A maior economia do mundo, com produto interno bruto superior a US$ 19 trilhões, superou a expectativa média dos analistas de Wall Street. Cresceu, nos primeiros três meses de 2018, num ritmo anual de 2,3%, abaixo dos 2,9% do fim do ano passado, mas acima dos 2% esperados pelo mercado financeiro, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos.
O crescimento acima do esperado foi atribuído aos cortes de impostos do governo Donald Trump. Num sinal de força da economia, o investimento das empresas cresceu acima de 6% em bases anuais. Mas o consumo doméstico e os gastos públicos recuaram de um avanço de 4% para 1,1%, mostrando debilidade.
Com o mercado de trabalho perto do pleno emprego e índice de desemprego em 4,1%, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou sua previsão de crescimento para este ano de 2,5% para 2,7%.
O Fed aumentou a taxa básica de juros de curto prazo em março. A expectativa de mais aumentos está pressionando a alta do dólar. No Brasil, o dólar-turismo chegou a R$ 3,88, mas fechou em queda hoje, depois de cinco altas.
A economia americana avança, apesar da ameaça de um conflito comercial com a China, segunda maior economia do mundo. Cresce todos os trimestre há quase nove anos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 27 de abril de 2018
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Déficit público de Portugal caiu para 1,9% do PIB no primeiro semestre
Com aumento de 4,3% na arrecadação e de apenas 0,4% nas despesas públicas, o déficit público de Portugal de janeiro e agosto de 2017 ficou em 2,034 bilhões de euros, 1,9 bilhão a menos do que no mesmo período do ano passado, informou o jornal Diário de Notícias. O Ministério das Finanças já aposta no cumprimento da meta do programa de estabilização, de um déficit 1,5% do produto interno bruto.
De acordo com o ministério, o superávit primário, descontado o pagamento de juros, foi de 3,734 bilhões de euros. A receita com impostos subiu 6%, o dobro do previsto no orçamento português, com alta de 7,2% na receita do imposto sobre valor agregado (IVA), de 24,7% no imposto de renda e de 6,2% nas contribuições previdenciárias.
O déficit público de 2016 foi ligeiramente reduzido, de 2% para 1,98% e a previsão de crescimento para este ano elevada para 3%. Mas a dívida pública ainda é elevada. Caiu de 130% do PIB no ano passado para 127,7%.
No ano passado, o PIB de Portugal foi equivalente a US$ 204,6 bilhões, com renda média de US$ 19,8 mil para seus 10,32 milhões de habitantes.
De acordo com o ministério, o superávit primário, descontado o pagamento de juros, foi de 3,734 bilhões de euros. A receita com impostos subiu 6%, o dobro do previsto no orçamento português, com alta de 7,2% na receita do imposto sobre valor agregado (IVA), de 24,7% no imposto de renda e de 6,2% nas contribuições previdenciárias.
O déficit público de 2016 foi ligeiramente reduzido, de 2% para 1,98% e a previsão de crescimento para este ano elevada para 3%. Mas a dívida pública ainda é elevada. Caiu de 130% do PIB no ano passado para 127,7%.
No ano passado, o PIB de Portugal foi equivalente a US$ 204,6 bilhões, com renda média de US$ 19,8 mil para seus 10,32 milhões de habitantes.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
EUA cresceram em ritmo de 2% ao ano no terceiro trimestre
A maior economia do mundo se expandiu no terceiro trimestre de 2015 num ritmo que projeta um crescimento anual de 2% ao ano, revelou hoje o Birô de Análises Econômicas dos Estados Unidos ao apresentar a terceira estimativa para o produto interno bruto do período. No segundo trimestre, o avanço foi de 3,9% ao ano.
Na segunda estimativa, o crescimento havia sido de 2,1% ao ano. O investimento das empresas na formação de estoques caiu mais do que estimado anteriormente.
A desaceleração em relação ao segundo trimestre se deve ao investimento menor na formação de estoques, desaceleração nas exportações, no consumo pessoal, nos investimentos fixos das empresas e nos gastos de governos municipais e estaduais.
O crescimento no terceiro trimestre foi resultado do consumo pessoal, dos investimentos e dos gastos governamentais, mas o ritmo foi mais fraco do que de abril a junho.
Na segunda estimativa, o crescimento havia sido de 2,1% ao ano. O investimento das empresas na formação de estoques caiu mais do que estimado anteriormente.
