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sábado, 31 de agosto de 2019

Salário mínimo na Venezuela cai para US$ 2 por mês

Com a crise econômica e a hiperinflação, o salário mínimo da Venezuela vale hoje o equivalente a US$ 2. O salário mínimo está em 40 mil bolívares e a cotação do dólar no mercado paralelo ronda os 20 mil bolívares. Não é suficiente para comprar um quilo de carne ou uma dúzia de ovos.

Mais de 80% dos venezuelanos vivem na miséria, sem esperança de que a situação melhore. Ontem, quase 10 milhões de trabalhadores e aposentados receberam o equivalente a US$ 1, a metade do rendimento mensal, que dá para comprar um quilo de açúcar ou de farinha de trigo.

Só nos últimos 30 dias, a moeda venezuelana perdeu 50% do valor.

A ditadura de Nicolás Maduro distribui mensalmente bônus para cerca de 10 milhões de pessoas, mas o limite é de 100 mil bolívares, apenas US$ 5. Algumas empresas pagam os bônus em dólares para não perder seus funcionários.

Nos últimos seis anos, no governo Maduro, quando o produto interno bruto caiu pela metade, 5 milhões de pessoas fugiram da Venezuela. Elas mandam dinheiro do exterior para cerca de 1 milhão de venezuelanos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Promessas de Macron custam 10 bilhões de euros

Sob pressão do movimento dos coletes amarelos, o presidente Emmanuel Macron anunciou ontem um aumento de cem euros no salário mínimo, a suspensão do aumentos de impostos sobre combustíveis e de aposentados de baixa renda. 

Com um custo de 10 bilhões de euros, essas medidas ameaça o equilíbrio das contas públicas da França, advertiu ontem o comissário europeu para economia e finanças, Pierre Moscovici.

É provável que a França não atinja a meta de reduzir o déficit público para 2,8% do produto interno bruto em 2019. A Comissão Europeia deve cobrar ajustes no orçamento, mas sem ameaçar punições, como fez recentemente com o governo populista da Itália.

A agitação social e manifestações violentas abalam a França há quatro semanas. Os protestos começam em reação ao aumento dos combustíveis a partir de 1º de janeiro. Agora, há pedidos de renúncia do presidente e dissolução da Assembleia Nacional.

As oposições rejeitaram as propostas de Macron como insuficiente. Ele é acusado de ser o "presidente dos ricos", de estar "desconectado" da realidade e de "oferecer migalhas ao povo". As pesquisas de opinião indicam uma divisão entre os que gostaram e não gostaram do discurso de ontem à noite.

Todos os oposicionistas veem uma oportunidade de enfraquecer o presidente, que terá muitas dificuldades para aprovar seu ambicioso programa de reformas para modernizar a economia francesa e recuperar sua competitividade. A extrema direita e a extrema esquerda lideram os protestos violentos.

Hoje houve protestos de estudantes secundaristas em 170 escolas. Vários manifestantes violentos estão sendo processados pelos protestos de sábado passado. A revolta está longe do fim. Uma das exigências dos coletes amarelos é a volta do imposto sobre grandes fortunadas, aprovado no governo François Hollande (2012-17) e revogado por Macron.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Polícia enfrenta manifestantes e interpela mais de 950 pessoas na França

A França mobilizou 89 mil policiais para conter as manifestações dos coletes amarelos, que hoje reuniram 125 mil pessoas. Só em Paris 8 mil agentes da lei tentam evitar novo quebra-quebra. Ao todo, 1.385 pessoas foram detidas pela polícia, sendo 651 em Paris, onde 536 foram presas e 71 saíram feridas. Os policiais usaram gás lacrimogênio na região próxima ao Arco do Triunfo de Napoleão.

Os protestos que começaram contra um aumento nos impostos sobre combustíveis já cancelado. Agora, exigem o aumento do salário mínimo, a volta do imposto sobre grandes fortunas, a renúncia do presidente Emmanuel Macron e a dissolução da Assembleia Nacional. A extrema direita e a extrema esquerda lideram as manifestações violentas.

