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domingo, 21 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

 
A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânico na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

O Período da Convenção Nacional (1792-95) é o segunda fase da Revolução Francesa e inclui o Período do Terror (1793-94), quando cerca de 10 mil pessoas são mortas..

FOTOGRAFIA EM PAPEL

    Em 1840, durante experiências com ácido gálico, William Henry Fox Talbot descobre que o ácido pode ser usado para revelar uma imagem latente em papel sensível à luz, numa revolução na fotografia.

O princípio da câmara escura, que uma sala fechada com um pequeno orifício para entrada de luz consegue projetar uma imagem na parede oposta, é testado e comprovado pelo cientista italiano Giambattista de la Porta no século 16.

Em 1727, o professor de anatomia alemão Johan Heinrich Schulze descobre que sais de prata escurecem sob efeito da luz, mas não consegue preservar as imagens por um longo tempo.

Nicéphore Niépce, um inventor francês, se interessa pela litografia, um processo no qual uma gravura ou imagem é entalhada ou copiada numa pedra para depois ser impressa com tinta. Ele desenvolve um método para usar a luz para fazer desenhos.

Niépce põe uma gravura numa chapa coberta por uma solução de betume da Judeia. Após algumas horas, a solução sob as águas claras endurece, enquanto a parte embaixo de áreas escuras amolece e pode ser removida com água, deixando uma cópia permanente. Em 1822, chama o processo de heliografia, desenhar com o Sol.

Em 1826 ou 1827, Niépce consegue fazer a primeira foto da natureza com uma exposição de oito horas em que o Sol se moveu iluminando o objeto da foto por diferentes ângulos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um pintor de cenários para teatro, tenta reduzir o tempo de exposição. Em 1835, ele descobre que imagens latentes gravadas numa chapa com prata iodada podem ser reveladas com exposição a vapor de mercúrio. Em 1837, Daguerre consegue fixar a imagem usando sal de cozinha para remover os sais de prata não expostos. Inventa a daguerreotipia.

Talbot, cientista formado na Universidade de Cambridge, torna o papel sensível à luz banhando-o alternadamente com soluções de sal e de nitrato de prata. Consegue assim uma imagem em negativo, clara onde é escuro e escura onde seria claro, a partir da qual pode imprimir vários positivos.

Em fevereiro de 1839, o astrônomo John Herschel sugere que as imagens sejam fixadas com uma solução de hipossulfito de sódio.

Quando as notícias da daguerreotipia chegam ao Reino Unido, Talbot apresenta sua técnica de "desenho fotogênico". 

PADRÃO-OURO

    Em 1931, no início da Grande Depressão (1929-39), o Banco da Inglaterra abandona o padrão-ouro e a libra esterlina cai 28%, abalando a solvência de países da América Latina e da Europa Oriental.

O padrão-ouro faz com que um país mantenha a cotação de sua moeda fixa em relação ao ouro, servindo assim como âncora do sistema financeiro internacional. Exige que um país tenha grandes reservas am ouro.

No período entre guerras, a economia britânica, que perde a primeira posição para os EUA em 1890 e é ultrapassada pela Alemanha no fim do século 19, não tem mais a força do passado.

A Grande Depressão é a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com o índice de desemprego na Alemanha em 40%, o Partido Nazista vence duas eleições sem conseguir maioria absoluta; consegue 38% e 32% dos votos. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

sábado, 21 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

 TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

 
A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânico na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

O Período da Convenção Nacional (1792-95) é o segunda fase da Revolução Francesa.

FOTOGRAFIA EM PAPEL

    Em 1840, durante experiências com ácido gálico, William Henry Fox Talbot descobre que o ácido pode ser usado para revelar uma imagem latente em papel sensível à luz, numa revolução na fotografia.

O princípio da câmara escura, que uma sala fechada com um pequeno orifício para entrada de luz consegue projetar uma imagem na parede oposta, é testado e comprovado pelo cientista italiano Giambattista de la Porta no século 16.

Em 1727, o professor de anatomia alemão Johan Heinrich Schulze descobre que sais de prata escurecem sob efeito da luz, mas não consegue preservar as imagens por um longo tempo.

