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sábado, 1 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Agosto

REI DA FRANÇA ESFAQUEADO

    Em 1589, o rei Henrique III da França é esfaqueado pelo frei dominicano fanático Jacques Clément e morre no dia seguinte, depois de indicar Henrique de Navarra, o futuro Henrique IV, da Dinastia dos Bourbon, um protestante huguenote, como sucessor.

Quarto filho do rei Henrique II e da rainha Catarina de Medici, Alexandre Édouard nasce em 19 de setembro de 1551 no Palácio de Fontainebleau. No reinado do irmão Carlos IX, ele comanda o Exército Real da França na guerra contra os protestantes e vence as batalhas de Jarnac e Moncontour.

Quando ainda é o Duque de Anjou, ajuda a planejar o Massacre dos Huguenotes na Noite de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1572, quando cerca de 3 mil protestantes são mortos. A matança se espalha pela França. O total de mortos é estimado entre 10 e 30 mil.

Aos 21 anos, em 1573, é eleito rei da Polônia e grão-duque da Lituânia. Seu governo da Comunidade Polaco-Lituana vai até 1575. Em 1574, ele se torna rei da França como Henrique III. Seu reinado é marcado por quatro guerras religiosas. Ele enfrenta partidos políticos e religiosos apoiados por potências estrangeiros.

Henrique III se prepara para retomar Paris quando é esfaqueado. O assassino é morto na hora pela guarda real.  

HITLER ABRE OLIMPÍADA DE BERLIM

    Em 1936, diante de 100 mil espectadores e 5 mil atletas de 51 países, o ditador nazista Adolf Hitler participa da abertura da Olimpíada de Berlim.


 Ao entrar no Estádio Olímpico, Hitler é saudado pelo Hino da Alemanha Nazista, Deutschland über alles (Alemanha acima de tudo), lema copiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao acender a pira olímpica, a tocha, fabricada pela companhia metalúrgica Krupp, que produz armas para o regime nazista, Hitler dá início à olimpíada que consagraria a superioridade da raça ariana (branca) e da Alemanha. Mas o racismo perde.

O negro norte-americano Jesse Owens demole o mito da supremacia branca ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo. 

No primeiro dia de competição, 2 de agosto, Hitler cumprimenta todos os medalhistas de ouro alemães e alguns finlandeses. Deixa o Estádio Olímpico antes do salto do afro-norte-americano Cornelius Johnson, campeão do salto em altura.

Atletas negros ganham 14 das 56 medalhas dos Estados Unidos, mas isso não evita que sejam discriminados pelo sistema segregação racial vigente no país naquela época ao voltar para casa.

LANCHA DE KENNEDY TORPEDEADA

    Em 1943, um contratorpedeiro japonês atinge a lancha torpedeira PT-109, dos Estados Unidos, partindo-a ao meio. Dois marinheiros morrem e 11 sobrevivem, entre eles o futuro presidente John Kennedy.

Depois de cinco horas no mar, os sobreviventes chegam a uma ilha de coral. Kennedy volta a entrar no mar nadando para ver se consegue avisar navios ou aviões norte-americanos. As fortes correntes e um problema crônico nas costas dificultam seu retorno.

Mais tarde, os sobreviventes nadam até uma ilha próxima, acreditando ser Nauru, e mandam uma mensagem numa casca de coco. Kennedy é condecorado pela Marinha dos EUA.

O filme O Herói da PT-109 é lançado em 1963, ano do assassinato de JFK.

ATAQUE AO POSTO DE GASOLINA DE HITLER

    Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), 117 aviões bombardeiros B-24 decolam de uma base aérea aliada na Líbia para atacar os poços de petróleo e as refinarias de Ploiesti, na Romênia, conhecidos como o posto de gasolina de Hitler.


A Operação Maremoto fracassa ao não dar um golpe fatal nas instalações, que processam 8,5 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Os bombardeiros voam a baixa altitude para escapar dos radares alemães e o ataque deixa de ser uma surpresa quando um esquadrão aéreo se perde e precisa de orientação por rádio-comunicação para retomar a rota. O ataque acaba vindo do sul, onde a Alemanha concentra suas baterias antiaéreas.

A ação é caótica, trágica e custosa, com grandes perdas para os aliados: 310 aviadores mortos, 108 capturados e 78 detidos na Turquia. Os aliados alegam ter destruído 40% da capacidade produtiva do campo, mas os danos são logo reparados. Meses depois, as refinarias superam a produção anterior.

posto de gasolina de Hitler continua funcionando até ser capturado pelo Exército Vermelho, da União Soviética, em agosto de 1944.

 TENSÃO RACIAL EXPLODE NO HARLEM

   Em 1943, a tensão racial e a frustração econômica explodem em Nova York no Distúrbio Racial de 1943 no Harlem, o principal bairro negro da cidade.

Em meio a uma discussão acalorada no saguão do Hotel Braddock, um policial branco dá um tiro no soldado negro Robert Bandy, deflagrando uma explosão de violência.

O Harlem é predominantemente branco até a Grande Migração, a fuga de mais de 6 milhões de negros do Sul para o Norte dos Estados Unidos de 1916 a 1970 por causa da segregação racial e da falta de oportunidades, num reflexo tardio da Guerra da Secessão (1861-65) e da discriminação que se segue desde a Reconstrução.

Quando os EUA entram na Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1941, 89% dos moradores do Harlem são negros. Além do recrutamento militar obrigatório, a comunidade negra norte-americana enfrenta as dificuldades econômicas causadas pela guerra.

