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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Combate ao endividamento atinge empresas na China

A desalavancagem da economia da China para reduzir uma dívida de 260% do produto interno bruto, de US$ 12 trilhões em 2017, atinge as empresas públicas e estatais do país, acostumadas até agora a crédito fácil bancado pelo Estado.

O impacto sobre o investimento e o crescimento econômico será inevitável, mas a preocupação do governo é evitar a explosão de uma bolha financeira capaz de travar toda a economia ou até mesmo provocar uma recessão.

Hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima a dívida total chinesa, pública e privada, em 230% do PIB, mas prevê que no ritmo atual possa chegar a 300%. Já o professor Victor Shih, da Universidade da Califórnia em São Diego, calcula que a situação seja muito pior do que parece. Fala de uma bomba financeira.

Pelos seus cálculos, a dívida chinesa chegou a 328%. Em meio a avaliações tão díspares, a Comissão para a Reforma e o Desenvolvimento Nacional, responsável pela preparação e supervisão dos planos quinquenais, apresenta o dado oficial. A dívida total está em cerca de 260% do PIB.

Até agora, não houve uma desalavancagem para valer. Com o declínio do comunismo como ideologia, é o crescimento econômico que legitima o regime. A preocupação dos governos de todos os níveis de apresentar estatísticas de acordo com o planejamento central do Partido Comunista levou ao excesso de capacidade instalada e ao endividamento excessivo.

O subdiretor da Faculdade de Economia e Finanças da Universidade do Povo em Beijim, Zhao Xijun, espera que no futuro seja possível fazer uma desalavancagem mais "refinada", de acordo com a situação específica de cada região e setor. Mas avisa: "A alavancagem especulativa e irracional precisa acabar definitivamente, e a alavancagem excessivamente alta precisa ser reduzida."

Ao mesmo tempo, a China recebe nesta sexta-feira o primeiro salvo da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump, com a imposição de tarifas sobre produtos importados da China no valor de US$ 34 bilhões por ano.

Como Trump atira para todos os lados, ameaça impor tarifas sobre US$ 500 bilhões em importações da China e acusa a União Europeia de tirar vantagens indevidas do comércio com os EUA, ameaçando sobretaxar os carros importados da Europa, aumenta o risco de um grande conflito comercial capaz de deflagrar uma recessão mundial.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Banco central da China faz maior injeção de dinheiro em três anos

O Banco Popular da China fez a maior injeção de dinheiro no sistema financeiro do país em três anos, revelou hoje o jornal The Wall Street Journal. 

Na expectativa de um aumento da demanda antes dos feriados do Ano Novo Lunar chinês, ofereceu ontem mais US$ 67 bilhões em empréstimos de curto prazo aos bancos. Hoje o banco central chinês ofereceu mais US$ 51,9 bilhões.

Os analistas entendem que a economia chinesa é sólida, apesar da desaceleração do crescimento, mas estão atentos às reações do regime comunista à forte queda nas bolsas de valores para avaliar a capacidade do governo de enfrentar os problemas da transição de uma economia voltada para o investimento e a exportação para uma orientada para o consumo e o mercado interno.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FMI inclui iuane chinês entre moedas de reserva

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje a inclusão do iuane entre as moedas de reserva, ao lado do dólar, do euro, do iene e da libra esterlina a partir de 1º de outubro de 2016. A moeda chinesa deve passar a ser mais usada em transações internacionais e como reserva cambial, noticia o jornal The New York Times.

Para o iuane ser reconhecido como moeda de reserva, a China abre mão de parte de seu controle, liberalizando o regime cambial. Isso pode causar volatilidade num momento de desaceleração e transição de uma economia baseada no investimento para um modelo mais orientado para o consumo interno.

A moeda chinesa passa a fazer parte da cesta de moedas usada pelo FMI para calcular o valor de sua própria moeda contábil, os direitos especiais de saque (DES). Será a primeira mudança na cesta desde a inclusão do euro em 1999.

O dólar continua a ter peso de 42% no valor dos DES, o euro cai de 37% para 31%, a libra de 11% para 8% e o iene de 9% para 8%, abrindo espaço para o iuane, que terá peso de 11%.

"É um reconhecimento do progresso que as autoridades chinesas fizeram nos últimos anos para reformar os sistemas monetário e financeiro da China", declarou a diretora-geral do Fundo, a ex-ministra das Finanças da França Christine Lagarde. "A continuação e o aprofundamento destes esforços vai criar um sistema internacional mais robusto, o que vai sustentar o crescimento e a sustentabilidade da China e da economia mundial."

domingo, 23 de agosto de 2015

Banco central da China vai aumentar liquidez do sistema financeiro

O Banco Popular da China (BPC) vai "inundar o sistema bancário do país com liquidez para incentivar a concessão de empréstimos", noticiou hoje o jornal americano The Wall Street Journal, observando que a desvalorização da moeda chinesa, o iuane, poderia levar a uma fuga de capital do país.

