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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as batalhas de Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra.

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789. A independência dos EUA é reconhecida pelo Tratado de Paris em 1783.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos, que eles acreditam que possam apoiar as forças contrarrevolucionárias.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, o Incorruptível, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os indígenas na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 4 de Setembro

 QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

    No ano 476 da era cristã, Flávio Odoacro, rei dos hérulos, uma tribo bárbara germânica, depõe Rômulo Augusto, último imperador do Império Romano do Oriente, pondo fim ao maior império do Ocidente na Antiguidade, que chegou a ter mais de 60 milhões de habitantes.

O imperador Teodósio divide o Império Romano em 393 depois de Cristo em Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, com capital em Bizâncio. A partir de 410, Roma é saqueada três vezes, a primeira pelos visigodos sob o rei Alarico; a segunda em 455 pelos vândalos, quando o papa Leão I apela ao rei Genserico para que não destrua e cidade e não mate seus habitantes; e a terceira por Odoacro. 

Depois da queda de Roma, o Império do Oriente (Bizantino) sobrevive até 29 de maio de 1453, quando é derrotado pelo Império Otomano (turco).

QUEDA DE NAPOLEÃO III

    Em 1870, depois da derrota na Batalha de Sedan, na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), dois dias antes, o imperador Napoleão III cai, é preso pela Alemanha e vai para o exílio no Reino Unido. É o fim do Segundo Império (1852-70) e o início da Terceira República da França (1870-1940).

Carlos Luís Napoleão Bonaparte nasce em Paris em 20 de abril de 1808, filho de Luís I da Holanda, irmão de Napoleão Bonaparte. Com a queda do tio, em 1815, passa a juventude exilado na Alemanha e na Suíça. Vira herdeiro do trono após as mortes do irmão mais velho, Napoleão Luís, e de Napoleão Francisco, o Rei de Roma, filho de Napoleão I.

Depois da Revolução de 1848, Luís Napoleão se elege deputado. No mesmo ano, se torna o primeiro presidente da República Francesa eleito pelo voto direto. Como a Constituição Francesa de 1848 não permite a reeleição, dá um golpe de 2 de dezembro de 1851 e vira imperador em 2 de dezembro de 1852.

Seu reinado enfrenta forte hostilidade do escritor francês Vítor Hugo e do filósofo e economista alemão Karl Marx, que escreve O 18 Brumário de Luís Napoleão, um clássico de análise política.

Para recuperar a hegemonia francesa na Europa, entra na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Reino Unido e do Império Otomano (turco) contra a Rússia, que perde, e manda tropas com o Reino Unido para a Segunda Guerra do Ópio (1856-60) contra a China.

Napoleão III apoia a Segunda Guerra da Independência da Itália (1859) contra o Império Austríaco, o que leva à criação do Reino da Itália em 1861. De 1859 a 1862, ele toma a Cochinchina, o sul do que hoje é o Vietnã, que passa a ser colônia francesa.

Ele aproveita a Guerra da Secessão (1861-65) nos Estados Unidos, para intervir militarmente no México, que tem dívidas com a Espanha, a França e o Reino Unido. Derruba o presidente Benito Juárez, domina o país de 8 de dezembro de 1861 a 21 de junho de 1867 e envia Maximiliano da Áustria, irmão mais novo do imperador Francisco José e primo de Dom Pedro II, como imperador do México.

Com o fim da Guerra Civil Americana, os EUA apoiam Juárez. Maximilano é deposto e fuzilado em 19 de junho de 1867.

Seu último erro é subestimar o primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, que vence a Dinamarca (1864), Áustria (1866) e a França (1870-71), e unifica a Alemanha em 1871, tornando-se o primeiro chefe de governo do novo país.

Com a derrota em Sedan, Napoleão III é preso no Castelo de Wilhelmshöhe de 5 de setembro de 1870 a 19 de março de 1871, quando vai para o exílio na Inglaterra, onde morre em Chislehurst em 9 de janeiro de 1873.

GERÔNIMO SE RENDE

    Em 1886, depois de 30 anos de resistência à invasão de suas terras, o cacique apache Gerônimo se entrega ao Exército dos Estados Unidos, no fim das guerras indígenas no Sudoeste do país.

