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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Agosto

DIVISÃO DA POLÔNIA

    Em 1772, a Rússia, a Prússia e a Áustria assinam um tratado que divide a Polônia e toma a metade de sua população e um terço das terras.

A Primeira Divisão da Polônia acontece depois que a Rússia, sob o reinado de Catarina II, a Grande, obtém importantes vitórias na Guerra Russo-Turca (1768-74) contra o Império Otomano e ameaça chegar até principados do Rio Danúbio, o que alarma a Áustria e a Prússia.

Para pacificar as relações entre Áustria, Rússia e Prússia, o rei Frederico II, o Grande, da Prússia, decide desviar as ambições imperiais russas das províncias turcas para a Polônia, que tinha um Estado fraco e estava em guerra civil. Sob intervenção militar das três potências europeias, o parlamento polonês aprova a divisão do país em 1773.

A Segunda Divisão da Polônia, desta vez entre Rússia e Prússia, ocorre em 1793. Na Terceira Divisão, em 1795, entre Rússia, Áustria e Prússia, o Estado polonês deixa de existir. É o fim da Comunidade Polaco-Lituana ou República das Duas Nações, fundada em 1569, um dos maiores e mais populosos países da Europa nos séculos 16 e17. A  Polônia renasce em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A Segunda Guerra Mundial (1939-45) começa com a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1º de setembro de 1939. Por causa do Pacto Germano-Soviético, firmado em 23 de agosto de 1939, a União Soviética logo ocupa o Leste da Polônia. 

A polícia política de Josef Stalin, o Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), o ministério do interior do regime stalinista, mata no Massacre da Floresta de Katyn, em abril e maio de 1940, todo o oficialato do Exército, policiais, intelectuais, professores, artistas, prisioneiros de guerra e cidadãos comuns da Polônia acusados de espionagem, num total de quase 22 mil pessoas.

A Polônia renasce com o fim de guerra, em 1945. É o 51º país da Organização das Nações Unidas (ONU). Não existe quando a Carta da ONU é assinada, em 26 de julho, mas faz parte quando a Carta é ratificada e a ONU é criada, em 24 de outubro de 1945.

Com a abertura do Muro de Berlim, em 1989, o fim do comunismo na Europa Oriental e sua entrada na União Europeia, em 2004, a Polônia pacifica a relação com a Alemanha. O medo da Rússia a leva a entrar para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 1999. E a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 mostra que tem razão.

CABO TELEGRÁFICO TRANSATLÂNTICO

    Em 1858, após várias tentativas frustradas, termina a instalação do primeiro cabo telegráfico submarino ligando a América do Norte e a Europa através do Oceano Atlântico.

O artista e inventor americano Samuel Morse começa a desenvolver o telégrafo em 1832. Ele cria o Código Morse e, em 1844, lança o telégrafo comercial, enviando uma mensagem do Capitólio para uma estação de trens de Baltimore.

Dez anos depois, há mais de 30 mil quilômetros de cabos telegráficos nos EUA. A revolução nas comunicações marca o início da era da eletricidade. É um grande estímulo ao desenvolvimento dos EUA. Ajuda muito na expansão e conquista do Oeste.

Em 1854, o empresário Cyrus West Field decide instalar o cabo transatlântico. Com a ajuda de navios americanos e britânicos, faz quatro tentativas. Na quarta, em 29 de julho de 1858, o Niágara e o Gorgon saem da Baía da Trindade, no Canadá, e se encontram no meio do oceano com o Agammenon e o Valorous, que partem de Valentia, na Irlanda, então parte do Reino Unido.

O cabo de cerca de 3,2 mil km é lançado no fundo do mar, a uma profundidade de até mais de 3 mil metros em 5 de agosto. Onze dias depois, o presidente James Buchanan e a rainha Vitória trocam as primeiras mensagens, mas o cabo é fraco e para de funcionar em setembro. A primeira ligação telegráfica permanente entre a América do Norte e a Europa é finalmente instalada em 1866.

Cyrus Field promove outras ligações telegráficas transoceânicas, inclusive do Havaí para a Ásia e a Austrália.

LINCOLN CRIA IMPOSTO DE RENDA FEDERAL

    Em 1861, o presidente Abraham Lincoln impõe a cobrança de um imposto de renda federal para financiar a União (Norte) durante a Guerra da Secessão (1861-65), quando os estados do Sul tentam se separar por discordar da abolição da escravatura.

O Congresso aprova uma alíquota de 3% sobre rendimentos a partir de US$ 800, equivalentes a US$ 16 mil de 2003. Desde março, Lincoln se preocupa com o financiamento da guerra. Envia cartas a vários ministros para saber se entendem que a Constituição autoriza o presidente a coletar impostos. Ele teme que os rebeldes fiquem com o dinheiro dos impostos cobrados nos portos do Sul.

Durante a Reconstrução pós-Guerra Civil, em 1871, o Congresso revoga a lei de impostos de Lincoln. Em 1909, aprova a 16ª Emenda, ratificada em 1913, e cria o sistema federal de impostos existente hoje.

FRIEDRICH ENGELS MORRE

    Em 1895, morre em Londres o empresário e teórico da revolução Friedrich Engels, que lança o Manifesto Comunista com Karl Marx em 1848.

Engels nasce em Barmen, na Prússia, numa família da burguesia industrial, de onde observa de perto as difíceis condições de vida do operariado e conclui que precisa lutar pela emancipação. Ele conhece Marx em Paris em 1844 e expõe suas acusações ao capitalismo no livro A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, publicado em 1845.