A decisão de reduzir o percentual do depósito compulsório que os bancos precisam manter no banco central como reserva indica que a desvalorização das últimas duas semanas não foi suficiente para acelerar a atividade econômica.

Ainda em agosto de 2015, ou talvez no início de setembro, o BPC deve reduzir a exigência de reservas em meio ponto percentual, liberando 678 bilhões de iuanes (US$ 106,2 bilhões ou R$ 371,7 bilhões) para empréstimos pelos bancos.

sábado, 18 de julho de 2015

Bancos de Grécia reabrem na segunda-feira com restrições

A Grécia vai autorizar a reabertura em 20 de julho de 2015 dos bancos, fechados desde 29 de junho, mas vão continuar proibidas as remessas de dinheiro para o exterior. A abertura de novas contas será restrita e os saques serão limitados a 420 euros por semana, informou a agência Reuters.

Hoje o governo grego deu posse a novos ministros, depois de sofrer demissões e defecções de deputados e ministros do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) descontentes com o acordo fechado no domingo passado com os credores internacionais.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras começa a negociar na próxima semana os termos de terceiro programa de resgate da dívida pública do país, de 86 bilhões de euros. Ontem, por 119 a 40, a Câmara Federal da Alemanha aprovou o novo plano de ajuda à Grécia.

A reabertura dos bancos só será possível porque o Banco Central Europeu ampliou há dois dias uma linha de crédito de emergência para garantir a liquidez e evitar o colapso do sistema financeiro grego.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bancos gregos não abrem antes de quinta-feira

Os bancos da Grécia, fechados desde 26 de junho de 2015, não vão abrir amanhã e depois de amanhã, anunciou hoje a federação nacional dos bancos. Na melhor das hipóteses, voltam a atender ao público na quinta-feira, 9 de julho. Os saques em caixas automáticos continuam limitados a 60 euros por dia.

As agências bancárias têm aberto excepcionalmente para atender aos aposentados e pensionistas que não têm cartão para fazer saques, mas suas retiradas estão limitadas a 120 euros por semana. O feriado bancário se prolonga.

Desde o rompimento das negociações entre o governo radical de esquerda da Grécia e seus sócios na Zona do Euro, os bancos gregos recebem euros do Banco Central Europeu através de uma linha de crédito chamada de ajuda emergencial da liquidez. Essa ajuda foi congelada.

O BCE depende do aval dos líderes. Se o apoio das instituições europeias for retirado, o sistema financeiro grego entra em colapso.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Governo Obama muda política para maconha

Embora a maconha ainda seja proibida pela lei federal dos Estados Unidos, os departamentos do Tesouro e da Justiça devem regulamentar o acesso a serviços financeiros das empresas criadas para comercializar a droga nos dois estados onde o uso recreativo foi aprovado em plebiscito, numa grande mudança da política antidrogas do governo Barack Obama.

Até agora, bancos e financeiras temiam ser enquadrados por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Com o sucesso das vendas, as lojas já ganharam muito dinheiro e podem ser alvo de roubos.

"Não queremos grandes quantidade de dinheiro nesses lugares", justificou o secretário da Justiça, Eric Holder, em declaração na Universidade da Virgínia reproduzida no jornal digital The Huffington Post. "Eles querem usar o sistema bancário. Então, vamos criar uma nova regulamentação em breve para lidar com isso."

Além dos dois estados que aprovaram o uso recreativo, 21 estados americanos permitem o uso da droga por razões medicinais.

sábado, 30 de março de 2013

Grandes depositantes podem perder até 60% no Chipre

O Banco Central do Chipre anunciou hoje que 37,5% dos depósitos bancários no Banco do Chipre acima de 100 mil euros serão convertidos em ações especiais como parte do processo de reestruturação do sistema financeiro do país acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na prática, esse dinheiro vai desaparecer das contas bancárias, enquanto outros 22,5% serão congelados e colocados numa conta não remunerada. Também poderão ser usados para recapitalizar o Banco do Chipre, dependendo da avaliação de auditores independentes.

Quem tem depósitos de até 100 mil euros terá seu dinheiro garantido, de acordo com as normas adotadas pela UE no início da crise. Já os grandes depositantes podem perder até 60% de seu dinheiro.

No início desta semana, o governo cipriota concordou em fazer uma reforma profunda do seu sistema financeiro em troca de um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros para evitar o colapso da economia do país.

