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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Líderes de partidos derrotados renunciam no Reino Unido

Depois da uma expressiva vitória do Partido Conservador, que elegeu 331 dos 650 deputados da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o líder da oposição, Ed Miliband, renunciou hoje de manhã à liderança do Partido Trabalhista. O ex-vice-primeiro-ministro Nick Clegg deixou a liderança do Partido Liberal-Democrata e o mesmo fez Nigel Farage, do ultradireitista Partido da Independência do Reino Unido (UKIP).

No discurso da vitória, o primeiro-ministro David Cameron acenou com uma "Grã-Bretanha ainda maior", mas a realidade é outra. Sob pressão do UKIP e da ala eurocética do Partido Conservador, se fosse reeleito, Cameron prometeu convocar até 2017 um referendo sobre a saída do país da União Europeia. Se o sentimento antieuropeu insuflada pela imprensa sensacionalista ganhar, será desastroso para a economia do país, hoje a quinta maior do mundo.

Com a eleição de apenas 232 deputados, o Partido Trabalhista teve seu pior resultado desde 1987, na última eleição de Margaret Thatcher. O vice-líder do partido e ministro das Finanças do governo paralelo da oposição, Ed Balls, perdeu sua cadeira.

Miliband declarou ter feito o melhor possível nos últimos cinco anos, sem sucesso: "Chegou a hora de outra pessoa assumir a liderença deste partido", declarou, insistindo em que "o trabalhismo voltará".

A dúvida é qual trabalhismo, o neotrabalhismo de Tony Blair, que levou o partido para o centro ao aceitar a economia de mercado e abandonar as ambições socialistas - e ganhou três eleições consecutivas, ou o antigo trabalhismo apoiado nos sindicatos que Miliband tentou ressuscitar. Uma das bases do partido, de onde saíram alguns fundadores e o primeiro líder, a Escócia, desapareceu.

Muito abatido, o ex-vice-primeiro-ministro Nick Clegg admitiu que o desempenho do PLD ficou "muito abaixo das piores expectativas", mas insistiu que ainda há espaço no país para ideias políticas liberais. Ele salvou sua cadeira.

Na extrema direita, depois de vencer as eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, Farage pretendia formar uma pequena bancada do UKIP. Só elegeu um deputado. Ele ameaçava abandonar a política se não conseguisse uma vaga no Parlamento Britânico. Com medo de um possível governo trabalhista, a direita concentrou o voto no Partido Conservador.

Outra novidade é a eleição de 187 mulheres, um terço da Câmara dos Comuns.

Além da inesperada vitória conservadora e do avanço feminino, o grande fenômeno dessas eleições foi o crescimento espetacular do Partido Nacional Escocês, sob a liderança de Nicola Sturgeon. Sete meses depois de perder por 55% a 45% o referendo sobre a independência, os nacionalistas elegeram 56 dos 59 deputados da Escócia no Parlamento de Westminster, que querem abandonar.

Se o primeiro-ministro mantiver a promessa e convocar o referendo sobre a UE, há uma grande chance de que os eurocéticos saudosos do passado de glória do Império Britânico votem a favor da retirada. Neste caso, é provável que a Escócia queira continuar sendo parte da Europa unida.

O maior império que o mundo já viu ficaria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales. Durante o governo Cameron, o Reino Unido recuou de seu papel de potência mundial.

Quando o ditador Bachar Assad usou armas químicas na guerra civil da Síria apesar de uma ameaça de bombardeios dos Estados Unidos e aliados, havia a expectativa de que o Reino Unido o acompanhasse como um aliado fiel e incondicional desde que os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em 1942. O Parlamento Britânico negou autorização a Cameron.

Como o ex-primeiro-ministro Tony Blair saiu do governo desmoralizado em 2007, depois de apoiar a invasão ilegal do Iraque por George W. Bush, em 2003, Cameron rompeu na prática a "relação especial" com os EUA. Se o Reino Unido deixar a UE, perderá a importante função de ponte entre EUA e Europa.

Setenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em que o país resistiu heroicamente aos bombardeios e à expansão da Alemanha nazista antes que a União Soviética e os EUA entrassem na guerra, o Reino Unido está deixando de ser uma potência mundial.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Primeira debate na TV da campanha eleitoral britânica dá empate

Com líderes de sete partidos, o primeiro debate na televisão da campanha para as eleições parlamentares de 7 de maio de 2015 no Reino Unido, realizado ontem à noite, revela pelo número de participantes a mudança no panorama político do país. Mas os candidatos a primeiro-ministro ainda vêm dos partidos dominantes no pós-guerra e para os eleitores eles empataram, indica uma pesquisa publicada pelo jornal The Guardian.

Além do primeiro-ministro David Cameron, do Partido Conservador, do vice-primeiro-ministro Nick Clegg, do Partido Liberal-Democrata; e do principal líder da oposição, Ed Miliband, do Partido Trabalhista; estavam na bancada Nigel Farage, do ultradireitista Partido da Independência do Reino Unido (UKIP); Natalie Bennett, do Partido Verde; Nicola Sturgeon, do Partido Nacional Escocês; e Leanne Wood, do Plaid Cymru, o partido nacionalista do País de Gales.

Esta proliferação de partidos deixou o debate ainda mais tenso e caótico, a exemplo do que o Reino Unido pode esperar da próxima Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. De acordo com a pesquisa, 25% gostaram mais de Miliband e 24% de Cameron. Quando a pergunta foi sobre qual dos dois foi melhor, houve empate em 50%.

Todos atacaram Cameron e Clegg pelas políticas de cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos adotadas para enfrentar a crise financeira internacional.

O primeiro-ministro se defendeu dizendo que era preciso reduzir despesas e que a economia voltou a crescer. Com avanço de 2,8%, o Reino Unido teve  acusou todos os outros candidatos de planejarem aumentos de impostos para financiar suas promessas.

À ultradireita, Farage atacou: "Todos os outros partidos aqui presentes são iguais. São todos a favor da União Europeia."

Em seguida, culpou a UE e o que chamou de "migração em massa" por todos os problemas do país, dizendo que 300 mil imigrantes entrou no Reino todos os anos, agravando os problemas habitacionais, educacionais e de saúde.

Sob pressão, até o líder trabalhista foi obrigado a propor limitações aos imigrantes de outros países da UE. Eles teriam de ficar mais de dois anos no país para ter direito a benefícios previdenciários. Farage denunciou o "turismo da saúde", que custaria dois bilhões de libras por ano ao país, alegando que qualquer portador do vírus da aids que se mudar para o Reino Unido terá tratamento garantido pelo Serviço Nacional de Saúde.

A líder escocesa Nicola Sturgeon e Miliband aproveitaram o tema da imigração para criticar Cameron por prometer convocar, se for reeleito, um plebiscito sobre a associação à UE, descrito como um enorme risco para a economia, os empregos e o bem-estar social dos britânicos.

De sua parte, Farage argumentou que "este país precisa governar a si mesmo" e declarou que a única garantia de que vai haver uma consultar popular será a eleição de uma grande bancada de seu partido xenófobo e neofascista.

Cameron fuzilou Farage com o olhar, acusando-o de contribuir para uma vitória trabalhista ao roubar votos dos conservadores à direita. Com Miliband no poder, não vai haver plebiscito para sair da Europa.

Neste caso, se o Reino Unido deixar o bloco europeu, a líder do Partido Nacional Escocês disse que, além da independência, vai lutar para que a Escócia permaneça na UE. Da mesma forma, Leanne Wood, do partido nacionalista galês, defendeu o modelo social-democrata europeu, temendo perder ajuda e benefícios sociais se o Reino Unido deixar a UE.

O grande defensor da integração europeia foi Clegg. O líder liberal-democrata lembrou que são mais de 500 milhões de pessoas que produzem uma riqueza de mais de US$ 18 trilhões por ano.

