O crescimento da Espanha se acelerou no ano passado, passando de 1,4% em 2014 para 3,2% em 2015, confirmando a recuperação econômica do país depois de uma profunda crise que elevou o desemprego para 25% e acima de 50% entre os jovens, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
No último trimestre de 2015, a expansão foi de 0,8% em relação ao trimestre anterior. O desemprego sofreu uma queda recorde, mas ainda é elevado, baixou de 23,71% para 20,9%.
Quarta maior economia da Zona do Euro, a Espanha passou por cinco anos de recessão e só voltou a crescer em 2014. Agora, o avanço foi sustentado por um aumento do consumo interno, pelo setor de turismo, que responde por 14% do produto interno bruto, pelas baixíssimas taxas de juros da Eurozona e pela queda nos preços do petróleo.
Em 2015, a Espanha recebeu 68,1 milhões de turistas estrangeiros, novo recorde em termos absolutos, numa alta de 4,9% em relação a 2014, quando 65 milhões visitaram o país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Tigre econômico europeu está de volta
Para o Brasil e a maioria dos países da Europa, um crescimento anual de 1,4% seria uma festa. A Irlanda cresceu isso só no terceiro trimestre de 2015. Em 12 meses, o avanço foi de 7%. Seu produto interno bruto já ultrapassou o pico de 2007, anterior à crise financeira internacional.
Antes da Grande Recessão (2008-9), a Irlanda era chamada de tigre europeu em comparação com os chamados tigres asiáticos (Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan). Essas economias alcançaram taxas médias anuais de crescimento econômico de 7% dos anos 1960s aos 1990s. Foram abaladas pela crise da Ásia de 1997-98, mas se recuperaram.
Com carga fiscal mais baixa que os sócios europeus, a Irlanda aproveitou a língua inglesa e outros estímulos para se tornar a sede de várias empresas transnacionais americanas no mercado comum europeu. Em 2007, sua renda per capita superava as da Alemanha e do Reino Unido.
Uma das consequências negativas do sucesso foi uma especulação imobiliária, estimulada pelo aumento da imigração, especialmente de jovens ligados no mercado de alta tecnologia, e pelos impostos baixos que levaram vários cidadãos europeus a ter domicílio fiscal na Irlanda.
Quando a bolha estourou, todo o sistema financeiro irlandês quebrou. Para evitar a total desnacionalização do setor, o governo assumiu a dívida dos bancos, elevando o déficit do setor público para 32% do PIB.
Durante a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro deflagrada pelo colapso das contas públicas da Grécia, no fim de 2009, o governo da Irlanda assumiu uma dívida bancária de 100 bilhões de euros.
Em 21 de novembro de 2010, o então primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, pediu ajuda aos sócios da Eurozona e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e pouco depois recebeu empréstimos no valor de 67,5 bilhões de euros.
A dívida pública da Irlanda chegou ao pico de 123% do PIB em 2013, mas caiu para 97%. Três anos depois do resgate, a Irlanda abandonou o programa de ajuste fiscal. Pelo quinto ano seguido, vai bater as metas oficiais de déficit orçamentário.
Com desemprego de 8,9% e a dívida pessoal e familiar equivalente a 1,8 vez a renda disponível, o tigre europeu ainda têm pontos vulneráveis. Mas deve ser o país que mais crescerá na Europa nos próximos anos com grande vantagem sobre os outros.
Antes da Grande Recessão (2008-9), a Irlanda era chamada de tigre europeu em comparação com os chamados tigres asiáticos (Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan). Essas economias alcançaram taxas médias anuais de crescimento econômico de 7% dos anos 1960s aos 1990s. Foram abaladas pela crise da Ásia de 1997-98, mas se recuperaram.
Com carga fiscal mais baixa que os sócios europeus, a Irlanda aproveitou a língua inglesa e outros estímulos para se tornar a sede de várias empresas transnacionais americanas no mercado comum europeu. Em 2007, sua renda per capita superava as da Alemanha e do Reino Unido.
Uma das consequências negativas do sucesso foi uma especulação imobiliária, estimulada pelo aumento da imigração, especialmente de jovens ligados no mercado de alta tecnologia, e pelos impostos baixos que levaram vários cidadãos europeus a ter domicílio fiscal na Irlanda.
Quando a bolha estourou, todo o sistema financeiro irlandês quebrou. Para evitar a total desnacionalização do setor, o governo assumiu a dívida dos bancos, elevando o déficit do setor público para 32% do PIB.
Durante a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro deflagrada pelo colapso das contas públicas da Grécia, no fim de 2009, o governo da Irlanda assumiu uma dívida bancária de 100 bilhões de euros.
Em 21 de novembro de 2010, o então primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, pediu ajuda aos sócios da Eurozona e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e pouco depois recebeu empréstimos no valor de 67,5 bilhões de euros.
A dívida pública da Irlanda chegou ao pico de 123% do PIB em 2013, mas caiu para 97%. Três anos depois do resgate, a Irlanda abandonou o programa de ajuste fiscal. Pelo quinto ano seguido, vai bater as metas oficiais de déficit orçamentário.
Com desemprego de 8,9% e a dívida pessoal e familiar equivalente a 1,8 vez a renda disponível, o tigre europeu ainda têm pontos vulneráveis. Mas deve ser o país que mais crescerá na Europa nos próximos anos com grande vantagem sobre os outros.
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
Cameron faz exigências para manter Reino Unido na UE
Em pronunciamento no Royal Institute of International Affairs, o primeiro-ministro David Cameron apresentou hoje suas exigências para renegociar as relações do Reino Unido com a União Europeia e evitar a saída do país do bloco em referendo a ser realizado provavelmente em 2017.
As reivindicações vão contra o espírito da integração europeia, repudiam a união política e deixam o Reino Unido numa posição de membro de uma área de livre comércio e união aduaneira, mas não de um mercado comum.
O primeiro-ministro conservador acenou com a possibilidade de um referendo se fosse reeleito numa tentativa de pacificar seu próprio partido, dividido entre pertencer ou não à UE desde a era de Margaret Thatcher. A pressão aumentou nos últimos anos com o crescimento do Partido da Independência do Reino Unido, que obteve 26,6% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu em 2014.
Cameron quer dar ao Parlamento Britânico o direito de veto sobre a legislação europeia. Se a Câmara dos Comuns não aprovar uma lei europeia, o país terá o direito de não obedecê-la. Ao mesmo tempo, quer impedir qualquer tipo de discriminação aos países que não adotaram o euro como moeda dentro do mercado comum europeu. Também quer reduzir a imigração da cidadãos de outros países do bloco e negar benefícios previdenciários a estrangeiros, contrariando o princípio da livre circulação de pessoas no mercado comum.
As pesquisas indicam a vantagem dos eurocéticos, mas o Reino Unido acaba de receber promessas de investimento maciço da China que não virá se o país abandonar a UE. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama também advertiu que a importância estratégica do Reino Unido será consideravelmente reduzida fora do bloco europeu.
Com a crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro (Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália), alguns analistas econômicos acreditam que uma união monetária só pode funcionar se houver também uma união fiscal, com transferência de recursos dos países ricos para os mais pobres, e uma união bancária para sustentar os depósitos feitos em todos os países-membros.
A união fiscal e a união bancária exigem algum tipo de união política e o Reino Unido não quer pertencer aos Estados Unidos da Europa, embora talvez esta seja a única saída para manter a importância geopolítica do continente no século 21.
Ao mesmo tempo, ao ficar na zona de livre comércio, o Espaço Econômico Europeu, o Reino Unido teria de aceitar todas as leis, normais e regras do mercado comum sem ter direito de votar nelas. Ficaria à margem de decisões importantes sobre seu próprio futuro. Por fim, o centro financeiro de Londres seria esvaziado.
Sem o Reino Unido, a UE ficaria mais fraca política, econômica e militarmente. Mas o país pode assinar sua sentença de morte. O movimento pela independência da Escócia cresceu. O Partido Nacional Escocês teve enormes ganhos nas últimas eleições.
Se o Reino Unido sair da UE, a Escócia provavelmente vai declarar a independência e ficar na Europa. O maior império que o mundo jamais viu ficaria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales e abdicaria de qualquer influência significativa na política internacional. Seria um fim melancólico.
