No momento em que os Estados Unidos se defrontam com dois massacres recentes cometidos por atiradores alucinados, o jovem Jared Lee Loughner assumiu hoje a responsabilidade pela morte de seis pessoas e ferimentos em outras 13 durante um ataque ao estacionamento de um supermercado em Tucson, a capital do estado do Arizona, em 8 de janeiro do ano passado.
Sua vítima mais notória, a deputada Gabrielle Giffords, atingida na cabeça, conseguiu recuperar os movimentos e a fala, mas decidiu abandonar a vida política. Ela realizava um encontro político no local na hora do ataque.
Ao reconhecer a culpa, Loughner facilita a conclusão do processo. Ele deve ser condenado à prisão perpétua, em vez da pena de morte.
"A dor e a perda causados pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2011 são incalculáveis. Evitar um julgamento vai permitir a nós - e a toda a comunidade do Sul do Arizona - continuar nossa recuperação", disse a ex-deputada em nota conjunta com o marido, o astronauta Mark Kelly, informa o jornal The Washington Post.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Atirador do Arizona é mentalmente incapaz
O jovem que matou seis pessoas, baleou a deputada federal democrata Gabrielle Giffords e feriu outras 12 pessoas em 8 de janeiro de 2011 foi declarado mentalmente incapaz hoje por um juiz federal de Tucson, a capital do estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Com esta decisão, o julgamento será adiado e Jared Lee Loughner, de 22 anos, dificilmente será levado a um júri popular. Ele está preso desde o ataque e deve ser submetido a tratamento psiquiátrico.
Com esta decisão, o julgamento será adiado e Jared Lee Loughner, de 22 anos, dificilmente será levado a um júri popular. Ele está preso desde o ataque e deve ser submetido a tratamento psiquiátrico.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Atirador do Arizona nega culpa
O atirador Jared Lee Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 13 em Tucson, no Arizona, em 8 de janeiro de 2011, inclusive a deputada democrata Gabrielle Giffords, declarou-se inocente diante de um tribunal federal dos Estados Unidos.
Uma estratégia da defesa pode ser que ele estava tão perturbado mentalmente na hora do ataque que não sabia o que está fazendo. Assim, não poderia ser condenado.
Uma estratégia da defesa pode ser que ele estava tão perturbado mentalmente na hora do ataque que não sabia o que está fazendo. Assim, não poderia ser condenado.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Loughner é denunciado por assassinato
Um tribunal do júri federal dos Estados Unidos aceitou hoje a denúncia contra Jared Lee Loughner por tentativa de assassinato da deputada federal Gabrielle Giffords e o assassinato de dois assessores da parlamentar em 8 de janeiro de 2011, em Tucson, capital do estado do Arizona.
Ao todo, Loughner matou seis pessoas e feriu outras 13. O alvo do ataque foi a deputada democrata Gabrielle Giffords, que pode sair hoje do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson nesta quinta-feira e ser levada para um centro de reabilitação em Houston, no Texas.
Ao todo, Loughner matou seis pessoas e feriu outras 13. O alvo do ataque foi a deputada democrata Gabrielle Giffords, que pode sair hoje do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson nesta quinta-feira e ser levada para um centro de reabilitação em Houston, no Texas.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Obama pede mais civilidade no discurso público
Em mais um discurso arrebatador, o presidente Barack Obama prestou homenagem agora há pouco aos seis mortos e 14 feridos num massacre no estacionamento de um supermercado em Tucson, a capital do Arizona no sábado, 9 de janeiro de 2011. Pediu mais civilidade e honestidade no debate público, união e esforços para que os Estados Unidos sejam grandes como os sonhos de suas crianças.
Obama tentou desarmar a tensão política agravada pela matança, alegando que "a verdade é que nenhum de nós sabe exatamente o que provocou esse ataque cruel". Ele começou dizendo que "aqueles que se ajoelham hoje aqui para rezar junto com vocês estarão a seu lado amanhã. Não há nada que eu possa dizer aqui para preencher o vazio em seus corações, mas as esperanças da nação estão reunidas aqui nesta noite".
Antes da cerimônia, o presidente americano e sua mulher, Michelle Obama, visitaram a deputada democrata Gabrielle Giffords, que foi baleada na cabeça e ainda luta pela vida, na unidade de teriapia intensiva do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson.
