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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Acordo de paz com Talebã no Afeganistão mais parece rendição

Os Estados Unidos e a milícia extremista muçulmana dos Talebã (Estudantes) anunciam um acordo para acabar com a Guerra do Afeganistão, a mais longa da história americana. O acordo deve ser assinado até o fim do mês, anunciou ontem a agência de notícias Bloomberg. 

Mas será mesmo a paz ou vai se repetir o que aconteceu no Vietnã, de onde os Estados Unidos saíram para ver o frágil governo que deixaram no poder no Vietnã do Sul desabar dois anos depois? 

Acabar com o que chamou de “guerras intermináveis” no Afeganistão e no Iraque foi uma das promessas de campanha do presidente Donald Trump. Ele retirou parte dos soldados americanos do Iraque e traiu as Forças Democráticas da Síria, uma milícia árabe-curda que fez o trabalho pesado da operação terrestre na guerra contra o Estado Islâmico, deixando os curdos à mercê do Exército da Turquia. 

As negociações de paz entre os Estados Unidos e os Talebã começaram no fim de 2018 e foram interrompidas várias vezes. Na última, em setembro do ano passado, por causa da morte de um soldado americano num ataque rebelde. Meu comentário:

domingo, 22 de dezembro de 2019

Ashraf Ghani é reeleito presidente do Afeganistão sob protestos

O presidente do Afeganistão, Achraf Ghani Ahmadzai, foi reeleito com 50,64% dos votos contra 39,52% para o primeiro-ministro Abdullah Abdullah, de acordo com resultados preliminares das eleições de 28 de setembro divulgados hoje pela comissão eleitoral independente. O adversário não aceitou a derrota.

"Queremos dizer mais uma vez a nosso povo, a nossos partidários, à comissão eleitoral e aos nossos aliados internacionais que nossa equipe não aceitará os resultados desta votação fraudulenta se nossas demandas não foram levadas em conta", declarou um comunidade do comitê da campanha de Abdullah.

Em pronunciamento na televisão, o primeiro-ministro reiterou sua posição: "Infelizmente, a comissão eleitoral está próxima aos fraudadores. Não há nenhuma dúvida de que somos os vencedores desta eleição, com base nos verdadeiros votos do povo."

O anúncio oficial dos resultados estava previsto para 19 de outubro. Primeiro, foi adiado para 14 de novembro. Abdullah pediu a suspensão das apurações, mas não apresentou nenhum indício concreto de fraude. Sua campanha alega que cerca de 300 mil boletins de seções eleitorais validados pela comissão eleitoral apresentam problemas.

Ao defender o processo democrático, o embaixador dos Estados Unidos em Cabul, John Bass, argumentou que estes são resultados preliminares: "Faltam muitos passos ainda para o resultado final da eleição ser certificado para garantir que o povo afegão tenha confiança nos resultados.

O Afeganistão vive em guerra desde a invasão soviética de 1979, ferozmente combatida por uma guerrilha muçulmana apoiada pelos EUA, a Arábia Saudita, a China e o Paquistão. Dez anos mais tarde, depois das mortes de pelo menos 25 mil soldados, no Vietnã da União Soviética, o líder Mikhail Gorbachev ordenou a retirada.

Em 1992, os rebeldes muçulmanos derrubaram o governo fantoche de Mohamed, instalado no poder pela URSS. O país entrou num estado de anarquia, o que levou ao surgimento da milícia dos Talebã (Estudantes), formada por mulás e estudantes das escolas religiosas, as madrassas, em 1994.

Dois anos depois, os Talebã tomaram o poder em Cabul e deram refúgio à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, que chegara ao país como um agente saudita para coordenar a resistência contra a invasão soviética.

Depois de atentados terroristas contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, o presidente Bill Clinton ordenou um bombardeio às bases da Caeda no Afeganistão. A reação viria nos atentados de 11 de setembro de 2001, que foram os primeiros ataques ao centro do poder nos EUA desde as guerras da independência contra o Império Britânico e deixaram quase 3 mil mortos.

Em 7 de outubro de 2001, os EUA começaram a bombardear o Afeganistão para em seguida invadir o país junto com seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que invocaram o artigo 5 da Carta da OTAN, que diz que um ataque contra um é um ataque contra todos.

O governo fundamentalista islâmico dos Talebã caiu em menos de um mês. Com a fuga de Ben Laden e de parte da liderança da Caeda depois da Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, o governo George Walker Bush desviou o foco para o Iraque.

