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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Outubro

BATALHA DE LEPANTO

    Em 1571, forças cristãs aliadas vencem o Império Otomano (turco) na Batalha de Lepanto, uma batalha naval pelo controle do Leste do Mar Mediterrâneo, a maior travada no Ocidente desde a Antiguidade.

So o comando de João da Áustria, a Liga Santa, formada pela República de Veneza, o Reino da Espanha, os Cavaleiros de Malta e os Estados Pontifícios, vence os turcos no Mar Jônico ao largo de Lepanto, no Golfo de Patras, no Sudoeste da Grécia. É uma batalha da infantaria sobre plataformas navais.

Veneza tenta conter a expansão otomana no Mediterrâneo Oriental até 1540, quando faz um acordo de paz humilhante com o imperador Suleiman I. Seu sucessor, Selim II, está decidido a tomar a ilha de Chipre, uma possessão veneziana.

Quando Veneza se nega a ceder o Chipre, o Império Otomano invade. Veneza, então, faz um apelo ao papa Pio V (1566-72), que desde o início de seu pontificado tenta articular uma aliança católica. Mas a França e o Sacro Império Romano-Germânico estão mais preocupados com o impacto da Reforma Protestante. O rei Felipe II, da Espanha, enfrenta revoltas na Andalusia e na Holanda. Veneza rejeita a influência espanhola na Itália.

Em 1570, o papa alerta os governantes católicos de que a invasão otomana a Chipre é iminente e envia João da Áustria à Itália, onde ele obtém o apoio dos Cavaleiros de Malta, que recebem ajuda econômica do Vaticano, e das marinhas da Espanha, de Veneza e dos Estados Pontifícios. Forma uma esquadra com 208 galés e seis galeaças.

A esquadra parte de Messina, na Sicília, em 16 de setembro de 1571. Em 7 de outubro, enfrenta 230 galés turcas. Os escritores Miguel de Cervantes e Luís de Camões lutaram na Batalha de Lepanto. Depois do combate, o mar fica manchado de vermelho. A expansão otomana no Mediterrâneo está contida.

NASCE A ALEMANHA ORIENTAL

    Em 1949, durante a Guerra Fria, cinco meses depois que os Estados Unidos, a França e o Reino criam a República Federal da Alemanha, a Alemanha Ocidental, é proclamada a República Democrática da Alemanha, mais conhecida como Alemanha Oriental, na região ocupada pela União Soviética no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Com a reconstrução do lado ocidental e a ditadura comunista do lado oriental, milhares de alemães-orientais começam a "votar com os pés" e fugir para o Ocidente. Na noite de 12 para 13 de outubro, a Alemanha Oriental inicia a construção do Muro de Berlim, a cicatriz viva da divisão do mundo na Guerra Fria.

A Alemanha Oriental é o país mais rico do Bloco Soviético.

A abertura do muro, em 9 de novembro de 1989, é um março do fim do conflito Leste-Oeste. Leva à reunificação da Alemanha em 3 de outubro de 1990.

GINSBERG LÊ UIVO EM PÚBLICO

    Em 1955, o poeta beat Allen Ginsberg lê pela primeira vez em público o poema Howl (Uivo), na Six Gallery, em São Francisco.

É um sucesso imediato. A literatura beat expressa a rebelião da juventude dos anos 1950 e dá o tom para a poesia confessional dos anos 1960.

Ginsberg nasce em 1926, filho de um professor do ensino médio e de uma mãe marxista que mais tarde tem problemas mentais. O pai o introduz à literatura de poetas como Edgar Allan Poe, Charles Dickens, John Keats e John Milton.

Na Universidade de Colúmbia, antes de ser expulso, conhece Jack Kerouac, William Burroughs e Neal Cassady, figuras centrais do movimento beat.

Preso por drogas que um amigo viciado deixa em sua casa, Ginsberg alega problemas mentais para não ser condenado e passa oito meses internado numa clínica psiquiátrica.

Depois de se mudar para São Francisco da Califórnia, escreve Howl (Uivo) em dois meses. O poema é publicado pelo também poeta Lawrence Ferlinghetti e sua livraria e editora City Lights, outro ícone do movimento beat.