Nicéphore Niépce, um inventor francês, se interessa pela litografia, um processo no qual uma gravura ou imagem é entalhada ou copiada numa pedra para depois ser impressa com tinta. Ele desenvolve um método para usar a luz para fazer desenhos.

Niépce põe uma gravura numa chapa coberta por uma solução de betume da Judeia. Após algumas horas, a solução sob as águas claras endurece, enquanto a parte embaixo de áreas escuras amolece e pode ser removida com água, deixando uma cópia permanente. Em 1822, chama o processo de heliografia, desenhar com o Sol.

Em 1826 ou 1827, Niépce consegue fazer a primeira foto da natureza com uma exposição de oito horas em que o Sol se moveu iluminando o objeto da foto por diferentes ângulos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um pintor de cenários para teatro, tenta reduzir o tempo de exposição. Em 1835, ele descobre que imagens latentes gravadas numa chapa com prata iodada podem ser reveladas com exposição a vapor de mercúrio. Em 1837, Daguerre consegue fixar a imagem usando sal de cozinha para remover os sais de prata não expostos. Inventa a daguerreotipia.

Talbot, cientista formado na Universidade de Cambridge, torna o papel sensível à luz banhando-o alternadamente com soluções de sal e de nitrato de prata. Consegue assim uma imagem em negativo, clara onde é escuro e escura onde seria claro, a partir da qual pode imprimir vários positivos.

Em fevereiro de 1839, o astrônomo John Herschel sugere que as imagens sejam fixadas com uma solução de hipossulfito de sódio.

Quando as notícias da daguerreotipia chegam ao Reino Unido, Talbot apresenta sua técnica de "desenho fotogênico". 

PADRÃO-OURO

    Em 1931, no início da Grande Depressão (1929-39), o Banco da Inglaterra abandona o padrão-ouro e a libra esterlina cai 28%, abalando a solvência de países da América Latina e da Europa Oriental.

O padrão-ouro faz com que um país mantenha a cotação de sua moeda fixa em relação ao ouro, servindo assim como âncora do sistema financeiro internacional. Exige que um país tenha grandes reservas am ouro.

No período entre guerras, a economia britânica, que perde a primeira posição para os EUA no fim do século 19 e é ultrapassada pela Alemanha, não tem mais a força do passado.

A Grande Depressão é a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com o índice de desemprego na Alemanha em 40%, o Partido Nazista vence duas eleições sem conseguir maioria absoluta. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler é eleito chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

 TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

 
A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânica na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

O Período da Convenção Nacional (1792-95) é o segunda da Revolução Francesa.

FOTOGRAFIA EM PAPEL

    Em 1840, durante experiências com ácido gálico, William Henry Fox Talbot descobre que o ácido pode ser usado para revelar uma imagem latente em papel sensível à luz, numa revolução na fotografia.

O princípio da câmara escura, que uma sala fechada com um pequeno orifício para entrada de luz consegue projetar uma imagem na parede oposta, é testado e comprovado pelo cientista italiano Giambattista de la Porta no século 16.

Em 1727, o professor de anatomia alemão Johan Heinrich Schulze descobre que sais de prata escurecem sob efeito da luz, mas não consegue preservar as imagens por um longo tempo.

Nicéphore Niépce, um inventor francês, se interessa pela litografia, um processo no qual uma gravura ou imagem é entalhada ou copiada numa pedra para depois ser impressa com tinta. Ele desenvolve um método para usar a luz para fazer desenhos.

Niépce põe uma gravura numa chapa coberta por uma solução de betume da Judeia. Após algumas horas, a solução sob as águas claras endureceu, enquanto a parte embaixo da áreas escuras amoleceu e pôde ser removida com água, deixando uma cópia permanente. Em 1822, chama o processo de heliografia, desenhar com o Sol.

Em 1826 ou 1827, Niépce consegue fazer a primeira foto da natureza com uma exposição de oito horas em que o Sol se moveu iluminando o objeto da foto por diferentes ângulos.

Louis-Jacques-Mandé Daguerre, um pintor de cenários para teatro, tenta reduzir o tempo de exposição. Em 1835, ele descobre que imagens latentes gravadas numa chapa com prata iodada podem ser reveladas com exposição a vapor de mercúrio. Em 1837, Daguerre consegue fixar a imagem usando sal de cozinha para remover os sais de prata não exposto. Inventa a daguerreotipia.