Macron foi eleito em 2017, derrotando a neofascista Marine Le Pen no segundo turno, com uma proposta de realizar reformas profundas para modernizar a economia da França e retomar a competitividade no mundo globalizado. É acusado pelos manifestantes de governar para os ricos.

Em Paris, as principais atrações turísticas estão fechadas e a recomendação é evitar o centro da cidade.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Venezuela paga US$ 2 bilhões de compensação à ConocoPhillips

A companhia estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA) concordou hoje em pagar US$ 2 bilhões de compensação à empresa americana ConocoPhillips pela expropriação de seus negócios no país, em 2007, pelo então presidente Hugo Chávez, acabando com uma ação judicial que ameaçava suas exportações.

O valor é o mesmo arbitrado pelo tribunal da Câmara Internacional de Comércio em abril deste ano. A pressão sobre a estatal venezuelana aumentou em maio, quando a Conoco obteve autorização da Justiça da Holanda para assumir o controle de ativos da PdVSA em Curaçao, Bonaire, Santo Estácio e Aruba, ilhas do Mar do Caribe.

Como o petróleo da Venezuela é pesado, o país precisa importar outros tipos de petróleo para o refino. Por isso e porque o país tem as maiores reservas mundiais, a PdVSA tem plataformas e refinarias nas ilhas caribenhas.

Em troca do fim de todas as ações judiciais, a PdVSA prometeu pagar US$ 500 milhões dentro de 90 dias o resto, US$ 1,5 bilhão, com juros, em parcelas trimestrais nos próximos quatro anos e meio. A Conoco afirma que o acordo "atende a todas as exigências regulatórias dos Estados Unidos, inclusive quaisquer sanções impostas pelos EUA à Venezuela."

A Conoco move outra ação contra a Venezuela no Centro de Resolução de Conflitos sobre Investimentos do Banco Mundial. O tribunal condenou a Venezuela por estatizar as propriedades da Conoco, mas ainda não estipulou o valor da indenização.

No início do mês, a empresa canadense Crystallex avançou na luta por uma indenização de US$ 1,4 bilhão pela expropriação de um projeto de exploração de ouro na Venezuela. Um juiz federal do estado de Delaware aceitou uma petição argumentando que a Crystallex tem o direito de tomar bens e ativos da PdVSA nos EUA.

Hoje o ditador Nicolás Maduro anunciou o novo plano econômico para acabar com uma inflação prevista para atingir 1.000.000% em 2018 e 1.800.000% em dois anos, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma reforma monetária cortou cinco zeros e mudou o nome da moeda nacional para "bolívar soberano".

Pela cotação de hoje, um real compra 62.629 bolívares soberanos. A moeda será lastreada pelo petro, uma criptomoeda criada pelo regime chavista para escapar das sanções impostas pelos EUA. No discurso de Maduro, um petro vale US$ 60. A maioria dos economistas considera uma ficção.

Ao mesmo tempo, Maduro decretou um aumento de 3.500% no salário mínimo a partir de setembro e anunciou a intenção de aumentar o preço da gasolina venezuelana, a mais barata do mundo. O resultado foi uma corrida aos postos, aos bancos e aos supermercados.

Ninguém com um mínimo conhecimento de economia acredita no sucesso do plano, descrito pelo ditador patético como "mágico" e "revolucionário": "Nesta segunda-feira, a Venezuela começa um enorme processo de recuperação econômica. Estamos vivendo dias históricos, de uma mudança necessária e definitiva."

Nem o empresariado nem os economistas acreditam que as medidas anunciadas reduzam a inflação e o desabastecimento. Ao contrário. A corrida às compras indica que o mercado, dos pequenos consumidores aos grandes empresários, espera o agravamento da crise.

Nos últimos anos, 4 milhões de venezuelanos deixaram o a país, 63% por causa da situação econômica, conclui uma pesquisa divulgada pelo jornal La Patilla.

É a pior crise migratória da história da América Latina. Neste ritmo, pode superar a Síria, de onde fugiram 6 milhões de pessoas desde o início da guerra civil, em 2011. A explosão de violência em Pacaraima, na fronteira norte do Brasil, foi um alerta. A fuga em massa tende a aumentar.

