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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

 

A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânico na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

O Período da Convenção Nacional (1792-95) é o segunda fase da Revolução Francesa e inclui o Período do Terror (1793-94), quando cerca de 10 mil pessoas são mortas. Ao todo, por volta de 50 mil pessoas morrem na revolução.

FOTOGRAFIA EM PAPEL

    Em 1840, durante experiências com ácido gálico, William Henry Fox Talbot descobre que o ácido pode ser usado para revelar uma imagem latente em papel sensível à luz, numa revolução na fotografia.

O princípio da câmara escura, que uma sala fechada com um pequeno orifício para entrada de luz consegue projetar uma imagem na parede oposta, é testado e comprovado pelo cientista italiano Giambattista de la Porta no século 16.

Em 1727, o professor de anatomia alemão Johan Heinrich Schulze descobre que sais de prata escurecem sob efeito da luz, mas não consegue preservar as imagens por um longo tempo.

Nicéphore Niépce, um inventor francês, se interessa pela litografia, um processo no qual uma gravura ou imagem é entalhada ou copiada numa pedra para depois ser impressa com tinta. Ele desenvolve um método para usar a luz para fazer desenhos.

Niépce põe uma gravura numa chapa coberta por uma solução de betume da Judeia. Após algumas horas, a solução sob as águas claras endurece, enquanto a parte embaixo de áreas escuras amolece e pode ser removida com água, deixando uma cópia permanente. Em 1822, chama o processo de heliografia, desenhar com o Sol.

Em 1826 ou 1827, Niépce consegue fazer a primeira foto da natureza com uma exposição de oito horas em que o Sol se moveu iluminando o objeto da foto por diferentes ângulos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um pintor de cenários para teatro, tenta reduzir o tempo de exposição. Em 1835, ele descobre que imagens latentes gravadas numa chapa com prata iodada podem ser reveladas com exposição a vapor de mercúrio. Em 1837, Daguerre consegue fixar a imagem usando sal de cozinha para remover os sais de prata não expostos. Inventa a daguerreotipia.

Talbot, cientista formado na Universidade de Cambridge, torna o papel sensível à luz banhando-o alternadamente com soluções de sal e de nitrato de prata. Consegue assim uma imagem em negativo, clara onde é escuro e escura onde seria claro, a partir da qual pode imprimir vários positivos.

Em fevereiro de 1839, o astrônomo John Herschel sugere que as imagens sejam fixadas com uma solução de hipossulfito de sódio.

Quando as notícias da daguerreotipia chegam ao Reino Unido, Talbot apresenta sua técnica de "desenho fotogênico". 

PADRÃO-OURO

    Em 1931, no início da Grande Depressão (1929-39), o Banco da Inglaterra abandona o padrão-ouro e a libra esterlina cai 28%, abalando a solvência de países da América Latina e da Europa Oriental.

O padrão-ouro faz com que um país mantenha a cotação de sua moeda fixa em relação ao ouro, servindo assim como âncora do sistema financeiro internacional. Exige que um país tenha grandes reservas am ouro.

No período entre guerras, a economia britânica, que perde a primeira posição para os EUA em 1890 e é ultrapassada pela Alemanha no fim do século 19, não tem mais a força do passado.

A Grande Depressão é a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com o índice de desemprego na Alemanha em 40%, o Partido Nazista vence duas eleições sem conseguir maioria absoluta; consegue 38% e 32% dos votos. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, a superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

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domingo, 20 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 20 de Setembro

PRIMEIRA VIAGEM AO REDOR DA TERRA

     Em 1519, a serviço da coroa espanhola, o navegador português Fernão de Magalhães sai de Sanlúcar de Barrameda com cinco navios e 234 homens em busca de uma passagem no sul do Oceano Atlântico para chegar às Ilhas das Especiarias, hoje Indonésia.

A frota faz escala no Rio de Janeiro em 13 de dezembro e segue rumo ao sul. Explora o Rio da Prata, mas não encontra saída para o Mar do Sul, nome dado por Vasco Núñez de Balboa quando descobre para os europeus, em 1513, o maior oceano no planeta.