Por causa da publicação, Ferlinghetti é processado por obscenidade. Graças ao depoimento de nove críticos literários sobre o valor do livro, o editor é absolvido.

Ícone da contracultura, Ginsberg entra para a lista de subversivos de John Edgar Hoover, diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a policia federal dos EUA. Vai a Cuba, onde fica decepcionado com a perseguição aos gays e denuncia o autoritarismo e a repressão do regime de Fidel Castro. Também faz campanha contra a participação norte-americana na Guerra do Vietnã (1955-75).

SEGUNDO DEBATE KENNEDY x NIXON

   Em 1960, no segundo de quatro debates na televisão entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o senador John Kennedy e o vice-presidente Richard Nixon discutem política externa em plena Guerra Fria, com destaque para a Revolução Cubana e a derrubada de um avião-espião norte-americano U-2 na União Soviética.

Kennedy acusa o governo Dwight Eisenhower (1953-61) de tímidez e indecisão ao enfrentar a ameaça soviética, enquanto Nixon descreve o jovem oponente como ingênuo e pronto para ceder à URSS e à China.

Os primeiros debates televisionados são considerados decisivos para a vitória de Kennedy, mais telegênico e mais confiável na visão dos telespectadores. O sociólogo canadense Marshall McLuhan compara Kennedy ao xerife bonachão em que uma pequena cidade confia e Nixon ao advogado da estrada de ferro que vai ferrar a cidade.

No poder, Kennedy enfrenta seu maior desafio na Crise dos Mísseis em Cuba, de 14 a 27 de outubro de 1962, quando mundo esteve mais perto do que nunca de uma guerra nuclear. É assassinado em 22 de novembro de 1963.

Nixon é eleito em 1968, no auge da Guerra do Vietnã. Em 1972, vai à URSS e à China, iniciando o período da détente na Guerra Fria.

EUA ATACAM AFEGANISTÃO

    Em 2001, um mês depois dos atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos e aliados bombardeiam a invadem o Afeganistão para derrubar o regime extremista muçulmano da Milícia dos Talebã (Estudantes) e caçar a liderança da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos ataques a Nova York e ao Pentágono.

O regime afegão cai em três semanas. Em dezembro, os EUA cercam os líderes d'al Caeda na Batalha de Tora Bora, mas Ossma ben Laden foge para o Paquistão, onde é morto por um comando de elite na Marinha norte-americana em 2 de maio de 2011.

A guerra mais longa da história dos EUA só termina em 15 de agosto de 2021, com a retirada das últimas forças internacionais e a volta dos Talebã ao poder. Pelo menos 2.448 soldados e 3.486 civis norte-americanos, 1.444 soldados de países aliados e 66 mil soldados e policiais afegãos morrem nesse período, num total estimado em mais de 240 mil mortes.

SCHWARZENEGGER GOVERNADOR

    Em 2003, o ator e fisiculturista Arnold Schwarzenegger é eleito governador da Califórnia, o estado mais rico e populoso dos Estados Unidos e a quinta maior economia do mundo, centro mundial da revolução tecnológica da informática.

Apesar da inexperiência política, ele ganha a eleição para substituir o governador Gray Davis, o primeiro governador norte-americano a perder o mandato num referendo revogatório desde 1921.

Schwarzenegger nasce em Thal, na Áustria, em 30 julho de 1947 e começa a fazer musculação na adolescência. Aos 20 anos, ganha o título de Mr. Universo. Em 1968, migra para os EUA.

Seu sucesso como ator de cinema começa em 1982, com Conan, o Bárbaro. Seu personagem definitivo é O Exterminador do Futuro.

Em 1986, ele casa com a jornalista de televisão Maria Kennedy Schriver, sobrinha do presidente John Kennedy, mas entra na política pelo Partido Republicano. Governa a Califórnia por dois mandatos até 2011, quando se separa de Maria Shriver.