Na noite daquele 1º de agosto, Marjorie Polite, uma mulher negra, decide reclamar do quarto no Hotel Braddock, que está em decadência. Insatisfeita, pede a devolução do dinheiro.

A discussão leva o policial branco James Collins a dar voz de prisão a Marjorie por "perturbação da ordem pública". 

Em meio à confusão, Bandy chega ao hotel para jantar com a mãe, que está hospedada lá. Ele tenta impedir o policial de bater em Marjorie com o cassetete, é baleado e tratado num hospital com ferimentos leves.

O boato de que Bandy fora morto deflagra uma onda de saques contra empresas de propriedade de brancos, a tal ponto que empresários negros botam placas avisando que seus negócios são de propriedade de negros.

Seis negros morrem e 500 saem feridos quando a Polícia de Nova York e o Exército, convocado pelo prefeito Fiorello La Guardia, ocupam o Harlem. 

No poema Beaumount a Detroit: 1943, o poeta Langston Hughes fala da ironia perversa de que os negros norte-americanos lutem na Segunda Guerra Mundial (1939-45) por um país que não os reconhece: "Faço esta pergunta/porque quero saber/quanto tempo terei de lutar/tanto contra Adolf Hitler quanto contra Jim Crow".

Jim Crow é um nome dado com frequência a negros norte-americanos estereotipados, imortalizado como um personagem do compositor Thomas Rice, que pintava o rosto de preto e ridiculariza os negros ao tratá-los como indolentes, preguiçosos, idiotas e infantis. Dá nome a leis segregacionistas aprovadas no Sul dos EUA depois da Guerra de Secessão (1861-65) e da Abolição da Escravatura.

ANNE FRANK ESCREVE PELA ÚLTIMA VEZ

    Em 1944, Anne Frank, a adolescente judia alemã escondida numa casa em Amsterdã, na Holanda, durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45) escreve pela última vez em seu diário, que se torna um símbolo da inocência perdida, roubada pelo terror do Holocausto.

Anne Frank nasce em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929, ganha o diário no aniversário de 13 anos e escreve nele regularmente durante dois anos, descrevendo a vida cotidiana no esconderijo, um anexo de três andares acima do armazém de seu pai na Prinsengracht 263, em Amsterdã. 

Havia mais sete pessoas: seus pais, Otto e Edith; o sócio de seu pai, Herman van Pels, sua mulher, Auguste, e o filho Peter; e o dentista Fritz Pfeffer.

Três dias depois do último escrito, ela e a família são presas pelos alemães. Os pais vão para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde o pai sobrevive.

Ela e a irmã, Margot Frank, são enviadas para Bergen Belsen, em Hanôver, na Alemanha, onde morrem numa epidemia de tifo em em fevereiro ou março de 1945.

Desde 1960, o museu Casa de Anne Frank é uma das principais atrações turísticas de Amsterdã, visitada por 1,2 milhão de pessoas em média por ano. A revista Time a considera uma das pessoas mais importantes do século 20.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos são esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 14 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados. Sai da Rússia em 14 de dezembro de 1812.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, contra o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

A criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de maior tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupação com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 na declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã é um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, herdeiros geopolíticos do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o alto comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58,2 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 25 de Maio

 FIM DA REPÚBLICA INGLESA

     Em 1660, com a chegada a Dover do rei Carlos II, vindo do exílio, começa a restauração da monarquia na Inglaterra, depois de 11 anos de uma ditadura militar republicana inicialmente liderada por Oliver Cromwell.

O rei anterior, Carlos I, pai de Carlos II, é decapitado em 30 de janeiro de 1649, em meio à Guerra Civil Inglesa ou Revolução Puritana, que opõe os monarquistas (católicos) à maioria protestante no Parlamento. 

Cromwell morre em 1658 e é condenado postumamente por traição. Seu cadáver é exumado e enforcado. Em 1688, a Revolução Gloriosa derruba Jaime II, irmão de Carlos II, último rei católico da Inglaterra e da Escócia, e estabelece a supremacia do Parlamento.

EUA COMEÇAM A REDIGIR A CONSTITUIÇÃO

   Em 1787, começa na Filadélfia a Convenção Constitucional que redige a Constituição dos Estados Unidos, com a participação de pais da pátria como George Washington, James Madison e Benjamin Franklin. 

Washington, o comandante do Exército Continental na Guerra da Independência (1775-83), delegado da Virgínia, é eleito presidente. Em 17 de setembro de 1787, a Constituição é assinada por 38 dos 41 convencionais e o presidente. Entra em vigor em 4 de março de 1789, depois de ser ratificada por 9 dos 13 estados.

LINCOLN SUSPENDE HABEAS CORPUS 

   Em 1861, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln suspende o direito de habeas corpus nos Estados Unidos.

O deputado estadual John Merryman, do estado de Maryland, é preso no Forte McHenry sob a acusação de tentar impedir as forças do Norte de ir de Baltimore para Washington. Seu advogado imediatamente faz um pedido de habeas corpus

O presidente da Suprema Corte, Roger Taney, decide que o presidente não tem autoridade para fazer isso, mas Lincoln ignora, afirmando que a medida é necessária para evitar a divisão do país na Guerra Civil entre os estados do Norte, que querem manter a União, e os do Sul, que querem se separar para manter a escravidão.

