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sábado, 7 de novembro de 2020

Biden mostra confiança na vitória e fala como presidente eleito

Em pronunciamento pouco depois da meia-noite pela hora de Brasília, o ex-vice-presidente Joe Biden declarou estar certo de que vai vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos, mas evitou cantar a vitória antes do tempo como fez o presidente Donald Trump.

"Meus compatriotas americanos, não temos uma declaração final de vitória ainda, mas os números contam uma história clara e convincente: vamos ganhar esta corrida", afirmou Biden ao lado da candidata a vice-presidente, a senadora Kamala Harris.

No momento, a chapa democrata tem vantagem no Arizona, na Geórgia, em Nevada e na Pensilvânia, o que lhe daria mais 53 eleitores além dos 253 que já conquistou. Para ser eleito, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. Trump tem 213 votos e deve levar mais 15 na Carolina do Norte. Meu comentário:

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Biden está perto mas não garantiu a vitória

Aos 77 anos anos, faz 78 em dezembro, na terceira tentativa, o ex-vice-presidente Joe Biden está perto da Presidência dos Estados Unidos. Mas a batalha voto a voto ainda não terminou e o presidente Donald Trump anunciou que vai à Justiça pedir a recontagem dos votos de Wisconsin e para parar a apuração na Geórgia e na Pensilvânia, tendo em vista anular os votos enviados pelo correio.

Mais uma vez, as pesquisas e modelos matemáticos erraram. A expectativa era de uma vitória de Biden por 7 a 8 pontos percentuais nacionalmente no voto popular. No momento, a chapa democrata soma 72 milhões de votos (50,4%) e a chapa republicana, 68,6 milhões (48%), uma diferença de 2,4 pontos percentuais.

Com a vitória de Trump na Flórida, anunciada na noite de terça-feira, ficou aberto o caminho para a eleição do presidente. Biden virou o jogo na manhã de quarta-feira, ao assumir a liderança em Michigan e Wisconsin. Sua vantagem no voto popular está em 3.465.515, mais do que os 2.868.686 de Hillary Clinton em 2016. Meu comentário:

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Biden deve vencer a eleição presidencial nos EUA

 Com a vitória no estado de Michigan, anunciada há pouco pela rede de televisão americana CNN, o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden, marcha para a vitória na eleição ontem. 

Biden soma 253 votos eleitorais contra 213 de Trump, e lidera no Arizona e em Nevada, onde os votos que faltam vêm de redutos onde o Partido Democrata costuma vencer. Com esses dois estados, chega aos 270 votos necessários à vitória no Colégio Eleitoral.

Sem aceitar o resultado, o presidente Donald Trump recorreu à Justiça para pedir a recontagem dos votos em Wisconsin e o fim da apuração na Pensilvânia, onde sua liderança é ameaçada pelos votos enviados pelo correio.

Em pronunciamento há pouco em Delaware, onde mora, Biden evitou cantar vitória. Pediu apenas que todos os votos sejam contados: "Ninguém vai tirar nossa democracia." Ele prometeu governar para todos: "Temos de parar de considerar nossos oponentes inimigos. Não somos inimigos."

No Arizona, faltam principalmente os votos do condado onde fica Phoenix, a maior cidade do estado, tradicional reduto democrata. Arizona é o estado de John McCain, senador, herói da Guerra do Vietnã e candidato derrotado por Barack Obama em 2008, menosprezado por Trump, que disse não considerar McCain um herói porque "foi preso". A viúva, Cindy McCain, apoiou Biden.

Em Nevada, a maioria dos votos que faltam vem do condado de Las Vegas, onde os democratas costumam vencer e estão na frente. Na Pensilvânia, Trump está na frente e tenta parar a contagem dos votos enviados pelo correio, em que Biden leva vantagem.

Biden lidera em Michigan e Wisconsin, e Trump na Pensilvânia

 A eleição presidencial nos Estados Unidos marcha para um final muito apertado. O ex-vice-presidente Joe Biden tomou a dianteira hoje nos estados de Michigan e Wisconsin, onde o presidente Donald Trump venceu em 2016. Trump tem uma boa vantagem na Pensilvânia, onde ainda não foram apurados centenas de milhares de votos enviados pelo correio.