HAMAS BARBARIZA ISRAEL

    Em 2023, um ataque de 6 mil terroristas liderado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) mata cerca de 1,2 mil pessoas e sequestra outras 251 em Israel, que contra-ataca a Faixa de Gaza numa guerra em que mais de 74 mil palestinos morrem, de acordo com dados do Hamas contestados por estimativas independentes.

A guerra se propaga para outras frentes. Em semanas, o conflito de baixa intensidade entre Israel e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) no Norte de Israel e o Sul do Líbano vira uma guerra total.

Cento e dez reféns são trocados por prisioneiros palestinos durante uma trégua no fim de novembro. Os últimos reféns vivos são libertados em 13 de outubro de 2025. Os últimos restos mortais de reféns são entregues em 26 de janeiro de 2026. Três dias depois, a Cruz Vermelha Internacional anuncia que a libertação dos reféns está concluída.

A Corte Internacional da Justiça das Nações Unidas julga uma denúncia de genocídio feita pela África do Sul contra Israel, com o apoio do Brasil, enquanto o Tribunal Penal Internacional pediu a prisão de três líderes do Hamas agora mortos por Israel e do primeiro-ministro e do ministro da Defesa de Israel.

Com as derrotas do Hamas e do Hesbolá, a queda da ditadura de Bachar Assad na Síria e os bombardeios que destroem as defesas antiaéreas do Irã, Israel torna-se potência hegemônica no Oriente. Só depois de dois anos de guerra, o presidente Donald Trump pressiona o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a acabar com a guerra.

Em consequência desta guerra, em 28 de fevereiro deste ano, os EUA e Israel atacam o Irã. Os bombardeios e contra-ataques cessaram nos últimos meses, mas este conflito ainda não tem solução.

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sábado, 26 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 26 de Setembro

DRAKE COMPLETA VOLTA AO MUNDO

    Em 1580, ao ancorar em Plymouth, na Inglaterra, o navegador e corsário inglês Francis Drake se torna o primeiro comandante a completar a volta ao mundo, já que o português Fernão de Magalhães morre nas Filipinas na primeira viagem de circunavegação da Terra (1520-21), completada por seu subcomandante, Juan Sebastián Elcano.

Drake sai da Inglaterra em 13 de dezembro de 1577 para saquear colônias da Espanha no Oceano Pacífico. Dos cinco navios, só um, o Golden Hind, atravessa o Estreito de Magalhães, ataca as colônias espanholas da costa do Oceano Pacífico da América do Sul e segue rumo à América do Norte em busca de uma passagem ao norte para voltar ao Oceano Atlântico.

O Golden Hind vai até a altura de onde fica hoje o estado de Washington, nos Estados Unidos, e antes de atravessar o Pacífico para perto da Baía de São Francisco para reparos. Drake chama o local de Nova Albion. É o primeiro a reivindicar para a coroa da Inglaterra a soberania sobre o que é hoje parte dos EUA.

Ao visitar seu navio em 1581, a rainha Elizabeth I o ordena cavaleiro. Drake é um dos comandantes responsáveis pela vitória sobre a Armada Invencível da Espanha, em 1588.

SANTA ALIANÇA

    Em 1815, depois da derrota final de Napoleão Bonaparte, a Áustria, a Prússia e a Rússia formam a Santa Aliança para restaurar as monarquias europeias atacadas pelo imperador da França.

O czar Alexandre I, da Rússia, o imperador Francisco I, da Áustria, e o rei Frederico Guilherme III, da Prússia, formam a aliança em Paris, enquanto negociam a paz com a França, com o objetivo de restaurar os antigos regimes monárquicos baseados nos valores cristãos e em privilégios feudais.

A Santa Aliança é uma consequência do Congresso de Viena, realizado de 18 de setembro de 1814 a 9 de junho de 1815, nove dias antes da derrota de Napoleão em Waterloo, na Bélgica. 

Todos os reis da Europa aderem, menos o príncipe-regente do Reino Unido, o futuro George IV, o papa e o sultão do Império Otomano. Para grandes diplomatas da época, como o príncipe Klemens von Metternich, da Áustria, e o Visconde de Castelreagh, secretário de Estado do Reino Unido, a Santa Aliança é irrelevante e efêmera, mas é um embrião de organizações internacionais.

