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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

 SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão de 2022.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápida invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominam a política internacional na segunda metade do século 20.

Entre as consequências nefastas da Conferência de Versalhes, a "paz para acabar com todas as bases", estão a humilhação da Alemanha e o revanchismo que alimenta o nazifascismo.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chega a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

terça-feira, 24 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos sãp esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 14 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados. Sai da Rússia em 14 de dezembro de 1812.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, e o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de maior tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupações com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificada. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 a declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã era um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar a Manchúria em 1931 e o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, herdeiros geopolíticos do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58,2 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

domingo, 28 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão recente.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápido invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominaram a política internacional na segunda metade do século 20.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chegou a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 24 de Junho

 NAPOLEÃO INVADE A RÚSSIA  

  Em 1812, o Grande Exército de Napoleão Bonaparte, a maior força militar organizada na Europa até então, com mais de 600 mil homens, invade a Rússia rumo à maior derrota de um dos maiores generais de todos os tempos.

No fim do Reinado de Catarina II, a Grande (1762-96), a Europa é abalada por um terremoto político, a Revolução Francesa (1789-99). Em 1799, Paulo I (1796-1801), filho e sucessor de Catarina II, alia a Rússia ao Reino Unido e à Áustria contra a França revolucionária.

Seu filho e sucessor, Alexandre I (1801-25), vence Napoleão três vezes. Ele compra parte da Geórgia em 1801, conquista a atual república do Daguestão e Baku, atual capital do Azerbaijão, em 1806, anexa a Finlândia em 1808 e a Bessarábia (Moldova) em 1812.

Em 1805, Napoleão vence a Áustria, a Rússia e a Prússia na Batalha de Austerlitz, talvez sua maior vitória. A guerra continua até 1807, quando os russos sãp esmagados em Friedland, levando Alexandre I a se retirar da Prússia Oriental.

De 1808 a 1812, a França e a Rússia ficam em paz. Napoleão declara guerra à Rússia depois que o czar Alexandre I se nega a aderir ao Bloqueio Continental contra o Reino Unido. A epopeia é narrada no livro Guerra e Paz, do escritor russo Leon Tolstoy, um dos maiores clássicos da história da literatura.

Em 24 de junho de 1812, o Grande Exército de Napoleão invade a Rússia com mais de 600 mil homens. Os russos recuam adotando uma política de terra queimada para destruir casas, comida e animais, tudo que possa ser útil ao inimigo.

Na Batalha de Borodino, a maior e mais sangrenta da campanha da Rússia, em 7 de setembro de 1812, Napoleão derrota as forças do general Mikhail Kutuzov, mas sofre grandes perdas. As estimativas de morte variam de 28 a 35 mil franceses e aliados, e entre 40 e 53 mil russos. Ao se retirar, o Exército da Rússia preserva sua capacidade de combate de combate.

Napoleão entra em 15 de setembro numa Moscou queimada e abandonada no fim do verão no Hemisfério Norte. Não encontra um governo russo para assinar a rendição e reconhecer sua vitória.

O Exército francês deixa Moscou em 18 de outubro, com 103 mil homens, para tentar fugir do inverno. É atacado pela retaguarda durante a retirada. Chega a Viazma, em 3 de novembro, com 60 mil homens. Em duas semanas, perde 43 mil soldados.

BATALHA DE CARABOBO

    Em 1821, durante as guerras de independência da América Latina, uma força de 6,5 mil homens liderada pelo libertador Simón Bolívar vence o Exército Imperial da Espanha numa planície perto de Caracas. Na prática, a Batalha de Carabobo liberta o que hoje é a Venezuela do domínio espanhol.
Bolívar assina um armistício com o general espanhol Pablo Morillo em novembro de 1820, mas os revolucionários sul-americanos rompem o acordo ao atacar a guarnição imperial no Lago de Maracaibo e avançam rumo a Carabobo.

A força sul-americana tem o apoio de voluntários das Ilhas Britânicas na luta contra os espanhóis sob o comando do general La Torre. Os voluntários britânicos e irlandeses atacam o flanco direito do Exército Imperial da Espanha, enquanto a cavalaria sul-americana ataca pelo centro.