Gerônimo nasce em 16 de junho de 1829 em Bedonkohe, hoje parte do Novo México, na época parte do território mexicano, e se torna líder dos apaches chiricahua, que durante décadas guerreiam para resistir à internação dos indígenas em reservas. Ganha o apelido provavelmente dos mexicanos.

De 1858 a 1886, enfrenta repetidas vezes os exércitos do México e dos EUA. Quando se rende ao general Nelson Miles, em Skeleton Canion, no Arizona, seu bando tem apenas 38 pessoas, contando mulheres e crianças. É o fim das guerras dos apaches. Gerônimo fica preso durante 22 anos até morrer em 17 de fevereiro de 1909, no Forte Sill.

TV DE COSTA A COSTA

    Em 1951, o presidente Harry Truman participa da primeira transmissão de televisão de costa a costa nos Estados Unidos para anunciar a assinatura de um tratado com o Japão para acabar com a ocupação iniciada no fim da Segunda Guerra Mundial e restaurar a independência japonesa.

No pronunciamento, transmitido por 87 estações de 47 cidades, Truman declara que o acordo vai ajudar "a construir um mundo onde nossos filhos possam viver em paz". Com o início da Guerra Fria contra a União Soviética, a vitória da revolução de Mao Tsé-tung na China e a Guerra da Coreia (1950-53), Truman destaca a necessidade de um Japão forte e democrático.

O Congresso dos EUA aprova o tratado de paz em 20 de março de 1952.

MORTE DE HO CHI MINH

    Em 1969, a Rádio Hanói anuncia a morte do líder comunista Ho Chi Minh, o grande herói da luta pela independência do Vietnã. A Frente de Libertação Nacional suspende os combates da Guerra do Vietnã (1955-75) por três dias.

Ho nasce em Kiem Lan em 19 de maio de 1890 com o nome de Nguyen Sinh Cung. Depois de viver em Londres, começa a se interessar em política quando mora na França, de 1919 a 1923, e é influenciado por ideias socialistas. Torna-se político, escritor, poeta, revolucionário e líder da luta pela independência do Vietnã.

De Paris, vai para Moscou, onde trabalha na Terceira Internacional Comunista (Comintern). Em novembro de 1924, se muda para Cantão, na China. Aos 36 anos, se casa no mesmo lugar onde Chu Enlai casara, com uma chinesa de 21 anos, Zeng Xueming, porque "preciso de uma mulher que me ensine a língua e cuide da casa".

Quando o líder nacionalista chinês Chiang Kai-shek dá um golpe e começa a perseguir os comunistas, em 1927, Ho volta a Moscou e vai para a Crimeia, onde se cura de uma tuberculose antes de voltar a Paris. Passa pela Bélgica, Alemanha, Suíça e Itália antes de ir para Bangkok, na Tailândia, como agente do Comintern no Sudeste Asiático, em julho de 1928.

No fim de 1929, vai para a Índia e da lá para Xangai, na China, e Hong Kong, onde funda, em 1930, o Partido Comunista do Vietnã e o Partido Comunista da Indochina. Preso em Hong Kong em junho de 1931, escapa de ser deportado para a Indochina Francesa com um advogado de defesa britânico, Frank Loseby.

Libertado, vai para Xangai e volta à União Soviética, onde estuda e leciona no Instituto Lenin. Sob a acusação de ter "tendências nacionalistas", é afastado da liderança do partido durante o Grande Expurso Stalinista (1936-38).

Em 1938, volta à China como assessor militar do Exército Vermelho Chinês. Vai para o Vietnã em 1941 para liderar o movimento de libertação nacional. Com a ocupação japonesa, conduz uma guerra de guerrilhas contra o governo colaboracionista francês de Vichy e o Império do Japão.

Depois da ocupação da França, a potência colonial, pela Alemanha Nazista, em junho de 1940, ele funda na China em 1941 o Viet Minh, a Liga pela Independência do Vietnã, para se contrapor também à invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No fim da guerra, em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina a rendição, proclama a independência do Vietnã. A França não aceita. Em 19 de dezembro de 1946, começa a Primeira Guerra da Indochina, que vai até 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Bien Dien Phu.

