A economia dos Estados Unidos cresceu um pouco menos do que apurado na primeira estimativa do produto interno bruto do primeiro trimestre de 2019, mas não muito. Em vez de 3,2% ao ano, a maior economia do mundo avançou em ritmo de 3,1% ao ano.
O crescimento surpreendeu. Antes da primeira estimativa, os economistas previram expansão de 2,2% ao ano. Antes da segunda leitura do PIB, o mercado financeiro registrou repetidas quedas por temor do impacto da guerra comercial entre EUA e China para a economia internacional.
Embora a confiança do consumidor continue alta, as encomendas à indústria e a produção industrial desapontaram, aumentando a preocupação do mercado.
No início do ano, havia uma expectativa de desaceleração do crescimento. O bom resultado do primeiro trimestre afastou o fantasma temporariamente, mas muitos economistas defendem um corte nas taxas básicas de juros da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, para evitar uma nova recessão lá na frente.
A maior parte do crescimento do primeiro trimestre se deveu à acumulação de estoques. Enquanto estes produtos não forem vendidos, o comércio não fará novas encomendas. Assim, o ritmo de crescimento tende a cair.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 30 de maio de 2019
sexta-feira, 26 de abril de 2019
EUA voltam a crescer em ritmo forte
Com aumento nas exportações e na formação de estoques, a economia dos Estados Unidos registrou um avanço no ritmo de 3,2% ao ano no primeiro trimestre de 2019, encaminhando-se para completar dez aos de crescimento ininterrupto neste ano.
Foi a maior expansão no primeiro trimestre em quatro anos, superando as previsões do centro financeiro da Wall Street, de 2,3%, e os 2,2% do trimestre anterior.
A alta nas exportações e a queda nas importações e a reposição de estoques neutralizaram a fraqueza no consumo e no investimento das empresas. As importações caíram na segunda metade do ano passado por causa das tarifas impostas pelo governo Donald Trump na guerra comercial com a China, mas parte do tarifaço foi suspensa por causa das negociações entre os dois países mais ricos do mundo.
O comércio exterior respondeu por um aumento de 1,03 ponto percentual ao produto interno bruto de janeiro a março de 2019. O consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB dos EUA, cresceu apenas 1,2% na comparação anual, depois de registrar 2,5% no último trimestre de 2018. Mas o aumento nos estoques acrescentou 0,67 ponto percentual ao PIB.
Depois de um começo de ano difícil, com o fechamento parcial das atividades do governo federal e a desaceleração da economia internacional, a expectativa de um acordo com a China e o anúncio do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, de que não deve aumentar os juros neste ano a economia americano retomou seu vigor.
"Embora o impulso do comércio exterior e dos gastos dos governos municipais não deve se repetir no segundo trimestre, a mensagem principal é que o consumo pessoal e os investimentos diminuem gradualmente", comentou o economista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch.
O investimento das empresas em computação, pesquisa, desenvolvimento de produtos, equipamentos e infraestrutura cresceu num ritmo anual de 2,7%, a metade dos 5,4% do fim do ano passado. E a paralisação parcial do governo federal por causa do desacerto entre a Casa Branca e o Congresso em torno da construção de um muro na fronteira com o México tirou 0,3 ponto percentual do crescimento do PIB.
Foi a maior expansão no primeiro trimestre em quatro anos, superando as previsões do centro financeiro da Wall Street, de 2,3%, e os 2,2% do trimestre anterior.
A alta nas exportações e a queda nas importações e a reposição de estoques neutralizaram a fraqueza no consumo e no investimento das empresas. As importações caíram na segunda metade do ano passado por causa das tarifas impostas pelo governo Donald Trump na guerra comercial com a China, mas parte do tarifaço foi suspensa por causa das negociações entre os dois países mais ricos do mundo.
O comércio exterior respondeu por um aumento de 1,03 ponto percentual ao produto interno bruto de janeiro a março de 2019. O consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB dos EUA, cresceu apenas 1,2% na comparação anual, depois de registrar 2,5% no último trimestre de 2018. Mas o aumento nos estoques acrescentou 0,67 ponto percentual ao PIB.
