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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Copa tem impacto político e expõe ditaduras

A Copa do Mundo de 2022 está sendo marcada por uma série de controvérsias, a começar pela escolha como país-sede do Catar, uma monarquia absolutista, uma ditadura que não respeita os direitos humanos, discrimina mulheres e gays, e explora os trabalhadores migrantes, que são a maioria da população do país.

A revista inglesa The Economist defendeu a decisão da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associativo) sob o argumento de que outras ditaduras também organizam grandes eventos esportivos. A Rússia sediou a Copa de 2018. A China realizou a Olimpíada de Verão em 2008 e a Olimpíada de Inverno em 2022.

Já entrou para a história a foto do time da Alemanha com os jogadores tapando a boca em protesto contra a censura porque várias seleções europeias foram proibidas pela Fifa de usar a braçadeira de capitão nas cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBTQIAP+. Meu comentário:

sábado, 27 de março de 2021

Brasil volta a ter mais de 3 mil mortes num dia e chega a 310 mil

 O ritmo da morte se acelera. Hoje, foram notificadas mais 3.368 mortes e 81.909 casos confirmados da doença do coronavírus de 2019 no Brasil. Já são 12.489.232 casos confirmados e a 310.649 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias atingiu novo recorde: 2.548, com alta de 39% em duas semanas. A média de casos novos por dia também subiu: 77.128, com alta de 16% em duas semanas. A morte está em alta em 20 estados e no Distrito Federal.

No mundo, o total de casos confirmados está em 126.616.893, com 2.776.696 mortes, mais de 102 milhões de pacientes recuperados, cerca de 21,75 milhões apresentam sintomas leves e 93.281 estão em estado grave.

Com mais 75.756 casos e 1.260 óbitos registrados neste sábado, os Estados Unidos chegaram a 30.218.381 casos confirmados, com alta de 8% em duas semanas, e 548.825 mortes, com queda de 28% em duas semanas. É o país com o maior número absoluta de casos e de mortes.

O País de Gales é o primeiro dos quatro países que formam o Reino Unido a permitir encontros de até seis pessoas, depois de um confinamento rigoroso. Na segunda-feira, a Inglaterra toma a mesma medida, aliviando gradualmente as medidas de distanciamento social, que devem ser mantidas até 21 de junho.

A data não é o mais importante. São os dados sobre contágio, hospitalização e mortes que vão orientar a conduta do governo, anunciou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. O país registrou hoje 58 mortes.

Pouco menos de 560 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, das quais 141,8 milhões nos EUA, onde 91,7 milhões receberam a primeira dose e 50,1 milhões (15% da população) estão imunizados, devendo esperar duas semanas para a vacina fazer efeito. No Brasil, foram aplicadas 19,9 milhões de doses, 15,25 milhões receberam a primeira dose e 4,68 milhões as duas necessárias à imunização.

O Facebook suspendeu por um mês a conta do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por divulgar notícias falsas sobre a pandemia. Maduro tentou apresentar "gotinhas milagrosas" como cura para a doença.

sábado, 19 de dezembro de 2020

Reino Unido adota novos confinamentos por causa de mutação do coronavírus

 O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou hoje um novo confinamento no Sul e no Sudeste da Inglaterra para tentar conter a transmissão de uma mutação do coronavírus de 2019 que descreveu como 70% mais contaminante do que cepas anteriores. As medidas devem durar duas semanas.

"Parece que esta propagação está sendo alimentada por uma nova variante do vírus transmitida muito mais facilidade", justificou Johnson. "Nada indica que seja mais letal", mas o governo britânico teme que seja resistente à vacina que começou a aplicar em 8 de dezembro. Cerca de 62% dos novos contágios em Londres são pela nova cepa.

As academias de ginásticas e as lojas de produtos não essenciais serão fechadas. As festas de Natal foram limitadas ainda mais. O País de Gales também está sob ataque do vírus mutante. Na Irlanda do Norte, será imposto um confinamento a partir de 26 de dezembro.

