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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Trump e Infantino fazem Copa da exclusão e da vergonha

A maior de todas as Copas do Mundo de futebol começou hoje com as marcas do racismo, da discriminação, da exclusão e dos ingressos a preços astronômicos. Várias delegações e torcedores enfrentam dificuldades para entrar nos Estados Unidos, onde serão realizados 78 dos 104 jogos. O melhor juiz da África, um somaliano, foi barrado no aeroporto de Miami e mandado de volta para casa. Este é o exemplo mais gritante.

Um país em guerra não deveria ter o direito de organizar um evento criado para celebrar o congraçamento de países e povos, mas o presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo), Gianni Infantino, quer mesmo é fazer bons negócios. Elevou o puxa-saquismo e um nível sem precedentes ao dar um prêmio da paz ao presidente Donald Trump, que bombardeou sete países desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Infantino afirmou que não haveria problemas para jogadores, torcedores e delegações. Depois, mudou de ideia e disse que a FIFA não interfere em questões de soberania e segurança nacionais. A realidade é que para as torcidas as ditaduras da Rússia e do Catar, que organizaram as duas últimas Copas, foram muito mais acolhedoras do que os EUA de Trump.

Os torcedores locais de origem estrangeira temem a truculenta e fascistoide polícia de imigração e de fronteiras. Como a FIFA adotou a "tarifa dinâmica", os preços dos ingressos são até 118 vezes acima do valor oficial. Podem chegar até perto de R$ 1 milhão.

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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Copa tem impacto político e expõe ditaduras

A Copa do Mundo de 2022 está sendo marcada por uma série de controvérsias, a começar pela escolha como país-sede do Catar, uma monarquia absolutista, uma ditadura que não respeita os direitos humanos, discrimina mulheres e gays, e explora os trabalhadores migrantes, que são a maioria da população do país.

A revista inglesa The Economist defendeu a decisão da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associativo) sob o argumento de que outras ditaduras também organizam grandes eventos esportivos. A Rússia sediou a Copa de 2018. A China realizou a Olimpíada de Verão em 2008 e a Olimpíada de Inverno em 2022.

Já entrou para a história a foto do time da Alemanha com os jogadores tapando a boca em protesto contra a censura porque várias seleções europeias foram proibidas pela Fifa de usar a braçadeira de capitão nas cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBTQIAP+. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Hoje na História do Mundo: 13 de Julho

ASSASSINATO DE MARAT

   Em 1793, Jean-Paul Marat, um dos líderes da fase mais radical da Revolução Francesa, a fase da Convenção (1792-95), que inclui o Período do Terror (1793-94), é assassinado no banho por sua amante Charlotte Corday, uma monarquista.

Marat é médico. Em 1789, funda o jornal O Amigo do Povo, que faz uma crítica feroz aos poderosos do dia. Em agosto de 1792, a revolução se radicaliza e o rei Luís XVI é preso. Marat, um jacobino, é eleito deputado da Convenção, onde faz oposição aos girondinos, republicanos moderados.

Corday, filha de um aristocrata falido que apoiava os girondinos, via Marat como um símbolo de todo o mal na França. Planejava matá-lo durante as festas de 14 de julho, aniversário da Queda da Bastilha quatro anos antes. Quando a comemoração foi suspensa, foi até a casa de Marat e o matou.

PRIMEIRA COPA DO MUNDO

    Em 1930, começa no Uruguai a primeira Copa do Mundo de futebol, com 13 países. Na final, em 30 de julho, no Estádio Centenário, a seleção do Uruguai, conhecida como Celeste Olímpica por ser bicampeã olímpica, vence a Argentina por 4-2.

O Brasil perdeu por 2-1 para a Iugoslávia e ganhou de 4-0 da Bolívia, mas foi eliminado.

URSS VENCE BATALHA DE KURSK

    Em 1943, termina em Kursk, no Oeste da Rússia, a maior batalha de tanques de história, travada entre a Alemanha nazista e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial (1939-45).  

Cerca de 6 mil tanques, 5 mil aviões e 2 milhões de soldados participaram da Batalha de Kursk, que repele a ofensiva nazista na URSS.

 A batalha começa em 5 de julho, quando 38 divisões alemãs, quase metade blindadas, atacam o Exército Vermelho. Desta vez, as forças soviéticas têm tanques melhores e mais cobertura aérea, e destroem 40% dos blindados nazistas.

