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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Líder das FARC lamenta ter entregue as armas

Um dos principais negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Iván Márquez, considera ter sido um erro entregar as armas antes de obter garantias de que o governo iria cumprir todos os pontos do acordo de paz assinado em 2016, noticiou hoje o jornal El Colombiano, de Medellín.

Este tipo de declaração pode levar centenas ou até milhares de ex-guerrilheiros a abandonar o processo de paz e aderir a organizações criminosas.

No ano passado, foi eleito presidente Iván Duque, um linha-dura apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Ambos discordam de vários aspectos do acordo de paz, como a anistia aos ex-guerrilheiros, o tribunal especial e a integração de ex-rebeldes à vida política. No poder, Duque está desacelerando o processo de paz.

Com as negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN), que era o segundo maior grupo guerrilheiro do país, estagnadas, aumenta o risco de que ex-rebeldes das FARC abandonem o acordo de paz e entrem para o ELN.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Inflação da Zona do Euro cai para 1,2% ao ano

O crescimento de preços nos 19 países da Europa que usam o euro como moeda continua fraco, abaixo de meta inflacionária do Banco Central Europeu (BCE), de 2% ao ano. Em abril, baixou para 1,2%, depois de uma alta de 1,3% em março, informou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

O núcleo do índice, expurgados os preços voláteis de energia e alimentos, ficou em 0,7%. Em março, foi de 1%.

Na semana passada, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, manifestou a esperança de que o crescimento pressione o índice de inflação a atingir a meta. A expansão de apenas 0,4% no primeiro trimestre ronda a estagnação e pode ter o efeito contrário, reduzindo a alta nos preços.

O presidente do Bundesbank, o banco central da Alemanha, Jens Weidmann, um dos falcões contrários a programas de estímulo com dinheiro público, declarou hoje que os formuladores da política monetária da Eurozona esperam que a inflação suba para 1,7% em 2020.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Crescimento da Zona do Euro cai no início de 2018

No primeiro trimestre deste ano, o ritmo da atividade econômica no conjunto dos 19 países da Europa que usam o euro como moeda comum foi o mais fraco em um ano e meio, confirmando uma desaceleração na Zona do Euro depois de uma expansão de 2,5% em 2017. 

Desde o verão de 2016, a Eurozona não andava tão devagar. O crescimento nos três primeiros meses de 2018 foi de apenas 0,4%, depois de um avanço de 0,7% no fim do ano passado.

Uma queda nos indicadores de confiança e o fraco desempenho da produção industrial e das exportações da Alemanha, maior economia da Europa e quarta do mundo, são sinais da estagnação.

Os executivos do setor manufatureiro esperam uma desaceleração do crescimento industrial em abril. Na Alemanha, na Holanda, na Itália, na Espanha e na Grécia, o índice dos gerentes de compra aponta um crescimento menor do que em março.

A França, segunda maior economia da Eurozona, também decepcionou, com alta do produto interno bruto de apenas 0,3% no trimestre passado, em comparação com 0,7% no fim de 2017. As exportações caíram 0,1%, depois de forte alta de 2,5% no fim do ano passado. O investimento das empresas subiu apenas 0,6%, quase metade do 1,1% do fim de 2017.

O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, disse não estar preocupado, mas economistas já duvidam que a meta de crescimento de 2% neste ano seja atingida. Le Maire admite que "há algumas nuvens escuras no horizonte", como o risco de uma guerra comercial com os Estados Unidos e altas nas taxas básicas de juros.

Uma onda de greves contra as reformas liberais do presidente Emmanuel Macron afeta principalmente os transportes aéreos e ferroviários, prejudicando as viagens de milhões de trabalhadores franceses e a distribuição de mercadorias. As greves devem pesar negativamente no PIB do segundo trimestre.

A questão é se a desaceleração será apenas temporária ou a economia está estagnando. Os dados sobre o segundo semestre divergem.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, declarou que o banco analisa os dados com cautela, na expectativa de que o crescimento será suficientemente forte para levar o índice de preços ao consumidor para a meta inflacionária do BCE, de 2% ao ano.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Japão revisa para cima crescimento do segundo trimestre

O Japão cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2016, indicou hoje a segunda estimativa oficial do governo. A primeira havia apontado uma estagnação da terceira maior economia do mundo, que deve produzir US$ 4,4 trilhões neste ano.