As reivindicações vão contra o espírito da integração europeia, repudiam a união política e deixam o Reino Unido numa posição de membro de uma área de livre comércio e união aduaneira, mas não de um mercado comum.
O primeiro-ministro conservador acenou com a possibilidade de um referendo se fosse reeleito numa tentativa de pacificar seu próprio partido, dividido entre pertencer ou não à UE desde a era de Margaret Thatcher. A pressão aumentou nos últimos anos com o crescimento do Partido da Independência do Reino Unido, que obteve 26,6% dos votos nas eleições para o Parlamento Europeu em 2014.
Cameron quer dar ao Parlamento Britânico o direito de veto sobre a legislação europeia. Se a Câmara dos Comuns não aprovar uma lei europeia, o país terá o direito de não obedecê-la. Ao mesmo tempo, quer impedir qualquer tipo de discriminação aos países que não adotaram o euro como moeda dentro do mercado comum europeu. Também quer reduzir a imigração da cidadãos de outros países do bloco e negar benefícios previdenciários a estrangeiros, contrariando o princípio da livre circulação de pessoas no mercado comum.
As pesquisas indicam a vantagem dos eurocéticos, mas o Reino Unido acaba de receber promessas de investimento maciço da China que não virá se o país abandonar a UE. Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama também advertiu que a importância estratégica do Reino Unido será consideravelmente reduzida fora do bloco europeu.
Com a crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro (Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália), alguns analistas econômicos acreditam que uma união monetária só pode funcionar se houver também uma união fiscal, com transferência de recursos dos países ricos para os mais pobres, e uma união bancária para sustentar os depósitos feitos em todos os países-membros.
A união fiscal e a união bancária exigem algum tipo de união política e o Reino Unido não quer pertencer aos Estados Unidos da Europa, embora talvez esta seja a única saída para manter a importância geopolítica do continente no século 21.
Ao mesmo tempo, ao ficar na zona de livre comércio, o Espaço Econômico Europeu, o Reino Unido teria de aceitar todas as leis, normais e regras do mercado comum sem ter direito de votar nelas. Ficaria à margem de decisões importantes sobre seu próprio futuro. Por fim, o centro financeiro de Londres seria esvaziado.
Sem o Reino Unido, a UE ficaria mais fraca política, econômica e militarmente. Mas o país pode assinar sua sentença de morte. O movimento pela independência da Escócia cresceu. O Partido Nacional Escocês teve enormes ganhos nas últimas eleições.
Se o Reino Unido sair da UE, a Escócia provavelmente vai declarar a independência e ficar na Europa. O maior império que o mundo jamais viu ficaria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales e abdicaria de qualquer influência significativa na política internacional. Seria um fim melancólico.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Desemprego na Espanha cai ao menor nível em quatro anos
A taxa de desemprego na Espanha caiu no terceiro trimestre de 2015 ao menor nível em quatro anos. De julho a setembro, no auge da temporada de turismo, baixou de 22,4% para 21,2%, informou ontem o Instituto Nacional de Estatísticas.
É uma nota notícia para o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy. O índice de desemprego na Espanha chegou ao pico de 26,9% no início de 2013, em meio à crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro.
O país realiza eleições gerais em 20 de dezembro e a campanha de Rajoy se baseia na defesa das políticas econômicas de austeridade adotadas para enfrentar a crise, teriam permitido a volta do crescimento econômico.
É uma nota notícia para o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy. O índice de desemprego na Espanha chegou ao pico de 26,9% no início de 2013, em meio à crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro.
O país realiza eleições gerais em 20 de dezembro e a campanha de Rajoy se baseia na defesa das políticas econômicas de austeridade adotadas para enfrentar a crise, teriam permitido a volta do crescimento econômico.
domingo, 4 de outubro de 2015
Direita vence eleições e pode ter maioria absoluta em Portugal
A coligação Portugal à Frente, do primeiro-ministro conservador Pedro Passos Coelho, venceu as eleições parlamentares deste domingo em Portugal e pode conquistar a maioria absoluta na Assembleia da República, informa o jornal Público.
De acordo com a pesquisa de boca de urna da empresa Intercampus, a aliança entre o Partido Social-Democrata (PSD) e o Centro Democrático-Social (CDS) obteve de 36,8% a 41,6% e deve eleger de 106 a 118 deputados, o que lhe daria a maioria absoluta no parlamento.
Sob a liderança de António Costa, o Partido Socialista (PS) conquistou entre 29,5% a 33,9% dos votos e deve ter de 77 a 89 deputados.
A grande surpresa foi o Bloco de Esquerda (BE), que pode chegar a 12% e eleger de 15 a 23 deputados, superando a Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo Partido Comunista Português (PCP) e os Verdes. A CDU deve ter no máximo 10% dos votos e de 12 a 20 deputados.
Quarenta anos depois das eleições para a Assembleia Constituinte que consolidaram a transição de Portugal para a democracia, os portugueses elegeram o 15º parlamento. A abstenção foi de 44,7%.
O grande tema da campanha foi o programa de austeridade fiscal imposto pelos sócios da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.
Com déficit orçamentário de 9,4% do produto interno bruto, em setembro de 2010, o então primeiro-ministro socialista José Sócrates, hoje preso por corrupção, anunciou um plano de ajuste fiscal com aumentos de impostos e cortes de salários do setor público.
Em maio de 2011, com Sócrates demissionário, foi anunciado o acordo com os credores. Desde então, Portugal voltou a crescer. O último trimestre de contração foi o primeiro de 2014. No momento, avança num ritmo de 1,5% ao ano.
O PIB projetado para 2015 é de 229,6 bilhões de euros (R$ 1,014 trilhão), abaixo do recorde de 262 bilhões de euros, em 2009.
A taxa de desemprego caiu do pico de 17,5% em 2013 para 11,9% em julho deste ano, mas ainda não voltou aos índices pré-crise.
De acordo com a pesquisa de boca de urna da empresa Intercampus, a aliança entre o Partido Social-Democrata (PSD) e o Centro Democrático-Social (CDS) obteve de 36,8% a 41,6% e deve eleger de 106 a 118 deputados, o que lhe daria a maioria absoluta no parlamento.
Sob a liderança de António Costa, o Partido Socialista (PS) conquistou entre 29,5% a 33,9% dos votos e deve ter de 77 a 89 deputados.
A grande surpresa foi o Bloco de Esquerda (BE), que pode chegar a 12% e eleger de 15 a 23 deputados, superando a Coligação Democrática Unitária (CDU), formada pelo Partido Comunista Português (PCP) e os Verdes. A CDU deve ter no máximo 10% dos votos e de 12 a 20 deputados.
Quarenta anos depois das eleições para a Assembleia Constituinte que consolidaram a transição de Portugal para a democracia, os portugueses elegeram o 15º parlamento. A abstenção foi de 44,7%.
O grande tema da campanha foi o programa de austeridade fiscal imposto pelos sócios da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.
Com déficit orçamentário de 9,4% do produto interno bruto, em setembro de 2010, o então primeiro-ministro socialista José Sócrates, hoje preso por corrupção, anunciou um plano de ajuste fiscal com aumentos de impostos e cortes de salários do setor público.
Em maio de 2011, com Sócrates demissionário, foi anunciado o acordo com os credores. Desde então, Portugal voltou a crescer. O último trimestre de contração foi o primeiro de 2014. No momento, avança num ritmo de 1,5% ao ano.
O PIB projetado para 2015 é de 229,6 bilhões de euros (R$ 1,014 trilhão), abaixo do recorde de 262 bilhões de euros, em 2009.
A taxa de desemprego caiu do pico de 17,5% em 2013 para 11,9% em julho deste ano, mas ainda não voltou aos índices pré-crise.
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segunda-feira, 29 de junho de 2015
Grécia vai dar calote no FMI amanhã
A Grécia não vai pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros (US$ 1,73 bilhão) junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com vencimento amanhã, 30 de junho de 2015, confirmou hoje o governo grego, enquanto líderes da União Europeia apelaram ao eleitorado do país que vote a favor do acordo com os credores no referendo de 5 de julho.