Depois de um começo de ano difícil, com o fechamento parcial das atividades do governo federal e a desaceleração da economia internacional, a expectativa de um acordo com a China e o anúncio do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, de que não deve aumentar os juros neste ano a economia americano retomou seu vigor.
"Embora o impulso do comércio exterior e dos gastos dos governos municipais não deve se repetir no segundo trimestre, a mensagem principal é que o consumo pessoal e os investimentos diminuem gradualmente", comentou o economista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch.
O investimento das empresas em computação, pesquisa, desenvolvimento de produtos, equipamentos e infraestrutura cresceu num ritmo anual de 2,7%, a metade dos 5,4% do fim do ano passado. E a paralisação parcial do governo federal por causa do desacerto entre a Casa Branca e o Congresso em torno da construção de um muro na fronteira com o México tirou 0,3 ponto percentual do crescimento do PIB.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Crescimento dos EUA no primeiro trimestre é revisado para baixo
A maior economia do mundo cresceu nos primeiros três meses de 2018 num ritmo inferior ao estimado anteriormente, de 2% ao ano, com redução nos números sobre consumo pessoal e acumulação de estoques, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. As leituras anteriores foram de 2,3% e 2,2% ao ano.
De qualquer jeito, houve uma desaceleração do crescimento, que foi de 2,9% ao ano no último trimestre de 2017, para o ritmo mais fraco em um ano.
"A desaceleração no crescimento real do produto interno bruto no primeiro trimestre reflete desacelerações no consumo pessoal, nas exportações, nos investimentos em imóveis residenciais e nos gastos públicos dos governos municipais, estaduais e federal
O principal motivo da queda no crescimento foi uma baixa no avanço do consumo pessoal de 4% ao ano no fim do ano passado para 0,9% ao ano entre janeiro e março. A acumulação de estoques caiu de US$ 20,2 bilhões na estimativa anterior para US$ 13,9 bilhões.
Apesar do mau resultado, a expectativa é de uma expansão maior no segundo trimestre, de até 4%, em função do aumento do consumo pessoal e da queda no déficit comercial por causa das políticas protecionistas do governo Donald Trump. A longo prazo, a previsão é de um impacto negativo do protecionismo sobre o crescimento americano, com risco de recessão.
De qualquer jeito, houve uma desaceleração do crescimento, que foi de 2,9% ao ano no último trimestre de 2017, para o ritmo mais fraco em um ano.
"A desaceleração no crescimento real do produto interno bruto no primeiro trimestre reflete desacelerações no consumo pessoal, nas exportações, nos investimentos em imóveis residenciais e nos gastos públicos dos governos municipais, estaduais e federal
O principal motivo da queda no crescimento foi uma baixa no avanço do consumo pessoal de 4% ao ano no fim do ano passado para 0,9% ao ano entre janeiro e março. A acumulação de estoques caiu de US$ 20,2 bilhões na estimativa anterior para US$ 13,9 bilhões.
Apesar do mau resultado, a expectativa é de uma expansão maior no segundo trimestre, de até 4%, em função do aumento do consumo pessoal e da queda no déficit comercial por causa das políticas protecionistas do governo Donald Trump. A longo prazo, a previsão é de um impacto negativo do protecionismo sobre o crescimento americano, com risco de recessão.
sexta-feira, 25 de março de 2016
EUA revisam para cima crescimento no fim de 2015
A economia dos Estados Unidos se desacelerou no fim do ano passado, mas num ritmo menor do que estimado anteriormente. Em vez de 1% ao ano, a maior economia do mundo cresceu num ritmo de 1,4% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio, em sua terceira estimativa, noticiou a agência Reuters.
Os EUA cresceram 2,4% ano passado. No terceiro trimestre de 2015, a expansão foi num ritmo de 2% ao ano. A primeira estimativa sobre o quarto trimestre indicou 0,7% ao ano, revisado para 1% na segunda e agora 1,4%.
Essa nova mudança se deve ao consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA. Em vez de 2%, o crescimento foi de 2,4%. O aumento se deve ao maior consumo de serviços.
