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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 6 de Fevereiro

 RAINHA ELIZABETH II

    Em 1952, depois de uma longa luta contra o câncer, o rei George VI, do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, morre na propriedade real de Sandrigham e sua filha mais velha ascende ao trono como rainha Elizabeth II aos 25 anos e reina até a morte, em 8 de setembro de 2022, no mais longo reinado da história da Europa.

Elizabeth II é coroada em 2 de junho de 1953. Seu reinado é marcado pela descolonização do Império Britânico, especialmente da África, pela Guerra Fria, por um verdadeiro renascimento cultural do Reino Unido nos anos 1960, pela guerra civil na Irlanda do Norte, pela adesão e a saída da União Europeia, e pela crise da monarquia, evidente na morte da princesa Diana e agora na rebelião do príncipe Harry contra o pai (Carlos III) e o irmão mais velho, herdeiro do trono.

A rainha era vista como grande autoridade moral do país, mas o que aquela velhinha simpática representava, aquela vovozinha do mundo, era um império cruel e brutal construído pela diplomacia das canhoneiras da Marinha Real. No auge, em 1920, o Império Britânico domina 35,5 milhões de quilômetros quadrados, mais do quatro vezes o território brasileiro, 26,35% da superfície da Terra.

domingo, 1 de janeiro de 2023

Retrospectiva 2022: um ano trágico

A Rússia invade a Ucrânia numa guerra imperialista, de agressão e de conquista, violando a Carta das Nações Unidas, e ameaça usar armas nucleares. A pandemia do coronavírus persiste. Com o fim da política de covid-zero, a China enfrenta uma onda capaz de gerar novas variantes mais contagiosas e mais letais que podem se espalhar pelo mundo.

O supertelescópio James Webb revela novos segredos do Universo. Os Estados Unidos fazem a primeira experiência de fusão nuclear com ganho de energia. A Argentina de Lionel Messi ganha a Copa do Mundo. Morrem a rainha da Inglaterra, o homem que deu liberdade à Rússia e o rei do futebol. Meu comentário:

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Rainha Elizabeth II morre depois de 70 anos de reinado

 A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, morreu hoje aos 96 anos no Castelo de Balmoral, na Escócia, no fim do mais longo reinado da história do país e o segundo do mundo, de 70 anos e 214 dias, atrás apenas de Luís XIV, da França, o Rei Sol, que reinou 72 anos e 110 dias,  de 1643 a 1715. 

Elizabeth II reinou durante a Guerra Fria, a dissolução do Império Britânico, hoje reduzido à Comunidade (ex-Britânica) das Nações, onde era rainha de outros 14 países, a guerra civil na Irlanda do Norte e a entrada e saída da Comunidade Europeia, hoje União Europeia. 

Seu filho mais velho ascende ao trono como Charles III. Com 73 anos, é o monarca mais idoso a herdar a coroa britânica.

Ao nascer, em 21 de abril de 1926, Elizabeth Alexandra Mary Windsor era a terceira na linha de sucessão do avô, o rei George V, depois do tio Eduardo e do pai, príncipe Albert. Quando George V morre, em 1936, sobe ao trono Eduardo VIII, que reina de 20 de janeiro a 11 de dezembro e abdica para casar com Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada. Seu pai vira rei com o nome de George VI. Elizabeth se torna a primeira na linha sucessória. 

GUERRA

Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro de 1939, e os bombardeios da Força Aérea da Alemanha a Londres, Lorde Hailsham sugere que as princesas Elizabeth e Margaret saiam do país e se refugiem no Canadá. A rainha-consorte Elizabeth rejeita a ideia: “As crianças não vão sem mim. Eu não vou sem o rei. E o rei jamais sairá.” 

As princesas vão para o Castelo Balmoral, na Escócia, e depois para a Mansão de Sandringham, em Norfolk, para o Alojamento Real, em Windsor, e finalmente para o Castelo de Windsor, onde passam a maior parte da guerra. No Dia da Vitória, 8 de maio de 1945, as duas se misturam à multidão que festeja nas ruas de Londres.

CASAMENTO

Ela conhece o futuro marido, o principe Philip, da Dinamarca e da Grécia, em 1934. Eles eram primos em segundo grau. Em julho de 1939, aos 13 anos, Lilibet, como era chamada na família, se apaixona por Philip. 

Os dois começaram a trocar cartas e se casam em 20 de novembro de 1947. Para isso, Philip teve de renunciar aos títulos grego e dinamarquês e se converter à Igreja Anglicana da Inglaterra, chefiada pelo monarca. O primeiro filho, Charles, nasce um ano depois, em 14 de novembro de 1948. O casal teve mais três filhos: Anne, Andrew e Edward.