O resultado é uma vitória decisiva da Grã-Colômbia, o primeiro país independente do Norte da América do Sul, que fica com as terras e povos do antigo Vice-Reino de Nova Granada, mais ou menos equivalentes ao que são hoje a Colômbia, o Equador, o Panamá e a Venezuela. Acaba quando o Equador e a Venezuela se tornam independentes, em 1830.

BATALHA DE SOLFERINO

    Em 1859, um Exército da França e da Sardenha e Piemonte vence o Império Austro-Húngaro na Batalha de Solferino, a última da Segunda Guerra da Independência da Itália. O resultado é a anexação da maior parte da Lombardia ao Reino da Sardenha e Piemonte, num avanço rumo à unificação da Itália, em 1861.

A guerra é travada entre o Império Austro-Húngaro, de um lado, e o Segundo Império Francês, de Napoleão III, aliado do Reino da Sardenha e Piemonte, do outro. Começa com a invasão da Sardenha-Piemonte pelos austríados em 26 de abril e vai até 12 de julho de 1859.

Mais de 200 mil soldados participam da batalha decisiva, 100 mil austríacos e 118,6 mil das forças franco-sardo-piemontesas. É a maior batalha na Europa desde a Batalha de Leipzig contra Napoleão Bonaparte, em 1813. 

O combate dura nove horas. Os austríacos perdem mais de 3 mil homens e os aliados, 2.492 oficialmente.

criação da Cruz Vermelha Internacional (1863) e a Primeira Convenção de Genebra (1864) são reações aos horrores da Batalha de Solferino.

A Unificação Italiana acontece formalmente em 17 de março de 1861, quando o rei Vítor Emanuel II, da Sardenha, é proclamado rei da Itália. A monarquia acaba em 10 de junho de 1946, depois da derrota da Itália Fascista de Benito Mussolini na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

BLOQUEIO DE BERLIM

    Em 1948, a União Soviética inicia o Bloqueio de Berlim Ocidental, um dos momentos de grande tensão do início da Guerra Fria.

Quando termina a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a União Soviética ocupa o Leste da Alemanha e os EUA, o Reino Unido e a França o Oeste. A capital alemã, que fica dentro da zona de ocupação soviética, também é dividida.

Em 7 de março de 1948, os aliados ocidentais estendem o Plano Marshall para a reconstrução da Europa à Alemanha e unem suas zonas de ocupações com o objetivo de criar um Estado federativo, a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental.

O Bloqueio de Berlim Ocidental é uma tentativa do ditador soviético Josef Stalin de forçar a unificação da cidade.

Logo os aliados fazem uma ponte aérea. Até 30 de setembro de 1949, as forças áreas dos EUA e do Reino Unido fazem 278.228 voos para levar 2.334.274 toneladas de suprimentos para Berlim Ocidental. Stalin suspende o bloqueio em 12 de maio de 1949.

O Bloqueio de Berlim é a causa imediata da criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelo EUA, em 4 de abril de 1949, em Washington.

Com a fuga em massa de alemães-orientais para o Ocidente, na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, a Alemanha Oriental ergue uma barreira, o Muro de Berlim, principal cicatriz da divisão do mundo.

A abertura do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989, é um marco do fim da Guerra Fria. Em 3 de outubro de 1990, a Alemanha é reunificado. Para os alemães, finalmente, acaba a Segunda Guerra Mundial.

NOIVADO DE KENNEDY E JACKIE

    Em 1953, o senador John Kennedy e Jaqueline Bouvier anunciam seu noivado.

Ele seria o mais jovem presidente da história dos Estados Unidos e Jaqueline Kennedy, a primeira-dama mais charmosa e popular. Quando Kennedy é assassinado, em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, Jackie tenta segurar os pedaços do cérebro do marido. 

O funeral, liderado pela primeira-dama, os jovens irmãos do presidente e vários chefes de Estado, é transmitido ao vivo e revela, na visão do sociólogo Marshall McLuhan, o caráter ritual da televisão em grandes cerimônias, como veríamos nos enterros de Ayrton Senna e da princesa Diana.

SENADO REPELE RESOLUÇÃO QUE LEVOU À GUERRA DO VIETNÃ

    Em 1970, o Senado dos Estados Unidos repele a Resolução do Golfo de Tonkin, que aprovara em 1964 a declaração de guerra ao Vietnã do Norte. 