O comandante militar alemão, marechal-de-campo Günther von Kluge, suspende o ataque e, em 23 de julho, os soviéticos forçam os alemães a voltar às posições anteriores. É o fim da ofensiva nazista na URSS. Em agosto, os alemães estão em retirada em toda a frente oriental. A contraofensiva do Exército Vermelho tomaria Berlim em 8 de maio de 1945. É o fim da guerra na Europa.

KENNEDY CANDIDATO

    Em 1960, a Convenção Nacional do Partido Democrata nomeia o senador John Kennedy como candidato à Casa Branca

Kennedy venceu o senador texano Lyndon Johnson, indicado no dia seguinte como candidato a vice-presidente dos Estados Unidos, e derrotaria o vice-presidente Richard Nixon, com quem travaria os primeiros debates presidenciais transmitidos pela televisão da história.

Kennedy seria o mais jovem presidente dos EUA e o primeiro católico; o segundo é Joe Biden. No seu breve governo (1961-63), houve a fracassada Invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961 e a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a URSS. Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental começa a construir o Muro de Berlim.

O governo Kennedy decide enviar um homem à Lua e apoia o movimento pelos direitos civis dos negros, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. Mas amplia o envolvimento de assessores militares americanos na Guerra do Vietnã (1955-75). Acaba tragicamente com a morte do presidente num atentado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

FORD DEMITE IACOCCA

    Em 1978, o presidente da companhia automobilística Ford, Henri Ford II, demite o diretor-geral Lee Iacocca depois de anos de tensão entre os dois.

Filho de imigrantes italianos, Iacocca nasce na Pensilvânia em 1924 e começa a trabalhar na Ford como engenheiro em 1946, mas logo passa ao setor de vendas e ascende à direção-geral depois de lançar o Mustang, um carro esportivo acessível que vira sucesso mundial.

Um ano depois de ser demitido pela Ford, Iacocca torna-se diretor da Chrysler, que recebe uma ajuda de US$ 1,5 bilhão do governo dos Estados Unidos para não falir, o que enfraqueceria a indústria automobilística americana, na época a maior do mundo.

Iacocca lidera a recuperação da Chrysler, que em 1984 lucra mais de US$ 2,4 bilhões. É a década do Super-Japão, visto na época como um desafio à supremacia americana. Iacocca é uma das vozes mais eloquentes da indústria norte-americana contra o protecionismo japonês.

MAIOR CONCERTO DOS TRÊS TENORES

    Em 1997, os Três Tenores – Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo – fazem no estágio Camp Nou, em Barcelona, sua apresentação para o maior público: 65 mil pessoas.

De 1990 a 2005, estes cantores extraordinários fazem juntos 33 concertos que ajudam a democratizar a ópera.

No dia da apresentação em Barcelona, o grupo terrorista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassina o vereador conservador Miguel Ángel Blanco. Antes do show, houve três minutos de silêncio em homenagem a Blanco.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM

    Em 2013, aparece pela primeira vez a frase "vidas negras importam", que deu origem a um movimento antirracista nos Estados Unidos

Indignada com a absolvição na Flórida do vigilante George Zimmerman, que matara em 2012 o jovem Trayvon Martin, de 18 anos, Alicia Garza, residente na Califórnia, escreve no Facebook as palavras que se tornam o novo lema da luta contra o racismo.

Garza sofre de "uma tristeza profunda". Está mais revoltada ainda porque muitos culpam a vítima e não o flagelo do racismo. Um amigo, Patrice Cullors, líder comunitário em Los Angeles, responde com a hashtag #BlackLivesMatter (VidasNegrasImportam), que logo viraliza nas redes sociais.

Quando Michael Brown é morto em Ferguson, no Missouri, em 9 de agosto 2014, o movimento sai às ruas. No início, a maioria dos americanos considera o movimento radical, mas com o tempo sua ideia central é aceita como uma defesa do direito à vida.

Depois do assassinato de George Floyd, em 25 de maio de 2020 o apoio ao movimento cresce rapidamente em duas semanas nos EUA e se veem pelo mundo inteiro passeatas de negros, brancos, aborígenes, indígenas e gente de todas as origens étnicas marchando junto contra o racismo e a violência policial. 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Blatter renuncia à Presidência da FIFA

Em declaração feita há pouco em Zurique, na Suíça, em meio ao maior escândalo de corrupção da história do futebol, o presidente da Federação Internacional de Futebol Associativo (FIFA), Joseph Blatter, acabar de anunciar sua renúncia. Um congresso extraordinário deve eleger um novo presidente.

