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domingo, 22 de maio de 2016

Vida saudável pode evitar até 60% dos cânceres

NOVA YORK - Na era dos tratamentos com medicamentos que podem custar US$ 10 mil por mês, uma nova pesquisa divulgada na revista médica da Associação Médica Americana estima que mais da metade dos cânceres pode ser evitada.

Com uma vida saudável, conclui o estudo publicado na revista JAMA Oncology, os novos casos de câncer cairiam de 40% a 60%.

A melhor prevenção é um estilo de vida com algumas regras básicas: não fumar, beber com moderação, evitar o excesso de peso e fazer exercícios físicos regularmente.

A pesquisa acompanhou 89.571 mulheres e 46.399 homens, dos quais 16.531 mulheres e 11.371 levavam uma vida saudável. Foram considerados saudáveis quem não fumou nos últimos cinco anos, as mulheres que tomam uma dose e os homens que tomam até duas doses de bebida alcoólica em média por dia, índice de massa corporal de 18,5 a 27,5 e que fazem pelo menos 75 minutos de exercício aeróbico vigoroso por semana ou 150 minutos de exercício aeróbico moderado.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Putin congela preço da vodca para manter popularidade

Em meio a uma grave crise econômica por causa das sanções ocidentais contra a intervenção militar na ex-república soviética da Ucrânia e da queda nos preços internacionais do petróleo, o presidente Vladimir Putin busca uma maneira de manter sua popularidade. Decidiu, então, controlar o preço da vodca.

Durante uma reunião com governadores regionais e altos funcionários federais, Putin alegou que o encarecimento da vodca leva à fabricação clandestina da droga em alambiques improvisados, com riscos muito maiores à saúde pública do que as bebidas alcoólicas produzidas legalmente.

A Rússia enfrenta sua pior crise desde 1998, quando o preço do petróleo caiu a US$ 10 por causa da Crise da Ásia e o país não teve condições de pagar sua dívida pública, o que provocou a crise do Plano Real e a desvalorização da moeda brasileira em janeiro de 1999.

Putin chegou ao poder em 1999, ao fim de uma década caótica de transição do comunismo para o capitalismo depois do fim da União Soviética, quando os preços do petróleo voltavam a subir. Consolidou o poder com uma promessa de prosperidade e estabilidade.

Como reconheceu Putin, a Rússia não diversificou sua economia e paga por isso, tanto quando a Ucrânia se sente atraída pela União Europeia como quando o preço de seu principal produto de exportação cai.

Sem opções para restaurar o crescimento por força das sanções, o homem-forte do Kremlin pede dois anos para recuperar a economia e, enquanto o petróleo não sobe, congela o preço da vodca. Em 1986, no início de suas reformas, o então secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, proibiu a vodca para combater o alcoolismo. Nunca mais recuperou sua popularidade.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Álcool matou 3,3 milhões de pessoas em 2012

Mais 3,3 milhões pessoas morreram em 2012 devido ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, por causas que vão da violência ao câncer, advertiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), apelando aos governos do mundo inteiro para que tomem medidas e façam campanhas para atacar o problema.

"É preciso fazer mais para proteger as populações das consequências negativas do consumo de álcool. Não há espaço para a complacência", afirmou Oleg Chestnov, especialista em doenças crônicas e saúde mental da OMS, citado pela agência de notícias Reuters.

Entre as propostas, estão aumentos de impostos e da idade mínima para beber, e uma regulamentação mais rigorosa da propaganda.

De acordo com o relatório, cada pessoa de 15 anos ou mais bebe em média 6,2 litros de álcool por ano; no Brasil, são 8,7 litros por pessoa. Como menos da metade (38,3%) da população bebe, a média mundial sobe para 17 litros por pessoa.

O maior consumo está na Europa. Nos últimos cinco anos, ficou estável na Europa, na África e na América. Cresceu na Ásia. Outro estudo divulgado no início do ano indicou que 25% dos homens russos morrem antes de completar 55 anos, principalmente por abusar do álcool. Alguns citados na pesquisa tomaram três garrafas de vodca ou mais numa semana.

No mundo inteiro, "16% dos que ingerem bebidas alcoólicas o fazem episodicamente em grandes quantidades", derrubando um copo atrás do outro, bebendo até cair ou de ficar perto de perder a consciência, "o que é mais prejudicial à saúde", declarou Shekhar Saxena, diretor da OMS para doenças mentais e abuso de drogas.

