Mostrando postagens com marcador Período do Terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Período do Terror. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 16 de Outubro

 RAINHA GUILHOTINADA

    Em 1793, durante o Período do Terror (1793-94) da Revolução Francesa (1789-99), nove meses depois da execução do marido, o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta é guilhotinada.

Ela rejeita se confessar com um padre aliado da revolução e pede desculpas por pisar no pé do carrasco, que, como de costume, mostra a cabeça degolada.

Filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e de Maria Teresa da Áustria, Maria Antonieta Josefa Ana da Áustria casa aos 14 anos em 1770 com o Delfim da França, que ainda não tinha 16 anos, para fortalecer as relações entre os dois países. Aos 16 anos, vira rainha. A França está exaurida pela derrota na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e invernos rigorosos reduzem a produção agrícola e causam fome.

Enquanto o povo passa fome, Maria Antonieta leva uma vida de luxo e riqueza nos palácios. Diante da fome, enquanto o povo nas ruas clamara por "pão e liberdade", uma frase atribuída a ela, talvez inventada pela propaganda da revolução, prima pela insensibilidade: "Se não tem pão, que comam brioches."

O rei e a rainha da França são presos em 20 junho de 1791, quando tentavam fugir para a Áustria vestidos como membros da nobreza russa. A revolução abole a monarquia em 1792. Sem luxos, a rainha fica numa cela de um antigo palácio real, a Conciergerie, com duas cadeiras, uma mesa e um catre. Passa o tempo lendo As Viagens do Capitão Cook, o navegador britânico que iniciou a colonização da Austrália.

Luís XVI e Maria Antonieta são condenados por traição à pátria. O rei é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Antes da execução da rainha, os cabelos são cortados. O verdugo, Henri Sanson, filho do executor do rei, fica com uma mecha. Ela mesma se ajoelha e o carrasco arruma a posição da cabeça antes de soltar a lâmina.

INÍCIO DA LONGA MARCHA

    Em 1934durante a guerra civil na China, perseguidos e massacrados pelos nacionalistas do Kuomintang (KMT), os comunistas começam a Longa Marcha, uma fuga de 368 dias por mais de 9 mil quilômetros. (Algumas fontes marcam o início no dia anterior.)

A China é um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tinha indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que ocupa a Manchúria desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

NAZISTAS EXECUTADOS

    Em 1946, dez altos funcionários do regime nazista condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue por crimes contra a humanidade, crimes contra a paz e crimes contra a humanidades são executados na forca.

Entre os condenados, estão Herman Göring, comandante da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha, presidente do Reichstag (Parlamento), chefe da Gestapo, a polícia política do regime e sucessor designado de Adolf Hitler; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior da Alemanha; Wilhelm Frick, ministro do Interior; e Alfred Rosenberg, governador dos territórios conquistados no Leste.

Outros, inclusive Rudolf Hess, que chega a ser apontado como sucessor de Hitler, são condenados a penas de 10 anos a prisão perpétua.

Göring se suicida na véspera da execução.

BOMBA CHINESA

    Em 1964, a República Popular da China (comunista) entra para o clube atômico ao explodir sua primeira bomba nuclear, depois dos Estados Unidos (1945), da União Soviética (1949), do Reino Unido (1952) e da França (1960).

A bomba chinesa, chamada de Miss Qiu, é detonada no centro de testes de Lop Nur, na província de Xinjiang. É uma bomba de urânio-235 com 22 quilotons, equivalente a 22 mil toneladas de dinamite. A bomba de Hiroxima tinha 15 quilotons.

PODER NEGRO NO PÓDIO

    Em 1968, ao receber as medalhas de ouro e bronze dos 200 metros rasos na Olimpíada de 1968, na Cidade do México, enquanto toca o Hino dos Estados Unidos, os corredores norte-americanos Tommie Smith e John Carlos erguem o punho cerrado numa saudação ao Poder Negro.

É o ano do assassinato do reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Antes dos Jogos Olímpicos, há um massacre da estudantes na capital do México.

Smith e Carlos, militantes do movimento negro, sentem-se compelidos a fazer o gesto de rebeldia. Pagam caro. São vilificados na imprensa dos EUA e expulsos dos Jogos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas os dois tiveram carreiras de sucesso como atletas e ativistas.

"Foi um grito de liberdade e pelos direitos humanos", declarou Smith. "Tínhamos de ser vistos porque não éramos ouvidos."

