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domingo, 25 de janeiro de 2015

Syriza lidera com 39,5% dos votos rumo à maioria absoluta

A Coligação de Esquerda Radical (Syria) venceu as eleições parlamentares deste domingo na Grécia com 35% a 39,5% dos votos, dependendo da pesquisa de boca de urna, seguida pelo partido conservador Nova Democracia, do atual primeiro-ministro Antonis Samaras, com 26% a 28%.

É uma vitória maior do que previam as pesquisas. A se confirmar este resultado, seu líder, Alexis Tsipras, deve liderar um governo que pode ter maioria absoluta. Isto depende da votação dos partidos que não superarem a barreira de 3%, mínimo exigido para entrar no Parlamento da Grécia, de 300 cadeiras.

O terceiro lugar está sendo disputado entre o grupo de extrema direita Aurora Dourada e o novo partido de esquerda Potami. O Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), que governava a Grécia no início da crise, desapareceu do radar eleitoral.

Tsipras declarou que não pretende retirar a Grécia da Zona do Euro nem da União Europeia. Quer renegociar com os parceiros europeus os duros termos impostos pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) em troca de empréstimos de 240 bilhões para o país honrar suas dívidas. A Alemanha já anunciou que não aceita nova redução da dívida grega, de 170% do PIB.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Grécia não elege presidente e antecipa eleições legislativas

Na terceira votação, o Parlamento da Grécia não conseguiu hoje eleger um novo presidente para o país. Cai a ampla coalizão de governo entre conservadores e socialistas liderada pelo primeiro-ministro Antonis Samaras, forçando a realização de eleições parlamentares em 25 de janeiro de 2015, um ano e meio antes do previsto. A Bolsa de Atenas caiu 11% sob o impacto de notícia.

O partido favorito é a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), favorável à renegociação dos acordos firmados com a troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em pesquisa divulgada no sábado, a Syriza receberia 28,5% dos votos contra 25% para a Nova Democracia, do atual primeiro-ministro.

Samaras apostou na candidatura do ex-comissário europeu Stavros Dimas. Na terceira votação, ele precisava de 180 votos, de três quintos dos 300 deputados gregos. Teve 168. Assim, meio sem querer,  o primeiro-ministro voltou a jogar a Grécia na pior crise econômica de sua história recente.

A Grécia voltou a crescer depois de seis anos. No auge da crise, esteve sob séria ameaça de ser obrigada a deixar a união monetária europeia e a própria UE. A depressão econômica e o desemprego estarão no centro da campanha eleitoral. A crise do euro está de volta.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Grécia está mais perto de antecipar eleições parlamentares

Na segunda votação, o Parlamento não conseguiu eleger ontem um novo presidente da Grécia. Se o candidato do governo, Stavros Dimas, não sair vitorioso na terceira votação, marcada para 29 de dezembro de 2014, as eleições gerais serão antecipadas.

O primeiro-ministro conservador Antonis Samaras fez concessões à oposição para evitar a realização de eleições imediatas. No momento, a favorita é a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), que promete renegociar os acordos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

Mais uma vez, a crise da Grécia ameaça a contaminar a UE e reacender a crise do euro. Samaras gostaria de convocar eleições para daqui a um ano, quando termina o acordo com a UE, o FMI e o Banco Central Europeu.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Quem fala pela Europa?

Quando estava no poder, ironizando a desunião europeia, o secretário de Estado americano Henry Kissinger costumava dizer: "Quando eu quiser falar com a Europa, para que número ligo?" O problema não foi resolvido até hoje.

"Cada vez que a UE resolve criar indicar um representante cria um novo cargo. Hoje, são quatro", comentou a professora Vivian Schmidt, diretora do Centro de Estudos de Europa da Universidade de Boston: o presidente do Conselho Europeu (de líderes), no momento o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras; o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso; o presidente executivo, o belga Herman van Rompuy; e a supercomissária de Comércio Exterior, a baronesa britânica Catherine Ashton.

Além desses quatro, há os 28 líderes dos governos nacionais, dificultando o processo de tomada de decisão e a expressão de uma voz comum, o que se explica porque a UE não é um Estado nacional. "Quando apresentou sua solução para a crise, [a primeira-ministra] Angela Merkel disse que era uma "solução alemã".

