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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Atiradores matam 14 pessoas na Califórnia

Duas pessoas armadas com fuzis de assalto estão sendo caçadas na Califórnia depois de matarem pelo menos 14 pessoas em San Bernardino. Outras 17 vítimas foram hospitalizadas. O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, não afastou a hipótese de terrorismo.

Os atiradores estavam mascarados, carregavam fuzis e talvez usassem coletes a prova de bala. Não tinham armas de cano curto. Eles atacaram um centro de serviços sociais durante uma festa de fim de ano de funcionários do governo local. O primeiro alerta foi dado às onze da manhã a 100 quilômetros a leste de Los Angeles (17h em Brasília).

Às 2h40 da tarde, houve um alerta de bomba no Centro Médico da Universidade de Loma Linda, para onde foram levados vários feridos. As aulas foram suspensas e todos os prédios e lojas da área foram fechadas.

Os suspeitos fugiram num veículo utilitário esportivo preto que começou a ser perseguido pela polícia às 15h (21h em Brasília). Um homem e uma mulher foram mortos na fuga. O atirador foi identificado como Syed Farook, de 28 anos, e sua companheira como Tashfeen Malik, de 27 anos.

Horas depois, o jornal Los Angeles Times informou que o massacre deve ter sido provocado por uma briga dentro da festa. Um homem contrariado teria voltado armado com a mulher para se vingar. As causas do conflito não foram reveladas.

Essa foi a 355ª matança com quatro mortes ou mais neste ano nos EUA. O presidente Barack Obama lembrou que terroristas estrangeiros podem aproveitar a facilidade para comprar armas no Paris para cometer atentados semelhantes aos de Paris.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Boko Haram massacra mais de cem pessoas em Camarões

A milícia extremista muçulmana nigeriana Boko Haram matou ontem mais de cem pessoas ontem na cidade de Fotokol, na República de Camarões, junto à fronteira com a Nigéria, noticiou a televisão árabe especializada em notícias Al Jazira. Muitos moradores foram degolados dentro de suas casas e de uma mesquita.

Na terça-feira, o Exército do Chade atacou o grupo jihadista na cidade de Gamboru, na Nigéria, matando cerca de 200 milicianos. Nove soldados chadianos morreram em combate. O massacre de Fotokol está sendo considerado uma vingança do grupo.

"Boko Haram entrou em Fotokol através de Gamboru no início da manhã e matou mais de cem pessoas na mesquita e nas suas casas, e incendiou propriedades", descreveu o líder comunitário Abatchou Abatcha, entrevistado por telefone pela agência Reuters.

A União Africana discute hoje os detalhes finais para formar uma força multinacional para combater o terrorismo na África Ocidental. Na semana passada, decidiu formar um exército de 7,5 mil soldados.

O grupo jihadista, cujo nome significa "não à educação ocidental", trava desde 2009 o que considera uma "guerra santa" para impor a lei islâmica à região. Pelo menos 12 mil pessoas foram mortas nesta guerra, que começou no empobrecido Nordeste da Nigéria e agora se espalha por outros países miseráveis da África Ocidental.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Jihadistas afirmam ter matado 1.700 militares iraquianos

A milícia fundamentalista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), uma dissidência da rede terrorista Al Caeda, declarou ter matado 1,7 mil soldados iraquianos na cidade de Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto e morto por uma invasão americana.

É uma situação tão grave que os Estados Unidos estão apoiando a intervenção militar de uma tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã para defender Bagdá e evitar o colapso do governo do primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki. Os drones, aviões não tripulados das Forças Armadas dos EUA podem ser usados para bombardear posições dos jihadistas.

Hoje o secretário de Estado americano, John Kerry, admitiu a possibilidade de cooperar com o Irã, mas disse que não haverá coordenação entre as ações militares dos dois país, com os EUA atuando como força aérea da Guarda Revolucionária Iraniana.

A tropa de elite do Irã já atua na guerra civil da Síria, ao lado do ditador Bachar Assad, a quem Washington se opõe. O EIIL luta contra Assad na Síria e contra o governo xiita iraquiano.

O governo americano está retirando os funcionários não essenciais da embaixada em Bagdá, mas a segurança será reforçada por mais 275 soldados e agentes especiais.

Na frente Norte, perto de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, os rebeldes fundamentalistas tomaram outra cidade importante, Tal Afar, de 200 mil habitantes, derrotando um dos principais generais iraquianos. Foi mais uma demonstração de fraqueza do Exército do Iraque, desmobilizando há 11 anos, depois da queda de Saddam Hussein, e recriado com treinamento dos EUA, sem sucesso.