PAPA POLONÊS

    Em 1978, o cardeal Karol Józef Woytila, arcebispo de Cracóvia, na Polônia, é eleito o papa e toma o nome de João Paulo II. É o primeiro papa não italiano em 455 anos. Com 26 anos, seu pontificado é o terceiro mais longo da história.

Karol Woytila nasce em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920, filho de um tenente do Exército polonês. Quando chega o momento de ir para a universidade, a família se muda para Cracóvia, mas a invasão do país pela Alemanha Nazista, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45) interrompe seus estudos. Ele estuda clandestinamente.

A família foge para o Leste da Polônia. Volta para Cracóvia quando sabe que a União Soviética vai invadir o outro lado do país. Durante três anos, para não ser preso e deportado, Karol trabalha na fábrica de uma indústria química importante para o esforço de guerra da Alemanha Nazista. Talvez seja o único papa que um dia foi operário.

João Paulo II viaja o mundo inteiro e aproxima a Igreja de outras religiões como islamismo, judaísmo, cristianismo ortodoxo e religiões orientais. Pede perdão a povos perseguidos pelo cristianismo, inclusive judeus e muçulmanos. Nacionalista polonês e anticomunista, se torna um aliado do presidente Ronald Reagan no fim da Guerra Fria. 

Seu apoio ao sindicato independente Solidariedade é decisivo para a queda do comunismo na Polônia, em 1989, depois das primeiras eleições livres no Bloco Soviético. João Paulo II também desautoriza a Teologia da Libertação na América Latina.

Conservador, não consegue reverter o declínio da Igreja Católica, com a queda no número de padres e freiras. João Paulo II morre no Vaticano em 2 de abril de 2005. Ele é beatificado em 2011 e canonizado em 2014. Vira São João Paulo II.

ESTE BLOG DEPENDE DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as batalhas de Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra.

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789. A independência dos EUA é reconhecida pelo Tratado de Paris em 1783.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos, que eles acreditam que possam apoiar as forças contrarrevolucionárias.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, o Incorruptível, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os indígenas na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 16 de Outubro

RAINHA GUILHOTINADA

    Em 1793, durante o Período do Terror (1793-94) da Revolução Francesa (1789-99), nove meses depois da execução do marido, o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta é guilhotinada.

Ela rejeita se confessar com um padre aliado da revolução e pede desculpas por pisar no pé do carrasco, que, como de costume, mostra a cabeça degolada.

Filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e de Maria Teresa da Áustria, Maria Antonieta Josefa Ana da Áustria casa aos 14 anos em 1770 com o Delfim da França, que ainda não tinha 16 anos, para fortalecer as relações entre os dois países. Aos 16 anos, vira rainha. A França está exaurida pela derrota na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e invernos rigorosos reduzem a produção agrícola e causam fome.

Enquanto o povo passa fome, Maria Antonieta leva uma vida de luxo e riqueza nos palácios. Diante da fome, enquanto o povo nas ruas clamara por "pão e liberdade", uma frase atribuída a ela, talvez inventada pela propaganda da revolução, prima pela insensibilidade: "Se não tem pão, que comam brioches."

O rei e a rainha da França são presos em 20 junho de 1791, quando tentavam fugir para a Áustria vestidos como membros da nobreza russa. A revolução abole a monarquia em 1792. Sem luxos, a rainha fica numa cela de um antigo palácio real, a Conciergerie, com duas cadeiras, uma mesa e um catre. Passa o tempo lendo As Viagens do Capitão Cook, o navegador britânico que iniciou a colonização da Austrália.

Luís XVI e Maria Antonieta são condenados por traição à pátria. O rei é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Antes da execução da rainha, os cabelos são cortados. O verdugo, Henri Sanson, filho do executor do rei, fica com uma mecha. Ela mesma se ajoelha e o carrasco arruma a posição da cabeça antes de soltar a lâmina.

INÍCIO DA LONGA MARCHA

    Em 1934durante a guerra civil na China, perseguidos e massacrados pelos nacionalistas do Kuomintang (KMT), os comunistas começam a Longa Marcha, uma fuga de 368 dias por mais de 9 mil quilômetros. (Algumas fontes marcam o início no dia anterior.)

A China é um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tinha indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que ocupa a Manchúria desde 1931, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

NAZISTAS EXECUTADOS

    Em 1946, dez altos funcionários do regime nazista condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue por crimes contra a humanidade, crimes contra a paz e crimes contra a humanidades são executados na forca.

Entre os condenados, estão Herman Göring, comandante da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha, presidente do Reichstag (Parlamento), chefe da Gestapo, a polícia política do regime e sucessor designado de Adolf Hitler; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior da Alemanha; Wilhelm Frick, ministro do Interior; e Alfred Rosenberg, governador dos territórios conquistados no Leste.