A agonia do chavismo se arrasta sob Maduro rumo ao colapso ou a um golpe de Estado para acabar com um dos governos mais desastrosos da história. Até quando?

terça-feira, 26 de junho de 2018

Maduro triplica salário mínimo para menos de um dólar

Para combater o que chama de "guerra econômica" da oposição e do empresariado, o ditador Nicolás Maduro anunciou na semana passada que vai aumentar em três vezes o salário mínimo da Venezuela, que passará a valer 3 milhões de bolívares, menos do que o valor de um dólar, que chegou hoje a 3,3 milhões de bolívares no mercado paralelo.

A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda à quase metade do produto interno bruto desde que Maduro substituiu o finado caudilho Hugo Chávez, em 2013, e hiperinflação que pode chegar a 13.000% ao ano em 2018, depois de ficar em 2.700% no ano passado. Em dois anos, pode chegar a 1.800.000%.

"Os primeiros elementos do programa econômico incluem a proteção ao ingresso, por isso vou decretar um aumento do salário mínimo para 3 milhões de bolívares", revelou Maduro num comício na quarta-feira passada.

Em março, o regime chavista anunciou um corte de três zeros na moeda nacional. No câmbio oficial, um dólar vale 80 mil bolívares.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Cesta básica custa 98 salários mínimos na Venezuela

O preço de uma cesta básica para uma família de cinco pessoas na Venezuela chegou em janeiro de 2018 a 24,4 milhões de bolívares. É um aumento de 47,9% em relação a dezembro de 2017 e de 3.829% em 12 meses, revela o relatório mensal do Centro de Documentação e Análise Social (Cendas) da Federação Venezuelana de Professores. São necessários 98 salários mínimos para comprá-la.

O salário mínimo, hoje de 248,5 mil bolívares, não é páreo para uma hiperinflação que deve chegar a 13.000% neste ano, de acordo com a previsão mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um almoço custa em média 76 mil bolívares. No câmbio negro, o dólar vale hoje 226.536,12 bolívares.

A alta nos preços é impressionante, de 146% para o café, 84% para raízes e tubérculos, 74% para peixes e frutos do mar, 61% para carnes e derivados, 50,6% para frutas e hortaliças, 45% a 49% para grãos, cereais e derivados, 32% para leite, queijos e ovos, 17% para azeite e gorduras, 12% para açúcar e sal, e 1,3% para molhos e maioneses.

Enquanto o desabastecimento atinge mais de 80% dos produtos normalmente comercializados em armazéns e supermercados, a diferença entre os preços oficiais tabelados e os preços reais é de 179.174,5%.

Neste último relatório, aumentou a escassez de 52 produtos, inclusive sabonete, cera para assoalhos, papel higiênico, faldras, toalhas sanitárias, lâminas de barbear descartáveis, leite condensado, desodorante e dos seguintes medicamentos: Atamel, Losartán Potássico, Amlopidina, aspirinas, Omeprazol, Lansoprazol, Dilantin, Gilbenclamida, Gildan, Biofit, Tamsulon, Zyloric, Tamsulossina, Heprox, Secotex, Urimax e antialérgicos; e dos anticoncepcionais Belara e Trental.

Desde a morte do caudilho Hugo Chávez, em 5 de março de 2013, e da ascensão ao poder do ditador Nicolás Maduro, a economia venezuelana encolheu de 30% a 50%. Maduro é candidato à reeleição em 22 de abril. Os principais candidatos e a aliança oposicionista foram proibidos de concorrer.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Maduro anuncia salário mínimo e Constituinte na Venezuela

O presidente Nicolás Maduro anunciou ontem um aumento de 60% no salário mínimo mensal, que vai passar de 40.638 para 65.021 bolívares, cerca de US$ 90 pelo câmbio oficial de 717 bolívares por dólar, mas apenas US$ 15 no mercado paralelo.

Hoje Maduro ignorou a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, e convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para reescrever a Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Não seria uma Constituinte eleita diretamente pelo povo, mas uma "Constituinte operária", com membros indicados por entidades.