Quatro anos mais tarde, depois da morte de Lincoln, em 1865, o supremo tribunal americano confirma a decisão de Taney. Em outro caso, a Suprema Corte decide que só o Congresso pode suspender o direito de habeas corpus e que os civis não podem ser julgados por tribunais militares mesmo em tempo de guerra.

PRISÃO DE OSCAR WILDE

    Em 1895, o escritor, poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde é preso depois de ser condenado a dois anos de cadeia por "indecência grosseira".

Wilde é gay e processa John Douglas, pai de seu amante Alfred Douglas, que o acusara de "sodomia". A homossexualidade é crime no Reino Unido até 1967, por força de leis e de uma visão moralista que vem da era vitoriana (1837-1901).

KENNEDY E A VIAGEM À LUA

     Em 1961, o presidente John Kennedy anuncia a intenção de enviar astronautas dos Estados Unidos à Lua antes do fim da década.

"Queremos ir à Lua não por ser fácil, mas por ser difícil", declarou JFK ao pedir dinheiro ao Congresso.

 Em 12 de abril, o soviético Yuri Gagarin tinha se tornado o primeiro homem a viajar pelo espaço e descobrir: "A Terra é azul." A União Soviética lança o primeiro satélite artificial da Terra, envia o primeiro animal, o primeiro homem e a primeira mulher ao espaço, e um cosmonauta soviético é o primeiro a sair da nave e passear no espaço.

A viagem à Lua é a maneira dos EUA assumirem a liderança na exploração do espaço. Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong se torna o primeiro homem a pisar na Lua. Sua frase resume a façanha: "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade."

GUERRA NAS ESTRELAS

    Em 1977, estreia Guerra nas Estrelas, de George Lucas, o primeiro filme da série que fez história. Fatura US$ 800 milhões nas bilheterias do mundo inteiro. 

As armaduras assustadoras do vilão Darth Vader, do Império do Mal, são copiadas pela ditadura militar que então governava a Coreia do Sul. 

Logo, são lançadas as continuações O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. Depois, os direitos são comprados pelos estúdios Disney, que dá continuidade a série com novos filmes e mais a produzir. É uma das séries de maior sucesso da história do cinema.

ASSASSINATO DE GEORGE FLOYD

    Em 2020, o policial Derek Chauvin mata o cidadão negro George Floyd ao esmagar seu pescoço com o joelho por 9 minutos e 25 segundos na cidade de Mineápolis, nos EUA.

Floyd era suspeito de passar uma nota de US$ 20 falsa numa loja. O assassinato, gravado em vídeo por testemunhas, provoca revolta e uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial que se espalha pelo mundo inteiro. 

Chauvin é condenado a 22 anos e meio de cadeia. Os outros três policiais que participam da operação são condenados pela Justiça Federal por violar os direitos de Floyd e pela Justiça Estadual de Minnesota. 

No primeiro aniversário da morte, o presidente Joe Biden recebe a família de Floyd na Casa Branca. Uma irmã dele, Bridgett, rejeita o convite alegando que Biden não cumpriu a promessa de aprovar uma lei contra a violência policial. 

A Câmara dos Representantes, então dominada pelo Partido Democrata, aprova um projeto que enfrenta resistência no Senado, onde os democratas têm apenas um voto a mais. Os republicanos são contra o fim da "imunidade qualificada", que dificulta a responsabilização de policiais que matam no exercício da função.

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sábado, 7 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Março

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

NASCE MAURICE RAVEL

    En 1875, nasce em Cibouri, na França, o compositor Maurice Ravel,  conhecido por seu perfeccionismo de forma e estilo.

Filho de pai suíço e mãe basca, Joseph Maurice Ravel é de uma família que cultiva a cultura e as artes. Ele mostra interesse pela música aos 7 anos. Aos 14 anos, em 1889, entra para o Conservatório de Paris, onde fica até 1905, época em que compõe algumas de suas grandes obras. É um raro compositor que revela maturidade desde a juventude. 

Ravel é influenciado pelos compositores Claude Debussy, Wolfgang Amadeus Mozart, Franz Liszt e Johann Strauss. Sua obra mais famosa, o Bolero de Ravel, é a música francesa mais tocada no mundo. A composição é encomendada pela bailarina Ida Rubinstein. Estreia na Ópera de Paris em 1928.

PATENTE DO TELEFONE

    Em 1876, o inventor escocês naturalizado norte-americano Alexander Graham Bell recebe a patente do telefone. 

Graham Bell pede o registro da patente do telefone em 14 de fevereiro. Ele não gosta da nova tecnologia. Não tem um aparelho instalado em seu escritório.

Dentro dos próximos 20 anos, o telefone é aperfeiçoado até se transformar num instrumento fundamental à vida moderna. Com a invenção do transístor, em 1947, e a miniaturização dos circuitos, hoje temos telefones inteligentes que são computadores de mão, cada vez mais indispensáveis, embora possam ser substituídos em breve por instrumentos de realidade virtual.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos, no começo da Beatlemania.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, foram contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


DOMINGO SANGRENTO EM SELMA

    Em 1965, a policia do estado do Alabama ataca com cassetetes e gás lacrimogênio uma marcha pacífica de 650 manifestantes pelos direitos civis dos negros que tentava atravessar uma ponte em Selma rumo a Montgomery, a capital do estado. É o Domingo Sangrento da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.
A primeira marcha é liderada por James Bevel, diretor de ação direta da Conferência da Liderança Cristã Sulista, na luta pelo direito de voto dos negros e em protesto contra a morte do ativista Jimmie Lee Jackson.