Outros, inclusive Rudolf Hess, que chega a ser apontado como sucessor de Hitler, são condenados a penas de 10 anos a prisão perpétua.

Göring se suicida na véspera da execução.

BOMBA CHINESA

    Em 1964, a República Popular da China (comunista) entra para o clube atômico ao explodir sua primeira bomba nuclear, depois dos Estados Unidos (1945), da União Soviética (1949), do Reino Unido (1952) e da França (1960).

A bomba chinesa, chamada de Miss Qiu, é detonada no centro de testes de Lop Nur, na província de Xinjiang. É uma bomba de urânio-235 com 22 quilotons, equivalente a 22 mil toneladas de dinamite. A bomba de Hiroxima tinha 15 quilotons.

PODER NEGRO NO PÓDIO

    Em 1968, ao receber as medalhas de ouro e bronze dos 200 metros rasos na Olimpíada de 1968, na Cidade do México, enquanto toca o Hino dos Estados Unidos, os corredores norte-americanos Tommie Smith e John Carlos erguem o punho cerrado numa saudação ao Poder Negro.

É o ano do assassinato do reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Antes dos Jogos Olímpicos, há um massacre da estudantes na capital do México.

Smith e Carlos, militantes do movimento negro, sentem-se compelidos a fazer o gesto de rebeldia. Pagam caro. São vilificados na imprensa dos EUA e expulsos dos Jogos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas os dois tiveram carreiras de sucesso como atletas e ativistas.

"Foi um grito de liberdade e pelos direitos humanos", declarou Smith. "Tínhamos de ser vistos porque não éramos ouvidos."

PAPA POLONÊS

    Em 1978, o cardeal Karol Józef Woytila, arcebispo de Cracóvia, na Polônia, é eleito o papa e toma o nome de João Paulo II. É o primeiro papa não italiano em 455 anos. Com 26 anos, seu pontificado é o terceiro mais longo da história.

Karol Woytila nasce em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920, filho de um tenente do Exército polonês. Quando chega o momento de ir para a universidade, a família se muda para Cracóvia, mas a invasão do país pela Alemanha Nazista, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45) interrompe seus estudos. Ele estuda clandestinamente.

A família foge para o Leste da Polônia. Volta para Cracóvia quando sabe que a União Soviética vai invadir o outro lado do país. Durante três anos, para não ser preso e deportado, Karol trabalha na fábrica de uma indústria química importante para o esforço de guerra da Alemanha Nazista. Talvez seja o único papa que um dia foi operário.

João Paulo II viaja o mundo inteiro e aproxima a Igreja de outras religiões como islamismo, judaísmo, cristianismo ortodoxo e religiões orientais. Pede perdão a povos perseguidos pelo cristianismo, inclusive judeus e muçulmanos. Nacionalista polonês e anticomunista, se torna um aliado do presidente Ronald Reagan no fim da Guerra Fria. 

Seu apoio ao sindicato independente Solidariedade é decisivo para a queda do comunismo na Polônia, em 1989, depois das primeiras eleições livres no Bloco Soviético. João Paulo II também desautoriza a Teologia da Libertação na América Latina.

Conservador, não consegue reverter o declínio da Igreja Católica, com a queda no número de padres e freiras. João Paulo II morre no Vaticano em 2 de abril de 2005. Ele é beatificado em 2011 e canonizado em 2014. Vira São João Paulo II.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra 

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os índios na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 16 de Outubro

 RAINHA GUILHOTINADA

    Em 1793, durante o Período do Terror (1793-94) da Revolução Francesa (1789-99), nove meses depois da execução do marido, o rei Luís XVI, a rainha Maria Antonieta é guilhotinada.

Ela rejeita se confessar com um padre aliado da revolução e pede desculpas por pisar no pé do carrasco, que, como de costume, mostra a cabeça degolada.

Filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e de Maria Teresa da Áustria, Maria Antonieta Josefa Ana da Áustria casa aos 14 anos com o Delfim da França em 1770, que ainda não tinha 16 anos, para fortalecer as relações entre os dois países. Aos 16 anos, vira rainha. A França está exaurida pela derrota na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e invernos rigorosos reduzem a produção agrícola e causam fome.

Enquanto o povo passa fome, Maria Antonieta leva uma vida de luxo e riqueza nos palácios. Diante da fome, enquanto o povo nas ruas clamara por "pão e liberdade", uma frase atribuída a ela, talvez pela propaganda revolução, prima pela insensibilidade: "Se não tem pão, que comam brioches."