Pouco depois da visita, Gaby, como era apelidada, abriu os olhos pela primeira vez desde que foi baleada por Jared Ledd Loughner, que está preso por assassinato e tentativa de assassinato - e pode ser condenado à morte.
"No sábado de manhã", prosseguiu Obama, "Gaby se reuniu no lado de fora de um supermercado para exercer o direito de se reunir para fins pacíficos e a liberdade de expressão. Era uma deputada respondendo a perguntas dos eleitores para levar seus anseios a Washington, o que Gaby chamava de o Congresso na sua esquina, um bom exemplo de governo do povo, pelo povo e para o povo."
O presidente descreveu com detalhes os seis mortos como representantes do que os EUA têm de melhor. Em seguida, revelou que logo depois da visita à deputada baleada ela abriu os olhos: "Ela sabe que estamos aqui ao lado dela nesta difícil jornada". Foi um momento especial, talvez o mais carregado de emoção.
"Nossos corações estão cheios de gratidão por aqueles que salvaram outros. Isso nos lembra que o heroísmo se encontra não somente nos campos de batalha", acrescentou. O jovem estagiário que correu para proteger a deputada e tentar estancar o sangue foi abraçado pelo marido.
Na parte mais delicada do discurso, em tom conciliatório, diante das acusações ao movimento direitista Festa do Chá de inflamar o discurso político de oposição, Obama afirmou que "não podemos e não vamos ficar passivos, mas não podemos transformar esta tragédia em outra. Não podemos nos voltar uns contra os outros. Os EUA são uma família de 300 milhões de pessoas."
Com seu talento para a oratória, Obama observou que "em Gaby nos vemos um flexo do nosso espírito público. Em Christina [a menina de nove anos assassinada], todas as nossas crianças, com sua confiança e energia, merecendo o nosso amor e nossos bons exemplos".
O que se pode tirar de bom de uma tragédia como essa, sugeriu o presidente dos EUA, ''é um esforço para sermos melhores. A falta de civilidade não foi a causa desta tragédia, mas só com mais civilidade na vida política e mais honestidade no discurso público será possível resolver os problemas do país."
A mensagem era: "Somos todos americanos. Podemos discordar das ideias uns dos outros, mas não questionar o amor pelo país", como a direita reacionária insatisfeita com o presidente negro faz contra ele desde a campanha eleitoral.
"Quero que os EUA sejam tão bons quanto o sonho de Christina, que este país atenda às expectativas de suas crianças", disse Obama. Ele contou que no diário de Christina, que era dançava balé e acabava de ser eleita para o grêmio estudantil de sua escola, havia alguns desejos, entre eles, "que todos ajudem aos necessitados e que todos saibam de cor o hino nacional e o cantem com uma mão sobre o coração".
Foi um discurso brilhante, um momento de trégua na batalha política interna, como nos discursos dos presidentes Abraham Lincoln em Gettysburg depois da pior batalha da Guerra da Secessão, Ronald Reagan depois do acidente com a nave espacial Challenger, Bill Clinton depois do atentado de Oklahoma e George W. Bush em 11 de setembro de 2001.
Obama ganhou pontos na batalha de opinião pública e na luta rumo à eleição presidencial de 2012. Mas a luta continua assim que a poeira baixar. Tombstone fica logo ali, no distrito da deputada, que vai até a fronteira com o México.
Obama tentou desarmar a tensão política agravada pela matança, alegando que "a verdade é que nenhum de nós sabe exatamente o que provocou esse ataque cruel". Ele começou dizendo que "aqueles que se ajoelham hoje aqui para rezar junto com vocês estarão a seu lado amanhã. Não há nada que eu possa dizer aqui para preencher o vazio em seus corações, mas as esperanças da nação estão reunidas aqui nesta noite".
Antes da cerimônia, o presidente americano e sua mulher, Michelle Obama, visitaram a deputada democrata Gabrielle Giffords, que foi baleada na cabeça e ainda luta pela vida, na unidade de teriapia intensiva do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson.
Pouco depois da visita, Gaby, como era apelidada, abriu os olhos pela primeira vez desde que foi baleada por Jared Ledd Loughner, que está preso por assassinato e tentativa de assassinato - e pode ser condenado à morte.
