Nike e a CBF, pelo qual Teixeira teria recebido uma propina de US$ 15 milhões.
Internacionalmente é provável que as decisões de organizar a Copa de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar sejam questionadas.
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
Mulheres presidem só 10% dos departamentos da França
Cerca de metade dos eleitos nas eleições departamentais dos últimos dois domingos na França é de mulheres, mas só 10 dos 101 departamentos serão presididos por elas, informa o jornal francês Le Monde. Os presidentes foram eleitos hoje.
As eleições marcaram o triunfo da União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados de centro, e uma grande derrota do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teve apenas 16% dos votos no segundo.
Sarkozy já se apresenta como pré-candidato à eleição presidencial de 2017, mas terá de disputar a indicação com os ex-primeiros-ministro Alain Juppé e François Fillon.
O PS tenta atrair os verdes e ecologistas para o governo a fim de formar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno em 2017, evitando a ascensão da extrema direita.
A neofascista Frente Nacional, que esperava sair dessas eleições como o maior partido da França, teve 26% dos votos no primeiro turno, mas não assumiu o controle de nenhum departamento.
As eleições marcaram o triunfo da União por um Movimento Popular (UMP), liderada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, e seus aliados de centro, e uma grande derrota do Partido Socialista, do presidente François Hollande, que teve apenas 16% dos votos no segundo.
Sarkozy já se apresenta como pré-candidato à eleição presidencial de 2017, mas terá de disputar a indicação com os ex-primeiros-ministro Alain Juppé e François Fillon.
O PS tenta atrair os verdes e ecologistas para o governo a fim de formar uma frente de esquerda para chegar ao segundo turno em 2017, evitando a ascensão da extrema direita.
A neofascista Frente Nacional, que esperava sair dessas eleições como o maior partido da França, teve 26% dos votos no primeiro turno, mas não assumiu o controle de nenhum departamento.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Filipe Nyusi toma posse como presidente de Moçambique
Em cerimônia na Praça da Independência, em Maputo, o ex-ministro da Defesa Filipe Nyusi assumiu hoje a Presidência da República de Moçambique. Ferroviário, filho de camponeses, é o quarto presidente da história do país, depois do líder da independência, Samora Machel, de Joaquim Chissano e de Armando Guebuza.
Filipe Jacinto Nyusi, de 55 anos, toma posse para um mandato de cinco anos, com direito a uma reeleição. Estavam presentes os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, e de Portugal, a antiga potência colonial, Aníbal Cavaco Silva.
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Miguel Rossetto, representou o Brasil.
Na eleição presidencial de 15 de outubro de 2014, Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) obteve 57% dos votos contra 36,6% para Afonso Dhlakama, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo); e 6,4% para Daviz Samango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Mas os oposicionistas contestaram o resultado oficial.
Dhlakama ameaçou impedir a posse da nova Assembleia da República e reiniciar a guerra civil. Ele só participou das eleições depois de um novo acordo de paz, no ano passado. Este será um desafio inicial do novo governo, manter a paz. A Renamo exige uma divisão de poder em que governaria as províncias onde ganhou a votação.
Filipe Jacinto Nyusi, de 55 anos, toma posse para um mandato de cinco anos, com direito a uma reeleição. Estavam presentes os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, e de Portugal, a antiga potência colonial, Aníbal Cavaco Silva.
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Miguel Rossetto, representou o Brasil.
Na eleição presidencial de 15 de outubro de 2014, Nyusi, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) obteve 57% dos votos contra 36,6% para Afonso Dhlakama, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo); e 6,4% para Daviz Samango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Mas os oposicionistas contestaram o resultado oficial.
Dhlakama ameaçou impedir a posse da nova Assembleia da República e reiniciar a guerra civil. Ele só participou das eleições depois de um novo acordo de paz, no ano passado. Este será um desafio inicial do novo governo, manter a paz. A Renamo exige uma divisão de poder em que governaria as províncias onde ganhou a votação.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Grécia não elege presidente e antecipa eleições legislativas
Na terceira votação, o Parlamento da Grécia não conseguiu hoje eleger um novo presidente para o país. Cai a ampla coalizão de governo entre conservadores e socialistas liderada pelo primeiro-ministro Antonis Samaras, forçando a realização de eleições parlamentares em 25 de janeiro de 2015, um ano e meio antes do previsto. A Bolsa de Atenas caiu 11% sob o impacto de notícia.