O Reino Unido passou a marca de 2 milhões de casos confirmados. Tem 67.075 mortes até agora.

Com mais 678 mortes e 48.758 casos novos registrados neste sábado, o Brasil soma agora 186.365 óbitos e 7.212.670 casos confirmados da covid-19. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 746. 

Totalmente alheio à realidade, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não tem pressa de gastar os R$ 20 bilhões destinados à compra de vacinas porque "a pandemia realmente está chegando ao fim." Na sua opinião, "a pressa para a vacina não se justifica", disse, em conversa com o filho Eduardo Bolsonaro, citado pelo jornal Estado de São Paulo.

Nos Estados Unidos, houve 251.447 casos novos na sexta-feira, o segundo maior número, alta de 19% em duas semanas, e 2.815 mortes, alta de 26% em duas semanas. O país soma até agora 17.655.588 casos confirmados e 313.216 mortes.

A Itália anunciou um novo confinamento de 23 de dezembro a 7 de janeiro. A Alemanha e a Holanda suspenderam na quarta-feira todas as atividades não essenciais até o início de janeiro.

Pela primeira vez, a Suécia tornou obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos nas horas de maior movimento.

Ao receber hoje o Prêmio Nobel da Paz deste ano, o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), David Beasley, advertiu que "270 milhões de pessoas estão caminhando em direção à fome". O PMA foi agraciado neste ano.

sábado, 25 de junho de 2016

Escócia pede diálogo para "proteger lugar na UE"

Depois de uma reunião de emergência hoje em Edumburgo, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês, fez um pedido de abertura imediata de negociações para "proteger seu lugar na União Europeia", informou o jornal francês Le Monde.

A permanência do Reino Unido na UE venceu em todos os distritos eleitorais da Escócia no plebiscito realizado na quinta-feira somando 62% dos votos, mas a saída venceu por 1,269 milhão de votos graças à Inglaterra e ao País de Gales. Ficou evidente que os escoceses querem continuar na Europa.

O governo escocês também deve convocar um novo plebiscito sobre a independência. Em plebiscito realizado em setembro de 2014, a Escócia decidiu ficar no Reino Unido por 55% a 45%. O argumento vencedor foi que o país sofreria economicamente ao deixar a Grã-Bretanha e em consequência a UE.

Com a vitória da Brexit (do inglês, Britain exit, saída da Grã-Bretanha), a independência é a maneira de ficar na Europa. Será o fim de uma união que vem desde 1707.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Reino Unido muda questão do referendo sobre a União Europeia

 Sob pressão da extrema direita de seu próprio Partido Conservador e do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), o primeiro-ministro David Cameron anunciou ontem a mudança da pergunta que será feita aos eleitores britânicos sobre a permanência ou não do país na União Europeia, a ser realizado até 2017.

Em vez de responderem sim ou não à pergunta: "O Reino Unido deve continuar sendo membro da UE?", os eleitores britânicos terão como opções: "O Reino Unido deve continuar sendo membro da UE?" ou "O Reino Unido deve deixar a UE?"

A mudança foi logo aplaudida pelo líder neofascista Nigel Farage, líder do UKIP.

Como a maioria do Reino Unido é eurocética, há grande chance da saída da UE ser aprovada. Isso seria devastador para o país. De centro do maior império que o mundo já viu, encolhe politicamente com sério risco de se tornar irrelevante.

Se o país sair da UE, provavelmente a Escócia vai declarar a independência para ficar na UE. Restarão a pequena Inglaterra e o País de Gales, que também pode não querer ser governado por nacionalistas conservadores ingleses.

A provável eleição do esquerdista radical Jeremy Corbyn para líder do Partido Trabalhista, dada como certa em 13 de setembro, também vai contribuir para a decadância. É uma volta ao velho trabalhismo dos anos 1980s, quando a primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher dominava a política britânico, que parecia superado pelo neotrabalhismo de Tony Blair, chefe de governo de 1997 a 2007.