Para o presidente e cada vez mais ditador venezuelano, é a única saída para o "golpe de Estado" econômico de que se considera vítima: "Assumo todas as consequências e convoco o povo para se preparar para uma grande vitória. Convoco uma Constituinte cidadão, não uma Constituinte de partidos políticos, uma Constituinte de trabalhadores e camponeses."

Dos 500 constituintes, a metade seria indicada por entidades de trabalhadores, jovens, camponeses, pensionistas, indígenas. A decisão pode ser confirmada ainda hoje pelo Conselho de Ministros do regime chavista, encurralado nas ruas.

Desde 6 de abril, pelo menos 29 pessoas foram mortas em manifestações de protesto diárias contra o governo Maduro, mais de 2 mil pessoas foram presas e 50 líderes estudantis sequestrados pelo serviço secreto. A tortura é um método comum de interrogatório.

Um mês de protestos diários e confrontos entre manifestantes que exigem eleições diretas já para superar a crise, a polícia e milícias chavistas agravou ainda mais a situação econômica do país.

A Venezuela teve uma inflação de 800% no ano passado, uma queda de mais de 20% do produto interno bruto sob Maduro e enfrenta desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, remédios, alimentos e até papel higiênico.

O regime tenta desviar a atenção do desastre econômico, mas os protestos chegam à periferia das grandes cidades, os redutos tradicionais do chavismo. O aumento do salário mínimo é uma tentativa de acalmar as massas, mas o desabastecimento conspira contra Maduro.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Salário mínimo de Portugal sobe para 557 euros em janeiro

O governo esquerdista de Portugal chegou a um acordo na semana passada com sindicatos patronais e trabalhistas para fixar a remuneração mínima mensal em 557 euros, cerca de R$ 2,2 mil, por mês a partir de janeiro de 2017. Em contrapartida, as empresas vão pagar 1,25 ponto percentual a menos na taxa social única.

É um reajuste de 5%. O salário mínimo nacional português em 2016 foi de 530 euros mensais. Em nota, curta, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) declarou estar satisfeita.

Portugal tem um dos salários mínimos mais baixos da Zona do Euro. Quando o país estava submetido a um programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional, de 2011 a 2014, o salário mínimo ficou congelado em 485 euros.

Até 2019, o salário mínimo português deve chegar a 600 euros por mês.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ninguém pode governar sozinho, diz Hillary ao aceitar investidura

Numa cutucada no rival Donald Trump, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton afirmou há pouco, no discurso de aceitação da candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, que ninguém vai governar sozinho.

No principal discurso de sua vida, Hillary enfrenta o desafio de desmanchar a imagem de mulher fria e racional, da advogada autossuficiente, para apresentar uma face humana e um coração sensível.

Como primeira mulher candidata por um grande partido, com chances reais de chegar à Casa Branca, a ex-secretária declarou que "rompido este limite não há teto, o céu é o limite".

Hillary prometeu lutar "pelos que ficaram para trás, pelas regiões atingidas pelo vício e pelo fechamento de fábricas", para diminuir o poder do dinheiro nas eleições, por mais empregos e para impedir que o centro financeiro de Wall Street prejudique as lojas da rua principal.

"Eu acredito que o aquecimento global é uma realidade e que podemos salvar o planeta criando milhões de empregos", acrescentou Hillary. Em seguida, defendeu a reforma do sistema de imigração para manter o país aberto a estrangeiros talentos.

A candidata democrata pediu o apoio de quem defende um salário mínimo digno, o direito das mulheres ao aborto, o direito das mulheres a um salário igual aos homens. Ela prometeu trabalhar com Bernie Sanders, seu adversário nas eleições primárias do partido, para tornar a universidade pública gratuita para a classe média.

"Vamos dar dinheiro para pequenas empresas como a do meu pai", acrescentou. "Nos EUA, quem sonha deve ter o direito de construir."

Em mais um ataque a Trump, Hillary lembrou a falência de um cassino do magnata em Atlantic City, caloteando pequenos empresários, fornecedores e trabalhadores.