O partido favorito é a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), favorável à renegociação dos acordos firmados com a troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em pesquisa divulgada no sábado, a Syriza receberia 28,5% dos votos contra 25% para a Nova Democracia, do atual primeiro-ministro.
Samaras apostou na candidatura do ex-comissário europeu Stavros Dimas. Na terceira votação, ele precisava de 180 votos, de três quintos dos 300 deputados gregos. Teve 168. Assim, meio sem querer, o primeiro-ministro voltou a jogar a Grécia na pior crise econômica de sua história recente.
A Grécia voltou a crescer depois de seis anos. No auge da crise, esteve sob séria ameaça de ser obrigada a deixar a união monetária europeia e a própria UE. A depressão econômica e o desemprego estarão no centro da campanha eleitoral. A crise do euro está de volta.
O partido favorito é a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), favorável à renegociação dos acordos firmados com a troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em pesquisa divulgada no sábado, a Syriza receberia 28,5% dos votos contra 25% para a Nova Democracia, do atual primeiro-ministro.
Samaras apostou na candidatura do ex-comissário europeu Stavros Dimas. Na terceira votação, ele precisava de 180 votos, de três quintos dos 300 deputados gregos. Teve 168. Assim, meio sem querer, o primeiro-ministro voltou a jogar a Grécia na pior crise econômica de sua história recente.
A Grécia voltou a crescer depois de seis anos. No auge da crise, esteve sob séria ameaça de ser obrigada a deixar a união monetária europeia e a própria UE. A depressão econômica e o desemprego estarão no centro da campanha eleitoral. A crise do euro está de volta.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Presidente da Zâmbia morre em Londres
O presidente da Zâmbia, Michael Sata, morreu hoje aos 77 anos em Londres, onde recebia tratamento para uma doença não revelada, informou a agência de notícias Bloomberg.
Sata foi policial, ferroviário e líder sindical durante o período colonial britânico. Ele entrou na política em 1983, um ano antes da independência transformar a antiga Rodésia do Norte na Zâmbia. Em 1985, foi nomeado pelo presidente Kenneth Kaunda para governar a capital do país, Lusaka.
Descontente com o autoritarismo de Kaunda, em 1991, Sata aderiu ao Movimento pela Democracia Multipartidária. Em 2001, saiu para fundar a Frente Patriótica, pela qual foi eleito presidente em 2011. Ele estava doente há algum tempo. Sua morte levanta a questão sucessória num dos poucos países africanos com um verdadeiro multipartidarismo e alternância no poder.
A Zâmbia é o segundo maior produtor de cobre da África. Sata denunciou várias vezes a exploração dos trabalhadores do país por empresas chinesas ávidas pelos recursos naturais da África.
O vice-presidente Guy Scott assumiu a Presidência interinamente até a realização de uma nova eleição presidencial dentro de 90 dias. É o primeiro branco a chefiar um governo da África Subsaariana em 20 anos, desde a queda do regime segragacionista do apartheid na África do Sul, em 1994. Como seus pais nasceram na Escócia, a Constituição da Zâmbia não permite que ele seja presidente. Só podem ser eleitos nativos do país.
Sata foi policial, ferroviário e líder sindical durante o período colonial britânico. Ele entrou na política em 1983, um ano antes da independência transformar a antiga Rodésia do Norte na Zâmbia. Em 1985, foi nomeado pelo presidente Kenneth Kaunda para governar a capital do país, Lusaka.
Descontente com o autoritarismo de Kaunda, em 1991, Sata aderiu ao Movimento pela Democracia Multipartidária. Em 2001, saiu para fundar a Frente Patriótica, pela qual foi eleito presidente em 2011. Ele estava doente há algum tempo. Sua morte levanta a questão sucessória num dos poucos países africanos com um verdadeiro multipartidarismo e alternância no poder.
A Zâmbia é o segundo maior produtor de cobre da África. Sata denunciou várias vezes a exploração dos trabalhadores do país por empresas chinesas ávidas pelos recursos naturais da África.