Ao chegar a Porto São Julião, no Sul da Argentina, Magalhães espera cinco meses. Em 21 de outubro de 1520, descobre o estreito batizado com seu nome e entra no oceano que chamou de Pacífico, em contraste com o Atlântico, que os marinheiros chamavam de Mar Tenebroso. O Pacífico está calmo por causa do fenômeno El Niño.

Magalhães morre em combate em Mactán, na região de Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. O subcomandante, o espanhol Juan Sebastián Elcano completa a viagem na nau Vitória e aporta em Sanlúcar de Barrameda em 8 de setembro de 1522.

BATALHA DE EUROPEUS NA AMÉRICA

    Em 1565, forças da Espanha sob o comando de Pedro Menéndez de Avilés tomam a colônia de protestantes huguenotes da França em Forte Caroline, perto de onde hoje é a cidade de Jacksonville, na Flórida, e matam 135 franceses, na primeira batalha travada por europeus em solo americano. 

A maioria dos mortos é massacrada por ordem de Menéndez sob o pretexto de se tratar de hereges por serem protestantes. O comandante René Goulaine de Laudonnière e outros 40 huguenotes escapam.

Os huguenotes fundam a colônia em 1564 num ponto estratégico da costa da Flórida. O rei Felipe II (imagem), talvez o mais poderoso da história da Espanha, considera um desafio à autoridade do país sobre o Novo Mundo. Envia Menéndez de Avilés para destruir o assentamento francês e criar uma colônia espanhola.

No início de setembro de 1565, o conquistador espanhol funda a primeira cidade europeia na América do Norte. Duas semanas depois, derrota os franceses se e torna o primeiro governador europeu da Flórida. Volta à Espanha em 1567 e é nomeado governador de Cuba.

PORTUGAL EXECUTA JESUÍTA

    Em 1761, Portugal executa o jesuíta Gabriel Malagrida na fogueira por envolvimento na Conspiração dos Távora, um acontecimento da história do país que permite ao poderoso Marquês do Pombal, Sebastião José de Carvalho e Mello, primeiro-ministro do rei José I, esmagar a parte da nobreza que se opõe a ele e a expulsar os jesuítas do Império Português.

Na noite de 3 de setembro de 1758, três homens armados atacam a carruagem real. Em dezembro, começa uma investigação com plenos poderes, inclusive de torturar suspeitos. O Marquês de Távora, a mulher e os dois filhos e 12 jesuítas são presos.

O Duque de Aveiro, que confessa sob tortura, e os quatro Távora são executados cruelmente em 12 de janeiro de 1579. Os jesuítas suspeitos são condenados e todos os outros expulsos do Império Português, inclusive do Brasil, em 3 de setembro, um ano depois do ataque ao rei. Malagrida é considerado culpado de heresia e traição. Pega pena de morte.

Até o fim do reinado de Dom José I (1750-77), o Marquês do Pombal, um déspota esclarecido, é a figura dominante da política em Portugal. É o período em que o Brasil se torna Vice-Reino, em 1763, quando a capital é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. A descoberta de ouro em Minas Gerais muda o eixo econômico do país para o Sudeste.

Quando Dona Maria I (1777-1816), a Rainha Louca, ascende ao trono com a morte do pai, o caso é reaberto. Pombal é acusado de abuso de poder por impor um reino do terror sem precedentes, com práticas extrajudiciais. Como já é idoso, a única punição é ser banido de Lisboa.

CONVENÇÃO NACIONAL

    Em 1792, durante a Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional substitui a Assembleia Legislativa, num marco do início da Primeira República. Suas primeiras decisões são proclamar a República e promulgar uma nova Constituição.

A revolta popular começa depois da derrota da França para o Império Britânico na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e de invernos rigorosos que causam quebras de safra e fome. O marco do início da revolução é a tomada da Bastilha, a prisão que é um símbolo do antigo regime, em 14 de julho de 1789.