PRIMEIRO DEBATE PRESIDENCIAL NA TV

    Em 1960, o senador John Kennedy e o vice-presidente Richard Nixon fazem em Chicago o primeiro debate na televisão de dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos. 

Kennedy é considerado vencedor por ficar mais a vontade diante das câmeras, enquanto Nixon não usa maquiagem e parece nervoso. 

O sociólogo canadense Marshall McLuhan, o papa da comunicação, observa que Kennedy parecia o xerife simpático e bonachão de uma pequena cidade do interior, enquanto Nixon agia como o advogado da companhia ferroviária que vai ferrar a cidade.

Nixon teria saído um pouco melhor no segundo e no terceiro debates. O quarto e último é em 21 de outubro.

Em 8 de novembro, JFK vence a eleição com 34.220.984 votos (49,7%) contra 34.108.157 (49,6%) de Nixon e por 303-219 no Colégio Eleitoral.

Com o assassinato de Kennedy, em 22 de novembro de 1963, assume a Presidência o vice-presidente Lyndon Johnson, que se nega a debater na TV na eleição de 1964. 

Por causa de sua impopularidade causada pela Guerra do Vietnã, Johnson desiste de disputar a reeleição em 1968.  O favorito é Robert Kennedy, baleado mortalmente em 5 de junho, no dia em que garante a indicação ao vencer a eleição primária da Califórnia.

Nixon é o candidato do Partido Republicano e se nega a debater com o democrata Hubert Humphrey. Os debates voltam em 1976, quando Gerald Ford, o único presidente não eleito numa chapa presidencial nos EUA (é presidente da Câmara quando Nixon renuncia; o vice-presidente Spiro Agnew havia sido afastado por corrupção), perde a reeleição para o ex-governador democrata da Geórgia Jimmy Carter.

Nos debates entre Carter e Ronald Reagan, em 1980, o republicano repete várias frases de Kennedy, como "déficits não importam" e "se você está melhor de vida do que oito anos atrás, vote nele; se não melhorou, me dê uma chance." E vence Carter, abatido pela inflação e pela crise dos reféns na Embaixada dos EUA no Irã.

ÚLTIMO DOS BEATLES

    Em 1969, The Beatles lançam o excelente Abbey Road, o último disco que gravaram. Let it be, gravado antes, é lançado em 1970, quando a banda se dissolve.

John Lennon e Paul McCartney, dois garotos de classe média de Liverpool, um porto decadente por causa do declínio do comércio transatlântico, mas que recebe discos de rock dos Estados Unidos, começam a tocar juntos em 1957. George Harrison entra para a banda no fim do ano.

De 1960 a 1962, os Beatles tocam em Hamburgo, na Alemanha. No outono de 1961, Brian Epstein, gerente de uma loja de discos de Liverpool, vê a banda, decide se tornar empresário do grupo e bombardeia as gravadoras com cartas e fitas gravadas dos Beatles.

Depois de muito insistir, Epstein consegue um contrato com a Parlaphone, uma subsidiária da EMI, onde o produtor é George Martin, um músico de formação clássica. Sugere a contratação de um baterista melhor, Ringo Starr, e muda o arranjo do segundo compacto dos Beatles, Please Please Me, de um lamento para um ritmo forte, animado e positivo, para cima.

Na primavera de 1963, o Reino Unido estava tomado pela Beatlemania, que desembarca nos EUA no início de 1964. Os Beatles são a banda que mais vende discos na história, com total estimado em 500 milhões.

GUERRA NUCLEAR EVITADA

    Em 1983, o tenente-coronel soviético Stanislav Petrov decide que um alerta de computador sobre um ataque de mísseis dos Estados Unidos contra a União Soviética é falso. Assim, evita a deflagração de uma guerra nuclear.

Stanislav Yevgrafovich Petrov nasceu em 7 de setembro de 1939 em Vladivostok, no extremo leste da Rússia. Filho de um piloto que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-45), cresce num lar abusivo, mas "com a sensibilidade de um artista", na visão do escritor e historiador Dan McEwen.