A caminhada de 86 quilômetros ia de Selma até Montgomery, a capital do Alabama, um dos estados mais pobres, conservadores e racistas dos Estados Unidos. 

Quando os manifestantes cruzam a ponte Edmund Pettus, nos arredores de Selma, recebem a ordem de se dispersar. Momentos depois, a polícia os ataca com chicotes, cassetetes e gás lacrimogêneo. Dezessete manifestantes são hospitalizados.

A violência sai na televisão e na imprensa, gerando manifestações de protesto em 80 cidades. 

A segunda marcha acontece em 9 de março. Sob a liderança do reverendo Martin Luther King Jr., o grande herói da luta pacífica do movimento negro nos EUA, 2 mil manifestantes marcham pela mesma ponte. Quando manifestantes e a polícia ficam frente a frente, a polícia abre caminho para os manifestantes, mas Luther King os guia de volta para a igreja.

Em 15 de março, o presidente Lyndon Johnson fala na necessidade de reformar a lei eleitoral para dar o direito de voto aos negros. A Lei do Direito de Voto é aprovada cinco meses depois.

A terceira marcha começa em 16 de março sob a proteção de 2 mil soldados do Exército dos EUA, 1,9 mil da Guarda Nacional do Alabama e agentes do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país. 

Os manifestantes caminham 16 quilômetros pela estrada conhecida no Alabama como Rodovia Jefferson Davis, o nome do presidente dos Estados Confederados da América, que tentam se separar da União na Guerra da Secessão (1861-65) para manter a escravidão.

Sob a liderança do Dr. King e do futuro deputados John Lewis, entre outros líderes do movimento negro, 25 mil pessoas chegam a Montgomery em 24 de março e ao Capitólio do Alabama no dia seguinte. A manifestação leva à aprovação do Lei dos Direitos de Voto. A rota é imortalizada com a Trilha de Selma a Montgomery pelo Direito de Voto, uma das trilhas históricas nacionais dos EUA.

Em 2023, o presidente Joe Biden participa da manifestação em Selma, numa preparação para o lançamento de sua candidatura à reeleição em 2024, abortado pelo seu fracasso no debate com o então ex-presidente Donald Trump.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Fevereiro

 DINASTIA DOS ROMANOV

    Em 1613, Miguel Romanov se torna czar da Rússia. É o primeiro da Dinastia Romanov, que governa a Rússia por três séculos, até a Revolução de Fevereiro de 1917.

Filho de Fiódor Nikitich Romanov, Miguel é parente do último czar da Dinastia Rurik, Fiódor I (1584-98). Seu avô Nikita Romanov era tio materno de Fiódor. Quando a Assembleia da Terra se reúne para escolher um novo czar depois de um período problemático, de caos, desordem interna, invasão estrangeira e uma troca de líderes, elege Miguel Romanov.

Quando seu pai, que é obrigado a se tornar um monge, fica livre, se torna patriarca da Igreja Ortodoxa e conselheiro do governo do filho. Até sua morte, em 1633, domina o governo Miguel Romanov. Amplia o contato econômico, diplomático e cultural com a Europa Ocidental. Usa a Assembleia da Terra como órgão consultivo. Reforma a estrutura dos governos locais para aumentar a autoridade do goveno central. E fortalece a instituição da servidão.

EMBARGO A CUBA

    Em 1962, o presidente John Kennedy decreta novas medidas de boicote à Revolução Cubana e impõe um embargo econômico total à ilha, que completa hoje 64 anos. O regime comunista cubano e aliados chamam de "bloqueio", mas não é um bloqueio naval como o que foi imposto durante a Crise dos Mísseis Nucleares Soviéticos em Cuba, em outubro do mesmo ano.

Logo após a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959, o comandante Fidel Castro tenta uma aproximação e visita os Estados Unidos, mas em plena Guerra Fria é visto como esquerdista em Washington.

Quando o presidente Dwight Eisenhower proíbe as empresas norte-americanas de vender petróleo a Cuba, Fidel nacionaliza três refinarias sem compensação. Em 19 de outubro de 1960, Eisenhower proíbe exportações para Cuba, menos de alimentos e medicamentos. 

Três meses depois da posse de Kennedy, a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril 1961, afasta ainda mais os dois países. Cuba pede proteção à União Soviética.

Em 1962, Kennedy impõe um embargo total em fevereiro e ameaça invadir a ilha durante a Crise dos Mísseis Soviéticos em Cuba, de 14 a 27 de outubro.

Só em 1992, com a Lei da Democracia em Cuba, do deputado Robert Torricelli, o embargo é lei aprovada pelo Congresso. Assim, só pode ser revogado pelo Congresso. A Lei Helms-Burton, de 1996, aperta ainda mais o embargo e exige a realização de eleições democráticas para normalizar as relações entre os dois países.

BEATLEMANIA

    Em 1964, o voo 101 da companhia aérea PanAm chega ao Aeroporto John Kennedy, em Nova York, vindo de Londres com The Beatles a bordo, no início da primeira excursão aos Estados Unidos da banda, recebida por 3 mil fãs enlouquecidos. É o começo da Beatlemania e da Invasão Britânica, que continua com superbandas como The Rolling Stones, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin.

Dois dias depois, os Beatles se apresentam no programa Ed Sullivan Show para uma audiência de 73 milhões de telespectadores na televisão dos EUA. Imediatamente, são contratados para mais dois programas.

