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quarta-feira, 13 de julho de 2022

UE sofre mais do que EUA e Sri Lanka entra em colapso com guerra

O dólar teve uma cotação um pouco acima do euro nesta quarta-feira. Foi a primeira vez em 20 anos. Em um ano, a moeda comum europeia caiu 16%. Só neste ano, foram 12%. E o Sri Lanka, o antigo é o primeiro país a entrar em colapso por causa da guerra na Ucrânia.

A alta do dólar tem duas razões: os juros mais altos nos Estados Unidos e o impacto econômico da guerra, maior na Europa e mais ainda em países pobres. O Sri Lanka é um exemplo do que pode acontecer em muitos países. Mais detalhes no meu canal no YouTube.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em cinco dias

A doença do novo coronavírus de 2019 se manifestou em dezembro em Wuhan, na China, e teve o primeiro caso identificado depois em 17 de novembro. O primeiro milhão de casos foi registrado em 2 de abril. 

Depois dos 10 milhões, atingidos no fim de semana de 27 e 28 de junho, foram necesessários seis dias para chegar aos 11 milhões e mais cinco dias para os 12 milhões.

Os Estados Unidos bateram novo recorde de casos novos num dia. Foram mais de 60 mil na terça-feira e 65 na quarta-feira. Tem mais de 3 milhões de casos confirmados e mais 134 mil mortes. Até as eleições de 3 de novembro, a expectativa é que as mortes cheguem a 208 mil.

 Atrás nas pesquisas, o presidente Donald Trump luta para reabrir o país, apesar do aumento da contaminação em mais de 30 dos 50 estados. O Arizona, a Flórida e a Carolina do Sul têm índices de contaminação piores do que qualquer país do mundo e os três primeiros países s!ao Bahrein, Omã e Catar, pequenos emirados árabes com trabalhadores migrantes de baixa renda sem cidadania que vivem em condições precárias e são a maioria dos infectados. 

Trump criticou o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, que não participou da entrevista coletiva diária, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças por causas das exigências feitas para reabertura das escolas.

No mundo, o total de casos confirmados da covid-19 ultrapassa 12 milhões, com 550 mil mortes e mais de 7 milhões de pacientes curados. 

Com mais 41.541 casos novos e 1.187 mortes registradas em 24 horas, o Brasil passa de 1,716 milhão de casos confirmados e chega a 68.055 mortes, de acordo com o levantamento de um consórcio de empresas jornalísticas.

O Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que reúne 27 países ricos e emergentes prevê um desemprego recorde de 9,4% entre os países-membros, podendo chegar a 12,6% se houver uma segunda onda forte da pandemia.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu o estímulo fiscal e a adoção de medidas de transição ecológica com o dinheiro público usado para recuperar a economia.

As bolsas de valores sobem na Ásia, com a expectativa de retomada do crescimento da China. Meu comentário:

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Brasil tem uma morte por minuto e supera Itália em número de mortes

O Brasil ultrapassa a Itália a se torna o terceiro país em número total de mortos pela pandemia do novo coronavírus. Com mais 1.473 mortes em 24 horas, novo recorde, o Brasil tem uma morte por minuto. Já são hoje 34.339 mortes aqui e 33.689 na Itália. 

Houve 30.925 casos novos num dia, elevando o total de casos confirmados para quase 615 mil. Mais de 266 mil pessoas foram curadas. Todos os estados brasileiros têm taxas de transmissão acima de um, ou seja, cada infectado transmite o vírus para mais de uma pessoa.

Os Estados Unidos têm o maior número de mortes, mais de 110 mil, e de casos confirmados, mais de 1,923 milhão. 

No mundo inteiro, são mais de 6,688 milhões de casos registrados, 392 mil mortes e 3,228 milhões de pacientes curados. Dos casos encerrados, 11% resultaram em morte.