RAINHA

Aos 21 anos, em 1947, em pronunciamento para a Comunidade das Nações, Elizabeth promete dedicar sua vida, “seja longa ou curta, ao serviço de vocês e desta grande família imperial da qual fazemos parte.”

Em 6 de fevereiro de 1952, o casal visitava o Quênia quando George VI morreu de câncer de pulmão. Aos 25 anos, Elizabeth II vira rainha da Inglaterra. A coroação acontece em 2 de junho de 1953. 

Naquele ano, eles começam uma viagem de 7 meses e 64 mil quilômetros por 13 países. É a primeira rainha a visitar a Austrália e a Nova Zelândia, onde era chefe de Estado. Em 1957, ela faz uma visita de Estado aos Estados Unidos.

Nos anos 1960 e 1970, mais de 20 países da África e do Mar do Caribe se tornam independentes. Em 1972, ao visitar a Iugoslávia, se torna a primeira monarca britânica a ir a um país comunista. Com o fim do império, o Reino Unido entra para a Comunidade Econômica Europeia em 1973.

Em 1977, a banda punk Sex Pistols lança seu maior sucesso, uma paródia do Hino da Inglaterra: “God save the Queen, fascist regime” (Deus salva a rainha, regime fascista). A BBC não tocava, mas a música não foi proibida.

GUERRA DOS PRÍNCIPES

O casamento de Charles com Lady Diana Spencer, em 29 de julho de 1981, na Catedral de São Paulo, em Londres, transmitido para o mundo inteiro pela televisão, revitalizou e rejuvenesceu a monarquia. O casal atrai a atenção da feroz imprensa sensacionalista britânica.

Quando os dois se desentendem, alimentam uma guerra dos príncipes através dos jornais populares. Nos anos 1990, a Guerra dos Príncipes de Gales atinge o ponto de ebulição. 1992 foi o annus horribilis de Sua Majestade: Charles e Diana se separaram, os príncipes Andrew e Sarah Ferguson se separaram e o Castelo de Windsor, o favorito da rainha, pega fogo. A família real concorda em pagar impostos para financiar a restauração do castelo.

Em outubro de 1995, a rainha cai num trote telefônico-radialístico. Um jornalista canadense liga para ela como se fosse o primeiro-ministro Jean Chrétian e pede apoio para evitar a independência dod Quebec, o Canadá francês, num plebiscito. Ela promete ajuda, o que não poderia fazer, já que tinha funções meramente cerimoniais e não pode se meter em política.

CRISE MONARQUIA

A morte de Diana, em 31 de agosto de 1997, provoca a maior crise da monarquia no reinado de Elizabeth II. Como estava separada, Diana não era mais parte da família. Não tinha direito a todas as honras. A rainha estava em férias no Castelo de Balmoral e achou melhor cuidar dos netos.

Diana morre num domingo. O casal real só volta a Londres na quinta-feira, sob pressão de Charles, do primeiro-ministro Tony Blair e da imprensa sensacionalista. Philip, famoso por suas gafes, fala com as pessoas que ficavam 11 a 12 horas na fila diante do Palácio de Buckingham para homenagear a princesa do povo: “Vocês estão aqui há muito tempo?”

A monarquia sobreviveu. Elizabeth II festejou os jubileus de ouro, em 2002, de diamantes, em 2012, e de platina, em 2022. Mas houve mais escândalos casa real.

Em 2011, a rádio e televisão pública britânica revelou que o príncipe Andrew tinha relações com o financista norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por violência sexual. Três anos depois, sua ex-mulher, Sarah Ferguson, revelou que Epstein pagara dívidas do príncipe. 

Em 20 de dezembro de 2014, dois advogados alegaram na Flórida que Andrew mantivera relações sexuais com uma menor de 16 anos depois identificada como Virginia Giuffre. Ela declarou que recebera US$ 15 mil do magnata para fazer sexo com o príncipe.

Uma ação na Justiça Civil terminou em acordo em fevereiro de 2022 por uma quantia não revelada, mas o processo criminal ainda corre. Isso significa que o príncipe não pode viajar aos EUA, onde não goza de qualquer privilégio. Corre risco de ser preso. Andrew foi excluído de todas as atividades da monarquia.

O príncipe Harry, filho mais moço de Charles e Diana, casou em 2018 com Meghan Markle, uma atriz norte-americana divorciada de origem africana. Em janeiro de 2020, o casal abandona  todas as atividades ligadas à monarquia e se muda para os EUA, alegando perseguição dos tabloides e discriminação dentro da família real.