Os Beatles fazem um show no Coliseum, em Washington, em 11 de fevereiro, e dois no Carnagie Hall, em Nova York, onde a polícia tem de isolar a área por causa da histeria das fãs, antes de voltar a Londres em 22 de fevereiro.


REI DA JORDÂNIA

    Em 1999, poucas horas depois da morte do pai, o rei Abdula II ascende ao trono do Reino Hachemita da Jordânia. A palavra hachemita significa que supostamente a dinastia descende diretamente do profeta Maomé.

Filho mais velho do rei Hussein, Abdula nasce em Amã, a capital do país, em 30 de janeiro de 1962, e é considerado o príncipe herdeiro até os 3 anos de idade, quando, em meio a uma crise no Oriente Médio, Hussein nomeia o irmão, príncipe Hassan, como herdeiro do trono.

Abdula estuda nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde se forma na prestigiada Academia Militar Real de Sandhurst. Em 1993, ele se casa com a palestina Rania al-Yassin. No ano seguinte, se torna comandante das Forças Especiais, posto que ocupa até se tornar rei. Semanas antes de morrer, seu pai o nomeia príncipe herdeiro.

MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA

    Em 2023, LeBron James, o Rei James, se torna o maior cestinha da história da NBA (Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos), superando o recorde de Kareem Abdul Jabbar (38.387).

LeBron Raymone James nasce em Akron, no estado de Ohio, em 30 de dezembro de 1984. É um prodígio do basquete desde a escola. Com a Saint Vincent–Saint Mary High School, é três vezes campeão em quatro anos do campeonato estadual de Ohio. Em 2003, é contratado pelo Cleveland Cavaliers.

Um dos maiores jogadores de basquete da história, LeBron conquista quatro títulos da NBA, com o Miami Heat (2012 e 2013), o Cleveland Cavaliers (2016) e o Los Angeles Lakers (2020). Em 2024, passa a marca de 40 mil pontos. A televisão ESPN o considera o segundo melhor da história, atrás apenas de Michael Jordan.

sábado, 22 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 22 de Novembro

REVOLTA DA CHIBATA 

    Em 1910, há 115 anos, os marinheiros (na sua maioria negros) da Marinha do Brasil  se rebelam, expulsam navios os oficiais dos navios e, sob o comando do negro João Cândido Felisberto, gaúcho de Encruzilhada do Sul, manobram com maestria a esquadra na Baia de Guanabara. Eles ameaçam bombardear o Rio de Janeiro, exigem o fim da chibata e dos castigos físicos na Marinha, condições dignas de trabalho e anistia aos revoltosos.

Impotente, o governo cede e o senador Rui Barbosa apresenta um projeto de anistia, o compromisso de abolir o castigo da chibata e melhores condições de trabalho na Marinha. A anistia é aprovada rapidamente no Senado e na Câmara dos Deputados. 

Vitoriosos, os rebeldes arriam em 26 de novembro a bandeira vermelha e os navios são devolvidos na mais perfeita ordem. Imediatamente, as oligarquias dominantes começam a tramar a repressão aos anistiados. Um decreto autoriza a expulsão de qualquer marinheiro “cuja permanência se tornar inconveniente à disciplina”. Mas, o pior estava para vir. 

Em 9 de dezembro, é instigada uma nova revolta sem qualquer participação de João Cândido e dos líderes da Revolta da Chibata. Rapidamente, os rebeldes são massacrados, o estado de sítio é decretado, as principais lideranças dos marujos são mortas ou enviadas para a Amazônia para serem escravizadas pelos donos de seringais. 

No início de 1911, mil marinheiros são expulsos. João Cândido e outros 17 líderes são encerrados em uma masmorra sem ventilação e asfixiados com cal viva. Dezesseis morrem, só sobrevivem João Cândido e Pau de Lira

João Cândido é internado em um hospício. Quando consegue sair, vai preso. Só 18 meses depois, defendido gratuitamente por Evaristo de Moraes, é absolvido. Com os pulmões tomados pela tuberculose, é expulso da Marinha e impedido de trabalhar como marinheiro. Convidado a trabalhar como informante da polícia, recusa com altivez, e sobrevive como vendedor de peixe no cais do porto. 

Anos depois, sua memória é resgatada pelo escritor comunista Edmar Morel, que relata a história no livro A Revolta da Chibata, publicado em 1963. Por esse "crime", após o golpe de 1964, Morel é punido com a dispensa compulsória e a cassação dos seus direitos políticos.

O presidente João Goulart concede a João Cândido uma humilde pensão retirada pela ditadura militar. O Almirante Negro – como é imortalizado – morre em 1969 aos 89 anos de idade, na miséria. 

Em 2008, o presidente Lula dá anistia póstuma a João Cândido e seus companheiros de rebelião. Em 20 de novembro de 2008, o Almirante Negro tem sua estátua inaugurada na Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro. Ignorado pela maioria dos historiadores oficiais, a sua luta mudou o Brasil e acabou com a infâmia do chibateamento de negros e brancos pobres no Brasil.

(Com base em texto de Raul Carrion)

SOVIÉTICOS CERCAM NAZISTAS

    Em 1942, durante a Batalha de Stalingrado, um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a contraofensiva do Exército Vermelho cerca de 250 mil soldados da Alemanha Nazista ao sul de Kalach, no Rio Dom. O general Friedrich Paulus pede autorização a Berlim para se retirar.