Hoje a chanceler (primeira-ministra) primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, descartou a possibilidade de uma medida de última hora para prorrogar o programa de ajuda econômica à Grécia sem que o país se comprometa a fazer mais cortes de despesas para equilibrar os gastos públicos.
A mensagem da UE aos gregos é clara: eles vão decidir se querem ou não continuar usando o euro como moeda. "Se votarem não, será desastroso", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "O voto não significa que estão dizendo não à Europa."
Para evitar um colapso do sistema financeiro, o governo decretou ontem feriado bancário até 6 de julho depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a oferta de euros para os bancos gregos suportarem a corrida bancária dos depositantes com medo de perder seus depósitos e suas poupanças. Cada cliente pode sacar no máximo 60 euros por dia.
Diante do Parlamento, em Atenas, dezenas de milhares de pessoas se concentram para dar apoio ao governo radical de esquerda, eleito em janeiro com a promessa de acabar com o rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia, o FMI e o BCE. A alternativa pode ser muito pior.
O governo da Grécia vai apoiar o não no referendo. Se o acordo não for aprovado, é provável que o país deixe de usar o euro como moeda, num colapso econômico pior do que o da Argentina em 2001-2, que jogou 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza. A Argentina tinha sua própria moeda na ressaca da dolarização, o desvalorizado peso argentino. A Grécia terá de recriar o dracma.
Hoje a chanceler (primeira-ministra) primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, descartou a possibilidade de uma medida de última hora para prorrogar o programa de ajuda econômica à Grécia sem que o país se comprometa a fazer mais cortes de despesas para equilibrar os gastos públicos.
A mensagem da UE aos gregos é clara: eles vão decidir se querem ou não continuar usando o euro como moeda. "Se votarem não, será desastroso", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "O voto não significa que estão dizendo não à Europa."
Para evitar um colapso do sistema financeiro, o governo decretou ontem feriado bancário até 6 de julho depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a oferta de euros para os bancos gregos suportarem a corrida bancária dos depositantes com medo de perder seus depósitos e suas poupanças. Cada cliente pode sacar no máximo 60 euros por dia.
Diante do Parlamento, em Atenas, dezenas de milhares de pessoas se concentram para dar apoio ao governo radical de esquerda, eleito em janeiro com a promessa de acabar com o rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia, o FMI e o BCE. A alternativa pode ser muito pior.
O governo da Grécia vai apoiar o não no referendo. Se o acordo não for aprovado, é provável que o país deixe de usar o euro como moeda, num colapso econômico pior do que o da Argentina em 2001-2, que jogou 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza. A Argentina tinha sua própria moeda na ressaca da dolarização, o desvalorizado peso argentino. A Grécia terá de recriar o dracma.
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domingo, 28 de junho de 2015
Bancos da Grécia não abrem durante uma semana
A Grécia decretou feriado bancário nesta segunda-feira para prevenir o colapso do sistema financeiro do país depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a quantidade de dinheiro que vai liberar para os bancos gregos suportarem a crise.
Os bancos ficam fechados até 6 de julho. Durante este período, os saques estarão limitados a 60 euros por dia por correntista. A Bolsa de Valores de Atenas também não vai funcionar.
Ao anunciar a imposição de controle de capitais, o primeiro-ministro Alexis Tsipras culpou a União Europeia e afirmou que "querem dobrar a vontade do povo grego. Não vão conseguir."
Como não houve acordo entre o governo radical de esquerda da Grécia e os demais países da Zona do Euro, o BCE parou de garantir a liquidez dos bancos, que enfrentam uma corrida de depositantes interessados em sacar seus euros com medo de que o país deixe a união monetária europeia.
Na sexta-feira, 500 dos 7 mil caixas automáticos da Grécia estavam sem dinheiro depois de retiradas de bilhões de euros. À noite, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um referendo para aprovar o acordo com os credores internacionais. O governo vai defender o voto não.
A Grécia precisa da libertação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros que tomou emprestado desde 2009 para conseguir pagar no dia 30, terça-feira, uma dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o governo radical de esquerda eleito em janeiro prometendo acabar com rigoroso o programa de ajuste fiscal imposto pela UE, o FMI e o BCE rejeitou a proposta dos credores alegando não poder impor mais sacrifícios ao povo grego.
Em telefonema à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu medidas para garantir que a Grécia não vai abandonar o euro.
Os bancos ficam fechados até 6 de julho. Durante este período, os saques estarão limitados a 60 euros por dia por correntista. A Bolsa de Valores de Atenas também não vai funcionar.
Ao anunciar a imposição de controle de capitais, o primeiro-ministro Alexis Tsipras culpou a União Europeia e afirmou que "querem dobrar a vontade do povo grego. Não vão conseguir."
Como não houve acordo entre o governo radical de esquerda da Grécia e os demais países da Zona do Euro, o BCE parou de garantir a liquidez dos bancos, que enfrentam uma corrida de depositantes interessados em sacar seus euros com medo de que o país deixe a união monetária europeia.
Na sexta-feira, 500 dos 7 mil caixas automáticos da Grécia estavam sem dinheiro depois de retiradas de bilhões de euros. À noite, o primeiro-ministro anunciou a convocação de um referendo para aprovar o acordo com os credores internacionais. O governo vai defender o voto não.
A Grécia precisa da libertação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros que tomou emprestado desde 2009 para conseguir pagar no dia 30, terça-feira, uma dívida de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o governo radical de esquerda eleito em janeiro prometendo acabar com rigoroso o programa de ajuste fiscal imposto pela UE, o FMI e o BCE rejeitou a proposta dos credores alegando não poder impor mais sacrifícios ao povo grego.
Em telefonema à chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu medidas para garantir que a Grécia não vai abandonar o euro.
sábado, 27 de junho de 2015
Parlamento da Grécia aprova referendo sobre negociação da dívida
Por 178 a 120 com duas abstenções, o Parlamento da Grécia aprovou hoje a convocação de uma consulta popular em 5 de julho de 2015 para decidir se o país deve aceitar as imposições dos credores internacionais e manter o rigoroso programa de ajuste fiscal que levou a uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos. O governo radical de esquerda vai defender o voto não.
Durante 14 horas de um debate inflamado, os deputados da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) argumentaram que a rejeição do acordo não significa que a Grécia terá de sair da Zona do Euro e da União Europeia. O primeiro-ministro Alexis Tsipras disse esperar o fortalecimento de sua posição negociadora com o referendo.
A Syriza foi eleita nas eleições de 25 de janeiro de 2015 prometendo acabar com o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika formada pela Eurozona, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros.
Horas antes, em Bruxelas, os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram um pedido da Grécia para estender o atual programa de resgate por mais um mês e excluíram a Grécia da segunda parte da reunião, em que discutiram a possibilidade de saída do país da união monetária europeia.
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, alegou hoje não ter um mandato para assinar um acordo com novos cortes de gastos públicos. Daí a necessidade de convocar um referendo.
A Grécia depende da liberação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros para pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI em 30 de junho, além dos salários, aposentadorias e pensões de seus cidadãos. Como o referendo foi marcado para depois desta data, a Grécia já estará em calote.
No fim da reunião ministerial em Bruxelas, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, criticou o referendo, mas insistiu em que seu país quer manter a Grécia na Eurozona, mantendo a esperança de um acordo de última hora.
Durante 14 horas de um debate inflamado, os deputados da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) argumentaram que a rejeição do acordo não significa que a Grécia terá de sair da Zona do Euro e da União Europeia. O primeiro-ministro Alexis Tsipras disse esperar o fortalecimento de sua posição negociadora com o referendo.
A Syriza foi eleita nas eleições de 25 de janeiro de 2015 prometendo acabar com o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika formada pela Eurozona, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros.
Horas antes, em Bruxelas, os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram um pedido da Grécia para estender o atual programa de resgate por mais um mês e excluíram a Grécia da segunda parte da reunião, em que discutiram a possibilidade de saída do país da união monetária europeia.
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, alegou hoje não ter um mandato para assinar um acordo com novos cortes de gastos públicos. Daí a necessidade de convocar um referendo.