O alcoolismo aumenta o risco de sofrer de mais de 200 doenças. As pessoas mais pobres, que têm menos acesso a serviços de saúde, são as mais afetadas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bebidas vão alertar sobre quantidade de álcool

A exemplo do que acontece com produtos de tabaco, as bebidas alcoólicas vendidas no Reino Unido terão advertências sobre os efeitos do abuso do álcool, a quantidade de doses contidas nas garrafas e quais os limites considerados aceitáveis.

sábado, 21 de junho de 2008

Brasil cria mais uma lei idiota

A lei que proíbe motoristas de beber uma gota de álcool nos equipara à Alemanha Oriental, aquele paraíso policial-socialista. É mais uma lei abusiva. Amplia tanto a punibilidade que inclui quem não representa perigo algum à sociedade.

Mais importante do que uma legislação ultra-rigorosa é uma lei justa que seja cumprida.

Na Europa, o Reino Unido tem os menores índices de morte no trânsito. O limite legal de álcool no sangue é o equivalente ao de um chope num pub: 580 mililitros, quase o mesmo que uma garrafa de cerveja grande.

Acima disso, o motorista não passa no teste do bafômetro. É simples. Regularmente, em quase todas as sextas-feiras e sábados, a polícia britânica monta blitze perto de pub, bares, restaurantes e clubes noturnos. Ninguém pode se negar a soprar o bafômetro. Vai preso.

Se o motorista estiver embriagado, ou seja, com uma quantidade de álcool no sangue acima do limite legal, vai preso e o carro é apreendido, a não ser que apareça uma pessoa sóbria para dirigir seu carro. Muitas vezes dorme no xadrez da delegacia e, na manhã seguinte, volta para casa de carro. Depois, a Justiça decide sobre a cassação da carteira, normalmente pelo prazo de seis meses.

A lei brasileira, autoritária, draconiana e injusta, revela mais uma vez a incompetência das nossas autoridades e a tentativa de resolver tudo num passe de mágica, num canetaço ou numa votação no desmoralizado Congresso Nacional. É muita burrice, muito atraso e muita ignorância.

Não custa nada aprender com os exemplos de sucesso no resto do mundo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mais de 30% dos americanos bebem demais

Acima de 30% dos cerca de 300 milhões de americanos beberam álcool demais em algum momento de suas vidas, afirma o Instituto Nacional para Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos.

Para as autoridades sanitárias americanas, um homem começa a ter problemas com álcool quando toma mais de quatro doses diárias ou 14 por semana e a mulher quando passa de três num dia ou sete na semana.

É considerado que uma pessoa "abusa do álcool" quando:
- bebe em situações de perigo como quando vai dirigir;
- continua bebendo depois de ter problemas pessoais por causa da bebida;
- deixa de cumprir compromissos por causa da bebida.

O "dependente" precisa de pelo menos três das características abaixo:
- bebe mais e por mais tempo do que pretendia:
- precisa beber mais para ter o mesmo efeito;
- tem sintomas de abstinência quando não bebe;
- passa mais tempo bebendo e se recuperando;
- negligencia outras atividades; ou
- continua a beber apesar de problemas físicos e psicológicos.

Quem quiser reduzir o consumo de álcool deve seguir os seguintes passos:
- controle a quantidade ingerida, registrando numa agenda;
- conte o número de doses tendo em vista a concentração de aálcool de cada bebiba;
- estabeleça limites;
- beba devagar, evitando tomar mais de um drinque por hora;
- intercale com bebidas não-alcoólicas e comida;
- afaste-se de lugares e situações que levam a beber;
- saiba dizer não quando lhe oferecerem um drinque;
- prepare-se para os problemas, apelando para amigos ou grupos como Alcoólicos Anônimos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Álcool é a droga favorita da City londrina

O álcool é a droga favorita de executivos e operadores do centro financeiro de Londres, afirma na edição de hoje o jornal inglês Financial Times.

Se no passado as bebidas alcoólicas eram mais um instrumentos para celebrar o sucesso e os bons negócios, hoje em dia tornaram-se uma válvula de escape para as tensões de uma atividade que movimenta fortunas diariamente.

Leia mais no FT. A reportagem pode ter acesso restrito a assinantes.