Com mais de 100 mil novos casos registrados por dia, 130 mil em 30 de maio, a pandemia cresce em países em desenvolvimento, com sistemas de saúde muito mais precários do que os países ricos atingidos inicialmente, na América Latina, na África, na Ásia e no Oriente Médio.

O Banco Central Europeu ampliou seu programa de compra de títulos da dívida pública para 1,35 trilhão de euros, cerca de R$ 7,843 trilhões. É uma maneira de colocar mais dinheiro em circulação para estimular a economia. 

A chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel lançou um programa de recuperação da economia da Alemanha de 130 bilhões de euros, equivalentes a R$ 755 bilhões, com ênfase no desenvolvimento ambiental, com carros elétricos e aviões que emitem menos gases de efeito estufa.

Mais 1,9 milhão trabalhadores pediram o seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Desde o início da pandemia, mais de 42,6 milhões foram demitidos.

Enquanto isso, o patrimônio dos super-ricos aumentou em US$ 565 bilhões, com destaque para Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, dono da Amazon, que ganhou muito dinheiro com o comércio eletrônico durante a quarentena, Mark Zuckerberg, dono do Facebook, e Elon Musk, da Tesla, que lançou o primeiro voo espacial tripulado privado da história.

O laboratório britânico AstraZeneca, que desenvolve uma vacina junto com a Universidade de Oxford, espera ter a vacina, chamada de AZD1222, pronta em setembro. 

A meta é fabricar dois bilhões de doses, sendo 400 milhões para os Estados Unidos e o Reino Unido, e 1 bilhão para distribuir em países de renda média e baixa, que receberiam 400 milhões ainda neste ano. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Tribunal Constitucional da Alemanha ameaça a União Europeia

Ao decidir que o banco central alemão (Bundesbank) não deve seguir a determinação da presidente do Banco Central Europeu (BCE) de comprar tantos títulos de divida pública de países da Zona do Euro quanto for necessário para sustentar a economia em tempos de pandemia, o Tribunal Constitucional da Alemanha ameaça o projeto de integração da Europa.

Em 1963, uma sentença da Corte Europeia de Justiça estabeleceu que a legislação europeia tem precedência sobre as leis nacionais. Ao contrariar esta decisão, o tribunal de Karlsruhe ameaça derrubar um dos pilares da União Europeia, que nasceu em 1958 como Comunidade Econômica Europeia, criada pelo Tratado de Roma, de 1957.

A Polônia, um dos países que mais se beneficiou da integração à UE depois da queda dos regimes comunistas na Europa Oriental, tem hoje um governo extremista de direita que mina a independência do Poder Judiciario. Aplaudiu a posição do Tribunal Constitucional da Alemanha.

Se outros países fizerem o mesmo em meio a uma emergência de saúde pública e uma crise econômica como não se vê desde a Grande Depressão (1929-39), todo o projeto construído no pós-guerra para garantir a paz e a prosperidade na Europa corre o risco de desabar.

Em entrevista ao jornal francês Libération, o franco-alemão Daniel Cohn-Bendit, Dani Le Rouge, líder da Revolução dos Estudantes de maio de 1968, hoje um deputado da bancada verde do Parlamento Europeu, declarou que, "se a Europa desabar, será um suicídio alemão." O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, já advertiu que a falta de solidariedade nesta hora será um golpe fatal na UE.

Maior economia do continente e quarta do mundo, a Alemanha é o país que mais se beneficia do mercado único europeu. Ao reafirmar a primazia das leis nacionais, o tribunal coloca em risco a reconstrução econômica da Europa depois da pandemia.

A Itália e a Espanha, os países da UE mais abalados pelo novo coronavírus, pediram a demissão de um bônus pan-europeu para o financiamento conjunto da retomada do crescimento. Como aconteceu na Crise do Euro, depois da Grande Recessão, quando Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda não conseguiram honrar suas dívidas, países ricos do Norte da Europa, como a Alemanha, a Finlândia e a Holanda, se negaram a mutualizar a dívida.