Os dois lançam o Manifesto do Partido Comunista, onde afirmam que "a história da humanidade é a história da luta de classes", em 21 de fevereiro de 1848, um ano de revoluções na França, no que seria a Alemanha (unificada em 1871) e no Império Austro-Húngaro

Com a derrota das revoluções, Marx se refugia na Inglaterra, no seio de sociedade liberal, onde escreve sua grande obra, O Capital. Depois da morte de Marx, em 14 de março de 1883, Engels conclui e publica o segundo e o terceiro volumes da bíblia do comunismo.

ALEMANHA ATACA BÉLGICA NA GRANDE GUERRA

    Em 1914, o assalto da Alemanha a Liège viola a neutralidade da Bélgica e marca o início da primeira batalha da Primeira Guerra Mundial (1914-18). O Reino Unido entra na guerra contra a Alemanha.

Na véspera, sete exércitos alemães, com 1,5 milhão de soldados, se concentram nas fronteiras com a França e a Bélgica. É o Plano Schlieffen, formulado pelo general Alfred von Schlieffen para tomar a Bélgica e invadir a França.

Com 12 fortes, Liège é uma das cidades mais protegidas da Europa. No fim do dia, todos estão sob controle belga. A cidade cai em 15 de agosto, depois que os alemães trazem seus supercanhões de 305 e 420 milímetros para a Batalha de Liège.

Três dias depois, a brutal ofensiva da Alemanha invade a França. Ao todo, nesta ofensiva, os alemães matam 5.521 civis na Bélgica e 895 na França.

MARYLIN SE SUICIDA

     Em 1962, Norma Jeane Mortenson, mais conhecida pelo nome artístico de Marylin Monroe, é encontrada morta em casa em Los Angeles, nua, caída de bruços sobre a cama, com um telefone na mão. Embalagens vazias de antidepressivos se espalham pelo chão.

Ao fim de um inquérito rápido, a polícia de Los Angeles, nos Estados Unidos, conclui que a atriz, uma das mais lindas da história do cinema, morreu "por causa de uma dose excessiva auto-administrada de sedativos" num "provável suicídio".

PROIBIÇÃO DE TESTES NUCLEARES

    Em 1963, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Soviética assinam o Tratado de Proibição Parcial de Testes Nucleares, proibindo a realização de explosões atômicas acima da superfície da Terra.

Os EUA fazem seu primeiro teste nuclear em Alamogordo em 16 de julho e lançam as bombas atômicas de Hiroxima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945. A URSS faz seu primeiro teste nuclear em 29 de agosto de 1949. 

O Reino Unido explode sua bomba em 3 de outubro de 1952. A França fez sua primeira explosão atômica em 13 de fevereiro de 1960. E a China, em 16 de outubro de 1964. Israel tem armas nucleares desde 1966 ou 1967, mas não admite publicamente.

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão realizam testes para comprovar sua capacidade nuclear. A África do Sul pós-apartheid abre mão de suas armas nucleares. A Coreia do Norte detona sua bomba em 3 de outubro de 2006.

INCIDENTE DO GOLFO DE TONKIN

    Em 1964, os Estados Unidos alegam falsamente que um de seus contratorpedeiros é atacado sem provocação na costa do Vietnã do Norte e o Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin, usando o incidente forjado para autorizar o presidente Lyndon Johnson a entrar na Guerra do Vietnã (1955-75).

O Vietnã, parte da Indochina Francesa desde o fim do século 19, é ocupado pelo Japão em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando o Japão se rende e a guerra acaba, em 2 de setembro de 1945, o líder comunista Ho Chi Minh declara a independência.

A França, antiga potência colonial, não aceita e inicia a Primeira Guerra da Indochina (1946-54). Com a derrota dos franceses, o país é dividido entre o Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. As eleições para unificar o país são suspensas sobre pressão dos EUA em 1955, porque os comunista são favoritos, o que dá origem à Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã (1955-75).

Desde o início, no governo Dwight Eisenhower (1953-61), os EUA se envolvem na guerra sem entrar em combate. No fim do governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil assessores militares dos EUA e alguns entram em combate, mas oficialmente o país não está em guerra com o Vietnã do Norte.

Em 2 de agosto de 1964, o contratorpedeiro norte-americano USS Maddox cumpre uma missão clandestina de espionagem eletrônica quando fica sob ataque de três lanchas torpedeiras da Marinha do Vietnã do Norte e reage com o apoio de três aviões da força-tarefa de que fazia parte.

Dois dias depois, ao navegar pelas mesmas água ao lado do contratorpedeiro USS Turner Joy, o Maddox relata a presença de lanches torpedeiras que avançam em sua direção e entram em combate. Na versão dos EUA, os dois ataques não são provocados.

O incidente forjado leva o Congresso dos EUA a aprovar em 5 de agosto a Resolução do Golfo de Tonkin, autorizando o presidente Lyndon Johnson a declarar guerra ao Vietnã do Norte. No pico, em abril de 1969, há 543 mil soldados dos EUA no Vietnã. Entre 1 a 2 milhões de vietnamitas e 58.281 norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã.

Em 24 de junho de 1970, por 81 votos a 10, o Senado revoga a Resolução do Golfo de Tonkin.

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos são esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 14 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados. Sai da Rússia em 14 de dezembro de 1812.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, contra o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

A criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de maior tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupação com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 na declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã é um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, herdeiros geopolíticos do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o alto comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58,2 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos sãp esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 14 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados. Sai da Rússia em 14 de dezembro de 1812.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, e o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

A criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de maior tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupações com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 a declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã era um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, herdeiros geopolíticos do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58,2 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos sãp esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 15 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, e o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

A criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de grande tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupações com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificado. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 a declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã era um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, que herdam o poder geopolítico do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.