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quarta-feira, 30 de maio de 2012

França veta Schäuble para chefe do Grupo do Euro

Em mais um sinal da ruptura no eixo França-Alemanha que sempre esteve no centro das decisões sobre a integração da Europa, a França vetou a candidatura do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, à presidência do Grupo do Euro.

O novo primeiro-ministro socialista da França, Jean-Marc Ayrault, criticou o "clima de austeridade sem perspectiva" imposto pela Alemanha como receita para conter a crise das dívidas públicas na Zona do Euro com uma rigorosa disciplina fiscal.

Se não houver entendimento entre os dois maiores países da Eurozona, o mandato do atual presidente do Grupo do Euro, Jean-Claude Juncker, pode ser prorrogado.

Hoje foi mais um dia de turbulência nos mercados financeiros por causa da crise das dívidas públicas de países que adotam o euro como moeda.

Se as últimas pesquisas são vantagem aos conservadores que querem manter a Grécia na união monetária, os problemas dos bancos da Espanha se agravam, e também o refinanciamento das dívidas da Espanha e da Itália.

Os juros cobrados pelo mercado para comprar títulos da dívida pública da Espanha subiram para 6,7% para bônus de dez anos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Merkel e Schaeuble esfriam recuperação das bolsas

As advertências da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel e do ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, de que não se deve esperar uma solução definitiva para a crise das dívidas públicas da Zona do Euro na reunião de cúpula da União Europeia do próximo fim de semana acabou com a recuperação das bolsas de valores.

Depois de uma forte recuperação na semana passada, as bolsas caíram hoje no mundo inteiro, com exceção da Ásia, onde os negócios estavam encerrados quando as autoridades alemãs pediram cautela.

"A chanceler lembra a todos que novos sonhos estão emergindo de que na próxima segunda-feira tudo estará resolvido não vão se materializar", alertou o porta-voz Steffen Seibert.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ministro alemão rejeita união fiscal da Eurozona

Diante do agravamento da crise internacional e das pressões para que a Alemanha assuma um papel de liderança no combate à crise das dívidas públicas, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, rejeita a possibilidade de uma união fiscal dos países da Zona do Euro, uma das sugestões mais debatidas nos últimos dias.

Em artigo publicado hoje no jornal inglês Financial Times, Schaeuble alega que uma união fiscal só resolveria os aspectos superficiais da crise. Na sua opinião, a única resposta é a austeridade fiscal.

O ministro desconsidera a importância da especulação financeira no agravamento da crise das dívidas soberanas: “O fato indiscutível é que os gastos públicos levaram a níveis insustentáveis de endividamento e os déficits agora ameaçam nosso bem-estar econômico. Acumular mais dívidas agora vai impedir em vez de estimular o crescimento a longo prazo”.

Para Schaeuble, “os governos dentro e fora da Eurozona precisam não apenas se comprometer com a consolidação fiscal e o aumento da competitividade – eles precisam começar a apresentar resultados agora”.

“Existe uma preocupação”, reconhece o ministro, “de que o reequilíbrio das contas públicas, um setor público menor e mercados de trabalho mais flexíveis reduzam a demanda a curto prazo”.

Ele argumenta ser necessário sofrimento a curto prazo em troca de ganhos em longo prazo. Acredita que, a médio prazo, o aumento da confiança de empresários e consumidores, e a redução no desemprego, compensem “qualquer queda de consumo no curto prazo”.

Também é necessário uma reforma no sistema financeiro internacional para que o risco não esteja divorciado do prejuízo causado por operações arriscadas que derem errado, um dos fatores centrais da atual crise, acrescentou.

Portanto, concluiu Schaeuble, uma união fiscal “poderia agravar a crise ao reduzir os incentivos para que os membros mais frágeis façam as reformas necessárias”. Ele diz não ser contra uma união fiscal “legitimada por um forte mandato democrático. Isso exigiria mudanças nos tratados constitutivos da União Europeia, o que não vai acontecer de um dia para o outro”.

domingo, 21 de agosto de 2011

Alemanha reafirma oposição a eurobônus

Numa decisão que agrada aos contribuintes da Alemanha mas capaz de manter a instabilidade do mercado financeiro, a primeira-ministra Angela Merkel e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, reafirmaram sua oposição à emissão de títulos da dívida pública bancados em conjunto pelos 17 países que adotam o euro como moeda.

Em entrevista à televisão alemã ZDF, Merkel alegou que “os politicos não podem ir correndo fazer o que o mercado quer. Isso não vamos fazer. Vamos fazer política para o povo”.

Schäuble, por sua vez, defendeu uma solução para a crise das dívidas públicas “dentro dos tratados existentes” na União Europeia. Alegou que a crise não pode esperar pelo lento processo legislativo do bloco, que exige ratificação de acordos pelos parlamentos nacionais.

Não é o que os investidores querem ouvir, comenta o jornal The New York Times.

A emissão de bônus garantidos por toda a Zona do Euro ajudaria a acalmar o mercado, aumentando as garantias de cumprimento dos contratos pelos países em crise, como Grécia, Irlanda e Portugal, mas aumentaria o ônus para o contribuinte alemão, além de encarecer o custo para empresas e o próprio governo alemão se financiarem.

terça-feira, 18 de maio de 2010

UE aprova novas regras para fundos

Os ministros das Finanças da União Europeia, reunidos hoje em Bruxelas, aprovaram uma nova regulamentação para fundos de hedge e de private equity, numa derrota do novo governo britânico, que teme que os negócios vão para Nova York, onde a regulamentação será mais frouxa.

Em uma jogada contra a especulação, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, anunciou a proibição, a partir da meia-noite de hoje, de operações de short selling com alguns tipos de bônus de países da zona do euro, de alguns tipos de obrigações colateralizadas de crédito e de dez ações.

Short selling é um tipo de operação em que o investidor ou especulador pede ações por empréstimos e vende, apostando na queda de preço da ação para depois recomprá-la por valor menor, pagar a dívida e ficar com o lucro.

Estão proibidas as operações de short selling em que o especulador não chega a ter posse de ações ou títulos e aposta contra elas.

domingo, 25 de abril de 2010

Ajuda à Grécia depende de cortes de gastos

A Grécia está sendo pressionada a apresentar um plano de cortes nos gastos públicos para atingir as metas de redução do déficit orçamentário para 2011 e 2012 antes de receber os 45 bilhões de euros, cerca de R$ 111 bilhões, de ajuda de emergência do Grupo do Euro e do Fundo Monetário Internacional para evitar um calote de sua dívida, que chega a 300 bilhões de euros.

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, insiste que "nenhuma decisão será tomada enquanto a Grécia não apresentar medidas rigorosas para poupar nos próximos anos".

Em Washington, durante uma reunião do FMI e do Banco Mundial, o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, afirmou que é o país que vai se submeter a todos os ajustes necessários para honrar suas dívidas.

Para a Alemanha, a economia mais rica da Europa, o problema é que o que for feito pela Grécia servirá de modelo para outros países da zona do euro com dificuldades para pagar suas dívidas, como Portugal e Espanha.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ministro alemão quer FME poderoso

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, quer um Fundo Monetário Europeu com poder para impor sanções aos países que desrespeitarem o pacto de estabilidade do euro.

Um jornal austríaco revelou hoje que Alemanha e França estariam articulando uma ajuda de 55 bilhões de euros à Grécia, numa combinação de garantias de crédito e compra de bônus por outros governos. O PIB grego caiu 2,5% no 4º trimestre.

Já o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. estão negociando uma regulamentação financeira repudiada pelos centros financeiros de Londres e Nova York, limitando o uso de derivativos.