Como parte do acordo, Banco Laiki (Popular), o segundo maior do país, será fechado, e seus bons ativos serão transferidos para o Banco do Chipre, o maior. Os grandes depositantes no Laiki devem rever só 20% do seu dinheiro, estima o ministro das Finanças, Michalis Sarris.

Cerca de 19 mil correntistas terão perdas, uma exigência da Alemanha, que relutava em ajudar Chipre porque os bancos do país são usados para lavagem de dinheiro pela máfia russa.

Forçado a levantar 5,8 bilhões como sua parte no acordo, o governo cipriota não tem alternativa. Espera levantar 1,2 bilhão com o programa de privatização, mas ainda tem um grande rombo a cobrir. Vai tirar dos grandes poupadores.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Chipre reabre bancos com controle de capitais

O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, agradeceu hoje à população pelo modo ordeiro como se comportou na reabertura dos bancos do país, fechados há duas semanas e sob a ameaça de colapso. Para evitar uma corrida bancária e o saque em massa de recursos do sistema financeiro, está em vigor uma série de medidas de controle de capitais.

É a primeira vez que um país da Zona do Euro impõe controle de capitais, o que é proibido pelas regras da União Europeia (UE), que garantem a livre circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre seus 27 países-membros.

As retiradas estão limitadas a 300 euros por dia (R$ 774). Os gastos com cartão de crédito ou débito não podem superar 5 mil euros por mês (R$ 12,9 mil) e quantia que pode ser levada em viagens ao exterior vai até 3 mil euros (R$ 7,74 mil). As transferências eletrônicas internacionais estão proibidas. Os bancos podem receber cheques, mas não podem compensá-los.

Agora, a expectativa do governo é que 10% dos 68 bilhões de euros depositados no sistema bancário sejam sacados nos próximos dez dias.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eurozona aprova fiscalização bancária comum

Depois de 14 horas de negociações, os ministros das Finanças dos 17 países da Zona do Euro chegaram a um acordo para submeter seus bancos a um órgão regulador comum, o Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt, na Alemanha, a partir de 2014. É o primeiro passo rumo a uma união bancária.

O Reino Unido, a Suécia e outros países que não aderiram ao euro receberam garantias de não intromissão do BCE e de que vão poder continuar influenciando as normas técnicas aplicadas a todos os bancos da União Europeia.

Para o comissário europeu responsável pela proposta, Michel Barnier, foi um "acordo histórico" que introduz um "elemento fundamental para a estabilidade financeira da Europa".

Mais cauteloso, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, advertiu para o risco de "criarmos expectativas que não podemos cumprir, o que pode ser muito perigoso. Devemos ser modestos".

Schäuble alertou que um dos objetivos da atual reforma, permitir que os recursos comuns do mecanismo europeu de estabilização financeira, de 500 bilhões de euros, sejam injetados diretamente nos bancos em dificuldades, está fora de questão até meados de 2014.

As mudanças precisam da aprovação do Parlamento Europeu e da Câmara Federal da Alemanha, o que pode levar meses.

sábado, 17 de novembro de 2012

Greenspan ataca outra vez e defende "recessãozinha"

O ex-presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan, era considerado um verdadeiro deus pelo mercado antes do colapso do banco Lehman Brothers, mas foi um dos principais responsáveis pela pior crise econômica mundial dos últimos 70 anos. Apesar de desmoralizado, não abriu do pensamento neoliberal que venera o mercado como um deus.

Ao comentar o impasse entre a Casa Branca e o Congresso dos EUA sobre como reduzir o déficit público federal, hoje de US$ 1,1 trilhão, Greenspan rejeitou a proposta do presidente Barack Obama de dividir o custo do ajuste fiscal aumentando impostos para os 2% mais ricos e reduzindo gastos públicos na mesma medida.

Greenspan chegou a dizer que "não poderia esperar que os bancos dessem um tiro no pé" para justificar a falta de regulamentação e fiscalização do setor financeiro sobre o qual era responsável. Sob sua direção, o Fed manteve sua taxa básica de juros em 1% durante 14 meses, gerando uma bolha especulativa, e Wall St. criou produtos financeiros sofisticados sem qualquer controle.

Agora, Greenspan prefere uma "pequena recessão a aumentar impostos". Não só não aprendeu nada como se recusa a reexaminar seus próprios erros.