A Grécia depende da liberação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros para pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI em 30 de junho, além dos salários, aposentadorias e pensões de seus cidadãos. Como o referendo foi marcado para depois desta data, a Grécia já estará em calote.
No fim da reunião ministerial em Bruxelas, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, criticou o referendo, mas insistiu em que seu país quer manter a Grécia na Eurozona, mantendo a esperança de um acordo de última hora.
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Eurozona rejeita extensão do programa de ajuda à Grécia
Os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram hoje um pedido para prorrogar por um mês o programa de ajuda econômica à Grécia. O governo esquerdista grego não aceitou as propostas de seus sócios na Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), preferindo convocar um referendo em que vai recomendar o voto contrário a um acordo.
A Grécia foi excluída da segunda parte da reunião de hoje, em que os ministros dos outros países da Eurozona estão examinando um plano B para a hipótese de um calote cada vez mais provável no pagamento de uma dívida de 1,6 bilhão de euros com vencimento em 30 de junho de 2015.
O presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem, justificou a exclusão alegando que "a Grécia fechou todas as portas para um acordo".
Em pronunciamento na televisão ontem à noite, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para o eleitorado decidir em 5 de julho se aceita se submeter às imposições das instituições internacionais. A alternativa é uma provável saída da Eurozona e talvez até da União Europeia, como advertiu o Banco Central da Grécia na semana passada, com consequências catastróficas como o colapso da economia do país.
Sem condições de refinanciar sua dívida pública no mercado desde 2009, a Grécia recebeu desde então empréstimos de 240 bilhões de euros. Em troca, foi obrigada a aceitar um programa de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos que agravou a crise, provocando uma depressão.
Nos últimos seis anos, o produto interno bruto grego caiu 25%, o desemprego está em 27% para a população em geral e em 58% entre os jovens. Milhares de empresas fecham a cada mês. E os gregos correm para os caixas eletrônicos para sacar bilhões de euros com medo de que a moeda se esgote.
Nesse ambiente econômico de terra arrasada, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições de 25 de janeiro de 2015 com a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal. Quer negociar uma redução da dívida e um plano de ajuste fiscal baseado no crescimento econômico. Mas não tem dinheiro para isso.
"Não temos um mandato para aceitar esta proposta", alegou hoje o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis. "Se o povo grego disser que sim, assinamos a linha pontilhada."
Ao defender o voto não, o governo grego praticamente inviabiliza o ajuste fiscal, argumentou o presidente do Grupo do Euro: "É um programa que exige sacrifícios. Se o próprio governo que tem de aplicar o plano é contra, a possibilidade de sucesso é menor."
O governo radical de esquerda da Grécia apostou claramente numa solução política, pressionando sem ceder até o último minuto. Varoufakis manteve o desafio hoje, alertando que o euro e a própria UE serão abalados ao não acatar a decisão democrática do eleitorado grego contra o ajuste fiscal.
Em seu blefe, Varoufakis alegou que os tratados constitucionais da UE não preveem a saída de nenhum país da Eurozona: "É preciso reescrever os tratados antes de expulsar a Grécia." O problema é que os eleitores dos outros países não querem pagar a conta.
Depois da reunião ministerial, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que quer manter a Grécia na Eurozona, mas no momento as duas partes parecem inflexíveis.
A Grécia foi excluída da segunda parte da reunião de hoje, em que os ministros dos outros países da Eurozona estão examinando um plano B para a hipótese de um calote cada vez mais provável no pagamento de uma dívida de 1,6 bilhão de euros com vencimento em 30 de junho de 2015.
O presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem, justificou a exclusão alegando que "a Grécia fechou todas as portas para um acordo".
Em pronunciamento na televisão ontem à noite, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para o eleitorado decidir em 5 de julho se aceita se submeter às imposições das instituições internacionais. A alternativa é uma provável saída da Eurozona e talvez até da União Europeia, como advertiu o Banco Central da Grécia na semana passada, com consequências catastróficas como o colapso da economia do país.
Sem condições de refinanciar sua dívida pública no mercado desde 2009, a Grécia recebeu desde então empréstimos de 240 bilhões de euros. Em troca, foi obrigada a aceitar um programa de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos que agravou a crise, provocando uma depressão.
Nos últimos seis anos, o produto interno bruto grego caiu 25%, o desemprego está em 27% para a população em geral e em 58% entre os jovens. Milhares de empresas fecham a cada mês. E os gregos correm para os caixas eletrônicos para sacar bilhões de euros com medo de que a moeda se esgote.
Nesse ambiente econômico de terra arrasada, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições de 25 de janeiro de 2015 com a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal. Quer negociar uma redução da dívida e um plano de ajuste fiscal baseado no crescimento econômico. Mas não tem dinheiro para isso.
"Não temos um mandato para aceitar esta proposta", alegou hoje o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis. "Se o povo grego disser que sim, assinamos a linha pontilhada."
Ao defender o voto não, o governo grego praticamente inviabiliza o ajuste fiscal, argumentou o presidente do Grupo do Euro: "É um programa que exige sacrifícios. Se o próprio governo que tem de aplicar o plano é contra, a possibilidade de sucesso é menor."
O governo radical de esquerda da Grécia apostou claramente numa solução política, pressionando sem ceder até o último minuto. Varoufakis manteve o desafio hoje, alertando que o euro e a própria UE serão abalados ao não acatar a decisão democrática do eleitorado grego contra o ajuste fiscal.
Em seu blefe, Varoufakis alegou que os tratados constitucionais da UE não preveem a saída de nenhum país da Eurozona: "É preciso reescrever os tratados antes de expulsar a Grécia." O problema é que os eleitores dos outros países não querem pagar a conta.
Depois da reunião ministerial, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que quer manter a Grécia na Eurozona, mas no momento as duas partes parecem inflexíveis.
Grécia convoca referendo sobre o acordo da dívida
Em pronunciamento ontem à noite na televisão, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para 5 de julho de 2015, quando os gregos terão de decidir se querem se submeter a sacrifícios ainda maiores para a Grécia continuar recebendo ajuda financeira dos outros países da Zona do Euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Sob pressão da ala mais à esquerda da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), que o levou ao poder em 25 de janeiro com a promessa de combater as políticas de austeridade fiscal impostas pelos sócios da União Europeia, Tsipras chegou ao limite. Seu mandato é para se opor a novos cortes de gastos, inclusive redução de aposentadorias, pensões e outros benefícios da Previdência Social.
Nas pesquisas, 69% manifestam a intenção de permanecer na Eurozona e na UE. Deixar a união monetária europeia levaria ao colapso da economia e a mais anos e anos de sofrimento para um país onde o produto interno bruto caiu 25% nos últimos seis anos.
A Grécia deve pagar 1,6 milhão de euros em 30 de junho ao FMI. Para isso, precisaria receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros em empréstimos que recebeu desde 2009. Sem acordo com os credores, não vai levar. Cabe aos gregos decidir nas urnas.
Sob pressão da ala mais à esquerda da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), que o levou ao poder em 25 de janeiro com a promessa de combater as políticas de austeridade fiscal impostas pelos sócios da União Europeia, Tsipras chegou ao limite. Seu mandato é para se opor a novos cortes de gastos, inclusive redução de aposentadorias, pensões e outros benefícios da Previdência Social.
Nas pesquisas, 69% manifestam a intenção de permanecer na Eurozona e na UE. Deixar a união monetária europeia levaria ao colapso da economia e a mais anos e anos de sofrimento para um país onde o produto interno bruto caiu 25% nos últimos seis anos.
A Grécia deve pagar 1,6 milhão de euros em 30 de junho ao FMI. Para isso, precisaria receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros de um total de 240 bilhões de euros em empréstimos que recebeu desde 2009. Sem acordo com os credores, não vai levar. Cabe aos gregos decidir nas urnas.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Grécia e credores prorrogam negociações até sábado
Mais uma vez, não houve acordo entre os ministros das Finanças da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e o governo radical de esquerda da Grécia para que o país receba uma parcela de 7,2 bilhões de euros e possa pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI no dia 30 de junho de 2015. A última chance de evitar o calote será uma nova reunião de emergência dos ministros das Finanças da Eurozona marcada para sábado, 27 de junho de 2015.