Durante a pandemia da covid-19, a rainha se isola no Castelo de Windsor e é forçada a ficar sozinha no funeral do marido, em 9 de abril de 2021, enquanto o primeiro-ministro Boris Johnson fazia festinhas na residência oficial e sede do governo na Downing Street.

FUTURO

Sua morte suscita mais uma vez dúvidas sobre o futuro da monarquia. Países como a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá não querem mais o monarca britânico como chefe de Estado. Em 1999, um referendo realizado na Austrália não aprovou a transformação do país em república porque previa a eleição indireta do presidente.

A saída do Reino Unido da União Europeia fortalece o movimento pela independência da Escócia, onde os nacionalistas querem realizar um novo plebiscito para não serem governados por conservadores ingleses. O Castelo de Balmoral, onde a rainha morreu, pode ficar em outro país.

O peso da monarquia também será reavaliado. A família, que os cidadãos chamam de “a firma” tem várias propriedades e negócios, mas recebe o equivalente a mais de R$ 500 milhões por ano do orçamento do Reino Unido. Os britânicos alegam que atrai turistas e custa menos do que a Presidência da França. 

Com a crise econômica atual, inflação de 10,1% ao ano, podendo chegar a 18% em 2020, e o impacto da saída da UE, uma das decisões mais desastrosas de um país desenvolvido, o país terá de reduzir o orçamento e as ambições, com risco de ser reduzido à pequena Inglaterra, se a Escócia se tornar independente.

Elizabeth II, símbolo da estabilidade e da unidade nacional, está morta. Presidiu à dissolução do maior império que o mundo já viu, de 35,5 milhões de quilômetros quadrados em 1920, quatro vezes maior do que o Brasil.

Cabe ao rei Charles III e ao príncipe William preservar esta tradição milenar. O grande drama do rei é não decepcionar. A sombra e o fantasma hamletiano da mãe serão onipresentes. O desafio de Charles é não decepcionar. A sombra e o fantasma shakespeariano da mãe serão onipresentes. Veja mais no meu canal no YouTube. Meu comentário:

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 2 de Junho

ÚLTIMO REBELDE

     Em 1865, a rendição do general Edmund Kirby Smith, comandante das forças dos Estados Confederados do Sul a oeste do Rio Mississípi, mais de um mês depois o fim da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Norte-Americana, em 19 de abril.  

É o último exército confederado a abandonar a luta, o fim definitivo da guerra mais mortal da história dos EUA, com um total de mortos estimado em 620 mil.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul, que era contra a abolição da escravatura e queria se separar da União, sob o comando do general Pierre Beauregard, bombardeiam o Forte Sumter no porto de Charleston, na Carolina do Sul. Durante 34 horas, 50 canhões e morteiros do Sul disparam mais de 4 mil vezes contra o forte. No dia seguinte, o comandante nortista, major Robert Anderson, se rende.

Dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln convoca 75 mil voluntários para deter a insurreição sulista.

 CIDADANIA INDÍGENA

   Em 1924, o Congresso aprova a Lei de Cidadania Indígena, dando cidadania a todos os índios nascidos em território americano. 

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), a cidadania é limitada a mestiços. Com a emancipação, os negros ganham este direito, que só seria completa um século depois com a Lei de Direitos Civis.

COROAÇÃO DE ELIZABETH II

    Em 1953, Elizabeth II é coroada rainha do Reino Unido. 

Mais de mil dignatários e convidados assistem à cerimônia de coroação na Abadia de Westminster, em Londres. Ao nascer, em 1926, Elizabeth é a primeira filha do príncipe Albert Frederick Arthur George, segundo filho do rei George V. Quando o rei morre, em 1936, ascende ao trono o rei Eduardo VIII, que abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada.

O pai de Elizabeth é coroado como George VI, que reinou durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando o Reino Unido É bombardeado impiedosamente. Elizabeth torna-se a herdeira do trono. Seu reinado é o mais longo da história, superando os de Luís XIV, na França (1643-1715), e da rainha Vitória, na Inglaterra (1837-1901).

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1954, o senador Joseph McCarthy denuncia a infiltração comunista na Agência Central de Inteligência (CIA) e na indústria nuclear dos Estados Unidos. As acusações são logo desconsideradas como sensacionalismo barato.

McCarthy fica conhecido em 1950, quando lança sua cruzada contra a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando havia mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, estende sua campanha sobre a Ameaça Vermelha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural. Até Charles Chaplin, considerado o melhor ator da história do cinema, entra nas suas listas negras.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provoca uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas. Em 1954, McCarthy está marginalizado. Quando faz acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usam como arma política. Depois da vitória e posse de Dwight Eisenhower (1953-61), vira um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy inicia investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências são televisionadas, pela primeira vez o povo americano vê o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagradou.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denuncia a infiltração na CIA, mas ninguém o leva a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitam as acusações como temerárias e sem fundamento.