Talbot, cientista formado na Universidade de Cambridge, torna o papel sensível à luz banhando-o alternadamente com soluções de sal e de nitrato de prata. Consegue assim uma imagem em negativo, clara onde é escuro e escura onde seria claro, a partir da qual pode imprimir vários positivos.

Em fevereiro de 1839, o astrônomo John Herschel sugere que as imagens sejam fixadas com uma solução de hipossulfito de sódio.

Quando as notícias da daguerreotipia chegam ao Reino Unido, Talbot apresenta sua técnica de "desenho fotogênico". 

PADRÃO-OURO

    Em 1931, no início da Grande Depressão (1929-39), o Banco da Inglaterra abandona o padrão-ouro e a libra esterlina cai 28%, abalando a solvência de países da América Latina e da Europa Oriental.

O padrão-ouro faz com que um país mantenha a cotação de sua moeda fixa em relação ao ouro, servindo assim como âncora do sistema financeiro internacional. Exige que um país tenha grandes reservas am ouro.

No período entre guerras, a economia britânica, que perde a primeira posição para os EUA no fim do século 19 e é ultrapassada pela Alemanha, não tem mais a força do passado.

A Grande Depressão é a principal guerra econômica da Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com o índice de desemprego na Alemanha em 12,5%, o Partido Nazista vence as eleições. Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler é eleito chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Alemanha prende radicais de ultradireita suspeitos de golpe

Mais de 3 mil policiais participaram de uma megaoperação em 11 dos 16 estados da Alemanha para prender nessa quarta-feira 25 extremistas de direita de um grupo chamado Cidadãos do Reich, que fazia planos para derrubar o governo republicano e democrático, e restaurar a monarquia sob a liderança de um aristocrata de 71 anos, um candidato a rei que se apresenta como Heinrich ou Henrique XIII.

"Nosso Estado constitucional é forte. Sabemos nos defender com todas as nossas forças contra os inimigos da democracia", declarou a ministra do Interior, Nancy Faeser.

O grupo, considerado pelo governo alemão uma organização terrorista, acredita em teorias conspiratórias como a existência de um "Estado profundo" que governaria a Alemanha de fato. Anda armado e tentou invadir o Parlamento Federal em agosto de 2020. Rejeita totalmente as instituições estatais e o regime democrático da República Federal da Alemanha.

A Procuradoria o acusa de planejar a tomada do poder por "meios militares" com assalto armado ao Bundestag como os partidários de Donald Trump tentaram fazer em 6 de janeiro de 2001 no Capitólio para impedir a certificação da vitória de Joe Biden. Os Cidadãos do Reich pediriam ajuda à Rússia para tomar o poder na Alemanha.

Entre os presos, há ex-militares, um ex-policial e uma ex-deputada do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Birgit Malsack-Winkemann, que trabalhava como juíza do Tribunal Regional de Berlim. Além do príncipe, líder político vigiado há anos pelos serviços secretos alemães, o coronel reformado Rüdiger von P. é apontado como comandante militar dos Cidadãos do Reich.

A rede terrorista começou a ser articulada no fim de novembro de 2021 com o objetivo de "derrubar a ordem estatal existente na Alemanha e substituí-la por uma forma de governo própria", nas palavras de um comunicado da Procuradoria. Seus membros sabem que isto só pode ser feito com o uso da força, o que "inclui cometer homicídios".

Os extremistas tentaram atrair soldados e policiais, e organizaram treinamentos de tiro para preparar o ataque. Até agora, foram identificados 51 suspeitos. A operação está em andamento e pode realizar novas prisões.

As autoridades alemãs alertam que o terrorismo de extrema direita aumentou com a onda de refugiados e se tornou ainda pior durante a pandemia.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

 TRAIDOR DOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânica na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Americana estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, a superfortaleza voadora B-29 faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Rei pede a novo governo que respeite "pluralidade" da Catalunha

Em seu discurso de Natal, o rei Felipe VI pediu ao Parlament da Catalunha que forme um novo govern que respeite a pluralidade da região, a segunda mais rica da Espanha, onde um movimento nacionalista luta pela independência, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

O rei havia se pronunciado em 3 de outubro, dois dias depois do plebiscito ilegal e inconstitucional sobre a independência convocado pelo governo regional dissolvido pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao suspender a autonomia regional e intervir na região.