A candidata verde, Natalie Bennett, tentou convencer o eleitor de que o voto em seu partido não será inútil. No sistema eleitoral britânico, que adota o voto distrital em turno único, há uma forte tendência para o voto útil nos grandes partidos. Os pequenos têm pouca chance e sempre formam bancadas proporcionalmente menores do que sua votação.

Em 7 de maio, os eleitores britânicos vão escolher deputados em 650 distritos. A maioria absoluta seria de 326 cadeiras, mas o partido republicano e nacionalista irlandês Sinn Féin, braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), tem hoje cinco deputados que não tomaram posse porque se recusam a jurar lealdade à coroa britânica. Deve manter a bancada, o que reduz o total de deputados empossados para 645 e a maioria para 323 cadeiras.

Pelas atuais pesquisas, conservadores e trabalhistas teriam em torno de 260 a 290 deputados cada. Cabe ao líder da maior bancada a primeira tentativa de formar um governo. 

O primeiro-ministro tem os liberais-democratas como parceiros naturais, mas estes podem perder muitas cadeiras pelo desgaste de ser governo sem chefiar o governo. Talvez não baste para ter maioria absoluta. Pode ser necessário atrair os partidos unionistas da Irlanda do Norte, que apoiaram o governo John Major (1992-97).

Historicamente o Partido Trabalhista sem dependeu dos deputados da Escócia para ter maioria na Câmara dos Comuns. Os trabalhistas ganharam o plebiscito sobre a independência da Escócia no ano passado, mas o Partido Nacional Escocês deve ganhar as eleições para o Parlamento de Westminster, do qual gostaria de se livrar.

Se Miliband precisar do apoio dos nacionalistas da Escócia e do País de Gales, terá de prometer mais autonomia a estas nações que, com a Inglaterra, formam a Grã-Bretanha desde 1707.

O mais provável no momento é uma vitória conservadora. David Cameron continuaria como primeiro-ministro. Mas a parada está indefinida.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Câmara dos Comuns aprova casamento gay

Depois de um dia de debates e apesar da divisão da bancada conservadora, por 400 a 175, a Camâra dos Comuns do Parlamento Britânico aprovou hoje em primeira votação o casamento de pessoas do mesmo sexo na Inglaterra e no País de Gales. A Escócia e a Irlanda do Norte, que também fazem parte do Reino Unido, tem autonomia.

O projeto vai agora para a Câmara dos Lordes, que pode adiar mas não impedir a aprovação. Depois, volta à Câmara dos Comuns para aprovação final.

"Foi um passo importante para fortalecer a sociedade", declarou o primeiro-ministro conservador David Cameron. De sua bancada, 136 votaram contra, 127 a favor, 35 não votaram e cinco se abstiveram, informa a televisão pública britânica BBC.

Já o vice-primeiro-ministro Nick Clegg, líder do Partido Liberal Democrata, festejou a decisão como "um marco no caminho para a igualdade. Não interessa quem você é e quem você ama. O casamento é amor e compromisso, não deve ser negado porque alguém é gay. O PLD luta há muito tempo pela igualdade no casamento. É uma política do partido e tenho orgulho de que seja um governo com participação liberal-democrata que o tenha conseguido".

O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, que votou em peso a favor do casamento gay, afirmou que "foi um grande avanço do Reino Unido rumo à igualdade".

terça-feira, 21 de junho de 2011

Brasil e Reino Unido assinam acordos de cooperação

O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, visitou hoje Brasília, onde assinou acordos com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O Brasil e o Reino Unido divulgaram o seguinte comunicado conjunto:

Em 21 e 22 de junho de 2011, o Governo brasileiro recebeu Delegação Ministerial do Reino Unido liderada pelo Vice-Primeiro-Ministro Nick Clegg. Os dois Governos realizaram consultas abrangentes e identificaram áreas de cooperação ao longo dos próximos quatro anos, com o objetivo geral de elevar a forte parceria que já possuem a níveis ainda mais altos.