Os Acordos de Paz de Genebra dividem o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, anticomunista, em 1954. As eleições de 1955 devem reunificar o país. Quando os Estados Unidos percebem que os comunistas venceriam, em plena Guerra Fria, suspendem as eleições.

Em 1º de novembro de 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). O governo Dwight Eisenhower (1953-61) envia os primeiros assessores militares norte-americanos. No fim do governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil assessores, alguns participando de combates.

A intervenção militar dos EUA começa oficialmente depois do Incidente do Golfo de Tonquim, em 2 de agosto de 1964, forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para obter a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte.

No auge da intervenção, os EUA têm mais de 500 mil soldados no Vietnã. O fracasso na luta contra o Vietcongue, os guerrilheiros comunistas em ação no Vietnã do Sul, e a rejeição à guerra pela opinião pública levam o presidente Richard Nixon (1969-74) a acelerar as negociações de paz iniciadas em 1968.

Em 30 de agosto de 1969, a delegação dos EUA nas negociações recebem uma carta de Ho a Nixon. O líder vietnamita alerta que "quanto mais longa for a guerra maiores serão o ônus e os pesares para o povo norte-americano" e defende o plano de paz de 10 pontos da Frente de Libertação Nacional. Exige o "fim da guerra de agressão e a retirada das forças norte-americanas”. Morre dias depois.

Com o acordo paz, assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas tropas de combate da guerra, que termina em 30 de abril de 1975 com uma fuga espetacular dos norte-americanos da embaixada em Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, quando os tanques norte-vietnamitas tomam a capital do Vietnã do Sul para reunificar o país.

Mais de 58,2 mil norte-americanos e mais de 2 milhões de vietnamitas morrem na Guerra do Vietnã. 

MARK SPITZ CONQUISTA SÉTIMO OURO

    Em 1972, o nadador americano Mark Spitz vence a prova de de 400 metros quatro estilos, conquistando sua sétima medalha de ouro com o sétimo recorde mundial na Olimpíada de Munique, na Alemanha.

Spitz nasce em Modesto, na Califórnia, em 10 de fevereiro de 1950. Aos dois anos de idade, a família se muda para o Havaí, onde ele aprende a nadar. Quatro anos mais tarde, Spitz volta para a Califórnia, onde é treinado por Sherm Chavoor, seu grande mentor. Aos 10 anos, mostra seu talento ao bater 17 recordes nacionais e um mundial para sua faixa de idade.

Em apenas cinco anos como profissional, conquistou 11 medalhas olímpicas: 9 de ouro, 1 de prata e uma de bronze. É o segundo maior nadador olímpico e o segundo em medalhas de ouro numa olimpíada (7), superado 36 anos depois por Michael Phelps, que conquistou oito ouros na Olimpíada de Beijim, na China, em 2008.

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra 

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os índios na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 4 de Setembro

QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

    No ano 476 da era cristã, Flávio Odoacro, rei dos hérulos, uma tribo bárbara germânica, depõe Rômulo Augusto, último imperador do Império Romano do Oriente, pondo fim ao maior império do Ocidente na Antiguidade, que chegou a ter mais de 60 milhões de habitantes.

O imperador Teodósio divide o Império Romano em 393 depois de Cristo em Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, com capital em Bizâncio. A partir de 410, Roma é saqueada três vezes, a primeira pelos visigodos sob o rei Alarico; a segunda em 455 pelos vândalos, quando o papa Leão I apela ao rei Genserico para que não destrua e cidade e não mate seus habitantes; e a terceira por Odoacro. 

Depois da queda de Roma, o Império do Oriente (Bizantino) sobrevive até 29 de maio de 1453, quando é derrotado pelo Império Otomano (turco).

QUEDA DE NAPOLEÃO III

    Em 1870, depois da derrota na Batalha de Sedan, na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), dois dias antes, o imperador Napoleão III cai, é preso pela Alemanha e vai para o exílio no Reino Unido. É o fim do Segundo Império (1852-70) e o início da Terceira República da França (1870-1940).

