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domingo, 22 de maio de 2016

Vida saudável pode evitar até 60% dos cânceres

NOVA YORK - Na era dos tratamentos com medicamentos que podem custar US$ 10 mil por mês, uma nova pesquisa divulgada na revista médica da Associação Médica Americana estima que mais da metade dos cânceres pode ser evitada.

Com uma vida saudável, conclui o estudo publicado na revista JAMA Oncology, os novos casos de câncer cairiam de 40% a 60%.

A melhor prevenção é um estilo de vida com algumas regras básicas: não fumar, beber com moderação, evitar o excesso de peso e fazer exercícios físicos regularmente.

A pesquisa acompanhou 89.571 mulheres e 46.399 homens, dos quais 16.531 mulheres e 11.371 levavam uma vida saudável. Foram considerados saudáveis quem não fumou nos últimos cinco anos, as mulheres que tomam uma dose e os homens que tomam até duas doses de bebida alcoólica em média por dia, índice de massa corporal de 18,5 a 27,5 e que fazem pelo menos 75 minutos de exercício aeróbico vigoroso por semana ou 150 minutos de exercício aeróbico moderado.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Obesidade pode atingir 20% da humanidade em 2020

Cerca de 650 milhões de pessoas, 13% da população mundial, sofrem hoje de obesidade. Até 2020, este percentual pode chegar a 20%, adverte um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet.

"Em 40 anos, passamos de um mundo onde a insuficiência alimentar era duas vezes mais importante do que a obesidade a um mundo onde as pessoas obesas são mais numerosas do que aquelas abaixo do peso", comentou o coordenador da pesquisa, Majid Ezzati, professor do Imperial College de Londres.

A pesquisa computou dados sobre 19 milhões de pessoas com mais de 18 anos em 186 países. Em 1975, havia 105 milhões de obesos. Em 2014, eram 641 milhões, sendo 375 milhões de mulheres e 266 milhões de homens.

Para a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, uma pessoa é considerada obesa quando tem índice de massa corporal acima de 30 e em estado de obesidade mórbida quando o IMC passa de 35.

O índice é calculado dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura medida em metros. Abaixo de 19, a pessoa é considerada magra demais. Daí até 25 é a faixa mais saudável.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sobreviventes de câncer na infância têm maior risco cardiovascular

Os sobreviventes de câncer na infância correm maior risco de terem problemas como hipertensão, excesso de peso e obesidade. Em consequência da quimioterapia e da radioterapia, podem ter problemas cardiovasculares e metabólicos, indica uma pesquisa publicada hoje na revista científica Journal of Adolescent and Young Adult Oncology (JAYAO).

No artigo Saúde Metabólica em Sobreviventes de Câncer na Infância: um estudo longitudinal de longo prazo, os pesquisadores da Universidade de Sídnei, na Austrália, e da Universidade Linkoping, na Suécia, relatam que a hipertensão é comum em quem teve câncer na infância e está livre da doença há pelo menos cinco, afetando um em cada cinco sobreviventes. A proporção aumenta quando os homens chegam à idade adulta.

"A síndrome metabólica está se tornando cada vez mais relevante para jovens sobreviventes do câncer", acrescentou o editor, Leonard Sender, da Universidade da Califórnia em Irvine e do Hospital da Criança de Orange, na Califórnia.

O artigo é assinado por Harriet Gunn, Melissa Gabriel, Ann Maguire e Katherine Steinbeck, do Hospital da Criança em Westmead e da Universidade de Sídnei; e Hanna Emilsson, da Universidade Linkoping. Está disponível de graça somente hoje.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Médicos dos EUA declaram obesidade uma doença

A Associação Médica Americana declarou ontem que a obesidade é uma doença que afeta 78 milhões de americanos adultos e 12 milhões de menores. Isso obriga os médicos a tratar do assunto com seus pacientes e cobrar os planos de saúde pelas consultas dadas.

É considerado obeso quem tem índice de massa corporal de 30 para cima. Calcula-se o IMC dividindo o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros.

Quando o resultado fica abaixo de 18,5, a pessoa é considerada subnutrida. O índice saudável vai de 18,5 a 24,9. A partir de 25, há excesso de peso.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Má alimentação e falta de exercício prejudicam coração

A falta de exercício físico e os maus hábitos alimentares impedem uma redução maior nos ataques e nas doenças cardíacas nos Estados Unidos, admite com certa dose de frustração a Associação Americana do Coração. No seu último relatório, a sociedade de cardiologia dos EUA prevê uma diminuição de apenas 6% dos casos até 2020 se for mantido o comportamento atual.

Apesar dos progressos na luta contra o fumo e no controles dos níveis de colesterol e da pressão arterial, a obesidade e o diabetes estão aumentando. Os médicos advertem que estes problemas precisam ser atacados para que a mortalidade por ataques cardíacos caía 20% até 2020, a grande meta da associação.