O Partido Democrata ainda espera uma virada na Pensilvânia, onde Trump também ganhou em 2016, o que daria a vitória ao oposicionista. A campanha de Trump anunciou que vai pedir uma recontagem dos votos de Wisconsin, onde o ex-vice-presidente tem uma vantagem de 20 mil votos, que não deve ser anulada na recontagem.

Biden também está na frente no Arizona e em Nevada, onde os votos a apurar vem de regiões de maioria democrata. Assim, sua vitória não parece ameaçada. Se vencer no Arizona, em Nevada, em Michigan e Wisconsin, o candidato democrata chega à Casa Branca sem necessidade de ganhar na Pensilvânia.

Na Geórgia, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, a vantagem do presidente está diminuindo e faltam apurar votos de redutos democratas, mas Biden precisa de dois terços dos votos que faltam para levar o estado. Não precisa da Geórgia se ganhar nos estados citados acima.

Trump ganha em estados-chaves e eleição nos EUA terá final apertado

 Mais uma vez, as pesquisas estavam erradas. O presidente Donald Trump venceu a eleição presidencial na Flórida, em Ohio e em Iowa, e deve ganhar no Texas, na Geórgia e na Carolina do Norte, estados onde o ex-vice-presidente Joe Biden tinha esperança de vencer. 

Até agora, o candidato democrata só virou um estado, o Arizona, onde a apuração ainda não terminou. O resultado final está em aberto e pode não sair hoje.

Como em 2016, a eleição pode ser decidida em estados do Cinturão da Ferrugem e do Meio-Oeste, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, a chamada Muralha Azul (cor do Partido Democrata), que Trump derrubou para chegar à Casa Branca.

Os democratas esperam tirar a vantagem que o presidente tem no momento em Michigan, onde a maioria dos votos antecipados ainda não foi computada. A oposição espera uma repetição em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin do que aconteceu no estado da Virgínia, onde Trump liderou a apuração até perto do fim, mas Biden ganhou.

"Este é um jogo de xadrez onde ninguém comeu uma peça importante", comentou David Axelrod, que foi marqueteiro do presidente Barack Obama. Os democratas estão muito menos eufóricos. Tem medo de uma repetição do que aconteceu em 2016, quando a ex-secretária de Estado Hillary Clinton venceu no voto popular por pouco menos de 2,9 milhões de votos, mas perdeu no Colégio Eleitoral por causa das derrotas na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin por pouco menos de 78 mil votos.

Biden fez um pronunciamento há pouco para manter o otimismo, manifestando confiança de vencer em Michigan e na Pensilvânia,

Para ser eleito presidente dos Estados Unidos, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. No momento, às 3h30 no Rio de Janeiro, Biden tem 220 e  Trump 210. O presidente deve levar mais 16 votos eleitorais na Geórgia. O resto está em aberto.

Por causa da votação pelo correio, o resultado final no decisivo estado da Pensilvânia pode demorar dias e parar na Justiça.

No Twitter, Trump se vangloria de uma grande vantagem e acusa a oposição de querer roubar a eleição. Era esperado que o presidente saísse com uma liderança inicial na apuração porque os votos pelo correio e sufragados antecipadamente serão contados depois na maioria dos estados.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pandemia tem um milhão de casos novos em cinco dias

A doença do novo coronavírus de 2019 se manifestou em dezembro em Wuhan, na China, e teve o primeiro caso identificado depois em 17 de novembro. O primeiro milhão de casos foi registrado em 2 de abril. 

Depois dos 10 milhões, atingidos no fim de semana de 27 e 28 de junho, foram necesessários seis dias para chegar aos 11 milhões e mais cinco dias para os 12 milhões.

Os Estados Unidos bateram novo recorde de casos novos num dia. Foram mais de 60 mil na terça-feira e 65 na quarta-feira. Tem mais de 3 milhões de casos confirmados e mais 134 mil mortes. Até as eleições de 3 de novembro, a expectativa é que as mortes cheguem a 208 mil.

 Atrás nas pesquisas, o presidente Donald Trump luta para reabrir o país, apesar do aumento da contaminação em mais de 30 dos 50 estados. O Arizona, a Flórida e a Carolina do Sul têm índices de contaminação piores do que qualquer país do mundo e os três primeiros países s!ao Bahrein, Omã e Catar, pequenos emirados árabes com trabalhadores migrantes de baixa renda sem cidadania que vivem em condições precárias e são a maioria dos infectados. 