TERRORISMO DOMÉSTICO

    Em 1997, o terrorista de extrema direita Timothy McVeigh, ex-soldado do Exército dos EUA, é condenado por 15 acusações de assassinato e conspiração por causa do atentado com caminhão-bomba contra um prédio do governo federal na Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995. 

A operação de resgate dura duas semanas. O total de mortos é 168, inclusive 19 crianças pequenas que estavam na creche do edifício.

O ataque acontece dois anos depois de uma operação do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, contra a seita davidiana, em que morrem cerca de 80 pessoas. McVeigh é condenado à morte e executado em junho de 2001. 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 2 de Junho

     Em 1865, a rendição do general Edmund Kirby Smith, comandante das forças dos Estados Confederados do Sul a oeste do Rio Mississípi, marca o fim da Guerra da Secessão ou Guerra Civil Americana. Foi o último exército confederado a abandonar a luta. Era o fim da guerra mais mortal da história dos EUA, com um total de mortos estimado em 620 mil. Foi a única a matar mais do que a atual pandemia.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861, quando as forças do Sul, que era contra a abolição da escravatura e queria se separar da União, sob o comando do general Pierre Beauregard, bombardearam o Forte Sumter no porto Charleston, na Carolina do Sul. Durante 34 horas, 50 canhões e morteiros do Sul dispararam mais de 4 mil vezes contra o forte. No dia seguinte, o comandante nortista, major Robert Anderson, se rendeu.

Dois dias depois, o presidente Abraham Lincoln convocou 75 mil voluntários para deter a insurreição sulista.

    Em 1924, o Congresso aprovou a Lei de Cidadania Indígena, dando cidadania a todos os índios nascidos em território americano. Antes da Guerra da Secessão (1861-65), a cidadania era limitada a mestiços.

    Em 1953, Elizabeth II é coroada rainha do Reino Unido. Mais de mil dignatários e convidados assistiram à cerimônia de coroação na Abadia de Westminster, em Londres. Ao nascer, em 1926, Elizabeth era a primeira filha do príncipe Albert Frederick Arthur George, segundo filho do rei George V. Quando o rei morreu, em 1936, ascendeu ao trono o rei Eduardo VIII, que abdicou para se casar com Wallis Simpson, uma americana divorciada.

O pai de Elizabeth foi coroado como George VI, que reinou durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Reino Unido foi bombardeado impiedosamente. Elizabeth tornou-se a herdeira do trono. Seu reinado é o mais longo da história, superando os de Luís XIV, na França (1643-1715), e da rainha Vitória, na Inglaterra (1837-1901).

    Em 1954, o senador Joseph McCarthy denunciou a infiltração comunista na Agência Central de Inteligência (CIA) e na indústria nuclear dos Estados Unidos. As acusações foram logo desconsideradas como sensacionalismo barato.

McCarthy ficou conhecido em 1950, quando lançou sua cruzada contra a suposta infiltração esquerdista nos EUA alegando havia mais de 200 "notórios comunistas" no Departamento de Estado. Nos anos seguintes, estendeu sua campanha sobre a Ameaça Vermelha a todos os órgãos do governo dos EUA e a outros setores, como o cultural. Até Charles Chaplin, considerado o melhor ator da história do cinema, entrou nas suas listas negras.

Mesmo sem descobrir nenhum comunista enrustido, o macartismo provocou uma histeria anticomunista e a perseguição política de supostos esquerdistas. Em 1954, McCarthy estava marginalizado. Quando fazia acusações durante o governo democrata de Harry Truman (1945-53), os republicanos o usaram como arma política. Depois da vitória e posse de Dwight Eisenhower (1953-61), virou um estorvo para o Partido Republicano.

Com o seu poder desvanecendo, em 1954, McCarthy iniciou investigações sobre infiltração comunista no Exército dos EUA. Como as audiências eram televisionadas, pela primeira vez o povo americano viu o senador McCarthy em ação. Seu estilo agressivo e histérico desagradou.

Em uma última e desesperada tentativa de se reabilitar, McCarthy denunciou a infiltração na CIA, mas ninguém o levou a sério. O presidente Eisenhower, o secretário de Estado, John Foster Dulles, e o diretor-geral da CIA, Allen Dulles, irmão do secretário, rejeitaram as acusações como temerárias e sem fundamento.

    Em 1997, o terrorista de extrema direita Timothy McVeigh, ex-soldado do Exército dos EUA, é condenado por 15 acusações de assassinato e conspiração por causa do atentado com caminhão-bomba contra um prédio do governo federal na Cidade de Oklahoma em 19 de abril de 1995. A operação de resgate durou duas semanas. O total de mortos foi 168, inclusive 19 crianças pequenas que estavam na creche do edifício.

