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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Trump ataca OTAN e UE em entrevistas a jornais europeus

Em mais um sinal de ruptura com a política externa dos Estados Unidos e a ordem internacional liberal do pós-guerra, o presidente eleito, Donald Trump, declarou em entrevista publicadas domingo na Europa que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é obsoleta e que a União Europeia é um instrumento da Alemanha.

A chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, repudiou as alegações e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, advertiu Trump para os riscos do protecionismo e de ser condescendente com a agressividade da Rússia de Vladimir Putin.

sábado, 11 de julho de 2015

Grupo do Euro exige mais cortes da Grécia

Os ministros das Finanças dos países da Zona do Euro resistiram hoje diante do plano de ajuste das contas públicas aprovado ontem pelo Parlamento da Grécia, exigindo cortes orçamentários ainda maiores do governo radical de esquerda, noticiou a agência Reuters.

A Grécia foi ameaçada de ser excluída durante cinco anos da Eurozona pelo ministro das Finanças linha-dura da Alemanha, Wolfgang Schäuble, contrário a fazer qualquer concessão aos gregos. Neste período, a Grécia renegociaria a dívida e equilibraria as contas públicas antes de ser readmitida.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou positivamente a nova proposta grega, que não é muito diferente da rejeitada no plebiscito de 5 de julho de 2015, e avaliou que o país precisa de 74 bilhões de euros em novos empréstimos.

A França também se declarou a favor da proposta, que necessita de uma aprovação final em reunião de cúpula da União Europeia marcada para este domingo.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Tsipras: Grécia quer pagar mas não tem como

Em seu discurso de posse hoje como chefe de governo no Parlamento da Grécia, o primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) reafirmou que o país quer pagar sua dívida pública, mas não nas condições negociadas pelos governos anteriores com a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.

Ao eleitorado mais pobre, duramente atingido pela depressão econômica que encolheu a economia grega em 25% nos últimos seis anos, deixando um quarto da população ativa e a metade dos jovens sem emprego, Tsipras prometeu casa, comida, energia e saúde, noticia o jornal espanhol El País. Sua proposta é aumentar progressivamente o salário mínimo, reduzido, assim como as aposentadorias e pensões, pelos acordos com a troika.

Nos últimos seis anos, a dívida grega pulou de 120% para 175% do produto interno bruto, diminuído pela depressão. A maioria do dinheiro recebido nos empréstimos de emergência de 240 bilhões foi usada para pagar a dívida e não para investir na recuperação econômica do país.

Cerca de 72% dos gregos apoiam a postura afirmativa de Tsipras diante das sócios europeus, especialmente da Alemanha, que tem a chave do cofre, indica uma pesquisa divulgada no último sábado. Mas a Grécia precisa de dinheiro. Caso contrário, o governo vai frustrar seu eleitorado mais uma vez.

Diante da exigência do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, de que a Grécia cumpra os acordos assumidos, seu colega grego, Yanis Varoufakis, declarou na sexta-feira passada em Frankfurt que seu país precisa de um empréstimo-ponte de três meses para apresentar, em maio de 2015, uma nova proposta de renegociação da dívida.

A Alemanha, por princípio, é contra a renegociação porque abriria um precedente para outros países em dificuldades para honrar suas dívidas e desestimularia as reformas que Berlim e Frankfurt consideram essenciais para a estabilidade financeira da Zona do Euro, inclusive em grandes economia como a França e a Itália.

Por outro lado, a saída da Grécia da união monetária também abriria um precedente perigoso, enfraquecendo a moeda única. Hoje o ex-presidente do banco central dos Estados Unidos Alan Greenspan, que já foi considerado um oráculo para o mercado, mas ficou um tanto desmoralizado pelo colapso do sistema financeiro americano em setembro de 2008, previu que a Grécia vai abandonar o euro.