Trump criticou o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, que não participou da entrevista coletiva diária, e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças por causas das exigências feitas para reabertura das escolas.

No mundo, o total de casos confirmados da covid-19 ultrapassa 12 milhões, com 550 mil mortes e mais de 7 milhões de pacientes curados. 

Com mais 41.541 casos novos e 1.187 mortes registradas em 24 horas, o Brasil passa de 1,716 milhão de casos confirmados e chega a 68.055 mortes, de acordo com o levantamento de um consórcio de empresas jornalísticas.

O Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, que reúne 27 países ricos e emergentes prevê um desemprego recorde de 9,4% entre os países-membros, podendo chegar a 12,6% se houver uma segunda onda forte da pandemia.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu o estímulo fiscal e a adoção de medidas de transição ecológica com o dinheiro público usado para recuperar a economia.

As bolsas de valores sobem na Ásia, com a expectativa de retomada do crescimento da China. Meu comentário:

sábado, 23 de maio de 2020

Trump ataca voto pelo correio

Com popularidade em queda por causa da pandemia do coronavírus, que tem mais de 1,665 milhão de casos registrados e 98.639 mortes nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump atacou nesta semana a votação pelo correio, a melhor alternativa para evitar que os eleitores tenham de enfrentar longas filas nas eleições de 3 de novembro, alegando que podem ter fraude generalizada.

Trump ameaçou suspender a ajuda federal a estados governados pelo Partido Democrata, como Michigan e Nevada, que estão oferecendo a alternativa aos eleitores. A Califórnia e Wisconsin oferecem a mesma oportunidade para evitar um aumento da abstenção.

"Para votar de verdade, sem fraude, você precisar votar numa sessão eleitoral", declarou o presidente ao visitar uma fábrica da Ford em Michigan, um dos estados-chaves, alegando que o voto pelo correio pode "estar sujeito a fraude e abuso".

Em 2016, o candidato Trump levantou suspeitas de fraude. Mesmo depois da vitória, insistiu no assunto para justificar a derrota por quase 3 milhões de votos para a candidata democrata, Hillary Clinton, no voto popular. Nunca apresentou nenhuma prova para corroborar a acusação.

Como nos EUA e nas democracias liberais de modo geral, o voto não é obrigatório, o risco de pegar a covid-19 pode levar muito mais eleitores a ficar em casa. Historicamente o Partido Republicano se beneficia quando a abstenção aumenta e tenta criar problemas, por exemplo, para desestimular o voto de minorias como negros e latinos, bases eleitorais importantes do Partido Democrata.

Michigan e Nevada estão entre os chamados estados-pêndulo, o pequeno grupo de 10 a 15 estados onde a situação está indefinida, que são os que decidem a eleição presidencial. Nos EUA, a eleição presidencial é realizada por um Colégio Eleitoral de 538 delegados. Quem vence num estado no voto popular leva todos os votos daquele estado no Colégio Eleitoral.

Nos estados mais liberais, como a Califórnia e Nova York, a vitória do Partido Democrata é certa. Em estados conservadores como Texas, Kansas, Idaho, Dakota do Sul e Dakota do Norte, o Partido Republicano é amplamente favorito, embora no Texas haja dúvida por causa do aumento da população de origem latino-americana.

Assim, a eleição presidencial costuma ser decidida em estados como a Flórida, Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin. Em 2016, Trump se elegeu derrotando Hillary por margens apertadas de dezenas de milhares de votos nestes últimos quatro estados. A tendência é que a disputa seja apertada mais uma vez neste ano.

Por causa do crescimento econômico e do desemprego no menor nível em 50 anos, Trump era o favorito antes da pandemia. A situação mudou. Desde março, 38,6 milhões de americanos perderam o emprego. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 14,7% no mês passado e pode chegar a 20% neste mês.

No momento, o candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, tem uma vantagem de 2 a 10 pontos percentuais nas pesquisas nacionais, que não necessariamente refletem a realidade de uma eleição decidida pelos estados. Mas Trump está preocupado. As pesquisas indicam a chance de vitória democrata em estados conservadores como o Arizona, onde Biden lidera com vantagem de quatro pontos percentuais.