Carlos Luís Napoleão Bonaparte nasce em Paris em 20 de abril de 1808, filho de Luís I da Holanda, irmão de Napoleão Bonaparte. Com a queda do tio, em 1815, passa a juventude exilado na Alemanha e na Suíça. Vira herdeiro do trono após as mortes do irmão mais velho, Napoleão Luís, e de Napoleão Francisco, o Rei de Roma, filho de Napoleão I.

Depois da Revolução de 1848, Luís Napoleão se elege deputado. No mesmo ano, se torna o primeiro presidente da República Francesa eleito pelo voto direto. Como a Constituição Francesa de 1848 não permite a reeleição, dá um golpe de 2 de dezembro de 1851 e vira imperador em 2 de dezembro de 1852.

Seu reinado enfrenta forte hostilidade do escritor francês Vítor Hugo e do filósofo e economista alemão Karl Marx, que escreve O 18 Brumário de Luís Napoleão, um clássico de análise política.

Para recuperar a hegemonia francesa na Europa, entra na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Reino Unido e do Império Otomano (turco) contra a Rússia, que perde, e manda tropas com o Reino Unido para a Segunda Guerra do Ópio (1856-60) contra a China.

Napoleão III apoia a Segunda Guerra da Independência da Itália (1859) contra o Império Austríaco, o que leva à criação do Reino da Itália em 1861. De 1859 a 1862, ele toma a Cochinchina, o sul do que hoje é o Vietnã, que passa a ser colônia francesa.

Ele aproveita a Guerra da Secessão (1861-65) nos Estados Unidos, para intervir militarmente no México, que tem dívidas com a Espanha, a França e o Reino Unido. Derruba o presidente Benito Juárez, domina o país de 8 de dezembro de 1861 a 21 de junho de 1867 e envia Maximiliano da Áustria, irmão mais novo do imperador Francisco José e primo de Dom Pedro II, como imperador do México.

Com o fim da Guerra Civil Americana, os EUA apoiam Juárez. Maximilano é deposto e fuzilado em 19 de junho de 1867.

Seu último erro foi subestimar o primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, que vence a Dinamarca (1864), Áustria (1866) e a França (1870-71), e unifica a Alemanha em 1871, tornando-se o primeiro chefe de governo do novo país.

Com a derrota em Sedan, Napoleão III é preso no Castelo de Wilhelmshöhe de 5 de setembro de 1870 a 19 de março de 1871, quando vai para o exílio na Inglaterra, onde morre em Chislehurst em 9 de janeiro de 1873.

GERÔNIMO SE RENDE

    Em 1886, depois de 30 anos de resistência à invasão de suas terras, o cacique apache Gerônimo se entrega ao Exército dos Estados Unidos, no fim das guerras indígenas no Sudoeste do país.

Gerônimo nasce em 16 de junho de 1829 em Bedonkohe, hoje parte do Novo México, na época parte do território mexicano, e se torna líder dos apaches chiricahua, que durante décadas guerreiam para resistir à internação dos indígenas em reservas. Ganha o apelido provavelmente dos mexicanos.

De 1858 a 1886, enfrenta repetidas vezes os exércitos do México e dos EUA. Quando se rende ao general Nelson Miles, em Skeleton Canion, no Arizona, seu bando tem apenas 38 pessoas, contando mulheres e crianças. É o fim das guerras dos apaches. Gerônimo fica preso durante 22 anos até morrer em 17 de fevereiro de 1909, no Forte Sill.

TV DE COSTA A COSTA

    Em 1951, o presidente Harry Truman participa da primeira transmissão de televisão de costa a costa nos Estados Unidos para anunciar a assinatura de um tratado com o Japão para acabar com a ocupação iniciada no fim da Segunda Guerra Mundial e restaurar a independência japonesa.

No pronunciamento, transmitido por 87 estações de 47 cidades, Truman declara que o acordo vai ajudar "a construir um mundo onde nossos filhos possam viver em paz". Com o início da Guerra Fria contra a União Soviética e a vitória da revolução de Mao Tsé-tung na China, Truman destaca a necessidade de um Japão forte e democrático.

O Congresso dos EUA aprova o tratado de paz em 20 de março de 1952.