As negociações entraram em colapso pela quarta vez em uma semana no fim da manhã de hoje, quando a nova proposta apresentada pelo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, foi considerada insuficiente pela troika. O plano foi considerado praticamente igual ao anterior, sem cortar mais gastos.
Diante do fracasso, a União Europeia já prepara um plano alternativo para evitar o contágio de um calote e de uma saída da Grécia da Eurozona. Como está, a proposta grega é considerava inaceitável. O Plano B prevê controle de capitais e até mesmo ajuda humanitária.
Na análise mais pessimista, um calote da Grécia seguido de uma saída da união monetária e talvez até mesmo da UE seria muito pior do que o colapso da economia da Argentina com o fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99), em 2001 e 2002, quando 58% dos argentinos caíram abaixo da linha de pobreza.
A Grécia entrou em crise em 2009. Sob o impacto da crise internacional iniciada em 2008 nos Estados Unidos, com o recuo dos investidores, que refizeram seus cálculos, o país não conseguiu mais rolar sua dívida pública. Desde então, a Grécia recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros e teve parte da dívida perdoada, mas o total está hoje em 320 bilhões de euros.
Ao mesmo tempo, o país foi submetido a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas imposto pela UE, o FMI e o BCE que resultou numa queda de 25% no produto interno bruto e desemprego de 27% para a população em geral e de 58% entre os jovens.
Essa situação social insuportável acabou com o apoio aos partidos tradicionais e levou a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) ao poder nas eleições de 25 de janeiro de 2015. O primeiro-ministro Alexis Tsipras insiste em que a Grécia não vai sair da Eurozona, mas está esticando a corda perigosamente até o último minuto.
Os credores exigem, por exemplo, um corte ainda maior nas pensões e aposentadorias, o que é extremamente impopular. Nas ruas de Atenas, manifestantes mobilizados pela esquerda pressionam o governo para que não ceda. Os deputados mais à esquerda da Syriza acusam Tsipras de já ter feito concessões demais.
Mas a alternativa é muito pior para todos, especialmente para os gregos. Eles enfrentariam uma crise sem precedentes numa economia moderna. O euro e o projeto de integração da Europa, o sonho de um continente pacífico, unido e próspero alimentado desde o fim da Segunda Guerra Mundial, também seriam abalados.
As negociações entraram em colapso pela quarta vez em uma semana no fim da manhã de hoje, quando a nova proposta apresentada pelo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, foi considerada insuficiente pela troika. O plano foi considerado praticamente igual ao anterior, sem cortar mais gastos.
Diante do fracasso, a União Europeia já prepara um plano alternativo para evitar o contágio de um calote e de uma saída da Grécia da Eurozona. Como está, a proposta grega é considerava inaceitável. O Plano B prevê controle de capitais e até mesmo ajuda humanitária.
Na análise mais pessimista, um calote da Grécia seguido de uma saída da união monetária e talvez até mesmo da UE seria muito pior do que o colapso da economia da Argentina com o fim da dolarização da era Carlos Menem (1989-99), em 2001 e 2002, quando 58% dos argentinos caíram abaixo da linha de pobreza.
A Grécia entrou em crise em 2009. Sob o impacto da crise internacional iniciada em 2008 nos Estados Unidos, com o recuo dos investidores, que refizeram seus cálculos, o país não conseguiu mais rolar sua dívida pública. Desde então, a Grécia recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros e teve parte da dívida perdoada, mas o total está hoje em 320 bilhões de euros.
Ao mesmo tempo, o país foi submetido a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas imposto pela UE, o FMI e o BCE que resultou numa queda de 25% no produto interno bruto e desemprego de 27% para a população em geral e de 58% entre os jovens.
Essa situação social insuportável acabou com o apoio aos partidos tradicionais e levou a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) ao poder nas eleições de 25 de janeiro de 2015. O primeiro-ministro Alexis Tsipras insiste em que a Grécia não vai sair da Eurozona, mas está esticando a corda perigosamente até o último minuto.
Os credores exigem, por exemplo, um corte ainda maior nas pensões e aposentadorias, o que é extremamente impopular. Nas ruas de Atenas, manifestantes mobilizados pela esquerda pressionam o governo para que não ceda. Os deputados mais à esquerda da Syriza acusam Tsipras de já ter feito concessões demais.
Mas a alternativa é muito pior para todos, especialmente para os gregos. Eles enfrentariam uma crise sem precedentes numa economia moderna. O euro e o projeto de integração da Europa, o sonho de um continente pacífico, unido e próspero alimentado desde o fim da Segunda Guerra Mundial, também seriam abalados.
Credores pedem mais cortes de gastos à Grécia
O Grupo do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) exigiram ontem novos cortes de gastos da Grécia, especialmente em aposentadorias e pensões, para evitar que o país quebre outra vez no futuro e não consiga honrar suas dívidas.
Sob pressão ala mais à esquerda de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras acusou a chamada troika de não querer chegar a um acordo. Mas a expectativa é de que haja acordo.
"Ainda existem diferenças, mas não são insolúveis", declarou o ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos.
Quando o acordo político sobre a dívida grega foi anunciado, na segunda-feira, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, deu seu aval: "A proposta da Grécia é uma boa base para a negociação". Mas a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, observou que ainda havia "muito trabalho a fazer".
A crise da Grécia acabou sequestrando a reunião de cúpula de fim de semestre da União Europeia, que em 2015 tem na pauta uma série de problemas: a agressividade da Rússia na crise da Ucrânia, a migração em massa de refugiados e miseráveis no Mar Mediterrâneo e a ameaça de saída do Reino Unido.
Sob pressão ala mais à esquerda de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras acusou a chamada troika de não querer chegar a um acordo. Mas a expectativa é de que haja acordo.
"Ainda existem diferenças, mas não são insolúveis", declarou o ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos.
Quando o acordo político sobre a dívida grega foi anunciado, na segunda-feira, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, deu seu aval: "A proposta da Grécia é uma boa base para a negociação". Mas a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, observou que ainda havia "muito trabalho a fazer".
A crise da Grécia acabou sequestrando a reunião de cúpula de fim de semestre da União Europeia, que em 2015 tem na pauta uma série de problemas: a agressividade da Rússia na crise da Ucrânia, a migração em massa de refugiados e miseráveis no Mar Mediterrâneo e a ameaça de saída do Reino Unido.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Grécia anuncia acordo e bolsas da Europa sobem
Horas antes de uma reunião de cúpula de emergência da União Europeia, o governo radical de esquerda da Grécia apresentou um novo plano para equilibrar as contas públicas criando um clima de otimismo quanto a um acordo para continuar recebendo ajuda internacional e evitar um calote de sua dívida pública no fim de junho de 2015. As bolsas europeias fecharam em forte alta, com avanços de 9% em Atenas, de 3,8% em Frankfurt e de 2,5% na média.
Desde que entrou em crise por não conseguir rolar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu empréstimos de emergência no valor de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões) e renegociou uma redução da dívida. Mas teve de se submeter a um rigoroso programa de austeridade imposto pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). A dívida está hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão).
Em consequência da dureza do ajuste, a economia grega encolheu 25% nesse período e o desemprego superou os 25% entre a população adulta e chegou a 56% entre os jovens. Por esse motivo, em janeiro de 2015, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições e Alexis Tsipras virou primeiro-ministro com a promessa de romper com o programa de austeridade.
O governo grego se recusa a promover um amplo programa de privatizações e a reduzir aposentadorias e pensões. Mas precisa fazer uma proposta realista baseada em números para convencer os credores e as instituições que fiscalizam o plano de resgate ao país.
A Grécia deve pagar 1,6 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) no dia 30 ao FMI. Precisa de uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) que só será liberada se houver acordo.
Às 11h de hoje em Bruxelas (6h em Brasília), Tsipras se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde; o presidente do BCE, Mario Draghi; e o presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem; para apresentar a nova proposta da Grécia.
Desde que entrou em crise por não conseguir rolar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu empréstimos de emergência no valor de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões) e renegociou uma redução da dívida. Mas teve de se submeter a um rigoroso programa de austeridade imposto pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). A dívida está hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão).