Em nível nacional, 53,4% dos americano desaprovam o governo Trump e 42,9% aprovam, de acordo com o sítio FiveThirtyEight, do matemático Nate Silver, que acertou o resultado das últimas eleições presidenciais, menos a vitória de Trump em 2016. Só a pesquisa do jornal Los Angeles Times acertou. Usou sempre a mesma amostra, conseguindo detectar melhor a tendência do eleitorado.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Biden vence mais três primárias e consolida candidatura à Casa Branca

Com mais três amplas vitórias em eleições primárias em estados importantes, Flórida, Illinois e Arizona, o ex-vice-presidente Joe Biden aumentou sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. 

A pressão para que o senador socialista Bernie Sanders desista e se una à campanha contra o presidente Donald Trump tende a aumentar. Na prática, ele não tem mais chance de provocar uma reviravolta.

Ao lado de Nova York, a Flórida é o terceiro estado que mais manda delegados ao Colégio Eleitoral que elege o presidente dos EUA (29), depois da Califórnia (55) e do Texas (38). É um estado com grande população de origem latino-americana que, ao contrário de outros estados, vota no Partido Republicano por causa da questão cubana.

Lá, Biden conquistou 61,9% dos votos e leva 130 delegados à Convenção Nacional Democrata, que vai indicar oficialmente o candidato, contra 22,8% e 48 delegados para Sanders.

Em Illinois, o estado onde o ex-presidente Barack Obama iniciou a carreira política, Biden venceu por 59,1% a 36,1%, conquistando 93 delegados contra 46 para Sanders.

É o estado onde fica Chicago, a terceira maior e mais importante cidade dos EUA, depois de Nova York e Los Angeles. Tem uma grande população negra que se identifica com Obama, é o quarto estado que mais envia delegados ao Colégio Eleitoral (20) e será decisivo na eleição presidencial.

No Arizona, um estado do Oeste com grande população de latinos e aposentados, por causa do calor, onde o Partido Republicano costuma vencer, a apuração ainda não terminou. Com 88% das urnas apuradas, Biden tem 43,6% contra 31,6% para Sanders.

Por enquanto, Biden leva 26 delegados e Sanders 22 à convenção democrata. Para o Colégio Eleitoral, o Arizona manda 11 delegados.

O estado de Ohio também deveria realizar eleições prévias hoje. As autoridades de saúde proibiram por causa da pandemia do novo coronavírus. A votação deve ser realizada pelo correio.

Por causa da pandemia, o Partido Democrata cogita não realizar sua convenção nacional. Se o candidato estiver definido, melhor. A campanha eleitoral migrou para a Internet. O fracasso da resposta inicial do governo Donald Trump ao coronavírus e a possível recessão ajudam a oposição.

domingo, 27 de agosto de 2017

Maior jornal do Arizona condena perdão de Trump a xerife linha-dura

Para o maior jornal do estado do Arizona, Arizona Republic, o perdão do presidente Donald Trump ao xerife Joseph Arpaio "foi um tapa na cara dos latinos e de todos os outros". O jornal vê uma prova de que "o racismo institucional é claramente um objetivo de Trump".

Em editorial, o jornal observa que "o perdão de Joe Arpaio eleva o ex-xerife do condado de Maricopa ao status de monumento entre a linha-dura anti-imigração e os nacionalistas da base de Trump. Isso elimina qualquer dúvida de que Trump quis lhes dar poder depois da violência em Charlottesville. Arpaio é seu queridinho. Está de volta agora no seu pedestal graças ao presidente."

A decisão, acrescenta o editorial, agride todos os americanos que acreditam em "justiça, dignidade humana e Estado de Direito": "A ampla maioria dos latinos do Arizona não são indocumentados, mas todos se sentiram sob escrutínio enquanto Arpaio cultivava sua imagem. O perdão é um tapa na cara de quem trabalhou no sistema judicial para fazer Arpaio ser responsabilizado. Tirou a justiça dos que foram atingidos por suas políticas antes mesmo que ele fosse sentenciado."

O jornal concluiu que fica evidente que Trump não tem interesse em ser o presidente de todos os americanos e regride a uma era onde era tolerável discriminar minorias: "Isto deve preocupar todo americano que acredita que nosso dever como nação é continuar trabalhando em favor de uma justiça igual para todos."

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Trump indulta xerife que perseguia imigrantes no Arizona

Três dias depois do patético discurso de Phoenix, em que reafirmou sua tolerância com grupos de extrema direita, o presidente Donald Trump perdoou um dos policiais mais polêmicos e linha-dura dos Estados Unidos, o xerife Jo Arpaio, do condado de Maricopa, no estado do Arizona, informou o jornal The New York Times.