A ex-secretária de Estado defendeu sua política externa, a assinatura de um acordo nuclear com o Irã e prometeu derrotar o Estado Islâmico do Iraque e do Levante com bombardeios aéreos e apoio a aliados em terra.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Bernie Sanders endossa candidatura de Hillary à Casa Branca

Em um discurso em que apontou a desigualdade social como principal tema da campanha e acusou o pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, o senador socialista Bernie Sanders apoiou oficialmente a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Os dois prometeram unir esforços para impedir a vitória de Donald Trump, descrito por Sanders como um candidato que explora o medo e o preconceito numa campanha marcada por insultos contra negros, mulheres, latinos e imigrantes. Para ganhar em 8 de novembro, a ex-secretária precisa especialmente dos votos dos jovens mobilizados pela campanha de Sanders.

Hillary está estudando com Sanders meios de tornar a universidade mais acessível ao americano de classe média. Ela defendeu uma nova polícia comunitária para acabar com o racismo institucionalizado responsável pelas mortes de tantos negros registradas nas últimos anos por câmeras.

"A situação muda quando as pessoas respeitam a lei e são respeitadas pelos agentes da lei", declarou Hillary, citando como exemplo a polícia de Dallas, que enfrentou Micah Johnson no fim de semana mesmo depois dele afirmar que queria matar brancos, especialmente policiais brancos.

Em outra questão polêmica, a pré-candidata democrata insistiu que "não deve haver armas de guerra nas ruas dos EUA" para que a polícia não tenha de enfrentá-las quando caírem nas mãos de algum desequilibrado.

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama acenou ainda com a maior geração de bons empregos desde a Grande Depressão (1929-39). "O senador Sanders e eu acreditamos que todas as pessoas que trabalham duro merecem um salário justo", alegando que "US$ 7,50 são um salário de fome que não permite alimentar uma família". Ela também defendeu o direito à livre organização sindical.

Outro tema em que propôs uma ação decidida foi o aquecimento global para tornar os EUA uma economia de baixo carbono.

"Vamos garantir que o centro financeiro de Wall Street e os bilionários paguem sua parte nos impostos", acrescentou Hillary, acusando Trump de reduzir a arrecadação em US$ 1 trilhão com cortes de impostos para as grandes empresas e os super-ricos numa "economia vudu".

As mulheres devem ganhar salários iguais aos homens e os EUA devem oferecer licença-maternidade e licença-paternidade como os demais países ricos, argumentou a ex-secretária de Estado.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Califórnia e Nova York aprovam salário mínimo de US$ 15 por hora

Os governadores da Califórnia, Jerry Brown, e de Nova York, Andrew Cuomo, sancionaram leis para elevar gradualmente o salário mínimo nos dois estados para US$ 15 (R$ 55,19) por hora.

Na Califórnia, o salário mínimo, hoje em US$ 10 (R$ 36,79) por hora, vai subir para US$ 15 até 2022. Em Nova York, o aumento vai depender dos indicadores econômicos. Na Cidade de Nova York, o mínimo deve chegar a US$ 15 por hora em três anos.

A Califórnia é o estado mais rico dos Estados Unidos. Paga hoje um mínimo de US$ 10 por horaNova York é o terceiro, depois do Texas, e tem hoje salário horário de US$ 9.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Califórnia aprova salário mínimo de US$ 15 por hora

A Assembleia Legislativa da Califórnia, o estado mais rico dos Estados Unidos, aprovou ontem a adoção de um salário mínimo de US$ 15 (R$ 53,48) por hora em grandes empresas a partir de 2022 e em todas as firmas um ano depois. O estado de Nova York deve seguir o exemplo a partir de 2019.

"Queremos que paguem salários que permitam às pessoas levar uma vida digna", declarou o governador de Nova York, Andrew Cuomo. "Mas queremos fazer isso de modo a estimular a economia."

Depois de décadas de hegemonia do pensamento econômico liberal, a desigualdade e os baixos salários voltaram ao centro do debate político, especialmente na campanha do senador socialista Bernie Sanders para obter a candidatura do Partido Democrata à Presidência dos EUA em 8 de novembro de 2016.

Os republicanos alegam que o salário mínimo causa desemprego ao desestimular empresários, especialmente os pequenos, a contratar. Para o Fórum Ação Americana, um centro de pesquisas de direita, o aumento pode eliminar 1 milhão de empregos nos dois estados.