Dezoito anos depois, a Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA, que tentam assinar um acordo de paz com os Talebã para se retirar com alguma honra, já que o governo criado pela invasão americana não se sustenta sem as forças internacionais.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Achraf Ghani toma posse como presidente do Afeganistão

Em uma cerimônia em Cabul transmitida ao vivo pela BBC, Achraf Ghani Ahmadzai está tomando posse neste momento como novo presidente do Afeganistão em meio a um recrudescimento na guerra contra a milícia dos Talebã e às vésperas da retirada do grosso das tropas de combate dos Estados Unidos, no fim de 2014.

É a primeira transferência de poder democrática da história do país. Achraf Ghani sucede Hamid Karzai depois de uma recontagem de votos e uma longa negociação com o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, que será o primeiro-ministro.

O Afeganistão, que nunca foi um Estado nacional moderno e integrado, vai precisar um governo de união nacional para resistir aos Talebã e às pressões de vizinhos poderosos como o Paquistão, a Rússia e o Irã depois da retirada americana, um compromisso de campanha do presidente Barack Obama.

A Guerra do Afeganistão, iniciada em outubro de 2001 para punir a rede terrorista Al Caeda e o governo da milícia fundamentalista dos Talebã, que a acolhia, pelos atentados de 11 de setembro, é a mais longa da história dos EUA.

"Somos agora uma equipe. Estamos unidos por um futuro melhor para o Afeganistão", declarou o primeiro-ministro Abdullah.

Neste momento, fala o novo presidente, dizendo que, apesar de todos os problemas, há mais oportunidades sociais: "A nação quer mudança e desenvolvimento. Eu me comprometo a realizar estas mudanças. As mulheres, crianças e nosso povo querem uma 'guerra santa' pela paz neste país. Queremos ajudar cada órfão desta terra. Pagamos um alto preço pelo extremismo muçulmano."

Em alguns anos, prometeu Achraf Ghani, teremos uma "era de ouro" no Afeganistão e lembrou que há países implodindo no Oriente Médio. "Queremos paz e justiça social. Sem justiça social, não teremos uma paz duradoura. Precisamos aceitar uns aos outros e não ter governos paralelos para termos uma paz duradoura e estável." Fazia uma referência aos senhores da guerra

Ter um governo significa ter uma Constituição, acrescentou o presidente. As reformas necessárias precisam ser feitas dentro da lei: "Todo ministro deve se reportar à Assembleia Nacional, que terá o papel de controlar suas atividades", acrescentou, numa promessa de transparência.

O Afeganistão é um dos países mais corruptos do mundo por causa do atraso e da guerra permanente em que vive há pelo menos 35 anos.

domingo, 21 de setembro de 2014

Candidatos anunciam união nacional no Afeganistão

Depois de meses de acusações mútuas e de uma recontagem nos votos da eleição presidencial, os dois candidatos que disputaram o segundo, Abdullah Abdullah e Achraf Ghani, anunciaram um acordo para formar um governo de união nacional no Afeganistão. Achraf Ghani foi declarado presidente eleito pela Comissão Nacional Eleitoral. Abdullah vai indicar o primeiro-ministro.

O maior desafio do novo governo será manter o controle do país depois da retirada das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos que invadiram o Afeganistão em outubro de 2001 em resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e o Pentágono, sede do Departamento da Defesa. Na época, o país era governado pela milícia fundamentalista dos Talebã e lá ficavam as bases da rede terrorista Al Caeda.

Acabar com a Guerra do Afeganistão, que já é a mais longa da história dos EUA, é uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama de 2008. A partir de 2015, devem ficar no país menos de 10 mil soldados americanos para treinar e assessorar as forças de segurança afegãs, sem entrar em combate.

Com a ofensiva do Estado Islâmico nas regiões sunitas e curdas do Iraque, há um debate nos EUA sobre a conveniência de manter uma contingente maior no Afeganistão.

domingo, 13 de julho de 2014

EUA fazem acordo entre candidatos no Afeganistão

Diante de denúncias de fraude de parte a parte e do risco de um impasse político, o secretário de Estado americano, John Kerry, mediou um acordo entre os dois candidatos que disputaram o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão um mês atrás para uma auditoria de todos os votos.

"Será a primeira vez que todos os votos serão auditados", afirmou Achraf Ghani Ahmadzai, segundo colocado no primeiro turno, apontado como líder na apuração preliminar do segundo turno. Seu adversário é o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, derrotado nas eleições anteriores pelo atual presidente, Hamid Karzai.