MORTE DE HO CHI MINH

    Em 1969, a Rádio Hanói anuncia a morte do líder comunista Ho Chi Minh, o grande herói da luta pela independência do Vietnã. A Frente de Libertação Nacional suspende os combates da Guerra do Vietnã (1955-75) por três dias.

Ho nasce em Kiem Lan em 19 de maio de 1890 com o nome de Nguyen Sinh Cung. Depois de viver em Londres, começa a se interessar em política quando mora na França, de 1919 a 1923, e é influenciado por ideias socialistas. Torna-se político, escritor, poeta, revolucionário e líder da luta pela independência do Vietnã.

De Paris, vai para Moscou, onde trabalha na Terceira Internacional Comunista (Comintern). Em novembro de 1924, se muda para Cantão, na China. Aos 36 anos, se casa no mesmo lugar onde Chu Enlai casara, com uma chinesa de 21 anos, Zeng Xueming, porque "preciso de uma mulher que me ensine a língua e cuide da casa".

Quando o líder nacionalista chinês Chiang Kai-shek dá um golpe e começa a perseguir os comunistas, em 1927, Ho volta a Moscou e vai para a Crimeia, onde se cura de uma tuberculose antes de voltar a Paris. Passa pela Bélgica, Alemanha, Suíça e Itália antes de ir para Bangkok, na Tailândia, como agente do Comintern no Sudeste Asiático, em julho de 1928.

No fim de 1929, vai para a Índia e da lá para Xangai, na China, e Hong Kong, onde funda, em 1930, o Partido Comunista do Vietnã e o Partido Comunista da Indochina. Preso em Hong Kong em junho de 1931, escapa de ser deportado para a Indochina Francesa com um advogado de defesa britânico, Frank Loseby.

Libertado, vai para Xangai e volta à União Soviética, onde estuda e leciona no Instituto Lenin. Sob a acusação de ter "tendências nacionalistas", é afastado da liderança do partido durante o Grande Expurso Stalinista (1936-38).

Em 1938, volta à China como assessor militar do Exército Vermelho Chinês. Vai para o Vietnã em 1941 para liderar o movimento de libertação nacional. Com a ocupação japonesa, conduz uma guerra de guerrilhas contra o governo colaboracionista francês de Vichy e o Império do Japão.

Depois da ocupação da França, a potência colonial, pela Alemanha Nazista, em junho de 1940, ele funda na China em 1941 o Viet Minh, a Liga pela Independência do Vietnã, para se contrapor também à invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No fim da guerra, em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina a rendição, proclama a independência do Vietnã. A França não aceita. Em 19 de dezembro de 1946, começa a Primeira Guerra da Indochina, que vai até 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Bien Dien Phu.

Os Acordos de Paz de Genebra dividem o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, anticomunista, em 1954. As eleições de 1955 devem reunificar o país. Quando os Estados Unidos percebem que os comunistas venceriam, em plena Guerra Fria, suspendem as eleições.

Em 1º de novembro de 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). O governo Dwight Eisenhower (1953-61) envia os primeiros assessores militares norte-americanos. No fim do governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil assessores, alguns participando de combates.

A intervenção militar dos EUA começa oficialmente depois do Incidente do Golfo de Tonquim, em 2 de agosto de 1964, forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para obter a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte.

No auge da intervenção, os EUA têm mais de 500 mil soldados no Vietnã. O fracasso na luta contra o Vietcongue, os guerrilheiros comunistas em ação no Vietnã do Sul, e a rejeição à guerra pela opinião pública levam o presidente Richard Nixon (1969-74) a acelerar as negociações de paz iniciadas em 1968.

Em 30 de agosto de 1969, a delegação dos EUA nas negociações recebem uma carta de Ho a Nixon. O líder vietnamita alerta que "quanto mais longa for a guerra maiores serão o ônus e os pesares para o povo norte-americano" e defende o plano de paz de 10 pontos da Frente de Libertação Nacional. Exige o "fim da guerra de agressão e a retirada das forças norte-americanas”. Morre dias depois.

Com o acordo paz, assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas tropas de combate da guerra, que termina em 30 de abril de 1975 com uma fuga espetacular dos norte-americanos da embaixada em Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, quando os tanques norte-vietnamitas tomam a capital do Vietnã do Sul para reunificar o país.

