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quarta-feira, 13 de junho de 2018

RÚSSIA: Introdução ao gigantesco país da Copa

Gigantesca e fascinante, marcada por grandes tragédias, guerras e a primeira revolução comunista, a Rússia é um país bipolar que oscila entre a euforia das vitórias e a depressão de seu longo e rigoroso inverno. 
Rica em energia e recursos naturais, ainda não criou as instituições capazes de desenvolver o extraordinário talento de um povo de poetas, escritores, músicos, bailarinos, artistas plásticos, cineastas, físicos e engenheiros da melhor qualidade.
Depois de se livrar de décadas de ditadura comunista e de uma década caótica de liberalização econômica e capitalismo selvagem, enfrenta a volta do autoritarismo com o presidente Vladimir Putin.
A Copa de 2018 é mais um teste para um país ficou décadas fechado sob um dos regimes mais repressivos da história da humanidade, mais um momento de se abrir para o mundo sem temer invasões e a perda de sua identidade cultural.
Maior país do mundo em superfície e palco da primeira revolução comunista, a Federação Russa é herdeira da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a superpotência que enfrentou os Estados Unidos na Guerra Fria da segunda metade do século 20.
Desde a desintegração da URSS, a Rússia passou por uma década de transição e liberalização caótica, com enriquecimento extraordinário dos chamados “oligarcas”, que ficaram ricos da noite para o dia com as privatizações, e empobrecimento da imensa maioria. 
Sob Vladimir Putin, que sonha em restaurar o poder imperial czarista e soviético, a Rússia recuou para o autoritarismo em busca de estabilidade, mas precisa de reformas para deslanchar seu imenso potencial econômico. A redução em 20% do orçamento militar de 2017, a primeira em 19 anos, para US$ 63 bilhões é um sinal evidente de fraqueza.

GEOGRAFIA

Na Rússia, tudo é gigantesco. São pouco mais de 17 milhões de quilômetros quadrados, duas vezes o tamanho do Brasil, que se estendem por dois continentes: Europa e Ásia. Cerca de 10 milhões de km2, uma área maior do que qualquer outro país, ficam permanentemente gelados.
São 11 fusos-horários e mais de 8 mil quilômetros na maior extensão de leste a oeste por 4 mil km de norte a sul.
A Rússia tem mais de 20 mil quilômetros de fronteiras, com Noruega, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Bielorrússia, Ucrânia, Geórgia, Azerbaijão, Casaquistão, China, Mongólia e Coreia do Norte. Tem fronteira marítima com os Estados Unidos no Estreito de Bering, no Alasca, e com o Japão no Mar de Okhotsk. 
Somando as fronteiras terrestres e a orla marítima, são 60 mil km, equivalentes a uma volta e meia no planeta Terra. A Rússia Europeia vai até os Montes Urais. A Rússia Asiática termina no Oceano Pacífico. 
O Rio Volga é o mais longo da Europa, com 3.688 km. Ladoga, o maior lago. O Lago Baikal é o mais profundo do mundo e a maior fonte de água doce do planeta, com 23,62 quintilhões de litros ou 23,260 mil quilômetros cúbicos, 22% de toda água doce.
Nas planícies da Sibéria, na Ásia, concentram-se as reservas de minérios estratégicos, carvão, petróleo e gás natural que fazem da Rússia o país mais rico do mundo em energia.
Por falta de fronteiras naturais, historicamente o país sempre se sentiu vulnerável. Depois da invasão da Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ditador soviético Josef Stalin impôs regimes comunistas aos países da Europa Oriental libertados do nazismo para criar uma zona de proteção da URSS.

CLIMA

A Rússia registra as menores temperaturas do mundo fora da Antártida, com recorde de 71,2ºC negativos em 1924 na Yakútia, uma república da Sibéria onde fica o Polo Norte do Frio, em cidades domo Verkhoyansk e Oimiakon.
A menor temperatura natural já medida na Terra foi 89,2ºC abaixo de zero em 21 de julho de 1983 na estação russa de Vostok, na Antártida.
A neve começa em outubro. Quando não chega, provoca ansiedade. Mas como o país é enorme, a temperatura máxima no ano foi de 45,4ºC.