O Período da Convenção é o segundo da Revolução Francesa. Vai até 26 de outubro de 1795. Os girondinos, moderados, dominam a primeira parte, mas perdem a força com derrotas nas guerras contrarrevolucionárias de outros países europeus.

De 31 de maio a 2 de junho de 1793, uma insurreição popular leva a um expurgo dos girondinos. Os jacobinos, muito mais radicais, tomam o poder sob a liderança de Jean-Paul Marat, Georges-Jacques Danton e Maximiliano Robespierre.

Os jacobinos comandam o Período de Terror, de 5 de setembro de 1793 a 27 de julho de 1794, quando o Comitê de Salvação Pública e os tribunais revolucionários condenam milhares à morte. Até ser deposto e guilhotinado, Maximiliano de Robespierre mandava mais do o rei.

Das 50 mil mortes estimadas em dez anos de Revolução Francesa, cerca de 10 mil são durante o Período do Terror. O rei Luís XVI e rainha Maria Antonieta são guilhotinados em 1793.

GUERRA DA CRIMEIA

    Em 1854, o Reino Unido e a França vencem a Rússia na Batalha do Rio Alma. Isto ameaça a base naval russa de Sebastopol e toda a estratégia da Rússia na Guerra da Crimeia (1853-56).

A guerra tem origem no conflito entre grandes potências no Oriente Médio. A Rússia exige o direito de proteger cristãos ortodoxos dentro do Império Otomano, muçulmano. Quando os turcos tomam Constantinopla, em 29 de maio de 1453, no fim da Idade Média, Moscou se apresenta como terceira Roma e o chefe do Principado ou Ducado de Moscou passa a se chamar czar (césar).

O Reino Unido e a França apoiam o Império Otomano, que rejeita a pressão da Rússia. Esta por sua vez ocupa principados no Rio Danúbio. Em 4 de outubro de 1853, a Turquia declara guerra à Rússia. As esquadras britânica e francesa entram no Mar Negro em 3 de janeiro de 1854.

As tropas aliadas desembarcam na Crimeia em setembro de 1854 e impõem um cerco de um ano até a queda de Sebastopol. Quando a Áustria ameaça entrar na guerra, a Rússia aceita as exigências dos aliados.

O Tratado de Paris, de 30 de março de 1856, garante a integridade do Império Otomano. A Rússia é obrigada a ceder o Sul da Bessarábia, na foz do Rio Danúbio. O Mar Negro é declarado neutro e o Danúbio é aberto à navegação de todos os países.

Por causa da derrota, o czar Alexandre II (1855-81) sente a necessidade de fazer reformas para modernizar a Rússia. Em 1861, acaba com a servidão.

A Áustria-Hungria fica mais dependente da França e do Reino Unido, que não a socorrem em 1859 e 1866, em guerras que levam às unificações, respectivamente, da Itália e da Alemanha 

ROMA INCORPORADA À ITÁLIA

    Em 1870, as forças do Reino da Itália, unificado em 1861, tomam e anexam Roma, e limitam a autoridade do Papa ao Vaticano. É o fim dos Estados Pontifícios.

O revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, que luta na Revolução Farroupilha (1835-45), tenta tomar Roma em 1862 e 1867. A retirada de uma guarnição francesa que protege o papa Pio IX permite a conquista da cidade em 1870. 

Cerca de 50 mil italianos enfrentam 13.157 soldados papais. Num combate na Porta Pia, uma das antigas entradas da cidade, morrem 49 soldados italianos e 19 da força papal.

O ataque começa às cinco da manhã. Um hora depois, os primeiros emissários chegam à residência papel para negociar os termos da rendição  Pio IX se recusa a aceitar os termos e se entrincheira como um prisioneiro no Vaticano. Ordena aos católicos que rejeitem o novo Estado italiano e excomunga o rei Vítor Emanuel II.

Em outubro, um plebiscito decide que Roma será a capital da Itália.

PRIMEIRO FESTIVAL DE CANNES

    Em 1946, começa o primeiro Festival de Cinema de Cannes, uma cidade praiana da Riviera Francesa, no Mar Mediterrâneo. Deveria ter sido em 1939, mas a Segunda Guerra Mundial (1939-45) adia os planos.