Mais de 58,2 mil norte-americanos e mais de 2 milhões de vietnamitas morrem na Guerra do Vietnã. 

MARK SPITZ CONQUISTA SÉTIMO OURO

    Em 1972, o nadador americano Mark Spitz vence a prova de de 400 metros quatro estilos, conquistando sua sétima medalha de ouro com o sétimo recorde mundial na Olimpíada de Munique, na Alemanha.

Spitz nasce em Modesto, na Califórnia, em 10 de fevereiro de 1950. Aos dois anos de idade, a família se muda para o Havaí, onde ele aprende a nadar. Quatro anos mais tarde, Spitz volta para a Califórnia, onde é treinado por Sherm Chavoor, seu grande mentor. Aos 10 anos, mostra seu talento ao bater 17 recordes nacionais e um mundial para sua faixa de idade.

Em apenas cinco anos como profissional, conquistou 11 medalhas olímpicas: 9 de ouro, 1 de prata e uma de bronze. É o segundo maior nadador olímpico e o segundo em medalhas de ouro numa olimpíada (7), superado 36 anos depois por Michael Phelps, que conquistou oito ouros na Olimpíada de Beijim, na, China, em 2008. 

terça-feira, 5 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A revolta que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra 

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também foi uma causas da Revolução Francesa de 1789.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matou o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os índios na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

Dezessete dias depois, outra mulher, Sara Jane Moore, perturbada mentalmente, tenta matar Ford em São Francisco e é impedida por um transeunte que pega seu braço quando ela levanta a arma.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 4 de Setembro

QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

    No ano 476 da era cristã, Flávio Odoacro, rei dos hérulos, uma tribo bárbara germânica, depõe Rômulo Augusto, último imperador do Império Romano do Oriente, pondo fim ao maior império do Ocidente na Antiguidade, que chega a ter mais de 60 milhões de habitantes.

O imperador Teodósio divide o Império Romano em 393 depois de Cristo em Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império Romano do Oriente, com capital em Bizâncio. A partir de 410, Roma é saqueada três vezes, a primeira pelos visigodos sob o rei Alarico; a segunda em 455 pelos vândalos, quando o papa Leão I apela ao rei Genserico para que não destrua e cidade e mate seus habitantes; e a terceira por Odoacro. 

Depois da queda de Roma, o Império do Oriente (Bizantino) sobrevive até 29 de maio de 1453, quando é derrubado pelo Império Otomano (turco).

QUEDA DE NAPOLEÃO III

    Em 1870, depois da derrota na Batalha de Sedan, na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), dois dias antes, o imperador Napoleão III cai, é preso pela Alemanha e vai para o exílio no Reino Unido. É o fim do Segundo Império e o início da Terceira República da França.

Carlos Luís Napoleão Bonaparte nasce em Paris em 20 de abril de 1808, filho de Luís I da Holanda, irmão de Napoleão Bonaparte. Com a queda do tio, em 1815, passa a juventude exilado na Alemanha e na Suíça. Vira herdeiro do trono após as mortes do irmão mais velho, Napoleão Luís, e de Napoleão Francisco, o Rei de Roma, filho de Napoleão I.

Depois da Revolução de 1848, Luís Napoleão se elege deputado. No mesmo ano, se torna o primeiro presidente da República Francesa eleito pelo voto direto. Como a Constituição Francesa de 1848 não permite a reeleição, dá um golpe de 2 de dezembro de 1851 e vira imperador em 2 de dezembro de 1852.

Seu reinado enfrenta forte hostilidade do escritor francês Vítor Hugo e do filósofo e economista alemão Karl Marx, que escreve O 18 Brumário de Luís Napoleão, um clássico de análise política.

Para recuperar a hegemonia francesa na Europa, Napoleão III entra na Guerra da Crimeia (1853-56) ao lado do Reino Unido e do Império Otomano (turco) contra a Rússia, que perde, e manda tropas com o Reino Unido para a Segunda Guerra do Ópio (1856-60) contra a China.