BIODIVERSIDADE

A vasta planície da Eurásia Interior se divide em cinco faixas. É seca e desértica no sul, um pouco mais úmida na região das estepes, território de nômades, seguida por uma faixa de florestas mistas e de latifoliadas, uma de floresta de coníferas (taiga) e pela tundra nas terras geladas e pantanosas cortadas por rios que desaguam no Oceano Ártico. 
A Rússia tem a maior área florestal do mundo. São 40 reservas de biosfera reconhecidas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e 182 parques nacionais e reservas naturais que cobrem 330 mil km2, 1,4% do território.
O país tem 266 espécies de mamíferos e 780 espécies de pássaros. Um total de 415 estão desde 1997 numa lista de espécies protegidas. O urso é o símbolo nacional.

ATRASO SECULAR

“O traço essencial e o mais constante da História da Rússia é a lentidão com que o país se desenvolveu, apresentando como consequência uma economia atrasada, uma estrutura social primitiva e baixo nível cultural”, analisou Leon Davidovitch Bronstein, mais conhecido como Trotsky, na sua História da Revolução Russa.
“A população da gigantesca planície, com seu clima rigoroso, exposta ao vento leste e às migrações asiáticas, estava destinada pela própria natureza a uma prolongada estagnação”, acrescentou o líder comunista.

GEOPOLÍTICA

A geografia ajuda a moldar a história e a psicologia do povo.
A Eurásia Interior inclui o território da antiga URSS, a Mongólia e a província de Xinjiang, no Noroeste da China.
Os Montes Urais, que dividem a Rússia Europeia da Rússia Asiática, são relativamente baixos e penetráveis. Nunca constituíram uma barreira capaz de deter inimigos, o que deixa o território russo aberto a leste e a oeste, onde não há fronteiras naturais que o separem do resto da Europa Oriental.
As duas faixas de vegetação mais ao sul, especialmente a estepe, são o território clássico de tribos pastoris nômades. Com a vegetação escassa, a falta de chuva e o terreno aberto, era difícil instalar assentamentos agrícolas.
Os rebanhos de gado, cabras, ovelhas e em alguns lugares camelos são parte da história da Eurásia. Seus pastores dependiam deles, mas não conseguiam tirar deles tudo o que precisavam.

CONFEDERAÇÕES

Assim, a Eurásia Interior era obrigada a se relacionar com a Eurásia Exterior. Como os pastores estavam quase sempre em desvantagem na hora de negociar, aumentava a tendência de usar a força. Para defender suas terras e animais, os clãs e tribos se organizaram em confederações.
Desde as invasões bárbaras que acabaram como Império Romano do Ocidente e durante toda a Idade Média, até a invenção da pólvora, o cavalo seria o principal instrumento da guerra. Os nômades eram grandes guerreiros, mas, culturalmente inferiores, absorveram a cultura dominada, como na China. A luta contra os nômades durou até o fim do século 17.
Para o historiador britânico Geoffrey Hosking, professor da Universidade de Londres e autor de Rússia e os Russos: dos tempos antigos até 2001(Londres, 2002), “era natural que o mais duradouro império da Eurásia Interior devesse ser formado em seu extremo oeste. (…) A primeira unidade política dos eslavos orientais foi fundada no extremo sul da região, em Kiev.”

COMÉRCIO

A Rússia Kievana conseguiu se estabelecer graças à rota comercial norte-sul que ligava a Escandinávia a Constantinopla e passava pelo entroncamento de rotas comerciais ligando a Europa à Pérsia, à Índia e à China.
Seu declínio, com as Cruzadas e a alteração das rotas comerciais, deslocou o eixo da civilização dos eslavos orientais mais para o norte do século 11 ao século 13.
Uma vez estabelecido um Estado na região, pondera Hosking, “havia muitas razões para acreditar que fosse duradouro. (…) …seus líderes e súditos poderiam sobreviver quase que indefinidamente. Eles poderiam recuar indefinidamente”.
Ao mesmo tempo, as terras do centro da grande massa continental tinham graves problemas. A maior parte do solo era pouco fértil, distante do mar e portanto de contato fácil com o mundo exterior, além das sérias dificuldades internas de comunicação.

FRAQUEZA

A consequência disso é que, a menos que todo o território e seus principais acessos sejam ocupados, as fronteiras ficarão abertas e vulneráveis.
Essas terras foram ocupadas por numerosos povos com línguas, culturas, costumes, leis e religiões diferentes. Construir um Estado capaz de assimilar e acomodar todos esses povos seria um desafio complexo, caro e às vezes aparentemente inútil.
A combinação paradoxal de uma força colossal com fraquezas e vulnerabilidades foi uma característica essencial do Império Russo, como observou o príncipe Klemens von Metternich, chanceler e primeiro-ministro do Império Austríaco da época das guerras napoleônicas até as revoluções de 1848: “Nunca tão forte quanto parece nem tão fraca como parece.” 