O líder comunista Ho Chi Minh declara a independência do Vietnã em 2 de setembro de 1945, quando o Japão assina formalmente a rendição na Segunda Guerra Mundial, anunciada pelo imperador Hiroíto em 15 de agosto, depois dos bombardeios nucleares a Hiroxima, em 6 de agosto, e Nagasaki, em 9 de agosto.

Desde 1887, o Vietnã era um protetorado da França, parte da Indochina Francesa junto com o Laos, o Camboja e parte da província chinesa de Cantão. O Japão invade o Vietnã em 22 de setembro de 1940, depois de ocupar o Leste da China em 1937.

Com a derrota do Japão, Ho Chi Minh declara a independência, mas a França tenta retomar a colônia. A Primeira Guerra da Indochina começa em 19 de dezembro de 1946 e termina em 1º de agosto de 1954, depois da vitória vietnamita na Batalha de Dien Bien Phu, travada de 13 de março a 7 de maio de 1954.

Em 21 de julho de 1954, em plena Guerra Fria, a Conferência de Paz de Genebra divide o país em Vietnã do Norte, comunista, e o Vietnã do Sul, capitalista. O país deve ser reunificado com a realização de eleições. Como tudo indica que os comunistas vencerão, os Estados Unidos, que herdam o poder geopolítico do colonialismo europeu, vetam as eleições.

A Segunda Guerra da Indochina ou Guerra do Vietnã começa em 1º de novembro de 1955. Os EUA apoiam militar e financeiramente o Sul, enquanto o Norte cria um movimento guerrilheiro, o Vietcongue, no Vietnã do Sul.

No início, os EUA enviam apenas assessores militares. Durante o governo John Kennedy (1961-63), há mais de 2,8 mil militares norte-americanos no país e alguns entram em combate.

O incidente do Golfo de Tonkin é forjado pelo governo Lyndon Johnson (1963-69) para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte. 

Em 2 de agosto de 1964, os norte-americanos entram em choque com forças norte-vietnamitas quando realizam uma operação secreta em águas territoriais do Vietnã do Norte. Dois dias depois, o capitão John Herrick relata que dois contratorpedeiros dos EUA são atacados no Golfo de Tonkin.

O Congresso aprova a Resolução do Golfo de Tonkin em 7 de agosto, autorizando a entrada de forças dos EUA diretamente na guerra. Em 1967, o ex-oficial da Marinha John White escreve uma carta ao jornal New Haven Register, de Connecticut, acusando o presidente Johnson, o secretário da Defesa, Robert McNamara, e o comando do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA de mentir ao Congresso.

Uma investigação conclui que o incidente foi forjado. Não havia navios vietnamitas na área do suposto incidente. O próprio Johnson teria dito reservadamente que os navios de guerra dos EUA atiravam em baleias.

Mais de 58 mil norte-americanos morrem na Guerra do Vietnã. Depois de um acordo de paz assinado em 27 de janeiro de 1973, os EUA retiram suas forças de combate do país em 29 de março do mesmo ano. A guerra termina em 30 de abril de 1975, com a queda de Saigon, capital do Vietnã do Sul, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e uma fuga espetacular da Embaixada dos EUA.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 28 de Julho

 SAN MARTÍN DECLARA INDEPENDÊNCIA DO PERU

    Em 1821, o general argentino José de San Martín, um dos libertadores da América, declara a independência do Peru, o último país da América do Sul a se libertar do domínio da Espanha.

A maioria dos países da América Espanhola se torna independente no início do século 19, quando a França de Napoleão Bonaparte invade a Península Ibérica e ocupa Portugal e Espanha. Conservador, o Peru mantém a lealdade à monarquia espanhola.

A Expedição Libertadora do Exército dos Andes, sob o comando de San Martín, sai do Chile e desembarca no Peru em 1820. Com a fuga da elite monarquista de Lima, San Martín proclama a independência, se torna presidente e convoca o Congresso Constituinte.

Sem chegar a um acordo com o outro grande libertador, o venezuelano Simón Bolívar, que queria criar a Confederação da América Latina, San Martín deixa Lima. A independência peruana é conquistada com a derrota da Espanha nas batalhas de Junín e Ayacucho, em 6 de agosto e 9 de dezembro de 1824.