Nessa crise anterior, com o veto à emissão de bônus pan-europeus, o então presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, prometeu em 2015 comprar tantos títulos de dívida pública dos países da Eurozona quantos fossem necessários para sustentar as economias endividadas e a união monetária europeia.

Agora, a nova presidente do BCE, Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças da França e ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), tomou a mesma decisão e promete mantê-la apesar da decisão da Justiça alemã. Mas os ministros do tribunal de Karlsruhe vetaram a participação do Bundesbank.

Mais uma vez, a solidariedade econômica e financeira é fundamental para manter em pé o projeto de integração da Europa, ameaçado pelo ultranacionalismo de extrema direita dos governos periféricos da Hungria e da Polônia e de partidos como a Reunião Nacional, na França, a Liga, na Itália, a Alternativa para a Alemanha e a pequena Vox, na Espanha.

Se a Alemanha se recusar a contribuir para superar o impacto econômico do Grande Confinamento, as consequências serão terríveis. No início do ano, a Comissão Europeia esperava um crescimento de 1,1% para a Eurozona em 2020. Com a pandemia, a expectativa é de uma recessão de 7,4% na UE e de 7,75% na Europa. O BCE admite que possa chegar a uma queda de 12%.

O risco é que os países do Sul da Europa, a Grécia, a Itália e a Espanha, que devem perder perto de 10% do produto interno bruto, e também Portugal e até a França não consigam arcar com as despesas de reconstrução, aprofundando o fosso com os países do Norte.

A união monetária e o mercado único, que pressupõem uma convergência econômica, sofreriam um golpe potencialmente fatal. A França e uma dezena de países propuseram criar um fundo de recuperação de um a um trilhão e meio de euros com um grande empréstimo tomado pela Comissão Europeia com o aval dos 27 países-membros da UE. Isto permitiria obter taxas de juros muito inferiores às que seriam cobradas dos países em maiores dificuldades.

Diante desta bomba jurídica, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, está entre o dilema de enfrentar a "bomba jurídica" dos juízes de Karlsruhe, o que deflagaria uma crise política e institucional na Alemanha, ou recusar a solidariedade. Nesta hipótese, o sonho de uma Europa unida pode virar pesadelo e fragmentar o continente.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Parlamento Europeu aprova nova presidente da Comissão Europeia

Por 383 a 327, apenas nove votos a mais do que necessário, o Parlamento Europeu aprovou hoje a indicação da ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, para ser a próxima presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia (UE), por um período de cinco anos, a partir de outubro. Será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Aliada da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, na União Democrata-Cristão (CDU), Von der Leyen é conservadora. Enfrentou forte resistência das bancadas de centro-esquerda (socialista, social-democrata e verdes) no Parlamento Europeu.

Filha de um embaixador alemão junto à UE, Ernst Albrecht, Ursula Gertrud Albrecht, seu nome de soltleira, nasceu em Ixelles, na Grande Bruxelas, em 8 de outubro de 1958. Aos 13 anos, voltou para a Alemanha, onde o pai foi governador da Baixa Saxônia.

Ursula Albrecht, estudou economia na Universidade de Göttingen, na Alemanha. No auge do terrorismo de grupos de extrema esquerda, o pai esteve sob ameaça da Facção do Exército Vermelho.

Em 1978, ela foi para o Reino Unido, onde viveu mais de um ano com o nome falso de Rose Laden, sobrenome da família de uma bisavó americana com origem no condado de Northampton, na Inglaterra, e estudou na London School of Economics.

Londres foi para ela "a epítome da modernidade: liberdade, alegria de viver e de experimentar tudo". Deu-lhe "a liberdade interior que tenho até hoje".

De volta à Alemanha em 1979, Ursula Albrecht se casou em 1986 com Heiko von der Leyen, de uma família aristocrática, comerciante de seda no tempo da Liga Hanseática. Ela mudou de carreira e estudou medicina na Universidade de Hanôver, onde concluiu o doutorado em 1991. Acusada de plágio, a Comissão de Ensino Superior da Alemanha encontrou apenas três erros graves em sua tese.