O ataque aconteceu dois anos depois de um ataque do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, contra a seita davidiana, em que morreram cerca de 80 pessoas. McVeigh foi condenado à morte e executado em junho de 2001.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Primeiro-ministro suspende Parlamento Britânico e é acusado de golpe

A rainha Elizabeth II aceitou hoje um pedido do primeiro-ministro Boris Johnson para suspender as atividades do Parlamento Britânico por cinco semanas, a partir de 10 de setembro. Tenta evitar que a Câmara dos Comuns impeça a saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo. Como a rainha tem um cargo meramente cerimonial e não pode fazer política, não poderia se opor. A oposição denunciou a manobra como golpe.

De acordo com a medida, o Parlamento Britânico deve ser reaberto em 14 de outubro com a Fala do Trono, quando a rainha apresenta os planos do governo para a próxima sessão anual. O debate parlamentar sobre o discurso da rainha, escrito pelo primeiro-ministro, dura cinco dias.

Johnson está determinado a tirar o país da UE em 31 de outubro. Uma saída sem acordo será desastrosa para a economia e ameaça deflagrar uma campanha por um novo plebiscito sobre a independência da Escócia.

O líder da oposição, o deputado trabalhista Jeremy Corbyn, deve apresentar uma moção de desconfiança à Câmara dos Comuns, com a proposta de que Johnson seja afastado se perder. Neste caso, Corbyn seria nomeado primeiro-ministro interino até a realização de novas eleições gerais.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Papéis do Paraíso revelam riqueza escondida da elite mundial

Mais de 13 milhões de documentos mostram como parte da elite mundial escondeu US$ 350 bilhões em 19 paraísos fiscais, inclusive a rainha da Inglaterra, grandes empresas, um ministro e assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Os documentos foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e examinados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e estão sendo divulgados por 95 meios de comunicação, entre eles o jornal britânico The Guardian e o francês Le Monde.

A rainha tem o equivalente a US$ 13 milhões investidos nas Ilhas Cayman. Hoje de manhã, o Palácio de Buckingham se apressou em esclarecer que o dinheiro de Sua Majestade é administrado pelo Ducado de Lancaster e negou que Elizabeth II seja beneficiária de evasão fiscal.

Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump prometeu "trazer de volta trilhões de dólares que as empresas americanas mantêm no exterior". Um ano depois de sua vitória, revela-se que vários dos milionários de sua assessoria guardam parte de suas fortunas no exterior ou ajudam seus clientes e empresas a fazer depósitos em paraísos fiscais.

A descoberta mais grave é a sociedade de uma empresa de transporte marítimo chamada Navigator, do secretário do Tesouro, Wilbur Ross, que em 2014 recebeu US$ 68 milhões da companhia de gás russa Sibur. Ross não revelou essa ligação com a Rússia como teria obrigação de fazer.

Um dos proprietários da Sibur empresa é Kiril Chamalov, casado com Katherina Tikhonova, filha do presidente Vladimir Putin, acusado de apoiar a candidatura Donald Trump com uma guerra cibernética contra a candidatura Hillary Clinton.

Apesar das sanções impostas pelos EUA e a União Europeia à Rússia em 2014 por causa da anexação da Península da Crimeia, a Navigator ampliou sua relações com a Sibur. O Congresso e o procurador especial Robert Mueller investigam um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin para derrotar Hillary.

Duas instituições estatais russas ligadas a Putin usaram um sócio de Jared Kushner, genro de Trump, para investir US$ 1,2 bilhão no Facebook e no Twitter, onde os serviços secretos russos criaram 470 contas com identidades falsas e publicaram 3 mil mensagens para manipular as eleições nos EUA.

O chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Gary Cohn, principal responsável pela proposta de cortes de impostos que favorece sobretudo os ricos e as grandes empresas, foi presidente ou vice-presidente de 22 empresas offshore situadas nas ilhas Bermudas durante 2002 e 2006, quando era executivo do banco de investimentos Goldman Sachs.

As empresas, especializadas em mercado imobiliário tinham sede na ilha e um endereço em Nova York, 85 Broad Street, onde até 2009 era o quartel-general do Goldman Sachs.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, dirigiu a Marib Upstream Services Company, uma empresa ligada à transnacional americana ExxonMobil criada nas ilhas Bermudas em 1997 para explorar gás e petróleo no Iêmen, antes de virar diretor-presidente da Exxon.