O vice-presidente Guy Scott assumiu a Presidência interinamente até a realização de uma nova eleição presidencial dentro de 90 dias. É o primeiro branco a chefiar um governo da África Subsaariana em 20 anos, desde a queda do regime segragacionista do apartheid na África do Sul, em 1994. Como seus pais nasceram na Escócia, a Constituição da Zâmbia não permite que ele seja presidente. Só podem ser eleitos nativos do país.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Achraf Ghani toma posse como presidente do Afeganistão
Em uma cerimônia em Cabul transmitida ao vivo pela BBC, Achraf Ghani Ahmadzai está tomando posse neste momento como novo presidente do Afeganistão em meio a um recrudescimento na guerra contra a milícia dos Talebã e às vésperas da retirada do grosso das tropas de combate dos Estados Unidos, no fim de 2014.
É a primeira transferência de poder democrática da história do país. Achraf Ghani sucede Hamid Karzai depois de uma recontagem de votos e uma longa negociação com o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, que será o primeiro-ministro.
O Afeganistão, que nunca foi um Estado nacional moderno e integrado, vai precisar um governo de união nacional para resistir aos Talebã e às pressões de vizinhos poderosos como o Paquistão, a Rússia e o Irã depois da retirada americana, um compromisso de campanha do presidente Barack Obama.
A Guerra do Afeganistão, iniciada em outubro de 2001 para punir a rede terrorista Al Caeda e o governo da milícia fundamentalista dos Talebã, que a acolhia, pelos atentados de 11 de setembro, é a mais longa da história dos EUA.
"Somos agora uma equipe. Estamos unidos por um futuro melhor para o Afeganistão", declarou o primeiro-ministro Abdullah.
Neste momento, fala o novo presidente, dizendo que, apesar de todos os problemas, há mais oportunidades sociais: "A nação quer mudança e desenvolvimento. Eu me comprometo a realizar estas mudanças. As mulheres, crianças e nosso povo querem uma 'guerra santa' pela paz neste país. Queremos ajudar cada órfão desta terra. Pagamos um alto preço pelo extremismo muçulmano."
Em alguns anos, prometeu Achraf Ghani, teremos uma "era de ouro" no Afeganistão e lembrou que há países implodindo no Oriente Médio. "Queremos paz e justiça social. Sem justiça social, não teremos uma paz duradoura. Precisamos aceitar uns aos outros e não ter governos paralelos para termos uma paz duradoura e estável." Fazia uma referência aos senhores da guerra
Ter um governo significa ter uma Constituição, acrescentou o presidente. As reformas necessárias precisam ser feitas dentro da lei: "Todo ministro deve se reportar à Assembleia Nacional, que terá o papel de controlar suas atividades", acrescentou, numa promessa de transparência.
O Afeganistão é um dos países mais corruptos do mundo por causa do atraso e da guerra permanente em que vive há pelo menos 35 anos.
É a primeira transferência de poder democrática da história do país. Achraf Ghani sucede Hamid Karzai depois de uma recontagem de votos e uma longa negociação com o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, que será o primeiro-ministro.
O Afeganistão, que nunca foi um Estado nacional moderno e integrado, vai precisar um governo de união nacional para resistir aos Talebã e às pressões de vizinhos poderosos como o Paquistão, a Rússia e o Irã depois da retirada americana, um compromisso de campanha do presidente Barack Obama.
A Guerra do Afeganistão, iniciada em outubro de 2001 para punir a rede terrorista Al Caeda e o governo da milícia fundamentalista dos Talebã, que a acolhia, pelos atentados de 11 de setembro, é a mais longa da história dos EUA.
"Somos agora uma equipe. Estamos unidos por um futuro melhor para o Afeganistão", declarou o primeiro-ministro Abdullah.
Neste momento, fala o novo presidente, dizendo que, apesar de todos os problemas, há mais oportunidades sociais: "A nação quer mudança e desenvolvimento. Eu me comprometo a realizar estas mudanças. As mulheres, crianças e nosso povo querem uma 'guerra santa' pela paz neste país. Queremos ajudar cada órfão desta terra. Pagamos um alto preço pelo extremismo muçulmano."