A desaceleração em relação ao segundo trimestre se deve ao investimento menor na formação de estoques, desaceleração nas exportações, no consumo pessoal, nos investimentos fixos das empresas e nos gastos de governos municipais e estaduais.
O crescimento no terceiro trimestre foi resultado do consumo pessoal, dos investimentos e dos gastos governamentais, mas o ritmo foi mais fraco do que de abril a junho.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
EUA cresceram em ritmo de 3,7% ao ano no segundo trimestre
NOVA YORK - A economia dos Estados Unidos superou a expectativa dos analistas e cresceu num ritmo de 3,7% ao ano no segundo trimestre de 2015, indicou hoje a segunda estimativa do Departamento do Comércio. Na primeira, o índice foi de 2,3%. Os economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal previam 3,3%.
O ritmo forte se deve ao aumento do investimento das empresas, do consumo pessoal e dos gastos públicos, e a uma redução nas exportações. Ao mesmo tempo, elas acumularam estoques maiores. Isso pode reduzir o crescimento na segunda metade do ano. No primeiro semestre, a expansão foi de 2,2% ao ano.
"A economia ganhou um forte impulso no segundo trimestre e todos os dados sobre a atividade e o emprego de julho sugerem que o ritmo está sendo mantido no terceiro trimestre", comentou Paul Ashworth, da empresa Capital Economics.
Aumenta a pressão sobre o Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, para elevar as taxas básicas de juros da economia americana na reunião de 16 e 17 de setembro. Elas não sobem desde 2006 e estão em praticamente zero desde dezembro de 2008 para combater a crise financeiras internacional.
Antes das oscilações violentas no mercado financeiro da China, que causaram forte queda nas bolsas do mundo inteiro, a expectativa era de um pequeno aumento em setembro.
Nos últimos dias, o ex-secretário do Tesouro americano Larry Summers advertiu que "este não é o momento de aumentar juros" por causa dos temores em relação à economia chinesa, a segunda maior do mundo e principal motor do crescimento mundial na última década. Ontem, o delegado regional do Fed em Nova York declarou que o banco está "menos compelido" a elevar os juros.
Com a forte expansão nos EUA, as autoridades monetárias têm um motivo para elevar os juros. A terceira estimativa do produto interno bruto do segundo trimestre será anunciada em 25 de setembro.
No momento, a Bolsa de Nova York opera em alta de 1,9%. Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 5,34%.
O ritmo forte se deve ao aumento do investimento das empresas, do consumo pessoal e dos gastos públicos, e a uma redução nas exportações. Ao mesmo tempo, elas acumularam estoques maiores. Isso pode reduzir o crescimento na segunda metade do ano. No primeiro semestre, a expansão foi de 2,2% ao ano.
"A economia ganhou um forte impulso no segundo trimestre e todos os dados sobre a atividade e o emprego de julho sugerem que o ritmo está sendo mantido no terceiro trimestre", comentou Paul Ashworth, da empresa Capital Economics.
Aumenta a pressão sobre o Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, para elevar as taxas básicas de juros da economia americana na reunião de 16 e 17 de setembro. Elas não sobem desde 2006 e estão em praticamente zero desde dezembro de 2008 para combater a crise financeiras internacional.
Antes das oscilações violentas no mercado financeiro da China, que causaram forte queda nas bolsas do mundo inteiro, a expectativa era de um pequeno aumento em setembro.
Nos últimos dias, o ex-secretário do Tesouro americano Larry Summers advertiu que "este não é o momento de aumentar juros" por causa dos temores em relação à economia chinesa, a segunda maior do mundo e principal motor do crescimento mundial na última década. Ontem, o delegado regional do Fed em Nova York declarou que o banco está "menos compelido" a elevar os juros.
Com a forte expansão nos EUA, as autoridades monetárias têm um motivo para elevar os juros. A terceira estimativa do produto interno bruto do segundo trimestre será anunciada em 25 de setembro.
No momento, a Bolsa de Nova York opera em alta de 1,9%. Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 5,34%.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
EUA crescem em ritmo de 3,5% ao ano superando expectativa
A economia dos Estados Unidos superou as expectativas e cresceu de julho a setembro num ritmo anual de 3,5%, anunciou hoje o Departamento do Comércio em sua primeira estimativa sobre o crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre de 2014. O mercado esperava 3%.