Neste momento o presidente da comissão que fez uma auditoria na FIFA, o italiano Domenico Scala, atribuiu a corrupção à "estrutura do comitê executivo" e acrescentou que "isto tem de mudar". A expectativa é que um novo presidente seja eleito entre dezembro de 2015 e março de 2016.

Entre as propostas de mudança, estará a limitação do número de mandatos que um presidente poderá cumprir. Blatter estava no cargo desde 1998, quando substituiu o brasileiro João Havelange, do qual era secretário-geral. Fica na presidência até a eleição do sucessor.

O escândalo estourou com a prisão na quarta-feira passada no hotel mais luxuoso de Zurique, a mais rica cidade da Suíça, de sete dirigentes da FIFA, inclusive do ex-presidente da CBF José Maria Marin. No mesmo dia, em Washington, a ministra da Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, manifestou a "determinação de acabar com a corrupção no futebol mundial".

Todos devem ser extraditados para os EUA, onde foram denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo bancos e empresas americanas. Os crimes estão relacionados à compra de votos para escolha de países-sedes de Copas do Mundo e propinas pagas em negociações de direitos de transmissão de eventos.

Dois dias depois, apesar da pressão da UEFA (União Europeia de Futebol Associativo) para renunciar, Blatter foi reeleito para um quinto mandato e tentou se desvincular de quaisquer irregularidades cometidas pelos dirigentes presos. O presidente da FIFA chegou a dizer que não tinha como "monitorar as atividades de todos".

Pairava no ar uma ameaça de que a UEFA pudesse romper com a FIFA, boicotar a próxima Copa do Mundo e passar a organizar suas competições independentemente. Uma carta ligando o secretário-geral da entidade, Jérôme Walcke, a uma propina de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) paga a um dirigente da região do Mar do Caribe para votar a favor da realização da Copa de 2010 na África do Sul levou a crise diretamente à diretoria presidida por Blatter.

Aqui no Brasil, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram inquéritos. Ontem, foi revelado que a PF indiciou o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que teria movimentado R$ 464 milhões em contas bancárias pessoais quando presidia o comitê organizador local da Copa de 2014. O senador Romário conseguiu as assinaturas necessárias para instaurar uma comissão parlamentar de inquérito sobre a corrupção no futebol brasileiro.

Um dos casos em exame pela Justiça dos EUA é o contrato de patrocínio assinado em 1996 entre a empresa transnacional americana Nike e a CBF, pelo qual Teixeira teria recebido uma propina de US$ 15 milhões.

Internacionalmente é provável que as decisões de organizar a Copa de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar sejam questionadas.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sepp Blatter é reeleito presidente da FIFA em meio a escândalo

Apesar das denúncias de corrupção que pesam sobre a FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo), o presidente da entidade, Joseph Blatter, foi reeleito hoje com a desistência do único desafiante, o príncipe jordaniano Ali ben Hussein.

Na primeira votação, Blatter, chefão da FIFA desde 1998, obteve 133 votos, menos do que os dois terços das 209 federações associadas. Sua vitória é mais uma página sombria na história do futebol mundial.

Há dois dias, sete dirigentes da FIFA foram presos em Genebra, na Suíça, a pedido do governo dos Estados Unidos, inclusive o ex-presidente da CBF José Maria Marin, sob a acusação de corrupção e fraude nas votações para escolha dos países organizadores das Copas do Mundo de 2010, 2018 e 2022 e na venda dos direitos de transmissão de torneios.

Na ocasião, a ministra da Justiça dos EUA, Loretta Lynch, prometeu "acabar com a corrupção no futebol mundial". Só lá o desvio de recursos para enriquecimento ilícito de dirigentes esportivos já comprovado chega a US$ 150 milhões, quase R$ 500 milhões.

Aqui no Brasil, a Polícia Federal abriu inquérito e o Senado deve criar uma Comissão Parlamento de Inquérito a pedido do agora senador Romário, marcando mais um gol de placa para a cartolagem. É uma oportunidade única para iniciar uma profunda reforma do futebol brasileiro e evitar novas humilhações como os 7-1 contra a Alemanha.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ministra da Justiça dos EUA promete acabar com corrupção no futebol mundial

Depois da prisão de sete dirigentes da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo) no melhor hotel de Zurique, uma das mais caras e sofisticadas cidades do mundo, a ministra da Justiça e procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, prometeu "acabar com a corrupção no futebol mundial". Entre os presos, está o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin. O escândalo é de meio bilhão de reais.