A alta nos salários à medida que a taxa de desemprego cai e o baixo preço da gasolina, hoje em US$ 0,53 (R$ 1,95) na média, impulsionaram o maior consumo.
Os estoques também foram revisados para baixo, mas ainda são considerados altos em relação à demanda interna. As empresas mantêm em estoque mercadorias no valor de US$ 78,3 bilhões. No mês passado, esse valor foi calculado em US$ 81,7 bilhões.
O lucro líquido das empresas registrou uma queda anualizada de 8,4%, depois de baixar 1,7% no terceiro trimestre, a maior queda desde o início de 2014. Em todo o ano de 2015, a redução foi de 5,1%, muito acima do 0,6% de 2014.
A valorização do dólar em 10,5% em relação às moedas dos maiores parceiros comerciais dos EUA pesou sobre as exportações.
"Esse desempenho ruim reflete a luta das empresas de energia com os baixos preços do petróleo e da indústria com o dólar forte", resumiu o economista Jesse Edgerton, analisa do banco J P Morgan Chase em Nova York. "Mas também reflete provavelmente a diminuição das margens de lucro numa economia com mercado de trabalho aquecido, salários em alta e fraco aumento da produtividade."
Para o primeiro trimestre de 2016, os economistas preveem em média uma expansão em ritmo de 1,5% ao ano. Daqui a uma semana, sai o relatório sobre emprego em março. A expectativa é que o ritmo de contratações não seja tão forte a ponto de causar preocupação com aumento nas taxas de juros nem tão fraco que alimente o medo de recessão.
Os EUA cresceram 2,4% ano passado. No terceiro trimestre de 2015, a expansão foi num ritmo de 2% ao ano. A primeira estimativa sobre o quarto trimestre indicou 0,7% ao ano, revisado para 1% na segunda e agora 1,4%.
Essa nova mudança se deve ao consumo pessoal, responsável por mais de dois terços do produto interno bruto dos EUA. Em vez de 2%, o crescimento foi de 2,4%. O aumento se deve ao maior consumo de serviços.
A alta nos salários à medida que a taxa de desemprego cai e o baixo preço da gasolina, hoje em US$ 0,53 (R$ 1,95) na média, impulsionaram o maior consumo.
Os estoques também foram revisados para baixo, mas ainda são considerados altos em relação à demanda interna. As empresas mantêm em estoque mercadorias no valor de US$ 78,3 bilhões. No mês passado, esse valor foi calculado em US$ 81,7 bilhões.
O lucro líquido das empresas registrou uma queda anualizada de 8,4%, depois de baixar 1,7% no terceiro trimestre, a maior queda desde o início de 2014. Em todo o ano de 2015, a redução foi de 5,1%, muito acima do 0,6% de 2014.
A valorização do dólar em 10,5% em relação às moedas dos maiores parceiros comerciais dos EUA pesou sobre as exportações.
"Esse desempenho ruim reflete a luta das empresas de energia com os baixos preços do petróleo e da indústria com o dólar forte", resumiu o economista Jesse Edgerton, analisa do banco J P Morgan Chase em Nova York. "Mas também reflete provavelmente a diminuição das margens de lucro numa economia com mercado de trabalho aquecido, salários em alta e fraco aumento da produtividade."
Para o primeiro trimestre de 2016, os economistas preveem em média uma expansão em ritmo de 1,5% ao ano. Daqui a uma semana, sai o relatório sobre emprego em março. A expectativa é que o ritmo de contratações não seja tão forte a ponto de causar preocupação com aumento nas taxas de juros nem tão fraco que alimente o medo de recessão.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
EUA cresceram em ritmo de 2% ao ano no terceiro trimestre
A maior economia do mundo se expandiu no terceiro trimestre de 2015 num ritmo que projeta um crescimento anual de 2% ao ano, revelou hoje o Birô de Análises Econômicas dos Estados Unidos ao apresentar a terceira estimativa para o produto interno bruto do período. No segundo trimestre, o avanço foi de 3,9% ao ano.