Agora há pouco, um alto funcionário da Casa Branca admitiu enviar forças de operações especiais dos EUA para assessorar as forças de segurança do Iraque.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Terrorista norueguês considerado são pega 21 anos

Depois de ser declarado mentalmente capaz de responder por seus crimes, o terrorista norueguês Anders Breivik foi condenado hoje à pena máxima existente no país, de 21 anos de prisão, que pode ser prorrogada para prisão perpétua se ele for considerado perigoso. Em 22 de julho de 2011, ele matou 77 pessoas num atentado no centro de Oslo seguido de um ataque a um encontro do setor jovem do Partido Trabalhista na ilha de Utoya.

Os cinco juízes chegaram ao veredito por unanimidade. Em seu discurso, Breivik afirmou que atacou para destruir a sociedade liberal multicultural que estaria permitindo uma infiltração muçulmana na Noruega. Chegou a pedir desculpas a seus companheiros de extrema direita por não ter matado mais gente.

Na sua cruzada neonazista, o terrorista colocou uma bomba diante do escritório do primeiro-ministro, no centro da capital, matando oito pessoas, e partiu para a ilha onde, fantasiado de policial, abriu fogo contra o acampamento anual da juventude do partido do governo, matando mais 69 pessoas.

Breivik alegou que aqueles jovens eram alvos legítimos porque estavam sendo doutrinados para liderar a sociedade multicultiral em que seu país estaria se transformando.

sábado, 21 de julho de 2012

Matança esquenta debate sobre controle de armas

LONDRES - O ataque à pré-estréia do sinistro filme do Batman em Denver, no Colorado, recoloca o debate sobre o controle da venda de armas no centro dos debates para a eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

Doze pessoas morreram e 59 saíram feridas depois que um atirador invadiu uma saída de emergência à meia-noite de ontem, declarou: "Eu sou o coringa" - e saiu atirando para todos os lados.

O suspeito, James Holmes, de 24 anos, um doutorando de medicina considerado brilhante mas solitário, comprou armas de guerra e milhares de peças de munição em lojas e via Internet. A polícia do estado do Colorado ainda não conseguiu entrar na casa dele, cercada de armadilhas.

Sob o impacto da tragédia, o presidente Barack Obama e o republicano Mitt Romney, suspenderam ontem suas campanhas à Casa Branca, mas o tema será explorado com certeza num país onde uma emenda constitucional garante o direito de portar armas para sua própria defesa.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, já cobrou do presidente uma posição sobre o controle da venda de armas. Mas os analistas observam que nenhum dos candidatos tem muito a ganhar com o debate.

Se der qualquer sinal a favor de maior controle, o Romney perde o apoio da Associação Nacional do Rifle, o grande lobby dos fabricantes de armas, poderoso dentro do Partido Republicano. Já Obama é o candidato natural de quem defende uma fiscalização mais rigorosa. Assumir claramente esta posição pode afastar eleitores independentes e de centro favoráveis ao porte de armas.

A questão é: o que é defesa própria? Ter um revólver pode significar pouco diante dos fuzis e submetralhadoras que os traficantes e do Rio de Janeiro e os franco-atiradores de escolas, shopping centers e agora cinemas dos EUA têm.

Dentro deste raciocínio, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, talvez até mísseis antiaéreos para abater aviões inimigos. Se a Força Aérea não chegou em tempo de defender o Pentágono, que chance tem o cidadão comum diante da rede terrorista Al Caeda.

Outro debate inevitável é sobre o impacto desses filmes de violência extrema e brutal do início ao fim sobre esses jovens que tentam repetir essas chacinas e tragédias na vida real.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Matança aumenta venda de pistola nos EUA

A matança de seis pessoas no sábado passado em Tucson, no Arizona provocou uma nova discussão sobre controle de armas nos Estados Unidos. Mas, ao mesmo tempo, aumentou substancialmente as vendas de pistolas semiautomáticas Glock de 9mm - a arma do crime.


Além dos mortos, 14 pessoas saíram feridas, entre elas a deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça. Ela está em recuperar e os médicos afirmam que deve sobreviver.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Médico garante que deputada baleada sobrevive

A deputada Gabrielle Giffords, baleada na cabeça há três dias nos Estados Unidos, já respira sem a ajuda de aparelhos e os médicos afirmam que ela vai sobreviver.

"Ela tem 101% de chance de sobreviver", garantiu o médico Peter Rhee, chefe de traumatologia do Centro Médico da Universidade do Arizona em Tucson. "Ela não vai morrer."

No fim da tarde de hoje, a família do atirador, Jared Lee Loughner, que matou seis pessoas e feriu outras 14, inclusive a deputada, no último sábado, divulgou um comunicado lamentando a matança: "Não há palavras que possam expressar como nos sentimos. Gostaríamos que houvesse, assim poderíamos nos sentir melhor".

A família pediu respeito à sua privacidade neste "momento muito difícil".