A pequena melhora não muda o diagnóstico central dos males da economia japonesa, afetada pela estagnação e a deflação desde os anos 1990s. Deve servir como argumento para o Banco do Japão manter sua política de jogar mais dinheiro em circulação em sua próxima reunião, em 20 e 21 de setembro.

Com os inúmeros incentivos adotados nos últimos anos, o Japão tem hoje uma dívida interna de US$ 10,46 trilhões, quase 240% do produto interno bruto. Ela não pesa muito porque foi emitida em ienes e paga juros baixíssimos, negativos no caso de dinheiro obtido com a venda de títulos comprados pelo banco central.

França deve retomar crescimento no terceiro trimestre

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro e a sexta maior do mundo, deve retomar o crescimento no terceiro trimestre de 2016, com um avanço de 0,3%, previu hoje uma análise conjuntural do Banco da França.

Apesar da estagnação, a geração da empregos assalariados aumentou no segundo trimestre, com saldo de 29,5 mil vagas. O aumento foi no setor de serviços (41,9 mil), enquanto a indústria manufatureira (-9,5 mil) e a construção civil (-2,8 mil). Em 12 meses, houve um ganho de 121,3 mil postos no mercado de trabalho.

Na pesquisa do banco, o ambiente de negócios permanece estável nos setores de indústria e serviços. Os executivos da indústria observaram um crescimento moderado, com recuperação no setor de automóveis e estagnação nos setores químico e farmacêutico. A construção civil também mostrou uma pequena retomada.

Entre os serviços, a queda em hotelaria e restaurantes foi compensada pelo aumento das atividades de consultoria, engenharia e publicidade.

O crescimento medíocre e o desemprego elevado são os maiores obstáculos à reeleição do presidente François Hollande, que no momento tem apenas 12% de popularidade. Hoje todas as pesquisas indicam que o Partido Socialista será derrotado no primeiro turno, em 23 de abril, e que a direita e a extrema direita irão para o segundo turno, em 7 de maio de 2017.

sábado, 3 de setembro de 2016

Marine Le Pen promete plebiscito para tirar França da UE

Se for eleita presidente da França em 2017, a líder da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, vai convocar um plebiscito sobre a permanência da França na União Europeia, a exemplo do realizado no Reino Unido em 23 de junho de 2016, anunciou hoje o jornal francês The Gazette.

A primeiro turno da eleição presidencial francesa está marcado para 23 de abril. Diante da impopularidade do presidente socialista François Hollande, que tem apenas 12% de aprovação, no momento, todas as pequisas indicam que Marine chegará ao segundo em 7 de maio.

O desemprego de quase 10% e de 25% entre os jovens, o fraco crescimento econômico, com estagnação no segundo trimestre deste ano, e o terrorismo favorecem a Frente Nacional e empurram o partido de centro-direita Os Republicanos mais para a direita.

A Grã-Bretanha é uma ilha. Não fez parte do núcleo inicial fundador da Comunidade Econômica Europeia, em 1957. Só entrou em 1973, depois de dois vetos do presidente francês Charles de Gaulle. A saída da França, que forma com a Alemanha o eixo central do processo de integração europeia, seria o fim da UE.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

França ficou estagnada no segundo trimestre de 2016

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro, ficou estagnada no segundo trimestre deste ano, com crescimento zero, confirmou hoje a segunda estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Depois de uma expansão de 0,7% no primeiro trimestre, a expectativa era de uma alta de 0,3% no produto interno bruto francês. Além da estagnação do consumo doméstico, o mau desempenho se explica pela baixa nos investimentos, atribuída à mobilização das centrais sindicais contra a reforma na lei trabalhista.

O investimento avançou apenas 0,2%, depois de registrar alta de 1,3% no primeiro trimestre. O consumo doméstico ficou em zero. E o setor de construção civil recuou 0,5%.

Com crescimento zero no consumo, a produção de bens cresceu apenas 0,1%, em contraste com 1,5% no primeiro trimestre, e o setor de serviços recuou 0,1% depois de uma alta de 0,7% no início do ano.

A estagnação atrapalha os planos de ajuste fiscal do governo socialista, que previu no orçamento uma expansão de 1,5% neste ano. Ontem, o primeiro-ministro Manuel Valls havia reafirmado a previsão oficial de crescimento.