EUA GARANTEM "PROTEÇÃO IGUAL PERANTE A LEI"

    Em 1868, termina a ratificação da 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que dá cidadania a todas as pessoas nascidas no país ou naturalizadas, inclusive ex-escravos, e garante "proteção igual perante a lei".

É uma das três emendas aprovadas durante a Reconstrução, depois da Guerra da Secessão, para consolidar a abolição da escravatura.

Com base no direito à privacidade garantido pela emenda, a Suprema Corte reconhece em 1973 o direito ao aborto, revogado em decisão recente.

COMEÇA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1914, o Império Austro-Húngaro declara guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial (1914-18), um mês depois do assassinato em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, arquiduque Francisco Ferdinando, pelo estudante radical sérvio Gavrilo Princip.

 
No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, ordena uma mobilização geral das Forças Armadas. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, se mobiliza em 30 de julho para aplicar o Plano Schlieffen, que prevê uma rápido invasão maciça da França para neutralizar o Exército francês, seguida de um ataque à Rússia na frente oriental.

O governo francês resiste à pressão dos militares. Só entra em prontidão máxima em 2 de agosto, quando a Alemanha invade a Bélgica e declara guerra à Rússia. O Reino Unido, aliado da França, da Rússia e da Sérvia, declara guerra à Alemanha em 4 de agosto.

Quando a Grande Guerra, como era chamada na época, começa, a expectativa é de um conflito rápido de meses. A Primeira Guerra Mundial dura quatro anos. É o conflito que molda o século 20. Quatro impérios derrotados – Alemão, Austro-Húngaro, Otomano (turco) e Russo – desaparecem. Os aliados da Rússia vencem, mas este país é derrotado pela Alemanha e faz um acordo de paz separado.

Com as revoluções de 1917 na Rússia, que derrubam o regime czarista e implantam o comunismo, e a entrada dos Estados Unidos na guerra no mesmo ano, entram na cena mundial as duas superpotências que dominaram a política internacional na segunda metade do século 20.

NASCE JACKIE KENNEDY 

    Em 1929, nasce Jacqueline Bouvier, futura mulher do presidente John Kennedy, provavelmente a primeira-dama mais charmosa e mais famosa da história.

Depois de se formar na Universidade George Washington, em 1951, Jackie viaja para a Europa com a irmã. Na volta, arruma um emprego como jornalista do Washington Times-Herald's, onde entrevista cidadãos comuns nas ruas da capital dos Estados Unidos.

Naquela época, conhece o jovem senador John Kennedy. Eles se casam em 12 de setembro de 1953, depois de dois anos de namoro.

Quando Kennedy se torna presidente, em 1961, o jovem casal conquista enorme popularidade, a ponto de Kennedy dizer, durante visita à França no mesmo ano, que "sou o homem que acompanha Jacqueline Kennedy em Paris". 

Com as conquistas amorosas do presidente, que teve um caso com a atriz Marylin Monroe, o casamento é abalado, mas a lealdade de Jackie é inquebrantável. A imagem mais dramática da vida dela é a tentativa segurar a cabeça de Kennedy quando ele é baleado mortalmente em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963.

Horas depois, Jackie usa o mesmo vestido cor-de-rosa manchado de sangue durante o juramento do vice-presidente Lyndon Johnson como novo presidente dos EUA.

Depois do assassinato do senador Robert Kennedy, irmão de JFK, durante a campanha eleitoral de 1968, Jackie deixa os EUA e se casa com o milionário armador grego Aristóteles Onassis.

HILLARY É PRIMEIRA MULHER CANDIDATA À CASA BRANCA

    Em 2016, a ex-primeira-dama, ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton aceita a indicação do Partido Democrata e se torna a primeira mulher a disputar a Presidência dos Estados Unidos por um grande partido.


Hillary vence Donald Trump por 2,8 milhões no voto popular, mas perde no Colégio Eleitoral, numa das grandes zebras da história política dos EUA, contrariando as pesquisas de opinião. O jornal The New York Times chegou a dar a notícia da primeira mulher presidente, logo desmentida.