Em alguns anos, prometeu Achraf Ghani, teremos uma "era de ouro" no Afeganistão e lembrou que há países implodindo no Oriente Médio. "Queremos paz e justiça social. Sem justiça social, não teremos uma paz duradoura. Precisamos aceitar uns aos outros e não ter governos paralelos para termos uma paz duradoura e estável." Fazia uma referência aos senhores da guerra
Ter um governo significa ter uma Constituição, acrescentou o presidente. As reformas necessárias precisam ser feitas dentro da lei: "Todo ministro deve se reportar à Assembleia Nacional, que terá o papel de controlar suas atividades", acrescentou, numa promessa de transparência.
O Afeganistão é um dos países mais corruptos do mundo por causa do atraso e da guerra permanente em que vive há pelo menos 35 anos.
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
Parlamento da Ucrânia nomeia presidente interino
Com 285 votos dos 339 deputados presentes no plenário, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje a indicação de seu presidente, o líder do Partido da Pátria, Olexander Turchinov, como presidente interino do país em substituição a Viktor Yanukovitch, afastado ontem, até a eleição antecipada para 25 de maio de 2014, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Turchinov é ligado à ex-primeira-ministro Yulia Timochenko, que saiu ontem da prisão e já anunciou a candidatura a presidente. Ela falou por telefone com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o senador americano John McCain.
O presidente interino prometeu priorizar a integração com a União Europeia (UE), sem descuidar das relações com a Rússia.
Outras duas medidas aprovadas hoje autorizam o Parlamento a indicar e afastar juízes, e abolem o uso de línguas estrangeiras, inclusive o russo, em escolas e prédios públicos.
Turchinov é ligado à ex-primeira-ministro Yulia Timochenko, que saiu ontem da prisão e já anunciou a candidatura a presidente. Ela falou por telefone com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o senador americano John McCain.
O presidente interino prometeu priorizar a integração com a União Europeia (UE), sem descuidar das relações com a Rússia.
Outras duas medidas aprovadas hoje autorizam o Parlamento a indicar e afastar juízes, e abolem o uso de línguas estrangeiras, inclusive o russo, em escolas e prédios públicos.
sábado, 3 de agosto de 2013
Presidente do Irã toma posse em meio a grave crise
O Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, homem-forte do regime, deu seu aval hoje ao novo presidente do Irã, Hassan Rouhani, que será formalmente empossado amanhã pelo Majlis (Parlamento) pedindo que sirva o povo e defenda seus interesses das potências ocidentais.
Um dos principais objetivos do novo governo é justamente melhorar as relações com os Estados Unidos para enfrentar a crise crise econômica provocada pelas sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas. A moeda nacional, o rial, perdeu 50% do valor nos últimos meses.
Ex-negociador nuclear, Rouhani, de 76 anos, substitui o linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que ameaçou várias vezes varrer Israel do mapa. Em entrevista à imprensa oficial iraniana, ele deixou claro que não tem a menor intenção de repetir essas ameaças.
Ao contrário, o novo presidente quer romper o isolamento do país para reduzir ou acabar com as "opressivas sanções" internacionais e se concentrar na recuperação da economia, observa o jornal The New York Times.
A suspensão total das sanções depende da solução da crise envolvendo o programa nuclear iraniano, que teria de parar de enriquecer urânio, como exigem várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e abrir suas instalações a inspeções de surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Já a melhoria das relações com os EUA e Israel esbarrra na demonização desses dois países pela linha-dura do regime fundamentalista do Irã.
Um dos principais objetivos do novo governo é justamente melhorar as relações com os Estados Unidos para enfrentar a crise crise econômica provocada pelas sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas. A moeda nacional, o rial, perdeu 50% do valor nos últimos meses.
Ex-negociador nuclear, Rouhani, de 76 anos, substitui o linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que ameaçou várias vezes varrer Israel do mapa. Em entrevista à imprensa oficial iraniana, ele deixou claro que não tem a menor intenção de repetir essas ameaças.
Ao contrário, o novo presidente quer romper o isolamento do país para reduzir ou acabar com as "opressivas sanções" internacionais e se concentrar na recuperação da economia, observa o jornal The New York Times.