O rei e a rainha da França são presos em 20 junho de 1791, quando tentavam fugir para a Áustria vestido como membros da nobreza russa. A revolução abole a monarquia em 1792. Sem luxos, a rainha fica numa cela de um antigo palácio real, a Conciergerie, com duas cadeiras, uma mesa e um catre. Passa o tempo lendo As Viagens do Capitão Cook, o navegador britânico que iniciou a colonização da Austrália

Luís XVI e Maria Antonieta são condenados por traição à pátria. O rei é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Antes da execução da rainha, os cabelos são cortados. O verdugo, Henri Sanson, filho do executor do rei, fica com uma mecha. Ela mesma se ajoelha e o carrasco arruma a posição da cabeça antes de soltar a lâmina.

INÍCIO DA LONGA MARCHA

    Em 1934durante a guerra civil na China, perseguidos e massacrados pelos nacionalistas do Kuomintang (KMT), os comunistas começam a Longa Marcha, uma fuga de 368 dias por mais de 9 mil quilômetros.

A China foi um dos temas do debate entre Leon Trotsky e Josef Stalin na luta pelo poder dentro do Partido Comunista da União Soviética depois de morte de Vladimir Lenin, em 1924. Como a China não tinha indústria nem operariado, Stalin, vencedor na disputa, manda o Partido Comunista chinês fazer uma política de frente popular em aliança com a burguesia, representada pelo KMT.

A guerra civil chinesa começa em 1927, quando Stalin consolida o poder em Moscou, o que leva os comunistas a proclamar em 1931 a fundação da República Soviética da China, com base província Jiangxi, sob a liderança de Mao Tsé-tung.

O KMT lança então uma campanha implacável, com cinco cercos à área controlada pelos comunistas, e causa morte de fome de centenas de milhares de camponeses.

Aos comunistas, só resta a fuga. Eles rompem o cerco num ponto mais fraco e iniciam a Longa Marcha, que termina em 20 de outubro de 1935 diante da Grande Muralha.

Em 1937, o Japão, que já ocupava a Manchúria, invade as principais cidades da China e assume o controle do país. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a guerra civil civil chinesa recomeça. Os comunistas, fortalecidos pela guerra de guerrilhas travada contra o Império do Japão, tomam o poder em 1º de outubro de 1949 e, sob a liderança de Mao, fundam a República Popular da China. Os nacionalistas do KMT fogem para Taiwan, que os comunistas ameaçam invadir.

NAZISTAS EXECUTADOS

    Em 1946, dez altos funcionários do regime nazista condenados pelo Tribunal de Crimes de Guerra de Nurembergue por crimes contra a humanidade, crimes contra a paz e crimes contra a humanidades são executados na forca.

Entre os condenados, estão Herman Göring, comandante da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha, presidente do Reichstag (Parlamento), chefe da Gestapo, a polícia política do regime e sucessor designado de Adolf Hitler; Joachin von Ribbentrop, ministro do Exterior da Alemanha; Wilhelm Frick, ministro do Interior; e Alfred Rosenberg, governador dos territórios conquistados no Leste.

Outros, inclusive Rudolf Hess, que chegou a ser apontado como sucessor de Hitler, foram condenados a penas de 10 anos a prisão perpétua.

Göring se suicidou na véspera da execução.

BOMBA CHINESA

    Em 1964, a República Popular da China (comunista) entra para o clube atômico ao explodir sua primeira bomba nuclear, depois dos Estados Unidos (1945), da União Soviética (1949), do Reino Unido (1952) e da França (1960).

PODER NEGRO NO PÓDIO

    Em 1968, ao receber as medalhas de ouro e bronze dos 200 metros rasos na Olimpíada de 1968, na Cidade do México, enquanto toca o Hino dos Estados Unidos, os corredores norte-americanos Tommie Smith e John Carlos erguem o punho cerrado numa saudação ao Poder Negro.

É o ano do assassinato do reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Antes dos Jogos Olímpicos, há um massacre da estudantes na capital do México.

Smith e Carlos, militantes do movimento negro, sentem-se compelidos a fazer o gesto de rebeldia. Pagam caro. São vilificados na imprensa dos EUA e expulsos dos Jogos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Mas os dois tiveram carreiras de sucesso como atletas e ativistas.

"Foi um grito de liberdade e pelos direitos humanos", declarou Smith. "Tínhamos de ser vistos porque não éramos ouvidos."

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A revolta que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra 

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também foi uma causas da Revolução Francesa de 1789.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matou o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os índios na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.