Seus pais o obrigam a entrar para as Forças Armadas, onde os oficiais encarregados do treinamento percebem seu talento e criatividade. Stanislav vai para o Colégio Superior de Engenharia Radiotécnica, da Força Aérea, em Kiev, na Ucrânia. Quando se forma, vira pesquisador de defesa aérea da Força Aérea.

Na noite calma de 26 de setembro de 1983, a Lua quase cheia ilumina com luz pálida a base de Surpukhov-15, uma pequena vila militar a 130 quilômetros ao sul de Moscou. Duas semanas antes, a União Soviética abate um Boeing 747 da companhia South Korea Air e mata todas as 269 pessoas a bordo, inclusive um deputado do Congresso dos EUA.

O tenente-coronel Petrov está no controle do computador quando toca uma sirene e a tela fica vermelha. Em segundos, ele percebe que é um alerta de lançamento de mísseis. Quinze segundos depois, outro aviso: são cinco mísseis nucleares disparados de uma base norte-americana em Dakota do Norte.

Ele estima em 50% a probabilidade de ser um ataque nuclear verdadeiro e decide caracterizar como um alarme falso. Em entrevista à revista Time, em 2015, declara que "não queria ser responsável por começar a Terceira Guerra Mundial", mas falando em 2013 à rádio e televisão britânica BBC admite que "ninguém seria capaz de corrigir meu erro, se eu tivesse errado."

Petrov é o único homem da base com educação civil. Todos os outros são soldados profissionais acostumados e dar e receber ordens. Se outro estivesse no computador, poderia ter dado o alerta geral. 

É outro oficial soviético que evita uma tragédia nuclear. Durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em 27 de outubro de 1962, o comandante de um submarino soviético está pronto a disparar um torpedo nuclear contra um navio dos EUA que faz um bloqueio aeronaval a Cuba, quando Vassili Arkhipov o impede.

Pela doutrina nuclear soviética, o disparo tem de ser autorizado pelos três altos oficiais a bordo. Arkhipov alega que o submarino não está sob ataque.

Quando a URSS derruba o avião sul-coreano perto das Ilhas Sakhalina, em 1º de setembro de 1983, no auge da Segunda Guerra Fria, sem conseguir autorização direta com Moscou, o militar que abate o Jumbo é orientado a "seguir o manual". 

Numa era de inteligência militar, siga o manual pode ser o início de uma guerra total.

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sábado, 1 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Agosto

REI DA FRANÇA ESFAQUEADO

    Em 1589, o rei Henrique III da França é esfaqueado pelo frei dominicano fanático Jacques Clément e morre no dia seguinte, depois de indicar Henrique de Navarra, o futuro Henrique IV, da Dinastia dos Bourbon, um protestante huguenote, como sucessor.

Quarto filho do rei Henrique II e da rainha Catarina de Medici, Alexandre Édouard nasce em 19 de setembro de 1551 no Palácio de Fontainebleau. No reinado do irmão Carlos IX, ele comanda o Exército Real da França na guerra contra os protestantes e vence as batalhas de Jarnac e Moncontour.

Quando ainda é o Duque de Anjou, ajuda a planejar o Massacre dos Huguenotes na Noite de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572, quando cerca de 3 mil protestantes são mortos. A matança se espalha pela França. O total de mortos é estimado entre 10 e 30 mil.

Aos 21 anos, em 1573, é eleito rei da Polônia e grão-duque da Lituânia. Seu governo da Comunidade Polaco-Lituana vai até 1575. Em 1574, ele se torna rei da França como Henrique III. Seu reinado é marcado por quatro guerras religiosas. Ele enfrenta partidos políticos e religiosos apoiados por potências estrangeiros.

Henrique III se prepara para retomar Paris quando é esfaqueado. O assassino é morto na hora pela guarda real.  

HITLER ABRE OLIMPÍADA DE BERLIM

    Em 1936, diante de 100 mil espectadores e 5 mil atletas de 51 países, o ditador nazista Adolf Hitler participa da abertura da Olimpíada de Berlim.