A Batalha de Stalingrado é a mais mortal da guerra e uma das mais violentas da história da humanidade, com quase 2 milhões de mortes e pelo menos 40 mil civis mortos. Começa em 23 de agosto de 1942.

Stalingrado, hoje Volgogrado, depois que o ditador Josef Stalin caiu em desgraça, é um porto importante no Rio Volga. Seu controle dá acesso à região do Cáucaso e ao Vale do Volga, o maior rio da Rússia. Tomar a cidade com o nome de Stalin seria uma vitória da propaganda de Adolf Hitler.

Mesmo com apoio aéreo da Luftwaffe, a Força Aérea nazista, o 6º Exército da Alemanha, sob o comando do gen. Paulus, e o 4º Exército Panzer, sob o comando do gen. Edwald von Kleist, não conseguem vencer a defesa posta pelo 62º Exército da URSS, comandado pelo gen. Vassili Chuikov.

Os alemães cercam Stalingrado e pressionam os soviéticos contra o Rio Volga. A batalha vira um combate casa a casa.

Em 19 de novembro, a URSS lança a contra ofensiva com a Operação Urano, um ataque em duas frentes que cerca forças romenas que protegem os flancos do 6º Exército da Alemanha. Dois dias depois, 250 mil alemães estão cercados, sem acesso a suprimentos. Ainda assim, resistem durante dois meses e tentam avançar até capitular em 2 de fevereiro de 1943 por falta de munição e de comida.

INDEPENDÊNCIA DO LÍBANO

    Em 1943, o Líbano declara independência da França, na época ocupada pela Alemanha Nazista, mas só se torna realmente independente em 1946, depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando forças francesas e britânicas deixam o país.

Uma estreita faixa de terra no Leste do Mar Mediterrâneo, o Líbano é o local de origem dos fenícios, um povo que domina o Mediterrâneo antes da Era Cristã e funda os portos de Tiro, Sidon e Biblos, algumas das cidades mais antigas do mundo.

O país moderno surge em 1920, depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914-18), quando os impérios Britânico e Francês ganham mandatos da Liga das Nações para administrar o Oriente Médio. O Líbano e a Síria ficam sob administração da França.

Em 1942, o Líbano cria um sistema político confessional único no mundo para dividir o poder entre diferentes grupos religiosos: o presidente e o comandante do Exército são cristãos maronitas, o primeiro-ministro é muçulmano sunita e o presidente do Parlamento é muçulmano xiita.

Com a Guerra da Independência de Israel (1948-49), refugiados palestinos fogem para o Líbano e começam a abalar o equilíbrio entre cristãos e muçulmanos. A situação se agrava com a Guerra dos Seis (1967), quando Israel ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza; do Egito; as Colinas do Golã, da Síria; e a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém.

Em 1970, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta dar um golpe na Jordânia para transformar o país na pátria do povo palestino. É massacrada pelas forças do rei Hussein no Setembro Negro.

Mais refugiados palestinos vão para o Líbano, de onde lançam ataques contra Israel. Combates entre guerrilheiros palestinos e o Exército deflagram a Guerra Civil Libanesa (1975-90) entre cristãos e muçulmanos. A Síria intervém militarmente no Líbano em 1976 e fica no país até 2005.

Em 1982, Israel invade o país na Primeira Guerra do Líbano para expulsar a OLP, que foge para a Tunísia. Naquele ano, com o patrocínio do Irã, onde há uma Revolução Islâmica em 1979, nasce a milícia extremista xiita Hesbolá (Partido de Deus), atualmente em guerra com Israel.

Israel sai do Líbano em 1985, mas apoia uma milícia aliada, o Exército do Sul do Líbano (ESL), para controlar a região da fronteira. No ano 2000, o Hesbolá derrota o ESL e assume o controle da região da fronteira.

Em 2006, depois de uma invasão e sequestro de soldados em território israelense, Israel inicia a Segunda Guerra do Líbano, que dura pouco mais de um mês. As escaramuças na fronteira continuam, especialmente na região das Fazendas de Chebá, um território disputado.

A atual guerra começa em 8 de outubro de 2023. Um dia depois do ataque terrorista do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) a Israel, o Hesbolá intensifica os ataques, abrindo uma segunda frente na guerra. De início, Israel concentra seus esforços contra o Hamas. No ano passado, intensifica os bombardeios, invade por terra e mata vários líderes do Hesbolá, inclusive o líder supremo, xeique Hassan Nasrallah. Os Estados Unidos negociam uma trégua instável, mas o Hesbolá resiste a se desarmar.

JFK ASSASSINADO

    Em 1963, o presidente John Fitzgerald Kennedy é morto a tiros durante visita a Dallas, no Texas, no Sul dos Estados Unidos, de acordo com as investigações oficiais por um único atirador, Lee Harvey Oswald, o que é discutido até hoje.

Mais jovem presidente da história dos EUA, Kennedy é o primeiro católico a chegar à Casa Branca (Joe Biden é o segundo). Herói na Segunda Guerra Mundial (1939-45), JFK é também o primeiro presidente da era da televisão. 

Os primeiros debates presidenciais da história são decisivos para a imagem de jovem carismático e confiável, o xerife que protege a cidadezinha, na descrição do sociólogo canadense e papa das comunicações Marshall McLuhan, enquanto seu adversário, o vice-presidente Richard Nixon, parece o advogado espertalhão a convite da companhia da estrada de ferro.