MEDO DO CERCO

Sem fronteiras naturais, a Rússia pode facilmente invadir e ser invadida. Historicamente isso criou a sensação de estar cercada de inimigos, o que levou o ditador soviético Josef Stalin a criar uma zona de segurança formada pelos países da Europa Oriental ocupados pelo Exército Vermelho na Segunda Guerra Mundial: Alemanha Oriental, Polônia, Hungria, Tcheco-Eslováquia, Romênia e Bulgária.
Ao longo da história, com a exceção dos mongóis no século 13, as invasões mais destrutivas vieram do Ocidente.
Durante os séculos 16 a 18, a metade do Exército foi deslocada para defender a fronteira sul, onde até hoje há problemas como a revolta muçulmana nas repúblicas da Chechênia e do Daguestão.

INVADIR, OCUPAR E ANEXAR

A solução histórica foi aproveitar a fraqueza e a desorganização das tribos rebeldes para invadir e tomar suas terras. Basquírios, cossacos, lituanos, poloneses, ucranianos, georgianos foram súditos leais, aliados incertos e inimigos jurados em momentos diferentes.
O Império Russo era um império multinacional, com uma diversidade étnica e religiosa só comparável à do Império Britânico, dominado por uma aristocracia heterogênea. A classe dominante incluía representantes dos vários povos.
Era um império subdesenvolvido, situado numa região de temperaturas extremas e afastado desde o século 15 das rotas comerciais mais importantes. A vulnerabilidade e a pobreza obrigaram o governo a destinar grande parte da riqueza nacional a segurança e defesa.

OCIDENTE X ORIENTE

O Império Russo sempre esteve esparramado entre o Ocidente e o Oriente, dividido entre os europeístas defensores da aproximação com a Europa e os eslavófilos favoráveis a um excepcionalismo russo que às vezes beira o fascismo. 
A Rússia nasceu como um país cristão ortodoxo, inspirado pelo Império Bizantino. Do jugo do Império Mongol, herdou o “despotismo oriental”.
A influência cultural europeia na Rússia, descrita por um europeu no século 16 como “um reino rude e bárbaro”, tem pelo menos 300 anos. Toda cultura foi reorientada para o Ocidente, mas nunca se livrou dessa bipolaridade.

CLIENTELISMO

Se o tamanho e a vulnerabilidade exigiram governos fortes e autoritários, a falta de recursos para administrar um território tão vasto impediu o império de controlar diretamente a vida de cada cidadão, a não ser na URSS.
Sem condições de criar leis e instituições, o Império Russo distribuía o poder através de redes de relações pessoais. Nesse sentido, se assemelhava à Roma Antiga, um vasto império construído militarmente com um sistema de patronato e clientela que se manifestou na relação entre servos e senhores e na nomenklatura, que orientava as nomeações e promoções na URSS.

TERRORISMO

Um dos grandes desafios de czares e líderes do Partido Comunista foi derrotar grupos criados ao redor de personalidades poderosas. Tanto Ivã, o Terrível, quanto Stalin usaram o terror para tentar controlar e destruir focos de dissidência e oposição. Ambos fracassaram.
O resultado foi a criação de estruturas coercitivas na base e no topo da sociedade, observa Hosking. No meio, na falta de uma sociedade civil, as instituições são frágeis e dependem de personalidades, dos homens-fortes que historicamente governaram a Rússia.
Esse atraso de estrutura social e mentalidade atrelados ao passado atrapalha a introdução de uma economia de mercado, de uma sociedade civil e de uma democracia que funcione.

EXTREMISMO

Alguns sociólogos apontam para a “natureza binária” ou bipolar da sociedade russa por sua tendência histórica de buscar soluções radicais para seus problemas, como a mudança abrupta do paganismo para o cristianismo ortodoxo em 988; as reformas modernizadoras de Pedro, o Grande, no início do século 18; a Revolução Comunista de 1917; e a transição caótica para a economia de mercado da era pós-soviética nos anos 1990s.
Em todos os casos, o novo foi apresentado como a superação completa do passado, a substituição do mal absoluto pelo bem absoluto. “O dualismo e a ausência de uma zona neutra levam o novo a ser visto não como uma continuação, mas como uma substituição total”, comentaram Iuri Lotman e Boris Uspenski.