Há boas notícias, como a sobrevivência do euro e da UE à crise, a reforma da comissão, o aumento de poderes do Parlamento Europeu. Por outro lado, não foi aprovada uma nova regulamentação capaz de evitar futuras crises financeiras, os mercados podem entrar em pânico de novo, o crescimento é fraco e o desemprego está em 11,9%; "na Espanha, chega a 67% para mulheres jovens",  acrescentou Vivian Schmidt.

"O Sul da Europa continua em crise. O Norte da Europa acredita que a crise acabou. Além da crise da Ucrânia, o processo de tomada de decisões está em crise. Há um crescente intergovernamentalismo. Os líderes nacionais tomam a maioria das decisões", criticou a professora da Universidade de Boston ao participar da 3ª Conferência do Dia da Europa, realizada hoje no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, pelas fundações Getúlio Vargas (FGV) e Konrad Adenauer (KAS).

Na sua opinião, a crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro (Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália) "não precisava ter acontecido". A crise das hipotecas de segunda linha começou em 2007 nos EUA.

"Até 2010, nada foi feito pela Grécia. Em julho de 2012, quando os mercados entraram em pânico, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, interveio" prometendo comprar os títulos que o mercado rejeitava. "A Alemanha, potência hegemônica relutante, deveria ter assumido a liderança", lamentou Schmidt.

Além disso, a União virou uma espécie de bode expiatório dos governos nacionais: "A UE tem um problema terrível para se vender", constatou o professor Kai Enno Lehman, da Universidade de São Paulo. Sob pressão, torna-se reativa.

Ele também vê uma clara divisão Norte-Sul, problemas econômicos causadas pela receita de austeridade usada contra a crise, preconceitos contra imigrantes e avanço dos partidos de extrema direita.

"O Reino Unido tem uma economia diabolicamente desequilibrada. Oito de cada dez empregos gerados desde o ínicio da crise são em Londres e arredores, o que está agravando a crise habitacional. A Itália precisa reformar o sistema de impostos. A França precisa discutir a reforma da Previdência Social", notou Lehman.

Ele concluiu que é preciso ir além da crise e democratizar a UE, evitando "a tomada de decisões de cima para baixo todo o tempo".

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Merkel quer Grécia no euro mas não faz concessões

No seu esperado encontro com o primeiro-ministro Antonis Samaras nesta sexta-feira, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, reafirmou que deseja manter a Grécia na Zona do Euro, mas não cedeu na ampliação do prazo pedida pelo lider grego.

Samaras afirmou que a Grécia não precisa de dinheiro novo, mas quer mais tempo, quatro anos em vez de dois, para equilibrar as contas públicas.

A chanceler alemã, no seu estilo dama de ferro, insistiu em que o governo grego deve cumprir todos os acordos firmados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em setembro, a UE, o FMI e o Banco Central Europeu devem apresentar novo relatório sobre o programa de ajuste fiscal da Grécia.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Merkel rejeita ampliação de paz para Grécia

A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, rejeitou a possibilidade de ampliar o prazo para que a Grécia corte mais 11,5 bilhões de euros em gastos públicos durante um encontro que terá na sexta-feira com o primeiro-ministro Antonis Samaras.

Em entrevista ao jornal Bild desta quarta-feira, Samaras declarou que pretendia pedir hoje uma ampliação do prazo para evitar novos cortes drásticos nos gastos públicos, já que no fim de 2012 a Grécia terá completado o quinto ano seguido de recessão, com queda de 20% no produto interno bruto.

A meta do ajuste fiscal draconiano a que a troika  (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo monetário internacional) exige da Grécia é reduzir a dívida pública de 180% para 120% do PIB até 2020.

Para Samaras, a saída da Grécia da união monetária europeia seria uma "catástrofe", trariam "pelo menos mais cinco anos de recessão e elevariam o desemprego acima de 40%. Seria um desastre econômico, agitação social e uma crise sem precedentes da democracia".

Nos últimos três anos, acrescentou o primeiro-ministro, "o nível de vida grego caiu 35%. Uma volta do dracma aprofundaria a queda para 70%. Que democracia consegue sobreviver a isso?"

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Centro-direita forma novo governo na Grécia

Com o apoio dos socialistas e da esquerda moderada, o líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras, vencedor das eleições legislativas do domingo passado, conseguiu o número de votos necessários no Parlamento para formar um novo governo e se tornar primeiro-ministro da Grécia.