O primeiro festival internacional de cinema é realizado em Veneza, na Itália, em 1932. Com a ascensão do Nazifascismo, em 1938, os ditadores italiano Benito Mussolini e alemão Adolf Hitler interferem na escolha e premiação dos filmes. 

A França decide, então, organizar seu próprio festival, que começa em 1º de setembro de 1939, dia do início da guerra, com a invasão da Polônia pela Alemanha. Só um filme é apresentado, O Corcunda de Notre Dame, do diretor americano William Dieterle. Dois dias depois, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha.

Quando finalmente o festival é realizado, em 1946, participam filmes como Farrapo Humano, do austríaco-americano Billy Wilder; Cidade Aberta, do italiano Roberto Rosselini; A Batalha dos Trilhões, do francês René Clement; e Desencanto, do inglês David Lean.

Como o objetivo maior é estimular a criatividade, nove filmes ganham o grande prêmio.

BILLIE JEAN VENCE A BATALHA DOS SEXOS

    Em 1973, aos 29 anos, a tenista americana Billie Jean King vence o ex-número um do mundo Bobby Riggs, de 55 anos, por 3-0 (6-4, 6-3, 6-3) no Astródomo de Houston, no Texas, na Batalha dos Sexos.

Apesar da idade, Riggs, machista assumido, está convencido de que ainda é capaz de vencer qualquer mulher. Mais de 30 mil pessoas assistem ao jogo no estádio e 50 milhões pela televisão.

Billie Jean entra no estádio no estilo de Cleópatra, a rainha do Egito que foi amante dos generais romanos Júlio César e Marco Aurélio, numa liteira dourada carregada por homens vestidos como os escravos da Antiguidade. Riggs chega num riquixá puxado por modelos femininas.

Uma das maiores tenistas da história, Billie Jean ganha aos 17 anos o torneio de duplas femininas do Campeonato de Wimbledon, o primeiro de seus 20 títulos na mais tradicional competição do tênis. Em 1971, é a primeira atleta mulher a ganhar mais de US$ 100 mil em prêmios num ano.

"NÃO PERGUNTE, NÃO CONTE"

    Em 2011, termina a política adotada em 1º de outubro de 1993, no governo Bill Clinton (1993-2001), para permitir a participação de LGBTs nas Forças Armadas dos Estados Unidos de nome Não pergunte, não conte. pela qual os gays podem servir como militares desde que mantenham a privacidade de sua vida sexual.

O veto a militares gays nos EUA é imposto durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Clinton promete resolver o problema. Enfrenta forte oposição no Congresso, dentro de seu próprio partido, e entre os militares. A exigência de privacidade é a maneira de obter a aprovação da proposta.

Em dezembro de 2010, a Câmara de Representantes e o Senado dos EUA repeliram a política, dando plena liberdade aos LGBTs+ nas Forças Armadas. No segundo governo Donald Trump, há claramente uma política antigays e antitransgêneros.

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sábado, 5 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as batalhas de Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra.

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789. A independência dos EUA é reconhecida pelo Tratado de Paris em 1783.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos, que eles acreditam que possam apoiar as forças contrarrevolucionárias.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, o Incorruptível, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os indígenas na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 10 de agosto

REIS DA FRANÇA SÃO PRESOS

    Em 1792, a monarquia acaba na prática quando a Revolução Francesa prende o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta. Ambos são guilhotinados em 1793.

Com a Tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789, o poder é transferido do rei para a Assembleia Nacional, que começa a abolir os privilégios feudais e o obriga a assinar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada em 26 de agosto do mesmo ano. Seus 17 artigos são o preâmbulo da Constituição de 1791. O princípio básico é que "todos os homens nascem livres e com direitos iguais".

Os sinais de que Luís XVI está pronto para aceitar uma monarquia constitucional aumentam a popularidade do rei no fim de 1789, quando ele vai a Paris depois da Queda da Bastilha.