Aqui, no Brasil, a obesidade já é um problema de saúde pública maior do que a subnutrição. Uma alimentação saudável poupa vidas, melhora a vida e ajuda a economizar recursos importantes.

terça-feira, 8 de maio de 2012

42% dos americanos serão obesos em 2030

Cerca de 42% dos americanos serão obesos em 2030 e um quarto destes, 10,5% da população total, terão obesidade mórbida, que encurta a vida e aumenta muito as despesas médicas, adverte um novo estudo divulgado numa conferência médica nos Estados Unidos.

"Se não fizermos nada, isto vai prejudicar os esforços para reduzir os gastos futuros com saúde", adverte o economista Justin Trodgon, um dos autores do relatório apresentado na conferência Pesando a Nação.

Caso a obesidade se mantenha nos níveis atuais, quando atinge 34% da população, a economia projetada será de US$ 550 bilhões. É essencial para que os EUA consigam equilibrar o orçamento e reduzir uma dívida pública que ronda 100% de toda a riqueza produzida num ano.

As doenças causas pela obesidade - diabetes, problemas cardíacos e colapso dos rins - consomem cerca de 9% dos recursos gastos anualmente com saúde nos EUA, mas alguns pesquisadores estimam que o valor real seja duas vezes maior.

O total anual de gastos com saúde nos EUA soma US$ 2,6 trilhões, informa o jornal The Washington Post.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arizona propõe multar obesos e fumantes

Depois de querer prender e expulsar sumariamente os imigrantes ilegais, a governadora ultrarreacionária do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Jan Brewer, quer multar em US$ 50 por ano os fumantes e os obesos.

A notícia é um dos destaques do noticiário da TV ABC hoje à noite.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Novo estudo liga obesidade ao câncer

O excesso de peso, medido pelo índice de massa corporal, aumenta o risco de contrair alguns tipos de cânceres comuns em adultos, confirma estudo publicado na revista científica The Lancet, da Associação Médica Britânica.

Nos homens, um índice de massa corporal cinco pontos acima da faixa de peso considerada ideal é fator de risco para os cânceres de esôfago, tiróide, rins e intestino grosso.

Entre as mulheres, de útero, vesícula biliar, esôfago e rins.

Leia mais na revista The Lancet.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Obesidade dá tanto risco de câncer quanto fumar

A obesidade provoca um risco de contrair câncer tão grande quanto fumar, adverte hoje o Fundo Mundial de Pesquisas sobre o Câncer, num importante relatório sobre as relações entre a doença e o estilo de vida civilizado.

Outros fatores de risco importantes, além do excesso de gordura, são o consumo de álcool, bebidas açucaradas, lanches rápidos, carne vermelha e carnes processadas, como embutidos e defumados. Ser magro, não tomar bebidas alcoólicas e fazer exercício todos os dias reduzem as chances de pegar a doença, conclui o estudo.

Os homens que bebem mais de duas doses em média por dia e mulheres que bebem mais de uma dose diária em média têm risco de câncer ampliado.

Um índice de massa corporal até 25 é considerado saudável. Acima disso, a pessoa tem excesso de peso. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do corpo em quilos pelo quadrado da altura em metros.

Leia mais no site da BBC e confira a íntegra do relatório Alimentação, Nutrição, Avitidade Física e a Prevenção do Câncer.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Obesidade é doença contagiosa

A obesidade, eoidêmica nos Estados Unidos, é uma doença contagiosa transmitida pelas relações familiares e sociais, revelou hoje um estudo divulgado pela revista New England Journal of Medicine, uma das mais importantes publicações médicas do mundo.

Quando uma pessoa aumenta de peso, é mais provável que seus irmãos, familiares, amigos e colegas engordem também, constata a pesquisa das Faculdades de Medicina da Universidade de Harvard e da Universidade da Califórnia. Quanto maior a proximidade, maiores são as possibilidades desse "contágio".

Se alguém tem um amigo obeso, as possibilidades de engordar crescem 57%. Se dois amigos são obesos, as chances de aumentar de peso sobem 171%. Entre os irmão, a chance sobe 40%, e em casais de 37%, dizem os cientistas da Faculdade de Medicina de Harvard e da Universidade da Califórnia.

"A obesidade de uma pessoa pode influir em outras a que esteja vinculado, tanto direta como indiretamente", declarou o Dr. Nicholas Christakis, professor do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Harvard.

Nos últimos 30 anos, o problema da obesidade entre adultos aumentou de 15% para 32% dos americanos; 66% dos americanos estão acima do peso.

O custo para os sistemas de saúde é enorme. A obesidade está relacionada a doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Essas conclusões são o resultado de 32 anos de observações e avaliações médicas de mais de 12 mil adultos. Uma constatação importante é que os efeitos sociais da obesidade são muito maiores que se imaginava.

"Algumas pessoas pensam que está tudo bem ser gordo se todos os que os rodeiam são gordos. Esse tipo de sensibilidade se propaga", segundo Christakis. "Sempre houve um grande esforço por encontrar os genes responsáveis pela obesidade. Nossa pesquisa indica que realmente se deveria atribuir mais tempo para estudar a questão social."

Leia o artigo no New England Journal of Medicine.