Filiada à CDU desde 1990, Ursula von der Lyen foi eleita em 2003 deputada na assembleia legislativa estadual da Baixa Saxônia. Foi ministra do Trabalho do governo Merkel antes de se tornar a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa.

Sua nomeação foi fruto de um acordo entre as duas potências que formam o eixo central da UE: Alemanha e França. Em troca, a ex-ministra das  Finanças francesa Christine Lagarde, hoje diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), será presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Desde a Crise do Euro, a UE enfrenta a pior crise de sua história, com a decisão do Reino Unido de deixar o bloco, a crise dos refugiados e a volta de um ultranacionalismo de extrema direita que lembra a ascensão do fascismo nos anos 1930s e gostaria de implodir o projeto de integração da Europa.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Encontro Xi-Trump dá esperança de trégua na guerra comercial EUA-China

As bolsas de valores subiram hoje no mundo inteiro depois do anúncio de estímulos ao crescimento da Zona do Euro e de que o presidente Donald Trump vai se encontrar com o ditador Xi Jinping durante a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20) marcada para 28 e 29 de junho, em Osaka, no Japão. Mas a concorrência estratégica entre as grandes potências deve durar décadas.

A economia global está em desaceleração e a guerra comercial EUA-China torna a situação ainda pior. A incerteza pesa sobre o setor industrial e suas cadeias produtivas globais. A geração de empregos nos EUA decepcionou no mês passado e o crescimento do segundo semestre é estimado em 1,5% ao ano.

Se houver um acordo, será mais uma trégua. Os EUA e a China estão envolvidos num conflito econômico, científico, tecnológico e militar pela supremacia mundial que deve se arrastar por muito tempo. Meu comentário:


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Grécia volta ao mercado após maior programa de resgate da história

A Grécia saiu oficialmente hoje do terceiro programa de ajuste das contas públicas adotado desde que o país quebrou em 2010, em troca de empréstimos de mais de US$ 300 bilhões de seus aliados na Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).

Oito anos depois do remédio amargo imposto pela troika, o produto interno bruto recuou 25%. O desemprego chegou a um pico de 27,5% em 2013 e está um pouco abaixo de 20%.

"Esta enorme perda do PIB poderia ter sido evitada", escreveu Larry Elliott, editor de economia do jornal britânico The Guardian, se "a prioridade, no quadro da mais grave crise financeira do século, não fosse equilibrar as contas públicas em meio a uma deflação." Na sua opinião, a ajuda foi um fracasso.

O problema é que a Alemanha, a Holanda, a Finlândia e outros países ricos da União Europeia não quiseram bancar a irresponsabilidade financeira dos governos gregos. A crise das dívidas públicas contaminou a Irlanda, Portugal e a Espanha, mas a situação mais grave foi a da Grécia.

"A Grécia saiu do respirador artificial, mas ainda está longe de uma recuperação", comentou o jornalista Mark Lowen na televisão pública britânica BBC. "Segundo o FMI, só quatro países tiveram uma retração econômica maior do que a Grécia nos últimos dez anos: Iêmen, Líbia, Venezuela e Guiné Equatorial."

Em entrevista publicada ontem, o presidente do Banco Central da Grécia, Yannis Stournaras, advertiu: "Se não cumprirmos o que foi acertado, agora e no futuro, os mercados nos abandonarão e não teremos como refinanciar os empréstimos em condições viáveis quando chegar a hora."

As sopas populares continuam sendo a salvação de quem perdeu o emprego. Muitos perderam suas casas.