Em julho, Arpaio foi condenado criminalmente por desacatar uma ordem judicial contra barreiras nas estradas tendo como alvo imigrantes e outras medidas arbitrárias, discriminatórias e inconstitucionais para capturar ilegais.

Nas palavras de Trump, "o xerife Jo foi punido por fazer o seu trabalho". Se o presidente começar a indultar policiais acusados de violar os direitos humanos, corre o risco de criar um caos jurídico, adverte o jornal.

Trump indica que agentes públicos que desrespeitarem decisões judiciais terão cobertura do presidente. Ele já sugeriu que perdoaria a si mesmo no escândalo sobre conluio com o Kremlim durante a campanha eleitoral.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

México ameaçar revogar tratado de 1848 se Trump for eleito

Se o magnata imobiliário Donald Trump for eleito presidente dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016 e mudar unilateralmente o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México pode revogar uma série de 75 tratados bilaterais, entre eles o de 1848, que cedeu metade do território mexicano aos EUA, inclusive os estados da Califórnia, do Arizona, de Nevada e do Novo México.

A iniciativa foi apresentada ontem pelo senador esquerdista Armando Ríos Piter em reação ao encontro entre Trump e o presidente Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional, considerado ultrajante pelos mexicanos depois das acusações de tráfico, contrabando e crimes sexuais feitas na campanha e da ameaça de erguer um muro na fronteira entre os dois países e obrigar o México a pagar.

Quando Trump fala em construir um muro alto e inexpugnável na fronteira para barrar os imigrantes ilegais, os mexicanos sugerem ironicamente que seja na fronteira anterior ao tratado de 1848.

"É o primeiro passo para estabelecermos uma política pública sobre como o México deve reagir diante da ameaça" de um governo Trump, declarou o senador ao jornal britânico Financial Times. "Esta lei quer simplesmente proteger uma relação de sucesso de 22 anos útil para ambas as nações. Queremos defender o Nafta de uma posição que visa destruí-lo."

O projeto nasceu de uma ideia do ex-deputado Agustín Barrios Gómez, hoje diretor da Fundação Imagem do México, uma organização que tenta melhorar a percepção do país no exterior.

Além de revogar tratados, o projeto de lei proíbe qualquer tentativa de usar dinheiro mexicano para erguer um muro na fronteira. Se Trump confiscar como prometeu parte dos US$ 24 bilhões que os imigrantes e seus descendentes enviam anualmente ao México, o governo mexicano está autorizado a reter a mesma quantia nas remessas feitas por empresas ou indivíduos aos EUA.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Atirador do Arizona confessa culpa por massacre

No momento em que os Estados Unidos se defrontam com dois massacres recentes cometidos por atiradores alucinados, o jovem Jared Lee Loughner assumiu hoje a responsabilidade pela morte de seis pessoas e ferimentos em outras 13 durante um ataque ao estacionamento de um supermercado em Tucson, a capital do estado do Arizona, em 8 de janeiro do ano passado.

Sua vítima mais notória, a deputada Gabrielle Giffords, atingida na cabeça, conseguiu recuperar os movimentos e a fala, mas decidiu abandonar a vida política. Ela realizava um encontro político no local na hora do ataque.

Ao reconhecer a culpa, Loughner facilita a conclusão do processo. Ele deve ser condenado à prisão perpétua, em vez da pena de morte.

"A dor e a perda causados pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2011 são incalculáveis. Evitar um julgamento vai permitir a nós - e a toda a comunidade do Sul do Arizona - continuar nossa recuperação", disse a ex-deputada em nota conjunta com o marido, o astronauta Mark Kelly, informa o jornal The Washington Post.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Suprema Corte autoriza checar situação de imigrantes

A Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inconstitucionais ontem três artigos da Lei de Imigração do estado do Arizona e declarou que a matéria é da competência do governo federal, mas manteve seu dispositivo central, que autoriza a polícia local a pedir documentos de pessoas detidas que estejam sob suspeita de estar no país ilegalmente.