Napoleão III apoia a Segunda Guerra da Independência da Itália (1859) contra o Império Austríaco, o que leva à criação do Reino da Itália em 1861. De 1859 a 1862, ele toma a Cochinchina, o sul do que hoje é o Vietnã, que passa a ser colônia francesa.

Ele aproveita a Guerra da Secessão (1861-65) nos Estados Unidos, para intervir militarmente no México, que tem dívidas com a Espanha, a França e o Reino Unido. Derruba o presidente Benito Juárez, domina o país de 8 de dezembro de 1861 a 21 de junho de 1867 e envia Maximiliano da Áustria, irmão mais novo do imperador Francisco José e primo de Dom Pedro II, como imperador do México.

Com o fim da Guerra Civil Americana, os EUA apoiam Juárez. Maximilano é deposto e fuzilado em 19 de junho de 1867.

Seu último erro foi subestimar o primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, que vence a Dinarmarca (1864), Áustria (1866) e a França (1870-71), e unifica a Alemanha em 1871, tornando-se o primeiro chefe de governo do novo país.

Com a derrota em Sedan, Napoleão III é preso no Castelo de Wilhelmshöhe de 5 de setembro de 1870 a 19 de março de 1871, quando vai para o exílio na Inglaterra, onde morre em Chislehurst em 9 de janeiro de 1873.

GERÔNIMO SE RENDE

    Em 1886, depois de 30 anos de resistência à invasão de suas terras, o cacique apache Gerônimo se entrega ao Exército dos Estados Unidos, no fim das guerras indígenas no Sudoeste do país.

Gerônimo nasce em 16 de junho de 1829 em Bedonkohe, hoje parte do Novo México, na época parte do território mexicano, e se torna líder dos apaches chiricahua, que durante décadas guerreiam para resistir à internação dos indígenas em reservas. Ganha o apelido provavelmente dos mexicanos.

De 1858 a 1886, enfrenta repetidas vezes os exércitos do México e dos EUA. Quando se rende ao general Nelson Miles, em Skeleton Canion, no Arizona, seu bando tem apenas 38 pessoas, contando mulheres e crianças. É o fim das guerras dos apaches. Gerônimo fica preso durante 22 anos até morrer em 17 de fevereiro de 1909, no Forte Sill.

TV DE COSTA A COSTA

    Em 1951, o presidente Harry Truman participa da primeira transmissão de televisão de costa a costa nos Estados Unidos para anunciar a assinatura de um tratado com o Japão para acabar com a ocupação iniciada no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) e restaurar a independência japonesa.

No pronunciamento, transmitido por 87 estações de 47 cidades, Truman declara que o acordo vai ajudar "a construir um mundo onde nossos filhos possam viver em paz". Com o início da Guerra Fria contra a União Soviética e a vitória da revolução de Mao Tsé-tung na China, Truman destaca a necessidade de um Japão forte e democrático.

O Congresso dos EUA aprova o tratado de paz em 20 de março de 1952.

MORTE DE HO CHI MINH

    Em 1969, a Rádio Hanói anuncia a morte do líder comunista Ho Chi Minh, o grande herói da luta pela independência do Vietnã. A Frente de Libertação Nacional suspende os combates da Guerra do Vietnã (1955-75) por três dias.

Ho nasce em Kiem Lan em 19 de maio de 1890 com o nome de Nguyen Sinh Cung. Depois de viver em Londres, começa a se interessar em política quando mora na França, de 1919 a 1923, e é influenciado por ideias socialistas. Torna-se político, escritor, poeta, revolucionário e líder da luta pela independência do Vietnã.

De Paris, vai para Moscou, onde trabalha na Internacional Comunista (Comintern). Em novembro de 1924, se muda para Cantão, na China. Aos 36 anos, se casa no mesmo lugar onde Chu Enlai casara, com uma chinesa de 21 anos, Zeng Xueming, porque "preciso de uma mulher que me ensine a língua e cuide da casa".

Quando o líder nacionalista chinês Chiang Kai-shek dá um golpe e começa a perseguir os comunistas, em 1927, Ho volta a Moscou e vai para a Crimeia, onde se cura de uma tuberculose antes de voltar a Paris. Passa pela Bélgica, Alemanha, Suíça e Itália antes de ir para Bangkok, na Tailândia, como agente do Comintern no Sudeste Asiático, em julho de 1928.