Por ser um país multinacional, o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte conseguiu escapar do nacionalismo extremado que gerou o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Líderes de partidos derrotados renunciam no Reino Unido

Depois da uma expressiva vitória do Partido Conservador, que elegeu 331 dos 650 deputados da Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, o líder da oposição, Ed Miliband, renunciou hoje de manhã à liderança do Partido Trabalhista. O ex-vice-primeiro-ministro Nick Clegg deixou a liderança do Partido Liberal-Democrata e o mesmo fez Nigel Farage, do ultradireitista Partido da Independência do Reino Unido (UKIP).

No discurso da vitória, o primeiro-ministro David Cameron acenou com uma "Grã-Bretanha ainda maior", mas a realidade é outra. Sob pressão do UKIP e da ala eurocética do Partido Conservador, se fosse reeleito, Cameron prometeu convocar até 2017 um referendo sobre a saída do país da União Europeia. Se o sentimento antieuropeu insuflada pela imprensa sensacionalista ganhar, será desastroso para a economia do país, hoje a quinta maior do mundo.

Com a eleição de apenas 232 deputados, o Partido Trabalhista teve seu pior resultado desde 1987, na última eleição de Margaret Thatcher. O vice-líder do partido e ministro das Finanças do governo paralelo da oposição, Ed Balls, perdeu sua cadeira.

Miliband declarou ter feito o melhor possível nos últimos cinco anos, sem sucesso: "Chegou a hora de outra pessoa assumir a liderença deste partido", declarou, insistindo em que "o trabalhismo voltará".

A dúvida é qual trabalhismo, o neotrabalhismo de Tony Blair, que levou o partido para o centro ao aceitar a economia de mercado e abandonar as ambições socialistas - e ganhou três eleições consecutivas, ou o antigo trabalhismo apoiado nos sindicatos que Miliband tentou ressuscitar. Uma das bases do partido, de onde saíram alguns fundadores e o primeiro líder, a Escócia, desapareceu.

Muito abatido, o ex-vice-primeiro-ministro Nick Clegg admitiu que o desempenho do PLD ficou "muito abaixo das piores expectativas", mas insistiu que ainda há espaço no país para ideias políticas liberais. Ele salvou sua cadeira.

Na extrema direita, depois de vencer as eleições para o Parlamento Europeu no ano passado, Farage pretendia formar uma pequena bancada do UKIP. Só elegeu um deputado. Ele ameaçava abandonar a política se não conseguisse uma vaga no Parlamento Britânico. Com medo de um possível governo trabalhista, a direita concentrou o voto no Partido Conservador.

Outra novidade é a eleição de 187 mulheres, um terço da Câmara dos Comuns.

Além da inesperada vitória conservadora e do avanço feminino, o grande fenômeno dessas eleições foi o crescimento espetacular do Partido Nacional Escocês, sob a liderança de Nicola Sturgeon. Sete meses depois de perder por 55% a 45% o referendo sobre a independência, os nacionalistas elegeram 56 dos 59 deputados da Escócia no Parlamento de Westminster, que querem abandonar.

Se o primeiro-ministro mantiver a promessa e convocar o referendo sobre a UE, há uma grande chance de que os eurocéticos saudosos do passado de glória do Império Britânico votem a favor da retirada. Neste caso, é provável que a Escócia queira continuar sendo parte da Europa unida.

O maior império que o mundo já viu ficaria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales. Durante o governo Cameron, o Reino Unido recuou de seu papel de potência mundial.

Quando o ditador Bachar Assad usou armas químicas na guerra civil da Síria apesar de uma ameaça de bombardeios dos Estados Unidos e aliados, havia a expectativa de que o Reino Unido o acompanhasse como um aliado fiel e incondicional desde que os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em 1942. O Parlamento Britânico negou autorização a Cameron.