"No sábado de manhã", prosseguiu Obama, "Gaby se reuniu no lado de fora de um supermercado para exercer o direito de se reunir para fins pacíficos e a liberdade de expressão. Era uma deputada respondendo a perguntas dos eleitores para levar seus anseios a Washington, o que Gaby chamava de o Congresso na sua esquina, um bom exemplo de governo do povo, pelo povo e para o povo."
O presidente descreveu com detalhes os seis mortos como representantes do que os EUA têm de melhor. Em seguida, revelou que logo depois da visita à deputada baleada ela abriu os olhos: "Ela sabe que estamos aqui ao lado dela nesta difícil jornada". Foi um momento especial, talvez o mais carregado de emoção.
"Nossos corações estão cheios de gratidão por aqueles que salvaram outros. Isso nos lembra que o heroísmo se encontra não somente nos campos de batalha", acrescentou. O jovem estagiário que correu para proteger a deputada e tentar estancar o sangue foi abraçado pelo marido.
Na parte mais delicada do discurso, em tom conciliatório, diante das acusações ao movimento direitista Festa do Chá de inflamar o discurso político de oposição, Obama afirmou que "não podemos e não vamos ficar passivos, mas não podemos transformar esta tragédia em outra. Não podemos nos voltar uns contra os outros. Os EUA são uma família de 300 milhões de pessoas."
Com seu talento para a oratória, Obama observou que "em Gaby nos vemos um flexo do nosso espírito público. Em Christina [a menina de nove anos assassinada], todas as nossas crianças, com sua confiança e energia, merecendo o nosso amor e nossos bons exemplos".
O que se pode tirar de bom de uma tragédia como essa, sugeriu o presidente dos EUA, ''é um esforço para sermos melhores. A falta de civilidade não foi a causa desta tragédia, mas só com mais civilidade na vida política e mais honestidade no discurso público será possível resolver os problemas do país."
A mensagem era: "Somos todos americanos. Podemos discordar das ideias uns dos outros, mas não questionar o amor pelo país", como a direita reacionária insatisfeita com o presidente negro faz contra ele desde a campanha eleitoral.
"Quero que os EUA sejam tão bons quanto o sonho de Christina, que este país atenda às expectativas de suas crianças", disse Obama. Ele contou que no diário de Christina, que era dançava balé e acabava de ser eleita para o grêmio estudantil de sua escola, havia alguns desejos, entre eles, "que todos ajudem aos necessitados e que todos saibam de cor o hino nacional e o cantem com uma mão sobre o coração".
Foi um discurso brilhante, um momento de trégua na batalha política interna, como nos discursos dos presidentes Abraham Lincoln em Gettysburg depois da pior batalha da Guerra da Secessão, Ronald Reagan depois do acidente com a nave espacial Challenger, Bill Clinton depois do atentado de Oklahoma e George W. Bush em 11 de setembro de 2001.
Obama ganhou pontos na batalha de opinião pública e na luta rumo à eleição presidencial de 2012. Mas a luta continua assim que a poeira baixar. Tombstone fica logo ali, no distrito da deputada, que vai até a fronteira com o México.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sarah Palin nega responsabilidade por matança
A ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos e ex-governadora Sarah Palin divulgou mensagem gravada hoje acusando a mídia de transformar os "crimes cometidos por um desequilibrado mental" no último sábado em Tucson, a capital do estado do Arizona, numa acusação contra a direita radical.
Na campanha eleitoral do ano passado, seu sítio de Internet colocou a vaga da deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça, sob a mira de um revólver. Palin alegou que o debate acalorado faz parte da democracia americana, mas "um dia depois das eleições todos se cumprimentam e todos voltamos a trabalhar juntos".
Numa gravação de oito minutos em postura defensiva, Palin usou a expressão "libelo de sangue", usada na perseguição aos judeus na Europa durante a Idade Média, quando os judeus eram acusados de sacrificar crianças cristãs para usar o sangue em rituais macabros.
Mais uma vez, a ex-governadora e aspirante à Casa Branca passou dos limites.
Numa gravação de oito minutos em postura defensiva, Palin usou a expressão "libelo de sangue", usada na perseguição aos judeus na Europa durante a Idade Média, quando os judeus eram acusados de sacrificar crianças cristãs para usar o sangue em rituais macabros.