Em consequência da dureza do ajuste, a economia grega encolheu 25% nesse período e o desemprego superou os 25% entre a população adulta e chegou a 56% entre os jovens. Por esse motivo, em janeiro de 2015, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições e Alexis Tsipras virou primeiro-ministro com a promessa de romper com o programa de austeridade.
O governo grego se recusa a promover um amplo programa de privatizações e a reduzir aposentadorias e pensões. Mas precisa fazer uma proposta realista baseada em números para convencer os credores e as instituições que fiscalizam o plano de resgate ao país.
A Grécia deve pagar 1,6 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) no dia 30 ao FMI. Precisa de uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) que só será liberada se houver acordo.
Às 11h de hoje em Bruxelas (6h em Brasília), Tsipras se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde; o presidente do BCE, Mario Draghi; e o presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem; para apresentar a nova proposta da Grécia.
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domingo, 21 de junho de 2015
Alemanha e França intimam Grécia a apresentar plano de ajuste fiscal
Na véspera de uma reunião de cúpula decisiva para as negociações sobre a dívida pública da Grécia marcada para hoje, os líderes da União Europeia advertiram o primeiro-ministro Alexis Tsipras de que o país não vai receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) se não fizer acordo com seus sócios do Grupo do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).
Em uma série de telefonemas no domingo, líderes europeus, inclusive a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, deixaram claro que não haverá negociações de última hora durante a reunião de cúpula. A Grécia precisa chegar a um acordo com as instituições que fiscalizam o programa de ajuste fiscal adotado em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões).
Se o governo radical de esquerda grego apresentar um plano de privatizações, cortes de gastos e aumentos de impostos para equilibrar as contas públicas, a Europa já admite negociar uma redução do total da dívida, hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão). Mas as contas precisam fechar.
Tsipras embarcou ontem à noite para a reunião de cúpula em Bruxelas sem que as instituições fiscalizadoras tenham recebido uma nova proposta. O líder grego parece disposto a blefar até o último momento na expectativa de que os credores recuem para evitar um mal maior.
Sem um acordo nesta segunda-feira, a Grécia não terá condições de pagar uma parcela de 1,6 bilhão de euros devida ao FMI no fim deste mês. Vai se juntar a Cuba, Sudão e Zimbábue entre os caloteiros do Fundo.
O medo de que o país não pague a dívida e seja forçado a deixar a união monetária provocou uma corrida aos bancos na semana passada, com um total de saques de mais de 6 bilhões de euros (R$ 21,2 bilhões).
Na sexta-feira, o BCE abriu uma linha de financiamento de emergência de 3,3 bilhões (R$ 11,65 bilhões) para evitar o colapso do sistema financeiro grego. Durante a semana passada, o Banco Central da Grécia divulgou nota alertando para o risco de uma "crise incontrolável" em caso de calote e possível saída do país da Zona do Euro. O governo não se abalou.
A Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, venceu as eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015 depois de uma depressão econômica de seis que reduziu o produto interno bruto da Grécia em 25% e elevou o desemprego a mais de 25%, sendo 56% entre os jovens. Sua promessa central de campanha foi romper com as políticas de austeridade fiscal impostas pela troika, que agravaram a crise.
Em uma série de telefonemas no domingo, líderes europeus, inclusive a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, deixaram claro que não haverá negociações de última hora durante a reunião de cúpula. A Grécia precisa chegar a um acordo com as instituições que fiscalizam o programa de ajuste fiscal adotado em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões).
Se o governo radical de esquerda grego apresentar um plano de privatizações, cortes de gastos e aumentos de impostos para equilibrar as contas públicas, a Europa já admite negociar uma redução do total da dívida, hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão). Mas as contas precisam fechar.
Tsipras embarcou ontem à noite para a reunião de cúpula em Bruxelas sem que as instituições fiscalizadoras tenham recebido uma nova proposta. O líder grego parece disposto a blefar até o último momento na expectativa de que os credores recuem para evitar um mal maior.
Sem um acordo nesta segunda-feira, a Grécia não terá condições de pagar uma parcela de 1,6 bilhão de euros devida ao FMI no fim deste mês. Vai se juntar a Cuba, Sudão e Zimbábue entre os caloteiros do Fundo.
O medo de que o país não pague a dívida e seja forçado a deixar a união monetária provocou uma corrida aos bancos na semana passada, com um total de saques de mais de 6 bilhões de euros (R$ 21,2 bilhões).
Na sexta-feira, o BCE abriu uma linha de financiamento de emergência de 3,3 bilhões (R$ 11,65 bilhões) para evitar o colapso do sistema financeiro grego. Durante a semana passada, o Banco Central da Grécia divulgou nota alertando para o risco de uma "crise incontrolável" em caso de calote e possível saída do país da Zona do Euro. O governo não se abalou.
A Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, venceu as eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015 depois de uma depressão econômica de seis que reduziu o produto interno bruto da Grécia em 25% e elevou o desemprego a mais de 25%, sendo 56% entre os jovens. Sua promessa central de campanha foi romper com as políticas de austeridade fiscal impostas pela troika, que agravaram a crise.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
UE marca cúpula de emergência sobre dívida da Grécia
Depois de mais um fracasso hoje de uma reunião de ministros das Finanças da Zona do Euro, a União Europeia convocou uma conferência de cúpula para que seus líderes decidam na segunda-feira se aceitam as condições da Grécia para o país continuar recebendo ajuda internacional ou se deixarão o governo radical de esquerda grego dar um calote na dívida pública.
Nesta quinta-feira, mais uma vez, os parceiros europeus consideram os planos e pretensões da Grécia inconsistentes e irrealistas. O governo radical de esquerda eleito no fim de janeiro depois de uma depressão econômica de 25% em seis anos prometeu romper com as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) joga duro. Não aceita um amplo programa de privatizações nem mais cortes nas pensões e aposentadorias. Tem o apoio dos sindicatos e das ruas. Mas a economia grega como um todo e especialmente os trabalhadores sofrerão muito caso a Grécia seja forçada a deixar a união monetária europeia.
Sem um acordo ou alguma medida de emergência, espera-se uma corrida aos bancos na segunda-feira. Nos últimos dias, os gregos sacaram mais de dois bilhões de euros com medo de que suas contas sequem ou sejam convertidas em dracmas, a moeda extinta quando a Grécia adotou o euro.
Nesta quinta-feira, mais uma vez, os parceiros europeus consideram os planos e pretensões da Grécia inconsistentes e irrealistas. O governo radical de esquerda eleito no fim de janeiro depois de uma depressão econômica de 25% em seis anos prometeu romper com as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) joga duro. Não aceita um amplo programa de privatizações nem mais cortes nas pensões e aposentadorias. Tem o apoio dos sindicatos e das ruas. Mas a economia grega como um todo e especialmente os trabalhadores sofrerão muito caso a Grécia seja forçada a deixar a união monetária europeia.
Sem um acordo ou alguma medida de emergência, espera-se uma corrida aos bancos na segunda-feira. Nos últimos dias, os gregos sacaram mais de dois bilhões de euros com medo de que suas contas sequem ou sejam convertidas em dracmas, a moeda extinta quando a Grécia adotou o euro.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Banco Central da Grécia adverte para o risco de uma "crise incontrolável"
O Banco Central da Grécia alertou hoje o governo radical da esquerda de que o país pode entrar num "caminho doloroso" com o calote da dívida pública e uma possível saída da Zona do Euro e talvez até mesmo da União Europeia, provocando uma "crise incontrolável", se não houver um acordo com os sócios europeus.
A reunião de ministros das Finanças da Eurozona amanhã em Luxemburgo é vista como a última chance de chegar a um acordo político capaz de evitar a saída da Grécia da união monetária europeia.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), se elegeu em janeiro prometendo romper com a política de austeridade econômica imposta nos últimos seis anos pela União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.
Tsipras nega-se a aceitar um amplo programa de privatizações, a redução de empregos no setor públicos e no valor das aposentadorias e pensões. Exige uma renegociação com redução da dívida. Os sindicatos mobilizaram os trabalhadores. Eles tomaram as ruas de Atenas hoje para apoiar o governo.