Na véspera do Natal, Felipe VI insistiu em que "respeitar e preservar os princípios e valores de nosso Estado de Direito é imprescindível para garantir uma convivência que assegure a liberdade, a igualdade, a justiça e o pluralismo político."

O discurso de Natal do rei é o único feito totalmente no Palácio da Zarzuela, residência oficial dos reis da Espanha, com a revisão final no Palácio da Moncloa, sede do governo. Assim, foi menos imperativo e mais conciliador.

Felipe VI lembrou que, nos últimos 40 anos, depois da morte do ditador Francisco Franco, em 1975, "conseguimos tornar realidade um país novo e moderno, um país dos mais avançados do mundo" e "comprovado o compromisso muito sentido, firme e sincero dos espanhóis com uma Espanha democrática que construímos juntos".

Desta maneira, "implantamos definitivamente a democracia, inclusive superando há décadas a tentativa de involução de nossas liberdades e direitos", afirmou, numa referência à ditadura franquista (1936-75). Ele citou a adesão à União Europeia e a luta contra o terrorismo como uma "amostra da força de nossas convicções democráticas" - e mudanças "na educação e na cultura, na saúde e nos serviços sociais, na infraestrutura e nas comunicações, ou na defesa e na segurança do cidadão".

Em todos esses anos, "a convivência democrática, os direitos e as liberdades, o progresso e a modernização da Espanha, e também sua relevância e progresso internacionais andaram lado a lado." O rei descreveu esses avanços como "um triunfo de todos os espanhóis" e alertou para o risco da radicalização política.

"Como sabemos, o enfrentamento e a discórdia, incerteza, desânimo e empobrecimento moral, cívico e econômico de toda a sociedade", advertiu o rei, num apelo para que "renasçam a confiança, o prestígio e a melhor imagem da Catalunha".

 E concluiu: "A Espanha hoje é uma democracia madura, onde qualquer cidadão pode pensar, defender a contrastar livre e democraticamente suas ideias; mas não impor suas próprias ideias ante os direitos dos outros."

O movimento pela independência quer criar a República da Catalunha. Nas eleições de 21 de dezembro, os independentistas conquistaram uma maioria absoluta de 70 das 135 cadeiras do Parlament, mas ainda não formaram o novo govern

Seu principal líder, o ex-governador Carles Puigdemont, da aliança Juntos pela Catalunha, está refugiado na Bélgica e ameaçado de prisão se voltar à Espanha. O vice-governador Oriol Junqueras, da Esquerda Revolucionária da Catalunha (ERC), está preso em Madri. Ambos foram denunciados por "sedição, rebelião e traição à pátria".

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Elizabeth II bate recorde da rainha Vitória

Ao completar 63 anos e 217 dias no trono da Inglaterra na quarta-feira, a rainha Elizabeth II superou o recorde da tataravó rainha Vitória, que reinou de 1837 a 1901. É um novo recorde mundial para a monarquia britânica.

Se os 50 anos de reinado foram objeto de grande celebração no Reino Unido em 2002, com Elizabeth II desfilando na mesma carruagem dourada da ascensão ao trono, ontem houve apenas um jornal no Castelo de Balmoral, na Escócia, residência de verão da família real britânica.

No Parlamento Britânico, o primeiro-ministro conservador David Cameron destacou a estabilidade política do país depois da Segunda Guerra Mundial, mas jornais de esquerda, como The Guardian e The Independent, questionaram a validade da instituição milenar para o futuro do país.

Com os escândalos que envolveram o casamento do príncipe Charles, herdeiro do trono, com a falecida princesa Diana, a dúvida é se a instituição será capaz de sobreviver depois da morte de Elizabeth. Charles está casado com a ex-amante, Camila Parker-Bowles. Nenhum tem nem de longe a popularidade de Diana.