Ao mesmo tempo, os mais qualificados deixam o país, numa fuga de cérebros: "Mais de 500 mi pessoas, entre elas os mais brilhantes engenheiros, doutores e quadro jovens da Grécia, continuam deixando o país a cada ano, como acontece desde o início da crise", observou o jornalista grego Yannis Palaiologos no jornal americano The Wall Street Journal.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras, um radical de esquerda que chegou ao poder no auge da crise, fará um pronunciamento em cadeia nacional de televisão nesta terça-feira. Seu sonho de "justiça social" fica adiado, alerta o jornal grego To Vima: "Nada parece poder nos assegurar que a saída do plano de resgate será suave nem que ele possa ser um porta-voz da esperança."

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Alemanha cresceu apenas 0,3% no início do ano

O crescimento da Alemanha caiu dramaticamente no primeiro trimestre de 2018, arrastando a Zona do Euro para o risco de estagnação depois de um avanço geral de 2,5% no ano passado, o melhor na Europa desde a crise de 2008, noticiou o jornal britânico Financial Times.

Maior economia da Eurozona, com 30% da produção regional, a Alemanha se desacelerou de 0,6% no fim do ano passado para 0,3% nos três primeiros meses do ano, principalmente por causa da queda nas exportações.

As empresas alemãs temem menor crescimento global por conta do crescimento das tensões geopolíticas e as políticas protecionistas do governo Donald Trump nos EUA.

No mesmo ritmo, a Eurozona cresceu 0,4% no início do ano, depois de avançar 0,7% no fim do ano passado, realimentando a discussão sobre a necessidade de novos estímulos ao crescimento. O Banco Central Europeu (BCE) planeja encerrar em dezembro seu programa de alívio quantitativo, depois de comprar bônus no valor de 2,4 trilhões de euros para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

O maior risco no momento vem de um possível governo populista na Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga, a antiga Liga Norte, de extrema direita.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Inflação da Zona do Euro cai para 1,2% ao ano

O crescimento de preços nos 19 países da Europa que usam o euro como moeda continua fraco, abaixo de meta inflacionária do Banco Central Europeu (BCE), de 2% ao ano. Em abril, baixou para 1,2%, depois de uma alta de 1,3% em março, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

O núcleo do índice, expurgados os preços voláteis de energia e alimentos, ficou em 0,7%. Em março, foi de 1%.

Na semana passada, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, manifestou a esperança de que o crescimento pressione o índice de inflação a atingir a meta. A expansão de apenas 0,4% no primeiro trimestre ronda a estagnação e pode ter o efeito contrário, reduzindo a alta nos preços.

O presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, Jens Weidmann, um dos falcões contrários a programas de estímulo com dinheiro público, declarou hoje que os formuladores da política monetária da Eurozona esperam que a inflação suba para 1,7% em 2020.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Crescimento da Zona do Euro cai no início de 2018

No primeiro trimestre deste ano, o ritmo da atividade econômica no conjunto dos 19 países da Europa que usam o euro como moeda comum foi o mais fraco em um ano e meio, confirmando uma desaceleração na Zona do Euro depois de uma expansão de 2,5% em 2017. 

Desde o verão de 2016, a Eurozona não andava tão devagar. O crescimento nos três primeiros meses de 2018 foi de apenas 0,4%, depois de um avanço de 0,7% no fim do ano passado.

Uma queda nos indicadores de confiança e o fraco desempenho da produção industrial e das exportações da Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, são sinais da estagnação.

Os executivos do setor manufatureiro esperam uma desaceleração do crescimento industrial em abril. Na Alemanha, na Holanda, na Itália, na Espanha e na Grécia, o índice dos gerentes de compra aponta um crescimento menor do que em março.

A França, segunda maior economia da Eurozona, também decepcionou, com alta do produto interno bruto de apenas 0,3% no trimestre passado, em comparação com 0,7% no fim de 2017. As exportações caíram 0,1%, depois de forte alta de 2,5% no fim do ano passado. O investimento das empresas subiu apenas 0,6%, quase metade do 1,1% do fim de 2017.