CONSERVADORISMO

Numa sociedade marcada por descontinuidades extremas, qualquer tentativa reformista da elite tende a esbarrar no conservadorismo da massa, reforçado pelo temor de que num ambiente político e geograficamente difícil qualquer novidade ou experiência possa dar errado e até ser desastrosa.
Nesta sociedade de utopias e distopias, o resultado tem sido um conflito crônico entre as elites e a massa, com a reprodução de velhos padrões e velhos conflitos.

RESPONSABILIDADE CONJUNTA

Na base da sociedade, os camponeses, pressionados pela ausência do Estado, a vulnerabilidade e a inclemência da natureza, se organizaram em torno do conceito de “responsabilidade conjunta”. 
Associada a uma suspeição quanto aos ricos, aversão à propriedade individual e à autopiedade inspirada pela Igreja Ortodoxa, tudo isso ajudou a Rússia a aceitar o regime comunista.

FIBRA MORAL

Como durante seis a sete meses por ano a agricultura é inviável porque a terra está gelada, os camponeses tiveram de partir para outras atividades. “Nenhum outro povo europeu é capaz de resistir a tanta pressão”, sustentou o historiador Vassili Kliuchevski no século 19.
A versatilidade, a tenacidade e a capacidade de se dedicar ao trabalho duro ajudam a explicar por que os russos são bons soldados e bons atletas. Mas, em condições por vezes extremamente adversas, qualquer trabalho, não importa quão intenso e prolongado, pode não render o esperado.

DESESPERANÇA

Isso gera uma sensação de impotência e desesperança que desestimula o planejamento e o investimento de longo prazo, fundamentais para qualquer empresa. A resignação e o fatalismo são outras marcas do caráter nacional.
Assim, a solidariedade comunitária não é necessária apenas em tempos de emergência, crise e escassez. O conflito ameaça a existência da comunidade.
Essa solidariedade se constrói na base de dois princípios fundamentais à vida na sociedade russa: mir (paz) e pravda (verdade). Verdade aqui tem um sentido amplo. Incorpora o correto, a Justiça, a moralidade, a lei de Deus e o comportamento de acordo com a consciência.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Economia dos EUA estagnou-se no início de 2014

Com cortes nos investimentos, queda nas exportações e cautela dos consumidores, o crescimento da maior economia do mundo caiu de 5% ao ano no terceiro trimestre de 2014 para 2,2% no quarto trimestre e apenas 0,2% ao ano nos primeiros três meses de 2015, revelou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os economistas previam 1%.

"É mais um dado trimestral que confirma a tese de baixo crescimento a longo prazo, mas há boas chances de uma reação durante o ano com a estabilização dos gastos das empresas e do setor habitacional, que parece promissor", observou Guy LeBas, estrategista de renda fixa da corretora Janney Montgomery Scott, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

No ano passado, os economistas atribuíram o fraco desempenho do primeiro trimestre, quando a economia americana recuou em ritmo de 2,1% ao ano, ao inverno rigoroso. Neste ano, além das tempestades de neve, pesaram negativamente a valorização do dólar, a queda nos preços internacionais do petróleo e greves em portos da costa oeste, no Oceano Pacífico.

"Esperamos que a economia se recupere, como no ano passado", comentou a economista Michelle Girard, da corretora RBS Securities.

Alguns fatores responsáveis pela forte desaceleração, como o dólar forte e os baixos preços do petróleo, tendem a se manter, afetando as exportações e os investimentos no setor de energia. Os investimentos em estruturas de exploração de petróleo caíram 23,1% e os gastos em minas e poços, 48,7%. As exportações baixaram 7,2%. E as lojas vão esperar a redução nos estoques antes de fazer novas encomendas à indústria.

Assim, a recuperação no segundo trimestre "deve ficar em torno de 2,5% ao ano e não dos 4% previstos anteriormente", declarou Joseph LaVorgna, economista do Deutsche Bank nos EUA.

Para acelerar a economia dos EUA, o consumo doméstico, responsável por dois terços do produto interno bruto do país, precisa aumentar. O relatório divulgado hoje indica uma de 4,4% para 1,9% no início deste ano.