Achraf Ghani é da etnia pachtum, maioria relativa no Afeganistão, à qual também pertencem Karzai e a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que boicotou a votação. Os Talebã querem recriar o emirado islâmico que se beneficiou do caos deixado pela derrota da invasão soviética (1979-89) para impor um regime extremista muçulmano de 1996 até a invasão americana de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Naquela época, a rede terrorista Al Caeda mantinha suas bases e sua liderança no Afeganistão, sob a proteção dos Talebã. Como esta é a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, desde sua primeira campanha presidencial, em 2008, o presidente Barack Obama prometeu retirar os soldados americanos do Afeganistão. A data marcada é o fim deste ano.

Se a frágil democracia imposta depois da invasão americana fracassar, o Afeganistão não vai conseguir se livrar de uma guerra que já dura mais de 35 anos, arrasou o país e o transformou em terreno fértil para o jihadismo e centro de treinamento de terroristas.

O futuro presidente deverá negociar a manutenção de uma força militar dos EUA para treinar as forças de segurança locais e assessorá-las no combate ao terrorismo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ex-chanceler denuncia fraude eleitoral no Afeganistão

Depois de ser considerado favorito, o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah perdeu pela terceira vez a eleição presidencial no Afeganistão, desta vez para Achraf Ghani Ahmadzai, declarado vencedor pelo resultado preliminar divulgado ontem. Ghani teve 55% dos votos contra 45% para Abdullah, que não aceitou a derrota.

Achraf Ghani é da etnia pachtum, maioria relativa no país com cerca de 40% da população, a mesma do atual presidente, Hamid Karzai, e da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes), que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, sendo derrubada pela invasão americana para punir os responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001.

Abdullah era ligado à Aliança do Norte, que reúne outras etnias e lutava contra o regime fundamentalista dos Talebã.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Favorito escapa de atentado no Afeganistão

Pelo menos quatro pessoas morreram e várias outras saíram feridas hoje de um atentado terrorista contra o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, favorito para vencer o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão, marcado para 15 de junho. O candidato escapou sem ferimentos.

O presidente Hamid Karzai e o outro candidato que vai disputar o segundo turno, Achraf Ghani Ahmadzai, condenaram o atentado, atribuído à milícia fundamentalista dos Talebã.

sábado, 26 de abril de 2014

Eleição presidencial no Afeganistão terá segundo turno

O ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah ficou em primeiro lugar na eleição presidencial de 5 de abril de 2014 no Afeganistão, mas obteve apenas 45% dos votos. Sem maioria absoluta, terá de disputar um segundo turno contra o ex-ministro das Finanças Achraf Ghani Ahmadzai.

O resultado preliminar oficial sai em 14 de maio, depois de um primeiro exame das denúncias de irregularidades. A segunda votação está prevista para 28 de maio.

Para a empresa americana de estudos estratégicos e militares Stratfor, o combate à milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) exige cooperação e coordenação diplomática e militar. Isso será mais difícil com Abdullah e Ahmadzai, que o Paquistão considera mais hostis do que o atual governo, de Hamid Karzai, que é da etnia pachtun, maioria relativa nos dois países.

domingo, 1 de novembro de 2009

ONU faz apelo por eleição no Afeganistão

Diante da desistência do ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah de disputar o segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão, sob a aleagação de que haverá fraude como no primeiro turno, em favor do presidente Hamid Karzai, as Nações Unidas fizeram um apelo aos dois candidatos para que se entendam e levem o processo eleitoral até o fim para dar legitimidade ao futuro governo.

sábado, 31 de outubro de 2009

Abdullah abandona eleição afegã

Depois de romper o diálogo com o presidente Hamid Karzai, que se negou a demitir funcionários eleitorais suspeitos da fraude maciça no primeiro turno, o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah deve anunciar neste domingo sua desistência de concorrer ao segundo turno em 7 de novembro.

Pelo resultado oficial anunciado inicialmente pela Comissão Eleitoral, Karzai teria ganho no primeiro turno, realizado em 20 de agosto, com 55% dos votos. Mas uma investigada ordenada pelas Nações Unidas constatou fraude maciça e pediu a anulação dos votos de 210 seções eleitorais.

Com isso, a votação do atual presidente caiu para 48% dos votos válidos. Sob intensa pressão dos EUA, ao lado do senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Karzai concordou em disputar o segundo turno.