Economistas da Universidade da Califórnia em Berkeley não esperam uma perda de empregos significativa. A redução na rotatividade no emprego, o aumento da produtividade, pequenos reajustes de preços e o aumento no consumo das classes baixas permitirão às empresas se adaptar a salários mais altos.

Quando a Califórnia e Nova York aumentaram o salário mínimo, em 2013, outros 14 estados aumentaram seus salários. A maioria igualou os US$ 9 (US$ 32,08) de Nova York, enquanto o salário mínimo californiano subiu para US$ 10 por hora (R$ 35,65). O salário mínimo federal está em US$ 7,25 (R$ 25,85).

Naquele ano, o custo de vida na região metropolitana de Nova York era 22,3% maior do que na média nacional, 20% maior do que em São Francisco e 17,7% acima de Los Angeles.

Se houver uma recessão ou crise orçamentária, tanto a Califórnia quanto Nova York podem suspender ou adiar o aumento do salário mínimo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Salário mínimo sobe para 1.466 euros na França

O salário mínimo será reajustado em 0,55% na França a partir de 1º de janeiro de 2015, passando para 1.466 euros (R$ 5.973,37) por mês, antecipou hoje o jornal econômico francês Les Echos. Não haverá aumento real.

Por hora, a menor remuneração para um trabalhador francês sobe de 9,61 para 9,67 euros (R$ 39,40). Está entre as maiores da Europa. O salário mínimo mensal mais alto é o de Luxemburgo, que vai para 1.922,96 em janeiro.

O anúncio será feito oficialmente daqui a dez dias pela Comissão Nacional de Negociação Coletiva, um grupo de especialistas criado há sete anos para aconselhar o governo em questões trabalhistas.

No seu último relatório, divulgado em 30 de novembro, a CNNC advertiu que, "mesmo que o desemprego tenda a se estabilizar, o futuro ainda é muito incerto" e "não é o momento de acrescentar a essa incerteza buscando acelerar no presente a alta nos salários".

Apesar da crise, desde 2008, os salários continuaram subindo na França. Mesmo sem aumento real nos últimos três anos, o mínimo sobe no mesmo ritmo do salário médio. Por este motivo, a comissão entende que deve haver apenas um reajuste baseado na inflação dos lares mais pobres, dos 20% com menores rendas.

Cerca de 1,7 milhão de assalariados recebem o mínimo na França metropolitana, excluindo as colônias. No terceiro trimestre de 2015, a taxa de desemprego foi de 10,2% da população economicamente ativa, uma alta de 0,2 ponto percentual num ano. O desemprego atinge 2,9 milhões de pessoas, 72 mil a mais do que no trimestre anterior.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

China fixa salário mínino em US$ 2,90/hora em Beijim

O regime comunista chinês estabeleceu um novo salário mínimo para a capital do país, Beijim, de 18,70 iuanes (US$ 2,90) por hora, em vigor desde 28 de setembro, noticiou ontem o jornal estatal Diário da China citando como fonte o Ministério dos Recursos Humanos e Seguridade Social.

O salário mínimo de Beijim é o maior da China. A província de Heilongjiang, situada no Nordeste do país, tem o menor salário mínimo, de apenas 11 iuanes.

Dezenove regiões do país elevaram o salário mínimo em 14,1% na média. A meta do governo é de uma alta de 13% ao ano.

Até agora, o salário mínimo mensal mais alto era da cidade de Xenzen, um dos grandes centros industriais do país, de 2.030 iuanes.

Com a crise internacional e a desaceleração do crescimento, a China quer reorientar a economia do país do investimento e das exportações para o consumo interno. Isto exige um aumento do poder de compra do trabalhador chinês.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ministros da Zona do Euro prorrogam socorro à Grécia

Os ministros das Finanças dos outros 18 países da Zona do Euro concordaram hoje com uma extensão de quatro meses no programa de ajuda à Grécia, de 240 bilhões de euros (R$ 775 bilhões), depois de aprovar uma série de reformas proposta pelo governo grego, noticiou o jornal The Wall St. Journal.