Na segunda estimativa, o crescimento havia sido de 2,1% ao ano. O investimento das empresas na formação de estoques caiu mais do que estimado anteriormente.
A desaceleração em relação ao segundo trimestre se deve ao investimento menor na formação de estoques, desaceleração nas exportações, no consumo pessoal, nos investimentos fixos das empresas e nos gastos de governos municipais e estaduais.
O crescimento no terceiro trimestre foi resultado do consumo pessoal, dos investimentos e dos gastos governamentais, mas o ritmo foi mais fraco do que de abril a junho.
Na segunda estimativa, o crescimento havia sido de 2,1% ao ano. O investimento das empresas na formação de estoques caiu mais do que estimado anteriormente.
A desaceleração em relação ao segundo trimestre se deve ao investimento menor na formação de estoques, desaceleração nas exportações, no consumo pessoal, nos investimentos fixos das empresas e nos gastos de governos municipais e estaduais.
O crescimento no terceiro trimestre foi resultado do consumo pessoal, dos investimentos e dos gastos governamentais, mas o ritmo foi mais fraco do que de abril a junho.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Produção industrial do Japão cai mais do que esperado
Depois de um avanço de 1,1% em junho, a produção industrial do Japão recuou 0,8% em julho, mais do que o previsto, que era 0,6%, indicam dados revisados divulgados hoje pelo METI (Ministério da Economia, do Comércio e da Indústria).
A terceira maior economia do mundo caiu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Neste terceiro trimestre, o ritmo de atividade é fraco.
De abril a junho de 2015, a indústria japonesa entregou 0,4% menos mercadorias ao comércio. Os estoques caíram 0,8%.
A economia do Japão oscila, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação, duas pragas do país. Há momentos de alta, mas não um crescimento sustentado.
A terceira maior economia do mundo caiu 0,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Neste terceiro trimestre, o ritmo de atividade é fraco.
De abril a junho de 2015, a indústria japonesa entregou 0,4% menos mercadorias ao comércio. Os estoques caíram 0,8%.
A economia do Japão oscila, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação, duas pragas do país. Há momentos de alta, mas não um crescimento sustentado.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Economia dos EUA estagnou-se no início de 2014
Com cortes nos investimentos, queda nas exportações e cautela dos consumidores, o crescimento da maior economia do mundo caiu de 5% ao ano no terceiro trimestre de 2014 para 2,2% no quarto trimestre e apenas 0,2% ao ano nos primeiros três meses de 2015, revelou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os economistas previam 1%.
"É mais um dado trimestral que confirma a tese de baixo crescimento a longo prazo, mas há boas chances de uma reação durante o ano com a estabilização dos gastos das empresas e do setor habitacional, que parece promissor", observou Guy LeBas, estrategista de renda fixa da corretora Janney Montgomery Scott, citado pelo jornal The Wall Street Journal.
No ano passado, os economistas atribuíram o fraco desempenho do primeiro trimestre, quando a economia americana recuou em ritmo de 2,1% ao ano, ao inverno rigoroso. Neste ano, além das tempestades de neve, pesaram negativamente a valorização do dólar, a queda nos preços internacionais do petróleo e greves em portos da costa oeste, no Oceano Pacífico.
"Esperamos que a economia se recupere, como no ano passado", comentou a economista Michelle Girard, da corretora RBS Securities.
Alguns fatores responsáveis pela forte desaceleração, como o dólar forte e os baixos preços do petróleo, tendem a se manter, afetando as exportações e os investimentos no setor de energia. Os investimentos em estruturas de exploração de petróleo caíram 23,1% e os gastos em minas e poços, 48,7%. As exportações baixaram 7,2%. E as lojas vão esperar a redução nos estoques antes de fazer novas encomendas à indústria.
Assim, a recuperação no segundo trimestre "deve ficar em torno de 2,5% ao ano e não dos 4% previstos anteriormente", declarou Joseph LaVorgna, economista do Deutsche Bank nos EUA.
Para acelerar a economia dos EUA, o consumo doméstico, responsável por dois terços do produto interno bruto do país, precisa aumentar. O relatório divulgado hoje indica uma de 4,4% para 1,9% no início deste ano.
