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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 22 de Julho

    Em 1862, o presidente Abraham Lincoln anuncia a seus ministros que vai proclamar a abolição da escravatura quando o Exército da União tiver obtido uma vitória militar substancial na Guerra da Secessão (1861-65) contra a Confederação dos Estados do Sul. Mas o momento não é bom para o Norte. Os confederados conquistam grandes vitórias e a França e o Reino Unido estão prestes a reconhecer a independência do Sul.

Na verdade, Lincoln faz a Declaração de Emancipação em 1º de janeiro de 1863 para ver se muda o destino da guerra. Em carta ao editor do jornal New York Tribune, em agosto de 1862, revela que seu principal objetivo na guerra é "salvar a União e não salvar ou destruir a escravidão".

A esperança é que a proclamação leve a uma adesão em massa de escravos ao Exército da União. Mas a Guerra Civil Americana continua até 9 de abril de 1865. Com cerca de 620 mil mortes, é o conflito armado mais violento da história dos EUA.

    Em 1933, o piloto americano Wiley Post se torna o primeiro aviador a dar a volta ao mundo sozinho. Leva sete dias, 18 horas e 49 minutos. Sai de Nova York em 15 de julho e vai direto até Berlim. Depois, cruza a União Soviética e faz escalas no Alasca e no Canadá antes de posar em Nova York.

Seu avião, chamado Winnie Mae, é um monomotor Lockheed Vega. Em agosto de 1935, Post e o humorista Will Rogers morrem num acidente aéreo no Alasca quando tentam ir para a URSS sobrevoando o Polo Norte.

    Em 1934, agentes do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos matam em Chicago o criminoso John Dillinger, o "inimigo público número um" do país.

Durante uma carreira de crimes de pouco mais de um ano, em meio à Grande Depressão (1929-39), Dillinger e sua gangue assaltam 11 bancos em sete estados, roubam mais de US$ 300 mil, atacam uma prisão e matam 10 policiais.

Preso em Tucson, no Arizona, em 25 de janeiro de 1934, é extraditado para Indiana, onde aguarda julgamento por assassinato de um policial. Em 3 de março, foge espetacularmente e rouba duas submetralhadoras do arsenal da cadeia. Vai para Chicago, onde se associa a Nelson Cara de Bebê, um assassino psicótico que trabalhara para o mafioso Al Capone.

No seu último assalto, em South Bend, no estado de Indiana, em 30 de junho, a gangue rouba US$ 30 mil, mata um policial e fere quatro civis. Em julho, Anna Sage, uma dona de bordel nascida na Romênia, entrega Dillinger em troca de um acordo de leniência com o FBI.

Eles vão ao cinema ver Manhattan Melodrama. Vinte policiais cercam o prédio. Quando Dillinger sai, às 22h40, recebe ordem de prisão, foge correndo, é baleado e morto. 

    Em 1942, começa a deportação sistemática de judeus do Gueto de Varsóvia para o recém-construído campo de concentração de Treblinka, na Polônia. Milhares de judeus são presos todos os dias e enviados para a morte em centros de extermínio.

A Conferência de Wannsee, nome de um lago em Berlim, aprova em 20 de janeiro a "solução final", a decisão de exterminar os judeus da Europa. 

Em 17 de julho, Heinrich Himmler chega a Auschwitz para assistir à chegada de 2 mil judeus holandeses e à morte nas câmaras de gás de 500, a maioria velhos, doentes e muito jovens. No dia seguinte, Himmler promove o comandante do campo, Rudolph Hess, a major das SS, as tropas de choque do regime nazista, e ordena uma "limpeza total" no Gueto de Varsóvia.

Mais de 250 mil judeus são enviados a Treblinka, a cerca de 100 quilômetros de Varsóvia, e mortos nas câmaras em sete semanas a partir da ordem de Himmler.

Ao todo, estima-se que 11 milhões de pessoas morrem no Holocausto. Além de 6 milhões de judeus, 1 milhão de ciganos, comunistas, anarquistas, socialistas, deficientes, resistentes e opositores do regime nazista.

    Em 1987, o líder soviético Mikhail Gorbachev aceita negociar o primeiro tratado da história para eliminar toda uma classe de armas atômicas, os mísseis nucleares de curto e médio alcances.

Desde que se torna secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, em 11 de março de 1985, Gorbachev começa uma abertura política (glasnost) e uma reforma econômica (perestroika). Isto leva a um degelo e a negociações de desarmamento com o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

No fim de 1986, as duas superpotência parecem próximas de um acordo, mas Gorbachev exigia o fim da Iniciativa de Defesa Estratégica, mais conhecida como Guerra nas Estrelas, a tentativa de instalar um sistema de defesa antimísseis no espaço, violando o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), de 1972, mais conhecido como MAD (destruição mutuamente assegurada), que significa louco em inglês.