Mais uma vez, a ex-governadora e aspirante à Casa Branca passou dos limites.
A demonização do presidente Barack Obama, descrito até como um "anti-Cristo", as denúncias contra a "tirania de Washington" e contra a máquina Estado, que salvou o país da crise, são comuns nos discursos da direita mais reacionária, do movimento radical Festa do Chá, acusado de inflamar o ambiente político.
O país tem uma longa história de violência política, com assassinatos e tentativas de assassinato de presidentes. Não é de hoje. Mas, desde a eleição de um negro para a Casa Branca, em 2008, o debate esquentou ainda mais.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Médico garante que deputada baleada sobrevive
A deputada Gabrielle Giffords, baleada na cabeça há três dias nos Estados Unidos, já respira sem a ajuda de aparelhos e os médicos afirmam que ela vai sobreviver.
"Ela tem 101% de chance de sobreviver", garantiu o médico Peter Rhee, chefe de traumatologia do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson. "Ela não vai morrer."
No fim da tarde de hoje, a família do atirador, Jared Lee Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 14, inclusive a deputada, no último sábado, divulgou um comunicado lamentando a matança: "Não há palavras que possam expressar como nos sentimos. Gostaríamos que houvesse, assim poderíamos nos sentir melhor".
A família pediu respeito à sua privacidade neste "momento muito difícil".
"Ela tem 101% de chance de sobreviver", garantiu o médico Peter Rhee, chefe de traumatologia do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson. "Ela não vai morrer."
No fim da tarde de hoje, a família do atirador, Jared Lee Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 14, inclusive a deputada, no último sábado, divulgou um comunicado lamentando a matança: "Não há palavras que possam expressar como nos sentimos. Gostaríamos que houvesse, assim poderíamos nos sentir melhor".
A família pediu respeito à sua privacidade neste "momento muito difícil".
Promotoria pede pena de morte para atirador de Tucson
A promotoria pediu pena de morte para Jared Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 14 sábado em Tucson, no Arizona, no Sul dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama deve visitar a cidade amanhã, num ato de desagravo.
Um vizinho revelou que a família dele está “arrasada” e pode divulgar um comunicado em breve.
A deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça, continua em estado crítico. Ela representa um distrito junto à fronteira com o México notório pela retórica política inflamada.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Atirador do Arizona será apresentado hoje à Justiça
Jared Loughner, o jovem de 22 anos que atirou contra a deputada democrata Gabrielle Giffords, ferindo-a gravemente e matando seis pessoas, inclusive um juiz federal e uma menina de nove anos, no sábado em Tucson, no Arizona, será apresentado hoje à Justiça dos Estados Unidos.
O discurso oposicionista inflamado do movimento ultraconservador Festa do Chá está sendo responsabilizado pela crescente agressividade da política nos EUA.
Ao meio-dia, pelo horário de Washington, sob a liderança do presidente Barack Obama e da primeira-dama Michello, o país fez um minuto de silêncio hoje em homenagem às vítimas do pistoleiro. Obama é um dos principais alvos dos discursos raivosos da direita republicana, que o acusa até de anti-Cristo.
Gabrielle Giffords recebia eleitores no estacionamento de um centro comercial, quando Loughner se aproximou a menos de um metro e meio dela e atirou na deputada. Uma bala atravessou a cabeça dela.
Seis pessoas morreram, entre elas o juiz federal John Rolls e a menina Christina Green, de apenas nove anos, nascida em 11 de setembro de 2001, data dos atentados terroristas contra Nova York e o Pentágono.
O chefe de polícia do condado, Clarence Dupnik, elogiou dois homens que atacaram o atirador quando ele tentava recarregar sua pistola automótica Glock. Enquanto ele estava caído e era seguro pelos homens, uma mulher tomou o cartucho com mais munição.
A matança parou. O país continua em estado de choque.
Loughner não tinha antecedentes criminais, mas tinha divulgado mensagens agressivas na Internet. A deputada tinha recebido ameaças de morte por ser a favor da reforma da saúde do governo Obama e contra a Lei do Imigração do Arizona, que facilita a deportação de imigrantes ilegais.