Em vez de gastar, os americanos estão economizando mais. A taxa de poupança subiu de 4,6% para 5,5% do PIB.
A estagnação foi anunciada durante a reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, observada com atenção pelos analistas de mercado em busca de indícios sobre quando as taxas básicas de juros voltaram a subir. Elas estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008. Havia expectativa de que fossem aumentadas em junho. Agora, esta expectativa está adiada.
Como o índice de preços ao consumidor registrou queda anual de 2% e o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, em 0,9% ao ano, a inflação não pressiona a alta dos juros. O Fed persegue uma meta de inflação informal de 2% ao ano. Altos funcionários do banco comentaram que a estagnação é passageira.
"É mais um dado trimestral que confirma a tese de baixo crescimento a longo prazo, mas há boas chances de uma reação durante o ano com a estabilização dos gastos das empresas e do setor habitacional, que parece promissor", observou Guy LeBas, estrategista de renda fixa da corretora Janney Montgomery Scott, citado pelo jornal The Wall Street Journal.
No ano passado, os economistas atribuíram o fraco desempenho do primeiro trimestre, quando a economia americana recuou em ritmo de 2,1% ao ano, ao inverno rigoroso. Neste ano, além das tempestades de neve, pesaram negativamente a valorização do dólar, a queda nos preços internacionais do petróleo e greves em portos da costa oeste, no Oceano Pacífico.
"Esperamos que a economia se recupere, como no ano passado", comentou a economista Michelle Girard, da corretora RBS Securities.
Alguns fatores responsáveis pela forte desaceleração, como o dólar forte e os baixos preços do petróleo, tendem a se manter, afetando as exportações e os investimentos no setor de energia. Os investimentos em estruturas de exploração de petróleo caíram 23,1% e os gastos em minas e poços, 48,7%. As exportações baixaram 7,2%. E as lojas vão esperar a redução nos estoques antes de fazer novas encomendas à indústria.
Assim, a recuperação no segundo trimestre "deve ficar em torno de 2,5% ao ano e não dos 4% previstos anteriormente", declarou Joseph LaVorgna, economista do Deutsche Bank nos EUA.
Para acelerar a economia dos EUA, o consumo doméstico, responsável por dois terços do produto interno bruto do país, precisa aumentar. O relatório divulgado hoje indica uma de 4,4% para 1,9% no início deste ano.
Em vez de gastar, os americanos estão economizando mais. A taxa de poupança subiu de 4,6% para 5,5% do PIB.
A estagnação foi anunciada durante a reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal, o comitê de política monetária do banco central dos EUA, observada com atenção pelos analistas de mercado em busca de indícios sobre quando as taxas básicas de juros voltaram a subir. Elas estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008. Havia expectativa de que fossem aumentadas em junho. Agora, esta expectativa está adiada.
Como o índice de preços ao consumidor registrou queda anual de 2% e o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de alimentos e energia, em 0,9% ao ano, a inflação não pressiona a alta dos juros. O Fed persegue uma meta de inflação informal de 2% ao ano. Altos funcionários do banco comentaram que a estagnação é passageira.
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
EUA crescem em ritmo de 3,6% ao ano
A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre de 2013 no ritmo mais forte desde o início de 2012, anunciou hoje o Departamento do Comércio, revisando para cima a estimativa inicial, de 2,8%. O principal motivo foi a formação de estoques pelas empresas, a maior desde o início de 1998, o que implica uma expansão menor do quarto trimestre.
O lucro das empresas subiu 2,8,%. O índice de preços ao consumidor ficou em 2% ao ano, a meta informal perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Maior economia do mundo, com produto interno bruto de mais de US$ 16 trilhões, os EUA crescem desde o primeiro trimestre de 2011, quando houve contração.
O lucro das empresas subiu 2,8,%. O índice de preços ao consumidor ficou em 2% ao ano, a meta informal perseguida pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Maior economia do mundo, com produto interno bruto de mais de US$ 16 trilhões, os EUA crescem desde o primeiro trimestre de 2011, quando houve contração.
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