Sem um acordo, a Grécia não vai receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros dos empréstimos de 240 bilhões de euros e não poderá honrar um pagamento de 1,4 bilhão de euros devido ao FMI no fim de junho de 2015. Sua dívida chega hoje a 320 bilhões de euros.
Nos últimos dias, Tsipras acusou os credores de "pilhagem" e afirmou estar indignado porque exigem a redução das aposentadorias e pensões. Até agora, os outros países da Eurozona alegam que as propostas de ajuste das finanças públicas apresentadas pela Grécia não fecham.
Diante do Parlamento, o primeiro-ministro grego descreveu os programas de ajuste estrutural do FMI como "um fracasso no mundo inteiro".
Em sua coluna, o principal comentarista econômico do jornal Financial Times, Martin Wolf, observou que "poderia ser um alívio se separar de um parceiro difícil. Mas o parceira vai continuar existindo, mesmo depois que o casamento monetário estiver desfeito. A Grécia vai continuar situada estrategicamente, talvez dentro da UE. Nem os gregos nem seus parceiros devem imaginar um rompimento limpo. O relacionamento vai continuar. Será venenoso. Se, tragicamente, este destino não pode ser evitado, terá de ser administrado por um tempo muito longo."
Para o economista americano Jeffrey Sachs, "os credores parecem prontos a abandonar suas promessas solenes de irrevogabilidade do euro ao insistir em catar algumas migalhas dos pensionistas. Se eles mantiverem suas exigências, forçando a saída da Grécia, o mundo nunca mais vai confiar na longevidade do euro. No mínimo, os outros membros fracos serão submetidos a pressões crescentes do mercado. Na pior hipótese, eles serão atingidos por um novo círculo vicioso de pânico e corridas bancárias, descarrilando ainda a incipiente recuperação europeia."
A reunião de ministros das Finanças da Eurozona amanhã em Luxemburgo é vista como a última chance de chegar a um acordo político capaz de evitar a saída da Grécia da união monetária europeia.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), se elegeu em janeiro prometendo romper com a política de austeridade econômica imposta nos últimos seis anos pela União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.
Tsipras nega-se a aceitar um amplo programa de privatizações, a redução de empregos no setor públicos e no valor das aposentadorias e pensões. Exige uma renegociação com redução da dívida. Os sindicatos mobilizaram os trabalhadores. Eles tomaram as ruas de Atenas hoje para apoiar o governo.
Sem um acordo, a Grécia não vai receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros dos empréstimos de 240 bilhões de euros e não poderá honrar um pagamento de 1,4 bilhão de euros devido ao FMI no fim de junho de 2015. Sua dívida chega hoje a 320 bilhões de euros.
Nos últimos dias, Tsipras acusou os credores de "pilhagem" e afirmou estar indignado porque exigem a redução das aposentadorias e pensões. Até agora, os outros países da Eurozona alegam que as propostas de ajuste das finanças públicas apresentadas pela Grécia não fecham.
Diante do Parlamento, o primeiro-ministro grego descreveu os programas de ajuste estrutural do FMI como "um fracasso no mundo inteiro".
Em sua coluna, o principal comentarista econômico do jornal Financial Times, Martin Wolf, observou que "poderia ser um alívio se separar de um parceiro difícil. Mas o parceira vai continuar existindo, mesmo depois que o casamento monetário estiver desfeito. A Grécia vai continuar situada estrategicamente, talvez dentro da UE. Nem os gregos nem seus parceiros devem imaginar um rompimento limpo. O relacionamento vai continuar. Será venenoso. Se, tragicamente, este destino não pode ser evitado, terá de ser administrado por um tempo muito longo."
Para o economista americano Jeffrey Sachs, "os credores parecem prontos a abandonar suas promessas solenes de irrevogabilidade do euro ao insistir em catar algumas migalhas dos pensionistas. Se eles mantiverem suas exigências, forçando a saída da Grécia, o mundo nunca mais vai confiar na longevidade do euro. No mínimo, os outros membros fracos serão submetidos a pressões crescentes do mercado. Na pior hipótese, eles serão atingidos por um novo círculo vicioso de pânico e corridas bancárias, descarrilando ainda a incipiente recuperação europeia."
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Grécia rejeita proposta dos sócios europeus como "absurda"
Um dia depois de adiar todos os pagamentos da dívida pública devidos neste mês para 30 de junho, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, rejeitou a proposta de acordo feita pelos países da Zona do Euro declarando-a "absurda". Parte para o confronto com os países credores.
Diante de uma maioria exultante, o líder do governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) declarou ao Parlamento que não permitir que a Grécia seja "humilhada" pelos países credores: "O povo grego deve estar orgulhoso porque o governo não vai ceder diante de propostas absurdas."
Apesar da retórica radical, Tsipras insiste em que "um acordo está mais próximo do que nunca". Aposta que sua estratégia de negociação "logo vai dar frutos". Mas rejeita as "metas impossíveis" impostas pelos credores, informa o jornal The New York Times.
Depois de uma depressão econômica em que o produto interno bruto grego recuou 25% desde 2009, Tsipras se tornou primeiro-ministro com a vitória nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015. Prometeu acabar com o programa de austeridade imposto pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), reduzir a dívida e não se submeter à ingerência externa.
Os demais países-membros da Eurozona, liderados pela Alemanha, exigem um programa de ajuste das contas públicas de longo prazo. Insistem numa reforma previdenciária que equilibre receita e despesa no setor e uma flexibilização das leis do trabalho para facilitar contratações e demissões. Para um governo de esquerda radical, ceder nesses dois pontos será uma rendição.
Tsipras parte para um confronto capaz de tirar a Grécia da união monetária europeia. Os outros países que se submeteram aos rígidos programas de austeridade impostos pela Alemanha, como Espanha, Portugal e Irlanda, também não estão dispostos a ceder às exigências gregas, especialmente a Espanha, onde os novos partidos Podemos e Cidadãos avançam entre os eleitores "indignados" com a crise econômica.
Diante de uma maioria exultante, o líder do governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) declarou ao Parlamento que não permitir que a Grécia seja "humilhada" pelos países credores: "O povo grego deve estar orgulhoso porque o governo não vai ceder diante de propostas absurdas."
Apesar da retórica radical, Tsipras insiste em que "um acordo está mais próximo do que nunca". Aposta que sua estratégia de negociação "logo vai dar frutos". Mas rejeita as "metas impossíveis" impostas pelos credores, informa o jornal The New York Times.
Depois de uma depressão econômica em que o produto interno bruto grego recuou 25% desde 2009, Tsipras se tornou primeiro-ministro com a vitória nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015. Prometeu acabar com o programa de austeridade imposto pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), reduzir a dívida e não se submeter à ingerência externa.
Os demais países-membros da Eurozona, liderados pela Alemanha, exigem um programa de ajuste das contas públicas de longo prazo. Insistem numa reforma previdenciária que equilibre receita e despesa no setor e uma flexibilização das leis do trabalho para facilitar contratações e demissões. Para um governo de esquerda radical, ceder nesses dois pontos será uma rendição.
Tsipras parte para um confronto capaz de tirar a Grécia da união monetária europeia. Os outros países que se submeteram aos rígidos programas de austeridade impostos pela Alemanha, como Espanha, Portugal e Irlanda, também não estão dispostos a ceder às exigências gregas, especialmente a Espanha, onde os novos partidos Podemos e Cidadãos avançam entre os eleitores "indignados" com a crise econômica.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Alemanha já admite referendo na Grécia sobre ajuste fiscal
Diante do impasse nas negociações com o governo esquerdista da Grécia, o ministro das Finanças linha-dura da Alemanha, Wolfgang Schäuble, admitiu hoje a possibilidade de realização de um referendo sobre o programa de ajuste fiscal. A Grécia pagou uma parcela de 750 milhões de euros devida hoje.
Ao chegar hoje a uma reunião de ministros das Finanças dos países da Zona do Euro em Bruxelas, na Bélgica, Schäuble reconheceu que, "se o governo da Grécia sente que deve realizar um referendo, pode ser uma medida correta perguntar ao povo grego se aceita o que é necessário ou se quer a alternativa", informou o jornal The Wall Street Journal.