Inepto e incompetente, Luís XVI parece esperar que a revolução se dissipe. Com a relutância do rei em concordar com as demandas populares, em 1791, a família real é forçada a sair do Palácio de Versalhes e ir para o Palácio das Tulherias, no Centro de Paris, onde Luís XVI se sente como um prisioneiro.

O rei perde totalmente a credibilidade quando ele e a rainha tentam escapar na chamada Fuga de Varennes, na madrugada de 21 de junho de 1791. De manhã, a notícia se espalha em Paris. A Assembleia Constituinte hesita em falar em fuga e declara que o rei foi "raptado".

Antes da meia-noite, a caravana real é detida pela Guarda Nacional em Varennes. A Assembleia Nacional manda a família real voltar para Paris. Desmoralizado, Luís XVI passa a acreditar que só uma intervenção estrangeira contra a revolução pode salvá-lo politicamente.

Sob pressão da rainha, o rei não segue o conselho de aplicar a Constituição e prometer defendê-la. O início de uma guerra com a Áustria, onde nasceu Maria Antonieta, em abril de 1792, levanta suspeitas de conluio com uma potência estrangeira, especialmente depois que o comandante austríaco, Duque de Brunswick, ameaça destruir Paris se a família real estiver em perigo.

Em reação, a Comuna de Paris invade o Palácio das Tulherias em 10 de agosto de 1792 e prende a família real. A Assembleia Nacional suspende os poderes do rei e proclama a República em 21 de setembro. O rei é despojado de todos os títulos. Passa a ser chamado de cidadão Luís Capeto.

Diante da descoberta em novembro de provas da conspiração com contrarrevolucionários e com a Áustria, em 3 de dezembro a Convenção Nacional, que domina a segunda parte da Revolução Francesa (1792-95), decide processar o rei e a rainha por traição à França. Ele depõe duas vezes perante a Convenção, em 11 e 23 de dezembro.

Apesar das tentativas dos girondinos, os revolucionários mais moderados, de salvar o rei, Luís XVI é condenado à morte em 18 de janeiro de 1793 por 387 a 334 votos. O antigo Duque de Orleans, primo do rei, vota pela execução. Ainda há um debate sobre morte ou exílio. Na votação final, a execução vence por 380 a 310 votos.

Luís XVI morre na guilhotina na Praça da Revolução, hoje Praça da Concórdia, em 21 de janeiro de 1793. Frente ao cadafalso, Luís Capeto profere suas últimas palavras. "Povo, sou inocente!" Em seguida, se vira para os carrascos e completa: "Senhores, sou inocente de tudo o que me acusam. Espero que meu sangue possa cimentar a felicidade dos franceses."

Nove meses depois, em 16 de outubro de 1793, já no Período de Terror, Maria Antonieta é guilhotinada por traição na mesma Praça da Revolução. Ao todo, cerca de 50 mil pessoas morrem na Revolução Francesa de 1789.

REVOLUÇÃO CRIA MUSEU DO LOUVRE

    Em 1793, depois de dois séculos como palácio real, a Revolução Francesa transforma o Louvre em museu aberto ao público.

Hoje o Louvre é o museu mais visitado do mundo e o maior em área, com obras de arte e artefatos que contam 11 mil anos de história do homem, inclusive esculturas como a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, e o quadro mais famoso do mundo, a Gioconda ou Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

O rei Francisco I começa a construção do Louvre em 1546 no local onde estava o Castelo do Louvre, erguido nos séculos 12 e 13 por Felipe Augusto ou Felipe II. Ele é um grande colecionador de arte e usa o palácio como residência real. A obra continua nos reinados de Henrique II e Carlos IX. Depois de pronto, quase todo rei da França amplia o Louvre, especialmente Luís XIII e Luís XIV, no século 17.

Quando Carlos I da Inglaterra é decapitado na Guerra Civil Inglesa (1642-51), em 30 de janeiro de 1649 e o país se torna uma república até 1660, Luís XIV compra a coleção de arte do rei morto. Em 1682, Luís XIV se muda para o Palácio de Versalhes e o Louvre deixa de ser a residência real.