Ao meio-dia, pelo horário de Washington, sob a liderança do presidente Barack Obama e da primeira-dama Michello, o país fez um minuto de silêncio hoje em homenagem às vítimas do pistoleiro. Obama é um dos principais alvos dos discursos raivosos da direita republicana, que o acusa até de anti-Cristo.
Gabrielle Giffords recebia eleitores no estacionamento de um centro comercial, quando Loughner se aproximou a menos de um metro e meio dela e atirou na deputada. Uma bala atravessou a cabeça dela.
Seis pessoas morreram, entre elas o juiz federal John Rolls e a menina Christina Green, de apenas nove anos, nascida em 11 de setembro de 2001, data dos atentados terroristas contra Nova York e o Pentágono.
O chefe de polícia do condado, Clarence Dupnik, elogiou dois homens que atacaram o atirador quando ele tentava recarregar sua pistola automótica Glock. Enquanto ele estava caído e era seguro pelos homens, uma mulher tomou o cartucho com mais munição.
A matança parou. O país continua em estado de choque.
Loughner não tinha antecedentes criminais, mas tinha divulgado mensagens agressivas na Internet. A deputada tinha recebido ameaças de morte por ser a favor da reforma da saúde do governo Obama e contra a Lei do Imigração do Arizona, que facilita a deportação de imigrantes ilegais.
A secretária de Estado, Hillary Clinton, descreveu o atirador como “extremista”, sugerindo que ele tem ligações com grupos direitistas. O chefe de polícia declarou que "o Arizona tornou-se a meca da intolerância e do preconceito".
domingo, 9 de janeiro de 2011
Deputada é baleada nos EUA
Em meio às tensões geradas pela crise e pela agressividade da oposição conservadora contra o governo Barack Obama, seis pessoas foram mortas, inclusive um juiz federal e uma criança, e a deputada democrata Gabrielle Giffords foi baleada num evento político ontem em Tucson, a capital do estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Giffords, um dos destaques da bancada do Partido Democrata, agora em minoria na Câmara, está em estado crítico. Outras 13 pessoas saíram feridas.
O principal suspeito foi preso. É Jared Loughner, um jovem de 22 anos que vinha apresentando um comportamento estranho e agressivo,
Mas o maior problema é a deterioração do ambiente político no país, descrito pelo ex-presidente Jimmy Carter como o pior desde que os estados do Sul decidiram se separar, em 1861, para manter a escravidão, dando início à Guerra da Secessão.
Até hoje, a guerra civil é a pior guerra de História dos EUA, com mais de 600 mil mortos, mais do qualquer outra travada pelo país. As comemorações de seus 150 anos vão marcar o ano por lá.
A retórica da direita ultraconservadora é responsável por esse aumento de tensão. Durante um comício da campanha para as eleições de meio de mandato, em 2 de novembro de 2010, a candidata a vice-presidente do Partido Republicano em 2008, a ex-governadora Sarah Palin, disse a um público exultante: "Não recuem! Recarreguem!"
No vizinho estado de Nevada, a candidata Sharron Angle defendeu soluções com os "remédios da Emanda Constitucional nº 2", que garante o direito de portar armas para autodefesa.
Giffords, um dos destaques da bancada do Partido Democrata, agora em minoria na Câmara, está em estado crítico. Outras 13 pessoas saíram feridas.
O principal suspeito foi preso. É Jared Loughner, um jovem de 22 anos que vinha apresentando um comportamento estranho e agressivo,
Mas o maior problema é a deterioração do ambiente político no país, descrito pelo ex-presidente Jimmy Carter como o pior desde que os estados do Sul decidiram se separar, em 1861, para manter a escravidão, dando início à Guerra da Secessão.
Até hoje, a guerra civil é a pior guerra de História dos EUA, com mais de 600 mil mortos, mais do qualquer outra travada pelo país. As comemorações de seus 150 anos vão marcar o ano por lá.
A retórica da direita ultraconservadora é responsável por esse aumento de tensão. Durante um comício da campanha para as eleições de meio de mandato, em 2 de novembro de 2010, a candidata a vice-presidente do Partido Republicano em 2008, a ex-governadora Sarah Palin, disse a um público exultante: "Não recuem! Recarreguem!"
No vizinho estado de Nevada, a candidata Sharron Angle defendeu soluções com os "remédios da Emanda Constitucional nº 2", que garante o direito de portar armas para autodefesa.
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