No fim de 1929, vai para a Índia e da lá para Xangai, na China, e Hong Kong, onde funda, em 1930, o Partido Comunista do Vietnã e o Partido Comunista da Indochina. Preso em Hong Kong em junho de 1931, escapa de ser deportado para a Indochina Francesa com um advogado de defesa britânico, Frank Loseby.

Libertado, vai para Xangai e volta à União Soviética, onde estuda e leciona no Instituto Lenin. Sob a acusação de ter "tendências nacionalistas", é afastado da liderança do partido durante o Grande Expurso Stalinista (1936-38).

Em 1938, volta à China como assessor militar do Exército Vermelho Chinês. Vai para o Vietnã em 1941 para liderar o movimento de libertação nacional. Com a ocupação japonesa, conduz uma guerra de guerrilhas contra o governo colaboracionista francês de Vichy e o Império do Japão.

Depois da ocupação da França, a potência colonial, pela Alemanha Nazista, em junho de 1940, ele funda na China em 1941 o Viet Minh, a Liga pela Independência do Vietnã, para se contrapor também à invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No fim da guerra, em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina a rendição, proclama a independência do Vietnã. A França não aceita. Em 19 de dezembro de 1946, começa a Primeira Guerra da Indochina, que vai até 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Bien Dien Phu.

Os Acordos de Paz de Genebra dividem o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, anticomunista, em 1954. As eleições de 1955 devem reunificar o país. Quando os Estados Unidos percebem que os comunistas venceriam, em plena Guerra Fria, suspendem as eleições.

Em 1º de novembro de 1955, começa a Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75). O governo Dwight Eisenhower (1953-61) envia os primeiros assessores militares norte-americanos. No fim do governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil assessores, alguns participando de combates.

A intervenção militar dos EUA começa oficialmente depois do Incidente do Golfo de Tonquim, em 2 de agosto de 1964, forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para obter a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte.

No auge da intervenção, os EUA têm mais de 500 mil soldados no Vietnã. O fracasso na luta contra o Vietcongue, os guerrilheiros comunistas em ação no Vietnã do Sul, e a rejeição à guerra pela opinião pública levam o presidente Richard Nixon (1969-74) a acelerar as negociações de paz iniciadas em 1968.

Em 30 de agosto de 1969, a delegação dos EUA nas negociações recebe uma carta de Ho a Nixon. O líder vietnamita alerta que "quanto mais longa for a guerra maiores serão o ônus e os pesares para o povo norte-americano" e defende o plano de paz de 10 pontos da Frente de Libertação Nacional. Exige o "fim da guerra de agressão e a retirada das forças norte-americanas”. Morre dias depois.

Com o acordo paz, assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas tropas de combate da guerra, que termina em 30 de abril de 1975 com uma fuga espetacular dos norte-americanos da embaixada em Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, quando os tanques norte-vietnamitas tomam a capital do Vietnã do Sul para reunificar o país.

Mais de 58 mil norte-americanos e cerca de 2 milhões de vietnamitas morrem na Guerra do Vietnã. 

MARK SPITZ CONQUISTA SÉTIMO OURO

    Em 1972, o nadador americano Mark Spitz vence a prova de de 400 metros quatro estilos, conquistando sua sétima medalha de ouro com o sétimo recorde mundial na Olimpíada de Munique, na Alemanha.

Spitz nasce em Modesto, na Califórnia, em 10 de fevereiro de 1950. Aos dois anos de idade, a família se muda para o Havaí, onde ele aprende a nadar. Quatro anos mais tarde, Spitz volta para a Califórnia, onde é treinado por Sherm Chavoor, seu grande mentor. Aos 10 anos, mostra seu talento ao bater 17 recordes nacionais e um mundial para sua faixa de idade.

Em apenas cinco anos como profissional, conquistou 11 medalhas olímpicas: 9 de ouro, 1 de prata e uma de bronze. É o segundo maior nadador olímpico e o segundo em medalhas de ouro numa olimpíada (7), superado 36 anos depois pelo também norte-americano Michael Phelps, que conquisto oito ouros na Olimpíada de Beijim, em 2008