Brasil/Reino Unido: áreas-chave de cooperação

Bilateral

Comércio e Investimento

O Reino Unido e o Brasil celebraram o aumento significativo no comércio bilateral em 2010, embora reconheçam o potencial para muito mais, e comprometeram-se a encorajar maior investimento em ambas as direções. A próxima reunião do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto (JETCO) será realizada em Londres em setembro de 2011.

Esportes

Os dois países reconheceram as oportunidades singulares decorrentes da incumbência de realizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012 em Londres e de 2016 no Rio de Janeiro. Eles concordaram em utilizar o planejamento, preparação e realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos para desenvolver a já forte cooperação em grandes eventos esportivos, inclusive nas áreas de sustentabilidade, segurança e legado – com base em dois acordos bilaterais já celebrados – por meio de conferência intitulada “De Londres para o Rio: um Legado Olímpico” e mediante ações decorrentes de futuras visitas a Londres por parte do Conselho Público Olímpico brasileiro.

Ciência e Inovação

O Ministro britânico para Universidades e Ciência, David Willetts, e o Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia do Brasil, Aloizio Mercadante Oliva, assinarão em 22 de junho Declaração Conjunta reforçando a próspera relação em Ciência e Inovação que existe entre Brasil e Reino Unido. Os dois Governos continuarão a identificar novas áreas de cooperação, incluindo atividades para atrair maiores investimentos do setor privado em pesquisa e desenvolvimento. A inovação será elemento central da relação, incluindo a exploração de oportunidades para transferência de tecnologia, inovação aberta e o estabelecimento de um número maior de joint ventures entre pequenas e médias empresas de alta tecnologia britânicas e brasileiras, bem como entre empresas inovadoras. O Reino Unido e o Brasil concordaram sobre a importância da propriedade intelectual para a promoção da inovação e da transferência de tecnologia.

Educação  

Cientes do papel central a ser desempenhado pela educação no desenvolvimento dos dois países, o Reino Unido e o Brasil comprometem-se com uma maior cooperação nessa área. Ambas as Partes discutiram o novo programa de bolsas de estudos anunciado pela Presidenta Dilma Rousseff e celebraram a cooperação entre universidades, empresas e instituições brasileiras e britânicas para viabilizar um aumento significativo no intercâmbio estudantil ao longo dos próximos quatro anos. Por ocasião de mesa redonda em Brasília, da qual participaram Reitores de universidades britânicas e brasileiras, ambos países celebraram a assinatura de acordo entre o Grupo BG e o Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq, por meio do qual o Grupo BG financiará até 450 novas bolsas de estudos para estudantes brasileiros no Reino Unido ao longo dos próximos 5 a 8 anos.

Defesa

O Reino Unido e o Brasil assinaram Tratado de Cooperação em Defesa em setembro de 2010 e comprometeram-se com a colaboração entre as duas Forças Armadas e Ministérios da Defesa. O Reino Unido aguarda com interesse a visita do Ministro de Estado da Defesa do Brasil no próximo mês.

Cultura e Turismo

O Reino Unido e o Brasil concordaram em garantir que as oportunidades apresentadas pelos grandes eventos esportivos que acontecerão em breve nos dois países sejam plenamente exploradas, incluindo um aumento significativo do turismo bilateral e do intercâmbio cultural, bem como mais cooperação e parcerias inovadoras entre nossos povos, organizações e empresas. O Brasil e o Reino Unido assinaram um novo Memorando de Entendimento sobre Cooperação e Intercâmbio Cultural.

Internacional

Política/Segurança

O Reino Unido e o Brasil continuarão a realizar consultas regulares sobre a pauta do Conselho de Segurança da ONU e outros fóruns multilaterais relacionados com a manutenção da paz internacional, desarmamento e não-proliferação, e direitos humanos. O Vice-Primeiro-Ministro reiterou o apoio do Reino Unido a um Conselho de Segurança da ONU reformado que inclua o Brasil como Membro Permanente.