O novo governo assume com o compromisso de manter os acordos firmados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de empréstimos no valor de 240 bilhões de euros para evitar um calote de suas dívidas públicas. Mas pretende pedir mais prazo e renegociar o plano de ajuste fiscal para introduzir elementos de estímulo à retomada do crescimento econômico.

A primeira-ministra Angela Merkel, principal responsável pela imposição de um rigoroso programa de disciplina fiscal à Grécia, já convidou o novo chefe de governo para visitar a Alemanha.

domingo, 17 de junho de 2012

Partidos a favor do acordo vencem na Grécia

O partido de centro-direita Nova Democracia venceu as eleições parlamentares de hoje na Grécia. Com 30% dos votos e 128 deputados, deve formar governo com o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), que foi o mais atingido pela crise, teve 12,5% dos votos e conquistou 33 cadeiras, enquanto a coalizão de extrema esquerda Syriza elegeu 72 deputados com 27% dos votos.

Para o futuro primeiro-ministro Antonis Samaras, foi uma vitória da Europa. O Pasok já manifestou a intenção de fazer uma aliança com a Nova Democracia. Samaras quer uma grande coalizão com a participação da ultraesquerda, mas seu líder, Alexis Tsipras, que sonhava com a vitória, prefere ficar na oposição.

A vitória dos partidos favoráveis ao acordo deve trazer um alívio ao menos temporário aos mercados financeiros, com expectativa de alta nas bolsas de valores da Ásia, as primeiras a abrir nesta segunda-feira.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Líder do partido vencedor não forma governo na Grécia

Depois de intensas negociações, o líder da Nova Democracia, partido vencedor das eleições parlamentares de ontem, Antonis Samaras, desistiu de formar num novo governo na Grécia. Seu partido de centro-direita e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), que dominam a política do país desde a redemocratização, em 1974, somados tiveram pouco mais de 30% dos votos.

Os dois partidos tradicionais foram punidos pelo eleitorado grego pela pior crise econômica da história recente do país. No quinto ano seguido de recessão, o produto interno bruto da Grécia recuou 20% e o desemprego já passa de 21%, com metade dos jovens desempregados.

A incumbência de formar o novo governo passa agora à aliança esquerdista Syriza, que ficou em segundo lugar, é contra o ajuste fiscal negociado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas a favor de continuar usando o euro como moeda.

Por volta do meio-dia pelo horário de Brasília, o líder do Pasok e ex-ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, fez um apelo aos partidos pró-europeus para que se unam, formem um governo e negociam melhores condições para equilibrar as contas públicas.

Se o impasse político não for resolvido, a Grécia deve realizar novas eleições em breve.

domingo, 6 de novembro de 2011

Grécia terá governo de união nacional anticrise

Os dois maiores partidos da Grécia chegaram a um acordo hoje à noite para formar um governo de união nacional para administrar o período mais agudo da pior crise econômica desde que o país entrou para a Comunidade Europeia, em 1981, comunicou oficialmente a Presidência da República.

Amanhã, o primeiro-ministro George Papandreou volta a se encontrar com o líder da oposição, o conservador Antonis Samaras, para acertar os detalhes finais, inclusive o nome do futuro chefe do governo provisório de união nacional.

Quando as negociações estiverem concluídas, Papandreou pedir demissão. As eleições foram marcadas para 19 de fevereiro.

Governo e oposição se reúnem com presidente grego

Sob intensa pressão para renunciar, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, pediu ao presidente que os dois se reunissem com o líder da oposição, Antonis Samaras, que insiste na realização de eleições antecipadas. No momento, isso só agravaria a situação do país.

Papandreou deve propor a formação de um governo de união nacional para administrar a crise econômica. A oposição insiste na sua renúncia.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oposição grega rejeita medidas de austeridade

O líder da oposição na Grécia, deputado conservador Antonis Samaras, afastou hoje a possibilidade de apoiar o pacote de medidas do governo para cortar gastos públicos e aumentar impostos com o objetivo de reduzir o déficit público do país, revela o jornal inglês Financial Times.

“Estão me pedindo para apoiar o mesmo tipo de remédio para um paciente que está morrendo com esse remédio”, afirmou Samaras, líder do Partido Nova Democracia. “Não vou fazer isso.”