Como o ex-primeiro-ministro Tony Blair saiu do governo desmoralizado em 2007, depois de apoiar a invasão ilegal do Iraque por George W. Bush, em 2003, Cameron rompeu na prática a "relação especial" com os EUA. Se o Reino Unido deixar a UE, perderá a importante função de ponte entre EUA e Europa.

Setenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em que o país resistiu heroicamente aos bombardeios e à expansão da Alemanha nazista antes que a União Soviética e os EUA entrassem na guerra, o Reino Unido está deixando de ser uma potência mundial.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Número de assassinatos é o menor na Inglaterra em quase 30 anos

LONDRES - O número de assassinatos em 2011 na Inglaterra e no País de Gales caiu para 550, 14% a menos do que os 638 homicídios do ano anterior. É o menor índice desde 1983, informam estatísticas reveladas hoje pelo governo britânico.

Em relação ao pico de 2002, quando as 172 mortes do médico-monstro Harold Shipman foram computadas, elevando o total a 1.047, houve uma queda de 50%.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Londres já tem 8,2 milhões de habitantes

LONDRES - Mais 850 mil pessoas vieram viver na capital do Reino Unido na última década, aumentando sua população em 12% para um recorde de 8,2 milhões, indicam os resultados do Censo de 2011, divulgado hoje aqui.

A cidade tem mais 112,7 mil crianças, pressionando um sistema educacional em crise por causa da crise das dívidas públicas, que levou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a fazer um corte de gastos draconiano de mais de 80 bilhões de libras, cerca de R$ 260 bilhões, em quatro anos.

Na Inglaterra e no País de Gales, há mais 3,7 milhões de habitantes, elevando o total para 56,1 milhões. Com os cerca de 5,2 milhões de escoces, a população da Grã-Bretanha é hoje de 61,3 milhões. A Irlanda do Norte tem cerca de 1,8 milhões.

Assim, a população total do Reino Unido chega a 63,1 milhões.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Chefe de polícia quer legalizar todas as drogas

Por considerar a guerra contra as drogas um "fracasso", um dos principais chefes de polícia do Reino Unido vai propor a legalização de todas as drogas - inclusive a cocaína e a heroína - e o fim das "leis imorais".

Em sua análise do problema, a ser apresentada hoje à Polícia do Norte do País de Gales, chefiada por ele, o comissário Richard Brunstrom vai alegar que as drogas ilegais estão cada vez mais baratas e disponíveis em maiores quantidades. O número de usuários cresce enquanto aumentam os crimes relacionados às drogas ilegais, que hoje sustentam impérios criminosos cujos negócios só são superados pelo petróleo.

"Se a política de drogas tornar-se no futuro mais pragmática e não moralista, orientada pela ética e não por dogma, então o atual proibicionismo terá de ser abandonado como inexequível e imoral para ser substituído por um sistema unificado que inclua o álcool e o tabaco, baseado nos dados e evidências disponíveis, e voltado para a redução dos danos à sociedade", alerta o chefe de polícia do Norte de Gales.

A notícia não vai agradar ao governo britânico. Em seu discurso na convenção anual do Partido Trabalhista no ano passado, o atual primeiro-ministro Gordon Brown declarou: "Precisamos enviar uma mensagem clara de que as drogas nunca serão descriminalizadas."

O mesmo pensa a oposição conservadora, embora alguns anos atrás um deputado e ex-candidato à liderança do partido tenha proposto a liberalização da maconha, numa tentativa de captar o voto do eleitorado jovem.

Leia mais no jornal inglês The Independent.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Nocaute genético dá Nobel de Medicina

Dois pesquisadores americanos e um britânico ganharam hoje o Prêmio Nobel de Medicina por descobrir como produzir células-tronco embrionárias em cobaias e usar a técnica para produzir animais com engenharia genética.

Martin Evans, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, Mario Capecchi, da Universidade de Utah, e Oliver Smithies, da Universidade da Carolina do Norte desenvolveram em conjunto uma técnica chamada de "nocaute genético" para desativar o gene desejado.

Desta forma, seria possível desativar os genes responsáveis por doenças.