Em relatório publicado no ano passado, o grupo de ativistas Cidadãos por Justiça Fiscal denunciou que a ExxonMobil tem pelo menos 35 subsidiárias em paraísos fiscais como as Bahamas, Bermudas e Cayman. Elas tinham pelo menos US$ 51 bilhões quando Tillerson chefiava a empresa.

Como banqueiro na Wall Street, o centro financeiro de Nova York, o agora secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, criou esquemas financeiros para permitir que clientes ricos comprassem jatinhos de luxo sem pagar impostos.

Um documento vazado em outubro de 2015 revela que o CIT Bank usou uma companhia da Ilha do Homem, um paraíso fiscal nas Ilhas Britânicas, para pagar uma prestação de US$ 431 mil pela compra de um avião Dassault Falcon 2000EX de US$ 30 milhões.

O dono da empresa é Shaher Abdulhak Besher, aliado do ex-ditador iemenita Ali Abdullah Saleh, um dos principais responsáveis pela guerra civil no país mais pobre do Oriente Médio. Seu filho, Farouk Abdulhak, é suspeito de estuprar e matar uma jovem de 23 anos em Londres.

Já o novo embaixador americano em Moscou, o ex-governador de Utah Jon Huntsman é apontado como diretor da HICI International Sales Corporation, fundada em 1969 em Barbados para realizar vendas internacionais para a Huntsman ICI, a indústria química da Huntsman Corporation. Em 2000, esta empresa faturou US$ 4,4 bilhões e lucrou US$ 151 milhões.

Até o primeiro-ministro liberal do Canadá, Justin Trudeau, uma das jovens promessas de liderança internacional, ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, foi atingido. Seu principal arrecadador de campanha, Stephen Bronfman, herdeiro da destilaria Seagram, operava uma rede de empresas que circulava milhões de dólares entre os EUA, Israel e as Ilhas Cayman para não pagar impostos.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem um truste nas Bermudas, mas está declarado à Receita Federal. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, grande pecuarista, é sócio de uma empresa nas Ilhas Cayman para pagar menos impostos sobre suas exportações.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Elizabeth II bate recorde da rainha Vitória

Ao completar 63 anos e 217 dias no trono da Inglaterra na quarta-feira, a rainha Elizabeth II superou o recorde da tataravó rainha Vitória, que reinou de 1837 a 1901. É um novo recorde mundial para a monarquia britânica.

Se os 50 anos de reinado foram objeto de grande celebração no Reino Unido em 2002, com Elizabeth II desfilando na mesma carruagem dourada da ascensão ao trono, ontem houve apenas um jornal no Castelo de Balmoral, na Escócia, residência de verão da família real britânica.

No Parlamento Britânico, o primeiro-ministro conservador David Cameron destacou a estabilidade política do país depois da Segunda Guerra Mundial, mas jornais de esquerda, como The Guardian e The Independent, questionaram a validade da instituição milenar para o futuro do país.

Com os escândalos que envolveram o casamento do príncipe Charles, herdeiro do trono, com a falecida princesa Diana, a dúvida é se a instituição será capaz de sobreviver depois da morte de Elizabeth. Charles está casado com a ex-amante, Camila Parker-Bowles. Nenhum tem nem de longe a popularidade de Diana.

Quando o irmão de Diana fez um discurso emocionado em seu funeral, alguns ingleses imaginaram que se isso ocorresse no passado distante, talvez a multidão enfurecida invadisse a Abadia de Westminster, derrubasse Elizabeth e Charles e colocasse no trono o príncipe William, filho de Diana, que é hoje a face da modernização da monarquia.

Diante da defesa da república como uma forma de governo mais moderna, quando eu morava em Londres, um inglês questionou: "Para quê? Se for para eleger aqueles presidentes da América Latina, é melhor continuar com a monarquia."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Princesa Kate espera herdeiro do trono britânico

A Duquesa de Cambridge acordou hoje com um enjoo, foi ao hospital e a família real britânica anunciou a gravidez que vai gerar mais um herdeiro da coroa do Reino Unido.

Como as mulheres têm agora o mesmo direito de ascensão ao trono que os homens, seja menino ou menina, o bebê em gestação será o terceiro na linha de sucessão à rainha Elizabeth II, depois do avô, o príncipe Charles, e do pai, príncipe William.

William e Kate Middleton se casaram em abril, e a notícia da gravidez real era esperada desde então. Como o primeiro na linha de sucessão recebe os títulos de Príncipe de Gales e Duque da Cornualha, o jovem casal ganhou os títulos de Duque e Duquesa de Cambridge.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rainha aperta a mão de ex-comandante do IRA

Durante visita à Irlanda do Norte, a última dos festejos de seus 60 anos de reinado, a rainha Elizabeth II se encontrou hoje em Belfast com o vice-primeiro-ministro norte-irlandês Martin McGuinness, ex-comandante militar do Exército Republicano Irlandês (IRA), que lutou contra o domínio britânico sobre a província por quase 30 anos, numa guerra civil que deixou cerca de 3,5 mil mortos.