A suspensão total das sanções depende da solução da crise envolvendo o programa nuclear iraniano, que teria de parar de enriquecer urânio, como exigem várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e abrir suas instalações a inspeções de surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Já a melhoria das relações com os EUA e Israel esbarrra na demonização desses dois países pela linha-dura do regime fundamentalista do Irã.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Raúl Castro anuncia aposentadoria em 2018
A grande novidade que o ditador Raúl Castro prometeu anunciar ontem, ao tomar posse para um segundo mandato de cinco anos de presidente de Cuba eleito indiretamente pela Assembleia Nacional, é a promessa de deixar o cargo em 2018.
Em seu discurso, ele citou o comandante Fidel Castro, a quem substitui desde 2006: "Revolução é sentir o momento histórico e mudar tudo o que tiver de ser mudado. É igualdade e liberdade. É se emancipar com seu próprio esforço. É desafiar forças poderosas dentro e fora do contexto social e nacional. É lutar pelo nosso sonho de justiça para Cuba e para o mundo, os fundamentos do nosso patriotismo, o socialismo e o internacionalismo".
Esta "maravilhosa definição", nas palavras de Raúl, "deve servir de guia para as novas gerações de patriotas e revolucionários cubanos".
Sem anunciar nenhuma novidade sobre abertura ou reforma política, a Assembleia Nacional elegeu Miguel Díaz Canel, de 52 anos, para o cargo de 1º vice-presidente. Engenheiro elétrico com a reputação de falar claro e de resolver problemas, é o primeiro membro da geração que nasceu depois da revolução, em 1959, a ocupar o cargo.
Isso o coloca como primeiro na linha sucessória do regime comunista cubano.
Em seu discurso, ele citou o comandante Fidel Castro, a quem substitui desde 2006: "Revolução é sentir o momento histórico e mudar tudo o que tiver de ser mudado. É igualdade e liberdade. É se emancipar com seu próprio esforço. É desafiar forças poderosas dentro e fora do contexto social e nacional. É lutar pelo nosso sonho de justiça para Cuba e para o mundo, os fundamentos do nosso patriotismo, o socialismo e o internacionalismo".
Esta "maravilhosa definição", nas palavras de Raúl, "deve servir de guia para as novas gerações de patriotas e revolucionários cubanos".
Sem anunciar nenhuma novidade sobre abertura ou reforma política, a Assembleia Nacional elegeu Miguel Díaz Canel, de 52 anos, para o cargo de 1º vice-presidente. Engenheiro elétrico com a reputação de falar claro e de resolver problemas, é o primeiro membro da geração que nasceu depois da revolução, em 1959, a ocupar o cargo.
Isso o coloca como primeiro na linha sucessória do regime comunista cubano.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Raúl Castro fala em se aposentar
Ao receber em Havana o primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, o ditador Raúl Castro admitiu inesperadamente deixar o poder. No domingo, Raúl será reeleito presidente de Cuba para um segundo mandato de cinco anos.
Em 2006, Raúl substituiu o irmão Fidel, que ficou gravamente doente, primeiro interinamente e depois definitivamente, a partir de 2008. Agora, aconselhou os jornalistas a prestarem atenção no discurso de domingo na Assembleia Nacional.
"Vou fazer 82 anos", disse Raúl quando caminhava ao lado de Medvedev. "Tenho direito a uma aposentadoria, vocês não acham?"
Diante da surpresa dos repórteres, Raúl insistiu no assunto: "Por que estão tão incrédulos?" Em seguida, falou para ficarem atentos à sua posse: "Será um discurso interessante. Prestem a atenção".
Como ele propôs a limitação do exercício de cargos públicos a um máximo de dois mandatos, imagina-se que Raúl possa anunciar regras para sua sucessão.
Desde que assumiu o poder, Raúl Castro iniciou uma série de reformas como a autorização para abertura de microempresas como bares, restaurantes e oficinas, o uso de telefones celulares e mais recentemente o direito de viajar ao exterior. No plano político, mantém a ditadura de partido único e eleições de um candidato só.
Cuba sofre um embargo econômico dos Estados Unidos há 51 anos, desde que as propriedades de americanos foram confiscadas na ilha quando a revolução liderada por Fidel assumiu um caráter socialista. A partir de 1991, o boicote virou lei aprovada pelo Congresso. Só pode ser levantado quando os irmãos Castro deixarem o poder.
Em 2006, Raúl substituiu o irmão Fidel, que ficou gravamente doente, primeiro interinamente e depois definitivamente, a partir de 2008. Agora, aconselhou os jornalistas a prestarem atenção no discurso de domingo na Assembleia Nacional.