É mais um sinal de que a crise não reduziu o virtual monopólio do capitalismo financeiro, responsável por uma formidável destruição de riqueza nos últimos anos. Seu poder continua inalterado e o Partido Republicano dos EUA é seu maior porta-voz. Repórtes incautos acabam de ressuscitar o zumbi que, errando como um sonâmbulo, arrasou a economia mundial.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espanha injeta 19 bilhões de euros para salvar Bankia

A Espanha pretende investir 19 bilhões de euros (R$ 47,4 bilhões) para salvar o quarto maior banco do país, Bankia, que sofre um corrida bancária, com retiradas em massa de seus depositantes, informa o jornal britânico Financial Times.

O governo espanhol já tinha colocado 4,5 bilhões de euros no Bankia, criado em 2010 com a fusão de várias cadernetas de poupança. Deve ficar com 90% do controle acionário do banco.

Depois de uma queda de 7,4% na quinta-feira, o Bankia perdeu 58% do valor que tinha quando começou a vender ações em bolsa, em julho de 2011. Hoje a negociação das ações da empresa na Bolsa de Madri foi suspensa, noticia a TV pública britânica BBC.

Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou as notas de crédito de cinco bancos espanhóis. No mercado, já se acredita que a Europa terá de ajudar a Espanha a salvar o sistema financeiro.

O euro caiu para US$ 1,251, a menor cotação desde julho de 2010.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

BCE empresta mais 500 bilhões de euros aos bancos

O Banco Central Europeu emprestou 530 bilhões de euros a 800 bancos em linhas de crédito de três anos com juros baixos para evitar a falta de dinheiro no sistema financeiro do continente, que enfrenta uma crise nas dívidas públicas e uma recessão suave neste início de 2012.

Em 21 de dezembro de 2011, o BCE tinha emprestado 489 bilhões de euros a 523 bancos para acalmar o mercado.

Com o risco de um calote nas dívidas públicas da Grécia, Irlanda, Portugal e talvez Espanha e Itália, os bancos europeus ficaram fragilizados. Têm grande quantidade desses bônus. Se um banco desconfia da saúde financeira de outro banco, não vai fazer negócios com ele.

Aumentou o risco de um colapso do crédito interbancário que irriga a economia. Por isso, o BCE decidiu injetar 1 trilhão de dólares no mercado. Se os líderes políticos da Europa e dos Estados Unidos vacilam ao tomar as medidas necessárias para equilibrar as contas públicas, os bancos centrais agem.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Bancos dos EUA serão submetidos a novos testes

A Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, vai submeter até março 19 grandes grupos financeiros, entre eles o Citigroup, o Bank of America, o J P Morgan Chase e o Goldman Sachs, a novos testes de estresse ou saúde financeira para ver como reagiriam a diferentes choques econômicos.

Em maio de 2009, o Tesouro testou a saúde do sistema financeiro depois do auge da crise, mas houve várias críticas de que não teriam sido suficientemente rigorosos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Merkel promete cortar impostos na Alemanha

A promessa da primeira-ministra Angela Merkel de cortar impostos na reta final da campanha eleitoral alemã deve animar o mercado na Alemanha.

Mas os banqueiros alemães temem o impacto da nova regulamentação do sistema financeiro, alegando que deve restringir o crédito ainda mais.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Soros prevê recuperação lenta nos EUA

O problema básico do sistema bancário dos Estados Unidos é a "insolvência". Isso vai levar a uma recuperação lenta, com risco de que a economia americana passe por um longo período de estagnação como o Japão nos anos 90, advertiu o megainvestidor George Soros.

"Não espero uma recuperação da economia dos EUA no terceiro ou quarto trimestres, então acredito que caminhamos para uma desaceleração longa", vaticinou Soros, em entrevista à agência de notícias Bloomberg.

Sua visão contrasta com a da maioria dos economistas, que aposta numa recuperação da maior economia do mundo no final deste ano.

Soros não acredita em recuperação enquanto o mercado imobiliário e o sistema financeiro não reagirem: "O sistema bancário como um todo está basicamente insolvente".

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Brown critica "práticas inaceitáveis" dos bancos

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, cobrou hoje uma regulamentação global rigorosa do sistema financeiro que não deixe furos para fundos e paraísos fiscais.

Durante uma reunião do Fórum Nacional de Política do Partido Trabalhista realizado em Bristol, na Inglaterra, Brown declarou que "não deve haver lugar para esconder mecanismos especiais de investimento.

A Grã-Bretanha será sede de uma reunião de cúpula do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo, inclusive o Brasil, marcada para 2 de abril em Londres. Mas as autoridades europeias tem vários problemas imediatos a resolver até lá.

Os bancos europeus teriam emprestado US$ 1,5 trilhão a cidadãos, empresas e governos da Europa Oriental. Como a região está sendo duramente afetada pela crise financeira global, o risco de um grande calote é enorme.

Se a Europa Oriental quebrar, arrasta junto a União Europeia.