Os EUA crescem quase 12 vezes mais do que a taxa de 0,3% prevista para a economia brasileira em 2012. Depois de uma queda de 2,1% ao no primeiro trimestre do ano, atribuída ao inverno rigoroso, a economia americana deu um salto de 4,6% visto em parte como compensação pela contração no início do ano. O número divulgado hoje era esperado como um indicador mais preciso da situação.
"A tendência de crescimento está melhorando gradualmente, mas talvez menos do que sugere este número", observou o economista Jay Feldman, diretor de pesquisas sobre a economia dos EUA do banco Credit Suisse.
Esse crescimento foi atribuído ao aumento nos gastos públicos com defesa por causa da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e de uma pequena redução no déficit comercial da maior economia do mundo, apesar das dificuldades em outras regiões, especialmente na Zona do Euro. A queda de 25% nos preços internacionais do petróleo desde junho ajudou a balança comercial e reduziu os custos para empresas e consumidores.
Duas dúvidas são se esse ritmo de crescimento é sustentável e se pode antecipar o início nas alta na taxa básica de juros.
Ontem, a Reserva Federal (Fed) encerrou o programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia depois de seis anos em que injetou US$ 3,7 trilhões no mercado. O próximo passo para a normalização da política monetária e aumentar os juros.
A inflação ao consumidor está em 2,3% ao ano, informou o mesmo relatório. Como Fed persegue informalmente uma meta de inflação de 2%, a persistir esse índice de crescimento de preços, pode antecipar a primeira alta de juros desde dezembro de 2008, prevista para meados do próximo ano.
No momento, os três principais indicadores das Bolsas de Nova York estão em alta, embalados também pelo menor número de novos pedidos de seguro-desemprego em 11 anos.
Os EUA crescem quase 12 vezes mais do que a taxa de 0,3% prevista para a economia brasileira em 2012. Depois de uma queda de 2,1% ao no primeiro trimestre do ano, atribuída ao inverno rigoroso, a economia americana deu um salto de 4,6% visto em parte como compensação pela contração no início do ano. O número divulgado hoje era esperado como um indicador mais preciso da situação.
"A tendência de crescimento está melhorando gradualmente, mas talvez menos do que sugere este número", observou o economista Jay Feldman, diretor de pesquisas sobre a economia dos EUA do banco Credit Suisse.
Esse crescimento foi atribuído ao aumento nos gastos públicos com defesa por causa da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e de uma pequena redução no déficit comercial da maior economia do mundo, apesar das dificuldades em outras regiões, especialmente na Zona do Euro. A queda de 25% nos preços internacionais do petróleo desde junho ajudou a balança comercial e reduziu os custos para empresas e consumidores.
Duas dúvidas são se esse ritmo de crescimento é sustentável e se pode antecipar o início nas alta na taxa básica de juros.
Ontem, a Reserva Federal (Fed) encerrou o programa de compra de títulos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e assim estimular a economia depois de seis anos em que injetou US$ 3,7 trilhões no mercado. O próximo passo para a normalização da política monetária e aumentar os juros.
A inflação ao consumidor está em 2,3% ao ano, informou o mesmo relatório. Como Fed persegue informalmente uma meta de inflação de 2%, a persistir esse índice de crescimento de preços, pode antecipar a primeira alta de juros desde dezembro de 2008, prevista para meados do próximo ano.
No momento, os três principais indicadores das Bolsas de Nova York estão em alta, embalados também pelo menor número de novos pedidos de seguro-desemprego em 11 anos.
domingo, 7 de setembro de 2014
Londres oferece mais autonomia à Escócia
Diante de pesquisas que indicam a vitória do sim no referendo sobre a independência da Escócia, marcado para 18 de setembro de 2014, o Reino Unido está disposto a dar mais autonomia em matérias como impostos, gastos governamentais e políticas sociais, declarou hoje o chanceler do Erário (ministro das Finanças), George Osborne, noticiou a agência Bloomberg.
A última pesquisa aponta uma vitória do movimento nacionalista escocês por 51% a 49%, informa o jornal The Guardian, apesar das advertências para os riscos econômicos decorrentes do divórcio. Sem moeda própria, a Escócia passaria por uma transição arriscada, teria de iniciar do zero uma negociação para aderir à União Europeia e perderia as vantagens da integração à economia britânica.
Por outro lado, o eleitorado escocês costuma votar mais à esquerda do que o eleitorado britânico como um todo. Dos 59 representantes da Escócia na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, só um é do Partido Conservador.