Por 5 a 3, os ministros do supremo tribunal federal americano consideraram contra a Constituição dos EUA três aspectos da lei:
• enquadrar como crime a procura de emprego por imigrantes ilegais;
• exigir que os imigrantes portem documentos todo o tempo comprovando que podem ficar no país; e
• autorizar as polícias estaduais a prender suspeitos de crimes passíveis de deportação, não importa onde o crime tenha sido cometido.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Atirador do Arizona é mentalmente incapaz

O jovem que matou seis pessoas, baleou a deputada federal democrata Gabrielle Giffords e feriu outras 12 pessoas em 8 de janeiro de 2011 foi declarado mentalmente incapaz hoje por um juiz federal de Tucson, a capital do estado do Arizona, nos Estados Unidos.

Com esta decisão, o julgamento será adiado e Jared Lee Loughner, de 22 anos, dificilmente será levado a um júri popular. Ele está preso desde o ataque e deve ser submetido a tratamento psiquiátrico.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Juiz bloqueia Lei de Imigração de Utah

O juiz federal  suspendeu temporariamente hoje a aplicação de uma lei de imigração aprovada no estado de Utah que exige que a polícia verifique se acusados de crimes estão legalmente nos Estados Unidos, reportou o canal de notícias CNN. A União Americana pelas Liberdades Civis elogiou a decisão.

A lei de Utah é inspirada pela Lei de Imigração do Arizona, que obriga a polícia a conferir a situação de qualquer suspeito de ser imigrantes ilegal, o que foi denunciado como racismo contra mexicanos e outros latino-americanos que hoje são a maioria dos ilegais.

No Arizona, quando a lei entrou em vigor, em julho do ano passado, foi declarada inconstitucional por um juiz. Um tribunal federal de recursos confirmou a sentença. A governadora Jan Brewer promete recorrer à Suprema Corte.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arizona propõe multar obesos e fumantes

Depois de querer prender e expulsar sumariamente os imigrantes ilegais, a governadora ultrarreacionária do estado do Arizona, nos Estados Unidos, Jan Brewer, quer multar em US$ 50 por ano os fumantes e os obesos.

A notícia é um dos destaques do noticiário da TV ABC hoje à noite.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Atirador do Arizona nega culpa

O atirador Jared Lee Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 13 em Tucson, no Arizona, em 8 de janeiro de 2011, inclusive a deputada democrata Gabrielle Giffords, declarou-se inocente diante de um tribunal federal dos Estados Unidos.

Uma estratégia da defesa pode ser que ele estava tão perturbado mentalmente na hora do ataque que não sabia o que está fazendo. Assim, não poderia ser condenado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Obama pede mais civilidade no discurso público

Em mais um discurso arrebatador, o presidente Barack Obama prestou homenagem agora há pouco aos seis mortos e 14 feridos num massacre no estacionamento de um supermercado em Tucson, a capital do Arizona no sábado, 9 de janeiro de 2011. Pediu mais civilidade e honestidade no debate público, união e esforços para que os Estados Unidos sejam grandes como os sonhos de suas crianças.

Obama tentou desarmar a tensão política agravada pela matança, alegando que "a verdade é que nenhum de nós sabe exatamente o que provocou esse ataque cruel". Ele começou dizendo que "aqueles que se ajoelham hoje aqui para rezar junto com vocês estarão a seu lado amanhã. Não há nada que eu possa dizer aqui para preencher o vazio em seus corações, mas as esperanças da nação estão reunidas aqui nesta noite".

Antes da cerimônia, o presidente americano e sua mulher, Michelle Obama, visitaram a deputada democrata Gabrielle Giffords, que foi baleada na cabeça e ainda luta pela vida, na unidade de teriapia intensiva do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson.

Pouco depois da visita, Gaby, como era apelidada, abriu os olhos pela primeira vez desde que foi baleada por Jared Ledd Loughner, que está preso por assassinato e tentativa de assassinato - e pode ser condenado à morte.

"No sábado de manhã", prosseguiu Obama, "Gaby se reuniu no lado de fora de um supermercado para exercer o direito de se reunir para fins pacíficos e a liberdade de expressão. Era uma deputada respondendo a perguntas dos eleitores para levar seus anseios a Washington, o que Gaby chamava de o Congresso na sua esquina, um bom exemplo de governo do povo, pelo povo e para o povo."

O presidente descreveu com detalhes os seis mortos como representantes do que os EUA têm de melhor. Em seguida, revelou que logo depois da visita à deputada baleada ela abriu os olhos: "Ela sabe que estamos aqui ao lado dela nesta difícil jornada". Foi um momento especial, talvez o mais carregado de emoção.