Quando o irmão de Diana fez um discurso emocionado em seu funeral, alguns ingleses imaginaram que se isso ocorresse no passado distante, talvez a multidão enfurecida invadisse a Abadia de Westminster, derrubasse Elizabeth e Charles e colocasse no trono o príncipe William, filho de Diana, que é hoje a face da modernização da monarquia.

Diante da defesa da república como uma forma de governo mais moderna, quando eu morava em Londres, um inglês questionou: "Para quê? Se for para eleger aqueles presidentes da América Latina, é melhor continuar com a monarquia."

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sultão da Arábia Saudita muda príncipe herdeiro e ministro do Exterior

Numa mudança inesperada na alta cúpula da monarquia da Arábia Saudita, o rei Salman destituiu seu meio-irmão Mukrin ben Abdul Aziz do posto de príncipe herdeiro e nomeou como seu herdeiro o príncipe Mohamed ben Nayef, ministro do Interior e seu sobrinho, que até agora era o segundo na linha de sucessão ao trono. O segundo agora é o príncipe Mohamed ben Salman, filho do novo sultão e ministro da Defesa.

Se ascender ao trono, Nayef será o primeiro rei saudita que não será um dos 45 filhos do fundador do país, Abdul Aziz al Saud. Como ministro do Exterior, ele se notabilizou na repressão interna à rede terrorista Al Caeda e outros grupos jihadistas. É uma voz influente na política externa do reino.

O novo rei, que chegou ao poder supremo em 23 de fevereiro de 2015 com a morte do sultão Abdala, também substituiu o veterano ministro do Exterior saudita, príncipe Saud al-Faissal, pelo embaixador nos Estados Unidos, Adel al-Jubeir.

Salman decidiu adotar uma política externa mais agressiva para conter a expansão da influência do Irã no Oriente Médio. Desde 25 de março, a Arábia Saudita e aliados sunitas intervêm militarmente no Iêmen para conter o avanço dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã. Os dois príncipes promovidos estão diretamente envolvidos na intervenção militar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mulher terá direito igual ao trono da Inglaterra

O Reino Unido e os outros 15 países da Comunidade Britânica que tem a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, como chefe de Estado decidiram mudar uma regra de sucessão ao trono: as mulheres passarão a ter o mesmo direito que os homens. A linha de sucessão será baseada na ordem cronológica de nascimento dos filhos do casal real.

Até agora, os homens tinham primazia. Assim, o herdeiro de Elizabeth II é seu filho mais velho, o príncipe Charles, seguido por seus dois filhos, os príncipes William e Henry. Depois, vem o príncipe Andrew, embora seja mais moço do que a princesa Anne.

Anne não será beneficiada, mas se o novo casal real, formado pelos príncipes William e Kate Middleton, tiver uma filha primogênita, ela entra na linha sucessória logo atrás do pai.

A mudança acontece quando a rainha está prestes a completar, em 2012, 60 anos de reinado. É o segundo mais longo da História da Inglaterra, atrás apenas de outra mulher, a rainha Vitória (1837-1901).

Com o sucesso de suas rainhas, não havia razão para manter a discriminação. Nem sempre foi assim.

Henrique VIII reinou de 1509 a 1547 e se casou seis vezes com o pretexto de que precisava um filho homem para herdar o trono. Sua terceira mulher, Jane Seymour, lhe deu um filho homem, depois dele se livrar de Catarina de Aragão, o que levou à reforma protestante e foi a semente de guerras religiosas, e de Ana Bolena.

Mas Eduardo VI, nascido em 12 de outubro de 1537, era fraco e doente. Ascendeu ao trono com nove anos e morreu aos 15, em 6 de julho de 1553.

A falta de um príncipe herdeiro levou à guerra civil que Henrique VIII temia, desta vez entre suas duas filhas, a católica Maria I e protestante Elizabeth I. Seu rompimento com a Igreja Católica Apostólica Romana gerou um conflito religioso que causou a Guerra Civil Inglesa (1630-88) e subsiste até hoje na Irlanda do Norte.

sábado, 22 de outubro de 2011

Morre príncipe herdeiro da Arábia Saudita

O herdeiro do trono da Arábia Saudita, príncipe Sultan ben Abdul Aziz al Saud, meio-irmão do rei Abdala, morreu hoje aos 83 anos nos Estados Unidos, onde fazia tratamento de saúde suscitando dúvidas sobre a sucessão no reino. Ele era vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e da Aviação.