Na sua última análise conjuntural, em junho, o Insee previu crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e de 0,4% no quarto. O Banco da França espera um avanço de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,4% no ano.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Consumo fica estagnado e inflação cai nos EUA

O consumo pessoal cresceu apenas 0,1% nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, a mesma taxa de janeiro, apontando uma estagnação da maior economia do mundo, enquanto o índice de preços ao consumidor caiu de 1,2% em janeiro para 1% em fevereiro, revelou hoje o Departamento de Comércio, citado pela agência Reuters.

Diante da estagnação do consumo, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 17,8 trilhões, os analistas reduziram em meio ponto percentual a expectativa de crescimento no primeiro trimestre para a média de 0,9% ao ano. O país cresceu 2,4% no ano passado. No último trimestre, o ritmo foi de 1,4% ao ano.

Assim, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA deve manter o gradualismo no aumento de suas taxas básicas de juros.

Como o mercado de trabalho apresentou um saldo positivo de 242 mil vagas de emprego em fevereiro e o índice de desemprego está em 4,9%, os analistas atribuem a queda no consumo à queda nos preços das ações no início do ano, que teria abalado a confiança dos consumidores. A renda pessoal cresceu 0,2% em fevereiro, depois de subir 0,5% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio revelou um aumento do déficit comercial pelo quarto mês consecutivo, de US$ 62,2 bilhões em janeiro para US$ 62,9 bilhões em fevereiro, com a aumento nas exportações e queda nas importações.

A inflação anual baixou de 1,2% para 1%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, ficou em 1,7%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano. Para o economista Daniel Silver, do banco J P Morgan Chase em Nova York, "a tendência é de alta do núcleo da inflação".

O Fed aumentou em dezembro sua taxa básica pela primeira vez em quase dez anos, depois de mantê-las praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise, subindo-a de uma faixa de 0 a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,50% ao ano.

Com a desaceleração da China e a queda das bolsas no início do ano, o banco central americano foi muito criticado. Talvez fosse cedo demais. O relatório de emprego de fevereiro justificou a alta nos juros, mas a expectativa do mercado foi reduzida de quatro para duas elevações de juros ao longo do ano.

A Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário observou um aumento de 3,5% no número de contratos de compra e venda de imóveis residenciais usados em fevereiro, o melhor resultado em sete meses.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Economia do Japão recua mais do que esperado

A economia do Japão, a terceira maior do mundo, recuou no último trimestre de 2016 num ritmo que projeta uma queda de 1,4% ao ano, mais do que o 1,2% previsto pelos analistas de mercado e retração de 0,4% em relação ao trimestre anterior. Nos últimos três trimestres, houve contração em dois, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Em todo o ano passado, o Japão cresceu 0,4% por causa do aumento de 2,7% nas exportações, que neutralizou uma queda de 1,2% no consumo pessoal. Esse resultado se soma às desacelerações nos EUA e na China, aumentando as preocupações sobre a economia mundial que derrubaram as bolsas de valores na semana passada, especialmente em Tóquio.

Hoje a Bolsa de Tóquio subiu 7,2%, depois de perder 11% na semana passada e 21% desde o início do ano, um pouco menos do que a Bolsa de Xangai, na China.

No poder desde dezembro de 2012, Abe se propôs a combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s. Além de imprimir dinheiro para comprar US$ 700 bilhões de títulos no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, o Banco do Japão passou recentemente a pagar juros negativos sobre os depósitos dessa compra depositados como garantia pelos bancos privados no banco central.

"O gasto público para sustentar a economia mundial deve ser o foco central da próxima reunião de cúpula do Grupo dos Sete mais a China", a ser realizada em 26 e 27 de maio de 2016 no Japão, comentou o economia Mitsumaru Kumagai, do Instituto de Pesquisa Daiwa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Banco do Japão amplia programa de compra de títulos

Numa surpresa para o mercado, o banco central do Japão anunciou hoje uma expansão do programa de estímulo à economia do país. O Banco do Japão vai comprar mais US$ 2,5 bilhões em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.

A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Índice de desemprego no Japão é o menor em 20 anos

Com o recuo do produto interno bruto nos dois últimos trimestres, o Japão voltou à recessão, mas isso não impediu uma queda na taxa de desemprego de 3,4% para 3,1% da população em idade de trabalhar. É o menor desde 1995, informou hoje o jornal Financial Times.

Outros indicadores, além do PIB, revelam os problemas da terceira maior economia do mundo para vencer a estagnação e a deflação. A inflação anual está em 0,3%, mas o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, caiu de 1,3% em setembro para 1,2% em outubro.