No início de seu governo, três meses depois da posse, acontece a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, por exilados cubanos apoiados pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), causa da Crise dos Mísseis (1962). quando Kennedy enfrenta a União Soviética e obtém uma vitória diplomática.

Kennedy apoia o movimento pelos direitos civis dos negros liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr. e decide enviar um homem à Lua até o fim dos anos 1960. Ao mesmo tempo, manda mais de 2,8 mil assessores militares para a Guerra do Vietnã (1955-75). Alguns entram em combate. Os EUA só declaram guerra ao Vietnã do Norte em 1964, depois de sua morte.

O atentado de Dallas, o quarto assassinato de um presidente dos EUA no exercício do cargo, é objeto de debates até hoje. As investigações oficiais, inclusive o Relatório Warren, com o nome do presidente da Suprema Corte na época, Earl Warren, concluem que Oswald agiu sozinho.

Dois dias depois, Jacob Rubinstein, ou Jack Ruby, dono de uma boate em Dallas supostamente ligado à máfia, mata Oswald à queima-roupa e alega ter sido um gesto patriótico de vingança pela morte do presidente, mas há fortes suspeitas de queima de arquivo.

B-52 ABATIDO NO VIETNÃ

    Em 1972, os Estados Unidos perdem sua primeira fortaleza voadora Boeing B-52, um bombardeiro de oito turbinas, na Guerra do Vietnã (1955-75).

Num dos dias de bombardeio aéreo mais intenso dos EUA, um míssil terra-ar disparado pelo Vietnã do Norte derruba o B-52 perto de Vinh.

Durante a Guerra do Vietnã, os EUA jogaram mais de 7,5 milhões de toneladas de bombas no Vietnã, no Camboja e no Laos.

REI DA ESPANHA

    Em 1975, dois dias depois da morte do ditador Francisco Franco, o rei Juan Carlos se torna chefe de Estado da Espanha.
Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Bordón-Dos Sicilias nasce em 5 de janeiro de 1938 em Roma, onde seu avô, Alfonso XIII, vive no exílio desde que sai da Espanha em 1931, quando é deposto e começa a Segunda República.

A Espanha está em Guerra Civil (1936-39), vencida pelo generalíssimo Francisco Franco, que impõe uma ditadura. Para que a Espanha não volte a ser uma república, em 1969, Franco nomeia o príncipe Juan Carlos como sucessor.

No poder, o rei Juan Carlos resiste à tentativa de golpe do coronel Antonio Tejero Molina, em 23 de fevereiro de 1981, e consolida a democracia espanhola. Mas uma série de escândalos, caçadas de elefantes na África, um caso extraconjugal e denúncias de corrupção, abalam seu prestígio. Em 2 de junho de 2014, Juan Carlos abdica em favor de seu filho, o atual rei Felipe VI.

MAIS JOVEM CAMPEÃO PESO-PESADO

    Em 1986, ao nocautear Trevor Berbick no segundo assalto, aos 20 anos, Mike Tyson, se torna o mais jovem campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado.

Filho de pai jamaicano, Michael Gerard Tyson nasce no bairro do Brooklyn, em Nova York, em 30 de junho de 1966 e vira um dos maiores boxeadores da história, mas tem uma vida pessoal conturbada. Ele tem uma infância difícil depois que o pai adotivo abandona a filha quando ele tem dois anos.

Tyson sofre de transtorno de personalidade limítrofe. Aos 11 anos, é internado num reformatório para jovens delinquentes. Aos 12 anos, tem 80 quilos e uma musculatura formidável. O diretor do reformatório, um antigo pugilista, o aconselha a lutar boxe.

Em 1981, aos 15 anos, Tyson é campeão juvenil dos Estados Unidos. Quando vira profissional, em 1985, ganha todas as 15 lutas de que participa, 11 por nocaute no primeiro assalto. No ano seguinte, ganha mais 13 lutas e conquista o título do Conselho Mundial de Boxe. Em 1987, ganha também os títulos da Federação Internacional de Boxe e da Associação Mundial de Boxe e unifica o título.

Em 1988, Tyson se casa com a modelo a atriz Robin Givens, que pede o divórcio no ano seguinte alegando que ele é maníaco-depressivo, o que hoje se chama de bipolaridade. Ele só luta duas vezes em 1989. Em 11 de fevereiro de 1990, Tyson perde os três títulos mundiais para Buster Douglas, no Japão, ao ser nocauteado no 10º assalto.

Famoso, polêmico e rebelde, Tyson faz parte do júri de Miss America e é acusado de estupro por uma das participantes. É condenado a seis meses de prisão em março de 1992. Com bom comportamento, sai depois de cumprir a metade da pena.

De volta ao boxe, desafia o campeão mundial, Evander Holyfield. Em 9 de novembro de 1996, Holyfield vence e Tyson pede revanche. No novo combate, em 28 de junho de 1997, 40 segundos antes do fim do terceiro assalto, Tyson morde a orelha de Holyfield. A luta continua. Ele morde de novo a orelha do adversário e é desclassificado. Declara que a mordida uma resposta às cabeçadas que disse sofrer. É banido do esporte por um ano.

QUEDA DE THATCHER

    Em 1990, a primeira primeira-ministra da história do Reino Unido, Margaret Thatcher, anuncia sua demissão depois de 11 anos no poder.