O mais cotado para ocupar a posição é o príncipe Nayaf, irmão de Sultan e ministro do Interior, considerado um conservador. Até hoje, os sultões sauditas foram filhos do fundador do país e do primeiro de todos, Abdul Aziz al Saud, informa a Agência France Presse.

Desde sua morte, em 1953, cinco filhos governaram o maior produtor mundial de petróleo, que trava um duelo com o Irã pela liderança na região do Golfo Pérsico, acirrada pelos conflitos entre sunitas e xiitas.

Talvez a principal revelação dos documentos sigilosos do Departamento de Estado americano vazados pela organização não governamental WikiLeaks tenha sido um apelo do sultão saudita para que os EUA atacassem o Irã para destruir seu programa nuclear.

A recente acusação do secretário da Justiça e procurador-geral dos EUA, Eric Holder, de que uma conspiração iraniana articulou a morte do embaixador saudita em Washington agravou ainda mais a crise entre os dois países.

Meses atrás, durante visita ao Brasil, o cientista político americano Parag Khanna, autor de O Segundo Mundo, afirmou que o maior risco para a estabilidade do Oriente Médio é uma guerra entre o Irã e a Arábia Saudita.

Como país onde ficam as cidades sagradas de Meca e Medina, a Arábia Saudita é o maior centro de peregrinação do islamismo e exporta sua versão ultrapuritana da religião, o wahabismo ou salafismo, principal fonte de inspiração da ideologia assassina da rede terrorista Al Caeda.

Ossama ben Laden era saudita. Seu problema com os americanos começou quando os EUA enviaram forças para a Arábia Saudita, em agosto de 1990, depois que o Iraque de Saddam Hussein invadiu o vizinho Kuwait. Ele ofereceu seus guerrilheiros árabes veteranos da guerra contra a União Soviética no Afeganistão para proteger o reino, mas o sultão preferiu confiar no então presidente George Bush, o pai.

A presença de tropas americanas, com mulheres comandando homens e dirigindo caminhões do Exército num país onde elas são proibidas de dirigir, irritou profundamente os fundamentalistas muçulmanos. Foi um grande instrumento de propaganda d'al Caeda.

Depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando 15 dos 19 suicidas eram sauditas, a tensão entre o reino e os EUA aumentou. Um dos objetivos de Ben Laden era romper uma aliança feita pelo presidente Franklin Roosevelt com o sultão Abdul Aziz num encontro histórico em fevereiro de 1945.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Regime líbio herdou vícios da monarquia

A ideologia política do coronel Muamar Kadafi se baseia no que ele chama de poder popular, pan-arabismo, socialismo e islamismo. Até os anos 90, o ditador em queda na Líbia sonhava em difundir sua “revolução permanente” e sua “democracia popular” pelo mundo inteiro.

Como militar, sua formação nacionalista o levou a nutrir uma suspeição contra o Ocidente, as elites locais, suas ligações com a Europa e os Estados Unidos, e a burocracia. Contra esses inimigos, o coronel apontou sua artilharia desde que tomou ao poder, aos 27 anos.

Sua vida foi marcada pelo período turbulento do fim do colonialismo no pós-guerra, da independência, do nacionalismo pan-árabe, da Guerra Fria e da promessa de riqueza e poder criada pelo petróleo. Neste caldeirão, o beduíno forjou seus conceitos de Estado, comunidade, identidade e legitimidade política.

A revolução de Kadafi foi fruto da História da Líbia e dos extraordinários recursos petrolíferos do país. Isso permitiu ao líder fazer experiências políticas e sociais desastradas sem se preocupar com o impacto econômico.

Como um estado rentista, a Líbia nunca teve o constrangimento dos estados nacionais modernos que seguiram o modelo democrático consagrado na Constituição dos EUA: o Estado pode cobrar impostos desde que os cidadãos tenham representantes políticos para controlar a aplicação do seu dinheiro.