"Durante duas décadas, estas pessoas usaram suas posições de dirigentes de organizações para desviar centenas de milhões de dólares em contratos de venda de direitos de transmissão de eventos com empresas de marketing esportivo para enriquecer pessoalmente. Fizeram isso várias e várias vezes, ano após ano, torneio após torneio", acusou Loretta Lynch.

Para o chefe da investigação da Receita Federal dos EUA, "esta é a Copa do Mundo da fraude e hoje demos um cartão vermelho para a Fifa". A pedido dos americanos, que investigam a corrupção no futebol mundial desde 1991, há três meses as autoridades da Suíça abriram inquérito para ver se os bancos do país lavaram dinheiro sujo de propinas recebidas para comprar votos nas eleições decidir quem vai organizar a Copa.

Entre os eventos investigados, estão a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, e as escolhas da Rússia para sediar a Copa de 2018 e do Catar para 2022. Em Moscou, o arquicorrupto governo Vladimir Putin protestou, alegando que os EUA tentam aplicar suas leis fora do território americano.

A União Europeia de Futebol Associativo (UEFA) pediu o adiamento da eleição para presidente da FIFA, marcada para daqui a dois dias. O atual presidente, Sepp Blatter, no cargo desde 1998, quando substituiu o brasileiro João Havelange, é o favorito. Votam as federações acumpliciadas com a cúpula mafiosa do futebol internacional.

Em nota, Blatter declarou que "é um momento difícil para o futebol" e prometeu colaborar com a investigação. É um grande momento para o futebol, que dentro de campo vai muito bem. É um mau momento para os dirigentes corruptos e ladrões.

Marin foi vice-governador do notório Paulo Maluf e governador biônico de São Paulo (1982-83) durante a ditadura militar. Antes, como deputado estadual, fez o discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo denunciando uma suposta infiltração comunista na TV Cultura que levou à prisão, tortura e morte do diretor de jornalismo, Vladimir Herzog, em 25 de outubro de 1975.

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, que fugiu para Boca Ratón, na Flórida, não foi citado, mas também estaria sendo investigado.

A presidente Dilma Rousseff, que sempre expressou descontentamento com dirigentes esportivos sinistros como Marin, prometeu a total colaboração do Brasil com as autoridades da Suíça e dos EUA. É uma chance inédita de reformar radicalmente o futebol brasileiro e evitar novos 7-1.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Suárez pega nove jogos e está fora da Copa

O comitê disciplinar da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associativo) puniu hoje o jogador uruguaio Luis Suárez com nove jogos internacionais de suspensão pela mordida no zagueiro italiano Giorgio Chielini. Ele está fora da Copa.

Suárez fica suspenso de todas as atividades futebolísticas por quatro meses e ainda terá de pagar multa de 100 mil francos suíços, cerca de US$ 112 mil ou R$ 248 mil.

Foi a maior pena disciplinar imposta pela FIFA durante uma Copa do Mundo. Enfraquecido, sem seu melhor jogador, o Uruguai enfrenta a Colômbia no sábado às 17h no Maracanã pelas oitavas de final.

A FIFA levou em consideração os antecedentes de Suárez, que tinha cometido o mesmo tipo de agressão duas vezes, uma no campeonato da Holanda, quando jogava pelo Ajax, quando pegou sete jogos de suspensão, e outra no Liverpool, da Inglaterra, onde foi punido com dez jogos. De nada adiantaram as alegações da defesa do Uruguai de que houve outros atos de violência não punidos na Copa.

Com a suspensão, Suárez fica fora da próxima Copa América e dos primeiros jogos das eliminatórias da Copa de 2018. Também vai perder nove rodadas do Campeonato da Inglaterra e os primeiros jogos da Liga dos Campeões. Isto coloca em dúvida sua permanência no Liverpool, onde foi goleador na última temporada.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Confederação sindical acusa Catar de "escravidão"

A Confederação Sindical Internacional denunciou ontem o tratamento dispensado aos trabalhadores estrangeiros no Catar, país-sede da Copa do Mundo de 2022, como "escravagista".

O jornal inglês The Guardian afirmou que pelo menos 185 operários nepaleses morreram no ano passado nas obras da Copa no Catar.