Durante as guerras napoleônicas, muitos tesouros capturados como troféus de guerra vão para o Museu do Louvre. Muitas peças são devolvidas depois da queda de Napoleão, em 1815, mas não, por exemplo, as coleções sobre o Egito Antigo.

FARMACÊUTICO ALEMÃO INVENTA ASPIRINA

    Em 1897, o farmacêutico Felix Hoffmann consegue sintetizar no laboratório Bayer, na Alemanha, o ácido acetilsalicílico de grande pureza, criando a aspirina.

Desde a Antiguidade, sabe-se que a casca do salgueiro tem propriedades medicinais. O reverendo anglicano Edward Stone apresenta relatório à Sociedade Real de Medicina da Inglaterra destacando sua ação contra a febre em 25 de abril de 1763.

Com o tempo, o ácido salicílico começa a ser usado como medicamento. Hoffmann usa a acetilação para inventar o remédio usado até hoje. Em 1971, o britânico John Robert Vane descobre um efeito anticoagulante. Por isso, a aspirina é usada na prevenção de infartos.

NASCE A GUITARRA ELÉTRICA

    Em 1937, George Delmetia Beauchamp patenteia nos Estados Unidos a primeira guitarra elétrica.


 O violão, a guitarra acústica, é um símbolo da música no interior dos EUA, mas seu som desaparece em orquestras, ao lado de instrumentos de sopro e de percussão.

Eletrificada, a guitarra transforma o som num sinal elétrico reconvertido em som e amplificado. É um instrumento versátil e relativamente fácil de tocar. Revoluciona o blues, o jazz, a música rural e cria o ambiente para o surgimento do rock and roll, em 1954. 

100 GRAUS FAHRENHEIT 

   Em 2003, durante uma onda de calor que mata mais de 35 mil pessoas na Europa, a temperatura no Reino Unido passa pela primeira vez de 100 graus Fahrenheit (37,8 graus centígrados).

A França é o país mais atingido, com 15 mil mortes, seguida pela Alemanha, com 7 mil mortes. Na Espanha e na Itália, também morrem milhares de pessoas.

Quando a temperatura do ar sobe acima da temperatura do corpo, de cerca de 37ºC (98,6ºF), o organismo tem dificuldade para se refrescar. Se a temperatura do corpo chegar a 104ºF (40ºC), órgãos vitais podem entrar em colapso e causar a morte.

Com o aquecimento global, a temperatura passou de 18ºC na Antártida no verão de 2020 no Hemisfério Sul e chegou a 49ºC no Canadá no verão de 2021 no Hemisfério Norte. Em 2022, chegou a 40ºC em Londres e Paris. Neste ano, a situação se agravou ainda mais.

A temperatura média do planeta ultrapassou o limite de um grau centígrado e meio acima da temperatura em 1750, quando começa a Revolução Industrial. Era a meta do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima para evitar um aumento ainda maior de eventos climáticos extremos.

O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas adverte que já estamos assistindo aos efeitos trágicos do aquecimento global, como a enchente no Rio Grande do Sul em maio de 2024 e a onda de calor que atingiu a Europa neste verão no Hemisfério Norte, agravada pelo fenômeno El Niño. A situação tente a piorar muito se a humanidade não reduzir o uso de combustíveis fósseis

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 4 de Agosto

FIM DOS PRIVILÉGIOS FEUDAIS

    Em 1789, no início da Revolução Francesa, a nobreza reunida na Assembleia Nacional da França renuncia a seus privilégios.

O marco do início da revolução é a Tomada da Bastilha, a prisão de Paris que vira símbolo da opressão do regime monárquico, em 14 de julho. Ao abrir mão de seus privilégios, a aristocracia tenta chegar a uma acomodação com a nova ordem emergente. 

EUA FICAM NEUTROS NO INÍCIO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, os Estados Unidos declaram sua neutralidade diante do começo da guerra na Europa opondo França, Reino Unido, Rússia e Sérvia, de um lado; e a Alemanha e a Áustria-Hungria, do outro.