 Ao entrar no Estádio Olímpico, Hitler é saudado pelo Hino da Alemanha Nazista, Deutschland über alles (Alemanha acima de tudo), lema copiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao acender a pira olímpica, a tocha, fabricada pela companhia metalúrgica Krupp, que produz armas para o regime nazista, Hitler dá início à olimpíada que consagraria a superioridade da raça ariana (branca) e da Alemanha. Mas o racismo perde.

O negro norte-americano Jesse Owens demole o mito da supremacia branca ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo. 

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-norte-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Atletas negros ganham 14 das 56 medalhas dos Estados Unidos, mas isso não evita que sejam discriminados pelo sistema segregação racial vigente no país naquela época ao voltar para casa.

LANCHA DE KENNEDY TORPEDEADA

    Em 1943, um contratorpedeiro japonês atinge a lancha torpedeira PT-109, dos Estados Unidos, partindo-a ao meio. Dois marinheiros morrem e 11 sobrevivem, entre eles o futuro presidente John Kennedy.

Depois de cinco horas no mar, os sobreviventes chegam a uma ilha de coral. Kennedy volta a entrar no mar nadando para ver se consegue avisar navios ou aviões norte-americanos. As fortes correntes e um problema crônico nas costas dificultam seu retorno.

Mais tarde, os sobreviventes nadam até uma ilha próxima, acreditando ser Nauru, e mandam uma mensagem numa casca de coco. Kennedy é condecorado pela Marinha dos EUA.

O filme O Herói da PT-109 é lançado em 1963, ano do assassinato de JFK.

ATAQUE AO POSTO DE GASOLINA DE HITLER

    Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), 117 aviões bombardeiros B-24 decolam de uma base aérea aliada na Líbia para atacar os poços de petróleo e as refinarias de Ploiesti, na Romênia, conhecidos como o posto de gasolina de Hitler.


A Operação Maremoto fracassa ao não dar um golpe fatal nas instalações, que processam 8,5 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Os bombardeiros voam a baixa altitude para escapar dos radares alemães e o ataque deixa de ser uma surpresa quando um esquadrão aéreo se perde e precisa de orientação por rádio-comunicação para retomar a rota. O ataque acaba vindo do sul, onde a Alemanha concentra suas baterias antiaéreas.

A ação é caótica, trágica e custosa, com grandes perdas para os aliados: 310 aviadores mortos, 108 capturados e 78 detidos na Turquia. Os aliados alegam ter destruído 40% da capacidade produtiva do campo, mas os danos são logo reparados. Meses depois, as refinarias superam a produção anterior.

O posto de gasolina de Hitler continua funcionando até ser capturado pelo Exército Vermelho, da União Soviética, em agosto de 1944.

 TENSÃO RACIAL EXPLODE NO HARLEM

   Em 1943, a tensão racial e a frustração econômica explodem em Nova York no Distúrbio Racial de 1943 no Harlem, o principal bairro negro da cidade.

Em meio a uma discussão acalorada no saguão do Hotel Braddock, um policial branco dá um tiro no soldado negro Robert Bandy, deflagrando uma explosão de violência.

O Harlem é predominantemente branco até a Grande Migração, a fuga de mais de 6 milhões de negros do Sul para o Norte dos Estados Unidos de 1916 a 1970 por causa da segregação racial e da falta de oportunidades, num reflexo tardio da Guerra da Secessão (1861-65) e da discriminação que se segue desde a Reconstrução.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1941, 89% dos moradores do Harlem são negros. Além do recrutamento militar obrigatório, a comunidade negra norte-americana enfrenta as dificuldades econômicas causadas pela guerra.

Na noite daquele 1º de agosto, Marjorie Polite, uma mulher negra, decide reclamar do quarto no Hotel Braddock, que está em decadência. Insatisfeita, pede a devolução do dinheiro.

A discussão leva o policial branco James Collins a dar voz de prisão a Marjorie por "perturbação da ordem pública". 

Em meio à confusão, Bandy chega ao hotel para jantar com a mãe, que está hospedada lá. Ele tenta impedir o policial de bater em Marjorie com o cassetete, é baleado e tratado num hospital com ferimentos leves.