Quando Kadafi chegou ao poder, em 1º de setembro de 1969, a Líbia era um estado rentista desde sua independência da Itália, em 1951. Primeiro, a maior parte da renda vinha do aluguel de bases militares pelos Estados Unidos e o Reino Unido.

Com a descoberta de petróleo em 1959 e sua comercialização a partir de 1961, ele passa a ser a maior riqueza líbia. Esse impacto inicial foi maior para o país do que as altas de preços causadas pelos choques do petróleo de 1973 e 1979.

De 1960 a 1969, a economia cresceu mais de 20% ao ano. A renda per capita subiu de US$ 25 para algo entre US$ 1,5 mil e US$ 2 mil. A Líbia passou de uma sociedade agrária que lutava contra o deserto para sobreviver, de um países mais pobres do mundo, a importante exportador de petróleo.

O país nascera em 1951 como filho das Nações Unidas e das políticas de descolonização do pós-guerra. Ao contrário dos vizinhos Egito, Argélia e Tunísia, não tinha uma coesão nacional. Era dividido em três regiões: Tripolitânia, Cirenaica, e Fazã.

Diante do controle dos rebeldes sobre Bengázi, no Leste da Líbia, e da resistência de Kadafi na capital, muito se falou nos últimos meses sobre uma possível divisão do país de 6 milhões de habitantes. Como o interior é desértico, a população se concentra em cidades construídas no litoral do Mar Mediterrâneo.

No fim dos anos 50, o governo se tornou o maior empregador na Líbia. A folha de pagamento do funcionalismo público somava 12% do produto interno bruto.

Depois da guerra, durante anos a Líbia vendeu ferro-velho deixado nos campos de batalha do Norte da África. Em 1960, a ajuda dos Estados Unidos e do Reino Unido em troca das bases militares representava 35% do PIB.

O rei banira os partidos políticos depois das primeiras eleições nacionais, em fevereiro de 1952, tornando o parlamento em figura simbólica para dar uma aparência de legitimidade. A burocracia era recrutada pelo rei e pelas elites locais com base em alianças tribais e favoritismo político. Isso favorecia a corrupção.

Também não havia uma separação legal entre o setor privado e a burocracia governamental. Antes de 1969, os funcionários públicos não eram proibidos de ter participação ativa em negócios privados. Muitos vícios da ditadura de Kadafi foram herdados.

A descoberta de petróleo mudou tudo. O federalismo foi substituído por um Estado centralizado em 1963. Por causa da composição social da burocracia, a distribuição de recursos entre as províncias continou desigual. O rei tinha poder discricionário para distribuir ajuda.

Os problemas do rentismo começaram a aparecer pela metade dos anos 60: grandes projetos de empresários com boas conexões no governo tinham precedência sobre projetos pequenos. A corrupção se tornou endêmica.

De 1960-69, a produção agrícola caiu 25%, enquanto as importações de alimentos triplicaram.

Sem apoio popular, beneficiando apenas uma minoria privilegiada por seu sistema de patronagem, a monarquia líbia desabou com o golpe dos coronéis liderados pelo jovem Kadafi.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Will & Kate: conto de fadas da era eletrônica

Um conto de fadas da era eletrônica vai ao ar amanhã, renovando as esperanças e ilusões de milhões de pessoas que ainda acreditam na magia de príncipes e princesas.

Como jogada de marketing, distrai a atenção dos súditos do Reino Unido da terrível crise econômica que afasta ainda mais os dias gloriosos do império onde o Sol nunca se punha, de uma intervenção militar irresolvida na Líbia e das guerras no Afeganistão e no Iraque.

Em tese, a monarquia se moderniza com um jovem príncipe e a primeira princesa de origem plebeia. Mas faz sentido no século 21.

O histriônico Richard Quest acaba de defender a monarquia na CNN, dizendo que governa a Inglaterra desde  a Invasão Normanda, de Guilherme o Conquistador, em 1066.

Não é bem assim. Houve diversas transições violentas, com guerras, e mudanças de dinastia, a longa guerra civil do século 17 e uma breve experiência republicana sob Oliver Cromwell, o Stalin ou Robespierre da História da Inglaterra.