Os EUA entram na guerra em 1917, depois de vários ataques de submarinos alemães ao comércio transatlântico. 

Para justificar a intervenção militar na Europa, o presidente Woodrow Wilson declara aos norte-americanos que "é a guerra para acabar com todas as guerras." Mas a Conferência de Paz de Versalhes é conhecida como a paz para acabar com todas as pazes.

JESSE OWENS DESTRÓI MITO DA SUPERIORIDADE ARIANA

    Em 1936, o atleta negro norte-americano Jesse Owens, conquista a segunda de quatro medalhas de ouro ao vencer a prova de salto em distância na Olimpíada de Berlim, organizada pelo regime nazista para comprovar a tese da superioridade da raça branca e ariana.

O salto campeão tem 8,06 metros. Owens bate o recorde em 1935 com 8,13m, marca que só é superada 25 anos depois, em 1960.

Ao ganhar quatro medalhas de ouro, Owens destrói o mito fundador do Nazismo. No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-americana Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Owens volta como herói aos EUA, onde os negros enfrentam a segregação racial, que só acaba com a aprovação da Lei dos Direitos Civis, em 1964. Chega a dizer que foi mais bem tratado pelos nazistas.

EUA ATRAEM BRACEROS DO MÉXICO PARA AGRICULTURA

    Em 1942, com medo de uma falta de mão de obra no campo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), os Estados Unidos fazem um acordo sobre trabalho agrícola com o México para atrair mexicanos para a lavoura.

O Programa Bracero, como fica conhecido, dura até 1964. É o maior programa de trabalhadores convidados da história dos EUA. 

Os mexicanos têm direito a um salário mínimo, segurança, casa e comida. Muitos patrões desrespeitam o acordo, ao pagar abaixo do mínimo ou não pagar e oferecer casa e comida ruins. Isso gera greves, protestos e processos.

Como os trabalhadores mexicanos se tornam importante para a economia de estados como a Califórnia, o programa sobrevive à guerra. Em 22 anos, são mais de 4,6 milhões de contratos de trabalho. Até hoje, os imigrantes latino-americanos são parte importante da mão de obra do Sudoeste dos EUA.

NAZISTAS PRENDEM ANNE FRANK

    Em 1944, a Gestapo, a polícia política do regime nazista, prende a jovem judia alemã Anne Frank, de 15 anos, escondida com a família e outros judeus desde 1942 num anexo secreto de uma casa em Amsterdã, na Holanda ocupada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O Diário de Anne Frank, um relato da vida nesta reclusão voluntária para tentar escapar do terror nazista, é um dos livros mais importantes do século 20. Ela e a irmã morrem num surto de tifo no campo de concentração de Bergen Belsen, em Hanôver, na Alemanha, pouco antes do fim da guerra, em fevereiro ou março de 1945.

Onze milhões de pessoas morrem no Holocausto, entre as quais 6 milhões de judeus, 1,5 milhão de ciganos, comunistas, socialistas, homossexuais, dissidentes e quem quer que o Nazismo considere inimigo.

NASCE BARACK OBAMA

    Em 1961, Barack Hussein Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, nasce em Honolulu, no Havaí, filho de pai queniano e mãe norte-americana.

Durante seus dois governos (2009-17), supremacistas brancos como Donald Trump questionam sua nacionalidade, insinuando que Obama não nasceu nos EUA. Sendo assim, não poderia ser presidente.

Obama é editor da revista acadêmica da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, ativista social e organizador comunitário em Chicago antes de se eleger senador estadual do estado de Illinois, senador federal e presidente dos EUA.

CENTENÁRIO DA RAINHA-MÃE

    Em 2000, o Reino Unido festeja os 100 anos de Elizabeth, a rainha-mãe. 

Mãe da rainha Elizabeth II e avó de Carlos III, ela reina ao lado do marido, o rei George VI, inclusive durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando o país é bombardeado pela Alemanha Nazista.

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