O consumo doméstico continua em queda. Baixou 1,8% em setembro e mais 0,4% em outubro.

Para atacar a estagdeflação, depois de comprar títulos públicos para jogar mais dinheiro em circulação, o primeiro-ministro Shinzo Abe está pressionando as empresas a dar aumentos reais aos salários.

Depois de recuar 0,3% no segundo trimestre, o PIB japonês, de pouco menos de US$ 5 trilhões, caiu 0,2% no terceiro trimestre de 2015. Dois trimestres consecutivos de queda caracterizam recessão.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Índice de preços cai no Japão pela primeira vez em dois anos

O núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão registrou queda de 0,1% ao ano em agosto de 2015. Foi a primeira baixa desde que o banco central do país lançou um programa de estímulo de US$ 670 bilhões para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s.

A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.

Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.

Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.

Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.

Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Economia da França ficou estagnada no segundo trimestre de 2015

Segunda maior economia da Zona do Euro, a França não cresceu no no segundo trimestre de 2015, indicou hoje a primeira estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). O resultado do primeiro trimestre foi revisado para cima de 0,6% para 0,7%.

O governo socialista declarou que a meta de alta de 1% no produto interno bruto francês neste ano será atingida, uma vez que o crescimento acumulado do primeiro semestre foi de 0,8%.

A estagnação foi causada pelo baixo consumo doméstico, que subiu 0,1% e a queda de 0,4% nos estoques das empresas, enquanto o consumo interno subiu 0,1% e a demanda externa 0,3%. Os investimentos para formação de capital bruto caíram 1,6%.

O crescimento das importações se desacelerou de 2,2% para 0,6%, enquanto as exportações avançaram 1,2% para 1,7%.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fed espera recuperação em ritmo moderado

Apesar da estagnação da economia no primeiro trimestre de 2015, a Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, mantém uma expectativa otimista e considera "transitória"a desaceleração para um avanço de apenas 0,2% ao ano, anunciada hoje.

"Embora o crescimento da produção e do emprego tenham diminuído no primeiro trimestre, o comitê espera que, com uma acomodação política apropriada, a atividade econômica vai se expandir num ritmo moderado, com os indicadores do mercado de trabalho se movendo rumo a níveis consistentes com seu duplo mandato", declarou há pouco em nota o Comitê de Mercado Aberto do Fed, no fim de uma reunião de dois dias.

O desafio do Fed é manter a estabilidade de preços com desemprego baixo. A nota constata: "O ritmo dos ganhos no mercado de trabalho moderou-se e a taxa de desemprego permaneceu estável. Uma série de indicadores do mercado de trabalho sugere que houve pouca mudança na subutilização dos recursos do trabalho."

A declaração acrescenta que "os investimentos em capital fixo foram menores, a recuperação no setor habitacional permanece lenta e as exportações caíram."

Nos últimos três meses, o principal motor da economia dos EUA se desacelerou: "O crescimento no consumo doméstico declinou; a renda real doméstica aumentou, refletindo em parte declínios anteriores nos preços de energia e o sentimento do consumidor continua elevado."

Com o índice de preços em queda de 2%, principalmente por causa do petróleo, o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, ficou em 0,9% por causa das "importações não energéticas".

O dólar forte barateou os produtos importados e ajudou a manter a inflação abaixo da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano, adiando as pressões por aumento dos juros. Mas, com os indicadores mais fracos, a moeda americana está em queda no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Como a presidente do Fed, Janet Yellen, promete aumentar os juros com base nos dados disponíveis, a serem avaliados a cada reunião do Comitê de Mercado Aberto, uma alta em junho não está descartada, mas é considerada mais distante pelo mercado.

O crescimento menor da produção e do consumo, e o saldo positivo de apenas 126 mil vagas de emprego em março indicam uma desaceleração da economia. Na análise do economista Car Tannembaum, da corretora Northern Trust, o Fed não vê "uma degradação nas condições econômicas", mas "uma urgência menor" para aumentar os juros, praticamente zerados desde dezembro de 2008.

A despeito da desaceleração, "o comitê espera que a inflação suba gradualmente até 2% ao ano a médio prazo quando o mercado de trabalho melhorar mais e os efeitos transitórios do declínio nos preços de energia e das importações se dissiparem." As taxas de juros só serão aumentadas quando o ritmo de contratações aumentar e o comitê "estiver razoavelmente confiante em que a inflação vai voltar a 2% ao ano".