O boato de que Bandy fora morto deflagra uma onda de saques contra empresas de propriedade de brancos, a tal ponto que empresários negros botam placas avisando que seus negócios são de propriedade de negros.

Seis negros morrem e 500 saem feridos quando a Polícia de Nova York e o Exército, convocado pelo prefeito Fiorello La Guardia, ocupam o Harlem. 

No poema Beaumount a Detroit: 1943, o poeta Langston Hughes fala da ironia perversa de que os negros norte-americanos lutem na Segunda Guerra Mundial (1939-45) por um país que não os reconhece: "Faço esta pergunta/porque quero saber/quanto tempo terei de lutar/tanto contra Adolf Hitler quanto contra Jim Crow".

Jim Crow é um nome dado com frequência a negros norte-americanos estereotipados, imortalizado como um personagem do compositor Thomas Rice, que pintava o rosto de preto e ridiculariza os negros ao tratá-los como indolentes, preguiçosos, idiotas e infantis. Dá nome a leis segregacionistas aprovadas no Sul dos EUA depois da Guerra de Secessão (1861-65) e da Abolição da Escravatura.

ANNE FRANK ESCREVE PELA ÚLTIMA VEZ

    Em 1944, Anne Frank, a adolescente judia alemã escondida numa casa em Amsterdã, na Holanda, durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45) escreve pela última vez em seu diário, que se torna um símbolo da inocência perdida, roubada pelo terror do Holocausto.

Anne Frank nasce em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929, ganha o diário no aniversário de 13 anos e escreve nele regularmente durante dois anos, descrevendo a vida cotidiana no esconderijo, um anexo de três andares acima do armazém de seu pai na Prinsengracht 263, em Amsterdã. 

Havia mais sete pessoas: seus pais, Otto e Edith; o sócio de seu pai, Herman van Pels, sua mulher, Auguste, e o filho Peter; e o dentista Fritz Pfeffer.

Três dias depois do último escrito, ela e a família são presas pelos alemães. Os pais vão para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde o pai sobrevive.

Ela e a irmã, Margot Frank, são enviadas para Bergen Belsen, em Hanôver, na Alemanha, onde morrem numa epidemia de tifo em em fevereiro ou março de 1945.

Desde 1960, o museu Casa de Anne Frank é uma das principais atrações turísticas de Amsterdã, visitada por 1,2 milhão de pessoas em média por ano. A revista Time a considera uma das pessoas mais importantes do século 20.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos são esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 14 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados. Sai da Rússia em 14 de dezembro de 1812.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, contra o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

A criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de maior tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupação com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 na declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã é um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, herdeiros geopolíticos do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o alto comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58,2 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Maio

 FIM DA REPÚBLICA INGLESA

     Em 1660, com a chegada a Dover do rei Carlos II, vindo do exílio, começa a restauração da monarquia na Inglaterra, depois de 11 anos de uma ditadura militar republicana inicialmente liderada por Oliver Cromwell.

O rei anterior, Carlos I, pai de Carlos II, é decapitado em 30 de janeiro de 1649, em meio à Guerra Civil Inglesa ou Revolução Puritana, que opõe os monarquistas (católicos) à maioria protestante no Parlamento. 

Cromwell morre em 1658 e é condenado postumamente por traição. Seu cadáver é exumado e enforcado. Em 1688, a Revolução Gloriosa derruba Jaime II, irmão de Carlos II, último rei católico da Inglaterra e da Escócia, e estabelece a supremacia do Parlamento.

EUA COMEÇAM A REDIGIR A CONSTITUIÇÃO

   Em 1787, começa na Filadélfia a Convenção Constitucional que redige a Constituição dos Estados Unidos, com a participação de pais da pátria como George Washington, James Madison e Benjamin Franklin. 

Washington, o comandante do Exército Continental na Guerra da Independência (1775-83), delegado da Virgínia, é eleito presidente. Em 17 de setembro de 1787, a Constituição é assinada por 38 dos 41 convencionais e o presidente. Entra em vigor em 4 de março de 1789, depois de ser ratificada por 9 dos 13 estados.