Nas últimas semanas, o Partido Nacional Escocês defendeu a independência como uma maneira de evitar que a Escócia seja governada por ingleses conservadores como o primeiro-ministro David Cameron.
"Temos dez dias para salvar a União", alertou hoje o jornalista Will Hutton em artigo no jornal The Observer. Ele defende a federalização do país.
A Inglaterra, a Escócia e o País de Gales formam o Reino Unido desde o Ato de União de 1707.
A última pesquisa aponta uma vitória do movimento nacionalista escocês por 51% a 49%, informa o jornal The Guardian, apesar das advertências para os riscos econômicos decorrentes do divórcio. Sem moeda própria, a Escócia passaria por uma transição arriscada, teria de iniciar do zero uma negociação para aderir à União Europeia e perderia as vantagens da integração à economia britânica.
Por outro lado, o eleitorado escocês costuma votar mais à esquerda do que o eleitorado britânico como um todo. Dos 59 representantes da Escócia na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, só um é do Partido Conservador.
Nas últimas semanas, o Partido Nacional Escocês defendeu a independência como uma maneira de evitar que a Escócia seja governada por ingleses conservadores como o primeiro-ministro David Cameron.
"Temos dez dias para salvar a União", alertou hoje o jornalista Will Hutton em artigo no jornal The Observer. Ele defende a federalização do país.
A Inglaterra, a Escócia e o País de Gales formam o Reino Unido desde o Ato de União de 1707.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
EUA cresceram 1,7% ao ano no segundo semestre
A economia dos Estados Unidos cresceu um pouco do que estimado anteriormente de abril a junho de 2012. O índice de crescimento do produto interno bruto da maior economia do mundo foi elevado de 1,5% para 1,7% ao ano, informou hoje o Departamento do Comércio.
Houve melhora nos dados relativos ao comércio, gastos do consumidor, e despesas de governos estaduais e municipais.
Ao mesmo tempo, observa o jornal The Wall St. Journal, os lucros das empresas americanas aumentaram 6,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período em 2011, mais um sinal da lenta recuperação econômica dos EUA.
Como o último boletim Focus do Banco Central do Brasil, com a média das opiniões do mercado, previu um crescimento de 1,73% para o país neste anos, a economia brasileira anda no ritmo da endividada economia americana.
Houve melhora nos dados relativos ao comércio, gastos do consumidor, e despesas de governos estaduais e municipais.
Ao mesmo tempo, observa o jornal The Wall St. Journal, os lucros das empresas americanas aumentaram 6,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período em 2011, mais um sinal da lenta recuperação econômica dos EUA.
Como o último boletim Focus do Banco Central do Brasil, com a média das opiniões do mercado, previu um crescimento de 1,73% para o país neste anos, a economia brasileira anda no ritmo da endividada economia americana.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
"Despenhadeiro fiscal" pode levar EUA à recessão
A economia dos Estados Unidos voltará à recessão, com queda de 0,5% no produto interno bruto em 2013, se o Congresso não evitar os aumentos de impostos e os cortes nos gastos públicos previstos para o início do próximo ano, advertiu hoje o Escritório de Orçamento do Congresso, um órgão bipartidário. O desemprego subiria para 9%.
Se esse ajuste for adiado por mais um ano para não jogar a economia num "despenhadeiro fiscal" e não prejudicar a recuperação, os EUA terão o quinto ano seguido com déficit orçamentário de mais de US$ 1 trilhão.
A campanha do presidente Barack Obama à reeleição imediatamente declarou que a vitória do candidato da oposição, o ex-governador Mitt Romney, jogaria o país num "despenhadeiro fiscal".
Com a nomeação do arquiconservador e falcão fiscal Paul Ryan para candidato a vice-presidente na chapa do Partido Republicano, o déficit e a dívida pública estarão no centro do debate para as eleições presidencial e parlamentares de 6 de novembro de 2012.
O problema é que até agora democratas e republicanos não conseguiram chegar a qualquer acordo para reduzi-los. Esse impasse quase levou à paralisação da máquina federal americana por falta de autorização para o Poder Executivo aumentar o endividamento.
Por esse motivo, não havendo acordo, haverá um corte automático de gastos no valor de US$ 1,2 trilhão, com forte impacto sobre as Forças Armadas. Além disso, o fim dos cortes de impostos da era Bush, em janeiro de 2013, aumentará impostos para 100 milhões de americanos.
