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quarta-feira, 29 de março de 2023

Migrantes que iam para os EUA morrem em incêndio no México

Desde o início da pandemia, os Estados Unidos adotaram uma política de imigração que obriga os candidatos a asilo política a aguardar o resultado de seus processos no México. Isto está provocando o caos em cidades do Norte do México, que não tem condições de abrigar centenas de milhares de pessoas.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, fez um apelo aos partidos políticos para que iniciem imediatamente negociações para chegar a um acordo em torno da reforma judiciária proposta pelo governo mais extremista da história do país. 

A oposição quer o fim da reforma que reduz os poderes da Suprema Corte e dá ao parlamento o direito de revogar decisões da justiça. Alvo de três processos por corrupção, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu seria beneficiário direto da mudança.

Nos EUA, o ex-vice-presidente Mike Pence foi intimado a depor perante o júri que investiga a insurreição e tentativa de golpe dos partidos do então presidente Donald Trump em 6 de janeiro de 2021. Pence foi ameaçado de morte pelos invasores do Congresso.

Os EUA alertaram a Rússia que não vão mais trocar informações sofre forças estratégicas porque o Kremlin suspendeu o Novo Tratado de Redução da Armas Estratégicas (START 3).

Depois do início da guerra na Ucrânia, a Rússia aumentou em 22 vezes a venda de petróleo para a Índia.

A era das redes sociais acelerou a velocidade das corridas bancárias, advertiu o presidente do Banco da Inglaterra. E o telefone celular, uma tecnologia que mudou o mundo, faz 50 anos. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Bancos da Grécia não abrem antes de segunda-feira

As agências bancárias da Grécia, fechadas há dez dias para evitar um colapso do sistema financeiro, não vão abrir até segunda-feira. Os saques em caixas automáticos estão limitados a 60 euros por conta bancária por dia. Os aposentados podem sacar até 120 euros.

O governo do primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras apresentou hoje um novo pedido de ajuda de três anos aos sócios da Zona do Euro. Em troca, prometeu iniciar reformas estruturais na próxima semana. Os detalhes devem ser revelados amanhã. Um acordo precisa ser fechado até domingo.

Em discurso no Parlamento Europeu, o líder esquerdista grego reafirmou que o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika, o Grupo do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), em troca de 240 bilhões de euros em empréstimos de emergência. Ele foi eleito em janeiro de 2015 prometendo acabar com esse ajuste fiscal rigoroso.

Se não houver um acordo até domingo, o BCE pode não manter a linha de crédito de emergência para garantir a liquidez dos bancos da Grécia, que entrariam em colapso.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Grécia vai dar calote no FMI amanhã

A Grécia não vai pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros (US$ 1,73 bilhão) junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com vencimento amanhã, 30 de junho de 2015, confirmou hoje o governo grego, enquanto líderes da União Europeia apelaram ao eleitorado do país que vote a favor do acordo com os credores no referendo de 5 de julho.

Hoje a chanceler (primeira-ministra) primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, descartou a possibilidade de uma medida de última hora para prorrogar o programa de ajuda econômica à Grécia sem que o país se comprometa a fazer mais cortes de despesas para equilibrar os gastos públicos.

A mensagem da UE aos gregos é clara: eles vão decidir se querem ou não continuar usando o euro como moeda. "Se votarem não, será desastroso", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "O voto não significa que estão dizendo não à Europa."

Para evitar um colapso do sistema financeiro, o governo decretou ontem feriado bancário até 6 de julho depois que o Banco Central Europeu (BCE) limitou a oferta de euros para os bancos gregos suportarem a corrida bancária dos depositantes com medo de perder seus depósitos e suas poupanças. Cada cliente pode sacar no máximo 60 euros por dia.

Diante do Parlamento, em Atenas, dezenas de milhares de pessoas se concentram para dar apoio ao governo radical de esquerda, eleito em janeiro com a promessa de acabar com o rigoroso programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia, o FMI e o BCE. A alternativa pode ser muito pior.

O governo da Grécia vai apoiar o não no referendo. Se o acordo não for aprovado, é provável que o país deixe de usar o euro como moeda, num colapso econômico pior do que o da Argentina em 2001-2, que jogou 58% dos argentinos abaixo da linha de pobreza. A Argentina tinha sua própria moeda na ressaca da dolarização, o desvalorizado peso argentino. A Grécia terá de recriar o dracma.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Grécia enfrenta corrida bancária e descontentamento com governo

Cerca de 58% dos gregos acreditam que a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) não está cumprindo suas promessas de campanha e 50,5% não estão satisfeitos com as negociações da Grécia com a União Europeia, enquanto os bancos enfrentam uma corrida bancária, com saques de centenas de milhões de euros ontem, noticiou hoje o sítio de notícias Greek Reporter.

As ações dos bancos caíram 8% na Bolsa de Valores de Atenas ontem, quando foram sacados entre 350 a 400 milhões de euros depois que o presidente do Grupo do Euro admitiu a possibilidade de impor controles de capitais à Grécia.

O governo grego aprovou ontem uma lei para dar ajuda humanitária aos mais necessitados, inclusive um auxílio habitacional de 30 mil euros por ano e ajuda alimentar. Seus parceiros da Zona do Euro, especialmente a Alemanha, perguntam de onde vai sair o dinheiro.