O referendo é visto como uma iniciativa arriscada. Em caso de rejeição do rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a alternativa seria a saída da Grécia da Zona do Euro.
Em 2011, quando o governo anterior da Grécia propôs a realização de um referendo em plena crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, se opôs totalmente. Hoje, a crise está controlada na Espanha, na Irlanda e em Portugal. Uma saída grega não teria o mesmo impacto.
Desde 2009, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros, mas a dívida aumentou e a economia encolheu 25%, gerando uma grave crise social que levou ao poder, em janeiro de 2015, um governo liderado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) com a promessa de romper com o programa de austeridade fiscal imposto pelos sócios europeus.
Entre outras promessas ao eleitorado grego, estão aumentar salários e recriar empregos públicos. Isso exige um dinheiro que a Grécia precisa tomar emprestado. A Alemanha e o resto da Eurozona estão dispostos a dar alguma margem de manobra ao governo da Grécia em troca de um plano de longo prazo para equilibrar as contas públicas do país.
Até agora, o governo esquerdista está devendo tanto aos eleitores quanto aos sócios europeus. O referendo visa a dar sustentação política para o próximo passo.
Ao chegar hoje a uma reunião de ministros das Finanças dos países da Zona do Euro em Bruxelas, na Bélgica, Schäuble reconheceu que, "se o governo da Grécia sente que deve realizar um referendo, pode ser uma medida correta perguntar ao povo grego se aceita o que é necessário ou se quer a alternativa", informou o jornal The Wall Street Journal.
O referendo é visto como uma iniciativa arriscada. Em caso de rejeição do rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a alternativa seria a saída da Grécia da Zona do Euro.
Em 2011, quando o governo anterior da Grécia propôs a realização de um referendo em plena crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, se opôs totalmente. Hoje, a crise está controlada na Espanha, na Irlanda e em Portugal. Uma saída grega não teria o mesmo impacto.
Desde 2009, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros, mas a dívida aumentou e a economia encolheu 25%, gerando uma grave crise social que levou ao poder, em janeiro de 2015, um governo liderado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza) com a promessa de romper com o programa de austeridade fiscal imposto pelos sócios europeus.
Entre outras promessas ao eleitorado grego, estão aumentar salários e recriar empregos públicos. Isso exige um dinheiro que a Grécia precisa tomar emprestado. A Alemanha e o resto da Eurozona estão dispostos a dar alguma margem de manobra ao governo da Grécia em troca de um plano de longo prazo para equilibrar as contas públicas do país.
Até agora, o governo esquerdista está devendo tanto aos eleitores quanto aos sócios europeus. O referendo visa a dar sustentação política para o próximo passo.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Grécia enfrenta corrida bancária e descontentamento com governo
Cerca de 58% dos gregos acreditam que a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) não está cumprindo suas promessas de campanha e 50,5% não estão satisfeitos com as negociações da Grécia com a União Europeia, enquanto os bancos enfrentam uma corrida bancária, com saques de centenas de milhões de euros ontem, noticiou hoje o sítio de notícias Greek Reporter.
As ações dos bancos caíram 8% na Bolsa de Valores de Atenas ontem, quando foram sacados entre 350 a 400 milhões de euros depois que o presidente do Grupo do Euro admitiu a possibilidade de impor controles de capitais à Grécia.
O governo grego aprovou ontem uma lei para dar ajuda humanitária aos mais necessitados, inclusive um auxílio habitacional de 30 mil euros por ano e ajuda alimentar. Seus parceiros da Zona do Euro, especialmente a Alemanha, perguntam de onde vai sair o dinheiro.
A Grécia voltou a crescer no ano passado (0,8%) depois de seis anos de depressão em que sua economia encolheu 25%, sob pressão de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros aprovados pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).
Com a gravidade da crise, os partidos tradicionais foram varridos numa eleição em 25 de janeiro de 2015 e a esquerda radical chegou ao poder. Embora tenha recuado de suas propostas iniciais de renegociação da dívida pública grega, o governo insiste em medidas compensatórias para ajudar os mais prejudicados pelo ajuste fiscal.
O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras precisa apresentar ao Grupo do Euro uma lista completa de reformar para ajustar a receita e as despesas públicas.
As ações dos bancos caíram 8% na Bolsa de Valores de Atenas ontem, quando foram sacados entre 350 a 400 milhões de euros depois que o presidente do Grupo do Euro admitiu a possibilidade de impor controles de capitais à Grécia.
O governo grego aprovou ontem uma lei para dar ajuda humanitária aos mais necessitados, inclusive um auxílio habitacional de 30 mil euros por ano e ajuda alimentar. Seus parceiros da Zona do Euro, especialmente a Alemanha, perguntam de onde vai sair o dinheiro.
A Grécia voltou a crescer no ano passado (0,8%) depois de seis anos de depressão em que sua economia encolheu 25%, sob pressão de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros aprovados pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).
Com a gravidade da crise, os partidos tradicionais foram varridos numa eleição em 25 de janeiro de 2015 e a esquerda radical chegou ao poder. Embora tenha recuado de suas propostas iniciais de renegociação da dívida pública grega, o governo insiste em medidas compensatórias para ajudar os mais prejudicados pelo ajuste fiscal.
O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras precisa apresentar ao Grupo do Euro uma lista completa de reformar para ajustar a receita e as despesas públicas.
terça-feira, 17 de março de 2015
Irlanda festeja retomada do crescimento
Neste Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, o país festeja com muita cerveja preta e pubs lotados um crescimento duas vezes superior à média da Zona do Euro. Está em plena recuperação da crise da dívida pública que o obrigou em 2010 a tomar empréstimos de 67,5 bilhões de euros junto aos parceiros da Eurozona, ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE).
Sem ceder às pressões de parceiros poderosos como a Alemanha e a França, que queriam um aumento do imposto sobre empresas, a Irlanda reequilibrou as contas públicas, abalada pelo socorro financeiro aos bancos atingidos pela especulação imobiliária.
A expectativa dos analistas do Citibank é de um crescimento de 3% a 4% neste ano e no próximo, enquanto a expansão da Eurozona não deve passar de 2% no mesmo período. As exportações avançaram 13% em 2014. Nos últimos seis meses, a Bolsa de Valores de Dublin subiu 25%, o melhor desempenho da Europa.
O desemprego de 10,4% ainda é elevado. No momento, a maior ameaça é a deflação. Em fevereiro, os preços ao consumidores registraram uma queda anual de 0,4%. Foi o terceiro mês consecutivo de queda. Cerca de 17% dos empréstimos bancários não devem ser pagos.
A médio prazo, os maiores riscos são superaquecimento da economia por causa da política de expansão monetária do BCE, que está comprando títulos públicos para jogar mais euros em circulação, e a ameaça de que seu maior parceiro comercial, o Reino Unido, deixe a União Europeia num plebiscito que pode ser convocado para 2017.
Sem ceder às pressões de parceiros poderosos como a Alemanha e a França, que queriam um aumento do imposto sobre empresas, a Irlanda reequilibrou as contas públicas, abalada pelo socorro financeiro aos bancos atingidos pela especulação imobiliária.
A expectativa dos analistas do Citibank é de um crescimento de 3% a 4% neste ano e no próximo, enquanto a expansão da Eurozona não deve passar de 2% no mesmo período. As exportações avançaram 13% em 2014. Nos últimos seis meses, a Bolsa de Valores de Dublin subiu 25%, o melhor desempenho da Europa.
O desemprego de 10,4% ainda é elevado. No momento, a maior ameaça é a deflação. Em fevereiro, os preços ao consumidores registraram uma queda anual de 0,4%. Foi o terceiro mês consecutivo de queda. Cerca de 17% dos empréstimos bancários não devem ser pagos.
A médio prazo, os maiores riscos são superaquecimento da economia por causa da política de expansão monetária do BCE, que está comprando títulos públicos para jogar mais euros em circulação, e a ameaça de que seu maior parceiro comercial, o Reino Unido, deixe a União Europeia num plebiscito que pode ser convocado para 2017.
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