Margaret Hilda Roberts nasce em Grantham, na Inglaterra, em 13 de outubro de 1925, filha de um dono de armazém. Ela se forma em química na Universidade de Oxford, casa com o empresário Denis Thatcher e tem um casal de filhos antes de se eleger deputada pelo distrito conservador de Finchley, no Norte de Londres.

Em 1967, Thatcher entra para o governo paralelo do Partido Conservador, que faz oposição ao governo trabalhista de Harold Wilson (1964-70). Com a vitória de Edward Heath, em 1970, ela se torna ministra da Educação e da Ciência.

Quando os trabalhistas voltam ao poder, em 1974, Thatcher vira ministra das Finanças do gabinete paralelo até conquistar a liderança do partido, em fevereiro de 1975, com uma plataforma claramente direitista, prometendo cortar subsídios, privatizar as empresas públicas, prestigiar a polícia e defender vigorosamente os interesses britânicos no exterior com uma visão de mundo anticomunista.

Em 1976, depois de acusar a União Soviética de querer dominar o mundo, ganha da imprensa soviética a alcunha de Dama de Ferro, que marcará sua carreira política visceralmente conservadora.

O fracasso do governo trabalhista de James Gallaghan (1976-79), que substitui Harold Wilson (1974-76), causa uma onda de greves, inclusive de lixeiros e coveiros, no chamado inverno do descontentamento, em 1978-9.

A situação caótica leva à vitória de Thatcher, que se torna primeira-ministra em 4 de maio de 1979. As privatizações começam logo e o governo adota a linha dura no combate ao Exército Republicano Irlandês (IRA), que luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte. Mas as grandes reformas que reduzem o poder dos sindicatos vêm depois da Guerra das Malvinas, invadidas pela ditadura militar da Argentina em 2 de abril de 1982.

Thatcher envia uma força-tarefa ao Atlântico Sul. Os argentinos, inclusive vários assassinos da ditadura militar, se rendem em 14 de junho, depois das mortes de 255 britânicos e 649 argentinos.

Com a vitória na guerra, Thatcher obtém sua segunda e maior vitória eleitoral em 1983, parte para o confronto com os sindicatos e enfrenta uma greve de mineiros de um ano, de 6 de março de 1984 a 3 de março de 1985.

Em 1987, Thatcher vence as terceiras eleições. Sua oposição a uma maior integração europeia, seu eurocetismo, gera a guerra civil interna do Partido Conservador que está na origem da saída do Reino Unido da União Europeia.

A questão europeia e um imposto comunitário cobrado por pessoa, sem considerar o valor da propriedade onde o cidadão vive, derrubam Thatcher. O partido não se recupera até hoje do regicídio. O desafiante Michael Heseltine não chega ao poder, seguindo a máxima da política britânica de que "quem mata o rei não ascende ao trono".

Seis dias depois, Thatcher é substituída por John Major (1990-97), que é reeleito em 1992 prorrogando para 18 anos o domínio conservador sobre o Reino Unido, que seria quebrado pela vitória do neotrabalhismo de Tony Blair em maio de 1997. 

MULHER NO PODER

    Em 2005, a líder da conservadora União Democrata-Cristã (CDU), Angela Merkel, se torna a primeira mulher a governar a Alemanha.

Merkel nasce em Hamburgo, na Alemanha Ocidental, em 17 de julho 1954, mas vai para a Alemanha  Oriental quando o pai, um pastor luterano, é enviado para Perleberg. Ela se forma em química quântica e faz pesquisa científica até 1989, ano da queda dos regimes comunistas da Europa Oriental. Entra na política como porta-voz do primeiro governo democrático da Alemanha Oriental.

Com a reunificação da Alemanha, em 3 de outubro de 1990, é eleita deputada do Parlamento Federal e vira ministra da Mulher e da Juventude e depois ministra do Meio Ambiente do chanceler (primeiro-ministro) Helmut Kohl (1982-98).

Depois da derrota de Kohl para o social-democrata Gerhard Schröder em setembro de 1998, nas últimas eleições de um século trágico e de renascimento da Alemanha, em 10 de abril de 2000, Merkel se torna líder da CDU. 

Em 2005, Merkel vence as eleições a se torna a primeira mulher a governar o país. É chamada de Mutti, uma forma familiar de chamar a mãe e Chanceler de Ferro, numa comparação com o Chanceler de Ferro, Otto von Bismarck, líder da unificação da Alemanha, em 1871. Ela lidera governos estáveis e a União Europeia em seus piores momentos: a Crise do Euro (2009-14), a saída do Reino Unido e a onda de refugiados da África e do Grande Oriente Médio. 

Ao permitir a entrada de 1,1 milhão de imigrantes, honrando a tradição da Alemanha do pós-guerra para compensar os horrores do nazis, abre espaço para um partido de extrema direita, a Alternativa para a Alemanha, hoje o segundo nas pesquisas.

Ela é substituída pelo social-democrata Olaf Scholz, que era vice-chanceler e se apresenta nas eleições como continuador da obra de Merkel. Scholz faz aliança sinal de trânsito com o partido ecologista Os Verdes e o Partido Liberal-Democrata (FDP). 

A coalizão entra em colapso neste mês, forçando Scholz a antecipar as eleições previstas para 28 de setembro para 23 de fevereiro. Ele está sob pressão para renunciar à liderança do SPD e passar o cargo ao ministro da Defesa, Boris Pistorius, muito mais popular. A CDU vence as eleições sem maioria absoluta. Seu líder, Friedrich Merz é forçado a formar uma grande aliança com o SPD para ter maioria no Bundestag.

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