Nesta data, Gorbachev aceita negociar sem precondições. Em 8 de dezembro de 1987, num encontro de cúpula em Washington, Reagan e Gorbachev assinaram o Tratado sobre Forças Nucleares Intermediárias.

    Em 2004, os filhos do ditador iraquiano Saddam Hussein, Qusay e Uday morrem num tiroteio com forças dos Estados Unidos em Mossul, no Norte do Iraque

Ambos são considerados mais cruéis do que o pai e acusados de uma série de atrocidades como sequestro, tortura e morte de dissidentes, estupros e violência sexual. Acumulam grande fortunas com contrabando durante o regime de sanções imposto pelas Nações Unidas depois da invasão do Kuwait, em 2 de agosto de 1990.

Depois da invasão de 2003, os EUA oferecem uma recompensa de US$ 15 milhões por informações sobre cada filho de Saddam. Em 22 de julho, forças especiais dos EUA cercam a casa onde eles se escondem. Com o apoio de helicópteros de combate e 100 paraquedistas da 101ª Divisão Aerotransportada, os americanos liquidam os filhos de Saddam.

Os EUA são muito criticados por divulgar imagens dos cadáveres. Alegam que é a única maneira de convencer os aliados do regime das mortes.

O próprio Saddam foi preso em 13 de dezembro de 2003. Um tribunal especial iraquiano o condena à morte em 5 e novembro de 2006. O ditador é enforcado em 30 de dezembro do mesmo ano.

    Em 2013, nasce o príncipe George, primeiro filho do príncipe William e da princesa Kate Middleton, terceiro na linha sucessória da rainha Elizabeth II, depois do avô, o príncipe Charles, e do pai.

Dois dias depois, a família real anunciou o nome completo: Sua Alteza Real Príncipe George Alexander Louis de Cambridge. Seus pais são o Duque e a Duquesa de Cambridge.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Príncipe real será batizado como George Alexandre Louis

O príncipe William e a Duquesa de Kent, Kate Middleton, deram o nome de George Alexandre Louis ao bebê real nascido há dois dias, anunciou hoje o Palácio de Kensington. Ele é o terceiro na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, depois do príncipe Charles, seu avô, e do pai.

George era o nome do pai da rainha Elizabeth II, o rei George VI, aquele do filme O Discurso do Rei. Era um dos nomes mais cotados nas casas de apostas do Reino Unido. Alexandre foi incluído por ser um nome popular para a geração de William e Kate.

O nome James, do pai de Kate, foi cogitado, mas Jaime I e Jaime II, católicos e escoceses da dinastia de Stuart, tiveram reinados tumultuados. Jaime II foi derrubado por Guilherme de Orange, um príncipe holandês convidado a invadir a Inglaterra pelo Parlamento na Revolução Gloriosa, em 1688, no fim da longa Guerra Civil Inglesa (1630-88), quando a Inglaterra se democratizou e aprovou sua primeira Lei de Direitos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Princesa Kate espera herdeiro do trono britânico

A Duquesa de Cambridge acordou hoje com um enjoo, foi ao hospital e a família real britânica anunciou a gravidez que vai gerar mais um herdeiro da coroa do Reino Unido.

Como as mulheres têm agora o mesmo direito de ascensão ao trono que os homens, seja menino ou menina, o bebê em gestação será o terceiro na linha de sucessão à rainha Elizabeth II, depois do avô, o príncipe Charles, e do pai, príncipe William.

William e Kate Middleton se casaram em abril, e a notícia da gravidez real era esperada desde então. Como o primeiro na linha de sucessão recebe os títulos de Príncipe de Gales e Duque da Cornualha, o jovem casal ganhou os títulos de Duque e Duquesa de Cambridge.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Vestido da princesa rende 10 milhões de libras à Coroa

LONDRES - A rainha Elizabeth II considerou "assustador porque o vestido do casamento de Lady Kate Middleton com o príncipe William foi exposto durante a abertura do Palácio de Buckingham ao público durante o verão, quando a família real vai para o Castelo Balmoral na Escócia. Mas a exibição do vestido de noiva real pelo mundo já rendeu 10 milhões de libras, cerca de R$ 3,2 bilhões, ao Reino Unido.

Numa época difícil para a maioria dos seus súditos, com o país mergulhando na segunda recessão desde o início da crise econômica, em 2008, a família real pode alegar que é uma boa fonte de renda e de promoção. Nos 73 dias de exposição, cerca 626.678 pessoas viram o vestido da Duquesa de Cambridge.