Abdullah alega que não faz sentido realizar nova eleição com a mesma equipe corrupta que fraudou o resultado da primeira.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Karzai aceita disputar segundo turno no Afeganistão

Sob intensa pressão dos Estados Unidos e das Nações Unidas, por causa das denúncias de fraude generalizada na eleição de 20 de agosto, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, concordou hoje em disputar um segundo turno com o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah.

A votação foi marcada para 7 de novembro, antes que o rigoroso inverno afegão feche as estradas, impedindo o comparecimento dos eleitores às urnas.

Pelo resultado oficial, Karzai teria sido eleito no primeiro turno com 54% dos votos válidos. Mas uma revisão do resultado encomendada pelo ONU impugnou as urnas de 210 seções eleitorais.

A votação de Karzai caiu para 48%. Hoje, ao lado do senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, o líder afegão considerou a nova decisão da comissão eleitoral legítima, legal e constitucional. Chegou a dizer que ela fortalece a democracia no país.

Nas ruas de Cabul, um eleitorado descrente duvida da conveniência de votar pela segunda vez, sob pressão da milícia fundamentalista dos Talebã, que
ameaça de morte quem votar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Karzai leva pequena vantagem no Afeganistão

Com 10% das urnas apuradas, os primeiros resultados oficiais da eleição presidencial de 20 de agosto no Afeganistão, dão uma pequena vantagem de apenas 10 mil votos ao presidente Hamid Karzai.

Até agora, Karzai recebeu 41% dos sufrágios contra 39% para o ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah, que está denunciando fraude. A Comissão Eleitoral está investigando centenas de casos de fraude, violência e intimidação de eleitores.

Se nenhum candidato conseguir mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 1º de outubro.

Depois da morte de mais soldados quatro americanos ontem, 2009 já é o ano mais violento da guerra afegã. Uma explosão coordenada de cinco carros-bomba em Kandahar matou pelo menos 41 pessoas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Abdullah denuncia fraude no Afeganistão

O ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah acusa o governo do Afeganistão de fraudar a eleição presidencial de 20 de agosto. Para o ministro das Finanças, o presidente Hamid Karzai ganhou e as denúncias são choro de perdedor.

A Comissão Eleitoral Independente pretende anunciar os primeiros resultados oficiais amanhã. Pelo que foi antecipado, Karzai teria mais de 3 milhões de votos contra cerca de 1,5 milhão para o ex-chanceler.

Depois de admitir que houve irregularidades antes e durante a votação, o enviado especial das Nações Unidas, Kai Eide, pediu calma a candidatos e eleitores, alegando que a Comissão de Reclamações Eleitorais precisa de tempo para investigar as 225 denúncias de fraude, violência e intimidação de eleitores protocoladas até agora.

A segunda eleição presidencial da História do Afeganistão é uma parte importante da estratégia do governo Barack Obama para pacificar o país.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Afeganistão vota sob ataque e suspeita de fraude

Quase oito anos depois da invasão americana para vingar os atentados de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão realiza sua segunda eleição presidencial sob uma ofensiva da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) e denúncias de fraude.

O favorito é o presidente Hamid Karzai, mas pode haver segundo turno contra o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah.

A intervenção americana começa com grande bombardeio aéreo, em 7 de outubro de 2001. Antes do fim do mês, o regime precário da Milícia dos Talebã entrou em colapso. Os terroristas da rede Al Caeda, que tinha suas principais bases no emirado islâmico, estavam em fuga.

Mas, em vez de caçar Ossama ben Laden e sua turma, o governo George W. Bush preferiu desviar suas atenções para o Iraque de Saddam Hussein.

O presidente Barack Obama herdou duas guerras de Bush. Optou por encerrar a intervenção no Iraque para se concentrar no Afeganistão e no Paquistão, de onde acredita que vem as maiores ameaças terroristas.

A explosão coordenada de seis bombas em um hora no centro de Bagdá ontem, na véspera da eleição afegã, indica o interesse claro dos fundamentalistas de atolarem os Estados Unidos em duas guerras desgastantes e prolongadas ao mesmo tempo. Pelo menos 95 iraquianos morreram e outros 550 saíram feridos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Talebã aceita cessar fogo durante eleição

A milícia fundamentalista muçulmana dos Talebã (Estudantes) aceita a proposta de cessar fogo do governo para a eleição presidencial de 20 de agosto.

As últimas pesquisas indicam que deve haver segundo turno entre o presidente Hamid Karzai , que tem 44% das preferências, e o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah, com 26%.