No momento, depois de avaliar a inflação e o nível de emprego, concluiu o Fed, "as condições econômicas podem, por algum tempo, justificar a manutenção das taxas de fundos federais abaixo dos níveis que o comitê considera normais em longo prazo."

Economia dos EUA estagnou-se no início de 2014

Com cortes nos investimentos, queda nas exportações e cautela dos consumidores, o crescimento da maior economia do mundo caiu de 5% ao ano no terceiro trimestre de 2014 para 2,2% no quarto trimestre e apenas 0,2% ao ano nos primeiros três meses de 2015, revelou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os economistas previam 1%.

"É mais um dado trimestral que confirma a tese de baixo crescimento a longo prazo, mas há boas chances de uma reação durante o ano com a estabilização dos gastos das empresas e do setor habitacional, que parece promissor", observou Guy LeBas, estrategista de renda fixa da corretora Janney Montgomery Scott, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

No ano passado, os economistas atribuíram o fraco desempenho do primeiro trimestre, quando a economia americana recuou em ritmo de 2,1% ao ano, ao inverno rigoroso. Neste ano, além das tempestades de neve, pesaram negativamente a valorização do dólar, a queda nos preços internacionais do petróleo e greves em portos da costa oeste, no Oceano Pacífico.

"Esperamos que a economia se recupere, como no ano passado", comentou a economista Michelle Girard, da corretora RBS Securities.

Alguns fatores responsáveis pela forte desaceleração, como o dólar forte e os baixos preços do petróleo, tendem a se manter, afetando as exportações e os investimentos no setor de energia. Os investimentos em estruturas de exploração de petróleo caíram 23,1% e os gastos em minas e poços, 48,7%. As exportações baixaram 7,2%. E as lojas vão esperar a redução nos estoques antes de fazer novas encomendas à indústria.

Assim, a recuperação no segundo trimestre "deve ficar em torno de 2,5% ao ano e não dos 4% previstos anteriormente", declarou Joseph LaVorgna, economista do Deutsche Bank nos EUA.

Para acelerar a economia dos EUA, o consumo doméstico, responsável por dois terços do produto interno bruto do país, precisa aumentar. O relatório divulgado hoje indica uma de 4,4% para 1,9% no início deste ano.

Em vez de gastar, os americanos estão economizando mais. A taxa de poupança subiu de 4,6% para 5,5% do PIB.

A estagnação foi anunciada durante a reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, observada com atenção pelos analistas de mercado em busca de indícios sobre quando as taxas básicas de juros voltaram a subir. Elas estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008. Havia expectativa de que fossem aumentadas em junho. Agora, esta expectativa está adiada.

Como o índice de preços ao consumidor registrou queda anual de 2% e o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, em 0,9% ao ano, a inflação não pressiona a alta dos juros. O Fed persegue uma meta de inflação informal de 2% ao ano. Altos funcionários do banco comentaram que a estagnação é passageira.

terça-feira, 10 de março de 2015

Inflação sobe para 1,4% ao ano na China sem afastar risco de deflação

Os aumentos nos preços dos alimentos durante os feriados do Ano Novo Lunar pressionaram a inflação na China. Em fevereiro de 2015, o índice de preços ao consumidor (varejo) subiu para 1,4%, depois de registrar 0,8% em janeiro, uma ameaça de deflação na segunda maior economia do mundo.

Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.

A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.

Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.

Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".

O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.

No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Japão sai da recessão com crescimento fraco

O Japão, terceira maior economia do mundo, conseguiu escapar da recessão, mas teve um crescimento fraco, de 0,6% em relação ao trimestre anterior no último trimestre de 2014, o que projeta uma taxa anual de 2,2%, abaixo da expectativa dos analistas, que era de 0,9% ou 3,6% ao ano.

Esse resultado coloca em questão mais uma vez a abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, que prometeu ao tomar posse, no fim de 2012, livrar o Japão da estagnação e da deflação que travam o desenvolvimento do país há duas décadas.

Depois de um sucesso inicial, a economia japonesa enfrentou dois trimestres consecutivos de contração a partir de 1º de abril de 2014, quando entrou um vigor um aumento do imposto sobre o consumo de 5% para 8%. Abe suspendeu a segunda etapa do aumento da alíquota, para 10%, mas o estrago estava feito. A queda no consumo passou de 5%.