Se esse ajuste for adiado por mais um ano para não jogar a economia num "despenhadeiro fiscal" e não prejudicar a recuperação, os EUA terão o quinto ano seguido com déficit orçamentário de mais de US$ 1 trilhão.
A campanha do presidente Barack Obama à reeleição imediatamente declarou que a vitória do candidato da oposição, o ex-governador Mitt Romney, jogaria o país num "despenhadeiro fiscal".
Com a nomeação do arquiconservador e falcão fiscal Paul Ryan para candidato a vice-presidente na chapa do Partido Republicano, o déficit e a dívida pública estarão no centro do debate para as eleições presidencial e parlamentares de 6 de novembro de 2012.
O problema é que até agora democratas e republicanos não conseguiram chegar a qualquer acordo para reduzi-los. Esse impasse quase levou à paralisação da máquina federal americana por falta de autorização para o Poder Executivo aumentar o endividamento.
Por esse motivo, não havendo acordo, haverá um corte automático de gastos no valor de US$ 1,2 trilhão, com forte impacto sobre as Forças Armadas. Além disso, o fim dos cortes de impostos da era Bush, em janeiro de 2013, aumentará impostos para 100 milhões de americanos.
terça-feira, 8 de maio de 2012
42% dos americanos serão obesos em 2030
Cerca de 42% dos americanos serão obesos em 2030 e um quarto destes, 10,5% da população total, terão obesidade mórbida, que encurta a vida e aumenta muito as despesas médicas, adverte um novo estudo divulgado numa conferência médica nos Estados Unidos.
"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.
Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.
As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.
O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.
"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.
Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.
As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.
O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Pobreza diminui na América Latina
A pobreza e a desigualdade social estão diminuindo na América Latina por causa do aumento nos salários reais e das políticas distributivas de mais gastos públicos e transferência de renda, conclui o Panorama Social divulgado em 29 de novembro de 2011 pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), um órgão das Nações Unidas.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Comissão para reduzir déficit dos EUA fracassa
A comissão bipartidária que há meses tenta encontrar meios de reduzir o déficit orçamentário dos Estados Unidos em trilhões de dólares está à beira do fracasso. Precisa apresentar uma proposta nesta segunda-feira, mas republicanos e democratas não se entendem, informa o jornal The New York Times.
O colapso da comissão especial do Congresso deflagra um corte automático de US$ 1,2 trilhão em 10 anos em gastos militares e programas domésticos a partir de 2013. É pouco.
Havia uma expectativa de que os cortes de gastos e aumentos de impostos levassem a uma poupança de US$ 3 trilhões em 10 anos. As agências de classificação de risco exigem US$ 4 trilhões. Por causa da falta de entendimento político para reduzir o déficit, a S&P tirou dos EUA sua nota máxima.
Mas os republicanos, sob pressão do movimento radical de direita Festa do Chá, não aceitam aumentar impostos em um centavo, enquanto os democratas querem aumentar impostos para os ricos.
A dívida pública dos EUA acaba de ultrapassar oficialmente os US$ 15 trilhões. Mas reduzir as despesas do governo no momento em que os cidadãos têm uma dívida do mesmo tamanho e estão gastando menos, é a receita para a volta da recessão.
O governo Barack Obama critica a postura da União Europeia. Sob a liderança da Alemanha, o bloco comercial europeu, maior mercado do mundo, de US$ 18 trilhões, está adotando rigorosas medidas de controle das contas públicas que desestimulam o crescimento.
Sem voltar a crescer, os países ricos não vão conseguir equilibrar as contas públicas, a não ser a custa de um severo empobrecimento que ameaça principalmente a Grécia e Portugal, mas também é evidente na Espanha, com 22,6% de desemprego, e até mesmo na Itália, pelo peso de sua dívida pública de 1,9 trilhão de euros (US$ 2,5 trilhões).
O colapso da comissão especial do Congresso deflagra um corte automático de US$ 1,2 trilhão em 10 anos em gastos militares e programas domésticos a partir de 2013. É pouco.
Havia uma expectativa de que os cortes de gastos e aumentos de impostos levassem a uma poupança de US$ 3 trilhões em 10 anos. As agências de classificação de risco exigem US$ 4 trilhões. Por causa da falta de entendimento político para reduzir o déficit, a S&P tirou dos EUA sua nota máxima.
Mas os republicanos, sob pressão do movimento radical de direita Festa do Chá, não aceitam aumentar impostos em um centavo, enquanto os democratas querem aumentar impostos para os ricos.