Em 1066, quando foi implantado esse sistema monárquico, em que a transferência do poder se dá poder hereditariedade, era uma maneira de dar estabilidade, de criar uma regra do jogo.

Não conseguiu acabar com as inevitáveis guerras entre príncipes e outros nobres pretendentes à coroa. Em 1100, Guilherme II, terceiro filho de Guilherme I, o Conquistador, foi morto por uma “flecha perdida” durante uma caçada.

Seu irmão Henrique, que também estava na caçada, tomou a coroa, aproveitando-se da ausência do irmão mais velho, que participava da 1ª Cruzada.

Era outro mundo.

A questão que se coloca é que sentido faz a monarquia hoje. Se é um símbolo de estabilidade ter um(a) chefe de Estado acima das disputas eleitorais, como argumentos os defensores do regime, a família real representa uma casta de privilegiados, a aristocracia baseada na posse da terra.

William e Kate são jovens e moderninhos. Ela não precisou se submeter ao teste de virgindade, como Diana Spencer, a mãe de Will, em 1981. O ventre que geraria os futuros reis da Inglaterra precisava ser imaculado.

Depois disso, Diana levou o amante no porta-malas do carro para dentro de residências reais. Seu segundo filho se parece mais com o capitão e instrutor de equitação da princesa do que com Charles.

"A monarquia", dizia Walter Bagehot, o editor histórico da revista inglesa The Economist, liberal e republicana, "é como a magia. Não se deve jogar muita luz sobre a magia".

Kate vai chegar à igreja de Rolls-Royce e não de carruagem. Menos pompa, mas a mesma riqueza e esnobismo.

O jovem príncipe tem grande chance de se tornar mais popular do que o pai, o desastrado príncipe Charles, mais recatado depois da série de escândalos que minou seu conto de fadas às avessas com Diana. Mas isso importa ou faz diferença?

Cerca de 500 mil funcionários públicos britânicos perderam seus empregos sob cortes de gastos de 83 bilhões de libras nos próximos quatro anos. Com a economia estagnada, tem pouca chance de conseguir empregos no setor privado.

A economia britânica avançou 0,5% no primeiro trimestre de 2011, depois de encolher 0,5% nos últimos três meses de 2010 por causa do inverno rigoroso. Mal retomou o ritmo anterior às nevascas e deve sofrer ainda mais com o impacto dos cortes.

A festa, portanto, é o melhor que o Reino de Elizabeth II tem a oferecer a seus súditos no momento.

domingo, 23 de maio de 2010

Fergie cai em armação de jornal sensacionalista

Uma ex-princesa cai numa pegadona do jornal popular dominical mais vendido no Reino Unido, News of the World. A Duquesa de York, Sarah Ferguson, se ofereceu para dar acesso ao ex-marido, o príncipe Andrew, segundo filho da rainha Elizabeth II, em troca de 500 mil libras, cerca de R$ 1,33 milhão.

O problema de Fergie é que o suposto empresário que lhe daria o dinheiro era um repórter disfarçado do jornal sensacionalista.

Para o editor de notícias sobre a família real do tabloide, a armação revela abala a posição de Andrew como representante especial do Reino Unido para comércio e investimentos.

Andy e Fergie foram casados durante 10 anos e separaram em 1996. O casal tem duas filhas que estão na linha de sucessão ao trono, mas têm poucas chances de chegar lá.

sábado, 18 de novembro de 2006

Comércio já lucra com casamento do príncipe William

Com o lançamento de uma série de produtos, de pratos e xícaras de porcelana a toalhas e até mousepads, a cadeia de lojas americana Woolworth antecipa-se ao anúncio oficial do casamento entre o princípe William, segundo linha de sucesso ao trono do Reino Unido, e sua namorada Kate Middleton para faturar em cima do charme da monarquia.

Já estão a venda cerca de 100 mil produtos comemorativos do próximo casamento real. Outros vêm por aí. Estima-se que o faturamento total possa chegar a US$ 18 milhões.

Nem o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II, nem a Clarence House, residêncial oficial do príncipe Charles, pai de William e primeiro na linha sucessória, comentaram a possibilidade de casamento do filho mais velho da princesa Diana, muito parecido com a mãe.