Vários parlamentos nacionais devem ratificar o acordo. A expectativa é que seja aprovado.

A Grécia ganhou um fôlego, mas a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, observou que as medidas proposta pelo governo radical de Atenas não são específicas. As promessas terão de ser traduzidas em resultados antes que o país receba dinheiro novo.

"Convocamos as autoridades da Grécia a desenvolver a ampliar a lista de reformas, baseado no acordo atual, em coordenação próxima com as instituições para permitir uma conclusão rápida e bem-sucedida da revisão", declararam em nota os ministros da Eurozona.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), prometeu aumentar a disciplina nos gastos, orçamento e arrecadação de impostos, mantendo o direito de tomar medidas para combater a "crise humanitária" provocada por uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos.

Tsipras pretende manter o aumento do salário mínimo e se comprometeu a manter o programa de privatizações, mas ficou de revisar a venda de empresas estatais tendo em vista "aos benefícios de longo prazo ao Estado".

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Tsipras: Grécia quer pagar mas não tem como

Em seu discurso de posse hoje como chefe de governo no Parlamento da Grécia, o primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) reafirmou que o país quer pagar sua dívida pública, mas não nas condições negociadas pelos governos anteriores com a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.

Ao eleitorado mais pobre, duramente atingido pela depressão econômica que encolheu a economia grega em 25% nos últimos seis anos, deixando um quarto da população ativa e a metade dos jovens sem emprego, Tsipras prometeu casa, comida, energia e saúde, noticia o jornal espanhol El País. Sua proposta é aumentar progressivamente o salário mínimo, reduzido, assim como as aposentadorias e pensões, pelos acordos com a troika.

Nos últimos seis anos, a dívida grega pulou de 120% para 175% do produto interno bruto, diminuído pela depressão. A maioria do dinheiro recebido nos empréstimos de emergência de 240 bilhões foi usada para pagar a dívida e não para investir na recuperação econômica do país.

Cerca de 72% dos gregos apoiam a postura afirmativa de Tsipras diante das sócios europeus, especialmente da Alemanha, que tem a chave do cofre, indica uma pesquisa divulgada no último sábado. Mas a Grécia precisa de dinheiro. Caso contrário, o governo vai frustrar seu eleitorado mais uma vez.

Diante da exigência do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, de que a Grécia cumpra os acordos assumidos, seu colega grego, Yanis Varoufakis, declarou na sexta-feira passada em Frankfurt que seu país precisa de um empréstimo-ponte de três meses para apresentar, em maio de 2015, uma nova proposta de renegociação da dívida.

A Alemanha, por princípio, é contra a renegociação porque abriria um precedente para outros países em dificuldades para honrar suas dívidas e desestimularia as reformas que Berlim e Frankfurt consideram essenciais para a estabilidade financeira da Zona do Euro, inclusive em grandes economia como a França e a Itália.

Por outro lado, a saída da Grécia da união monetária também abriria um precedente perigoso, enfraquecendo a moeda única. Hoje o ex-presidente do banco central dos Estados Unidos Alan Greenspan, que já foi considerado um oráculo para o mercado, mas ficou um tanto desmoralizado pelo colapso do sistema financeiro americano em setembro de 2008, previu que a Grécia vai abandonar o euro.

O mais provável é um acordo provisório. A Grécia pode levar seu empréstimo-ponte, mas terá de reciclar suas ambições a médio prazo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Salário mínimo sobe para 505 euros em Portugal

No primeiro aumento em mais de três anos, o salário mínimo nacional de Portugal vai subir de 485 (R$ 1.496) para 505 euros (R$ 1.557) em outubro. O reajuste anterior, de dez euros, tinha sido em janeiro de 2011, antes do país enfrentar uma grave crise que o obrigou a pedir empréstimos de emergência à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O acordo foi negociado ontem em Lisboa pelo governo, associações empresariais e a central sindical UGT (União Geral de Trabalhadores). A maior central sindical portuguesa, a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses), não participou.