Só em roupas, a princesa já gastou o equivalente a mais de R$ 100 mil só em roupas. Esse dinheiro sai do orçamento do príncipe Charles, que recebe 2,1 milhões de libras por ano do governo, mais de R$ 6,5 bilhões.

Desde o conquista do País de Gales, no século 13, o herdeiro da coroa da Inglaterra é o príncipe de Gales, que recebe para seu sustento enquanto espera a ascensão ao trono o Ducado da Cornualha, que lhe rende muito dinheiro.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Will & Kate: conto de fadas da era eletrônica

Um conto de fadas da era eletrônica vai ao ar amanhã, renovando as esperanças e ilusões de milhões de pessoas que ainda acreditam na magia de príncipes e princesas.

Como jogada de marketing, distrai a atenção dos súditos do Reino Unido da terrível crise econômica que afasta ainda mais os dias gloriosos do império onde o Sol nunca se punha, de uma intervenção militar irresolvida na Líbia e das guerras no Afeganistão e no Iraque.

Em tese, a monarquia se moderniza com um jovem príncipe e a primeira princesa de origem plebeia. Mas faz sentido no século 21.

O histriônico Richard Quest acaba de defender a monarquia na CNN, dizendo que governa a Inglaterra desde  a Invasão Normanda, de Guilherme o Conquistador, em 1066.

Não é bem assim. Houve diversas transições violentas, com guerras, e mudanças de dinastia, a longa guerra civil do século 17 e uma breve experiência republicana sob Oliver Cromwell, o Stalin ou Robespierre da História da Inglaterra.

Em 1066, quando foi implantado esse sistema monárquico, em que a transferência do poder se dá poder hereditariedade, era uma maneira de dar estabilidade, de criar uma regra do jogo.

Não conseguiu acabar com as inevitáveis guerras entre príncipes e outros nobres pretendentes à coroa. Em 1100, Guilherme II, terceiro filho de Guilherme I, o Conquistador, foi morto por uma “flecha perdida” durante uma caçada.

Seu irmão Henrique, que também estava na caçada, tomou a coroa, aproveitando-se da ausência do irmão mais velho, que participava da 1ª Cruzada.

Era outro mundo.

A questão que se coloca é que sentido faz a monarquia hoje. Se é um símbolo de estabilidade ter um(a) chefe de Estado acima das disputas eleitorais, como argumentos os defensores do regime, a família real representa uma casta de privilegiados, a aristocracia baseada na posse da terra.

William e Kate são jovens e moderninhos. Ela não precisou se submeter ao teste de virgindade, como Diana Spencer, a mãe de Will, em 1981. O ventre que geraria os futuros reis da Inglaterra precisava ser imaculado.

Depois disso, Diana levou o amante no porta-malas do carro para dentro de residências reais. Seu segundo filho se parece mais com o capitão e instrutor de equitação da princesa do que com Charles.

"A monarquia", dizia Walter Bagehot, o editor histórico da revista inglesa The Economist, liberal e republicana, "é como a magia. Não se deve jogar muita luz sobre a magia".

Kate vai chegar à igreja de Rolls-Royce e não de carruagem. Menos pompa, mas a mesma riqueza e esnobismo.

O jovem príncipe tem grande chance de se tornar mais popular do que o pai, o desastrado príncipe Charles, mais recatado depois da série de escândalos que minou seu conto de fadas às avessas com Diana. Mas isso importa ou faz diferença?

Cerca de 500 mil funcionários públicos britânicos perderam seus empregos sob cortes de gastos de 83 bilhões de libras nos próximos quatro anos. Com a economia estagnada, tem pouca chance de conseguir empregos no setor privado.

A economia britânica avançou 0,5% no primeiro trimestre de 2011, depois de encolher 0,5% nos últimos três meses de 2010 por causa do inverno rigoroso. Mal retomou o ritmo anterior às nevascas e deve sofrer ainda mais com o impacto dos cortes.

A festa, portanto, é o melhor que o Reino de Elizabeth II tem a oferecer a seus súditos no momento.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Casamento real já tem data e local

O príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono do Reino Unido, vai se casar com a noiva,  a plebeia Kate Middleton, na Abadia de Westminster, em Londres, em 29 de abril de 2011. Lá, os reis da Inglaterra são coroados há séculos.

A rainha Elizebeth II e seus pais, o rei George VI e a rainha-mãe Elizabeth, se casaram na abadia, um dos prédios históricos mais bonitos de Londres. Os pais de William, Charles e Diana, se casaram na Catedral de São Paulo, na capital britânica.