Desenvolvimento Internacional

O Reino Unido e o Brasil assinaram Memorando de Entendimento sobre Desenvolvimento Global que fortalecerá suas ações conjuntas para promover o cumprimento acelerado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O MdE encorajará diálogo e cooperação mais fortes e profundos, beneficiando-se dos conhecimentos e experiência dos dois países com vistas a alcançar um maior impacto sobre a redução da pobreza e o crescimento globais. As ações a serem empreendidas incluem um programa extenso de cooperação trilateral, promovendo debate sobre políticas de desenvolvimento global e compartilhando boas práticas dos sistemas de cooperação em desenvolvimento de ambos os países.

Economia

O Reino Unido e o Brasil trabalharão estreitamente no âmbito do G20 para atingir objetivos comuns para promover um crescimento global equilibrado, sustentado e forte Ambos os países reconhecem os desafios atuais da economia mundial e continuarão a cooperar no âmbito do G20 para superá-los.

Comércio Internacional 

O Reino Unido e o Brasil reafirmaram seu compromisso conjunto com mercados abertos e livres. Na qualidade de apoiadores de longa data da Rodada de Comércio de Doha e do sistema de comércio multilateral, os dois países notaram com grave preocupação o atual impasse nas negociações de Doha e concordaram em trabalhar juntos para explorar todas as opções de negociação que levem a uma conclusão da Rodada, conferindo prioridade às necessidades dos Países Menos Desenvolvidos (PMD). Ambos os países apoiam a conclusão do Acordo de Associação bi-regional UE-Mercosul com o objetivo de impulsionar o comércio e o investimento mútuos e fortalecer uma relação mais ampla entre as duas regiões.

Energia

O Brasil e o Reino Unido celebraram o lançamento de um novo Diálogo de Alto Nível sobre Energia em 2011, para explorar meios de trabalhar em conjunto interna e internacionalmente, inclusive através do G20 e do Fórum Internacional de Energia (IEF) para promover a segurança energética, a produção e o uso de energias renováveis, e dar abertura a novas oportunidades científicas e de investimentos no setor de energia.

Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável

O Reino Unido e o Brasil trabalharão juntos para enfrentar os principais desafios ambientais do século XXI, mantendo a cooperação estreita desenvolvida nas reuniões de Nagoya e Cancun. Ambos os países reconheceram a importância da Conferência Rio+20 em 2012 para garantir um compromisso renovado com o desenvolvimento sustentável e concordaram em cooperar mais proximamente a fim de maximizar seu impacto.

Combate ao Fluxo Global de Drogas, Crime Organizado Transnacional e Crime Cibernético

O Ministro Adjunto das Relações Exteriores do Reino Unido, Jeremy Browne, e o Ministro de Estado da Justiça do Brasil em exercício, Luiz Paulo Barreto, assinaram hoje Memorando de Entendimento que fortalece as relações bilaterais estratégicas e operacionais nas áreas de segurança e crime. Os dois países continuaram a cooperar bilateral, regional e internacionalmente para combater o crime organizado, o tráfico ilegal de drogas e as ameaças emergentes à segurança cibernética internacional.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cameron é o novo primeiro-ministro britânico

O líder conservador, David Cameron, foi indicado pela rainha Elizabeth II para formar um novo governo e já é o novo primeiro-ministro do Reino Unido.

Aos 43 anos, Cameron é o mais jovem chefe de governo britânico desde Lorde Liverpool, que assumiu o cargo aos 24 anos em 1812.

No início da noite, a bancada do Partido Liberal-Democrata aprovou por aclamação a aliança com o Partido Conservador para formar o primeiro governo britânico de coalizão depois da Segunda Guerra Mundial.

Seu líder, Nick Clegg já tinha sido indicado vice-primeiro-ministro na audiência do líder conservador com a rainha.

Como os conservadores elegeram mais de 300 deputados na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico nas eleições de 6 de maio de 2010, ocupam as pastas mais importantes.