"Vou fazer 82 anos", disse Raúl quando caminhava ao lado de Medvedev. "Tenho direito a uma aposentadoria, vocês não acham?"
Diante da surpresa dos repórteres, Raúl insistiu no assunto: "Por que estão tão incrédulos?" Em seguida, falou para ficarem atentos à sua posse: "Será um discurso interessante. Prestem a atenção".
Como ele propôs a limitação do exercício de cargos públicos a um máximo de dois mandatos, imagina-se que Raúl possa anunciar regras para sua sucessão.
Desde que assumiu o poder, Raúl Castro iniciou uma série de reformas como a autorização para abertura de microempresas como bares, restaurantes e oficinas, o uso de telefones celulares e mais recentemente o direito de viajar ao exterior. No plano político, mantém a ditadura de partido único e eleições de um candidato só.
Cuba sofre um embargo econômico dos Estados Unidos há 51 anos, desde que as propriedades de americanos foram confiscadas na ilha quando a revolução liderada por Fidel assumiu um caráter socialista. A partir de 1991, o boicote virou lei aprovada pelo Congresso. Só pode ser levantado quando os irmãos Castro deixarem o poder.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Filha de ditador é eleita presidente da Coreia do Sul
Com o apoio do atual governo conservador, Park Geun-hye, filha do ditador Park Chung-hee, foi eleita hoje presidente da Coreia do Sul com 51,66% dos votos contra 47,91% para o candidato liberal Moon Jae-in.
Será a primeira mulher a dirigir o único país que rompeu totalmente a barreira do subdesenvolvimento no século 20 e agora enfrenta os problemas do crescimento.
"Serei presidente de um país que cumpre suas promessas", declarou Park, citado pela rede de televisão CNN.
Será a primeira mulher a dirigir o único país que rompeu totalmente a barreira do subdesenvolvimento no século 20 e agora enfrenta os problemas do crescimento.
"Serei presidente de um país que cumpre suas promessas", declarou Park, citado pela rede de televisão CNN.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Acidente com Ferrari enfraqueceu Hu Jintao
Ao assumir a liderança do Partido Comunista, no mês passado, o vice-presidente Xi Jinping não só se encaminhou para ser o próximo presidente da China, a partir de março de 2013, por um período de cinco anos, com direito a uma releição. Também assumiu o comando da poderosa Comissão Militar Central, que controla o Exército Popular de Libertação.
Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping, tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.
O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.
A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.
Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.
Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.
Durante o período em que mais mandou na China, o arquiteto da reforma econômica, Deng Xiaoping, tinha na chefia da Comissão Militar seu único cargo oficial. Quando o ex-presidente Jiang Zemin encerrou seu decênio, em 2002, manteve o comando das Forças Armadas. O atual presidente Hu Jintao transfere todos os poderes para Xi daqui a quatro meses.
O favorito de Hu seria o novo vice-líder do partido, Li Keqiang, que deve ser o próximo primeiro-ministro, encarregado da administração econômica da segunda maior economia do mundo. Mas um acidente com uma Ferrari vermelha em que morreu o filho de um alto assessor e protegido de Hu selou sua sorte.
A morte de Ling Gu aos 23 anos foi encoberta para abafar o escândalo. Mas é cada vez mais evidente para os chineses bem informados - e há 400 milhões na Internet - que os filhos dos poderosos levam uma vida de luxo e privilégios inimagináveis para os chineses comuns, a não ser quando uma Ferrari em alta velocidade destrói seus sonhos megalomaníacos.
Hu saiu fortalecido do escândalo que levou à desgraça Bo Xilai, líder em ascensão da linha dura, em março e abril deste ano. As manobras de Ling Jihua para proteger o filho abriram o flanco para a facção do ex-presidente Jiang Zemin, considerado hoje a eminência parda do PC chinês, o maior poder por trás do trono, observa o jornal The New York Times.
Jiang teria indicado a maioria dos cinco novos membros do Comitê Permanente do Poliburo do Comitê Central do PC, que foi reduzido de nove para sete membros. E Xi começa assumindo logo plenos poderes.