A dívida pública dos EUA acaba de ultrapassar oficialmente os US$ 15 trilhões. Mas reduzir as despesas do governo no momento em que os cidadãos têm uma dívida do mesmo tamanho e estão gastando menos, é a receita para a volta da recessão.
O governo Barack Obama critica a postura da União Europeia. Sob a liderança da Alemanha, o bloco comercial europeu, maior mercado do mundo, de US$ 18 trilhões, está adotando rigorosas medidas de controle das contas públicas que desestimulam o crescimento.
Sem voltar a crescer, os países ricos não vão conseguir equilibrar as contas públicas, a não ser a custa de um severo empobrecimento que ameaça principalmente a Grécia e Portugal, mas também é evidente na Espanha, com 22,6% de desemprego, e até mesmo na Itália, pelo peso de sua dívida pública de 1,9 trilhão de euros (US$ 2,5 trilhões).
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Obama descarta segundo plano de estímulo
Diante da redução na onda de demissões e do fim da recessão, o presidente Barack Obama praticamente descartou a possibilidade de lançar um segundo programa de estímulo da economia dos Estados Unidos baseado em gastos públicos. O primeiro custou US$ 787 bilhões.
"Não será possível fazer um segundo grande programa de incentivo porque, falando francamente, não temos dinheiro", admitiu Obama na semana passada durante uma reunião na Casa Branca sobre como gerar mais empregos.
"O melhor que temos a fazer por nossos déficit é ter um crescimento econômico robusto, com as pessoas trabalhando, as empresas vendendo produtos e todos pagando impostos", resumiu o presidente americano.
"Não será possível fazer um segundo grande programa de incentivo porque, falando francamente, não temos dinheiro", admitiu Obama na semana passada durante uma reunião na Casa Branca sobre como gerar mais empregos.
"O melhor que temos a fazer por nossos déficit é ter um crescimento econômico robusto, com as pessoas trabalhando, as empresas vendendo produtos e todos pagando impostos", resumiu o presidente americano.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Obama promete cortes no orçamento
Ao anunciar hoje à tarde os nomes do diretor e do subdiretor de orçamento de seu futuro governo, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu cortar despesas desnecessárias para não desequilibrar ainda mais as contas públicas.
O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento será Peter Orszag, atual chefe do Escritório de Orçamento do Congresso. Robert Nabors será o subdiretor.
Sua primeira tarefa será cumprir uma das promessas de campanha do presidente eleito: revisar todo o orçamento da União para cortar tudo o que for possível.
Para criar 2,5 milhões de empregos e reduzir os impostos para a classe média, declarou Obama, "precisamos eliminar os gastos desnecessários nestes tempos desafiadores. Quando enfrentamos tanto o aumento dos déficits e uma economia que afunda, a reforma do orçamento não é uma opção, é uma necessidade".
Obama acrescentou: "Não podemos manter um sistema que sangra bilhões de dólares do contribuinte em programas que sobreviveram à sua utilidade ou existem apenas por causa de um político, lobista ou grupo de interesse. Simplesmente não podemos mais pagar por isso".
O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento será Peter Orszag, atual chefe do Escritório de Orçamento do Congresso. Robert Nabors será o subdiretor.
Sua primeira tarefa será cumprir uma das promessas de campanha do presidente eleito: revisar todo o orçamento da União para cortar tudo o que for possível.
Para criar 2,5 milhões de empregos e reduzir os impostos para a classe média, declarou Obama, "precisamos eliminar os gastos desnecessários nestes tempos desafiadores. Quando enfrentamos tanto o aumento dos déficits e uma economia que afunda, a reforma do orçamento não é uma opção, é uma necessidade".
Obama acrescentou: "Não podemos manter um sistema que sangra bilhões de dólares do contribuinte em programas que sobreviveram à sua utilidade ou existem apenas por causa de um político, lobista ou grupo de interesse. Simplesmente não podemos mais pagar por isso".
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Fillon quer congelar gastos públicos
No mais ambicioso programa de reformas econômicas e sociais desde os anos 60, o primeiro-ministro François Fillon planeja congelar os gastos públicos na França pelos próximos cinco anos.
Antes de se tornar o primeiro chefe de governo da França a falar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 25 anos, Fillon deu entrevista ao jornal inglês Financial Times.
Antes de se tornar o primeiro chefe de governo da França a falar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 25 anos, Fillon deu entrevista ao jornal inglês Financial Times.
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