Uma denúncia de suborno de US$ 5 milhões para conquistar o direito de sediar o Mundial está sob investigação da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associativo), que admitiu até mudar de lugar a Copa, embora seja improvável que isto aconteça.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Obras da Copa no Catar mataram 185 nepaleses em 2013

As péssimas condições de trabalho nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2022 e o desrespeito aos trabalhadores migrantes no Catar causaram a morte de pelo menos 185 nepaleses, afirma hoje o jornal inglês The Guardian. Até a bola rolar, o total de mortos pode superar 4 mil, prevê a Confederação Internacional de Sindicatos.

Como o Nepal é apenas um dos países que forneceu mão de obra barata para o emirado riquíssimo em petróleo, o jornal acredita que o total de mortes seja muito maior. Os nepaleses são cerca de um sexto do milhão de trabalhadores migrantes do Catar. Uma organização nepalesa organiza a repatriação dos corpos e tenta cobrar indenizações.

O Guardian fez a primeira denúncia em setembro de 2013, revelando que 44 trabalhadores haviam morrido entre 4 de junho e 12 de agosto, num regime de trabalho escravo. Mais da metade morreu de ataques cardíacos ao trabalhar no calor escaldante do verão no Oriente Médio. Outros morreram de acidentes de trabalho, acidentes de trânsito e suicídio.

A Copa levou a um ritmo frenético de construções no Catar, num total estimado em mais de meio trilhão de reais.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

FIFA sabia da corrupção de Havelange e Teixeira

A Federação Internacional de Futebol Associativo (FIFA) teve conhecimento de que seu ex-presidente João Havelange e seu genro e ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, receberam o equivalente a R$ 45 milhões de esquemas de corrupção e protegeu os dois, acusa um relatório elaborado pela Procuradoria-Geral do Cantão de Zug, na Suíça.

O documento sobre o escândalo da ISL foi divulgado ontem, por determinação judicial, dois anos depois de Havelange e Teixeira terem feito um acordo em que devolveram à FIFA 2,5 milhões de francos suíços para encerrar o caso. Desde então, eles tentavam bloquear a divulgação do relatório, afirma hoje o jornal inglês Financial Times.

Em 1997, diz o documento de 41 páginas, Havelange recebeu 1,5 milhão de francos suíços da ISL, uma empresa de marketing contratada pela FIFA que faliu em 2001. Teixeira, que também fazia parte do comitê executivo da entidade, ganhou pelo menos 12,7 milhões de francos suíços da ISL entre 1992 e 1997. Outro grupo no qual ambos eram beneficiários recebeu mais 21,9 milhões de francos entre junho de 1999 e maio de 2000.

A Procuradoria-Geral do cantão de Zug denunciou a FIFA e os dois dirigentes criminalmente em 2005 por "apropriação indevida e possívelmente gestão desleal", e a FIFA por gestão desleal, acusando-os de "usar ilegalmente ativos que lhes foram confiados para seu enriquecimento pessoal várias vezes".

O recebimento de propina é inquestionável, acrescenta o relatório: "Vários membros do comitê executivo receberam dinheiro... foi confirmado pelo testemunho do ex-tesoureiro da FIFA que um certo pagamento feito a João Havelange... no valor de um milhão de francos suíços foi transferido por engano diretamente para uma conta da FIFA".

Em nota publicada na íntegra pela Folha de S. Paulo, a FIFA se declarou satisfeita com a divulgação do relatório, observa que não há "nenhum cidadão suíço envolvido" e ignora as citações de Havelange e Teixeira. É improvável que seu atual presidente, Joseph Blatter, que na época era secretário-geral, não soubesse da corrupção.

Na prática, Blatter aproveita a divulgação do relatório para desviar a atenção sobre a corrupção na entidade de caráter privado que controla o futebol mundial, atribuindo indiretamente o problema a dois dirigentes brasileiros e garantindo que está sendo combatido pelas reformas iniciadas em junho de 2011.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Amadorismo da FIFA dá prejuízos milionários

Os Estados Unidos acabam de empatar em 2-2 com a Eslovênia e tiveram um gol legítimo anulado pelo juiz. Se a retrógrada federação que controla e manipula o futebol mundial tivesse entrado no século 21 e autorizasse o uso de câmeras para desfazer as dúvidas dos juízes, o erro poderia ter sido corrigido.

Como a televisão ESPN pagou milhões de dólares para transmitir a Copa do Mundo na África do Sul ao vivo para os EUA e a classificação da seleção americana estaria (e está) ameaçada, a empresa pode ter um prejuízo milionário. A culpa é da incompetência reiterada e renovada dos barões que controlam o esporte mais popular do mundo.

Até quando? Está na hora de acabar com esse monopólio burro e inconsequente.