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sábado, 30 de junho de 2012
Islamita toma posse como presidente do Egito
Um dia depois de prestar um juramento simbólico diante da multidão reunida na Praça da Libertação, no centro do Cairo, Mohamed Mursi, candidato da Irmandade Muçulmana, o maior e mais antigo grupo fundamentalista islâmico do mundo, tomou posse hoje como primeiro presidente eleito democraticamente da História do Egito.
No discurso de posse, Mursi prometeu criar "um novo Egito, a segunda república", declarando encerrado o período de governos militares iniciado com a derrubada da monarquia pela Revolução dos Coronéis, liderada por Gamal Abdel Nasser, em 1952.
"Hoje o povo do Egito começa uma nova vida, com liberdade e democracia de verdade", afirmou o novo presidente egípcio.
Primeiro islamita eleito para presidir um país árabe, ele se comprometeu a atingir os ideais da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011 construindo as instituições da democracia sob a inspiração de princípios islâmicos.
Mursi reafirmou o compromisso com os acordos internacionais, inclusive o tratado de paz com Israel, mas deu apoio aos "direitos legítimos" do povo palestino.
Seu maior desafio, observa o jornal The New York Times, será tomar o poder real das mãos dos militares.
No discurso de posse, Mursi prometeu criar "um novo Egito, a segunda república", declarando encerrado o período de governos militares iniciado com a derrubada da monarquia pela Revolução dos Coronéis, liderada por Gamal Abdel Nasser, em 1952.
"Hoje o povo do Egito começa uma nova vida, com liberdade e democracia de verdade", afirmou o novo presidente egípcio.
Primeiro islamita eleito para presidir um país árabe, ele se comprometeu a atingir os ideais da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011 construindo as instituições da democracia sob a inspiração de princípios islâmicos.
Mursi reafirmou o compromisso com os acordos internacionais, inclusive o tratado de paz com Israel, mas deu apoio aos "direitos legítimos" do povo palestino.
Seu maior desafio, observa o jornal The New York Times, será tomar o poder real das mãos dos militares.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Chirac é condenado a dois anos mas não vai preso
O ex-presidente Jacques Chirac foi condenado hoje a dois anos de prisão pelo Tribunal Correcional de Paris por corrupção quando era prefeito da capital da França (1977-95), mas terá direito a suspensão de pena.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
Chirac, de 79 anos, está doente e não foi ao tribunal. Ele foi denunciado por desviar dinheiro público para a criação de 28 empregos falsos nas prefeituras de Paris e de Nanterre para cabos eleitorais, num esquema de financiamento ilegal de seu partido gaulista, a Reunião pela República (RPR), por quebra de confiança, abuso de poder e conflitos de interesses, reporta o jornal The Washington Post.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Constituinte elege presidente da Tunísia
Por 217 a 153, o ex-líder oposicionista Moncef Marzouki, presidente do Congresso pela República, foi eleito hoje pela Assembleia Nacional Constituinte novo presidente da Tunísia, o país onde começaram as revoluções democráticas no mundo árabe, há pouco mais de um ano.
Em 17 de dezembro de 2010, o jovem universitário desempregado Mohamed Bouazizi se tocou fogo quando a polícia apreendeu sua banca de frutas e a mercadoria, alegando que ele não tinha licença para trabalhar. Sua morte, em 6 de janeiro de 2011, deflagrou uma onda de protestos que levou à queda, em 14 de janeiro, do ditador Zine ben Ali, que estava no poder havia 23 anos.
Uma das primeiras funções do novo presidente será nomear o primeiro chefe de governo da Tunísia democrática. Deve ser Hamadi Jebali, líder do partido islamita moderado Nahda, que venceu as eleições parlamentares.
Em 17 de dezembro de 2010, o jovem universitário desempregado Mohamed Bouazizi se tocou fogo quando a polícia apreendeu sua banca de frutas e a mercadoria, alegando que ele não tinha licença para trabalhar. Sua morte, em 6 de janeiro de 2011, deflagrou uma onda de protestos que levou à queda, em 14 de janeiro, do ditador Zine ben Ali, que estava no poder havia 23 anos.
Uma das primeiras funções do novo presidente será nomear o primeiro chefe de governo da Tunísia democrática. Deve ser Hamadi Jebali, líder do partido islamita moderado Nahda, que venceu as eleições parlamentares.
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