Em vez de gastar, os americanos estão economizando mais. A taxa de poupança subiu de 4,6% para 5,5% do PIB.

A estagnação foi anunciada durante a reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, observada com atenção pelos analistas de mercado em busca de indícios sobre quando as taxas básicas de juros voltaram a subir. Elas estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008. Havia expectativa de que fossem aumentadas em junho. Agora, esta expectativa está adiada.

Como o índice de preços ao consumidor registrou queda anual de 2% e o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, em 0,9% ao ano, a inflação não pressiona a alta dos juros. O Fed persegue uma meta de inflação informal de 2% ao ano. Altos funcionários do banco comentaram que a estagnação é passageira.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nevasca enterra cidade de Búfalo nos EUA

CAMBRIDGE-MA, EUA - Mais da metade dos Estados Unidos está coberto de neve na primeira de onda de frio do inverno, que oficialmente só começa daqui a um mês. O recorde é na cidade de Búfalo, no estado de Nova York, que fica junto à Região dos Lagos, na fronteira do Canadá, onde caíram quase 1,90 metro de neve e vem mais por aí. Pelo menos seis pessoas morreram, quatro do coração e duas em acidentes quando tentavam remover a neve.

Só o Sul da Flórida e a Califórnia foram poupados de temperaturas negativas. Ontem, a cidade de Nova Orleans, no Golfo do México, registrou temperatura menor do que o estado do Alasca. Na capital da Geórgia, Atlanta, também no Sul, os termômetros caíram a -8º C.

Os bombeiros tentam resgatar quem ficou em veículos retidos pela tempestade. No estado de Nova York, o ônibus da equipe feminina de basquete da Universidade de Niágara ficou preso mais de 24 horas na neve. Em Búfalo, os moradores estão indo às casas dos vizinhos idosos para ver se precisam de alguma ajuda, se têm água e alimentos para suportar o frio.

As cidades de Nova York e Boston, normalmente muito castigadas pelo frio, enfrentam temperaturas de poucos graus abaixo de zero. Com o sol forte, o termômetro sobe até temperaturas positivas em torno do meio-dia, mas os serviços de meteorologia advertem: "Não se deixem enganar pelo sol." Por causa do vento, a sensação térmica pode ser equivalente a -16º C.

No domingo, a temperatura debe subir para mínimas positivas. O frio volta a atacar na quarta-feira da próxima semana.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Buenos Aires tem menor temperatura em dez anos

Com uma onda de frio polar vinda da Antártida, nevou hoje na metade das províncias da Argentina.

Buenos Aires teve a temperatura mínima de 1,5 grau abaixo de zero, a menor em dez anos. Mas não nevou na capital, que há três dias enfrenta noites geladas.

A previsão meteorológica é de que o frio continue pela próxima semana.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Violentas nevascas atingem o Hemisfério Norte

Novas ondas de frio polar que devem durar até este sábado causaram grandes tempestades de neve no Hemisfério Norte, onde este é o inverno mais rigoroso em décadas.

Moscou foi coberta por 67 centímetros de neve. Foi a maior nevasca na capital da Rússia em 43 anos.

No Nordeste dos Estados Unidos, centenas de milhares de casas ficaram sem energia elétrica.

Nova York foi coberta por meio metro de neve. Às cinco da madrugada, a prefeitura cancelou as aulas nas escolas públicas. Um homem morreu atingido por um galho de árvore que caiu no Central Park.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nevascas paralisam parte da China

O pior inverno dos últimos 50 anos na China está causando sérios problemas nos sistemas de de transportes e de energia, e já afeta a terceira maior economia do mundo, que superou a Alemanha no ano passado.

Com estradas e 24 aeroportos bloqueados por nevascas, inclusive o de Xangai, maior cidade do país, cerca de 77 milhões de chineses que aproveitam o Ano Novo Lunar para visitar parentes e amigos foram afetados.

Na província de Cantão, temendo a reação popular negativa, o governo acionou a polícia e a defesa civil para "manter a ordem".

O primeiro-ministro Wen Jiabao pediu calma, dizendo que primeiro é preciso consertar a rede elétrica para que os trens possam trafegar.

Mais nevascas estão previstas para a próxima semana. O Ano Novo chinês será comemorado em 7 de fevereiro. As autoridades estimam que 238 milhões de pessoas viajariam durante as festividades.