Em encontro reservado, a rainha da Inglaterra, vestida de verde, a cor dos nacionalistas irlandeses, apertou a mão do ex-chefe do IRA, que usava uma gravata verde. McGuinness não mostrou o menor constrangimento de ser visto em público com a chefe de Estado do Reino Unido, cuja autoridade o movimento republicano, católico e nacionalista irlandês nunca reconheceu.

O ex-comandante do IRA chegou a se aproximar do príncipe Philip como quem quer puxar assunto, mas o marido da rainha se afastou, provavelmente porque o IRA matou seu tio, o Lorde Louis Mountbatten, Conde Mountbatten, último governador-geral da Índia, num atentado na República da Irlanda em 1979.

A visita tem como objetivo reafirmar o compromisso com o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, assinado em 1998. Nos últimos 12 meses, aumentaram os atos de agressão sectária entre as comunidades católica, a favor da unificação da Irlanda, e protestante, que prefere fazer parte do Reino da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mulher terá direito igual ao trono da Inglaterra

O Reino Unido e os outros 15 países da Comunidade Britânica que tem a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, como chefe de Estado decidiram mudar uma regra de sucessão ao trono: as mulheres passarão a ter o mesmo direito que os homens. A linha de sucessão será baseada na ordem cronológica de nascimento dos filhos do casal real.

Até agora, os homens tinham primazia. Assim, o herdeiro de Elizabeth II é seu filho mais velho, o príncipe Charles, seguido por seus dois filhos, os príncipes William e Henry. Depois, vem o príncipe Andrew, embora seja mais moço do que a princesa Anne.

Anne não será beneficiada, mas se o novo casal real, formado pelos príncipes William e Kate Middleton, tiver uma filha primogênita, ela entra na linha sucessória logo atrás do pai.

A mudança acontece quando a rainha está prestes a completar, em 2012, 60 anos de reinado. É o segundo mais longo da História da Inglaterra, atrás apenas de outra mulher, a rainha Vitória (1837-1901).

Com o sucesso de suas rainhas, não havia razão para manter a discriminação. Nem sempre foi assim.

Henrique VIII reinou de 1509 a 1547 e se casou seis vezes com o pretexto de que precisava um filho homem para herdar o trono. Sua terceira mulher, Jane Seymour, lhe deu um filho homem, depois dele se livrar de Catarina de Aragão, o que levou à reforma protestante e foi a semente de guerras religiosas, e de Ana Bolena.

Mas Eduardo VI, nascido em 12 de outubro de 1537, era fraco e doente. Ascendeu ao trono com nove anos e morreu aos 15, em 6 de julho de 1553.

A falta de um príncipe herdeiro levou à guerra civil que Henrique VIII temia, desta vez entre suas duas filhas, a católica Maria I e protestante Elizabeth I. Seu rompimento com a Igreja Católica Apostólica Romana gerou um conflito religioso que causou a Guerra Civil Inglesa (1630-88) e subsiste até hoje na Irlanda do Norte.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Rainha faz visita histórica à Irlanda

A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, vai se tornar hoje a primeira monarca do Reino Unido a visitar a República da Irlanda. Quando seu avô Jorge V esteve lá,  em 1911, a Irlanda pertencia ao Império Britânico. Tornou-se independente em 1922.

Com a aliança dos dois países na União Europeia e a paz na Irlanda do Norte, a viagem da rainha marca a superação de 800 anos de conflitos. Mas os serviços de segurança estão atentos, em Londres e Dublin, para o risco de atentados terroristas.

Para muitos republicanos e nacionalistas irlandeses, a visita é prematura porque a República da Irlanda ainda não conseguiu unificar a ilha.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cameron é o novo primeiro-ministro britânico

O líder conservador, David Cameron, foi indicado pela rainha Elizabeth II para formar um novo governo e já é o novo primeiro-ministro do Reino Unido.

Aos 43 anos, Cameron é o mais jovem chefe de governo britânico desde Lorde Liverpool, que assumiu o cargo aos 24 anos em 1812.

No início da noite, a bancada do Partido Liberal-Democrata aprovou por aclamação a aliança com o Partido Conservador para formar o primeiro governo britânico de coalizão depois da Segunda Guerra Mundial.

Seu líder, Nick Clegg já tinha sido indicado vice-primeiro-ministro na audiência do líder conservador com a rainha.

Como os conservadores elegeram mais de 300 deputados na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico nas eleições de 6 de maio de 2010, ocupam as pastas mais importantes.