"A primeira estimativa do desempenho do produto interno bruto no quarto trimestre confirma que a economia passou do seu pior momento", declarou Yasunari Ueno, economista da corretora Mizuno Securities em Tóquio. "Mas não é fácil ser otimista quanto ao crescimento futuro."

A exemplo do que fizeram os bancos centrais dos Estados Unidos e do Reino Unido para enfrentar a crise, o Banco do Japão está comprando títulos no mercado financeiro para aumentar a quantidade de moeda em circulação e assim reinflar a economia.

Mas o consumo pessoal (+0,3%) e os investimentos das empresas (+0,1%) decepcionaram. Com a demanda fraca, o país não vai superar a hiperinflação. Foi a desvalorização do iene, a moeda nacional, que deu impulso à economia japonesa ao baratear as exportações, que avançaram 2,7%, na maior alta em um ano.

A massa salarial cresceu apenas 0,1% no fim de 2014, abaixo dos 0,6% do trimestre anterior. O governo está pressionando as empresas a dar aumentos salariais. Com a queda de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos sete meses, os consumidores e as empresas terão contas de energia mais barata em 2015.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Zona do Euro cresceu 0,3% em 2014

Uma forte aceleração da economia da Alemanha, a maior da Europa e quarta do mundo, garantiu à Zona do Euro um crescimento de 0,3% em 2014, mas vários países da região estão estagnados ou em recessão.

A França, por exemplo, segunda maior economia da Eurozona, avançou apenas 0,1% no último trimestre e 0,4% em 2014, sem romper com as ameaças de deflação e estagnação que levaram o Banco Central Europeu (BCE) a adotar a política de "alívio quantitativo" para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. O grande motor da economia francesa foi o consumo pessoal, que registrou alta de 0,6%, informa o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Na Alemanha, o crescimento no ano passado foi de 1,6%, acima da expectativa oficial, que era de 1,5%, estimulado também para consumo interno e pelo investimento, revelou hoje o escritório oficial de estatísticas Destatis.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Inflação na Alemanha cai para 0,1% ao ano

Com a Alemanha à beira da deflação e a Zona do Euro ameaçada pela estagnação e a queda de preços, cresce a pressão para o Banco Central Europeu (BCE) adotar políticas de compra de títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia, como fizeram os Estados Unidos e o Reino Unido. Em dezembro, o índice de crescimento de preços ao consumidor alemão baixou para 0,1% ao ano. É o menor desde outubro de 2009.

Na Eurozona como um todo, a inflação ficou em 0,3% ao ano em novembro. No mês passado, a Espanha registrou deflação de 1,1%. Diante do dado da Alemanha, a expectativa dos analistas é de uma queda de 0,1% nos preços da região.

O euro caiu a sua menor cotação em nove anos, comprando US$ 1,19.

"Claramente, existe uma alta probabilidade de deflação na Eurozona", reconhece o economista Carsten Brzeski, do banco holandês ING, baseado em Frankfurt. "Aumenta a pressão para o BCE agir."

A próxima reunião do BCE está marcada para 22 de janeiro de 2015. A Alemanha impôs a austeridade fiscal à Eurozona por não querer bancar as dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália. Com a obsessão anti-inflacionária que vem da hiperinflação de 1923, é o país que mais resiste às políticas de "alívio quantitativo".

Por isso, a Europa é a única região do mundo que ainda não superou a crise que agora se renova com a deflação e a ameaça de eleição na Grécia de um governo contrário às políticas de austeridade fiscal. O presidente linha-dura do Bundesbank, o banco central alemão, Jens Weidmann, atacou as propostas de compra de títulos alegando que a baixa nos preços do petróleo será suficiente para estimular o crescimento europeu.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Agência Fitch rebaixa nota de crédito da França

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou de AA+ para AA a nota de crédito da dívida soberana da França por causa da incapacidade do governo de cumprir a meta de redução do déficit público e pelas "fracas" perspectivas de crescimento.

Com a popularidade do presidente socialista François Holland no nível mais baixo da 5ª República, o primeiro-ministro Manuel Valls, da ala mais liberal do partido, tenta aprovar medidas de estímulo à economia do mercado, sob forte oposição da ala mais esquerdista.

A economia francesa está estagnada, com desemprego de 10%, e corre risco de deflação.