O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse não estar preocupado, mas economistas já duvidam que a meta de crescimento de 2% neste ano seja atingida. Le Maire admite que "há algumas nuvens escuras no horizonte", como o risco de uma guerra comercial com os Estados Unidos e altas nas taxas básicas de juros.

Uma onda de greves contra as reformas liberais do presidente Emmanuel Macron afeta principalmente os transportes aéreos e ferroviários, prejudicando as viagens de milhões de trabalhadores franceses e a distribuição de mercadorias. As greves devem pesar negativamente no PIB do segundo trimestre.

A questão é se a desaceleração será apenas temporária ou a economia está estagnando. Os dados sobre o segundo semestre divergem.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, declarou que o banco analisa os dados com cautela, na expectativa de que o crescimento será suficientemente forte para levar o índice de preços ao consumidor para a meta inflacionária do BCE, de 2% ao ano.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Paris e Amsterdã ganham agências europeias pós-Brexit no sorteio

Com a saída do Reino Unido da União Europeia em março de 2017, duas agências europeias deixam Londres e vão para o continente. A Agência Europeia de Medicamentos irá para Amsterdã, a capital da Holanda, e a Agência Bancária Europeia para Paris, na França, noticiou ontem a agência Reuters.

Na votação, Amsterdã empatou com a favorita Milão, a cidade mais rica da Itália. O mesmo aconteceu com Paris e Dublin, a capital da Irlanda, bem votada numa compensação por causa do forte impacto da Brexit (saída britânica) neste país. A decisão foi para sorteio.

A grande derrotada foi Frankfurt, na Alemanha. A cidade-sede do Banco Central Europeu (BCE) sonha em ser o principal centro financeiro do continente com o esvaziamento de Londres. Ficou em terceiro lugar.

O empate em 13-13 entre Amsterdã e Milão se deveu à abstenção da Eslováquia em protesto porque nenhuma agência europeia tem sede nos antigos países comunistas da Europa Oriental, que entraram na UE a partir de 2004.

"É como perder uma final nos pênaltis, lamentou o ministro italiano para a Europa, Sandro Gozi. Deixa "um gosto amargo na boca".

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Salário mínimo de Portugal sobe para 557 euros em janeiro

O governo esquerdista de Portugal chegou a um acordo na semana passada com sindicatos patronais e trabalhistas para fixar a remuneração mínima mensal em 557 euros, cerca de R$ 2,2 mil, por mês a partir de janeiro de 2017. Em contrapartida, as empresas vão pagar 1,25 ponto percentual a menos na taxa social única.

É um reajuste de 5%. O salário mínimo nacional português em 2016 foi de 530 euros mensais. Em nota, curta, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) declarou estar satisfeita.

Portugal tem um dos salários mínimos mais baixos da Zona do Euro. Quando o país estava submetido a um programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional, de 2011 a 2014, o salário mínimo ficou congelado em 485 euros.

Até 2019, o salário mínimo português deve chegar a 600 euros por mês.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

BCE para de emitir notas de 500 euros em 2018

A nota de 500 euros, a favorita de traficantes de drogas e do crime organizado, vai parar de ser fabricada em 2018, anunciou hoje o Banco Central Europeu (BCE). As notas que estiverem em circulação não perderão o valor.

Há especialistas em direito penal que defendem o fim das notas de US$ 100 e 100 euros para aumentar o volume do dinheiro vivo obtido em transações ilegais, mas a Zona do Euro vai manter as notas de 5 a 200 euros, hoje cerca de US$ 230.

É difícil encontrar hoje notas de 500 euros e o comércio tem o direito de recusá-la. Seu fim "leva em conta o temor de que possa facilitar atividades ilícitas", declarou em nota o BCE.

quinta-feira, 10 de março de 2016

BCE anuncia novos estímulos na Zona do Euro

Para combater a deflação e a estagnação nos 19 países da União Europeia que usam o euro como moeda, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu a zero hoje sua taxa básica de juros e aumentou para 80 bilhões por mês a compra de títulos no mercado financeiro para colocar mais dinheiro em circulação.