A Grécia voltou a crescer no ano passado (0,8%) depois de seis anos de depressão em que sua economia encolheu 25%, sob pressão de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros aprovados pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).

Com a gravidade da crise, os partidos tradicionais foram varridos numa eleição em 25 de janeiro de 2015 e a esquerda radical chegou ao poder. Embora tenha recuado de suas propostas iniciais de renegociação da dívida pública grega, o governo insiste em medidas compensatórias para ajudar os mais prejudicados pelo ajuste fiscal.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras precisa apresentar ao Grupo do Euro uma lista completa de reformar para ajustar a receita e as despesas públicas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Europa alivia impostos sobre contas bancárias do Chipre

Diante da ameaça de uma corrida aos bancos, os ministros das Finanças da União Europeia concordaram hoje em reduzir os impostos a serem cobrados dos depositantes de dinheiro no Chipre, um dos menores países do continente, em troca de uma ajuda internacional. A ideia é poupar a classe média para garantir a aprovação da proposta do parlamento cipriota. Os bancos do país ficarão fechados por dois dias.

Com base no acordo com a UE e o FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciado no domingo para salvar o sistema financeiro do país com uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros, as contas de até 100 mil euros pagarão 6,75% de imposto (ou confisco, dependendo do ponto de vista) e as acima disso 9,9%.

A medida inédita foi tomada inicialmente porque o Chipre, com produto interno bruto de 14 bilhões de euros por ano, tem depósitos bancários de 68 bilhões de euros. Seria uma das praças financeiras favoritas da máfia russa.

O problema é que viola o princípio de que os depósitos bancários em conta corrente devem ser protegidos. Se um acordo draconiano é imposto ao Chipre, que garantia tem os correntistas da Itália ou Espanha de que a Alemanha e outros países do Norte não vão impor a mesma exigência para lhes dar ajuda financeira?

Uma corrida aos bancos dos países da Zona do Euro em crise para sacar imediatamente todo o dinheiro seria mais um golpe na união monetária europeia. O maior risco para uma moeda é a perda de credibilidade.

As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro por causa da pequena ilha ao sul da Turquia.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espanha injeta 19 bilhões de euros para salvar Bankia

A Espanha pretende investir 19 bilhões de euros (R$ 47,4 bilhões) para salvar o quarto maior banco do país, Bankia, que sofre um corrida bancária, com retiradas em massa de seus depositantes, informa o jornal britânico Financial Times.

O governo espanhol já tinha colocado 4,5 bilhões de euros no Bankia, criado em 2010 com a fusão de várias cadernetas de poupança. Deve ficar com 90% do controle acionário do banco.

Depois de uma queda de 7,4% na quinta-feira, o Bankia perdeu 58% do valor que tinha quando começou a vender ações em bolsa, em julho de 2011. Hoje a negociação das ações da empresa na Bolsa de Madri foi suspensa, noticia a TV pública britânica BBC.

Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou as notas de crédito de cinco bancos espanhóis. No mercado, já se acredita que a Europa terá de ajudar a Espanha a salvar o sistema financeiro.

O euro caiu para US$ 1,251, a menor cotação desde julho de 2010.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FMI suspende diálogo com Grécia até eleições

Apesar da formação de um governo interino empossado hoje, o Fundo Monetário Internacional anunciou nesta quinta-feira a suspensão das conversas com a Grécia até as eleições de 17 de junho de 2012.

A medida aumenta a pressão sobre o eleitorado grego para que vote em partidos que apoiam os acordos firmados com a União Europeia e o FMI para receber empréstimos de 240 bilhões de euros.

O presidente Karolos Papoulias admitiu que os gregos sacaram 3 bilhões de euros dos bancos do país desde as eleições de 6 de maio, quando 60% dos eleitores votaram contra os acordos e os partidos mais votados não conseguiram formar governo.

Se não cumprir os acordos, a Grécia não vai receber mais dinheiro. Será forçada a dar um calote na sua dívida pública e a deixar a união monetária europeia, com consequências desastrosas para toda a economia mundial.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Reino Unido estatiza banco atingido pela crise

O governo britânico resolveu nacionalizar o banco Northern Rock, abalado pela crise financeira iniciada no mercado de crédito hipotecário para clientes de segunda linha.

A decisão provocou um avalanche de críticas. O ministro das Finanças, Alastair Darling, declarou que o governo preferia uma solução de mercado, mas não apareceu ninguém capaz de tapar o rombo nas contas do Northern Rock.

Uma das propostas foi do chamado empresário hippie, Richard Branson, um dos empreendedores mais ousados do Reino Unido. Nem ele nem a outra proposta do setor privado, feita pelo atual comando do próprio Northern Rock, seria capaz de pagar os US$ 52 bilhões injetados pelo Banco da Inglaterra desde setembro de 2007.

Naquele mês, diante de boatos de que o Northern Rock tinha problemas financeiros por causa da crise nos Estados Unidos, houve uma corrida ao banco em massa de depositantes para sacar seu dinheiro, a primeira corrida bancária na Grã-Bretanha desde 1866, no reinado da rainha Vitória.