LINCOLN SUSPENDE HABEAS CORPUS 

   Em 1861, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln suspende o direito de habeas corpus nos Estados Unidos.

O deputado estadual John Merryman, do estado de Maryland, é preso no Forte McHenry sob a acusação de tentar impedir as forças do Norte de ir de Baltimore para Washington. Seu advogado imediatamente faz um pedido de habeas corpus. 

O presidente da Suprema Corte, Roger Taney, decide que o presidente não tem autoridade para fazer isso, mas Lincoln ignora, afirmando que a medida é necessária para evitar a divisão do país na Guerra Civil entre os estados do Norte, que querem manter a União, e os do Sul, que querem se separar para manter a escravidão.

Quatro anos mais tarde, depois da morte de Lincoln, em 1865, o supremo tribunal americano confirma a decisão de Taney. Em outro caso, a Suprema Corte decide que só o Congresso pode suspender o direito de habeas corpus e que os civis não podem ser julgados por tribunais militares mesmo em tempo de guerra.

PRISÃO DE OSCAR WILDE

    Em 1895, o escritor, poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde é preso depois de ser condenado a dois anos de cadeia por "indecência grosseira".

Wilde é gay e processa John Douglas, pai de seu amante Alfred Douglas, que o acusara de "sodomia". A homossexualidade é crime no Reino Unido até 1967, por força de leis e de uma visão moralista que vem da era vitoriana (1837-1901).

KENNEDY E A VIAGEM À LUA

     Em 1961, o presidente John Kennedy anuncia a intenção de enviar astronautas dos Estados Unidos à Lua antes do fim da década.

"Queremos ir à Lua não por ser fácil, mas por ser difícil", declarou JFK ao pedir dinheiro ao Congresso.

 Em 12 de abril, o soviético Yuri Gagarin tinha se tornado o primeiro homem a viajar pelo espaço e descobrir: "A Terra é azul." A União Soviética lança o primeiro satélite artificial da Terra, envia o primeiro animal, o primeiro homem e a primeira mulher ao espaço, e um cosmonauta soviético é o primeiro a sair da nave e passear no espaço.

A viagem à Lua é a maneira dos EUA assumirem a liderança na exploração do espaço. Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong se torna o primeiro homem a pisar na Lua. Sua frase resume a façanha: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade."

GUERRA NAS ESTRELAS

    Em 1977, estreia Guerra nas Estrelas, de George Lucas, o primeiro filme da série que fez história. Fatura US$ 800 milhões nas bilheterias do mundo inteiro. 

As armaduras assustadoras do vilão Darth Vader, do Império do Mal, são copiadas pela ditadura militar que então governava a Coreia do Sul. 

Logo, são lançadas as continuações O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. Depois, os direitos são comprados pelos estúdios Disney, que dá continuidade a série com novos filmes e mais a produzir. É uma das séries de maior sucesso da história do cinema.

ASSASSINATO DE GEORGE FLOYD

    Em 2020, o policial Derek Chauvin mata o cidadão negro George Floyd ao esmagar seu pescoço com o joelho por 9 minutos e 25 segundos na cidade de Mineápolis, nos EUA.

Floyd era suspeito de passar uma nota de US$ 20 falsa numa loja. O assassinato, gravado em vídeo por testemunhas, provoca revolta e uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial que se espalha pelo mundo inteiro. 

Chauvin é condenado a 22 anos e meio de cadeia. Os outros três policiais que participam da operação são condenados pela Justiça Federal por violar os direitos de Floyd e pela Justiça Estadual de Minnesota. 

No primeiro aniversário da morte, o presidente Joe Biden recebe a família de Floyd na Casa Branca. Uma irmã dele, Bridgett, rejeita o convite alegando que Biden não cumpriu a promessa de aprovar uma lei contra a violência policial. 

A Câmara dos Representantes, então dominada pelo Partido Democrata, aprova um projeto que enfrenta resistência no Senado, onde os democratas têm apenas um voto a mais. Os republicanos são contra o fim da "imunidade qualificada", que dificulta a responsabilização de policiais que matam no exercício da função.

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