A taxa de depósito, que os bancos pagam para guardar suas reservas no BCE, passou da 0,3% para 0,4% ao ano. Normalmente, os bancos centrais pagam por isso. No momento, o BCE adota uma taxa de depósito negativa, que foi de -0,3% para -0,4%.

Assim, os bancos pagam para depositar o dinheiro no banco central. O objetivo é que ofereçam mais crédito no mercado. A taxa básica estava em 0,05%, praticamente zerada.

Depois de cair para US$ 1,08, o euro se recuperou, quando o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, declarou os juros ficarão baixos por longo prazo e podem cair ainda mais. Fechou acima de US$ 1,12, a maior cotação em três semanas. A Bolsa de Frankfurt chegou a subir 3%. Fechou em alta de 2,3%. A Bolsa de Paris avançou 2,57%.

Sob pressão da disciplina fiscal imposta pela Alemanha, o BCE foi o último dos grandes bancos centrais do mundo a comprar papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. É um incentivo monetário possível quando as taxas de juros estão perto de zero.

O produto interno bruto da Zona do Euro ainda não superou o nível anterior à Grande Depressão de 2008-9. Seu baixo crescimento é atribuído aos juros baixíssimos e à queda nos preços do petróleo, já que seus países são importadores.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Zona do Euro cresceu 1,5% em 2016

Apesar da crise e das políticas de austeridade econômica, os 19 países da Zona do Euro cresceram em conjunto 0,3% no último trimestre de 2015, o que projeta um ritmo anual de 1,1%, revelou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia. 

No ano inteiro, a Eurozona avançou 1,5%, mas a desaceleração da economia mundial desde o fim do ano passado pressiona o Banco Central Europeu a adotar novas medidas de estímulo ao crescimento. Na UE como um todo, o crescimento foi de 0,3% no quarto trimestre do ano passado e de 1,8% no ano inteiro.

O anúncio chega num momento de turbulência nos mercados por causa das dúvidas sobre a economia da China e a fragilidade dos bancos da Europa. Os dados sobre inflação e produção industrial indicam que a Eurozona terá dificuldades para manter o ritmo de crescimento em 2016.

"A deterioração da economia internacional tirou o vento das velas da Eurozona", comentou Simon Tilford, subdiretor do Centro para Reforma na Europa, com sede em Londres. "O problema é que a Eurozona ainda não se recuperou da queda anterior."

Em 2015, o crescimento foi maior na Eslováquia (4%), na Romênia (3,8%), na Polônia (3,6%), na Espanha (3,5%) e na Bulgária (3,1%). A Alemanha e a França, as maiores economias da Eurozona, avançaram 1,3%. O Reino Unido, a maior economia europeia fora do euro, 1,9%.

Os piores resultados foram registrados na Grécia (-1,9%) e na Finlândia (-0,2%), os dois únicos países da UE que tiveram recessão.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Eurozona cresce apenas 0,3% num trimestre

Com a desaceleração da economia mundial e o fraco crescimento do comércio internacional, a economia dos 19 países da Zona do Euro cresceu apenas 0,3% no terceiro trimestre de 2015, depois de um avanço de 0,4% no segundo, e 1,6% na comparação anual. Essa taxa projeta uma expansão anual de 1,2%.

Na União Europeia como um todo, o avanço foi de 0,4% no terceiro trimestre e de 1,9% em 12 meses, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas do bloco europeu. Diante desses números, o Banco Central Europeu deve tomar novas medidas de estímulo.

A desaceleração foi puxada pela Alemanha, maior economia do continente, com alta de apenas 0,3% do produto interno bruto, enquanto a Itália dá sinais de estagnação (+0,2%).

Entre as grandes economias da Eurozona, a surpresa positiva foi a França, que saiu da estagnação no segundo trimestre para um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre. A Espanha avançou 0,8%, mas ficou abaixo do 1% do período de abril a junho de 2015.