"Nossos corações estão cheios de gratidão por aqueles que salvaram outros. Isso nos lembra que o heroísmo se encontra não somente nos campos de batalha", acrescentou. O jovem estagiário que correu para proteger a deputada e tentar estancar o sangue foi abraçado pelo marido.

Na parte mais delicada do discurso, em tom conciliatório, diante das acusações ao movimento direitista Festa do Chá de inflamar o discurso político de oposição, Obama afirmou que "não podemos e não vamos ficar passivos, mas não podemos transformar esta tragédia em outra. Não podemos nos voltar uns contra os outros. Os EUA são uma família de 300 milhões de pessoas."

Com seu talento para a oratória, Obama observou que "em Gaby nos vemos um flexo do nosso espírito público. Em Christina [a menina de nove anos assassinada], todas as nossas crianças, com sua confiança e energia, merecendo o nosso amor e nossos bons exemplos".

O que se pode tirar de bom de uma tragédia como essa, sugeriu o presidente dos EUA, ''é um esforço para sermos melhores. A falta de civilidade não foi a causa desta tragédia, mas só com mais civilidade na vida política e mais honestidade no discurso público será possível resolver os problemas do país."

A mensagem era: "Somos todos americanos. Podemos discordar das ideias uns dos outros, mas não questionar o amor pelo país", como a direita reacionária insatisfeita com o presidente negro faz contra ele desde a campanha eleitoral.

"Quero que os EUA sejam tão bons quanto o sonho de Christina, que este país atenda às expectativas de suas crianças", disse Obama. Ele contou que no diário de Christina, que era dançava balé e acabava de ser eleita para o grêmio estudantil de sua escola, havia alguns desejos, entre eles, "que todos ajudem aos necessitados e que todos saibam de cor o hino nacional e o cantem com uma mão sobre o coração".

Foi um discurso brilhante, um momento de trégua na batalha política interna, como nos discursos dos presidentes Abraham Lincoln em Gettysburg depois da pior batalha da Guerra da Secessão, Ronald Reagan depois do acidente com a nave espacial Challenger, Bill Clinton depois do atentado de Oklahoma e George W. Bush em 11 de setembro de 2001.

Obama ganhou pontos na batalha de opinião pública e na luta rumo à eleição presidencial de 2012. Mas a luta continua assim que a poeira baixar. Tombstone fica logo ali, no distrito da deputada, que vai até a fronteira com o México.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sarah Palin nega responsabilidade por matança

A ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos e ex-governadora Sarah Palin divulgou mensagem gravada hoje acusando a mídia de transformar os "crimes cometidos por um desequilibrado mental" no último sábado em Tucson, a capital do estado do Arizona, numa acusação contra a direita radical.

Na campanha eleitoral do ano passado, seu sítio de Internet colocou a vaga da deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça, sob a mira de um revólver. Palin alegou que o debate acalorado faz parte da democracia americana, mas "um dia depois das eleições todos se cumprimentam e todos voltamos a trabalhar juntos".

Numa gravação de oito minutos em postura defensiva, Palin usou a expressão "libelo de sangue", usada na perseguição aos judeus na Europa durante a Idade Média, quando os judeus eram acusados de sacrificar crianças cristãs para usar o sangue em rituais macabros.

Mais uma vez, a ex-governadora e aspirante à Casa Branca passou dos limites.

A demonização do presidente Barack Obama, descrito até como um "anti-Cristo", as denúncias contra a "tirania de Washington" e contra a máquina Estado, que salvou o país da crise, são comuns nos discursos da direita mais reacionária, do movimento radical Festa do Chá, acusado de inflamar o ambiente político.

O país tem uma longa história de violência política, com assassinatos e tentativas de assassinato de presidentes. Não é de hoje. Mas, desde a eleição de um negro para a Casa Branca, em 2008, o debate esquentou ainda mais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Promotoria pede pena de morte para atirador de Tucson

promotoria pediu pena de morte para Jared Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 14 sábado em Tucson, no Arizona, no Sul dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama deve visitar a cidade amanhã, num ato de desagravo.

Um vizinho revelou que a família dele está “arrasada” e pode divulgar um comunicado em breve. 

A deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça, continua em estado crítico. Ela representa um distrito junto à fronteira com o México notório pela retórica política inflamada.