O mais provável é um acordo provisório. A Grécia pode levar seu empréstimo-ponte, mas terá de reciclar suas ambições a médio prazo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Alemanha endurece renegociação com a Grécia

O Banco Central Europeu (BCE) parou hoje de aceitar títulos da dívida pública grega como garantia de empréstimos, e os ministros das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, e da Grécia, Yanis Varoufakis, não chegaram a um acordo em Berlim para renegociá-la.

"Temos de respeitar os eleitores gregos, mas temos de respeitar também os eleitores dos outros países europeus", argumentou o ministro alemão.

Em consequência, a Bolsa de Atenas caiu 9% por temor de que o novo governo esquerdista grego não chegue a um acordo com os outros países-membros da União Europeia e seja obrigado a deixar a Zona do Euro.

Os bancos gregos ainda podem pedir socorro ao Banco Central da Grécia e ter acesso ao fundo de liquidez de emergência criado pela UE depois da crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona, mas o BCE, que revisa a situação a cada duas semanas, pode cortar o financiamento.

Apesar da ajuda de 240 bilhões euros concedida em dois pacotes pelo UE, o BCE e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika, de que a Grécia quer se livrar, a dívida pública grega subiu de 120% do produto interno bruto em 2009 para 175% hoje, em parte porque o PIB caiu 25% nos últimos seis anos.

Desde a vitória da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) nas eleições parlamentares da Grécia, o novo ministro das Finanças propôs a troca dos títulos da dívida grega por bônus de prazo mais longos atrelados ao crescimento econômico do país. Quanto mais crescer, mais paga.

A Alemanha não quer abrir um precedente que considera perigoso, ceder diante de governos radicais. Na prática, tem duas alternativas: deixar os países saírem da Eurozona ou renegociar as dívidas.

No final do encontro, Schäuble declarou: "Concordamos em discordar", admitindo que as propostas da Syriza vão contra a orientação dada pela Alemanha desde o início da crise. Varoufakis afirmou que  "não concordamos em nada" e pediu um prazo de três meses para discutir um plano de longo prazo para recuperar a Grécia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ministro alemão já admite lançamento de eurobônus

A Alemanha deve aceitar o lançamento de eurobônus que tornariam todos os países da Zona do Euro responsáveis pelas dívidas públicas de todos e outras medidas para resolver os problemas financeiros agudos que afetam alguns países europeus, indicou o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble.

Em entrevista concedida antes de uma reunião de cúpula da União Europeia realizada hoje e amanhã, Schäuble declarou que a Alemanha aceitará alguma mutualização (divisão) da dívida quando estiver convencida de que o controle central sobre as políticas fiscais dos países-membros da Eurozona é irreversível. Isto evitaria a espera até que reformas nos tratados da União Europeia sejam aprovadas e ratificadas pelos países-membros.

"Temos de ter certeza de que a política fiscal comum seja irreversível e bem coordenada. Não haverá garantia compartihada dos bônus sem uma política fiscal comum", alertou Schäuble, em entrevista ao jornal The Wall St. Journal.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

França veta Schäuble para chefe do Grupo do Euro

Em mais um sinal da ruptura no eixo França-Alemanha que sempre esteve no centro das decisões sobre a integração da Europa, a França vetou a candidatura do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, à presidência do Grupo do Euro.

O novo primeiro-ministro socialista da França, Jean-Marc Ayrault, criticou o "clima de austeridade sem perspectiva" imposto pela Alemanha como receita para conter a crise das dívidas públicas na Zona do Euro com uma rigorosa disciplina fiscal.

Se não houver entendimento entre os dois maiores países da Eurozona, o mandato do atual presidente do Grupo do Euro, Jean-Claude Juncker, pode ser prorrogado.

Hoje foi mais um dia de turbulência nos mercados financeiros por causa da crise das dívidas públicas de países que adotam o euro como moeda.

Se as últimas pesquisas são vantagem aos conservadores que querem manter a Grécia na união monetária, os problemas dos bancos da Espanha se agravam, e também o refinanciamento das dívidas da Espanha e da Itália.

Os juros cobrados pelo mercado para comprar títulos da dívida pública da Espanha subiram para 6,7% para bônus de dez anos.