O crescimento foi maior na Romênia (1,4%), na Eslováquia (0,9%) e na Polônia (0,9%). As maiores quedas do PIB na Finlândia (-0,6%), na Estônia (-0,5%) e na Grécia (-0,5%). Portugal ficou estagnado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eurozona registrou deflação de 0,1% ao ano em setembro

Depois de uma alta de 0,1% ao ano em agosto, o índice de preços ao consumidor nos 19 países da Zona do Euro sofreu uma queda para -0,1%. Está longe da meta de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, informou hoje o Eurostat (Escritório Oficial de Estatísticas da União Europeia).

A inflação foi maior no setor de alimentação, álcool e tabaco, subindo de 1,3% para 1,4% ao ano em setembro, seguida dos serviços (1,3%, depois de 1,2% em agosto). Os preços dos bens industriais não energéticos avançaram menos, 0,3% contra 0,4% em agosto.

Por causa da queda nos preços do petróleo, o setor de energia pesou para baixo, de -7,2% em agosto para -8,9% em setembro, causando a queda no índice geral de preços.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Parlamento da Grécia discute proposta de acordo com credores

O projeto de lei sobre o terceiro programa de ajuda internacional, apresentado ontem, começa a ser discutido hoje no Parlamento da Grécia e deve ser votado até amanhã. Hoje sai o resultado do produto interno bruto do segundo trimestre. A expectativa é de forte contração.

Amanhã, os ministros das Finanças do Grupo do Euro voltam a debater o acordo anunciado em 11 de agosto para a Grécia receber 86 bilhões de euros ao longo de três anos. Em troca, o governo grego se comprometeu a realizar reformas que incluem 35 medidas acertadas com os parceiros da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), a mal afamada troika.

A Grécia teme que a Alemanha decida dar um empréstimo-ponte em vez de liberar logo os fundos do novo programa de ajuda, com o objetivo de impor novas exigências. E o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) enfrenta problemas internos.

Uma parte do partido não concorda com o acordo. Gostaria de romper com a Eurozona e até com a União Europeia, ao contrário do que quer a maioria dos gregos. O primeiro-ministro Alexis Tsipras depende de votos dos partidos tradicionais, Nova Democracia, de direita, e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), para aprovar os acordos internacionais.

A votação do acordo será um bom teste para a coesão do governo em Atenas.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

FMI recebe 2 bilhões de euros da Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou hoje o recebimento de 2 bilhões de euros (R$ 7 bilhões) devidos pela Grécia, anunciou o canal de televisão americano CNBC, especializado em noticiário econômico.

O Ministério das Finanças da Grécia disse que o governo pagou 470 milhões de euros (R$ 1,64 bilhão) ao Banco da Grécia e 4,24 bilhões de euros (R$ 14,8 bilhões) ao Banco Central Europeu (BCE).

sábado, 18 de julho de 2015

Bancos de Grécia reabrem na segunda-feira com restrições

A Grécia vai autorizar a reabertura em 20 de julho de 2015 dos bancos, fechados desde 29 de junho, mas vão continuar proibidas as remessas de dinheiro para o exterior. A abertura de novas contas será restrita e os saques serão limitados a 420 euros por semana, informou a agência Reuters.

Hoje o governo grego deu posse a novos ministros, depois de sofrer demissões e defecções de deputados e ministros do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) descontentes com o acordo fechado no domingo passado com os credores internacionais.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras começa a negociar na próxima semana os termos de terceiro programa de resgate da dívida pública do país, de 86 bilhões de euros. Ontem, por 119 a 40, a Câmara Federal da Alemanha aprovou o novo plano de ajuda à Grécia.

A reabertura dos bancos só será possível porque o Banco Central Europeu ampliou há dois dias uma linha de crédito de emergência para garantir a liquidez e evitar o colapso do sistema financeiro grego.