Desde o ano passado, Portugal dá sinais de estar superando a crise. O desemprego caiu de 17,5% para 13,6%.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Alemanha aprova salário mínimo de 8,50 euros/hora

A Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje o primeiro salário mínimo nacional, de 8,50 euros por hora, cerca de US$ 11,61 ou R$ 25,60. Ele entra em vigor em 1º de janeiro de 2015, menos para menores, aprendizes, estagiários e desempregados há longo prazo nos primeiros seis meses da volta ao trabalho, noticiou o jornal The Wall St. Journal porta-voz informal do centro financeiro de Nova York.

O salário mínimo gerou um forte debate, com setores empresariais alegando que diminuiria o emprego e forçaria empresas a transferir suas atividades produtivas para outros países, observou a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 3,7 milhões de alemães ganham o salário mínimo. Em setores industriais de ponta, como de máquinas e automóveis, os sindicatos acertam os pisos salariais em negociações coletivas com as empresas.

No Brasil, o salário mínimo está hoje em R$ 3,29, quase oito vezes menor do que o alemão, mas será reajustado no início de 2015 um pouco acima do índice de inflação oficial.

domingo, 18 de maio de 2014

Suíços rejeitam supersalário mínimo de US$ 25/hora

Com 76,3% votos contra, a Suíça rejeitou hoje em referendo uma proposta para elevar o piso salarial para 22 francos suíços, cerca de US$ 25, por hora. Seria o maior salário mínimo do mundo.

A derrota reflete a preferência do eleitorado suíço por políticas econômicas liberais e a rejeição do intervencionismo estatal. Havia o temor de que um salário mínimo muito alto acabasse gerando mais desemprego.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama propôs um mínimo de US$ 10,10 para funcionários públicos federais.

A Alemanha vai introduzir um salário mínimo nacional de 8,50 euros (US$ 11,64) por hora a partir de 1º de janeiro de 2015, menor do que o da França (9,54 euros = US$ 13,07), mas superior ao do Reino Unido (6,31 libras = US$ 10,616). No Brasil, a hora trabalhada está em pelo menos R$ 3,29 (US$ 1,49).

Um dos países mais ricos do mundo pelo critério de renda média por habitante, graças a seu sistema financeiro protegido pelo sigilo bancário, e grandes indústrias química, farmacêutica, mecânica e de instrumentos de precisão, a Suíça não tem grandes disparidades salariais.

Os sindicatos alegaram que os trabalhadores não qualificados da agricultura e do setor de serviços não ganham o suficiente para enfrentar o custo de vida mais alto do mundo. O empresariado acenou com os fantasmas do desemprego e da perda de competitividade.

"Um salário fixo nunca foi uma boa maneira de resolver o problema", declarou o ministro da Economia, Johann Schneider-Ammann. "Se a proposta tivesse sido aceita, teria levado a perdas no mercado de trabalho, especialmente nas zonas rurais, onde pessoas sem qualificação têm mais dificuldade de encontrar emprego. O melhor remédio contra a pobreza é o trabalho."

Ao reconhecer a derrota, o presidente do sindicato dos trabalhadores no setor de transportes, Giorgio Tuti, disse que pelo menos tinha conseguido colocar em discussão a desigualdade de renda e dos baixos salários no país.

"A Suíça, especialmente em consultas populares, não tem a tradição de aprovar a intervenção estatal no mercado de trabalho", observou Daniel Kübler, professor de ciência política da Universidade de Zurique. "A maioria dos suíços acredita que os princípios econômicos liberais são a base de seu sucesso."

Em outro referendo realizado hoje, os suíços rejeitaram a compra de aviões de caça Gripen, da Suécia, o mesmo modelo encomendado pelo Brasil. A empresa depende assim do negócio com o Brasil para sobreviver.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Suíços votam em referendo sobre salário mínino de US$ 25/hora

Os eleitores da Suíça votam domingo num referendo sobre um salário mínimo de 22 francos suíços (US$ 25) por hora, o maior do mundo. Se a medida for aprovada, 10% dos trabalhadores do país terão aumento salarial, a maioria nos setores agrícola e de serviços.

De acordo com o Banco Mundial, a Suíça tem o custo de vida mais alto do mundo. Em 2011, os preços eram em média 62% superiores aos da União Europeia.