Cameron nomeou o ex-líder conservador William Hague para ministro do Exterior e o deputado George Osborne para ministro das Finanças, cargos que já ocupavam no governo paralelo da oposição conservadora.

Uma das tradições da política britânica é o chamado governo paralelo. Quando um partido está na oposição, tem um deputado designado para fiscalizar e fazer sombra ao ministro de cada pasta.

Cada partido tem um porta-voz para Finanças, outro para Relações Exteriores, assim como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Interior.

Se o partido chega ao poder, os ministros do governo paralelo são os principais candidatos a ministro no governo de verdade.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Rainha põe mensagem de Natal no YouTube

Pela primeira vez, a mensagem de Natal da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, estará disponível no YouTube, a partir das 15h pelo horário britânico (13h em Brasília) de 25 de dezembro.

Até lá, os internautas podem ver mensagens anterior e imagens da família real.

Porta-vozes do Palácio de Buckingham disseram que a rainha entende a necessidade de atingir o maior número de pessoas possível com seus pronunciamentos. Sabe que o uso das mais modernas tecnologias de mídia é essencial.

A rainha não é pop. Mas está no YouTube. Confira em The Royal Channel.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Fidel faz 81 anos após sobreviver a 167 atentados

O ditador cubano, Fidel Castro, completa hoje 81 anos, depois de sobreviver a 467 planos e 167 tentativas de assassiná-lo desde que implantou o regime comunista em Cuba, a partir da vitória da revolução, em 1 de janeiro de 1959.

Um livro publicado em Cuba pelo jornalista Luis Báez, El Mérito de Estar Vivo, faz um balanço dos atentados contra Fidel, o chefe de Estado que está no poder há mais tempo no mundo depois da rainha Elizabeth II. Ele passou os cargos de presidente, primeiro-ministro, líder do Partido Comunista e comandante das Forças Armadas interinamente a seu irmão, Raúl Castro, em 31 de julho do ano passado.

Desde então, Raúl acenou com a possibilidade de diálogo com os Estados Unidos. Seu objetivo seria promover uma reforma no estilo chinês, abrindo a economia para o sistema capitalista enquanto mantém o regime político ditatorial.

Leia mais detalhes sobre o livro no jornal espanhol El País.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Blair deixa governo britânico em 27 de junho

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está falando no seu distrito eleitoral, em Sedgefield, no Norte da Inglaterra, e acaba de anunciar a data em que apresentará sua demissão à rainha Elizabeth II, 27 de junho, depois de ficar dez anos no poder.

Até lá, o Partido Trabalhista vai eleger um novo líder. Com certeza, será o ministro das Finanças, Gordon Brown.

Mais bem-sucedido líder trabalhista britânico, Blair se queimou ao participar da invasão do Iraque ao lado dos Estados Unidos de George Walker Bush. Ao se despedir, declarou: "Fiz o que fiz certo que de era o melhor para o país". Mas admitiu que o fracasso da intervenção do Iraque aumentou o terrorismo internacional, tornando o mundo um lugar menos seguro, o que o governo Bush não reconhece.

Europeísta, Blair tentou, sem muito sucesso, levar a Grã-Bretanha para o centro das decisões européias. Ao privilegiar a "relação especial" com os EUA, afastou-se da França e da Alemanha, o núcleo original da integração da Europa. Mas defendeu uma posição mais ativa no combate ao aquecimento global. Seu governo definiu como meta um corte de 60% nas emissões de gases carbônicos. Também lutou pelo desenvolvimento da África e pelo perdão da dívida dos países pobres.

Com as guerras no Kossovo, no Afeganistão e no Iraque, e a intervenção britânica na guerra civil em Serra Leoa, na África, Blair é o primeiro-ministro que mais mandou soldados do Reino Unido para a guerra desde Winston Churchill, na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

sábado, 18 de novembro de 2006

Comércio já lucra com casamento do príncipe William

Com o lançamento de uma série de produtos, de pratos e xícaras de porcelana a toalhas e até mousepads, a cadeia de lojas americana Woolworth antecipa-se ao anúncio oficial do casamento entre o princípe William, segundo linha de sucesso ao trono do Reino Unido, e sua namorada Kate Middleton para faturar em cima do charme da monarquia.

Já estão a venda cerca de 100 mil produtos comemorativos do próximo casamento real. Outros vêm por aí. Estima-se que o faturamento total possa chegar a US$ 18 milhões.

Nem o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II, nem a Clarence House, residêncial oficial do príncipe Charles, pai de William e primeiro na linha sucessória, comentaram a possibilidade de casamento do filho mais velho da princesa Diana, muito parecido com a mãe.