Cameron nomeou o ex-líder conservador William Hague para ministro do Exterior e o deputado George Osborne para ministro das Finanças, cargos que já ocupavam no governo paralelo da oposição conservadora.

Uma das tradições da política britânica é o chamado governo paralelo. Quando um partido está na oposição, tem um deputado designado para fiscalizar e fazer sombra ao ministro de cada pasta.

Cada partido tem um porta-voz para Finanças, outro para Relações Exteriores, assim como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Interior.

Se o partido chega ao poder, os ministros do governo paralelo são os principais candidatos a ministro no governo de verdade.

Brown renuncia para manter partido no poder

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje que vai deixar o cargo até setembro, numa manobra para tentar manter o Partido Trabalhista no poder, apesar da derrota nas eleições parlamentares de 6 de maio de 2010.

Depois de três dias de negociações sem sucesso entre o Partido Conservador, que conseguiu mais votos e deputados, com o Partido Liberal-Democrata, que ficou em terceiro lugar, Brown anunciou hoje ter sido convidado pelo líder liberal-democrata, Nick Clegg, para iniciar negociações.

Uma aliança liberal-conservadora teria ampla maioria na Câmara dos Comuns, somando os 307 deputados conservadores com os 57 liberais-democratas. Mas o programa dos liberais está muito mais próximo das ideias do governo trabalhistas.

Clegg está sob pressão tanto da bancada quanto do eleitorado para fazer uma aliança com os trabalhistas, embora esses dois partidos juntos não tenham maioria absoluta de 326 cadeiras na Câmara.

Seria um governo instável, de curta duração. Provavelmente haverá eleições antecipadas em pouco tempo. Mas é a chance dos liberais-democratas de promover uma reforma do sistema eleitoral para introduzir algum tipo de representação proporcional.

O PLD teve 23% do voto popular, mas terá menos de 9% das cadeiras no parlamento. Desde o início, Brown acenou com a possibilidade de reforma o sistema de votação.

Ao anunciar hoje que vai deixar a liderança do Partido Trabalhista até a convenção nacional do partido, em setembro, Brown disse que antes disso vai tentar formar uma "aliança progressista" para "recolocar o país na trilha do crescimento econômico" e promover a reforma eleitoral.

Durante a campanha, Clegg deixou claro que não formaria governo sob a liderança de Brown se os trabalhistas não ganhassem as eleições no voto popular.

No fim da tarde, o principal negociar dos conservadores, o ex-líder William Hague, cedeu num ponto em que até agora seu partido era irredutível, admitindo submeter a plebiscito a proposta de mudar o sistema de votação.

sábado, 8 de maio de 2010

Negociação de liberais e conservadores não avança

Os líderes dos partidos Conservador e Liberal-Democrata do Reino Unido voltam a se reunir no domingo de manhã na tentativa de formar um governo de coalizão, depois que nenhum partido obteve maioria absoluta na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico nas eleições de 6 de maio de 2010.

Nas comemorações do Dia da Vitória na Europa na Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, o líder conservador, David Cameron, e o liberal-democrata Nick Clegg estiveram lado a lado com caras sérias e sisudas, sem que a linguagem corporal indicasse um clima de entendimento.

Como atual primeiro-ministro, pela tradição constitucional britânica, não havendo um partido com maioria absoluta, Brown teria prioridade para formar uma coalizão e continuar no governo. Mas Clegg, líder do terceiro partido mais votado, preferiu negociar com Cameron porque os conservadores ganharam as eleições em número de votos e de deputados eleitos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Crescimento do Reino Unido cai

A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre do ano, uma redução no ritmo da recuperação do país, que saiu da recessão no último trimestre de 2009, com uma expansão de 0,4%.

É uma má notícia para o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, que convocou eleições gerais para 6 de maio e esperava uma reação da economia para salvar o governo.

Com o bom desempenho do líder liberal-democrata, Nick Clegg, nos dois primeiros debates de candidatos a primeiro-ministro britânico da História, o Partido Trabalhista caiu para um incômodo terceiro lugar nas pesquisas de opinião.